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2013

Posts em 2013.

Filmes

Dois filmes que me tocaram muito esse ano: “As Vantagens de Ser Invisível” e “O Lado Bom da Vida”

‘As Vantagens de Ser Invisível’ eu assisti há alguns meses atrás e gostei tanto que acabei depois lendo o livro também, ‘O Lado Bom da Vida’ eu assisti ontem e, é tão incrível quanto…

As Vantagens de Ser Invisível – Sinopse

Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Sua professora de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.

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O Lado bom da Vida – Sinopse

Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.

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Gosto de filmes que abordam bastante o lado psicológico das pessoas sem análises científicas demais e sem transformar as coisas num bicho de sete cabeças, porque principalmente quem passa por algum distúrbio (ou não necessariamente), sempre se identifica com as historias – mesmo que a ficção não tenha nada a ver com sua vida.

Eu que tenho uma ansiedade digamos assim, mais ‘aflorada’ que o normal, trato disso nos dias de hoje e não é algo que se ‘sara’ de um dia pro outro. Aprendi que com o tempo você vai se conhecendo melhor e vai aprendendo a lidar com isso. Ambas histórias deixam a sensibilidade bem aflorada (principalmente quando a trilha é tão incrível quanto o filme).

Faz a gente pensar que os problemas muitas vezes são bem menores quando não exageramos ao se queixar deles… Que pensar positivo (sempre!), tem um poder imensurável e encontrar o lado bom dos acontecimentos da vida – Excelsior! – é o caminho mais curto e prático pra encontrar as soluções. Não é tão fácil na prática, mas também não é impossível, além do mais, se tudo fosse de mão beijada, a vida seria sonsa demais

“O mundo é difícil o suficiente, gente. Ele é lasca o bastante por si só. Será que ninguém pode dizer: – ei, vamos ser positivos? Vamos dar um final feliz pra história?”
(O Lado Bom da Vida)

“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.”
(As Vantagens de ser Invisível)

Peru: Machu Picchu

Primeiro de tudo: desculpem a demora! Estou há dias prometendo o post de Machu Picchu que só agora saiu e deixei esse lugar por ultimo porque né… É Machu Picchu. Quando se viaja existem alguns lugares que são mágicos por sua existência, é aquele tipo de lugar que quando você visita não tem como não sentir a energia que transmite, não só pelo lugar, mas pela história, o quão antigo é… Enfim… Muitas coisas. Nas nossas viagens, alguns lugares que eu senti muito essa energia foram: Stonehenge, Coliseu em Roma e claro, Machu Picchu.

Não dá pra transmitir como é tudo isso em palavras. É o tipo de lugar no mundo que tem que ir por você e conhecer pra ver/sentir por si mesmo. É aquele tipo de lugar que você fica por muitos minutos olhando e não acreditando que tudo aquilo está diante dos seus olhos. É um lugar que não tem como não se emocionar, que não tem como não te dar arrepios, que torna você muito pequeno diante de tantas maravilhas que tem no mundo, que tudo aquilo que você já viu em fotos, filmes ou qualquer outra coisa, não é nada, quando se está diante de um lugar como Machu Picchu.

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Machu Picchu tem uma história muita louca e muitas teorias. É Patrimônio Mundial da UNESCO, em quíchua leva o nome “velha montanha” e, é chamado também como a “cidade perdida dos Incas”, fica localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba e possivelmente por ser no meio da montanha, Machu Picchu só foi descoberto em 1911. Ainda há controvérsias sobre o verdadeiro descobridor. Aqui explica rapidamente o motivo.

O fato é que Machu Picchu é um lugar no mundo incrível, é um lugar que todos os amantes de viagem devem um dia conhecer e mesmo pra aqueles que nem pensam tanto em viajar, mas é algo tão único, que todos no mundo, um dia deveriam conhecer.

Indo pra Machu Picchu:

Fomos de Cusco até uma cidade (que esqueci o nome agora) de ônibus, antes o trem ia direto de Cusco pra Machu Picchu, porém, por motivos de reforma, tivemos que sair dessa cidade e ir até Águas Calientes. Lá é tipo uma vila (muito bem estruturada por sinal) e que fica bem próxima de Machu Picchu. Dessa cidade (que puta merda, ainda não lembrei o nome), fomos pra Águas Calientes de trem… É um passeio que vale muito à pena. Em Águas Calientes, nós passamos o dia, há vários restaurantes legais alí, dormimos uma noite (em albergue) e no outro dia, antes mesmo do sol nascer, fomos pra Machu Picchu E Huayna Picchu – que expliquei como esses dois passeios funcionam nesse post aqui.

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Como chegar?

Acordamos super cedo quando estávamos em Águas Calientes, um dia antes você compra o ticket de ônibus (ida + volta) que te leva pra lá, eles saem a todo o momento, mas quanto mais cedo você chegar, é melhor. O ônibus sobe a estrada de Águas Calientes que liga ao parque. É uma estrada bem sinuosa, dalí já dá pra sentir que o passeio do dia será no modo aventura e muita gente faz essa subida da estrada a pé. Chegando lá, antes de entrar no parque, existem alguns serviços que é bom saber e que pouca gente informa: banheiros, lanchonete, guias (paga à parte) e guarda volumes (paga à parte também). Pra entrar lá você precisa estar com o ticket do passeio (duh! óbvio), passaporte ou outro documento com foto. Não pediram a carteirinha de vacinação da Febre Amarela, mas, independente de terem pedido ou não, eu acho super importante tomar a vacina. Logo que chegamos, passamos por Machu Picchu, mas fomos direto para Huayna Picchu, pois o nosso grupo era o primeiro – das 7 horas da manhã. Muito protetor solar, repelente e água – essas são as 3 principais coisas que você precisa pra visitar Huayna, além é claro, de um tênis confortável e roupas confortáveis. Evite regatas, bermudas e claro, tenha disposição e (muita) coragem. Huayna Picchu é a montanha da foto mais clássica de Machu Picchu que todo mundo conhece e nós subimos até o topo dela.

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Vale a pena? Muito. Vale a pena pela trilha, pela vista e principalmente pela superação por cada passo que você dá até chegar lá em cima.

É fácil? Não. Mas não é impossível. Cada um faz no seu ritmo e todos chegam lá. É cansativo, o cuidado tem que ser grande, a altitude judia bem, é alto pra cara#$%@, mas mesmo pra quem tem fobia de altura (eu acho que) dá pra fazer. Nosso lema do começo ao fim foi: “firma o pé e não olha pra baixo” ahauhauhauhauhauhauhauh, achei a descida mais difícil que a subida, justamente porque na volta, o cansaço é maior e alguns lugares eu diria que, o melhor mesmo, é não olhar pra baixo.

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Mas a vista lá de cima é maravilhosa, paga com juros cada medo e cada passo… Pra mim foi uma superação, foi uma descarga de adrenalina maravilhosa… Machu Picchu visto de lá de cima parece um desenho, parece brinquedo. Você chega ao topo de Huayna Picchu e a primeira coisa que pensa é: “eu não acredito que consegui chegar até aqui” e chegou. 🙂

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A descida é mais ou menos o tempo da subida: entre uma hora/uma hora e vinte, isso depende é claro, do ritmo de cada um, mas é média é essa. Quando estávamos descendo já tinha uma galera subindo que era o grupo das 10 horas, o sol estava mais forte então o que eu recomendo pra quem pensar subir Huayna Picchu é: escolha o primeiro grupo que é o das 7 horas porque depois de Huayna, você vai ter Machu Picchu pra conhecer e lá você também anda e MUITO.

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Quando voltamos pra Machu Picchu, nós saímos do parque pra comer alguma coisa, fazer pipi, dar uma recuperada na dignidade. Entramos de volta no parque e aí sim, pudemos andar por todo Machu Picchu e conhecer cada canto daquele pedaço de mundo incrível. Essa é uma das coisas de viajar que ninguém mais tira de você, essa experiência gratificante de conhecer algo tão rico em história, tão antigo, tão misterioso… TÃO ÚNICO! Por mais que eu descreva com palavras, nunca vou conseguir expressar nem 0,5% do que foi conhecer Macchu Picchu e a lição de superação que foi subir Huayna Picchu. A única coisa que posso dizer à vocês é: visitem Machu Picchu, tenho certeza que será algo totalmente diferente e inédito na vida de cada um. É isso que a gente leva dessa vida.

Eis dois vídeos que achei muito digno fazer só com as fotos de Machu E Huayna Picchu (algumas fotos sairam repetidas, mas nhá, faz de conta que vocês não viram) e outro que filmei pelo celular mesmo:


E no celular:

Peru: Lago Titicaca – Puno

Resolvi deixar Machu Picchu como o ultimo post dessa viagem ao Peru, porque vi que tem bem mais fotos e bem mais coisas pra contar sobre esse lugar, então hoje vou falar sobre Puno, mais precisamente sobre o Lago Titicaca. Saímos de Cusco à noite e fomos pra lá de ônibus, que por sinal, são muito confortáveis, tem opções de leito então dá pra dormir numa boa durante todo o trajeto.

Chegamos super cedo lá, estava bem mais frio e Puno é ainda mais alto que Cusco, o Lago Titicaca é o mais alto do mundo, fica a 3821m acima do nível do mar e o segundo maior em extensão da América Latina. Olhando o Titicaca fica difícil de acreditar que tudo aquilo é um lago, parece um mar. O lago faz fronteira com a Bolívia, possui 41 ilhas, sendo que 9 delas são artificiais, uma das que visitamos é a ilha Chumi e foi bem interessante conhecer o povo que vive lá e todo o trabalho que eles tem pra manter a ilha – toda feita de juncos, inclusive, os barcos que eles navegam.

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De lá continuamos de barco e com mais umas duras horas de passeio pelo Titicaca, chegamos na Ilha Taquile. E foi um passeio incrível, segundo nosso guia, o povo dessa ilha – cerca de 2500 pessoas, vivem isolados do mundo e vivem do que produzem na ilha e do que conseguem com as visitas turísticas através do artesanato. Os Taquiles usam trajes conforme o estado civil de cada um, por exemplo: as mulheres que são casadas, normalmente usam saia preta, blusa de cores sóbrias e xale. As moças solteiras também usam o xale, mas suas roupas são de cores bem vivas e com pompons coloridos nas pontas do xale.

Os homens usam calça e colete pretos, com uma cinta larga e colorida na cintura e junto à cinta levam uma bolsa onde carregam as folhas de coca (que eles mascam o dia inteiro). A diferença entre solteiros e os casados está justamente no gorro. Os solteiros usam um gorro branco e vermelho e os casados um gorro todo vermelho. E como saber se é casado, comprometido ou não? Simples: Se o homem solteiro está comprometido, ele usa o pompom do gorro para o lado e se está disponível, usa o pompom para trás. Bem interessante, né?

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Foi uma experiência incrível, totalmente diferente de tudo que já conheci, é uma forma única de ver algo no mundo que é totalmente fora dos padrões de vida da maioria das pessoas. Vale muito a experiência. Sobre a cidade de Puno o que tenho a dizer é o seguinte: a cidade não tem nada! Há sim alguns bons restaurantes, ficamos numa boa hospedagem, mas nada além disso. O que eu recomendo é chegar em Puno cedo, visitar o Titicaca e as ilhas e, ou voltar no mesmo dia pra Cusco ou sair no outro dia bem cedo, que foi o que fizemos – voltamos um dia antes do nosso planejado no roteiro. Além de sentir mais ainda a altitude, na cidade realmente não se tem muito o que fazer, o que vale mesmo a visita até lá, é o Lago Titicaca.

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Eu toda descabelada, apontando pra onde já é a Bolívia

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Saindo de Puno no outro dia bem cedo, nós fizemos a tal Rota do Sol que eu falei nesse post aqui. Passamos por lugares incríveis, um deles foi Abra La Raya que devido a altitude de ‘apenas’ – 4335m (sempre! ahauhahahuah) ficamos apenas uns 5 minutos lá e passamos por outros outros lugares bem legais.

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Chegamos de volta em Cusco no finalzinho da tarde… Cansados, mas realizados! Nada como um chá de coca e uma boa comida depois pra relaxar. Prometo não demorar com o post de Machu Picchu.