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Janeiro 2014

Posts em Janeiro 2014.

Sobre viagens e amigos…

Essa semana conversei com o Lau, um amigo querido meu que mora em Londres há anos e que conheci através de outro amigo que esse outro amigo conheci através de outro enfim… Vou contar sobre cada um. Semana passada eu tinha enviado o roteiro da viagem com as datas certinhas pra eles e essa semana o Lau mandou uma mensagem dizendo que possivelmente encontrará com a gente (também) em Madri, fiquei muito feliz com a notícia (essa é uma das vantagens da Europa – a facilidade de locomoção de um país pro outro).

Mas vou começar a contar dessas amizades lá em 2008 quando fomos a primeira vez pra Europa: Encontrei com o Wandy em Londres, foi por ele que tudo começou. Liguei pra ele e ele foi até o hostel em que estávamos hospedados nos encontrar. Wandy e eu fizemos faculdade juntos e nos formamos em 2006, nesse mesmo ano ele foi embora pra Londres e nosso contato se limitou apenas por trocas de mensagens que nem constantes eram. Depois que nos encontramos em Londres a amizade por incrível que pareça se intensificou muito mais, mais do que se ver todos os dias na faculdade. Através do Wandy conheci o Marcelo que também mora em Londres e que se tornou meu amigo-irmão-de-alma, digo isso inclusive por nossa personalidade tão semelhante, tanto que ele me chama de Marcela e eu chamo ele de Juliano. Voltamos de viagem e mesmo com a distancia e correria do dia a dia a amizade entre nós sempre permaneceu firme e forte.

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Em 2011 voltamos pra Europa como viajantes novamente e como de praxe avisei os dois antes, com todos os tramites de informações do roteiro que íamos fazer e o Marcelo conseguiu se programar com os horários e disse que ia encontrar com a gente em Verona (Itália). Deu tudo tão certo que foram dias incríveis que eu jamais vou esquecer. Quando ele foi pra Verona encontrar com a gente ele levou o Lau, que foi aí que ganhamos mais um grande amigo. Lau quando veio ao Brasil ficou na minha casa por uns dias, me trouxe chocolates e agora vamos nos ver de novo, mas em Madri e posteriormente em Londres novamente. Depois do fim de semana em Verona eles voltaram pra casa, nós seguimos viagem e dias depois nos encontramos em Londres. Como combinado o Lau foi buscar a gente em Victória Station, o Má (que já estava com as passagens compradas há um tempo) tinha vindo pro Brasil visitar a família e deixou a chave da casa dele com a gente. Ele fez questão que ficássemos hospedados em sua casa, mesmo na sua ausência e em quase todos os dias encontramos com o Wandy também – jantamos juntos várias noites, tomávamos chá todos os dias e sassaricamos bastante por Londres. O laço perfeito já estava muito bem atado entre nós e são dias que deixaram muitas saudades, não só pela viagem em si, mas pelas companhias que estavam sempre junto com a gente.

Nessa mesma viagem de 2011 também passamos por Berna (Suíça) aonde conhecemos o Sandro que é um grande amigo nosso até hoje. Foi na sala de descanso do hostel + uma dúvida sobre um dispositivo que passa fotos da máquina pro iPad que nossa amizade começou. Sandro estava viajando sozinho e estava fazendo o caminho inverso ao nosso – nós estávamos subindo e ele estava descendo, depois da Suíça ele ia pra Itália e nós fomos pra Alemanha (ele já tinha passado por lá e nos deu ótimas dicas). No dia que nos conhecemos, Rick fez o nosso jantar no hostel e convidou o Sandro pra jantar com a gente. No outro dia, fomos pra algumas cidades da Suíça e o Sandro foi junto, como essas cidades ele já conhecia – além de um bom amigo, foi um ótimo guia pra gente. Visitamos uma cachoeira maravilhosa e descobrimos sentados na estação de trem com uma paisagem de tirar o fôlego, uma casinha pequena no meio da montanha. Depois trocamos telefones, emails, cada um seguiu seu destino e a amizade continuou. Sandro é carioca, mas mora desde 2007 aqui em São Paulo e é claro, que nesse caso, a distância curta facilitou mais ainda, pelo menos alguém mora mais perto ehehehehehe. Domingo passado fomos almoçar juntos, já viajamos inclusive depois de 2011, quando fomos pro Petar conhecer cavernas.

Tem também a Andrea – advogada da cidadania italiana do Rick. O Rick a conheceu em maio de 2012 quando ele foi sozinho pra Itália dar o andamento no processo de dupla cidadania com ela, que mora lá. A Andrea mora em Reggio Calabria, trabalha com cidadanias e eu ainda não a conheço pessoalmente, mas já nos tornamos grandes amigas e vou conhece-la agora em Março, já combinamos um monte de coisas e nos falamos sempre, temos uma personalidade incrivelmente parecida e a afinidade acabou sendo ‘apenas’ uma consequência.

Acho incrível como o destino da vida traça com perfeição os caminhos dessas pessoas com a gente e que em um prazo até que relativamente curto se tornam nossos grandes amigos que carinhosamente os chamamos de irmãos de alma. Amigos que você pode dividir suas coisas boas e suas conquistas, mas também divide os problemas, as frustrações – como toda amizade verdadeira que se preze tem que ser. Eu vejo isso como sorte também… São laços de amizade que a gente cria ‘sem querer’ e que muitas vezes são até mais intensos que aqueles amigos que conhecemos há anos e que moram bem ao nosso lado. Cada um está em um canto diferente do mundo: cada um com sua vida, suas responsabilidades, seus sonhos e planos… Mas de uma maneira ou de outra tudo permanece como se, geograficamente, fôssemos todos vizinhos de porta a apenas um passo de distância… Acho que isso é a prova mais sincera e definitiva quando a gente diz que alguém mora no nosso coração. Vou conseguir encontrar com todos eles nessa viagem e vou dar um abraço apertado de saudades em cada um, vou aproveitar muito esses dias juntos com meus amigos fazendo valer a pena cada segundo e sempre agradecer que mesmo longe com um oceano de distancia, é sempre bom ter um amigo por perto.

Ler faz bem…

Ler antes de dormir melhora o sono e diminui o estresse

“O levantamento mostrou que ler é uma estratégia mais eficaz, para diminuir o estresse, do que ouvir música ou caminhar. Durante o estudo, os voluntários chegaram a amenizar em 68% o nível de tensão ao folhear um livro por alguns minutos. A justificativa dos pesquisadores para os resultados encontrados é a de que, ao acompanhar uma história, nos desligamos, temporariamente da nossa realidade. Ocorre um alívio das tensões musculares e uma diminuição significativa no ritmo dos batimentos cardíacos.”

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Meu amigo me mandou ontem esse link e achei muito interessante esse levantamento feito. No meu caso, eu ainda não sei se seria tão efetivo pro sono, mas por conhecimento de causa posso afirmar que ler antes de dormir me relaxa bastante. É claro que isso depende muito do tipo de história do livro que você está lendo, é meio difícil relaxar lendo um terror por exemplo (embora eu acredite que pra algumas pessoas isso não seja um problema), mas o hábito da leitura é algo que “só” traz benefícios. Confesso que ando muito relaxada com minhas leituras e as vezes a noite acabo ficando na internet navegando pelo celular ou jogando Candy Crush (afffff dear lord, não acredito que estou contando isso) ao invés de pegar meus livros. Shame on me. Péssimo, muito péssimo isso, eu sei… E as vezes fica até bem difícil se desvencilhar de manias ruins como essa, mas aos poucos estou me livrando disso. Juro. Livros não me faltam, estou com um estoque bem generoso em casa, então é mais um motivo pra eu voltar com esse bom hábito que sempre foi um hobby pra mim.

No momento estou com o “4 Estações” do Stephen King que ganhei de presente de um amigo no meu aniversário do ano passado.

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São 4 contos que inclusive 3 já foram adaptados pro cinema: Um Sonho de Liberdade, O Aprendiz (que estou lendo), O Outono da Inocência (filme Conta Comigo) e Método Respiratório que foi o único que ainda não virou filme, mas tempos atrás li que já estavam cogitando isso, enfim, acho que bom gosto também não me falta né? Por isso que eu resolvi escrever esse post também, além de ser um incentivo pra qualquer pessoa, é um puxão de orelha em mim mesma pra eu tomar vergonha na cara de uma vez por todas e retomar minhas leituras.
Bora se apegar nos bons hábitos? 🙂

Look do dia: gatinhos

Amor por gatos é uma coisa que expande em tudo ehehehehe, impressionante. Semana passada estava voltando do almoço quando encontrei perdido numa arara esse vestido de estampa de gatinhos nas Pernambucanas por 70 reais. Por uma incrível coincidência, no mesmo dia, eu achei esse MESMO vestido no Ali Express por 17 dólares, perguntei pra um amigo que é designer de moda o porque esse mesmo vestido estava nas Pernambucanas e ele disse que é produto de pronta entrega de fabricas chinesas… Eles fazem em grande escala, montam um mostruário com vários modelos e o comprador compra pelo catálogo, então não é necessariamente uma fabricação exclusiva da loja, por isso que acabei achando no Ali também e inclusive, vi uma lojinha de internet vendendo por 124 reais… Hmmmm. Ok, é lógico que aquele que vende dessa forma tem que ter um lucro em cima, mas achei bem abusadinho esse preço.

Enfim, comprei nas Pernambucanas mesmo por motivos de: se eu deixasse pro Ali ia ter que converter do dólar pro real, esperar (sentada ultimamente) chegar e ainda correr o risco de não receber. Além do mais, pelo valor que está o dólar, a diferença de preço não seria absurda.

O caimento do vestido ficou ótimo, experimentei um M e um PP e o PP foi o que acabou ficando melhor (a cara de bolacha, óculos chiquinha e descabelada é porque tinha acabado de chegar da rua, desconsiderem):

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Super fresquinho, usei ele no sábado com a sapatilha (de gatos, só pra variar) da Petite Jolie e com esse calor dantesco nada como um vestido.

Amo escrever porque…

… Pra começo de tudo, essa é uma resposta com muitos motivos e não tem como eu escolher apenas um. Me formei em publicidade e mesmo sendo uma área cujo o envolvimento de imagem é maior do que palavras, mesmo assim, eu sempre gostei mais da parte de redação, mas minha paixão por escrever com certeza veio dos blogs.

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Já disse inúmeras vezes, falei disso no post da minha ‘volta’ mas sempre achei que o blog é um meio aonde você se (re)descobre e se (re)inventa sem precisar de muita coisa dedicada à ele. Não sou expert escrevendo, longe disso e acredite: isso não é uma falsa modéstia. Mas por outro lado, sempre me expressei melhor escrevendo do que falando. Também não acredito que isso, no meu caso, seria um dom, pois sempre achei que tudo foi apenas prática que veio com o tempo… Se alguém pegar meus posts antigos perceberá claramente o quanto eu amadureci nisso (e o quanto também ainda tenho que aprender), também não tenho o dom pra escrever um livro ou um monte de poemas, mas ter um blog já me deixa preenchida por completo… Preenchida por nessa satisfação que – mesmo que há alguns meses atrás estivesse adormecida, jamais eu abandonaria esse meu amor. Só dei um tempo e agora aos poucos estou voltando.

Gosto de escrever tudo o que vem à cabeça (ou quase tudo) e gosto de sentar na frente do computador, ligar o som bem baixinho e começar a digitar sem obrigação ou pretensão alguma. É diferente de você dizer “legal vou escrever isso no blog” e “legal, preciso por isso blog”, acho que todo mundo já tem obrigações demais e não precisa de mais uma (ainda mais de algo que é só seu e que você faz por gosto). Lembro que na minha adolescência eu escrevia muito em diários: cada ano era uma agenda nova, recortava imagens de revistas pra colar, guardava papel de bombom na bolsa “pra colar na agenda depois”, registrava pequenas coisas da minha vida que me deixavam feliz por mais que fossem banais e talvez eu nem tenha me dado conta dessa importância naquela época, mas percebo que hoje isso é muito do meu reflexo do que fiz lá atrás e sou grata a mim mesma por isso. Pequenas paixões sempre me divertem.

Hoje é claro que tudo é muito mais moderno, mais rápido e em números bem maiores, muita gente (mesmo não sendo todo mundo) também tem essa paixão, mas acredito que a essência não mudou de uma agenda cheia de cacarecos pra um blog, ela só se aperfeiçoou. Você tem a opção de querer ou não, dividir isso com as pessoas e (ainda bem!) não é uma regra. Há quem se preocupe com números nos acessos, mas honestamente eu não me importo com isso e acho que dessa forma é muito mais gostoso. Não escrevo pra me impor ou impor alguma ideia, não distorço os fatos do mundo e muito menos da minha vida e jamais escrevo como se eu fosse a dona soberana da razão – coisa que muita gente acaba fazendo e isso se torna um péssimo hábito entre as pessoas. Mas o que quero é apenas me importar com esse meu espaço, apenas com o que faço ou deixo de fazer pra essa minha paixão por escrever sempre continuar com meu jeito, meus gostos, minha personalidade, minha cara… Meu universo particular, meu mundo paralelo. 🙂