Posts arquivados em Ano: 2015

11 dez, 2015

Star Wars Run

Eu nunca tinha corrido com chuva… Até participar da Star Wars Run. A inscrição dessa corrida foi mais cara que as outras, mas o marido que é praticamente um PhD em toda a história do filme e nessas ultimas semanas me viciou também porque começamos a assistir a saga toda, fez questão de participarmos dessa corrida. Eu nunca tinha visto todos os filmes, então nunca fui fã, só que agora peguei o gostinho também e gente?!?!? Star Wars esse ano virou febre e já estamos com os ingressos do filme pro dia 17/12.

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A corrida foi a noite, largada as 21 horas – o que achei um horário ótimo. Percurso de 7km pelo minhocão de São Paulo. Antes da largada começou a armar uma chuva daquelas e confesso que fiquei um pouquinho preocupada porque sei lá… Não sou feita de açúcar, mas eu sou bem cagona com essas coisas de trovão e tals, no começo da corrida a chuva começou bem marota e do meio em diante desabou de vez. Eu amei. Gente, que delícia. O tempo estava bem abafado, naquele modo sauna que transpira até pensamento, mas com a chuva deu uma refrescada tão boa que eu fiz 7 quilômetros correndo lindamente num pace maravilhoso de 6:10 e se eu tivesse feito 10k com certeza teria conseguido também. A estrutura da corrida estava bem feita: tinha food trucks, iogurte greco de graça (acho que eu comi uns 5 eheheh), vários stands pra fazer fotos legais, pontos de hidratação ok e bastante interatividade pra quem é fã de Star Wars. Estarei na edição do ano que vem com certeza, ainda mais agora que sou uma Jedi =D

Na foto: Phillipe, Eu, Rick e Claudio

Na foto: Phillipe, Eu, Rick e Claudio

18 nov, 2015

Ultimas Corridas: Athenas, Delta – França e Night Run

Como ando bem relapsa com esse blog (pra variar), eu decidi escrever tudo junto sobre minhas ultimas 3 corridas, assim fica mais fácil pra eu comparar minhas impressões entre uma e outra.

Dia 25/10 eu fui na Corrida Athenas Caixa. O clima estava maravilhoso: friozinho e tempo nublado, o circuito foi bem legal, bem retão e tals aí eu comecei empolgadíssima, louca da bota, cheia de gás e lá pro 2.5k eu comecei a sentir aquela dorzinha abaixo da costela, affeeee eu odeio quando isso acontece e me odiei porque eu deveria ter controlado melhor meu pace e respiração, mesmo assim baixei meu tempo, cheguei em 32:11 e foi meu menor tempo até agora. Mas ainda preciso melhorar.

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Dia 08/11 foi a Delta – França alí nos arredores do museu do Ipiranga. O clima também estava ótimo, o percurso tinha bastante subidas, mas foi o circuito que eu mais gostei, acho que muito em parte porque comprei um relógio de corrida (Garmin) e com ele consegui controlar melhor meu pace e respiração, fiz em 34:40 (acho) e pro tanto de subidas que teve eu achei que fui bem. A organização também estava boa.

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Dia 14/11 foi a Night Run – Etapa Água, essa, diferente das outras foi à noite e a largada foi no sambódromo do Anhembi. Essa nós ganhamos de um amigo do Rick que não pode ir e deu as inscrições pra gente. Tava um calor desértico e abafado de matar, o circuito era legal, mas não gostei muito da organização, nos pontos de hidratação a água não estava gelada e não sei por ser no sambódromo, eu achei o lugar + organização um tanto quanto confuso. O calor não ajudou e acabei fazendo em 35:39. Ainda acho que prefiro corridas de manhã. Essa por enquanto não tem fotinhas porque não encontrei nenhuma ainda nos sites de corredores.

Minha próxima é a Star Wars Run – dia 28/11 e neste próximo domingo vamos treinar em Paranapiacana, faz tempo que estou querendo ir lá, depois eu conto como foi.

13 nov, 2015

Gatos pretos e sexta feira 13

ONGs limitam doação de gatos pretos às vésperas da sexta-feira 13

Estamos em 2015 e ainda precisamos fazer campanhas contra maus tratos a gatos pretos em sexta feiras 13. Apesar de necessário eu acho isso muito triste e revoltante, a gente tá vivendo num mundo tão caótico nesses últimos tempos que quando eu digo que prefiro bicho do que gente, é porque não estou falando pra boca pra fora. Gato preto não dá azar!!! Azar é o mundo ainda ter gente tão ignorante que pense dessa forma. Gato preto é amor, sorte daquele que tem um!

NÃO COMPRE. ADOTE!

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Meu Morpheuzinho que foi adotado há um ano.
Tem a história dele aqui

05 out, 2015

Livro: A Garota no Trem

Uma coisa que sempre me dou bem quando o assunto é livro é pegar dicas de leituras com amigos que tem o gosto parecido com o meu. Esse foi dica da Raquel que me interessei de ler quando ela já estava terminando. E amei a história.

O Garota no Trem de Paula Hawkins é um suspense psicológico extremamente bem feito. Eis a descrição:

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.”

O livro é extremamente envolvente, é o tipo de leitura que você começa a ler e não consegue mais parar pra saber o desfecho que a história toda irá ter. Fui terminar de ler essa madrugada, então imagine meu sono neste momento ehehehehe. Cheio de reviravoltas, ele começa de um jeito, daí lá pro meio do livro muda totalmente e o final acaba sendo surpreendente. A autora fez uma construção ótima de todos os personagens e mesmo sendo de uma forma bem psicológica, não ficou chato de ler. Os personagens chave da história são narrados em primeira pessoa e divididos cada um por capítulos, o que pra mim – deixou tudo muito mais envolvente.

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A única coisa que aconteceu é que não consegui me identificar com nenhum dos personagens – algo bem raro de acontecer comigo numa história, na verdade os que são as peças chave eu senti é raiva deles e em alguns poucos momentos uma grande pena. Não sei o porque disso, deve ser porque eles são TÃO humanos. E mesmo não me identificando com nenhum deles, a história é tão crua, tão verdadeira que fiquei completamente envolvida com o livro (li em menos de 5 dias).

O Garota no Trem é um livro que está bem cotado no mundo da literatura: já vendeu mais de 4 milhões de cópias e foi traduzido para 44 idiomas. No Reino Unido desbancou “O Símbolo Perdido” de Dan Brown que há seis anos estava na lista dos mais vendidos. Mas sabe o que eu mais gostei? Descobri na semana passada que vai virar FILME! Tudo bem que os livros são sempre melhores que os filmes, mas se for bem produzido tenho certeza que teremos uma ótima história nas telas também. Leitura mais que recomendada, ganhou as 4 xícaras de cafés:

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30 set, 2015

#JulianaCorre

Comecei a correr despretensiosamente há alguns meses atrás (+ ou – uns 6 meses) quando voltei a academia e desde então, sem eu até perceber, tudo começou a mudar. Começava com caminhar um tanto, correr uns dois minutos, depois caminhar de novo, correr mais 3 minutos e assim ia. Engraçado é que antes eu não aguentava correr nem um minuto na esteira, não tinha fôlego e achava que nunca teria… Antigamente pensava: “isso não é pra mim” e isso foi, felizmente, um grande engano meu. Comecei a melhorar cada dia mais, até que os resultados foram vindo junto com a mudança que eu comecei a perceber em cada passo que eu dava na esteira.

Comecei a pegar gostinho por isso e aí eu resolvi correr na rua também: gostei tanto que, pelo menos três vezes na semana eu vou correr na rua. Mas eu queria ir mais longe. Aí eu me inscrevi em uma corrida de rua porque queria ver e sentir como eu me sairia no meio da galera, numa prova, com tempo e percurso marcado. E antes mesmo de ir na minha primeira corrida eu já tinha me inscrito em mais duas porque eu sou do tipo que se empolga com propriedade quando algo começa a me agradar. Comecei a ler uma porrada de artigos sobre corridas e seus benefícios, dei uma remanejada na minha alimentação que nunca foi ruim, mas vi que dava pra melhorar bastante. Comecei a me inspirar em amigos que já correm, fiquei de cara quando soube que o Doutor Drauzio Varella começou a correr com 50 anos, é ex fumante e corre nada menos que 4 (QUATROOOO) MARATONAS (sim, eu disse MA-RA-TO-NAS) por ano. Eu fui correndo e as coisas boas foram vindo.

Percebi que as mudanças não estavam sendo apenas no meu corpo: além de perder os quilinhos sobrando que queria, melhorar a disposição/resistência, músculos mais durinhos, eu comecei a sentir também muitas melhoras na minha cabeça. Não tive mais crises de ansiedade (pra quem não sabe, eu tenho TAG), sinto menos stress, passei a dormir melhor e eu notei que cada vez que ponho os fones de ouvido e começo a correr, eu consigo me concentrar só nisso e deixo todos os meus problemas/pensamentos de lado enquanto corro. Quando termino de correr eu estou pingando de suor, meu rosto fica parecendo um pimentão (sou daquelas que corre e fica vermelha) e cansada, mas com aquele cansaço tão gostoso que o corpo e a mente estão mais leves que uma pena. Ah, a endorfina, Deus como é bom. Já declarei publicamente meu amor por ela.

Montei uma playlist maravilhosa, investi em um bom tênis, continuei a correr e foi aí que eu descobri: me apaixonei pela corrida. E não falo daquela paixão platônica que só dura um tempo, não. É amor mesmo. E quando isso acontece não tem mais volta. Hoje não me vejo mais sem correr. Eu me encontrei em corridas e por um acaso eu também sou aquele tipo de pessoa que já tentou de tudo um pouco no assunto exercícios, mas nada me motivava. Uma das coisas mais legais em correr é que, pelo menos pra mim, eu não estou competindo com ninguém e nem preciso disso. Eu estou competindo comigo mesma. Eu sempre ganho quando completo um percurso mesmo que eu chegue muito depois do primeiro colocado, ganho quando faço um treino na esteira ou na rua. São meus méritos que correr, só depende de mim mesma. Rick também começou a correr junto comigo. Corremos juntos, nos incentivamos juntos, o que torna tudo ainda mais prazeroso.

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Aprendi algo muito importante: não importa se você corre rápido ou mais devagar. Just keep running. E quando muitas vezes algo parecer difícil de conseguir: just keep running. Não vou aqui ficar levantando a bandeira de que todos deveriam correr porque isso é pessoal de cada um e é um pouco chato também né, estou aqui apenas contando o bem que correr tem me feito, ainda sou iniciante nos 5K e sei que tenho muito chão ainda literalmente pra correr, aliás, essas fotos do post são das minhas duas primeiras corridas que participei: a Circuito Das Estações – Primavera e a Vênus que foi o percurso que mais gostei.

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Minhas próximas metas são 10K, 15K, e espero em 2017 correr meia maratona. Ainda não sei se tenho coragem de encarar uma maratona, mas pra quem achava que nem correr um metro na esteira conseguiria, pensando bem, uma maratona não é um sonho tão distante assim. Just keep running 🙂