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Janeiro 2015

Posts em Janeiro 2015.

tosa felina

Todo mundo que tem gatos sabe que eles soltam pelos. Muitos pelos. A quantidade de pelo que um gato solta dá pra montar outro gato, agora multiplique isso por quatro, que é a quantidade da gangue lá em casa e adicione o plus do fato de ainda eu ter uma inseparável rinite alérgica. ¬¬

Outro dia li que no verão os gatinhos soltam uma quantidade de pelos ainda maior que nas outras estações e isso explica porque todos os dias eu tinha que passar pano em casa, sem contar os tufos que pareciam aquelas cenas de filme no deserto que ficam passando aquelas bolas de feno na estrada, sabe? Eu nunca tinha pensado na possibilidade da tosa em felinos, até um um amigo levantar essa maravilhosa dica. Eu achava que como gato já é um grande problema pra dar banho, a tosa então nem se fale, algo praticamente tão fora de cogitação que eu nunca nem tinha pensado no que hoje eu vejo como óbvio.

Ele disse que levou os gatinhos no pet e depois da tosa, um mundo maravilhoso sem pelos se abriu pra ele. Conversei com o veterinário dos meus – muito importante consultar o veterinário do seu bichinho antes, que disse não teria problema algum. Na semana passada levei a Amélie e o Lennon – os dois que mais soltam pelos em casa e o serviço do Pet (que é da veterinária do Ozzy) foi completo: tosa + banho + cortar as unhas. Eles voltaram peladinhos, putaços da vida (normal se tratando de gatos) e sem nenhum pelo soltando:

no dia da tosa, cara de poucos amigos e não quiseram muita conversa nesse dia

no dia da tosa, com cara de poucos amigos e não quiseram muita conversa nesse dia

A moça do banho disse que a Amélie deu um pouquinho de trabalho porque não queria parar quieta, o Lennon reclamou um pouquinho também mas foi mais tranquilo. Aí nessa semana eu mandei o Odin e o Morpheus. Pedi pra fazer tosa leãozinho no Odin, como ele tem o pelo curto (que solta menos, mas solta bastante), ele voltou peladinho e o rabo igual de leão, já o Morpheus foi o problema. Todo mundo aqui conhece a história dele, eu acredito que antes do Morphs ter sido resgatado, ele sofreu muito, muito mesmo… Eu nem gosto de ficar imaginando isso, mas compreendo o porquê dele ter uma personalidade tão desconfiada e assustada. Meu tratamento com ele é sempre no modo mais suave possível, ele se assusta com tudo. O Morphs se dá muito bem com os irmãos, com os humanos da casa também, mas com ele as coisas precisam ser as mais brandas possíveis: ele se esconde quando chega alguém de fora em casa, não é fácil de pegar ele no colo porque ele sempre sai correndo, adora um carinho – mas ele que tem que vir até você pedindo e existem os jeitos de fazer carinho que ele curte e outros que eu já sei que ele não gosta.

O Moprhs que voltou do mesmo jeito que foi. Detalhe ao dentinho que fica aparecendo quando ele dorme. Um vampirinho. Eu sempre digo que o Morphs é o adorável-incompreendido da casa porque por mais que a gente passe confiança e amor pra ele, ele sempre vai ter aquela pontinha desconfiada que se assustará sempre. E no pet não foi diferente. Foi a primeira e ultima vez que mandei ele pra tosa e graças a Deus que as meninas que trabalham lá, além de super de confiança e atenciosas, tiveram o bom senso de não estressá-lo ainda mais… A moça disse que tentou tirar ele da gaiola, pegou no colo, mas ele estava tão assustado e estressado que ficou um pouco agressivo também, então pra não piorar ainda mais a situação, colocou-o de volta na gaiola e ele voltou do mesmo jeito que foi: sem banho e sem tosa ahahahahaha. Em compensação o Odin voltou tosado, cheiroso e ainda soube que ele fez graça pra todas as meninas do Pet, não é a toa em casa ele é o putão, o se abre pra todo mundo, sabe?

Odin, sendo muso!

Odin, sendo muso!

O Morphs eu vou continuar a fazer como já faço em casa: escovar pra tirar os pelos e dar banho na pia, isso é claro com toda a suavidade e muita conversa mole durante o banho pra mantê-lo calmo, ele detesta mesmo assim, mas em casa ele nunca deu trabalho a ponto de não conseguir concluir nem um banho, com certeza isso é pelo fato dele se sentir um pouco mais seguro do que ir pro Pet. Paciência, enquanto está todo mundo peladinho ele está lá, imaculado ahaha.

O que eu notei?
Além do óbvio – os pelos pela casa diminuíram uns 95% e consequentemente até a minha rinite diminuiu, com o calor intenso que anda fazendo, eles se sentiram muito melhores depois de tosados, digo isso porque mesmo com o pelo curto, antes eles ficavam procurando lugares pela casa pra fugir um pouco do calor e agora não. Isso é ótimo porque é um bem estar que eu proporcionei que até então eu achava que nem seria possível, aliás, quero agradecer ao Anderson que abriu esse mundo maravilhoso da tosa felina pra mim. Eu vou continuar sempre mandando eles pra tosa, tirando é claro quando chegar o inverno – isso SE tivermos algum inverno esse ano.

Tosa felina mais que aprovada.

Filme: Livre

No ano passado, antes de viajar eu comecei a ler “Livre” que por dica de um amigo, disse à mim que tinha certeza que eu iria amar a história e me identificar muito com ela. Acho que devorei o livro em uma semana e terminei ele 2 dias antes da viagem do ano passado. Quando fechei o livro e olhei novamente pra capa com milhões de coisas passando na minha cabeça, eu tive a certeza que seria uma história que abriria ainda mais a minha mente durante 38 dias que eu estivesse mundo afora. Eu falei brevemente do Livre – livro aqui e aqui.

A o filme conta a história (real) de Cheryl Strayed que depois de perder a mãe e se afundar em mais um monte de problemas como o fim do casamento e o vício nas drogas, ela decide fazer sozinha a Pacific Crest Trail (PCT), uma trilha de 4.200 quilômetros cortando o oeste dos EUA. Autoconhecimento, superação e encontrar o sentido da vida são os principais pontos que fez de Livre uma história incrível e quando um pouco depois soube que teria a adaptação pro cinema, eu fiquei imensamente feliz. Assisti na sexta-feira passada e sem duvidas, posso isso dizer que a atuação de Reese Witherspoon como a protagonista, foi um dos melhores papéis de sua carreira.

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Achei que mesmo faltando algumas coisas no filme que a gente só lê no livro (o que é perfeitamente aceitável), o cinema foi bem fiel a história. A vida de Cheryl é contada por ela mesma e o presente vai se mesclando com cenas do passado – o que deixou tudo mais emocionante ainda, mas a trilha sonora foi também um show a parte e deu ao filme aquele plus maravilhoso que complementou toda a vivência e superação de Cheryl no decorrer da história. Eu sai do cinema emocionada e com aquele turbilhão de pensamentos na cabeça, muito comum de acontecer (pelo menos comigo) em histórias desse tipo.

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Mais que recomendadíssimo e recomendo muito lerem o livro também.
Uma curiosidade que poucos se ligaram, essa é a verdadeira Cheryl Strayed:

Reese Witherspoon, Cheryl Strayed

E ela aparece e uma cena logo no começo do filme, dando uma carona a Reese e a deixando na beira da estrada com um “boa sorte, garota” – eu achei isso sensacional!

internet nossa de hoje em dia…

Desde que a Lia mudou a plataforma do MAP pro WordPress (sempre digo que foi ela, pois é o tipo de coisa que eu definitivamente não sei fazer sozinha) eu estava engajada em organizar bem bonitinho todos os meus mais de 1.200 posts aqui, já que a mudança deu uma boa bagunçada nos arquivos e os únicos que estão perfeitamente arrumados são os mais recentes, ou seja, coisa de um ano/um ano e meio pra cá…

Comecei a fazer isso, juro… Mas confesso que ainda está longe de terminar. De qualquer forma, essa semana houve um dia que eu estava bem ociosa aqui no trabalho e (re)comecei e dar uma olhada nos arquivos do blog, ver o que estava perdido por aí, reler algumas coisas, enfim… Alguns posts com a mudança realmente foram perdidos e não consegui recuperar, mas não lamentei por isso, simplesmente fui dando uma organizada. Eu não sei se isso acontece com todo mundo que escreve em blogs há muito tempo (muito tempo é quando eu digo de 10 anos pra mais), mas quando eu, por exemplo, me pego lendo meus arquivos antigos, me dá um certa vergonha… AHAHAHAHAHAHA. Não vergonha pelo que escrevi em si, aliás, nem sei se a palavra ‘vergonha’ seria a mais adequada pra definir o que eu quero explicar, mas tem muita coisa que escrevi lá atrás e que hoje, se fosse a mesma situação, eu escrevia melhor e de uma uma forma diferente, entendem?

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Percebi que mudei meu pensamento em muita coisa em relação a um monte de tipo de assunto, outros permaneceram como sempre pensei, o jeito de escrever obviamente também mudou e ainda bem, porque sinto que melhorou (assim espero) em muita coisa, e por tudo isso, uma coisa que me pegou bastante e acredito que todos irão concordar comigo é que a internet de hoje está muito diferente da internet de sei lá… 10 anos atrás. Aliás, esse foi um assunto que conversamos no outro dia com uns amigos (da internet) numa mesa de bar e uma coisa é fato: as pessoas hoje em dia estão mais maldosas e bisbilhoteiras do que nunca.

A prova disso é só você pegar as notícias dos grandes portais e ver a quantidade de assunto que tem intriga, briga, barraco, lavação de roupa suja e até crime, você descobre que o assunto muitas vezes começou pela internet, o numero é absurdamente grande e as situações são assustadoras. Se antes você tinha que esperar até meia noite pra se conectar via acesso discado porque era mais barato, hoje você tem internet dentro do seu celular pelo tanto tempo que quiser e aonde quiser, é muita gente que passa muito tempo online com a cara enfiada numa tela, do que na vida ‘do lado real’ – literalmente falando e não vê o mundo girar. Isso por um lado implica em coisa boa ou não: Ao mesmo tempo que você pode consultar os horários no cinema daquele filme que você de repente resolveu assistir, pedir comida, comprar pela internet (o que eu amo, de verdade), você também pode dar uma stalkeada naquele seu desafeto enquanto espera o ônibus ou se você for do tipo bem baixo, ainda pode xingar aquela pessoa que você não gosta ou sente uma inveja jamais admitida e tudo isso quase sempre ‘protegido’ pelo véu do anonimato. Eu acho que é aí que mora o perigo.

Se eu me basear por mim, posso dizer, graças a Deus que nunca fui perseguida por algum stalker sociopata em potencial que viesse aqui 24 horas por dia me xingar, fuçar minha vida ou pior ainda: que de alguma forma me prejudicasse por isso (porque pagar as contas ninguém se propõe, né?). Tirando uma única pessoa – a ex do meu marido que certa vez, através da forma mais besta (os ips dos comentários) eu descobri que ela chegou até a criar um blog e comentava aqui de vez em sempre: ora falando bem de algo que eu tinha escrito, ora me xingando, mas SEMPRE me observando. Isso foi em meados de 2006… Acho… O fato é que não demorou quase nada de tempo pra eu descobrir que esse stalkeamento se tratava de uma mesma pessoa, e aí o que dia confrontei isso com ela via email, ela simplesmente jogou a bolinha de fumaça e PUF! – sumiu (pelo menos hipoteticamente falando, nunca mais apareceu por aqui e hoje eu prefiro acreditar que nunca mais veio mesmo, que ela tenha me esquecido de verdade, enfim… pelo menos não apareceu mais comentando e eu também não tenho paciência e muito menos tempo de ir atrás pra ficar consultando os acessos do blog). Ainda bem que nunca fui prejudicada realmente por ela, essa história não rendeu nem uma espinafrada mutua de ‘elogios’, um bate boca ou uma atarracada de unhas direto no cabelo, mas me lembro que na época eu achei isso um disparate tão doentio e absurdo que, eu ficava indignadíssima de constatar como alguém despendeu um tempo da própria da vida, pra vim saber da minha… Eu me perguntava uma coisa que até hoje, não tive uma resposta efetiva: Pra quê isso?

A verdade é que eu nunca mastiguei essa questão muito bem (falando agora de um modo geral, mas sobre esse ponto), eu simplesmente não consigo compreender esse tipo de ~~~curiosidade~~~ que alguém tem na vida daquele que não gosta, porque dependendo da situação, se você quer – você prejudica sim, mas mais ainda: você prejudica a si mesmo. E qualquer um sabe disso. Sabe sim, não tem como não saber. Hoje, esse fato que aconteceu comigo é engraçado porque quando me lembro disso eu dou muita risada sozinha, mas porque principalmente se eu comparar com as coisas que a gente vê por aí no mundo de hoje ou até de relatos de pessoas próximas a mim, essa história foi apenas mamão com açúcar. Todo mundo conhece alguém ou um fato assim que é daí pra pior.

É claro que não estou aqui querendo bancar a mensageira do apocalipse com tudo isso que estou escrevendo, aliás, esse post está ficando muito mais longo do que eu pretendia – virou textão, mas justamente por hoje não ser igual ontem, eu acredito que algumas medidas as vezes você precisa se obriga a tomar. Questão de auto preservação, sabe? Eu sempre partia da premissa que se o Blog/FB/Twitter/Whatever é meu, eu escrevo o que eu quiser – aliás, é um argumento simplista de muita gente, inclusive… Mas hoje eu percebo que ‘o que eu quiser’ implica em monte de consequências que tanto podem ser boas como ruins e aí batemos na tecla que tem muita coisa que é melhor guardar pra você porque, quanto menos gente souber da sua vida, mais as coisas boas acontecem, melhor também do que ficar passando nervoso a toa por nada de algo que você poderia ter se poupado, até porque tem muita gente que usa esse mesmo argumento de ‘o que eu quiser’ pra escrever absurdos, ofensas e mostrando muitas vezes, uma faceta sombria daquele alguém que até então você achava que conhecia.

Muita gente hoje em dia tem uma necessidade de mostrar tudo que faz/tem pras outras pessoas: onde foi no fim de semana, o que comprou, o que comeu, pra onde foi viajar, o que está fazendo no momento… Eu mesma já agi muito assim, ainda faço isso, mas me policio bastante… Não acho isso totalmente errado e muito menos é da minha conta o que cada um faz com a vida, mas hoje particularmente, penso que tem muita coisa, que dá margem pra outras pessoas virem e se portarem com você, como acham que tem devem se portar – goste você ou não, inclusive, se intrometendo daquela forma que ninguém.te.perguntou sendo que o resultado geralmente costuma dar em merda… Também existe aquele tipo de pessoa que adora ser do contra em tudo e sai por aí vociferando comentários que em sua maioria, infelizmente, são negativos. Muita gente tira isso de letra, mas tem quem não tira e se importa, e por mais que cada um aguente a sua própria chatice porque aguentar a chatice dos outros ninguém é obrigado, na prática não é tão fácil assim. Tudo isso que estou dizendo (eu acho) que já existia antigamente (me senti uma anciã de 700 anos agora), mas com certeza era um numero BEM menor e acredito que até de um jeito mais suave.

Fui mexendo nos arquivos do blog – que não é pouca coisa e fui fazendo minhas alterações de coisas que simplesmente decidi não mais compartilhar com ninguém e deixar só pra mim, fui fazendo como achava que tinha que ser feito e isso foi de tudo que já escrevi por aqui: de quando criei o MAP, de quando me casei, de quando me formei, de quando fiz 1, 2, mil tatuagens até de algum seriado ou filme que tinha assistido – assunto que não teria qualquer tipo de relevância pra ninguém, absolutamente tudo! – e quando me dei conta; tinha colocado mais de 700 posts no privado! =O

Fazendo as contas com o numero que disse no começo, mais alguns que deletei, isso significa que eu tenho mais posts no privado que os publicados que deixei. Me assustei com isso, me perguntei se estou ficando ranzinza ou até neurótica com internet, mas confesso que estranhamente me deu um certo alívio… E se mais pra frente eu quiser mudar isso pra publico novamente é só eu alterar no painel do blog. Não foi por nenhum motivo específico – por isso que disse que o alívio foi até estranho, nem por motivos de brigas, gente louca seguindo, nem nada… Porque como disse: já tive sim muito arranca rabo por aí, mas eu nunca tive problemas sérios na internet e aqui no MAP as coisas sempre foram tranquilas, mas a gente dança não mais conforme a musica, mas sim como a gente quer dançar e se de repente tiver tocando um Kenny G e eu quiser dançar uma lambada porque sei que vou me sentir melhor, tudo bem nisso, afinal, essa vida aqui – a minha vida, tem todos os direitos reservados. 🙂

minhas primeiras leituras de 2015

Acho que comecei bem com minhas metas de leitura em 2015, o mês de janeiro ainda nem terminou e eu já estou no meu segundo livro, uma coisa que decidi esse ano é não me apegar nas histórias de que tenham livros demais, no máximo uma trilogia e ainda assim vou dar preferência pras que já estão completas porque esse lance de ainda não ter lançado tal volume ou você pegar uma história que não sabe quantos livros irá ter (ou até mesmo com volumes demais), é bem chato.

Mas então vamos lá:

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Comecei com O Lado Bom da Vida que eu já tinha comprado no ano passado mas só fui ler esse ano. A história é um pouco diferente do filme, mas o livro é tão bom quanto. É até estranho dizer isso, mas acho que gostei até mais do filme do que do livro, mesmo assim é uma leitura gostosa, que vale a pena. Agora estou lendo Depois de Auschwitz que conta a história real de uma sobrevivente ao Holocausto, e como todo livro relacionado a 2a Guerra, é uma história bem pesada e emocionante… Mesmo assim eu adoro ler qualquer tipo de livro que seja relacionado a guerra (especialmente a Segunda), mas não sei se todo mundo gostaria desse tipo de leitura. O interessante é que a autora do livro é irmã de Anne Frank, na verdade é meia irmã e há várias passagens aonde ela fala de Anne e sua família, já estou quase no final e gostando bastante dessa leitura.

Os próximos serão Princesa de Jean P. Sasson e A Lista de Brett de Lori Nelson Spielman, e ambos foram indicados por amigas que dão ótimas dicas de leitura – a Dea e a Lia. A Princesa, se eu não estiver enganada, são 3 livros. É uma história real também e quando recebi essa dica, me lembrei muito quando li A Cidade do Sol. Gosto de histórias assim. Prometo resenhas sobre esses por aqui quando termina-los.

princesa-horz

E você, o que está lendo?