Arquivo

agosto 2015

Posts em agosto 2015.

TAG: 7 Coisas

Adoro essas tags de listas de coisas que falam mais sobre cada um que está por de trás de um blog. Essa tag eu vi no blog da Raquel do Maionese, espero que gostem e se inspirem, se fizerem depois coloquem pra eu poder ler também sobre vocês, combinado?

7 coisas para fazer antes de morrer

– Conhecer TODOS os lugares do mundo que ainda quero ir.
– Fazer trekking em algum lugar inóspito pra testar meus limites, tipo o Alasca.
– Morar ou passar um tempo fora do país sem ser uma viagem.
– Aprender a costurar.
– Correr meia maratona.
– Participar de corridas fora do país.
– Ter uma casa com meu próprio jardim.

7 coisas que eu mais falo

– Que fome!
– Affe…
– Mas que cu.
– Tipo…
– Num creio!
– Lacrou!
– Adoroooonnn!

7 coisas que eu faço bem

– Decorar minha casa.
– Drama.
– Arroz de forno.
– Pesquisas sobre qualquer assunto que me interessa.
– Ignorar.
– Criar playlists.
– Comer.

7 coisas que me encantam

– Gentilezas (principalmente de desconhecidos).
– Gaita de fole.
– Filhotes de qualquer bicho.
– Cheiro de chuva.
– Casas simples e aconchegantes.
– Histórias de superação.
– Londres.

7 coisas que eu não gosto

– Verão.
– Indiretas.
– Jeitinho Brasileiro.
– Gente folgada.
– Barulho.
– Avião.
– Bife a role.

7 coisas que eu amo

– Viajar (cê jura?).
– Ler.
– Seriados fodas com finais incríveis.
– Rir com os amigos até o rosto doer.
– Intervenções artísticas nas ruas.
– Rick.
– Meus filhos de 4 patas.

cilada de viagem

Eu adoro acompanhar blogs de viagens, mas ultimamente eu estou pegando uma certa birra deles. É muito comum, e eu diria que até insistente, você encontrar posts ~encorajadores~ do tipo: “fulano largou o emprego e foi viajar o mundo” ou “fulana viajou a Europa com apenas 1 euro por dia”. Amigos, eu digo uma coisa: não é bem assim. Não é nada disso na verdade!

Essa semana li um post num blog de viagens bem conhecido e que gosto muito, mas que me deixou bem intrigada com um post; era sobre um jovem português que viajou vários países da Europa “gastando” apenas 1 euro por dia. Isso tecnicamente, claro! E como ele conseguiu isso? Basicamente mendigando. Essa é a palavra. Em um trecho do post ele dizia que chegou a pedir esmola pra poder comer e que na grande maioria das vezes dependeu da boa vontade das pessoas mesmo. Na página do Facebook dele há vários posts inspiradores, contanto detalhes da viagem e blá blá blá e nossa! – vários patrocinadores também, entre eles a Decathlon (mas ué?). Eu não sei em qual parte da história isso é motivante e encorajador, mas pra mim não passa de algo humilhante e cara de pau. Pra dizer o mínimo.

Você viajar com o mínimo de gastos dá sim, mas requer planejamento e responsabilidade. Acompanho dezenas de blogs de viagens, já vi muita gente viajando com pouco, eu mesma sou adepta a esse estilo, mas faça isso de uma forma bem mais digna e responsável. O couch surfing, como uma amiga bem citou, é muito conhecido entre os viajantes e uma opção de viagem mais barata. Outro exemplo? Quem trabalha nos lugares que está viajando pra pagar comida, hospedagem e tudo mais… Isso é bem legal e muito comum em hostels. Carona? Desde que você tome certos cuidados também vale, tem muita gente generosa no mundo, mas gente ruim tá esparramado aos montes por aí e acho que nem preciso lembrar disso, não é?

ciladas-viagens

O que não é legal é você depender da boa vontade das pessoas e achar que está sendo “o super fodão” em mendigar comida ou aonde dormir (e ainda achar que está no lucro). Isso é um incomodo pras pessoas em volta e tem outro nome também – gente folgada. Pensa só: Se essa moda pega, imagina o caos que viraria nas cidades que 90% das pessoas são turistas? Outra coisa que é muito comum de ler nesses blogs é a história de alguém que, supostamente, jogou tudo pro alto, dizendo que largou o emprego e foi viajar o mundo quando se tem toda uma e$$$trutura por trás… Geralmente até papai e mamãe bancando as aventuras, mas isso a Globo não mostra e nem nunca vai mostrar. Aliás, não vejo nada de errado nisso, que fique bem claro, mas seja honesto porque nem tudo foi exatamente largado.

Aliás, qual o problema de trabalhar muito, juntar grana (e isso inclui as coisas que se abre mão, eu bem sei como é) e fazer uma viagem legal do jeito que você sempre quis e planejou? Christopher McCandless teve sua história contada no filme Na Natureza Selvagem e foi assim mesmo – ele largou tudo – TUDO mesmo! pra chegar até o Alasca, aliás, é de longe um dos meus filmes preferidos, a história é realmente maravilhosa, te faz refletir numa porrada de coisas, mas há um spoiler bem pertinente: ele se fode no final. ¯\_(ツ)_/¯

As pessoas adoram enfiar regras de como viver e aproveitar o mundo, de como somos dependentes do dinheiro e saem por aí parafraseando o clichêzão do Clube da Luta de que “bibibi compramos coisas que não precisamos”, do nosso hábito do conforto e de nossos empregos enfiados em um escritório, mas nenhuma se mete a largar tudo e fazer a mesma coisa tão na cara e a coragem como mostram. Eu pelo menos não conheço ninguém pessoalmente assim. Acho muito válido você se desprender de certos hábitos que estão enraizados na nossa vida e uma viagem é a maneira mais perfeita pra isso, principalmente inclusive, pra se desprender de muitos preconceitos, mas querer vender a receita duvidosa de largar tudo ou viver com miséria de mendigagem pra fazer a viagem dos seus sonhos é uma grande furada. Não, meus amiguinhos, não é bem por aí. Continuem viajando da maneira que lhe convém e lhe cabem, mas não se motivem cegamente por esse tipo de história.

Sobre corridas…

É uma sensação muito boa quando além de algo te fazer bem, você se encontrar e se ver naquilo. Eu tô assim com corridas. Já estou inscrita em duas (na Vênus e o Circuito das Estações – Primavera e Rick vai comigo nessa) e apesar de ainda ser novata nisso, tenho treinado bastante e os resultados, gradativamente, estão vindo.

O lance é que quando eu me disponho a fazer alguma coisa, eu praticamente viro uma PhD no assunto e saio a caça de todo tipo de artigo relacionado. E nessas, encontrei uma corrida em Paris (eu sei, sô puro glamour, môbeim) que é só para mulheres e está na 19a edição. Além do trajeto, diga-se se passagem, ser maravilhoso (por motivos óbvios), o evento em si foi o que mais me emocionou. Encontrei uma moça brasileira que foi e escreveu como foi. Fiquei apaixonada pelo circuito La Parisienne (assistam dos 4 minutos em diante que é quando fica mais legal) e quem sabe na 20a talvez eu esteja lá divando e correndo com azamigas corredoras!