Amo escrever porque…

… Pra começo de tudo, essa é uma resposta com muitos motivos e não tem como eu escolher apenas um. Me formei em publicidade e mesmo sendo uma área cujo o envolvimento de imagem é maior do que palavras, mesmo assim, eu sempre gostei mais da parte de redação, mas minha paixão por escrever com certeza veio dos blogs.

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Já disse inúmeras vezes, falei disso no post da minha ‘volta’ mas sempre achei que o blog é um meio aonde você se (re)descobre e se (re)inventa sem precisar de muita coisa dedicada à ele. Não sou expert escrevendo, longe disso e acredite: isso não é uma falsa modéstia. Mas por outro lado, sempre me expressei melhor escrevendo do que falando. Também não acredito que isso, no meu caso, seria um dom, pois sempre achei que tudo foi apenas prática que veio com o tempo… Se alguém pegar meus posts antigos perceberá claramente o quanto eu amadureci nisso (e o quanto também ainda tenho que aprender), também não tenho o dom pra escrever um livro ou um monte de poemas, mas ter um blog já me deixa preenchida por completo… Preenchida por nessa satisfação que – mesmo que há alguns meses atrás estivesse adormecida, jamais eu abandonaria esse meu amor. Só dei um tempo e agora aos poucos estou voltando.

Gosto de escrever tudo o que vem à cabeça (ou quase tudo) e gosto de sentar na frente do computador, ligar o som bem baixinho e começar a digitar sem obrigação ou pretensão alguma. É diferente de você dizer “legal vou escrever isso no blog” e “legal, preciso por isso blog”, acho que todo mundo já tem obrigações demais e não precisa de mais uma (ainda mais de algo que é só seu e que você faz por gosto). Lembro que na minha adolescência eu escrevia muito em diários: cada ano era uma agenda nova, recortava imagens de revistas pra colar, guardava papel de bombom na bolsa “pra colar na agenda depois”, registrava pequenas coisas da minha vida que me deixavam feliz por mais que fossem banais e talvez eu nem tenha me dado conta dessa importância naquela época, mas percebo que hoje isso é muito do meu reflexo do que fiz lá atrás e sou grata a mim mesma por isso. Pequenas paixões sempre me divertem.

Hoje é claro que tudo é muito mais moderno, mais rápido e em números bem maiores, muita gente (mesmo não sendo todo mundo) também tem essa paixão, mas acredito que a essência não mudou de uma agenda cheia de cacarecos pra um blog, ela só se aperfeiçoou. Você tem a opção de querer ou não, dividir isso com as pessoas e (ainda bem!) não é uma regra. Há quem se preocupe com números nos acessos, mas honestamente eu não me importo com isso e acho que dessa forma é muito mais gostoso. Não escrevo pra me impor ou impor alguma ideia, não distorço os fatos do mundo e muito menos da minha vida e jamais escrevo como se eu fosse a dona soberana da razão – coisa que muita gente acaba fazendo e isso se torna um péssimo hábito entre as pessoas. Mas o que quero é apenas me importar com esse meu espaço, apenas com o que faço ou deixo de fazer pra essa minha paixão por escrever sempre continuar com meu jeito, meus gostos, minha personalidade, minha cara… Meu universo particular, meu mundo paralelo. 🙂

Juliana Esgalha Post por