Boas vindas ao Lennon

Lembro que até um tempo atrás eu dizia que não era “muito fã” de gatos. Talvez porque nunca tivesse tido um ou porque quando criança fui carimbada com o arranhado de um que nem me lembro mais de quem era, o fato é que eu tinha essa pré disposição (ou preconceito) bobo que acabei pagando minha língua quando resolvemos adotar um pela primeira vez – a Amélie. Aliás, ela está cada dia mais linda; come que nem um leão (mesmo sendo magrinha), brinca, pula, morde, arranha ehehehehe e assim como todos os gatos, tem uma personalidade adoravelmente incrível. Muitos me perguntam se ela e o Ozzy já se acostumaram um com o outro e como o Ozzy passa a semana toda na minha mãe (rotina que sempre foi assim desde pequeno), é óbvio que os dois ainda estão se adaptando, uma vez que, Ozzolino é mais ciumentinho e esse ano já vai pra 8 anos que ele está na nossa família. Lembrei até de um fato que aconteceu na semana passada quando alguém teve a pachorra de me dizer: “hoje em dia você só posta fotos da Amélie” e isso me emputeceu um bocado.

Diz regra da vida que não devemos dar ouvidos pra esse tipo de comentário vindo de uma mente desocupada pra chegar (e falar) uma abobrinha dessas, isto é uma lição que pra mim é diária e penso que pra grande maioria das pessoas também, eu preciso sempre estar atenta pra ver se aprendi isso direito, mas puta que pariu mil vezes eu também não tenho sangue de barata e pra quem está “preocupado” com isso eu informo que o Ozzy continua muito amado, bem cuidado e gostoso como sempre. Eu não troquei cachorro por gato. Eu não meço meu amor por animais. Agora, ele só não aparece tanto em fotos quanto a Amélie por motivos de: é um parto de elefantes fazer uma foto/vídeo/whatever dele… Diferente da Amélie que faz até pose. Mas se alguém ainda consegue enxergar alguma maldade nisso, pode começar a pagar minhas contas! Enfim… Depois desse adendo, e vou contar o motivo real do post:

Sábado já acordei na correria – tomei café, fui pra academia, voltei pra casa, tomei banho e logo já sai de novo. Não era tarde e o sol estava já um inferno, eu não sei vocês, mas o verão – indo contra ao que falam do inverno, me deixa muito mal humorada. Se em muitos países o frio é o culpado pelos índices de suicídio nas pessoas, aqui, quando chega o verão ou está sol demais eu fico ao ponto de querer arrancar a minha pele, mas então… Voltando, passei no Pet Shop e comprei umas coisas pra levar na ONG. Isso foi algo que decidi fazer esse ano (e com certeza nos próximos também) de todo mês levar alguma coisa em prol dos bichinhos que estão pra adoção e acho que nada mais justo, é impressionante a quantidade de animais que eles recebem por dia, tanto cachorrinhos como gatos e obviamente toda a ajuda que recebem sempre é muito bem vinda. Eu já estava com ideia de adotar mais um gatinho, mas meus planos era que isso fosse feito depois da viagem, ou seja – em meados de abril, mas tudo mudou até eu chegar lá e ver isso:

gatos

Morri de amor. Enlouqueci!

Dizem que quando você vai escolher um bichinho de estimação, não é exatamente você que escolhe, mas sim o bicho que escolhe você e eu acredito muito nisso. Foi assim com um deles e foi amor a primeira vista a partir do momento que aqueles olhinhos azuis olharam pra mim, peguei umas 3 vezes no colo pra me convencer de que eu só podia adotar depois que voltasse de viagem, mas não teve jeito e o amor falou mais alto. Eis que então, novamente, temos mais um novo membro na família, as vezes eu chamo ele de Johnjohn, mas oficialmente foi batizado como Lennon porque eu precisava de um beatle na minha vida:

Mas aí vocês me perguntam como eu já sei que é um menino, uma vez que com a Amélie…? Né? Pois é! As donas da ONG me garantiram que dessa vez se trata de um menino (mesmo com esse tamanho micro nos seus 30 dias de vida, ele é menor do que a Amélie quando chegou) e realmente, analisando com mais embasamento (pero no mucho), vejo que se trata de um rapaz, EMBORA eu deva admitir que ainda não tenho 100% de certeza, mas né… Sexo é o de menos e o máximo que pode acontecer é ter que trocar os nomes (já tenho um “nome B” caso isso aconteça). A Amélie desconfiou no começo, soltou aqueles ‘baforinhos’ que todo gato faz, sabem? Mas estão se acostumando muito bem, eu ainda não deixo os dois sozinhos quando não estou estou perto porque, a Amélie já deu uma boa crescida e o Lennon é realmente MUITO pequeno, muito mesmo… E como brincadeira de gato é mais bruta, agora no começo eu ainda prefiro deixar os dois juntos só quando estão sob nossa supervisão, mais por precaução mesmo porque, no mais, estão se entendendo super bem. A Amélie quando não vai atrás dele, é ele quem vai atrás dela, estão até já comendo no mesmo pote e quando se cansam de brincar, cada um deita de um lado e dormem como dois anjinhos. E eu estou uma mãe (agora de três – dois felinos e um cão salsicha) mais babona do que nunca, esses bichinhos deixam a nossa vida muito mais colorida… Porque a felicidade mesmo, é mais do que certa!

Juliana Esgalha Post por