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Filme: 100 Metros

Este final de semana assistimos um filme muito legal que foi indicação do meu primo, chama-se “100 Metros” eis a sinopse:

“Ramón vê tudo ruir à sua volta quando recebe o diagnóstico de esclerose múltipla já em estado avançado. Dedicado à família e ao trabalho, não consegue imaginar-se dependente dos cuidados de quem quer que seja. Mas o corpo não pára de lhe dar sinais de debilidade e, a acreditar na avaliação dos médicos, dentro de um ano será incapaz de andar 100 metros. Depois de uma fase de sentimento de derrota e autocomiseração, ele decide questionar todas as limitações do seu corpo e mostrar ao mundo a sua força para enfrentar as adversidades. Inscreve-se num “ironman”, uma prova de triatlo composta pori 3,8 quilómetros de natação, 180 de bicicleta e 42 de corrida. Com a ajuda do sogro, Ramón dá início a um treino em que se vê todos os dias a superar limites, numa extraordinária manifestação de coragem e capacidade de sacrifício.” (via Cinecartaz)

Duas coisas que eu adoro em filmes: ser baseado em história real e história de superação. 100 Metros é um filme com esses dois elementos e muito bem contado, é fantástico. Cinema Europeu geralmente nunca decepciona. Ramón é diagnosticado com esclerose múltipla e usou a doença como superação quando decidiu participar de um Iron Man. Pra quem não sabe, Iron Man é uma prova de Triathlon mundialmente conhecida principalmente pelas distâncias: 3,8 quilômetros nadando + 180 quilômetros pedalando + uma maratona de 42k e tudo isso deve ser concluído em até 17 horas. Apesar de um gênero de drama, o filme tem suas pitadas de comédia e cenas incrivelmente bem feitas contando de uma maneira bem realista, mas ao mesmo tempo sublime, de como a superação de uma doença cruel pode transformar positivamente várias vidas e recriar laços. Eu gostei tanto que resolvi escrever um post e o melhor de tudo: TEM NO NETFLIX.

Livro e filme: O Quarto de Jack

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“Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.”

A narrativa toda é contada na visão de Jack, trabalho esse que a autora do livro fez impecavelmente bem. Jack é um garoto de 5 anos que nunca teve contato com o mundo “lá fora” e a única pessoa que ele tem na sua vida é a mãe e seu mundo é limitado a um minúsculo quarto. É uma história pesada, angustiante pela situação do sequestro e enclausuramento em si, mas na visão dele tudo fica mais suave e encantador. É impossível não se apaixonar por Jack e como ele só conhece as coisas através de uma tv e do que a mãe conta de uma forma bem lúdica, a gente consegue enxergar como é o mundo aos olhos dele. É incrível a relação dele com a mãe, como ela proporcionou um mundo à ele, mesmo vivendo tantos anos dentro do quarto… O amor que os une é uma das peças chave pra essa história ser no mínimo comovente.

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“- Você vai amar.
– O que?
– O mundo!”

Eu li o livro e gostei tanto que depois procurei o filme pra assistir. O Quarto de Jack é de 2015 e ganhou vários prêmios, embora, obviamente o livro tenha bem mais detalhes, o filme também vale muito a pena ser assistido principalmente pela atuação brilhante do ator mirim – Jacob Tremblay e da atriz Brie Larson que faz a mãe de Jack e que no filme tem uma fantástica atuação com seus rompantes emocionais de raiva, alegria, amor, fraqueza, medo…

Eu gosto de escrever minhas resenhas sem entrar muito nos detalhes da história pra não correr o risco de ficar soltando muito spoiler à vocês, gosto de escrever o mínimo possível da história e mais com somente a minha opinião, eu recomendo primeiro ler o livro e depois assistir o filme, mas de ambos a história é fantástica. Não deixem de ler/assistir. Vai ganhar as 4 xícaras de café.

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Filme: Kingsman

Há um tempo atrás eu tinha visto o trailer desse filme e pensei: ‘ok, nada tão espetacular’ e deixei de lado, ontem o Rick quis assistir e fomos ao cinema, confesso que meu pré julgamento depois de ver o trailer tinha me dado a errônea certeza de que seria mais um filme bomba (mesmo inclusive tendo ótimos atores) e paguei a minha língua por ter pensado assim (ainda bem!).

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A trama começa com a história de Harry (ou Galahad) interpretado por Colin Firth – um elegantérrimo espião que faz parte de uma organização secreta chamada Kingsman, há alguns anos atrás um colega de trabalho morreu ao salvar sua vida e anos depois, o filho desse homem – um jovem cheio de problemas, mas super inteligente e habilidoso será o escolhido por Harry para se tornar um Kingsman. Nessa história também há um vilão, interpretado por ninguém menos que Samuel L. Jackson que usando a uma tecnologia baseada em chips de celular pretende fazer uma “limpa” no mundo.

Kingsman possui uma série de elementos que pra mim foram todos na medida certa: comédia, ação, diálogos inteligentes e cenas irônicas. Samuel L. Jackson está como um vilão, mas com uma boa dose de humor porque apesar de vilão, é um personagem engraçado e garante boas risadas. Kingsman é um filme denso no sentido de ser uma ótima história que foi muito bem contada, as vezes certos filmes tem a história boa mas que não é explorada a altura. Há várias referências de outros filmes também, muitas outras referências britânicas e uma trilha sonora sensacional.

Finalmente assisti um filme que valeu cada centavo no cinema! Recomendadíssimo.

Filme: Livre

No ano passado, antes de viajar eu comecei a ler “Livre” que por dica de um amigo, disse à mim que tinha certeza que eu iria amar a história e me identificar muito com ela. Acho que devorei o livro em uma semana e terminei ele 2 dias antes da viagem do ano passado. Quando fechei o livro e olhei novamente pra capa com milhões de coisas passando na minha cabeça, eu tive a certeza que seria uma história que abriria ainda mais a minha mente durante 38 dias que eu estivesse mundo afora. Eu falei brevemente do Livre – livro aqui e aqui.

A o filme conta a história (real) de Cheryl Strayed que depois de perder a mãe e se afundar em mais um monte de problemas como o fim do casamento e o vício nas drogas, ela decide fazer sozinha a Pacific Crest Trail (PCT), uma trilha de 4.200 quilômetros cortando o oeste dos EUA. Autoconhecimento, superação e encontrar o sentido da vida são os principais pontos que fez de Livre uma história incrível e quando um pouco depois soube que teria a adaptação pro cinema, eu fiquei imensamente feliz. Assisti na sexta-feira passada e sem duvidas, posso isso dizer que a atuação de Reese Witherspoon como a protagonista, foi um dos melhores papéis de sua carreira.

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Achei que mesmo faltando algumas coisas no filme que a gente só lê no livro (o que é perfeitamente aceitável), o cinema foi bem fiel a história. A vida de Cheryl é contada por ela mesma e o presente vai se mesclando com cenas do passado – o que deixou tudo mais emocionante ainda, mas a trilha sonora foi também um show a parte e deu ao filme aquele plus maravilhoso que complementou toda a vivência e superação de Cheryl no decorrer da história. Eu sai do cinema emocionada e com aquele turbilhão de pensamentos na cabeça, muito comum de acontecer (pelo menos comigo) em histórias desse tipo.

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Mais que recomendadíssimo e recomendo muito lerem o livro também.
Uma curiosidade que poucos se ligaram, essa é a verdadeira Cheryl Strayed:

Reese Witherspoon, Cheryl Strayed

E ela aparece e uma cena logo no começo do filme, dando uma carona a Reese e a deixando na beira da estrada com um “boa sorte, garota” – eu achei isso sensacional!

dois (bons) livros que viraram filmes

Assisti nesse final de semana o filme A Menina que Roubava Livros (baixei do CP Turbo, está com uma qualidade ótima) e adorei. O filme está bem fiel ao livro e a caracterização dos personagens também. A história ficou muito bem feita e emocionante, porém o livro é infinitamente melhor. Livro sempre surpreende mais, né? E lembro que quando li foi impossível não chorar, é da minha lista de livros preferidos. Se você está pensando em ver o filme e ler o livro, mas não sabe por qual dos dois começar, eu recomendo muito ler o livro primeiro.

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Vi também que saiu o trailer de um filme que foi inspirado em um livro: A Culpa é das Estrelas. Por umas três vezes quando eu estava na livraria e peguei este livro na mão, mas acabei não comprando (eu tenho essa mania, uma vez que estou com bastante livros em casa pra ler) mas uma coisa puxou a outra e depois que vi o trailer, acabei me interessando mais ainda pela história. No sábado ganhei de presente da minha querida amiga Elaine que foi uma manhã muito legal e divertida entre a gente, demos muitas risadas e eu amei a surpresa. Terminei as 4 Estações (finalmente) e comecei ontem mesmo a ler esse e posso dizer? Estou amandoooo e assim que terminar prometo uma resenha sobre ele, mas já estou preparando e prevendo muitos lencinhos pras lágrimas…

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E vocês, o que andam assistindo e lendo de bom?

Filme: A vida secreta de Walter Mitty

Recomendo também a leitura no Braimstorm9:

“Uma pergunta que não vai embora ao se assistir “A Vida Secreta de Walter Mitty” é: você sabe quem você pode, de fato, ser? Isso não faz do longa uma obra de auto-ajuda, longe disso. É uma provocação declarada. Assim como Stiller, que poderia ter se contentado ao repetir as mesmas comédias, e optou por contar outras histórias que respondessem a seus ímpetos criativos, Mitty partiu numa aventura extremamente real. Ambos têm energia de sobra e, provocados da maneira certa, entregam resultados impressionantes. O personagem se desenvolve, se modifica, sem precisar jogar tudo para o ar. Apenas encontra um novo modo de ver as coisas. O filme é sincero, grandioso e tem peso suficiente para fazer uma coisa por você: se essa for a sua hora, ele vai te transformar.”

A Vida Secreta de Walter Mitty é uma refilmagem de O Homem de 8 Vidas (1947). Walter Mitty é o tipo de personagem que todo mundo conhece pelo menos uma pessoa como ele. Mais ainda: por muitas vezes, em alguma situação, a gente também se identifica com ele e pensa nas mil possibilidades de mudar em algo e viver mais a vida. Não é um filme que ostenta coisas, nem com cenas fantasiosas que só se vê em filmes. É uma história ‘palpável’ que te faz pensar e refletir sobre muitas coisas… Que a vida se torna mais simples a partir do momento em que você resolve se jogar mais, dar mais ouvidos pra coisas positivas e cada vez menos importância pros problemas ou coisas que não acrescentam nada… Que dá pra mudar sim e sair do óbvio (e se preferir sem mexer em coisas que você não quer mudar). Pra mim, absolutamente, foi o melhor filme do ano. Eu adoro essas histórias que alguém vem e te dá um sacode dos bons, que te faz pensar, se emocionar com o simples e pegar a essência real da história que dá perfeitamente para aplicar nas nossas vidas.

Ben Stiller além de estar no papel de WW, é quem também dirigiu o filme e olha, ele está incrivelmente brilhante. Principalmente porque estamos acostumados em ver suas atuações apenas em papéis de comédia e com personagens sempre caricatas – o que particularmente eu não sou muito fã dos outros filmes dele, mas esqueça tudo isso quando ver Walter Mitty – ele não tem nada dos seus antigos personagens. Também não posso deixar de citar a atuação (brilhante como sempre foi) de Sean Penn – um fotógrafo viajante espetacular que diga-se de passagem Sean Penn está muito bem no auge dos seus 53 anos. Com uma trilha sonora maravilhosa e apaixonante, A Vida Secreta de Walter Mitty não é apenas mais uma dica de filme, é uma história incrivelmente real para todo mundo, é um filme que todos deveriam assistir e tirar suas próprias lições pra aprender que os sonhos, independente do tamanho, só se torna possível quando se corre atrás.