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Tirando o pó do blog…

Gente, meu Deus do céu, eu preciso atualizar esse blog!!! Nem foi por falta de assunto, foi simplesmente porque a vontade de sentar pra escrever não bateu como deveria. Final do ano está chegando, bastante coisa aconteceu e muitas delas não acho que mereça algum tipo de registro meu aqui, mas essa semana eu li uma frase que achei muito pertinente e vou compartilhar com vocês, porque pra mim é um aprendizado: “A decepção faz você riscar da vida gente com quem você não deve perder mais tempo. É uma ótima peneira!” e por alguns acontecimentos, pra mim caiu como uma luva. Tenho me sentindo mais leve em relação as coisas/pessoas/situações que em um tempo mais distante, eu daria uma importância totalmente descartável. Hoje simplesmente não ligo mais. Sigo em frente. Logicamente que na prática isso não é tão simples como na teoria, mas uma hora a gente aprende. Eu aprendi. Eu poderia escrever bastante coisa – até como um manual porco de auto ajuda ou um mero desabafo meu, mas gente… Pra quê? Hoje só me importo com o que me faz bem, apenas. Ultimamente eu ando numa calmaria e paz de espírito tão grande que até me estranho, tipo… Oi? Sou eu mesma? Aquela esquentadinha, agora nessa calma da Dalai Lama? É engraçado isso, mas mais ainda: é libertador.

Já estou planejando uma próxima viagem! Mais curta dessa vez pois o Rick não pegará férias o ano que vem, mas como viajar pra mim é sempre um bom motivo (e uma necessidade), ano que vem (que já está tão pertinho), eu vou aparecer com um roteirinho maroto pra um próximo destino. A Copa passou, eleição passou e eu continuei imune aos chorumes… Ficar na minha é uma das melhores coisas que eu fiz e faço agora como meta de vida, principalmente quando a mistura de fio desencapado é internet + rede social. Estou muito assim inclusive com as coisas do dia a dia mesmo, acho que muito tem a ver com o que disse no começo do post.

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Nenhum filme tem me agradado ultimamente. Socorro! Eu não sei pra vocês, mas pra mim ou o cinema está uma tristeza ou eu estou ficando exigente demais. Eu escolho ver os filmes por se vale pagar a entrada no cinema e não está sobrando nenhum pra isso, nem com o trailer de O Hobbit eu me animei. Em compensação os seriados eu estou acompanhando fielmente e um que estou gostando bastante (acabou tem pouco tempo), é Sons Of Anarchy. Estou lendo Pennywise do Stephen King que pela grossura absurda do livro + meu sono de hibernação à noite, quem sabe um dia lá bem distante eu termino, a meta de um livro por mês foi pras pica mesmo.

Ozzy está mais magrinho, está fazendo caminhadas matinais com minha mãe. Os gatinhos estão bem também. Gatos crescem ehehehe e os 4 cresceram bastante na mesma proporção que arteiros. Como eles aprontam… Eu ainda vou escrever sobre a personalidade de cada um, pois são complemente diferentes um do outro. Também ainda tô naquela vibe de decoração em casa e vire e mexe faço alguma coisinha que é simples, bonita e barata. Descobri tanto blog legal pra esse tipo de assunto. Estou numa loucura desenfreada por vestidos. Nunca fui de usar muitos porque eu tenho um complexo super besta de achar minhas canelas finas, do qual, complexo esse que já desapeguei e andei comprando uns lindos pra esses dias de calor dantesco e decidi que vou usar com mais frequência, prometo tentar postar alguns looks. Não sei quanto tempo vai demorar até o próximo post, mas volta e meia estou no Instagram, passa lá!

Querido Diário

Semanas atrás eu terminei de ler “A Terra Inteira e o Céu Infinito” e apesar de achar o livro meio maçante em alguns pontos, a base da história é muito boa: uma escritora chamada Ruth encontra na costa de uma ilha do Canadá em que mora, o diário de uma adolescente de Tóquio que provavelmente foi trazido pelo tsunami – “Estou esticando o braço para tocar em você” é como começa o diário de Nao e que a partir daí desenrola toda a história. Não vou me estender muito sobre ele, pois a ideia do post não é essa, mas o livro foi um dos grandes incentivadores a começar de vez essa minha ideia que já vinha pensando há um tempo: Escrever um diário.

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Sim, eu já tenho um blog que posto muitas coisas minhas, mas acredito que todo mundo tenha coisas a contar que prefere por em palavras e guardar pra si a ter que ficar contando pra alguém. Não se trata exatamente de um segredo, mas sempre pensei que os diários são uma ótima maneira de você se conhecer melhor, refletir sobre suas ações, planejar, expressar sentimentos, exercitar o cérebro, a escrita, divagar sem medo de ser feliz e por em palavras muitas das coisas que as vezes não conseguimos dizer. Tipos de diário não faltam: pode ser um diário de viagem, pode ser aquele que você escreve diariamente detalhando tudo o que faz no dia a dia, pode ser um diário pra por os pensamentos quando simplesmente dá aquela vontade de escrever – acho que essa é a ideia que mais combina com o que estou pensando e querendo fazer a respeito disso, também pretendo carregar ele nas minhas viagens, mas basicamente será usado para expressar meus pensamentos quando simplesmente eu sentir a vontade de colocar isso num papel.

Falar em papel… Eu realmente sinto falta de escrever, no sentido literal mesmo, de sentir o peso da caneta na folha e observar o quanto – modéstia a parte – minha caligrafia é realmente bonita. O máximo que faço de uns bons anos pra cá em relação a escrita é preencher cheques e eu acho muito triste quando um hábito como esse, vai sendo deixado de lado. Rick comprou um mega estojo de canetas coloridas da Stabilo pra mim porque acho que já deu pra perceber que adoro um colorido em tudo. Aliás, o diário em si é o mais legal: foi uma ideia que tive e que achei muito simbólico e depois de muito pesquisar eu comprei um que é exatamente a réplica do diário da Anne Frank – xadrez em vermelho, que comprei no Elo 7 de uma pessoa que faz vários tipos diários artesanalmente, estou esperando chegar.

Como uma coisa sempre puxa a outra, também fiquei pensando nos filmes em que os personagens escrevem em diários e nossa, tem um mooooonte: O Diário de Bridget Jones, Diário de uma Paixão, Na Natureza Selvagem… São tantos filmes que a lista seria enorme, mas o primeiro que me veio à cabeça quando pensei nisso foi “As Vantagens de Ser Invisível” e que contribuiu pra essa minha nova inspiração também.

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Enfim, acho que nada mais justo que registrar no meu blog que vou começar a escrever em um diário, depois eu faço um post mostrando como ele é.

Saudades em uma foto

O quanto que uma única foto pode dizer sobre a nossa evolução do que éramos e de como somos hoje? O quanto que uma foto pode trazer de lembranças dos tempos que não voltam mais? Não sei exatamente mensurar isso, mas posso garantir que é bastante coisa. Ontem um amigo meu me marcou numa foto que quando vi, um filme passou na minha cabeça.

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Esse é a foto do meu primeiro emprego (registrado), no meu primeiro dia de trabalho. Foi no começo de 2000, um pouquinho depois de eu ter entrado para a faculdade em 1999. Eu trabalhei na AOL, como muitos de vocês sabem e que infelizmente foi uma empresa de internet que não deu certo aqui no Brasil. Mas eu aprendi muito em todos os dias e anos que trabalhei lá, nossa, e como aprendi. Fiz muitos amigos também – essa é a parte mais legal e nostálgica dessa foto e por incrível e mais estranho que possa parecer – quando se fala em amizade verdadeira dentro do ambiente de trabalho, eu posso dizer que lá eu tive amigos de verdade. Sempre que alguém dessa época é marcado em alguma foto, todos – sem exceção, lembram sempre com muito carinho e saudades dos tempos que a gente trabalhava como loucos, mas nos divertíamos muito mais.

Meu codinome Jubalinha nasceu ali dentro, minha primeira internet discada, minha primeira conta de email. Meu blog literalmente nasceu ali dentro também; por ideia de um amigo que era meu companheiro de equipe e sentávamos um ao lado do outro – divididos apenas pelas baias e que, nos raros momentos de quase nenhuma ligação a gente ficava batendo papo, contanto histórias e dividindo experiências. Quantas festinhas, quantas histórias engraçadas dentro e fora do trabalho, quantas amizades cada um conquistou e posso dizer que éramos uma grande família, é claro, apenas com a parte boa que uma família proporciona.

Não tenho mais o mesmo contato com todos, mas estamos sempre por perto da maneira que cada um pode: uns casaram, tiveram filhos, uns continuam trabalhando na área, outros seguiram uma linha de profissão totalmente diferente, alguns estão morando fora e mesmo que inevitavelmente a vida tenha traçado uma rota diferente na estrada de cada um, são pessoas que se todos nós um dia nos encontrássemos, seria aquela sensação de como se fosse ontem e que deixaria o coração de todo mundo quentinho.

O que uma foto pode transmitir? Toda a saudade de tempos que não voltam mais, mas principalmente a gratidão por ter passado gente tão do bem no nosso caminho.

“E se os sonhos e as recordações se misturam, é assim mesmo que deve ser, porque todos merecem ser heróis.” Kevin Arnold – Anos Incríveis

Naquele tempo…

No final de semana meus pais foram viajar e eu dormi na casa deles pra não deixar o Ozzy sozinho, uma vez que, não daria muito certo ele e os gatos debaixo do mesmo teto na minha casa. Tem muita coisa minha na casa da minha mãe, principalmente nos meus tempos de escola. Eu tenho uma caixa, que já falei dela aqui, aonde guardo muitas recordações principalmente da minha infância até o começo da minha adolescência, quando assim como toda menina naquela época, era apaixonada por agendas e diários. No sábado, eu peguei essa caixa e comecei a dar uma olhada em tudo… Foi sensacional, foi como se um baú mágico do passado se abrisse e um filme passasse na minha frente.

Entre as muitas coisas que encontrei, há uma enquete que fiz quando estava na 5a série. Eu tinha 11 anos. E ri muito com as respostas e com as minhas perguntas do tipo “quem você levaria pra uma ilha deserta?”, foi muito engraçado e gostoso de ler. Na faixa etária de 11 anos nossos passatempos preferidos eram brincar, ver tevê e ouvir música. Muitos almejavam como profissão ser veterinários, jogadores de futebol, professores, bancários… Teve um que respondeu que ser feliz já era o suficiente. Lasanha era o prato preferido da grande maioria, a gente (ainda) nem sabia o que era o McDonald’s e muito menos o termo que, futuramente, vinha a ser ‘Junkie Food’. Conhecer os EUA (ir a Disney), ir no programa da Angélica (o excêntrico sonho de uma amiga que era doida por ela) ou ganhar uma mobilete, estava entre os tantos desejos quando eu perguntei qual era o sonho de cada um. Éramos crianças e todos grandes sonhadores.

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Como aquele tempo era tão diferente do que é hoje…

Tudo tão mais suave, tão mais simples, mais doce… Não que essa constatação seja na verdade uma reclamação da minha parte de como o mundo é principalmente hoje com a geração dessa idade, não é bem isso, mas confesso que dá uma pontinha de frustração ver como algumas ~evoluções~ são, quando convivemos hoje em dia. Eu com 11 anos escrevi que uma das minhas diversões era brincar de boneca e assistir televisão (Clip Trip, a MTV também ainda não tinha chegado) e uma das perguntas básicas e diretas de: “você tem namorado(a)?” eu e mais um monte de gente respondeu: “não, sou muito nova pra namorar”, só uma pessoa – uma amiga de classe respondeu “eu tenho um paquera” ahahahahah, quem hoje em dia usa a palavra ‘paquera’ com esse amor mais instantâneo que miojo pros assuntos do coração?

E os poeminhas? Ninguém precisava googlar citações de Clarice Lispector ou Carlos Drummond pra parecer intelectual com os amigos, os poeminhas muitas vezes era de criação própria, mas muito mais sinceros e de coração. Lá também estão as respostas dos meus pais que na época estavam com 36 anos, ou seja, apenas um ano a mais da minha idade hoje… Essa parte pra mim foi meia assustadora porque as vezes é meio difícil de imaginar que nossos pais já tiveram a mesma idade que a nossa. Sem contar a minha paciência de monge pra escrever [TUDO] a mão nos meus diários, nas cartinhas, inventar códigos secretos mirabolantes pra escrever coisas que você não queria que ninguém lesse e depois é claro, perder o tal papelzinho dos códigos (ahahahaha), um monte de colagens que com uma simples revista eu tinha criatividade pra criar coisas tão fofas quanto os scrapbooks de hoje em dia… Ou aquela caneta rosa favorita que notavelmente dava pra perceber que no final do diário ela já estava com a tinta bem mais fraca de tanto que foi usada durante todo o ano. As cartinhas recebidas, os cartões de natal, os bilhetinhos, as lembrancinhas daquela festinha de aniversário com data e inclusive o ano.

As coisas inevitavelmente mudam, se adequam, se adaptam para um mundo que está sempre seguindo nesse constante caminho que chamamos de evolução e embora muita gente diga que “no meu tempo era melhor”, temos que ter em mente que tudo passa por um processo de mudança por uma questão de necessidade, mesmo que isso muitas vezes dê uma certa melancolia diante de tudo tão diferente. As coisas mudam, as pessoas mudam, tudo muda e pra tudo isso, há o tempo que realmente não para, deve ser por isso também que temos aquela assustadora impressão de que cada vez passa mais rápido… Mas são com essas lembranças de coisas, pessoas e momentos, que a gente percebe como principalmente somos hoje como pessoas, acredito que tudo isso seja um reflexo e mesmo que pra muita gente o caminho tenha se desviado e traçado uma outra rota, temos aquela essência de tempos maravilhosos que, vamos carregar por toda a nossa vida. 🙂

Carta aberta para Juliana de 2004 em diante

Essa ideia sensacional eu li no blog da Vic do Borboletando que também está em um grupo do Facebook chamado Rotaroots – Em prol da Blogosfera Old School – ao qual eu estou fazendo parte agora. Na verdade tudo foi inspirado na TAG original do Hypeness e eu gostei tanto que resolvi escrever também. O tema é você escrever uma carta pra você mesma contando como foi a vida de 10 anos atrás pra cá e o que você ainda precisa mudar, melhorar, continuar, enfim… Aquelas perguntas simples que todo mundo as vezes se pergunta: o que de diferente foi de 10 anos pra cá? Faria a mesma coisa? Mudaria tudo? Quais conselhos que eu me daria anos atrás? Aparentemente parece tudo muito clichê, mas acreditem: não é! É praticamente uma auto analise, uma auto critica ou apenas bons conselhos que todos deveriam um dia fazer para si, mesmo que isso não fosse redigido pra um blog ou um papel.

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Espero que esse post sirva como uma inspiração para outras pessoas e claro, principalmente pra mim que procuro sempre ser uma pessoa melhor. E complementando a carta, vai rolar até uma musica junto (thanks Vic, ‘roubei’ esse plus da sua ideia), pra ficar mais emocionante:

“Olá, Ju! Tudo bem?
Bom, eu sei que está tudo bem com você, afinal sou eu mesma me escrevendo uma carta e embora esse pedaço de frase pareça bem estranho, faz muito sentido quando se começa uma carta tão pessoal como essa, afinal de contas sou eu, falando com meu eu. 10 anos se passaram, tudo foi tão rápido e muitas coisas aconteceram, não é mesmo? Coisas que você achava que um dia aconteceriam, mas que talvez por algum motivo demorassem mais tempo enfim chegaram, na verdade, na sua hora mais certa… É como você sempre gostou de pensar – por mais torto ou por mais perfeito que essa hora fosse. Em 10 anos, você namorou, noivou, se formou na faculdade, casou, viajou, arrumou bichos de estimação e de uma maneira geral aproveitou bem a sua vida, embora você sempre acredite que esse lance de “aproveitar a vida” sempre dá pra ser melhor… E você não tem o que realmente reclamar prestes a completar 35 anos, é uma pessoa feliz, saudável, do bem, mas assim como todo mundo (e ainda bem!), obviamente não é perfeita… E mesmo já tendo aprendido a lidar com muitas coisas que você aprendeu tanto pelo amor como pela dor, há aquelas que você pode melhorar e sabe muito bem disso. A vida é um eterno aprendizado, minha querida. Mas é claro que não é só isso, você é cheia de qualidades também; é linda, educada, querida, radiante e muito modesta! Vamos então, conversando despretensiosamente, assim tudo fica mais simples… Pra que complicar, néam gata?

Seja menos ansiosa. Você até ri quando eu digo isso porque sempre foi assim desde que se entende por gente. Você sempre foi ansiosa e sabe disso, mas sabe que isso já fugiu do seu controle algumas vezes e embora hoje você tenha total domínio sobre essa ansiedade, sabe também que uma hora pode acontecer de novo, porque você é simplesmente uma humana-mortal feita de carne, osso e coração. Mas sério: seja.menos.ansiosa – ok? Em 2011 você teve uma depressão e isso deu uma grande sacudida no seu emocional e você se sentiu péssima, e bem… Deve ser pelo fato de que você realmente ficou péssima. Depois de muita choradeira e muita tristeza, aquela tempestade que você pensava não ter um fim, foi se dissipando aos poucos e tudo nessa sua cabecinha foi ficando mais claro. Não foi de um dia pro outro, eu sei e você amadureceu muito com isso e olha que legal; passou a se conhecer e a se compreender melhor. Compreender inclusive, o mundo a sua volta e tomar como relevante aquilo que realmente tivesse alguma importância na sua vida. Em 2014 você estará curada da sua depressão, mas sabe que é uma pessoa irremediavelmente ansiosa. Sabe sim a se controlar melhor, toma até remédios pra isso que eu espero em 2014 não precisar mais deles, mas sabe que 90% da sua melhora só depende de você. Então respire, relaxe e sofra menos por antecipação – realmente você não precisa disso porque você acaba vendo coisas aonde não tem e depois se sente uma ridícula por isso, afinal de contas, você sabe que é uma pessoa forte, mas muitas vezes duvida dessa sua fortaleza. Acredite mais em você.

Eu tinha dito que você aprendeu a dar importância pra apenas o que fosse realmente importante, mas nem sempre você faz isso. Principalmente quando o assunto é pessoas. Você é do tipo que quando não está mais se entendendo com aquela pessoa, você simplesmente larga de lado e toca sua vida civilizadamente: não conversa mais, não liga mais, não procura mais e fim. Cada um com sua vida, cada um no seu quadrado, sem mágoas. Porém as vezes tem assuntos e pessoas que são bem mais pequenos e que você dá aquela importância besta que realmente não merecia. Simplesmente releve e siga em frente por mais que você justifique dizendo que não tenha sangue de barata. Ninguém tem, mas né… Você é adepta da frase: “aquilo que não te acrescenta, em nada te fará falta” então cerque-se apenas de pessoas e coisas que te fazem bem e feliz. O que não faz; não dê ouvidos, deixe de lado e não insista por mais de duas vezes, senão com certeza você irá se estressar a toa. Tá cheio de gente ocupando um espaço desnecessário no planeta e você realmente não precisa disso.

De 2008 em diante você teve mais do que certeza de que não queria e nem irá ter filhos. Você nunca gostou muito de seguir esse tipo de padrão da sociedade e isso é uma coisa mais do que decidida na sua vida. Em contra partida tem um cachorro e dois gatos que nesse período de 10 anos entraram na sua vida e só te trouxeram coisas maravilhosamente boas – você sempre diz isso, sempre diz que neles encontra a paz que muitas vezes procura e acho que seu instinto maternal está exatamente neles e não se importa com quem de repente, tenta menosprezar com isso essa sua opção, aliás, nunca deixe que façam isso com você. Você defende muito bem a causa animal, não tem problemas em dizer que prefere mais seus bichos a muita gente que conhece e depois que começou a ajudar sempre a ONG aonde adotou seus gatinhos, isso te fez um bem enormeeeee que talvez nem você mesma ainda tenha se dado conta. Nunca pare com isso, é sério: nunca pare de ajudar quem você acha que precisa – seja bicho ou pessoa. E sempre que puder fazer mais, faça… E eu sei que irá fazer.

Em 2008 também você realizou o grande sonho da sua vida que foi conhecer a Inglaterra, aliás, sonho esse que você sabia que um dia iria acontecer, mas que achava que demoraria mais tempo… E olha como a vida é maravilhosa: semana que vem está indo viajar outra vez e como ‘plus’ estará mais uma vez indo pra Inglaterra – agora pela TERCEIRA VEZ. Você sempre gostou de viajar – algo que herdou dos seus pais, mas foi de 2008 em diante você tomou isso como um objetivo de vida e acredite: isso é sensacional, garota. Você já conheceu muitos lugares, irá pra outros tantos mais na semana que vem (ui deu um frio na barriga, né?) e aprendeu sozinha a ver coisas maravilhosas por mais simples que fossem nessas suas viagens pelo mundo afora. Você sempre pega pedrinhas de alguns lugares pra trazer pra casa, acho tão fofinho esse hábito. Cada vez que você chega até o ponto mais distante de um destino você sempre diz: “agora sim estou bem longe de casa” e isso sempre teve um grande impacto bom que só “nós” sabemos como isso funciona dentro de você, portanto, continue com aquela meta de fazer uma viagem por ano e se puder: faça mais, muito mais. Viaje! Você precisa disso na sua vida. Conheça o mundo, explore o que tem nele porque isso você sabe perfeitamente que quando olhar pra trás, terá a doce certeza que cada segundo valeu a pena.

Leia mais, embora você estará realmente empenhada nisso em 2014 já que seu 2013 foi um fracasso com os livros, mas ler nunca é demais e acredite: dá pra melhorar! Escreva mais, blog sempre foi uma terapia pra você. Fique menos no Facebook, embora você já esteja melhorando nisso também, mas não custa lembrar. Se apegue nos pequenos prazeres que você gosta e te fazem bem. O simples sempre te apaixonou, então não é difícil te agradar, seja menos preguiçosa e vá mais vezes a academia, e tente algum outro esporte se não for pedir demais… Certa vez você tinha cogitado de fazer natação. Pois então, pense nisso.

Siga seu coração, há muitos anos atrás você dizia “só que arrependo do que não faço” e mais pra frente você concluirá que não é bem assim, todo mundo se arrepende de alguma coisa e se errar: seja humilde, peça desculpas, levante e tente de novo – até conseguir o certo. Ah, e continue com aquela mania de anotar frases de filmes e livros, é bem legal isso, essas frases sempre foram muito confortantes em vários momentos da sua vida e talvez você só esteja se dando conta disso, agora que está escrevendo essa carta.

Pra finalizar, nunca deixe de ser quem você é – na sua essência e seja sempre humilde em saber que precisa aprender mais, seja lá o que esse aprender signifique não importando o tamanho do aprendizado. Se quiser mudar em alguma coisa, mude por você em primeiro lugar. Quando se sentir só ou aflita, vasculhe os arquivos do blog, ouça a música e leia esse post novamente pensando com muito carinho em mim mesma. Eu te amo e você também se ama!

Com amor, do seu eu em 2014
Juliana”

Quer ler as outras cartas? Quer fazer o mesmo? Entre pro grupo Rotaroots no Facebook para acompanhar as outras atualizações e leia a TAG original “Uma Carta” no blog Hypeness.

10 coisas aleatórias sobre mim…

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10 coisas aleatórias sobre mim. Outra brincadeira que rolou no Facebook há um tempo atrás (quem me mandou foi minha amiga maravilhosa e afilhada – Veridiana) e que resolvi colocar aqui, gostem ou não, esta sou eu:

1 – Sou uma pessoa provida de uma sinceridade digamos assim… Cargo sênior no assunto. Isso pode parecer uma qualidade, mas muitas vezes é um defeito também, porque né… Nem todo mundo quer realmente uma verdade quando pede por uma, em contra partida, muitas pessoas chegam até mim já dizendo: “vou perguntar pra você, porque sei que sua resposta será sincera.” Por muitas vezes, é claro que engulo e fico no silêncio – mesmo me coçando pra não responder, mas em outras situações quando vi, PLOF! – Eu já falei. É lógico que existem modos & jeitos, normalmente é sinceridade+delicadeza, mas em outras é uma mistura de sinceridade+sarcasmo+grosseria. Certa vez uma Botero perguntou sobre uma dieta que eu estava fazendo e depois que eu respondi “não pode” pra algumas coisas óbvias que não se comem em uma dieta; como doces e refrigerantes, ela me diz: “ah mas não consigo cortar isso” e eu, trabalhada na sinceridade, respondi: “então continue gorda”, meu marido quase se escondeu em baixo da mesa nesse dia, mas ele sempre diz que isso é um ponto positivo em mim… Que bom, néam?

2 – Minha prioridade na vida é viajar, minha meta é de fazer uma viagem por ano (claro que se eu pude$$e faria muito mais), meu maior sonho é conhecer o mundo. Gosto de conhecer novos lugares, pessoas, cheiros, culturas, histórias, estilos diferentes… Me encanta conhecer aquilo que eu só via em livros ou televisão, me encanta essa sensação de olhar em volta e dizer: “agora sim, estou bem longe de casa”, é como se eu tirasse os pés do chão e fosse capaz de voar. Gosto dessa sensação de que tudo é muito mais quando dizem “que mundo pequeno” e de ver de perto como as coisas são – por experiência e aprendizado próprio, gosto de viajar porque pra mim, eu vejo isso como uma autoafirmação – de um ponto chamado Juliana em algum lugar do mundo, é como se fosse um objetivo que tenho… Pra quando um dia, eu olhar pra trás, poder estampar um sorriso de satisfação no rosto e ter a certeza que minha vida valeu a pena. E sim, Londres é meu lugar no mundo, amo aquela cidade com todo meu coração – me lembro de cada segundo que estive por duas vezes lá, mas meu inglês nem de longe tem um sotaquezinho britânico (em nada) e eu lamento muito por isso.

3 – Daqui dois anos terei minha cidadania italiana, mas tecnicamente, em termos de nacionalidade, o Ricardo já é “responsável” por mim nesse sentido.

4 – Gosto de macarrão al-dente-pro-cru com pouco molho, odeio mel, acho que uva passa é algo totalmente dispensável no mundo, não descasco bananas (não me perguntem o porquê, simplesmente tenho uma gastura absurda e inexplicável), sou demente por doces (mataria alguém por chocolate em dias de TPM), não sei cozinhar, mas até que me viro com dignidade na cozinha, porém o que gosto mesmo é de comer (rá, sô esperta) e não sou fresca com comida, contanto que não se mexa no meu prato ou esteja sem a cabeça – eu como sem cerimônias, gosto de experimentar culinárias diferentes.

5 – Sou aficionada por trilhas sonoras de filmes, uma das primeiras coisas que sempre presto atenção. Muitos filmes já me ganharam mais pelas músicas do que pelas histórias e acho que tenho mais de 50 trilhas sonoras completas de filmes no meu iPod. Também tenho TOC em anotar as frases mais legais de alguns filmes.

6 – Embora eu esteja um pouco relapsa com minhas leituras, eu realmente amo ler. Gosto de histórias medievais, romances bem contados daqueles que você precisa ler com uma caixa de lenços e terror… Se uma história me prende, me esqueça porque eu desligo mesmo do mundo. Já li bastante histórias de terror, mas o ultimo digno de sustos que li foi “A Hora do Vampiro” do Stephen King (e isso já tem uns 4 anos) e desde então, não encontrei outro de terror que fosse tão bom ou melhor quanto esse (aceito sugestões).

7 – Embora eu tenha fobia de voar de avião, eu já saltei de paraquedas em 2001 (época que não tinha ainda essa fobia, nos meus 20 e poucos anos), mas hoje admito que não teria mais culhão pra isso. NO WAY!

8 – Sou teimosa, minha paciência – se eu fosse descrever em poucas palavras, eu diria que é um fio desencapado, principalmente pra pessoas burras, as que se fazem de burras e principalmente pras que se acham (só acham) que são espertas. Dependendo da situação não perdoo mais de uma vez, pego birra quando não gosto e não consigo fazer cara de paisagem quando algo ou alguém não me agrada. Sou 8 ou 80 – amo ou odeio na mesma intensidade que me apego ou desapego. Não sei nadar. Sou desastrada e tenho dislexia pra muitas palavras (não sei falar muçarela logo de primeira, sempre sai muCHArela ahauhahuahuahua). Sou péssima com exatas, até as contas mais simples de cabeça eu não sei fazer. Sou extremamente ansiosa, pra tudo! Reclamo mesmo se sou mal atendida em algum lugar, sou boca suja e muitas vezes isqueirinho também, não consigo raciocinar ou conversar logo que acordo, as vezes quando me empolgo com algum assunto eu falo alto demais, mas também aprendi que algumas coisas não valem o meu stress ou um segundo sequer do meu tempo e pra isso eu já vomito logo um foda-se em cima, mando todo mundo tomar no cu e saio andando, porque dizer os defeitos (não todos, é claro) são tão importantes quanto as qualidades nesses “saiba mais sobre mim” eheheheheh.

9 – O show mais incrível e mais fuderoso da minha vida foi o da Madonna em 2012. Show este, que esperei praticamente a minha vida inteira pra ir e Madonna – que sou fã desde criança. Esse dia me marcou muito porque eu cantei, pulei, chorei, gritei, conheci pessoas queridas e quando vi Madonna, pela primeira vez ao vivo – a menos de 3 metros de mim, achei que por um momento simplesmente não fosse ela alí, é… As vezes a ficha demora a cair, néam?

10 – Deixei aberto esse post pra alguns amigos e não pra todos da minha lista, uma porque eu não confio em todo mundo, mas as vezes tenho que manter aqui por educação – porque “mimimi mas vai ficar chato se você deletar” e outra porque coisas da minha vida ou sobre mim, só irá saber quem realmente eu confio/gosto/considero e se você está lendo isso, ótimo… Você é uma delas.

Quem é feliz não espalha…

“Quem é feliz não conta, não espalha, não grita aos quatro cantos. Quem é feliz, satisfaz-se por ser. E sabe que felicidade anda coladinha na inveja. Quem é feliz não precisa provar nada, simplesmente é. As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada errado, não me brilha aos olhos. Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz. Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de aprendizados. Felicidade não é sobre quem grita mais alto; É sobre quem sorri mais fundo.”

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