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Gatos pretos e sexta feira 13

ONGs limitam doação de gatos pretos às vésperas da sexta-feira 13

Estamos em 2015 e ainda precisamos fazer campanhas contra maus tratos a gatos pretos em sexta feiras 13. Apesar de necessário eu acho isso muito triste e revoltante, a gente tá vivendo num mundo tão caótico nesses últimos tempos que quando eu digo que prefiro bicho do que gente, é porque não estou falando pra boca pra fora. Gato preto não dá azar!!! Azar é o mundo ainda ter gente tão ignorante que pense dessa forma. Gato preto é amor, sorte daquele que tem um!

NÃO COMPRE. ADOTE!

morphs

Meu Morpheuzinho que foi adotado há um ano.
Tem a história dele aqui

tosa felina

Todo mundo que tem gatos sabe que eles soltam pelos. Muitos pelos. A quantidade de pelo que um gato solta dá pra montar outro gato, agora multiplique isso por quatro, que é a quantidade da gangue lá em casa e adicione o plus do fato de ainda eu ter uma inseparável rinite alérgica. ¬¬

Outro dia li que no verão os gatinhos soltam uma quantidade de pelos ainda maior que nas outras estações e isso explica porque todos os dias eu tinha que passar pano em casa, sem contar os tufos que pareciam aquelas cenas de filme no deserto que ficam passando aquelas bolas de feno na estrada, sabe? Eu nunca tinha pensado na possibilidade da tosa em felinos, até um um amigo levantar essa maravilhosa dica. Eu achava que como gato já é um grande problema pra dar banho, a tosa então nem se fale, algo praticamente tão fora de cogitação que eu nunca nem tinha pensado no que hoje eu vejo como óbvio.

Ele disse que levou os gatinhos no pet e depois da tosa, um mundo maravilhoso sem pelos se abriu pra ele. Conversei com o veterinário dos meus – muito importante consultar o veterinário do seu bichinho antes, que disse não teria problema algum. Na semana passada levei a Amélie e o Lennon – os dois que mais soltam pelos em casa e o serviço do Pet (que é da veterinária do Ozzy) foi completo: tosa + banho + cortar as unhas. Eles voltaram peladinhos, putaços da vida (normal se tratando de gatos) e sem nenhum pelo soltando:

no dia da tosa, cara de poucos amigos e não quiseram muita conversa nesse dia

no dia da tosa, com cara de poucos amigos e não quiseram muita conversa nesse dia

A moça do banho disse que a Amélie deu um pouquinho de trabalho porque não queria parar quieta, o Lennon reclamou um pouquinho também mas foi mais tranquilo. Aí nessa semana eu mandei o Odin e o Morpheus. Pedi pra fazer tosa leãozinho no Odin, como ele tem o pelo curto (que solta menos, mas solta bastante), ele voltou peladinho e o rabo igual de leão, já o Morpheus foi o problema. Todo mundo aqui conhece a história dele, eu acredito que antes do Morphs ter sido resgatado, ele sofreu muito, muito mesmo… Eu nem gosto de ficar imaginando isso, mas compreendo o porquê dele ter uma personalidade tão desconfiada e assustada. Meu tratamento com ele é sempre no modo mais suave possível, ele se assusta com tudo. O Morphs se dá muito bem com os irmãos, com os humanos da casa também, mas com ele as coisas precisam ser as mais brandas possíveis: ele se esconde quando chega alguém de fora em casa, não é fácil de pegar ele no colo porque ele sempre sai correndo, adora um carinho – mas ele que tem que vir até você pedindo e existem os jeitos de fazer carinho que ele curte e outros que eu já sei que ele não gosta.

O Moprhs que voltou do mesmo jeito que foi. Detalhe ao dentinho que fica aparecendo quando ele dorme. Um vampirinho. Eu sempre digo que o Morphs é o adorável-incompreendido da casa porque por mais que a gente passe confiança e amor pra ele, ele sempre vai ter aquela pontinha desconfiada que se assustará sempre. E no pet não foi diferente. Foi a primeira e ultima vez que mandei ele pra tosa e graças a Deus que as meninas que trabalham lá, além de super de confiança e atenciosas, tiveram o bom senso de não estressá-lo ainda mais… A moça disse que tentou tirar ele da gaiola, pegou no colo, mas ele estava tão assustado e estressado que ficou um pouco agressivo também, então pra não piorar ainda mais a situação, colocou-o de volta na gaiola e ele voltou do mesmo jeito que foi: sem banho e sem tosa ahahahahaha. Em compensação o Odin voltou tosado, cheiroso e ainda soube que ele fez graça pra todas as meninas do Pet, não é a toa em casa ele é o putão, o se abre pra todo mundo, sabe?

Odin, sendo muso!

Odin, sendo muso!

O Morphs eu vou continuar a fazer como já faço em casa: escovar pra tirar os pelos e dar banho na pia, isso é claro com toda a suavidade e muita conversa mole durante o banho pra mantê-lo calmo, ele detesta mesmo assim, mas em casa ele nunca deu trabalho a ponto de não conseguir concluir nem um banho, com certeza isso é pelo fato dele se sentir um pouco mais seguro do que ir pro Pet. Paciência, enquanto está todo mundo peladinho ele está lá, imaculado ahaha.

O que eu notei?
Além do óbvio – os pelos pela casa diminuíram uns 95% e consequentemente até a minha rinite diminuiu, com o calor intenso que anda fazendo, eles se sentiram muito melhores depois de tosados, digo isso porque mesmo com o pelo curto, antes eles ficavam procurando lugares pela casa pra fugir um pouco do calor e agora não. Isso é ótimo porque é um bem estar que eu proporcionei que até então eu achava que nem seria possível, aliás, quero agradecer ao Anderson que abriu esse mundo maravilhoso da tosa felina pra mim. Eu vou continuar sempre mandando eles pra tosa, tirando é claro quando chegar o inverno – isso SE tivermos algum inverno esse ano.

Tosa felina mais que aprovada.

Juliana Esgalha Post por

um ano de Amélie

Eu não sei dizer a data exata em que ela nasceu, mas sei a data exata em que ela entrou na minha vida e esse dia é hoje. Há um ano atrás decidimos adotar um gatinho e como dizem que são os animais que escolhem a gente e não a gente que escolhe, foi a Amélie – a cinza fosca no meio de todos os irmãos coloridos, que escolheu a gente.

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Vocês lembram que no começo, por ser tão pequena, achamos que fosse um menino e só depois de alguns dias que a veterinária nos disse que era, na verdade uma mocinha né? De todos os gatos em casa, Amélie é que tem a personalidade mais forte; na bagunça ela é aquela que só observa com olhar blasé, mas quando resolve pegar fogo na brincadeira é ela que toca o terror. Ama ficar no meu colo, sentada como uma esfinge e com uma das patas no meu braço como se quisesse dizer: eu estou sempre aqui. Amante convicta de caixas de papelão. Quando não quer papo ela se isola no escritório do Rick, seu humor é incrível principalmente na parte da manhã: deita, rola, vira de barriga pra cima pra pedir por carinho. Cuida dos outros gatinhos – que são todos meninos, como se ela fosse a mãe deles e tem uma paciência de Jó pra isso.

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Amélie é teimosa, tal qual como eu. Se está fazendo uma coisa errada e você chama a atenção, ela te olha sem precisar dizer: “mas sou eu que mando aqui, humana”. Foi com ela que comecei a entender o valor imensurável de uma adoção, foi com ela que começou esse meu amor incondicional por gatos. Amélie faz tão bem jus ao nome, que me mostra todos os dias que a vida é feita de pequenas felicidades.

Juliana Esgalha Post por

“Mas e o Ozzy?”

Divo, lindo, muso, gostoso, meu bebezão… Meu sonho realizado quando minha vida toda sempre quis ter um cachorro e aproveitando pra dar notícias do Ozzy vou falar novamente de um assunto que já comentei aqui.

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“Mas e o Ozzy?” Sempre me perguntam isso, com alguns amigos isso já até virou piada, com outras pessoas é uma pergunta indagadora e num tom até acusatório como se simplesmente eu tivesse esquecido dele. Mas… (respira, Juliana) eu vou explicar (de novo) porque sou bem legal:

Como de semana ele já ficava com meus pais e no fim de semana comigo, agora – com os gatos, ele fica definitivo com meus pais (nós moramos super pertinho e vejo ele quase todos os dias). Na casa dos meus pais ele tem mais espaço, suas coisinhas, seus hábitos, é o Rei da casa. Ozzynho está com 8 anos (já tem barbinha branca – como podem ver na foto) e não houve uma adaptação muito lá amigável com os gatinhos, aliás, depois de muito tentar, eu entendi que isso foi algo totalmente compreensível, ainda mais pra um cachorro já adulto que nunca na sua vida conviveu com outro bicho.

Como ele sempre foi muito apegado aos meus pais (e vice e versa) não teria sentido eu forçar a convivência aqui em casa aonde tanto os gatos, como ele próprio ficariam estressados, magoados, causaria brigas e acho que os animais não precisam disso (deixem essa parte para os humanos desprovidos de bom senso, o Facebook é o limbo pra isso). Mas ai vem as perguntas, geralmente num tom idiota e com uma pitada de maldade:

“Você não tira mais tantas fotos do Ozzy”
É sério nunca nem foram “tantas” fotos assim, ele odeia fotos da mesma forma que odeia quando alguém pega na sua pata, tirar fotos do Ozzy era de 100 pra 1 ficar boa. A não ser que ele estivesse dormindo.

“Agora que vc tem gatos, o Ozzy nem aparece mais”
Acho que com tudo que já expliquei acima, (sem obrigação alguma, aliás) já responde por completo e definitivo esse comentário ou eu ainda preciso desenhar?

É muito chato isso, porque as pessoas que não cuidam da própria vida, se acham no direito de cuidar da vida dos outros, especulação é algo tão chato e eu abomino tanto isso porque partindo do pressuposto que eu não faço isso com ninguém, eu não vou admitir que façam isso comigo. Isso é só um exemplo, mas tenho certeza que todo mundo que ler esse post vai entender o que quero dizer e se identificar em alguma outra situação. Ao contrário de muita gente quando tem um bicho de estimação, eu jamais abandonaria uma cria minha. Jamais deixaria de amar ou simplesmente “esqueceria” como já deram essa suposição pra mim e sim, dependendo do tom do comentário e principalmente de quem comenta, eu não deveria, mas é claro que me incomoda (esses eu até deleto mas com aquela vontade louca de mandar tomar no meio do cu), do contrário, eu não estaria aqui colocando alguns pingos nos “is”. De qualquer forma estou mais uma vez deixando claro, e se mesmo assim ainda restar dúvidas (leia-se especulação, also known as falta-de-um-tanque-de-roupa-pra-lavar), eu posso passar a conta do veterinário, o nome da ração Premium (é claro) que ele come, dos bifinhos, das frutas que ele mais gosta, enfim… Já aproveito e mando junto com as minhas contas do mês também, pq aquela máxima que dizem: é mais fácil conviver com bicho do que gente, nunca fez tanto sentido – principalmente em situações como essa.

Juliana Esgalha Post por

De novo + um membro na família: Odin

Primeiramente:

Crazy-Cat-Lady

Já estou sendo chamada assim ahahahuahuahuahua, porque pra variar eu adotei MAIS UM GATINHO! Mas esse foi pra “fechar a fábrica”. Juro. Me mudei pra um apartamento maior, aonde tenho mais espaço pra tudo. Amélie, Lennon e Morpheus estão se dando super bem, o Morphs ainda é meio assustado e desconfiado, mas a adaptação de um modo geral foi bem tranquila, dias atrás fui até a ONG como sempre faço e mencionei, assim… só por um acaso que se chegasse um gatinho caramelo era pra me avisar, assim… só por um acaso também eheheheh e não é que dias depois chegou mesmo um? Loiro, com as patinhas cor de salmão, olhos azuis escuros, aliás, segundo a Jô é bem difícil de aparecer gatinhos com essa cor de pelagem, eles me avisaram e eu enlouqueci. Mas aí veio um porém, que no fim nem foi tão porém assim: convencer o Rick que, pra ele, 3 gatos já era um numero bom pra ter em casa. Fiz uma campanha ferrenha, eu infernizei a vida dele com as fotos do gatinho a semana toda no what’s up, as amigas da ONG também me ajudaram, até que ele foi cedendo.

Expliquei que 4 gatos seria um numero bom de felinos na nossa família, que gosto de números pares pra tudo (ok, isso não é exatamente um argumento), que coração de mãe sempre cabe mais um, que onde comem 3, comem 4. Comecei a já sugerir nomes (isso é uma boa tática, anotem), e sábado lá fomos nós com duas gaiolas: uma levando o Morphs pra tomar a segunda dose da vacina e a outra vazia que com certeza, viria com aquele polaquinho pra casa. Quando chegamos a Jô pegou ele e colocou no colo do Ricardo. E minha nossa… Amor por bichos é impressionante né? Digo isso de um modo geral, porque com cachorros é assim, gatos é assim e outro dia vi a reportagem de uma mulher que tinha um bode (sim, um bode) de estimação e era completamente tão apaixonada por ele que parecia até uma devoção. E essas coisinhas fofas e gostosas quando vem parar no nosso colo, meu amigo, aí não tem mais jeito.

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Trouxemos pra casa e o chamamos de Odin, nome do qual já estava decidido um dia antes. Odin foi achado em Interlagos, correndo por alí com seus outros irmãos e foi colocado pra adoção. Tudo o que sabemos sobre a sua história é isso. Ele tem mais ou menos uns 3 meses, não mais que isso e é, EXTREMAMENTE simpático. Ele ficou junto com os cachorros da ONG, fez amizade com todo mundo, você chama e ele vem pro seu colo. Ele é um doce. A adaptação em casa em relação ao Lennon e Amélie foi bem tranquila e isso me surpreendeu, só o Morpheus que ainda não está aceitando o Odin muito bem, na verdade hoje cedo já estavam rolando pela cama, mas percebi que ontem ele já cedeu muito mais. Acho que isso deve ser pelo territorialismo que existe entre os gatos, o Morphs ainda não chegou o tempo de castrar, mas é o que sempre digo: nada que com amor e paciência não se resolva. Sempre resolveu. Não vou dizer: agora sim, a família está completa porque com o Lennon foi assim e respectivamente com o Morpheus também e nem por isso a família parou de crescer, a gente nunca sabe, né? Mas 4 gatos está um numero ideal e parei por aí, senão alguém teria que ir dormir no tapetinho da porta. BRINKS.

Ganhei mais um companheiro de leituras...

Ganhei mais um companheiro de leituras…

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Se estou feliz? Eu não vejo minha vida sem eles, simples assim. Todo dia eu tenho uma história engraçada/fofa/divertida pra contar e agora no apartamento novo, parece que tudo se adequou de uma maneira tão harmoniosa que não teria a mesma graça e charme sem eles. Eu sei que não é todo mundo que acredita nisso, mas gatos tem uma espiritualidade muito forte. Eles passam a te conhecer e sentir o que você sente como ninguém e isso reflete no dia a dia e em tudo na vida, de uma maneira bem sublime, mas muito importante e muitas vezes sem perceber, eles te protegem dos males. Estou muito feliz com meus 4 bebês e agora sim, eu poderia ganhar o selo gateira de qualidade.

Juliana Esgalha Post por

(mais um) novo membro na família: Morpheus

Uma pequena pausa com os posts sobre a viagem porque eu preciso contar que a família cresceu mais uma vez. Eu adotei MAIS UM GATINHO e tenho certeza que vocês, assim como eu, vão se emocionar com a história dele, um dos motivos pelos quais eu resolvi levá-lo pra casa:

No dia 29 de Abril a equipe do Corpo de Bombeiros aqui de São Caetano do Sul resgatou um filhote que estava há dias no cano de esgoto, a rua teve que ser fechada pelo SEMOB (departamento de transito da cidade), assim como uma via da avenida principal aqui da cidade e 3 bocas de lobo foram abertas. Como vocês podem perceber isso não foi um resgate fácil, durou cerca de 3 horas. Como ele foi parar alí? Ninguém sabe. O resgate foi acionado pela Ana Paula Demambro, uma pessoa maravilhosa que conheci sábado retrasado na festa de adoção da ONG e que depois disso ela também acionou a ONG para a ajuda no resgate. Sargento – como foi batizado o gatinho, ficou muito conhecido depois disso, teve até matéria no jornal da cidade com direito a foto e nada mais justo, pois além de ser um pequeno grande guerreiro, sua história de salvação foi realmente um milagre.

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Resgate Morpheus

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Semanas atrás, fui até a ONG como sempre faço e lá estava ele: ainda um pouco assustado, dormindo abraçado com um bichinho de pelúcia, mas sendo muito bem cuidado e acompanhado por todos da ONG. Amo gatos pretos e depois que me tornei oficialmente uma gateira (e de mão cheia, diga-se de passagem), sempre quis ter um gatinho preto. Sem contar que a adoção de um gato preto sempre tem que ser muito bem inspecionada e analisada, pois todos sabem que o que mais tem nesse mundo é gente ignorante e cruel, a ONG supervisiona muito bem isso, principalmente em relação os gatos pretos, pois eles são muito procurados principalmente para rituais cruéis e muita gente idiota ainda acredita naquela besteira de que gato preto traz azar, é muito triste isso. Me apaixonei pelo Sargento, peguei-o no colo e depois de aninha-lo entre meu ombro e pescoço, percebi que ele era do tamanho da minha mão, ou seja, muito frágil. Ele é realmente um tico e me pergunto como é que alguém é capaz de fazer mal pra um animal, aliás, independendo do tamanho. Eles são tão indefesos.

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Me apaixonei pelo Sargento antes mesmo de conhece-lo. Li sua história na página da ONG e me emocionei, no fundo eu já sabia que ele, se já não fosse de alguém, seria meu. Quando fui na ONG, a Jô me disse: “se você quiser, ele é seu” e eu não pensei duas vezes. Acontece que não o peguei de imediato, porque naquela semana o Lennon seria castrado, eu estou em processo de mudança de casa e o Sargento ainda precisava de mais uns dias de observação e cuidados na ONG. Sábado retrasado teve uma festa de adoção de gatos + vacinas + consultas e eu trabalhei como voluntária. Devo dizer que isso me fez um bem imensurável que não sei me expressar com palavras, mas só sei dizer que fiquei muito feliz. Sempre quis trabalhar como voluntaria defendendo algum tipo causa e foi na causa animal que consegui me encontrar. Nesse ultimo sábado, estive novamente na ONG e trouxe o Sargento pra casa – que agora, por nós, foi batizado de Morpheus. A adaptação ainda está em processo de transição lá em casa, a Amélie solta os conhecidos “bufinhos” pra ele (e vice e versa) e o Lennon está desconfiadíssimo dele, mas nada que amor e paciência não resolva isso, by the way dicas de introdução de gatinhos ao novo ambiente que já tenha outros gatinhos são bem vindas…

(a cara da Amélie ao fundo está muito engraçada)

(a cara da Amélie ao fundo está muito engraçada)

Estou sempre batendo nessa tecla de adoção aqui no blog, porque hoje, mais do que nunca eu entendo perfeitamente o real, significativo e importante sentido dessa palavra, então acho que com um conhecimento de causa, eu posso falar disso com propriedade. Mas tão importante quanto a adoção, é a castração também. Todo mundo tem que ter a consciência que independente de adotado ou comprado, seu animal de estimação precisa ser castrado – isso diminui riscos e traz muitos benefícios… Se você pensa em cruzá-lo, tenha em mente os cuidados extras que precisa ter. Sempre penso que a partir do momento que você assume essa responsabilidade, você tem que zelar e ter a consciência que você está cuidando de uma vida que é tão importante quanto a sua própria, então aquela máxima de que “quem ama cuida” faz muito sentido numa adoção. Não compre, adote. Mas adote consciente. Esse post também não teria o menor sentido, se eu não divulga-se os nomes dos responsáveis por salvarem a vida do Morpheus e tudo só foi possível graças a Ana Paula Demambro, o Cabo Palácio, Soldado Batista sob o comando do Sargento Facco que são do Corpo de Bombeiros de São Caetano do Sul e claro, a sempre presente ONG SOS Cidadania Animal que eu amo de paixão e que está sempre fazendo trabalhos lindos em nome dos animais.

Morpheus também foi notícia no Anda News e no JusBrasil. Catcelebrissss.

Juliana Esgalha Post por

Dia Internacional do Gato

Descobri graças a essa internet maravilhosa-sem-limites que hoje é Dia Internacional do Gato. Isso mesmo! Os felinos possuem uma data no calendário só pra eles, possivelmente quase ninguém sabe disso – eu não sabia, mas achei uma data muito nobre. Resolvi então escrever um post sobre isso e relatar algumas experiências minhas pra deixar registrado os benefícios que tenho desde que dois gatinhos safados entraram na minha vida.

Eu nunca tive gatos até adotar a Amélie. Não sabia como era ter gatos e foi algo como um amor a primeira vista que como um furação; leva seu coração e alma e você se apaixona de verdade – a ponto de um dia de semana qualquer se encontrar deitada no chão com seu gato, apenas observando seus movimentos e achando aquilo o supra sumo do que há de mais lindo no mundo. E paguei minha língua por isso… Sim… Pois antes não era muito simpatizante dos felinos, mas com a chegada da Amélie eu acabei aprendendo muito com ela e que pra mim, só trouxe coisas boas. Li muito sobre esse mundo maravilhoso dos gatos e algumas das coisas que li, dizia que gatos e espiritualidade tem MUITO a ver, sempre andam juntos; eles veem dentro e além de nós, são sempre uma meditação que está ao nosso lado que nos ensinam sobre paciência, atenção, silêncio, mistério e mais ainda: nos protegem dos males… Dizendo assim parece tudo exageradamente místico, mas não é. Acho que só quem tem gatos entende exatamente o que quero dizer, porque realmente é tudo isso e muito mais.

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A Amélie foi a adoção de alguém que entrou na minha vida só pra trazer coisas boas, mas do Lennon eu sempre digo que foi a cereja do bolo. Um faz companhia pro outro, não se desgrudam e se a vida já estava ótima com um gato, com dois ficou maravilhosa (e com um cachorro está perfeita). Amélie e Lennon são de personalidades bem diferentes: ela é mais na dela, de andar manso e sempre muito observadora com tudo, já o Lennon apesar de as vezes ser um pouco medroso em algumas situações (e dramático – mia pra tudo), se mostra muito destemido quando realmente quer algo. Ambos poderiam ter tido um destino muito triste (por isso que eu sempre bato na tecla da importância de uma adoção), principalmente pela forma que chegaram ao mundo e me sinto muito honrada por poder dar outra vida – a que realmente eles ou qualquer gato/bicho merecem. Não vejo minha vida sem eles, amo mais que muita gente que conheço e me preocupo como se fossem meus filhos – porque são sim parte da família e tudo que eu puder fazer eu sempre farei por eles. Pra muita gente isso é tomado como um exagero, pra mim é apenas a essência de fazer o bem sem olhar a quem.

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Eu não me lembro se já disse isso aqui, mas tanto eu como o Ricardo não pretendemos ter filhos, é uma decisão nossa e talvez até mais minha do que dele – embora tenha o comum e total acordo de ambos, mas não me vejo como mãe por muitos motivos que nem é o foco assunto do post, porém acredito que projetei meu amor de mãe aos animais e isso não me faz melhor ou pior, menos ou mais nobre do que ninguém. Sempre penso que todos temos que dar continuidade no nosso amor, não importando aonde a gente se esforce pra conseguir fazer esse papel de uma forma exemplar, não importando inclusive se é pra um humano ou um bicho, mas partindo da essência e princípio de que ambos são verdadeiramente um alguém nesse mundo.

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Enfim… Quando me perguntam se é gostoso ter gatos, eu digo que é algo maravilhoso. Algo que só vai saber exatamente o que quero dizer com todos os rompantes emocionais que essa palavra envolve, quando um dia tiver um. Eu encontro neles felicidade, harmonia, diversão, amor, respeito, carinho e mais ainda: encontro a minha paz. Coisas essas que você procura quando se propõe a ter um bicho de estimação e que todos deveriam saber que vai muito além de cuidados básicos como água e comida. Não é só isso. Envolve amor, carinho, cuidado, zelo… É acima de muitas coisas, um laço de respeito e cumplicidade que se cria entre você e eles. Aonde você passa a conhece-los a fundo, mas eles com certeza te conhecem muito mais… Mais até do que que você imagina. Se a vida é muito boa em muitos aspectos, posso dizer com toda a certeza do mundo que com um gato fica ainda muito melhor. 🙂

Juliana Esgalha Post por