Arquivo

Viagens

Posts em Viagens.

Inglaterra: Oxford e Cambridge

Na nossa ultima viagem, enquanto estivemos na Inglaterra também fomos conhecer Oxford e Cambridge: as duas cidades da Inglaterra conhecidas mundialmente por suas universidades. Primeiro vou falar de Oxford que fomos até lá de carro com o Marcelo e no outro post prometo escrever sobre York.

Oxford

Oxford é uma cidade pequena, facilmente dá pra conhecer muito fazendo o caminho a pé, uma vez que as atrações e toda a área universitária se concentram bem no centro. A cidade é uma graça e com uma arquitetura maravilhosa. Nomes importantíssimos passaram por lá: Bill Clinton, Oscar Wilde, J. R. R. Tolkien, Edmund Halley, Lewis Carroll (de Alice no País das Maravilhas). Mesmo sendo uma cidade pequena, Oxford tem muitas coisas pra ver, aliás, como tudo na Inglaterra, em Oxford por exemplo está a Bodleian Library que além de ser uma das bibliotecas mais antigas da Europa, é a segunda maior do Reino Unido depois da London’s British Library. Como fomos apenas pra passar um dia, optamos por um tour rápido pelos principais pontos da cidade e depois visitamos o Castelo de Oxford que foi uma ótima escolha. O castelo foi construído em 1071 as margens do rio Tâmisa e desde essa data até (pasmem!) – 1966 foi usado como prisão. Parte do castelo, após ter sofrido muitas destruições durante a Guerra Civil inglesa (1142), foi reconstruído e transformado em um hotel (o Marcelo já ficou hospedado lá quando estava viajando a trabalho e disse que apesar de ser bem confortável, deu à ele uma sensação muito estranha). E são nos edifícios do castelo que tem as visitas guiadas. Elas são feitas em grupos e acontecem todos os dias a partir das 10h. O ingresso para adultos custa £10.25 o que vale muito a pena. As primeiras histórias de Rei Arthur nasceram dentro das prisões do castelo (1136), escrita pelo monge galês Geoffrey de Monmouth, somente algumas colunas da capela sobreviveram e é possível visitar. Na saída do castelo há um café muito charmoso e que recomendo muito.

Cambridge

Dias depois fomos pra Cambridge e de carro também, mas dessa vez estava eu, Marcelo, Rick, Lau e Jean (primo do Lau e o motivo da viagem – afinal ele é matemático ehehe). Lá nos encontramos com o Alexz, amigo do Má que mora há muitos anos em Cambridge e foi nosso guia particular. Eu achei Cambridge um pouco mais animada que Oxford e com uma arquitetura igualmente rica, vários nomes importantes também passaram por lá: Isaac Newton, Charles Darwin, Lord Byron e os famosos mais atuais como Emma Thompson e Hugh Laurie. Passamos um dia muito divertido e agradável em Cambridge e que assim como Oxford é possível passear por toda a cidade a pé. Conhecemos bastante coisa: visitamos a igreja Great St Mary que por 3 libras (e se você tiver com muita disposição e pernas), é possível subir até o topo da igreja e ter uma vista magnífica da cidade. Visitamos também a área dos colleges (Trinity, Queens, Saint John e King), só não visitamos as áreas internas deles (principalmente pra tristeza do Jean) porque justo naquele dia estava acontecendo um evento fechado ao público. Almoçamos em um Pub muito legal (almoçar em Pubs pela Inglaterra é sempre garantia de boa comida e cerveja) e depois visitamos a parte dos canais (pelo Rio Cam) com aqueles passeios de gôndolas (punting) que passa por pontes super famosas como a Mathematical Bridge (reza a lenda que a estrutura de madeira foi construída por Isaac Newton, sem a utilização de parafusos) e uma outra que é igualzinha a Ponte do Suspiros de Veneza. Cambridge também é uma cidade super perto de Londres (de carro leva mais tempo, mas de trem é a apenas 45 minutos) que vale muito a pena visitar, não só pelo charme, arquitetura, mas principalmente por toda a história que engloba.

Quer ver mais destinos na Inglaterra? Aqui tem vários posts.

Meu Ano Novo em Londres

Aparentemente o ano de 2017 está começando (só) agora aqui no blog, não é mesmo? Eu já tinha que ter postado alguma coisa neste humilde espaço, mas confesso que só não fiz por pura preguiça mesmo porque coisas pra contar, eu tenho bastante. Minha virada de ano não poderia ter sido mais incrível: eu estava em Londres e meu sonho – mesmo já sendo pela 4º vez que viajo pra lá – era passar um ano novo no meu lugar preferido do mundo.

Saímos daqui no dia 24 e chegamos lá bem no Natal (passei a ceia no avião mesmo ehehehe), o Marcelo e Lau foram buscar a gente no aeroporto porque no Natal, nenhum tipo de transporte funciona em Londres. Já é inverno na Europa e pegamos temperaturas que variaram entre 5 e -2 o que eu particularmente adoro porque eu amo inverno e nunca terei essas temperaturas mais baixas aqui no Brasil. A cidade estava maravilhosamente enfeitada pro Natal, especialmente a Regent’s e Oxford Street, os ingleses realmente sabem como decorar nessa época.

Como nas outras vezes, desta vez também ficamos hospedados na casa do Má que mora em Blackheath – região mais afastada do centro, próximo do parque de Greenwich e eu morro de amores por aquele pedacinho de Londres… A vida ali parece que passa mais devagar, com uma certa sutileza em dias lindos como esse:

Eu sou apaixonada por Londres e isso não é novidade pra quem lê meu blog ou me conhece. E acho incrível como sempre encontro coisas novas por lá em qualquer segmento: cultural, gastronômico ou um simples passeio pelas ruas, acho incrível que mesmo tudo aquilo que eu já tinha visto, ainda é capaz de me arrancar grandes suspiros. Eu fiz muitos passeios lá e desta vez – por já conhecer bem a cidade, fui com mais “calma” por assim dizer, acho que vi tudo com um olhar mais apurado, não só de viajante, mas de quem já viu como algumas coisas ali realmente são. E mesmo assim sempre me surpreendo.

Este post vou falar especificamente de como é o ano novo em Londres, eu visitei outras cidades: Oxford, Cambridge e York que terá um post para cada dessas e também vou escrever sobre algumas coisas que amei conhecer ou fazer novamente por Londres mesmo, mas nesse será somente sobre o ano novo.

O Má comprou os ingressos antecipadamente pra gente ver os fogos da região alí de Westminster: aonde pega o Parlamento e a London Eye e de uns anos cá é assim: você precisa de ingressos pra ver os fogos que custa 10 libras por pessoa (o que é muito barato pelo espetáculo que oferece), os setores são divididos por cores e nós escolhemos o setor azul: ficamos bem de frente pra London Eye, melhor vista.

No dia 31 chegamos lá por volta das 10 horas da noite. Estava frio, mas nada absurdamente que congelasse os ossos. O céu estava limpíssimo, sem foggy, nem nuvem. A segurança da cidade para este dia estava ultra reforçada, muito em parte pela preocupação de possíveis atentados, mas claro também por toda segurança que um evento tem que oferecer, os ingleses são bem cautelosos e organizados com isso. Quanto ao lance de atentados, honestamente eu procurei não pensar nisso desde o dia que saí daqui e eu vi que ali estava segura com tantos policiais em volta, mas mais ainda, vi que as pessoas estavam juntas, assim como eu, por um único bem comum: celebrar a chegada de um novo ano.

Tinha muita gente, muita mesmo… Mas estava relativamente fácil de transitar, principalmente se você precisasse ir a um banheiro químico, comprar algo pra beber/comer ou simplesmente se precisasse ir de um ponto ao outro. Como disse: ficamos na vista mais privilegiada, bem de frente a London Eye, sempre como exatamente sonhei. Levamos o nosso vinho (desde que não fosse de vidro e uma quantidade aceitável por pessoa, podia levar, não levamos champanhe porque só encontramos em garrafas de vidro) e nos divertimos TANTO antes mesmo dos fogos que nem sentimos o frio.

Durante todo esse tempo há um DJ que fica tocando alí pra animar a galera, a ultima música que ele tocou antes de começar a contagem regressiva foi uma do George Michael, todo mundo cantou junto, foi muito emocionante e uma bela homenagem, GM é muito querido no Reino Unido! Daí a musica terminou e um contador imenso apareceu refletido na frente de um prédio, iniciou-se a contagem regressiva… Eu não sei colocar o quão emocionante isso é em palavras, mas ficou um silêncio quase que total, só nos dez últimos 10 segundos que todo mundo começou a contar junto e quando o ultimo segundo soou, os sinos do Big Ben começaram a tocar. Fico arrepiada só de escrever.

Obviamente como manteiga derretida que sou, antes mesmo dos 10 segundos finais de 2016 eu já estava em lágrimas, chorando feito uma louca-chorona-da-virada-do-ano, claro que principalmente por estar alí no meio daquela celebração toda, mas principalmente também por estar virando mais um ano, mais uma nova etapa… Pra mim sempre tem um significado muito grande de renovação, de coisas novas e de boas esperanças. E foi incrível. Foi inesquecível. Esse vídeo da BBC mostra como foi lindo, mas só mesmo estando lá pra sentir como é:

A duração dos fogos é de 11 minutos. Depois disso o DJ continua, mas aos poucos a galera já vai se dispersando e as comemorações continuam pelas ruas de Londres. Nós: eu, Rick e Marcelo ficamos por alí dançando e nos divertindo por um bom tempo antes de começar a pegar o caminho de volta pra casa que também foi tão divertido quanto. Pra mim foi maravilhoso, foi além das minhas expectativas e se começou assim tão bem, desejo assim seja durante todo o ano de 2017, para mim e pra todos vocês.

Feliz Ano Novo! 🙂

cilada de viagem

Eu adoro acompanhar blogs de viagens, mas ultimamente eu estou pegando uma certa birra deles. É muito comum, e eu diria que até insistente, você encontrar posts ~encorajadores~ do tipo: “fulano largou o emprego e foi viajar o mundo” ou “fulana viajou a Europa com apenas 1 euro por dia”. Amigos, eu digo uma coisa: não é bem assim. Não é nada disso na verdade!

Essa semana li um post num blog de viagens bem conhecido e que gosto muito, mas que me deixou bem intrigada com um post; era sobre um jovem português que viajou vários países da Europa “gastando” apenas 1 euro por dia. Isso tecnicamente, claro! E como ele conseguiu isso? Basicamente mendigando. Essa é a palavra. Em um trecho do post ele dizia que chegou a pedir esmola pra poder comer e que na grande maioria das vezes dependeu da boa vontade das pessoas mesmo. Na página do Facebook dele há vários posts inspiradores, contanto detalhes da viagem e blá blá blá e nossa! – vários patrocinadores também, entre eles a Decathlon (mas ué?). Eu não sei em qual parte da história isso é motivante e encorajador, mas pra mim não passa de algo humilhante e cara de pau. Pra dizer o mínimo.

Você viajar com o mínimo de gastos dá sim, mas requer planejamento e responsabilidade. Acompanho dezenas de blogs de viagens, já vi muita gente viajando com pouco, eu mesma sou adepta a esse estilo, mas faça isso de uma forma bem mais digna e responsável. O couch surfing, como uma amiga bem citou, é muito conhecido entre os viajantes e uma opção de viagem mais barata. Outro exemplo? Quem trabalha nos lugares que está viajando pra pagar comida, hospedagem e tudo mais… Isso é bem legal e muito comum em hostels. Carona? Desde que você tome certos cuidados também vale, tem muita gente generosa no mundo, mas gente ruim tá esparramado aos montes por aí e acho que nem preciso lembrar disso, não é?

ciladas-viagens

O que não é legal é você depender da boa vontade das pessoas e achar que está sendo “o super fodão” em mendigar comida ou aonde dormir (e ainda achar que está no lucro). Isso é um incomodo pras pessoas em volta e tem outro nome também – gente folgada. Pensa só: Se essa moda pega, imagina o caos que viraria nas cidades que 90% das pessoas são turistas? Outra coisa que é muito comum de ler nesses blogs é a história de alguém que, supostamente, jogou tudo pro alto, dizendo que largou o emprego e foi viajar o mundo quando se tem toda uma e$$$trutura por trás… Geralmente até papai e mamãe bancando as aventuras, mas isso a Globo não mostra e nem nunca vai mostrar. Aliás, não vejo nada de errado nisso, que fique bem claro, mas seja honesto porque nem tudo foi exatamente largado.

Aliás, qual o problema de trabalhar muito, juntar grana (e isso inclui as coisas que se abre mão, eu bem sei como é) e fazer uma viagem legal do jeito que você sempre quis e planejou? Christopher McCandless teve sua história contada no filme Na Natureza Selvagem e foi assim mesmo – ele largou tudo – TUDO mesmo! pra chegar até o Alasca, aliás, é de longe um dos meus filmes preferidos, a história é realmente maravilhosa, te faz refletir numa porrada de coisas, mas há um spoiler bem pertinente: ele se fode no final. ¯\_(ツ)_/¯

As pessoas adoram enfiar regras de como viver e aproveitar o mundo, de como somos dependentes do dinheiro e saem por aí parafraseando o clichêzão do Clube da Luta de que “bibibi compramos coisas que não precisamos”, do nosso hábito do conforto e de nossos empregos enfiados em um escritório, mas nenhuma se mete a largar tudo e fazer a mesma coisa tão na cara e a coragem como mostram. Eu pelo menos não conheço ninguém pessoalmente assim. Acho muito válido você se desprender de certos hábitos que estão enraizados na nossa vida e uma viagem é a maneira mais perfeita pra isso, principalmente inclusive, pra se desprender de muitos preconceitos, mas querer vender a receita duvidosa de largar tudo ou viver com miséria de mendigagem pra fazer a viagem dos seus sonhos é uma grande furada. Não, meus amiguinhos, não é bem por aí. Continuem viajando da maneira que lhe convém e lhe cabem, mas não se motivem cegamente por esse tipo de história.

Argentina: Buenos Aires e La Plata

Demorou mas finalmente tomei vergonha na cara e vou falar sobre minha viagem à Argentina. Ficamos 8 dias lá, viajamos dia 21/03 e voltamos no dia 29/03. Ficamos em Buenos Aires, mas um dia fomos visitar a cidade de La Plata. Eu ainda não conhecia a Argentina, apesar de ser um país relativamente perto do nosso e sempre quis conhecer, Buenos Aires é uma cidade incrível, avenidas largas e com um ar europeu que dá um encanto peculiar na cidade.

foto 5

foto 1

Dessa vez não ficamos em hostel, escolhemos um hotel porque a diferença de valor entre os dois compensou muito mais ficar em um hotel, escolhemos um que o preço estava super bom e era bem no miolo de Buenos Aires – na Avenida 9 de Julho, então a maioria dos passeios fizemos a pé. A cidade é abarrotada de restaurantes e cafés, os argentinos tem muito dessa tradição de que qualquer hora é sempre uma boa hora pra tomar um café, então a proporção é praticamente igual com o numero de restaurantes e exatamente por isso a minha dica é: pesquise na internet (tripadvisor é ótimo pra isso) e veja os feedbacks das pessoas que já visitaram o lugar que você pretende comer, ainda mais se você estiver pensando em gastar um pouquinho mais. Há ótimos restaurantes, mas há aqueles que são furadas independente inclusive se o lugar for bonito ou se você olhar a não dar nada por ele, a aparência as vezes engana. Um que fomos para jantar e gostamos bastante se chama Lo Rafael (endereço aqui), não está exatamente na rota de restaurantes procurado por turistas, é aquele tipo de lugar que só quem mora, conhece e a comida é excelente, preço justo, lugar aconchegante e se você quer experimentar uma típica carne argentina eu recomendo esse.

No domingo, fomos para a feirinha de San Telmo e escolhemos esse dia porque é o único dia da semana em que a feira acontece. Na verdade dizer “feirinha” é até uma afronta porque é gigante, tem muita coisa pra ver: artesanato, algumas roupas, mas pra quem ama antiguidades ou simplesmente é um simpatizante, San Telmo é um prato cheio. O mercado de San Telmo também é muito legal; é do tipo que vende de tudo, se bobear até a mãe. Foi um dos lugares que eu mais gostei porque tudo que envolve barraquinhas + coisinhas locais pra ver/vender já me diverte, mas não se esqueça: a feira só acontece aos domingos.

Mas o lugar que eu mais gostei de todos foi a Recoleta. É tipo Bervely Hills da Argentina, elegante e classudo. Cheio de arvores e aqueles apartamentos fofos com aquelas sacadas cheias de plantas que eu já me imaginei morando lá com Rick e os gatos ahahahaha. O bairro é uma delícia pra você ir e ficar o dia todo, tem uma feirinha na praça, tem um shopping bem legal, muitos cafés, restaurantes, gente bonita e o cemitério – que é um dos mais famosos da cidade e é aonde está o túmulo da Evita Perón, é estranho dizer isso mas o cemitério é bonito e vale a visita. Separe boas horas do seu dia de visita a Recoleta e sente-se um café (de preferência escolha um que tenha mesinhas do lado de fora) e fique apreciando como segue a vida das pessoas nesse lado da cidade. Um café/restaurante que recomendo é o La Biela, que fica bem na esquina da praça principal (endereço aqui) e você tanto pode almoçar ou comer petiscos, como também pode tomar um café ou uma taça de vinho, o lugar é uma graça e o atendimento é ótimo. Tanto que acabei voltando lá. Aliás, a comida na Argentina é definitivamente um caso de amor, principalmente pra quem ama carnes, além de gostoso o prato é muito bem servido e sempre vem acompanhado de batatas que lá eles chamam de papas <3, mas o que ganhou meu amor eterno mesmo foram as empanadas. Em todos os lugares que comi eu gostei bastante, mas há uma rede em Buenos Aires chamada La Continental que as empanadas são maravilhosas, o atendimento não é lá aquelas coisas, mas comer uma empanada de carne e tomar uma Quilmes bem gelada é algo muito argentino pra se fazer por lá.

Se você está pensando em compras eu recomendo a rua Florida, Córdoba, Santa Fé e os Outlets na Villa Crespo, porém, mesmo o peso argentino estando muito mais barato em comparação com a nossa moeda, não é exatamente tudo que compensa comprar e dependendo do produto (uma camiseta oficial da seleção argentina, por exemplo) o preço varia bastante de um lugar por outro e acho que vai muito, principalmente, se o vendedor saca que você é turista e ainda mais brasileiro, eles também tem um pézinho na malandragem.

Puerto Madero é a parte portuária da cidade, fui somente o durante o dia lá e mesmo tendo recebido algumas indicações boas de restaurantes, eu optei por almoçar em outro lugar. É um lugar bonito, mas não me encantou muito, acredito que a noite pra quem procure um certo agito, lá seja uma boa opção. Outro lugares que visitamos e que eu acho que vale a pena fazer todo o trajeto a pé: Plaza de Mayo, Avenida 9 de Julho (aonde tem o obelisco) e Casa Rosada (entrada free), é gostoso ir caminhando pra esses lugares pois é uma região bastante arborizada e com muitas coisas pra ver aos arredores.

Ir pra Argentina e não assistir um Tango é como você ir a Roma e não visitar o Coliseu. Tive certeza disso quando assisti a um show de Tango e fiquei de queixo caído de tão encantada com essa dança, eu particularmente gostei bastante. Em Buenos Aires existem muitas apresentações de tango, tanto de dia como à noite e escolhi justamente assistir um no dia do meu aniversário, mais emblemático impossível. E aí fomos no famoso Café Tortoni que, inclusive, entrou pra lista dos 10 cafés mais lindos do mundo de acordo com a UCityGuides e quando você entra realmente entende o porquê… No subsolo no Tortoni é aonde acontecem os shows de tango, a partir das 20:30 da noite – recomendo reservar antes, o garçom te leva até uma mesa e enquanto assiste ao show, você pode tomar um vinho e comer uns petisquetes, claro que isso você também paga, mas essa indicação foi de uma amiga e eu gostei bastante. Portanto, se estiver em Buenos e estiver procurando um tango, eu indico no Café Tortoni.

Também visitamos La Plata, uma cidade que de Buenos Aires fica a umas duas horas de trem. A cidade é uma graça, mas acabamos indo justo num dia que era feriado e estava praticamente tudo fechado. Visitamos a Catedral de lá que é super bonita e vale a pena ir se você quer conhecer mais uma cidade da Argentina. Tentamos também ir pro Uruguai até Colônia Del Sacramento, porém, estava absurdamente caro (coisa de uns 600 reais o casal) e desistimos de ir, antigamente até aonde eu sei, era mais barato e não sei porque agora estava esse preço, de qualquer forma fica pra uma próxima. Buenos Aires apesar de ter bastante pontos turísticos e coisas legais pra fazer, eu acredito que 4 dias já são suficientes pra conhecer tudo, mas isso é claro, vai do ritmo e do roteiro de cada um. Como já conheci bem dessa vez Buenos Aires não sei se é uma cidade que eu voltaria, mas com certeza voltaria ao país, pra conhecer a parte do Sul e fazer um roteiro mais aventureiro. 🙂

Argentina e Uruguai

Esse ano Rick não irá pegar férias, mas mesmo assim a gente decidiu viajar porque temos isso como meta de vida – de pelo menos um vez por ano fazer uma viagem: não importa pra onde, por quanto tempo, só precisa ser viagem. Ele conseguiu negociar uma semana no trabalho e no dia 21/03 estamos indo pra Argentina.

20140822214755f00

A princípio tínhamos pensado em Nova York, mas com essa oscilação absurda do dólar e o tempo restrito que temos dessa vez não ia compensar o custo X benefício da viagem, optamos então por um lugar mais perto e dessa vez escolhemos a Argentina + com uma passada marota pelo Uruguai pois são dois países que ainda não conhecemos. Dessa vez vamos ficar em um hotel e não em hostel, aliás, está muito mais barato você optar por hotel (não sei o porquê disso) e encontrei um hotel TOP 4 estrelas que fica bem no centro de Buenos Aires por um preço muito bom, ou seja, já quero chegar lá batendo cabelo ahahaha. Vamos também pro Uruguai (Colônia Del Sacramento e talvez Montevidéu), mas apenas pra passar o dia e voltar, nossa ideia é passear bastante por Buenos Aires e nos arredores.

Não sei se todos perceberam, mas saio no dia 21/03 e volto no dia 28/03 e isso significa que vou passar mais uma vez meu aniversário viajando (ano passado foi em Amsterdã ❤️) e a escolha da data foi propositalmente pra coincidir junto com o meu dia de mais uma volta em torno do sol mesmo. Tô super ansiosa (ah xura?) e já pesquisei tudo sobre tangos, comidas, vinhos, passeios, pontos turísticos… Montei um roteiro bem legal, mas aceito dicas, sugestões ou qualquer tipo de informação de lá. Já está super pertinho agora que me toquei da data que estou escrevendo esse post, e vocês já conhecer a terra dos hermanos?

Backpacker: Londres pela 3a vez

E pra não dizer que não falei em Londres – o meu lugar preferido no mundo, é com essa cidade incrível que estou fechando os posts aqui no blog do meu mochilão de 2014. Viajamos bastante entre março e abril, foram dias loucos, divertidos, maravilhosos… Conheci tanta coisa e trouxe tanta experiência e vivência na minha bagagem que isso nem com palavras eu consigo explicar, mas meu coração pode muito bem sentir. Quando planejamos essa viagem, nós sabíamos que iríamos passar por muitos lugares: descemos, subimos, fomos pra um lado, pro outro, demos a volta e fomos mais longe ainda, mas eu queria que esse mochilão terminasse em Londres. Na verdade, conforme fomos montando o roteiro eu não me importava se Londres estivesse no começo ou no final do nosso trajeto, mas eu fazia questão que simplesmente estivesse e tudo, graças a Deus, deu muito certo.

londres

Ficamos mais uma vez na casa do Marcelo, só que dessa vez ele ficou junto com a gente, não estava com nenhuma viagem marcada ao Brasil ehehehe. Visitamos o Wandy e o Romeo que nos fez um almoço maravilhoso, passeamos com o Lau e nos divertimos bastante. Visitamos a cidade de Windsor também que é aonde fica a residência real da Rainha, infelizmente dentro do castelo não podia tirar fotos, mas vale muito a pena conhecer. Aliás, qual castelo que não vale a pena visitar, não é? Londres pra mim é um paradoxo; ao mesmo tempo que me sinto em casa em qualquer lugar da cidade que eu vá, por outro lado é sempre uma novidade pra mim. É claro que conheci mais coisas dessa vez – pela terceira vez diga-se de passagem, mas outros lugares eu fiz questão de ir novamente e sempre dá aquele frio na barriga gostoso como se aquele sonho, que está sendo realizado mais uma vez, fosse uma novidade.

Acredito que todo mundo tenha algum lugar preferido no mundo e isso não importa a distância: pode ser do outro lado do planeta ou pode ser bem pertinho da sua casa, a distância ou o lugar é o de menos, o que vale é despertar seu amor. Acredito também que quando viajamos, intimamente procuramos parte de nós por todos os lugares que passamos, não que necessariamente nos falte alguma coisa, mas é como se algo nos somasse em algum pedaço do mundo e automaticamente também, nos sentimos como parte de tudo que está ao nosso redor, de algum momento, de alguma história, pra essa busca que é sempre incansável e que nos mantém vivos. Buscamos em viagens o aprendizado, a experiência, a vivência, o conhecimento por algo que quase sempre, ainda nem fazemos ideia do que nos espera… Buscamos o sentido da vida, buscamos os valores que se aprende em cada passo, com as histórias pra contar e a satisfação de sempre poder dizer que tudo vale a pena e sempre ter a motivação de achar que pode mais… Porque quem viaja sempre quer mais. Com viagens você aprende a se conhecer melhor, testa seus limites e descobre que sempre pode ir além do que imagina.

A felicidade vem de tudo que você conhece, mas ela sai de dentro de você. Viajar pra mim é isso, na verdade, é muito mais do que eu consiga expressar mas é com essas palavras que quero terminar os vários posts que fiz sobre esse ultimo mochilão. Conheci e vivi muita muita coisa em 38 dias batendo as asas, voltei super cansada fisicamente, mas com uma mala cheia de tanta coisa boa que não trocaria por nada nesse mundo. Vou deixar o vídeo que criei dias atrás com fotos (desculpa, tá meio porquinho porque ainda não sei fazer nada muito elaborado), a música foi trilha sonora da viagem toda e não poderia ter escolhido uma melhor pra dias tão felizes.

Backpacker: Brighton – Inglaterra

Brighton é uma cidade linda e charmosa que fica na costa sul da Inglaterra, cerca de mais ou menos a uma hora e meia de Londres, com trens que saem a toda hora, essa cidade vale muito a pena incluir no roteiro quando se está viajando pelo Reino Unido. Saímos cedinho de Londres: eu, Rick, Má e Lau e fomos pra lá… Viajar de trens pela Europa é sempre um passeio lindo e muito divertido, rimos o caminho todo. Chegamos cedo também e fomos passear pela cidade que tem um pier com um parque de diversões que é o cartão postal de Brighton, a cidade tem uma estrutura ótima para turistas: há centenas de restaurantes, pubs e muitos ingleses que procuram Brighton como uma ótima opção de passeio para o fim de semana.

1673

Foi amor a primeira vista, não tem como não se apaixonar por Brighton, não tem como não se encantar pelo lugar e pelo clima gostoso da cidade. Passamos o dia lá: comendo muito, passando pelo parque de diversões, pela cidade e pela praia que é TODA de pedrinhas, é a marca registrada e muito conhecida justamente por isso, aliás, gostei muito mais do que se fosse areia, é uma delícia deitar naquelas pedrinhas, dá uma relaxada no corpo. Brighton tem muitos lugares pra comer com boa comida e o melhor ainda: barato. Pegamos um dia lindo, que apesar do frio normal para a época em que fomos, fez sol o dia todo então deu pra aproveitar tudo.

Como só passamos o dia, eu Não sei como é o esquema de hotéis e hostels por lá, mas dos dois tipos e todos eram bem bacanas e pesquisando depois do Trip Advisor há bastante opções nesse sentido. Brighton é o típico lugar pra se visitar e que você já fica com vontade de querer voltar.