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Argentina: Buenos Aires e La Plata

Demorou mas finalmente tomei vergonha na cara e vou falar sobre minha viagem à Argentina. Ficamos 8 dias lá, viajamos dia 21/03 e voltamos no dia 29/03. Ficamos em Buenos Aires, mas um dia fomos visitar a cidade de La Plata. Eu ainda não conhecia a Argentina, apesar de ser um país relativamente perto do nosso e sempre quis conhecer, Buenos Aires é uma cidade incrível, avenidas largas e com um ar europeu que dá um encanto peculiar na cidade.

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Dessa vez não ficamos em hostel, escolhemos um hotel porque a diferença de valor entre os dois compensou muito mais ficar em um hotel, escolhemos um que o preço estava super bom e era bem no miolo de Buenos Aires – na Avenida 9 de Julho, então a maioria dos passeios fizemos a pé. A cidade é abarrotada de restaurantes e cafés, os argentinos tem muito dessa tradição de que qualquer hora é sempre uma boa hora pra tomar um café, então a proporção é praticamente igual com o numero de restaurantes e exatamente por isso a minha dica é: pesquise na internet (tripadvisor é ótimo pra isso) e veja os feedbacks das pessoas que já visitaram o lugar que você pretende comer, ainda mais se você estiver pensando em gastar um pouquinho mais. Há ótimos restaurantes, mas há aqueles que são furadas independente inclusive se o lugar for bonito ou se você olhar a não dar nada por ele, a aparência as vezes engana. Um que fomos para jantar e gostamos bastante se chama Lo Rafael (endereço aqui), não está exatamente na rota de restaurantes procurado por turistas, é aquele tipo de lugar que só quem mora, conhece e a comida é excelente, preço justo, lugar aconchegante e se você quer experimentar uma típica carne argentina eu recomendo esse.

No domingo, fomos para a feirinha de San Telmo e escolhemos esse dia porque é o único dia da semana em que a feira acontece. Na verdade dizer “feirinha” é até uma afronta porque é gigante, tem muita coisa pra ver: artesanato, algumas roupas, mas pra quem ama antiguidades ou simplesmente é um simpatizante, San Telmo é um prato cheio. O mercado de San Telmo também é muito legal; é do tipo que vende de tudo, se bobear até a mãe. Foi um dos lugares que eu mais gostei porque tudo que envolve barraquinhas + coisinhas locais pra ver/vender já me diverte, mas não se esqueça: a feira só acontece aos domingos.

Mas o lugar que eu mais gostei de todos foi a Recoleta. É tipo Bervely Hills da Argentina, elegante e classudo. Cheio de arvores e aqueles apartamentos fofos com aquelas sacadas cheias de plantas que eu já me imaginei morando lá com Rick e os gatos ahahahaha. O bairro é uma delícia pra você ir e ficar o dia todo, tem uma feirinha na praça, tem um shopping bem legal, muitos cafés, restaurantes, gente bonita e o cemitério – que é um dos mais famosos da cidade e é aonde está o túmulo da Evita Perón, é estranho dizer isso mas o cemitério é bonito e vale a visita. Separe boas horas do seu dia de visita a Recoleta e sente-se um café (de preferência escolha um que tenha mesinhas do lado de fora) e fique apreciando como segue a vida das pessoas nesse lado da cidade. Um café/restaurante que recomendo é o La Biela, que fica bem na esquina da praça principal (endereço aqui) e você tanto pode almoçar ou comer petiscos, como também pode tomar um café ou uma taça de vinho, o lugar é uma graça e o atendimento é ótimo. Tanto que acabei voltando lá. Aliás, a comida na Argentina é definitivamente um caso de amor, principalmente pra quem ama carnes, além de gostoso o prato é muito bem servido e sempre vem acompanhado de batatas que lá eles chamam de papas <3, mas o que ganhou meu amor eterno mesmo foram as empanadas. Em todos os lugares que comi eu gostei bastante, mas há uma rede em Buenos Aires chamada La Continental que as empanadas são maravilhosas, o atendimento não é lá aquelas coisas, mas comer uma empanada de carne e tomar uma Quilmes bem gelada é algo muito argentino pra se fazer por lá.

Se você está pensando em compras eu recomendo a rua Florida, Córdoba, Santa Fé e os Outlets na Villa Crespo, porém, mesmo o peso argentino estando muito mais barato em comparação com a nossa moeda, não é exatamente tudo que compensa comprar e dependendo do produto (uma camiseta oficial da seleção argentina, por exemplo) o preço varia bastante de um lugar por outro e acho que vai muito, principalmente, se o vendedor saca que você é turista e ainda mais brasileiro, eles também tem um pézinho na malandragem.

Puerto Madero é a parte portuária da cidade, fui somente o durante o dia lá e mesmo tendo recebido algumas indicações boas de restaurantes, eu optei por almoçar em outro lugar. É um lugar bonito, mas não me encantou muito, acredito que a noite pra quem procure um certo agito, lá seja uma boa opção. Outro lugares que visitamos e que eu acho que vale a pena fazer todo o trajeto a pé: Plaza de Mayo, Avenida 9 de Julho (aonde tem o obelisco) e Casa Rosada (entrada free), é gostoso ir caminhando pra esses lugares pois é uma região bastante arborizada e com muitas coisas pra ver aos arredores.

Ir pra Argentina e não assistir um Tango é como você ir a Roma e não visitar o Coliseu. Tive certeza disso quando assisti a um show de Tango e fiquei de queixo caído de tão encantada com essa dança, eu particularmente gostei bastante. Em Buenos Aires existem muitas apresentações de tango, tanto de dia como à noite e escolhi justamente assistir um no dia do meu aniversário, mais emblemático impossível. E aí fomos no famoso Café Tortoni que, inclusive, entrou pra lista dos 10 cafés mais lindos do mundo de acordo com a UCityGuides e quando você entra realmente entende o porquê… No subsolo no Tortoni é aonde acontecem os shows de tango, a partir das 20:30 da noite – recomendo reservar antes, o garçom te leva até uma mesa e enquanto assiste ao show, você pode tomar um vinho e comer uns petisquetes, claro que isso você também paga, mas essa indicação foi de uma amiga e eu gostei bastante. Portanto, se estiver em Buenos e estiver procurando um tango, eu indico no Café Tortoni.

Também visitamos La Plata, uma cidade que de Buenos Aires fica a umas duas horas de trem. A cidade é uma graça, mas acabamos indo justo num dia que era feriado e estava praticamente tudo fechado. Visitamos a Catedral de lá que é super bonita e vale a pena ir se você quer conhecer mais uma cidade da Argentina. Tentamos também ir pro Uruguai até Colônia Del Sacramento, porém, estava absurdamente caro (coisa de uns 600 reais o casal) e desistimos de ir, antigamente até aonde eu sei, era mais barato e não sei porque agora estava esse preço, de qualquer forma fica pra uma próxima. Buenos Aires apesar de ter bastante pontos turísticos e coisas legais pra fazer, eu acredito que 4 dias já são suficientes pra conhecer tudo, mas isso é claro, vai do ritmo e do roteiro de cada um. Como já conheci bem dessa vez Buenos Aires não sei se é uma cidade que eu voltaria, mas com certeza voltaria ao país, pra conhecer a parte do Sul e fazer um roteiro mais aventureiro. 🙂

Backpacker: Londres pela 3a vez

E pra não dizer que não falei em Londres – o meu lugar preferido no mundo, é com essa cidade incrível que estou fechando os posts aqui no blog do meu mochilão de 2014. Viajamos bastante entre março e abril, foram dias loucos, divertidos, maravilhosos… Conheci tanta coisa e trouxe tanta experiência e vivência na minha bagagem que isso nem com palavras eu consigo explicar, mas meu coração pode muito bem sentir. Quando planejamos essa viagem, nós sabíamos que iríamos passar por muitos lugares: descemos, subimos, fomos pra um lado, pro outro, demos a volta e fomos mais longe ainda, mas eu queria que esse mochilão terminasse em Londres. Na verdade, conforme fomos montando o roteiro eu não me importava se Londres estivesse no começo ou no final do nosso trajeto, mas eu fazia questão que simplesmente estivesse e tudo, graças a Deus, deu muito certo.

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Ficamos mais uma vez na casa do Marcelo, só que dessa vez ele ficou junto com a gente, não estava com nenhuma viagem marcada ao Brasil ehehehe. Visitamos o Wandy e o Romeo que nos fez um almoço maravilhoso, passeamos com o Lau e nos divertimos bastante. Visitamos a cidade de Windsor também que é aonde fica a residência real da Rainha, infelizmente dentro do castelo não podia tirar fotos, mas vale muito a pena conhecer. Aliás, qual castelo que não vale a pena visitar, não é? Londres pra mim é um paradoxo; ao mesmo tempo que me sinto em casa em qualquer lugar da cidade que eu vá, por outro lado é sempre uma novidade pra mim. É claro que conheci mais coisas dessa vez – pela terceira vez diga-se de passagem, mas outros lugares eu fiz questão de ir novamente e sempre dá aquele frio na barriga gostoso como se aquele sonho, que está sendo realizado mais uma vez, fosse uma novidade.

Acredito que todo mundo tenha algum lugar preferido no mundo e isso não importa a distância: pode ser do outro lado do planeta ou pode ser bem pertinho da sua casa, a distância ou o lugar é o de menos, o que vale é despertar seu amor. Acredito também que quando viajamos, intimamente procuramos parte de nós por todos os lugares que passamos, não que necessariamente nos falte alguma coisa, mas é como se algo nos somasse em algum pedaço do mundo e automaticamente também, nos sentimos como parte de tudo que está ao nosso redor, de algum momento, de alguma história, pra essa busca que é sempre incansável e que nos mantém vivos. Buscamos em viagens o aprendizado, a experiência, a vivência, o conhecimento por algo que quase sempre, ainda nem fazemos ideia do que nos espera… Buscamos o sentido da vida, buscamos os valores que se aprende em cada passo, com as histórias pra contar e a satisfação de sempre poder dizer que tudo vale a pena e sempre ter a motivação de achar que pode mais… Porque quem viaja sempre quer mais. Com viagens você aprende a se conhecer melhor, testa seus limites e descobre que sempre pode ir além do que imagina.

A felicidade vem de tudo que você conhece, mas ela sai de dentro de você. Viajar pra mim é isso, na verdade, é muito mais do que eu consiga expressar mas é com essas palavras que quero terminar os vários posts que fiz sobre esse ultimo mochilão. Conheci e vivi muita muita coisa em 38 dias batendo as asas, voltei super cansada fisicamente, mas com uma mala cheia de tanta coisa boa que não trocaria por nada nesse mundo. Vou deixar o vídeo que criei dias atrás com fotos (desculpa, tá meio porquinho porque ainda não sei fazer nada muito elaborado), a música foi trilha sonora da viagem toda e não poderia ter escolhido uma melhor pra dias tão felizes.

Backpacker: Brighton – Inglaterra

Brighton é uma cidade linda e charmosa que fica na costa sul da Inglaterra, cerca de mais ou menos a uma hora e meia de Londres, com trens que saem a toda hora, essa cidade vale muito a pena incluir no roteiro quando se está viajando pelo Reino Unido. Saímos cedinho de Londres: eu, Rick, Má e Lau e fomos pra lá… Viajar de trens pela Europa é sempre um passeio lindo e muito divertido, rimos o caminho todo. Chegamos cedo também e fomos passear pela cidade que tem um pier com um parque de diversões que é o cartão postal de Brighton, a cidade tem uma estrutura ótima para turistas: há centenas de restaurantes, pubs e muitos ingleses que procuram Brighton como uma ótima opção de passeio para o fim de semana.

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Foi amor a primeira vista, não tem como não se apaixonar por Brighton, não tem como não se encantar pelo lugar e pelo clima gostoso da cidade. Passamos o dia lá: comendo muito, passando pelo parque de diversões, pela cidade e pela praia que é TODA de pedrinhas, é a marca registrada e muito conhecida justamente por isso, aliás, gostei muito mais do que se fosse areia, é uma delícia deitar naquelas pedrinhas, dá uma relaxada no corpo. Brighton tem muitos lugares pra comer com boa comida e o melhor ainda: barato. Pegamos um dia lindo, que apesar do frio normal para a época em que fomos, fez sol o dia todo então deu pra aproveitar tudo.

Como só passamos o dia, eu Não sei como é o esquema de hotéis e hostels por lá, mas dos dois tipos e todos eram bem bacanas e pesquisando depois do Trip Advisor há bastante opções nesse sentido. Brighton é o típico lugar pra se visitar e que você já fica com vontade de querer voltar.

Backpacker : Bruxelas – Bélgica

Minha passada pela Bélgica foi super rápida, a viagem de Berlim até Bruxelas foi longa também, mas conseguimos uma cabine de vagão com camas e que tinha até um chuveiro que não era ótimo, mas dava super pra relaxar e recuperar a dignidade perdida com o cansaço, que a essa altura já estávamos há um mês viajando in loco, correndo de uma estação de trem pra outra, carregando mochilão e andando como se fosse uma peregrinação, é uma delícia, é o que eu amo fazer, mas é claro que isso fisicamente falando, cansa bastante. Quando chegamos na estação central – a Brussel Midi, Rick já foi fazer a reserva de acentos no trem para Luxemburgo que de acordo com o nosso roteiro, seria no outro dia. Acontece que voltando de Luxemburgo pra Bruxelas (pois de trem não existe de Luxemburgo pra Londres) teríamos que ficar mais dois dias na Bélgica, pois o acentos dos próximos trens para Londres estavam todos lotados. Eu não queria isso. Não queria matar dois dias de Londres mesmo que isso significasse deixar de conhecer outro lugar porque: Bélgica era o nosso NONO país dessa viagem, estávamos cansados, estávamos ansiosos por Londres pois queríamos ver nossos amigos, queríamos estar de novo lá mesmo sendo a nossa terceira vez na Inglaterra, e bem… Eu estou falando de Londres e tínhamos planos de ir pra mais cidades na Inglaterra. E não foi só isso… Pra primeira impressão que tive da Bélgica, logo que entrei no país, foi que eu achei tudo muito bagunçado e isso tenho que admitir que me broxa um pouco, principalmente pelo fato de estar tão longe de casa em um lugar que nunca tinha pisado antes, mas mesmo assim, resolvi (ainda) não dar importância pra isso sem antes conhecer mais a fundo pra poder falar alguma coisa.

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Nosso hostel não era tão perto do centro, mas o lugar em si era sensacional pois tinha um bar muito legal aonde finalizei boa parte das musicas da minha playlist que fiz nesse post aqui. Não era perto do centro, mas pra minha felicidade gorda era exatamente ao lado da fábrica da GODIVA. Podia sim conhecer a fábrica, mas como o nosso tempo estava curto, eu me realizei com o outlet da loja, “apenas” e trouxe até chocolate com sal grosso pra casa. O centro de Bruxelas não é grande, mas é bonito… O principal ponto é a praça central – a Grand-Place que desde 1988 é Patrimônio Mundial da UNESCO e tem uma arquitetura gótica maravilhosa, há também a Catedral de St. Michael e o Atomium que eu não fui porque já era bem mais longe e não daria tempo.

Gostei de conhecer, mas confesso que não me encantei. A mesma bagunça que eu senti na estação de trem quando chegamos, eu senti caminhando na cidade também. Não há muitas informações para turistas, foi difícil de achar alguns pontos, talvez isso em parte porque eu já estava um pouco cansada, mas talvez pelo fato de não ter mesmo e não superar minhas expectativas como aconteceu em todos os outros lugares que passei. Há bastante opções pra comer e na sua grande maioria alguns não são nada baratos, mas por algum motivo, também achei um pouco difícil de me achar nessa parte, mesmo depois quando estávamos no hostel e precisamos de um mercado, foi bem trabalhoso de se achar e tivemos que andar bastante.

Em Bruxelas há uma mistura de nacionalidades muito grande também: muitos paquistaneses, africanos, nigerianos, indianos e até ciganos, essa mistura por um lado é boa, afinal, você vê muita gente diferente concentrada num lugar só, mas também fica mais difícil de absorver a cultura propriamente dita do país, eu encontrei mais lugares que vendiam kebabs do que lugares com os famosos waffles belgas. Se eu recomendaria conhecer Bruxelas? É claro que eu recomendaria, o que eu contei aqui foi a MINHA experiência que jamais deve ser generalizada quando o assunto é viajar, acho que eu só não recomendaria algum lugar se eu tivesse passado por alguma experiência muito ruim ou alguma situação que me colocasse em absoluto perigo, tenho amigos que conheceram a Bélgica antes de mim e simplesmente ficaram apaixonados por tudo. Eu gostei bastante também, mas esperava muito mais, esperava me surpreender. Voltaria? Honestamente e provavelmente não, até mesmo porque, eu ainda preciso conhecer Luxemburgo ehehehe.

“minha vontade de viajar não é passageira”

As vezes, quando alguma hora do dia está mais sossegado, gosto de ficar no Vimeo assistindo alguns vídeos… O primeiro tema que sempre procuro é sobre viagens e cidades, tem bastante coisa legal lá e hoje assisti um que resolvi compartilhar com vocês, especialmente pra aqueles que amam viajar:

Os looks da viagem

Meu mochilão foi de 38 dias. Isso quer dizer que nesses 38 dias eu tive que me virar com uma quantidade X de roupas (lavei roupas 5 vezes durante a viagem), calçados, fora os item básicos de higiene como shampoo, sabonete, escova de dente etc… Eu ainda fui na época em que estava frio, portanto, as roupas são mais pesadas. Uma coisa que faço em toda viagem é: não levar calça jeans, principalmente se o lugar que vou está frio. Jeans não me esquenta então eu uso e abuso das calças leggings e das meias calças com o fio mais grosso que comprei várias na Lupo. Casaco é a mesma coisa, levo dois ou no máximo 3 – um meia estação e outros dois que sejam mais quentes e mais umas duas blusas de moletom quando eu enjoo dos casacos. Dou uma variada nos cachecóis pois além de dar um diferencial no look, não faz volume na mala.

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Já os calçados eu não consegui variar muito e isso tem um motivo: levei dois tênis e uma bota de neve (que acabei nem usando), mas em Madri eu comprei uma UGG que apesar de muita gente torcer o nariz, são as botas mais confortáveis que existem… MESMO! Além do que, acredito que sabendo combinar certinho com o look, ela fica sim charmosa nos pés e na Europa as UGGs estão sendo o must have… As mulheres usam com tudo. Como eu caminho muito em viagens, o tênis por melhor que seja (levei meus dois na Nike) sempre faz bolhas nos meus pés, coisa que com a UGG eu não tive esse problema.

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As duas blusas mais quentinhas é a preta e a cinza, ambas da Quechua que cortam vento e chuva, eu sempre variava com uma bermuda ou saia jeans e o cachecol pra complementar (e pra esquentar também, dificilmente fiquei sem). O vestido florido foi um dos looks que eu mais gostei e comprei numa loja de departamentos da Dinamarca, o moletom cinza claro eu comprei na H&M da Bélgica, pois nesse dia eu fiz a esperteza de sair só de camiseta achando que não passaria frio, mas foi uma ótima aquisição, pois usei bastante em Londres depois. Em Londres também comprei esse colete azul marinho que é forrado por dentro… Super quentinho, não lembro o nome da loja que comprei, mas fiquei super feliz quando fui passar no caixa e estava a metade do preço da etiqueta.

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E foi assim que me virei nos 30 com as poucas roupas que levei durante a viagem toda, se vocês repararem não tive muita opção porque como foi mochilão, eu não poderia levar roupas demais, o que fiz mesmo foi contar com minha criatividade pra não sair com a mesma roupa em todas as fotos e o povo achar que eu sou porquinha ahahuauhahuauh. Ah, as luvas e o gorro salvaram minha vida nos lugares mais frios.

Backpacker: Berlim

Nessa viagem, Berlim foi uma das cidades que de longe, eu mais amei conhecer. Berlim além de ser a capital, é a maior cidade da Alemanha com mais de 5 milhões de habitantes… É uma cidade que historicamente falando, muitas coisas e, em vários períodos importantes aconteceram na história tanto do país como no mundo e que possivelmente, vão ecoar por toda a eternidade (por mais que certos acontecimentos as pessoas de lá evitem um pouco de falar, por assim dizer).

Quando começamos a planejar nossa viagem eu queria muito conhecer Berlim. Porém pelo nosso roteiro, ficaria um pouco fora de mão mesmo que fôssemos passar pela Alemanha. Mas, “apertando” um pouco mais nos lugares que iríamos passar antes, conseguimos colocar Berlim no roteiro e foi um dos mais legais que passei. Pegando a parte da história mais recente, Berlim foi a capital do Terceiro Reich (1933-1945) e depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida entre Berlim Oriental (RDA) e Berlim Ocidental (RFA). A queda do muro de Berlim aconteceu em 1989, mas a cidade só foi unificada novamente em 1990. Na Primeira Guerra Mundial, Berlim não sofreu tanto com os reflexos da guerra, mas já na Segunda Guerra, a cidade foi completamente destruída pelos bombardeios. Tanto que muitos monumentos históricos que sobreviveram a guerra, é possível até hoje – se você observar com mais atenção, ver buracos de bala espalhados por vários deles (e isso me impressionou bastante). Por toda a cidade, há edifícios modernos, mas há também ruínas marcadas pelas guerras em meio de muita história, é fascinante ver como tudo isso foi se misturando com o passar dos anos.

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Berlim é abarrotado de lugares pra conhecer, ficamos 3 dias lá e ainda ficou pra trás muita coisa que eu gostaria de ter visitado, mas não fui por questão de tempo mesmo, então vale a pena você montar um roteiro de passeios antes e ler muito sobre a cidade, pra quando chegar lá ver tudo com olhos mais apurados. O transporte é muito eficaz, principalmente o metrô e com ele como aliado, dá pra ganhar bastante tempo, embora muita coisa é muito mais emocionante fazer a pé – como seguir o caminho do parque Tiergarten e chegar no Portão de Brandemburgo, isso é sensacional. Com lugares que você TEM que conhecer, eu recomendo: Praça Alexanderplatz, Portão Brandemburgo que é o maior símbolo da reunificação alemã, Checkpoint Charlie, a catedral Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis, Bebelplatz muito famosa pois foi ali que aconteceu a queima de livros promovida pela SS, o Memorial às Vitimas do Holocausto, o East Side Gallery que é parte mais preservada aonde passou o muro de Berlim, Museu da Topografia do Terror que, aliás, todos esses que citei até agora, você não paga absolutamente nada pra visitar. E mesmo alguns como o monumento Siegessäule que é um obelisco histórico lindo, a Ilha dos Museus, a Nova Sinagoga reconstruída após a Segunda Guerra (que era BEM na rua do nosso hostel), são passeios pagos, mas não são caros e vale super a pena conhecer.

Também visitei um campo de concentração, o segundo no meu currículo de viajante. Minha ideia quando escolhi Berlim, era de fato! – fazer esse tour mais ligado a Segunda Guerra, mas conhecer mais um campo, a princípio, nem estava muito nos planos do Rick e na verdade nem nos meus, porém conhecemos no nosso hostel a Amanda e o João – brasileiros viajantes também, que nos perguntaram sobre campos de concentração e no fim, fomos nos 4 juntos até o Campo de Sachsenhausen. De trem fica mais ou menos uns 40/50 minutos de Berlim e é bem fácil de chegar até ele. O Campo de Sachsenhausen foi construído em 1936, destinados a princípio para presos políticos, mas em 1938 foram levados para lá milhares de judeus, e entre 1940/41, milhares de polacos e militares soviéticos também… Estima-se que cerca 200 mil pessoas aproximadamente passaram em Sachsenhausen e foram submetidas as várias formas horríveis de crueldade que, quem já leu um pouco sobre a Segunda Guerra, pode imaginar o horror que foi. O sistema do campo é muito parecido com o de Dachau que conheci em 2011 e embora eu tenha achado Dachau mais sinistro em muitos aspectos, Sachsenhausen também não fica atrás: as fornalhas estão lá, os paredões de fuzilamento, as câmaras de gás, os lugares aonde experiências grotescas eram feitas. É muito triste e emocionante ver tudo isso de perto, e como já expliquei uma vez: é um passeio recomendável? não, não é um passeio e muito menos eu sairia por aí recomendando às pessoas. Pela parte histórica vale a pena conhecer, desde que você tenha o mínimo necessário dos nervos de aço pra pisar num lugar como esse e sim, por mais que tenha, você sai de lá emocionado, pesado e imaginando tudo que aconteceu ali dentro, mas historicamente falando, eu acredito que seja um lugar que valha a pena conhecer e pra ter em mente que se ainda estão aonde estão, é para nos lembrar que essas atrocidades jamais podem voltar a acontecer. Uma coisa que descobri quando conheci o Campo de Sachsenhausen é que o relógio que está no topo torre de controle da entrada, marca exatamente a hora exata em que ocorreu a primeira evacuação dos prisioneiros.

De volta a Berlim, além dos lugares históricos da cidade, a comida é igualmente maravilhosa. Pra quem ama carne de porco, salsicha (de tudo quanto é tipo) e batata, a culinária alemã é o paraíso pra isso e como sou daquelas que experimenta (quase) qualquer coisa desde que não esteja se mexendo ou com a cabeça, eu posso dizer que fiquei muito satisfeita e de barriga cheia lá. Os alemães são educados, gentis e divertidos, algo quem em Munique na viagem de 2011 eu fiquei um pouco reticente, mas nada como visitar um país pela segunda vez e sair com uma ótima impressão. Grande, imponente, histórica, moderna, agitada são as principais palavras que eu escolheria e que pra mim, melhor define Berlim, com certeza valeu muito a pena viajar vários quilômetros a mais do trajeto pra visitar esse pedacinho maravilhoso da Alemanha.