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As músicas que ouvi na viagem

Eu ainda tenho uma porrada de lugares da viagem pra escrever aqui, então, pra não ficar mais do mesmo eu resolvi dar uma variada nos posts, mas continuando no mesmo segmento pra não perder o rumo. Vou falar de músicas hoje. Música e viagem, são duas coisas que combinam completamente. Na verdade, além de um complemento, acredito que uma não vive sem a outra… Então pra mim, meio que vira uma necessidade de ambas. Bem disse Nietzsche: “Sem música a vida seria um erro”. Além de playlist de viagem que montei e publiquei aqui, teve várias outras músicas que eu ouvi durante a viagem nos lugares que eu passava e que me marcou bastante. Happy do Pharrel Willians entrou com certeza na lista – praticamente todos os lugares que entrei como cafés, lojas e restaurantes essa música estava tocando, na minha opinião é o melhor hit mundial de todos os tempos. Em Londres cada vez que a gente ouvia essa música tocar, eu e Marcelo saímos dançando não importando aonde, algo bizarro mais ou menos assim:

carlton-dancing-gif

Happy, virou a nossa música oficial da viagem, mas teve muitas outras que eu ouvia e tagava no Shazam pra depois montar uma playlist e publicar aqui; por isso a ideia desse post. Espero que gostem:

Se o aplicativo não abrir, clica aqui

Juliana Esgalha Post por

Backpacker: Copenhague – Dinamarca

De Amsterdam até a Dinamarca foram 15 fucking horas de viagem de trem. É claro que pegamos a opção de cabines com camas, então como dormimos na maior parte do trajeto o tempo passou mais rápido (e, é uma delícia viajar assim). Eu acho muito legal fazer uma viagem que você atravessa uma grande quantidade de quilometragens de um país pro outro (ou de vários países pra um outro), nós saímos de Amsterdam à noite, atravessamos a Alemanha e chegamos em terras escandinavas bem cedinho. E isso é bem interessante porque a paisagem muda, a cultura muda e as pessoas são diferentes fisicamente falando também, aliás, tenho que escrever sobre isso: tantos as dinamarquesas como os dinamarqueses, (na verdade, todos desses países nórdicos de um modo geral) são incrivelmente lindos. MESMO! Tipo, não são apenas pessoas bonitas, eles são realmente lindos; altos, elegantes e claro com o que eu mais amo: educados e super gentis. ^^

Copenhague

Copenhague é uma cidade pequena, mas incrível. Sim, apesar de ser começo de primavera, pegamos bastante frio. Situada nas ilhas da Zelândia e Amager, Copenhague é a cidade mais visitada dos países nórdicos, muito bem estruturada – tanto para quem vive lá, como para turistas – há muitos museus, cafés, lojas, restaurantes e vários pontos turísticos legais pra visitar. Não é caro para comer em Copenhague, DESDE QUE se pesquise bem pois tem restaurantes para todos os tipos de bolsos, a cidade como um todo é em si bem cara, a moeda é a coroa dinamarquesa, então é imprescindível fazer a conversão pra não ter sustos depois.

Lá ficamos no Generator Hostel, um dos mais legais que me hospedei e o mais barato que encontramos: café da manhã excelente e muito bem estruturado em todos os serviços. Pontos turísticos que vale a pena conhecer: Palácio de Amalienborg, Strøget, A Pequena Sereia (embora não seja lá aquelas coisas, vale pela história – pois é o símbolo da cidade), Gliptoteca Ny Carlsberg (museu da arte), Nyhavn (é recheado de cafés de restaurantes), Rundetarn (vale a pena pagar e subir até o topo da torre, você tem uma vista incrível da cidade toda). Acredito que dois dias são suficientes para Copenhague e acho que independente da época do ano lá, leve SEMPRE uma blusa a mais hehehehehe.

Juliana Esgalha Post por

Backpacker: O Anexo da Anne Frank em Amsterdam

O anexo da Anne Frank foi fundado no dia 3 de maio de 1960 em sua memória, aonde ela e mais 7 pessoas permaneceram escondidas durante a Segunda Guerra Mundial. Em 3 de maio de 1957, seu pai – Otto Frank (que faleceu em 1980) criou o Instituto Anne Frank com o objetivo de salvar o edifício da demolição e tornar o diário de Anne mundialmente conhecido. Anne Frank escreveu o seu diário entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial enquanto esteve escondida em Amsterdam. Foi no seu período dos 13 aos 15 anos de idade que Anne detalhou como era viver escondida em um anexo e, no meio disso tudo, muitos de seus sonhos também.

No dia 4 de agosto de 1944 o anexo for descoberto pela Gestapo – possivelmente através da denuncia de um informante que nunca foi identificado, Anne Frank foi separada dos seus pais e mandada para o campo de concentração de Bergen-Belsen… Foi lá que Anne Frank faleceu no fim de fevereiro de 1945, aos 15 anos de idade. Seu diário foi encontrado por Miep Gies e entregue ao pai de Anne Frank – único sobrevivente da família, ao Holocausto. O Diário de Anne Frank é considerado um dos livros mais importantes do século XX. No diário de Anne, através das palavras dela, é possível identificar sua maturidade com o passar anos, ela relata muitas coisas: seus medos, seus sonhos, como era a rotina no anexo, a tristeza de ficar confinada, enfim… É um livro muito emocionante e mais emocionante ainda é visitar aonde ela viveu e aonde tudo isso aconteceu.

Anne Frank

Quando incluímos Amsterdam no nosso roteiro de viagem, a primeira coisa que pensei foi: “eu preciso conhecer o anexo do Anne Frank”, aliás, esse é dos maiores motivos que me motivou conhecer a Amsterdam e antes mesmo de viajar, eu comprei os ingressos com antecedência no site do Ducs Amsterdam que além de ser com hora marcada eu não precisei pegar fila. Quando chegamos em Amsterdam, eu quis ir ao prédio onde está seu anexo. Ele fica de frente pra um canal, a fila não estava tão longa naquele dia quanto eu pensava. Olhei tudo em volta, atravessei a rua e por vários minutos fiquei olhando o edifício e um misto de emoção e tristeza tomou conta de mim… Pensei que: se já senti tudo isso do lado de fora, eu sabia que no dia seguinte (no dia da visita mesmo) a emoção seria ainda muito maior.

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No outro dia voltamos pra lá – dessa vez pra conhecer tudo de perto e sentir pelo menos um pouco, de como foi a vida de Anne Frank. Infelizmente não é permitido tirar fotos, nem mesmo do museu, e acredito que isso seja justamente para estimular aqueles que tem vontade de conhecer, ir e ver com os próprios olhos. A entrada é exatamente como descrita no livro. A falsa estante que levava ao anexo e, em seguida, precisa subir alguns lances de escadas que são bem íngremes e estreitos… Dentro do anexo não há móveis, isso porque Otto Frank, quando criou o museu, disse que não queria que o anexo fosse novamente mobiliado, pois estando vazio era a melhor maneira de expressar as vidas que foram perdidas. Mas nitidamente dá pra ver a finalidade de cada cômodo e de como tudo era dividido entre as 8 pessoas que ali viveram. Em todas as paredes estão trechos do diário de Anne Frank e, aonde ela dormia, há vários recortes de revistas de atrizes de Hollywood e posters que Anne Frank era fã – colados na parede e protegidos por um vidro, é realmente tudo muito impressionante de se ver, de estar alí e impossível de não se emocionar, muita coisa passa na cabeça em um momento único como esse e a mente fervilha em pensamentos.

Em seguida, logo no final da visita há uma exibição de vídeos e outros documentos que também estão em exposição, mais alguns passos depois, envolto por uma vitrine de vidro, lá estava o seu diário. Eu congelei. Sabe aquela sensação de choque quando parece que o tempo para e a única coisa que você escuta é a batida do seu próprio coração? Foi assim. Não sei colocar em palavras a emoção que senti nesse momento de ter o diário dela há apenas alguns palmos de distancia do meu rosto, mas minha primeira reação foi começar a chorar. Lá estava, bem diante dos meus olhos: o diário dela – Kitty, mundialmente conhecido, numa caligrafia que não é tão perfeita, mas era bonita… Pensei em todas as emoções de Anne depositadas nas palavras daquele diário e fiquei imaginando qual seria a reação dela se tivesse vivido pra ver isso e soubesse a importância da marca que deixou pro mundo. Lá também estão várias folhas avulsas expostas, todas escritas por Anne, mas nada mais emocionante que seu próprio diário, que pra mim, de tudo que vi – foi o mais simbólico.

Logo sem seguida há uma exposição de fotos aos 15 anos de Anne Frank e cada foto há um objeto junto, fotografar ali também não era permitido. Logo depois, há um café com uma loja de souvenirs – é a ultima parte de toda a visita. Comprei um livro pra mim e outro para a minha mãe, não o diário (que já tenho), mas um livro com fotos que conta toda a história e a disposição do anexo, comprei também alguns postais de algumas fotos de Anne que sempre achei muito bonitas. Pedi um café, sentei, respirei fundo e por muitos minutos fiquei ali processando o turbilhão de emoções de tudo que eu tinha acabado de ver, e ser grata por ter tido a oportunidade de conhece-lo. De tudo que conheci em Amsterdam (e não foi pouca coisa) esse foi o passeio que mais gostei, foi muito importante pra mim, porque quem lê o seu diário e sabe de sua história, entende o significado de tudo isso.

Juliana Esgalha Post por

Backpacker: Amsterdam

Amsterdam segundo o wikipédia “é a maior cidade dos Países Baixos, situada na província Holanda do Norte. Seu nome é derivado de uma represa (dam) no rio Amstel, o rio onde fica a cidade. A cidade é conhecida por seu porto histórico, seus museus de fama internacional, sua zona de meretrício (Red Light District, o “Bairro da Luz Vermelha”), seus coffeeshops liberais, e seus inúmeros canais que levaram Amsterdã a ser chamada a “Veneza do Norte””

Amsterdam

Uma palavra que pra mim descrevia Amsterdam: ÚNICA. Cheguei lá super cedinho, mais precisamente no dia do meu aniversário quando completei a trigésima quinta volta em torno do sol. Foram dias incríveis lá, já tinha certeza que ia gostar muito da cidade, mas posso dizer que conhecer de perto superou todas minhas expectativas. Pra começar que ficamos hospedados em um barco que fica em uma das centenas de canais que cortam a cidade e isso foi uma experiência muito interessante, porque havia absolutamente de tudo lá: o café da manhã era ótimo, o quarto (apesar de pequeno) muito gostoso de dormir, wi fi, chuveiro maravilhoso. Foi um dos lugares em que eu mais gostei de ficar hospedada. Não. E não balança!

Amsterdam é uma cidade liberalmente louca: algumas ruas são forradas de sex shops, bares com espetáculos eróticos, Coffeeshops – aonde é justamente próprio para o consumo de maconha (e que por sinal não vendem bebidas alcoólicas nesses lugares), o Red Light District aonde tem o famoso museu do sexo (que eu fui, e é muito legal) e tantos outros museus incríveis que em Amsterdam são mundialmente conhecidos por sua grandiosidade de acervos e uma pena que não consegui visitar todos. Apesar de ser uma cidade “louca” em alguns aspectos, Amsterdam é incrivelmente organizada e segura… Acredito que pra um lugar aonde algumas coisas sejam liberadas, esses dois pontos são primordiais para manter a ordem e não achar que tudo é um “oba-oba”.

Amsterdam

A comida é maravilhosa, não é caro e tem muitas opções. É muito fácil de se locomover de um lugar pro outro e as bicicletas, como todos sabem, é o meio de locomoção mais usado. É absurdo o numero de bicicletas que existem em Amsterdam, tipo…. É MUITA bicicleta… MESMO! Mas fizemos tudo a pé, o que eu acho muito mais gostoso porque dá pra conhecer todos os detalhes da cidade. 3 dias pra conhecer pelo menos os principais pontos de Amsterdam é o mínimo, não reserve menos dias que isso porque vale muito a pena conhecer bastante a cidade. Fica muito difícil escolher um só lugar que mais gostei, mas o que me emocionou bastante foi conhecer o anexo da Anne Frank, aliás, classificaria este como um passeio imperdível quando se está em Amsterdam, portanto, o próximo post será somente sobre Anne Frank, porque quero contar tudo com as minhas impressões.

Em Amsterdam também é possível encontrar algumas feiras de comida, outra só de flores e muitos pontos de comida de rua espalhados que servem desde cachorros quentes a arenque. Comi dos dois, é claro ehehehe. Fomos em uma feira que vendia de tudo: desde roupas a comida… E por comida tinha de tudo. Não é tão próximo ao centro, nem tanto conhecida por turistas também, quem nos deu essa dica foi a Penny – a staff do barco em que ficamos hospedados e foi um passeio muito divertido. Passeamos de barco à noite por um dos canais – outro tipo de atração que é muito fácil encontrar em qualquer ponto da cidade e muitos deles dispõe até de almoço ou jantar durante o passeio.

Amsterdam

Voltaria pra Amsterdam? Facilmente! Inclusive também está na minha lista de cidades que eu moraria, os holandeses são super gentis e educados, amam gatos (deu pra notar muito isso) e são extremamente ligados em tudo que envolve arte e literatura. Sim, eles são muito cultos e a cidade proporciona muito disso também. Amsterdam é o tipo de lugar que não pode deixar de estar no roteiro de viagens pra Europa!

Ah, quero agradecer imensamente a minha amada Lya que fez esse banner maravilhoso para o blog. Eu sempre digo isso aqui, mas a Lya arrasa. Obrigada, mana!

Juliana Esgalha Post por

Eu e Rick na Folha de São Paulo

Saiu ontem na no jornal Folha de São Paulo o publieditorial de férias de julho feito pela jornalista e amiga Paula Craveiro que contou com participação minha e do Rick sobre a Europa e novos destinos como os Países Escandinavos, além dessa matéria há outras bem legais falando sobre Orlando, Rio de Janeiro, Chile e Florianópolis com dicas bem legais. Na verdade pra mim foi uma surpresa pois o Rick guardou até ser publicado e eu fiquei muito feeeeeeeeliz.

europafolhadesaopaulo

Quem quiser conferir todos os links estão aqui:

Europa
Rio de Janeiro
Orlando
Florianópolis
Chile

E obrigada Paulinha pela confiança, fiquei muito feliz em ter participado.

Juliana Esgalha Post por

Backpacker: Le Deux Moulins – O café da Amélie Poulain

Pra quem, como eu, é fã do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, visitar o café aonde foram feitas várias cenas do filme, é um passeio imperdível. O Le Deux Moulins fica numa esquina do bairro de Montmartre, aliás, outra referência boa é que ele fica bem próximo ao Moulin Rouge.

 Le Deux Moulins - O café da Amélie Poulain

Ele não é muito diferente dos outros cafés de Paris, o plus mesmo dele é o fato de ter o cenário de um dos filmes mais sublimes de todos os tempos (sou fã, vocês sabem). Pelo café há algumas referências de Amélie Poulain, mas não muitas… Quem nunca assistiu ou não soubesse de todo o encanto cinematográfico que tem, com certeza passaria batido, mas mesmo assim atrai turistas do mundo inteiro.

Chegamos bem cedo lá (acho que já deu pra notar que gosto de chegar cedo na maioria dos passeios, né?), o que é a melhor dica que dou, pois cheguei com ele vazio e quando sai já estava bem lotado. Sentei exatamente aonde – nas minhas pesquisas de imagens no google – queria sentar: na mesa aonde atrás tem uma parede de espelhos e um painel oval do filme. Rick comeu uma omelete, eu pedi um capuccino, um suco de laranja e claro – um crème brûlée pra, assim como no filme, sentir o pequeno prazer de quebrar a casquinha com a colher. Achei simbólico.

Indo até o banheiro, em um minúsculo corredor há uma espécie de vitrine com vários objetos do filme: as fotos em polaroid, o abajur de porquinho, o gnomo do jardim… Portanto, não deixe de ir ao banheiro também ehehehe. Fãs do filme, visitem. Vale a pena.

Endereço:
15 Rue Lepic, 75018 Paris, França

Juliana Esgalha Post por

Backpacker: Paris

Quando saímos da Itália, tivemos que cortar o país inteiro para entrar na França e detalhe: tudo de trem. De Reggio fomos pra Roma, de Roma pra Milão e de Milão pra Dijon que não conheci nada da cidade e vou explicar o porquê. Chegamos em Milão no começo da tarde e nosso trem era só à noite. Guardamos os mochilões na estação de Milano Centrale mesmo e fomos dar um passeio rápido pela cidade: fomos até a Duomo, galeria Vittorio Emanuele, paramos pra comer uma pizza (típico) e subimos de volta pra estação. Estava frio, nosso trem atrasou horrores (é… italianos não são muito pontuais) e nosso trem parecia mais um trem de refugiados do que um trem de viagens. A França tem uma frescura de não aceitar bilhetes do Global Pass comprados por aquele site do Euro Rail, tivemos então que comprar e a viagem – mesmo sendo leito, não foi lá uma experiência muito agradável (o único problema que tivemos), mas no final deu tudo certo.

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Acontece que: viajamos um dia todo (pra subir a Itália) e uma noite toda (Itália-França) de trem e obviamente que eu estava MUITO cansada. O plano seria conhecer Dijon, mas seria na verdade só uma pausa pra descanso pois seria muito desgastante atravessar de uma vez e ir direto pra Paris, então a única coisa que conheci de Dijon foi o hostel em que ficamos, um KFC e um restaurante do lado do hostel que faz um tartare de salmão maravilhoso. Não conheci a cidade porque: 1) não estávamos perto do centro (se hospedar em Dijon é caro), 2) eu estava muito cansada que tudo que consegui fazer foi tomar um bom café da manhã e dormir. Entre Paris e Dijon, eu estava obviamente recuperando minhas energias pra Paris. Enfim… No outro dia fomos cedinho pra estação e nos mandamos pra Paris – essa viagem foi – graças ao Deus das rotas ferroviárias – bem curtinha então tivemos bastante tempo pra conhecer Paris ou pelo menos o principal (mas dessa com calma) de como realmente é a cidade luz.

Na Torre Eiffel

Na Torre Eiffel

Eu já conhecia Paris. Visitei em 2008 no nosso primeiro mochilão, fiz os principais pontos, mas foram poucos dias e pouco tempo pra conhecer realmente como eu queria. Em 2008 apesar de ter gostado muito da cidade, eu torci o nariz pra algumas coisas, principalmente pra educação dos franceses que não achei nada legal. Mas eu fiquei muito disposta em dar uma segunda chance, voltar e conhecer tudo novamente com mais calma porque pra mim não era possível ter uma impressão não tão boa de umas das cidades mais lindas e visitadas do mundo. Eu precisava ir pra Paris uma segunda vez, com uma segunda chance e sabia que não ia me arrepender. E de fato: não me arrependi. Ao contrário, me surpreendi porque eu conheci uma Paris totalmente diferente do que eu tinha conhecido em 2008, mesmo visitando os mesmos lugares e claro, conhecendo outros novos.

Paris é uma cidade apaixonante. É até meio óbvio dizer isso, mas Paris tem todos esses rompantes de amor de literalmente arrancar suspiros. É aquele tipo de lugar que qualquer canto que se vai, você se apaixona. Cada esquina é um encanto, cada ponto é tão incrivelmente lindo e mágico que é impossível não se apaixonar de verdade por essa cidade. Dessa vez visitei (quase) tudo que queria. Subi até o topo da Eiffel, conheci Notre Dame, peguei o trem e fui até Versailles (que apesar de estar fechado: segunda-feira, vale conhecer só pelos jardins), fui até o Louvre (mas não entrei), conheci o café da Amélie Poulain (vou fazer um post só disso), enfim… Fiz ótimos passeios por lá. Não vou ficar descrevendo um por aqui, mas vou deixar algumas dicas dos principais que considero como super importantes:

– Torre Eiffel: compre antes o bilhete pra subir a torre. Você não pega filas e economiza um tempo absurdo, Paris é cheia de turistas o ano inteiro, logo – a cidade é lotada, logo (também) – todo mundo quer subir a Torre Eiffel que estava com uma espera na fila de 5 horas. Eu comprei antecipadamente os bilhetes (não lembro o site agora, mas eu coloco assim que achar) que é com horário marcado – subimos no final da tarde, vista incrível.

– Notre Dame: chegue o mais cedo que puder e quando eu digo cedo é praticamente madrugar. Tomamos o café da manhã e chegamos super cedo lá, a Notre Dame abre as 7:30 e pegamos ela absolutamente vazia, deu pra conhecer cada pedacinho e realmente a visita vale a pena. É de graça.

– Bom restaurante + bom café: Paris tem um monte, mas amei o Café du RENDEZ-VOUS – fica pertinho do cemitério de Montparnasse. Comi um tartare de carne divino e foi aonde comi o melhor crème brûlée também. Tem um garçom lá super simpático que fala português perfeitamente.

– Basílica de Sacre Coeur: dá pra subir de funicular (que fica mais a esquerda) com o bilhete de metrô, se você não tiver afim de pagar todos os pecados com aquelas escadarias. É rápido e não dói nada – ainda mais se você resolver, como eu, visitar a Sacre Coeur depois de já ter andando praticamente Paris inteira.

– O Pantheon de Paris é absurdamente lindo. Ouso em dizer que é mais bonito que o de Roma. Não deixe de visitar as catacumbas também: grandes nomes como Victor Hugo e Voltaire estão enterrados lá.

Fui muito bem tratada em TODOS os lugares de Paris que visitei. Os franceses tem uma fama meio arrogante de ser, o que em 2008 tinha me deixado essa impressão que, felizmente – dessa vez, vi com olhos totalmente diferentes e me surpreendi com a cordialidade e a educação deles… Talvez em 2008 tenha sido uma impressão precoce minha, talvez não estivessem num dia bom ehehehe, vai saber. Mas dessa vez tive uma Paris incrível, algo como realmente essa cidade é: APAIXONANTE!

Juliana Esgalha Post por