internet nossa de hoje em dia…

Desde que a Lia mudou a plataforma do MAP pro WordPress (sempre digo que foi ela, pois é o tipo de coisa que eu definitivamente não sei fazer sozinha) eu estava engajada em organizar bem bonitinho todos os meus mais de 1.200 posts aqui, já que a mudança deu uma boa bagunçada nos arquivos e os únicos que estão perfeitamente arrumados são os mais recentes, ou seja, coisa de um ano/um ano e meio pra cá…

Comecei a fazer isso, juro… Mas confesso que ainda está longe de terminar. De qualquer forma, essa semana houve um dia que eu estava bem ociosa aqui no trabalho e (re)comecei e dar uma olhada nos arquivos do blog, ver o que estava perdido por aí, reler algumas coisas, enfim… Alguns posts com a mudança realmente foram perdidos e não consegui recuperar, mas não lamentei por isso, simplesmente fui dando uma organizada. Eu não sei se isso acontece com todo mundo que escreve em blogs há muito tempo (muito tempo é quando eu digo de 10 anos pra mais), mas quando eu, por exemplo, me pego lendo meus arquivos antigos, me dá um certa vergonha… AHAHAHAHAHAHA. Não vergonha pelo que escrevi em si, aliás, nem sei se a palavra ‘vergonha’ seria a mais adequada pra definir o que eu quero explicar, mas tem muita coisa que escrevi lá atrás e que hoje, se fosse a mesma situação, eu escrevia melhor e de uma uma forma diferente, entendem?

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Percebi que mudei meu pensamento em muita coisa em relação a um monte de tipo de assunto, outros permaneceram como sempre pensei, o jeito de escrever obviamente também mudou e ainda bem, porque sinto que melhorou (assim espero) em muita coisa, e por tudo isso, uma coisa que me pegou bastante e acredito que todos irão concordar comigo é que a internet de hoje está muito diferente da internet de sei lá… 10 anos atrás. Aliás, esse foi um assunto que conversamos no outro dia com uns amigos (da internet) numa mesa de bar e uma coisa é fato: as pessoas hoje em dia estão mais maldosas e bisbilhoteiras do que nunca.

A prova disso é só você pegar as notícias dos grandes portais e ver a quantidade de assunto que tem intriga, briga, barraco, lavação de roupa suja e até crime, você descobre que o assunto muitas vezes começou pela internet, o numero é absurdamente grande e as situações são assustadoras. Se antes você tinha que esperar até meia noite pra se conectar via acesso discado porque era mais barato, hoje você tem internet dentro do seu celular pelo tanto tempo que quiser e aonde quiser, é muita gente que passa muito tempo online com a cara enfiada numa tela, do que na vida ‘do lado real’ – literalmente falando e não vê o mundo girar. Isso por um lado implica em coisa boa ou não: Ao mesmo tempo que você pode consultar os horários no cinema daquele filme que você de repente resolveu assistir, pedir comida, comprar pela internet (o que eu amo, de verdade), você também pode dar uma stalkeada naquele seu desafeto enquanto espera o ônibus ou se você for do tipo bem baixo, ainda pode xingar aquela pessoa que você não gosta ou sente uma inveja jamais admitida e tudo isso quase sempre ‘protegido’ pelo véu do anonimato. Eu acho que é aí que mora o perigo.

Se eu me basear por mim, posso dizer, graças a Deus que nunca fui perseguida por algum stalker sociopata em potencial que viesse aqui 24 horas por dia me xingar, fuçar minha vida ou pior ainda: que de alguma forma me prejudicasse por isso (porque pagar as contas ninguém se propõe, né?). Tirando uma única pessoa – a ex do meu marido que certa vez, através da forma mais besta (os ips dos comentários) eu descobri que ela chegou até a criar um blog e comentava aqui de vez em sempre: ora falando bem de algo que eu tinha escrito, ora me xingando, mas SEMPRE me observando. Isso foi em meados de 2006… Acho… O fato é que não demorou quase nada de tempo pra eu descobrir que esse stalkeamento se tratava de uma mesma pessoa, e aí o que dia confrontei isso com ela via email, ela simplesmente jogou a bolinha de fumaça e PUF! – sumiu (pelo menos hipoteticamente falando, nunca mais apareceu por aqui e hoje eu prefiro acreditar que nunca mais veio mesmo, que ela tenha me esquecido de verdade, enfim… pelo menos não apareceu mais comentando e eu também não tenho paciência e muito menos tempo de ir atrás pra ficar consultando os acessos do blog). Ainda bem que nunca fui prejudicada realmente por ela, essa história não rendeu nem uma espinafrada mutua de ‘elogios’, um bate boca ou uma atarracada de unhas direto no cabelo, mas me lembro que na época eu achei isso um disparate tão doentio e absurdo que, eu ficava indignadíssima de constatar como alguém despendeu um tempo da própria da vida, pra vim saber da minha… Eu me perguntava uma coisa que até hoje, não tive uma resposta efetiva: Pra quê isso?

A verdade é que eu nunca mastiguei essa questão muito bem (falando agora de um modo geral, mas sobre esse ponto), eu simplesmente não consigo compreender esse tipo de ~~~curiosidade~~~ que alguém tem na vida daquele que não gosta, porque dependendo da situação, se você quer – você prejudica sim, mas mais ainda: você prejudica a si mesmo. E qualquer um sabe disso. Sabe sim, não tem como não saber. Hoje, esse fato que aconteceu comigo é engraçado porque quando me lembro disso eu dou muita risada sozinha, mas porque principalmente se eu comparar com as coisas que a gente vê por aí no mundo de hoje ou até de relatos de pessoas próximas a mim, essa história foi apenas mamão com açúcar. Todo mundo conhece alguém ou um fato assim que é daí pra pior.

É claro que não estou aqui querendo bancar a mensageira do apocalipse com tudo isso que estou escrevendo, aliás, esse post está ficando muito mais longo do que eu pretendia – virou textão, mas justamente por hoje não ser igual ontem, eu acredito que algumas medidas as vezes você precisa se obriga a tomar. Questão de auto preservação, sabe? Eu sempre partia da premissa que se o Blog/FB/Twitter/Whatever é meu, eu escrevo o que eu quiser – aliás, é um argumento simplista de muita gente, inclusive… Mas hoje eu percebo que ‘o que eu quiser’ implica em monte de consequências que tanto podem ser boas como ruins e aí batemos na tecla que tem muita coisa que é melhor guardar pra você porque, quanto menos gente souber da sua vida, mais as coisas boas acontecem, melhor também do que ficar passando nervoso a toa por nada de algo que você poderia ter se poupado, até porque tem muita gente que usa esse mesmo argumento de ‘o que eu quiser’ pra escrever absurdos, ofensas e mostrando muitas vezes, uma faceta sombria daquele alguém que até então você achava que conhecia.

Muita gente hoje em dia tem uma necessidade de mostrar tudo que faz/tem pras outras pessoas: onde foi no fim de semana, o que comprou, o que comeu, pra onde foi viajar, o que está fazendo no momento… Eu mesma já agi muito assim, ainda faço isso, mas me policio bastante… Não acho isso totalmente errado e muito menos é da minha conta o que cada um faz com a vida, mas hoje particularmente, penso que tem muita coisa, que dá margem pra outras pessoas virem e se portarem com você, como acham que tem devem se portar – goste você ou não, inclusive, se intrometendo daquela forma que ninguém.te.perguntou sendo que o resultado geralmente costuma dar em merda… Também existe aquele tipo de pessoa que adora ser do contra em tudo e sai por aí vociferando comentários que em sua maioria, infelizmente, são negativos. Muita gente tira isso de letra, mas tem quem não tira e se importa, e por mais que cada um aguente a sua própria chatice porque aguentar a chatice dos outros ninguém é obrigado, na prática não é tão fácil assim. Tudo isso que estou dizendo (eu acho) que já existia antigamente (me senti uma anciã de 700 anos agora), mas com certeza era um numero BEM menor e acredito que até de um jeito mais suave.

Fui mexendo nos arquivos do blog – que não é pouca coisa e fui fazendo minhas alterações de coisas que simplesmente decidi não mais compartilhar com ninguém e deixar só pra mim, fui fazendo como achava que tinha que ser feito e isso foi de tudo que já escrevi por aqui: de quando criei o MAP, de quando me casei, de quando me formei, de quando fiz 1, 2, mil tatuagens até de algum seriado ou filme que tinha assistido – assunto que não teria qualquer tipo de relevância pra ninguém, absolutamente tudo! – e quando me dei conta; tinha colocado mais de 700 posts no privado! =O

Fazendo as contas com o numero que disse no começo, mais alguns que deletei, isso significa que eu tenho mais posts no privado que os publicados que deixei. Me assustei com isso, me perguntei se estou ficando ranzinza ou até neurótica com internet, mas confesso que estranhamente me deu um certo alívio… E se mais pra frente eu quiser mudar isso pra publico novamente é só eu alterar no painel do blog. Não foi por nenhum motivo específico – por isso que disse que o alívio foi até estranho, nem por motivos de brigas, gente louca seguindo, nem nada… Porque como disse: já tive sim muito arranca rabo por aí, mas eu nunca tive problemas sérios na internet e aqui no MAP as coisas sempre foram tranquilas, mas a gente dança não mais conforme a musica, mas sim como a gente quer dançar e se de repente tiver tocando um Kenny G e eu quiser dançar uma lambada porque sei que vou me sentir melhor, tudo bem nisso, afinal, essa vida aqui – a minha vida, tem todos os direitos reservados. 🙂

2 comentários Comentário

  1. Amém, irmã! hahahaha
    Concordando com cada linha, e me senti exatamente desse seu jeitinho várias vezes, e fui trocando de nomes, de blogs, de plataforma e, agora, de domínio!

    O que importa nisso tudo? Eu te curto, e te acompanho sempre. E torço por vc, pela sua felicidade e pros posts de BBB saírem logo! auhauhauhauha

    Bjinho

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  2. Estava refletindo nesta última semana exatamente sobre a internet de aproximadamente 10 anos atrás: como comentou, realmente era tudo mais “ingênuo”. Lembro que blog era realmente de cunho pessoal (o que acho legal até hoje!) e era raro alguém fazer qualquer tipo de comentário maldoso, até porque acompanhavam o blog aqueles que realmente tinham interesse. Hoje, nas redes sociais, a gente tem inúmeros amigos que nem fazemos tanta questão acompanhar (aliás, dei unfollow em vários!), mas que acabamos aceitando porque afinal era qualquer conhecido (tia, cunhada, amigo do amigo, colega) e depois ficaria questionando e mimimi (vamos evitar a fadiga, né). Então dá margem pra muita gente acompanhar as nossas publicações em tempo real, onde as informações “desinteressantes” (para alguns) que publicamos sempre tem um alcance maior e acaba chegando até naquele em que não temos vínculo nenhum (o amigo do amigo do Facebook). Consequentemente, penso o cuidado tem que ser maior do que antes; tenho lá minhas regrinhas – não marcar lugares que frequento sempre, não deixar os posts públicos com fotos de coisas que considero valiosas (porque existe muita gente mal intencionada no bairro onde moro que pode ficar de olho), agora evito ao máximo escrever palavrões e tomo cuidado com o conteúdo (porque alguns alunos me seguem), enfim -, mas não fico vomitando essas regras porque sei que o que serve pra mim, não serve pros outros (cada um tem um objetivo em ter uma rede social, um blog, etc.).
    Sempre que leio algum post antigo ou assisto a algum vídeo meu também sinto muita vergonha. Especialmente com os vídeos! Então também fiz a “limpa” no canal e no meu blog, especialmente naqueles conteúdos que podem dar margem a qualquer comentário maldoso. Apaguei também os comentários maldosos de terceiros; antes não me importava, mas faz tanto mal quando já estamos mal! Outra que um conhecido meu procurou por esses comentários maldosos nos meus vídeos para ficar reproduzindo para a minha família. Eu mereço, né?
    Eu sinto muita falta de fazer do blog um diário mesmo, mas hoje é preciso cuidado… Por isso comprei um journal e esse tipo de registro tenho feito lá! 🙂
    Ótimo post, Juli!

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