#JulianaCorre

Comecei a correr despretensiosamente há alguns meses atrás (+ ou – uns 6 meses) quando voltei a academia e desde então, sem eu até perceber, tudo começou a mudar. Começava com caminhar um tanto, correr uns dois minutos, depois caminhar de novo, correr mais 3 minutos e assim ia. Engraçado é que antes eu não aguentava correr nem um minuto na esteira, não tinha fôlego e achava que nunca teria… Antigamente pensava: “isso não é pra mim” e isso foi, felizmente, um grande engano meu. Comecei a melhorar cada dia mais, até que os resultados foram vindo junto com a mudança que eu comecei a perceber em cada passo que eu dava na esteira.

Comecei a pegar gostinho por isso e aí eu resolvi correr na rua também: gostei tanto que, pelo menos três vezes na semana eu vou correr na rua. Mas eu queria ir mais longe. Aí eu me inscrevi em uma corrida de rua porque queria ver e sentir como eu me sairia no meio da galera, numa prova, com tempo e percurso marcado. E antes mesmo de ir na minha primeira corrida eu já tinha me inscrito em mais duas porque eu sou do tipo que se empolga com propriedade quando algo começa a me agradar. Comecei a ler uma porrada de artigos sobre corridas e seus benefícios, dei uma remanejada na minha alimentação que nunca foi ruim, mas vi que dava pra melhorar bastante. Comecei a me inspirar em amigos que já correm, fiquei de cara quando soube que o Doutor Drauzio Varella começou a correr com 50 anos, é ex fumante e corre nada menos que 4 (QUATROOOO) MARATONAS (sim, eu disse MA-RA-TO-NAS) por ano. Eu fui correndo e as coisas boas foram vindo.

Percebi que as mudanças não estavam sendo apenas no meu corpo: além de perder os quilinhos sobrando que queria, melhorar a disposição/resistência, músculos mais durinhos, eu comecei a sentir também muitas melhoras na minha cabeça. Não tive mais crises de ansiedade (pra quem não sabe, eu tenho TAG), sinto menos stress, passei a dormir melhor e eu notei que cada vez que ponho os fones de ouvido e começo a correr, eu consigo me concentrar só nisso e deixo todos os meus problemas/pensamentos de lado enquanto corro. Quando termino de correr eu estou pingando de suor, meu rosto fica parecendo um pimentão (sou daquelas que corre e fica vermelha) e cansada, mas com aquele cansaço tão gostoso que o corpo e a mente estão mais leves que uma pena. Ah, a endorfina, Deus como é bom. Já declarei publicamente meu amor por ela.

Montei uma playlist maravilhosa, investi em um bom tênis, continuei a correr e foi aí que eu descobri: me apaixonei pela corrida. E não falo daquela paixão platônica que só dura um tempo, não. É amor mesmo. E quando isso acontece não tem mais volta. Hoje não me vejo mais sem correr. Eu me encontrei em corridas e por um acaso eu também sou aquele tipo de pessoa que já tentou de tudo um pouco no assunto exercícios, mas nada me motivava. Uma das coisas mais legais em correr é que, pelo menos pra mim, eu não estou competindo com ninguém e nem preciso disso. Eu estou competindo comigo mesma. Eu sempre ganho quando completo um percurso mesmo que eu chegue muito depois do primeiro colocado, ganho quando faço um treino na esteira ou na rua. São meus méritos que correr, só depende de mim mesma. Rick também começou a correr junto comigo. Corremos juntos, nos incentivamos juntos, o que torna tudo ainda mais prazeroso.

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Aprendi algo muito importante: não importa se você corre rápido ou mais devagar. Just keep running. E quando muitas vezes algo parecer difícil de conseguir: just keep running. Não vou aqui ficar levantando a bandeira de que todos deveriam correr porque isso é pessoal de cada um e é um pouco chato também né, estou aqui apenas contando o bem que correr tem me feito, ainda sou iniciante nos 5K e sei que tenho muito chão ainda literalmente pra correr, aliás, essas fotos do post são das minhas duas primeiras corridas que participei: a Circuito Das Estações – Primavera e a Vênus que foi o percurso que mais gostei.

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Minhas próximas metas são 10K, 15K, e espero em 2017 correr meia maratona. Ainda não sei se tenho coragem de encarar uma maratona, mas pra quem achava que nem correr um metro na esteira conseguiria, pensando bem, uma maratona não é um sonho tão distante assim. Just keep running 🙂

Juliana Esgalha Post por