“Mas e o Ozzy?”

Divo, lindo, muso, gostoso, meu bebezão… Meu sonho realizado quando minha vida toda sempre quis ter um cachorro e aproveitando pra dar notícias do Ozzy vou falar novamente de um assunto que já comentei aqui.

ozzy

“Mas e o Ozzy?” Sempre me perguntam isso, com alguns amigos isso já até virou piada, com outras pessoas é uma pergunta indagadora e num tom até acusatório como se simplesmente eu tivesse esquecido dele. Mas… (respira, Juliana) eu vou explicar (de novo) porque sou bem legal:

Como de semana ele já ficava com meus pais e no fim de semana comigo, agora – com os gatos, ele fica definitivo com meus pais (nós moramos super pertinho e vejo ele quase todos os dias). Na casa dos meus pais ele tem mais espaço, suas coisinhas, seus hábitos, é o Rei da casa. Ozzynho está com 8 anos (já tem barbinha branca – como podem ver na foto) e não houve uma adaptação muito lá amigável com os gatinhos, aliás, depois de muito tentar, eu entendi que isso foi algo totalmente compreensível, ainda mais pra um cachorro já adulto que nunca na sua vida conviveu com outro bicho.

Como ele sempre foi muito apegado aos meus pais (e vice e versa) não teria sentido eu forçar a convivência aqui em casa aonde tanto os gatos, como ele próprio ficariam estressados, magoados, causaria brigas e acho que os animais não precisam disso (deixem essa parte para os humanos desprovidos de bom senso, o Facebook é o limbo pra isso). Mas ai vem as perguntas, geralmente num tom idiota e com uma pitada de maldade:

“Você não tira mais tantas fotos do Ozzy”
É sério nunca nem foram “tantas” fotos assim, ele odeia fotos da mesma forma que odeia quando alguém pega na sua pata, tirar fotos do Ozzy era de 100 pra 1 ficar boa. A não ser que ele estivesse dormindo.

“Agora que vc tem gatos, o Ozzy nem aparece mais”
Acho que com tudo que já expliquei acima, (sem obrigação alguma, aliás) já responde por completo e definitivo esse comentário ou eu ainda preciso desenhar?

É muito chato isso, porque as pessoas que não cuidam da própria vida, se acham no direito de cuidar da vida dos outros, especulação é algo tão chato e eu abomino tanto isso porque partindo do pressuposto que eu não faço isso com ninguém, eu não vou admitir que façam isso comigo. Isso é só um exemplo, mas tenho certeza que todo mundo que ler esse post vai entender o que quero dizer e se identificar em alguma outra situação. Ao contrário de muita gente quando tem um bicho de estimação, eu jamais abandonaria uma cria minha. Jamais deixaria de amar ou simplesmente “esqueceria” como já deram essa suposição pra mim e sim, dependendo do tom do comentário e principalmente de quem comenta, eu não deveria, mas é claro que me incomoda (esses eu até deleto mas com aquela vontade louca de mandar tomar no meio do cu), do contrário, eu não estaria aqui colocando alguns pingos nos “is”. De qualquer forma estou mais uma vez deixando claro, e se mesmo assim ainda restar dúvidas (leia-se especulação, also known as falta-de-um-tanque-de-roupa-pra-lavar), eu posso passar a conta do veterinário, o nome da ração Premium (é claro) que ele come, dos bifinhos, das frutas que ele mais gosta, enfim… Já aproveito e mando junto com as minhas contas do mês também, pq aquela máxima que dizem: é mais fácil conviver com bicho do que gente, nunca fez tanto sentido – principalmente em situações como essa.

Juliana Esgalha Post por