Entrevista pro Na Mesa Com Rodrigo

Esses dias eu estava pensando em como a corrida mudou pra melhor a minha vida em todos os sentidos: físico, emocional, social, dia a dia… – TUDO! De carona nisso, também mudou muito a vida do Rick que hoje em dia, além de correr mais rápido do que eu (hunft! ahahaha), fez com que ele perdesse peso e parasse de fumar (e além de tudo é meu pacer nas corridas). É muito bom quando você se encontra em algo relacionado ao esporte porque a gama de benefícios que isso traz pra vida é realmente muito grande.

Hoje, meu amigo querido de longa data – o Rodrigo, publicou no blog dele Na Mesa Com Rodrigo (um blog que tem posts incríveis sobre alimentação, psicologia, músicas – vale a pena adicionar nos favoritos, tem também a fanpage no FB) uma entrevista muito legal que ele fez comigo sobre como e quando a corrida entrou pra minha vida, ali eu falo de muitas coisas: da Equipe Viva, dos benefícios, dos meus desafios pessoais, tem até playlist com músicas pra animar quem quer correr, segue o link pra quem quiser ler tudo na integra. E Rô, muito obrigada por me escolher pro seu blog pra falar de algo que amo muito!

Corrida Athenas, que estou inscrita pra próxima etapa que será 16k

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Livro: Como Eu Era Antes de Você

É impressionante como livro é algo tão pessoal no gosto de cada um, mesmo quando a maioria gostou e você não ou vice e versa, né? Confesso que me sinto um alien quando um livro (principalmente os best sellers) cai no gosto da maioria das pessoas, menos no meu… E quando, mesmo que a chance seja remota, o filme acaba sendo melhor que o livro? Céus!!! É algo raro, eu sei… Mas pode acontecer. Semana passada terminei de ler “Como Eu Era Antes de Você” e honestamente – BOMBA! – eu esperava muito mais. =/

Sinopse:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

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O enredo é bom; tanto pelos personagens principais, como os secundários, a história em si é muito boa também, mas pra mim o que pecou foi a dinâmica da história, – eu achei que faltou muito da autora em realmente me prender. Veja bem, eu sou do tipo que adoooooora um drama, mas sabe quando você começa a ler uma história que está chegando num ponto crucial que você espera ansiosamente e depois que lê, sente que faltou mais emoção? Me senti assim com o livro todo.

Sei que tem gente que vai me achar uma insensível de coração peludo, porque principalmente o final (que também não gostei), eu achei que faltou explorar mais a emoção por parte da autora. Como disse a história é sim boa: envolve amor, amizade, empatia e o direito de escolha que cada humano tem – principalmente porque a base carrega um tema bem complexo e, é exatamente por isso eu achei que Jojo Moyes poderia ter mandado melhor, saca? Em breve terá a estreia no cinema, tem o trailer a seguir pra vocês conferirem e vou dar mais uma chance à história, mas dessa vez na tela, então quem sabe né?

Como citei no começo deste post: livro é algo pessoal, posso não ter gostado o que isso não quer dizer que outras pessoas não irão gostar, ao contrário, a maioria que leu gostou, mas é aquela né, gente? Gosto é igual c*, cada um tem o seu. Vai ganhar só duas xícaras de café:

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Segunda Sem Carne

Vocês conhecem o Segunda Sem Carne?

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Eu já tinha ouvido falar, mas nunca parei pra ler a respeito. O Segunda Sem Carne é uma campanha de conscientização sobre os impactos que produtos de origem animal na alimentação tem sobre os animais, sociedade, saúde humana e o planeta. Vocês podem ler tudo a respeito neste link aqui. A ideia, é de pelo menos uma vez por semana você não consumir nada de origem animal e por consequência descobrir novos sabores (o site tem receitas fáceis e deliciosas). O Segunda Sem Carne já existe em 35 países, apoiada por um monte de gente famosa. Paul Paul McCartney – vegano fervoroso é o embaixador da causa no Reino Unido e, aqui no Brasil, o Segunda Sem Carne chegou em 2009 com várias implementações em parcerias entre a (SVB) Sociedade Vegetariana Brasileira e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da prefeitura.

Mas por que a segunda-feira? Porque segunda-feira é o dia da semana mais associado a mudanças como todos nós sabemos, afinal, quem nunca: ‘segunda eu começo a dieta’, ‘segunda eu volto a academia’, então daí veio o Segunda Sem Carne. Diante disso, eis que ontem resolvi aderir ao movimento! Confesso que acabei almoçando frango (eu ainda não tinha decidido a respeito ehehe), mas já na janta não comi nada de origem animal. Porém, dessa semana em diante vou me programar melhor e ficar pelo menos toda segunda feira sem comer carne e/ou qualquer outro produto de origem animal. Meu jantar de ontem foi: espinafre, brócolis com tomate cereja e cuzcuz marroquino com creme de ricota light. De sobremesa: uma banana. Me satisfez bem a fome e diga-se de passagem estava delicioso. Veja bem, a ideia nesse post NÃO É, de forma alguma e que fique BEM CLARO, converter ninguém (aliás, odeio essa palavra… converter… uurgh) até mesmo porque, nem vegetariana eu sou… Mas acho que vale dar uma leitura na campanha e pensar a respeito com carinho e se achar legal pensar em aderir também, afinal de contas, no mundo que estamos vivendo hoje, qualquer ação boa – por mínima que seja, já é um respiro de esperança pra um futuro melhor. <3

Livro: Toda Luz Que Não Podemos Ver

“O cérebro obviamente está fechado em escuridão total crianças”, diz a voz, “Ele flutua em um líquido claro dentro do crânio, nunca na luz. No entanto, o mundo que constrói na mente é repleto de luz. Ele transborda cores e movimento. Então, crianças, como o cérebro, que vive sem uma centelha de luz, constrói para nós um mundo iluminado?” (…) “Abram os olhos”, conclui o homem, “e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre.”

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Vou começar dizendo que: estou apaixonada por esse livro! Fiquei tão apaixonada pela história que entrou pra minha lista de preferidos. Primeiro de tudo vamos a sinopse:

“Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.”

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A trama toda se passa durante a 2º Guerra Mundial, um dos motivos pelo qual me interessei pela história uma vez que amo livros sobre esse período histórico. O história é dividida em 3 partes, cada capítulo fala da história de um personagem o que deixa a leitura muito mais fluida e dinâmica. As histórias vão acontecendo paralelamente, até se cruzarem mais pro final. Toda Luz Que Não Podemos Ver é um livro delicado, sutil e forte ao mesmo tempo. Muitas vezes o autor consegue colocar tudo de uma maneira até poética e reflexiva ao leitor. Você se envolve com a história, com os lugares, com os personagens (que são todos incrivelmente bem construídos, vale ressaltar) e principalmente com os sentimentos que o autor passa de uma maneira impecável, que foi uma das coisas que mais amei em Anthony Doerr. É o tipo de livro que você não quer que termine e quando termina, bate aquele vazio de praxe que acontece toda vez quando uma história é muito boa. Acredito que pra quem leu A Menina Que Roubava Livros e se apaixonou, com certeza irá se apaixonar ainda mais por esse. Entrou pra minha lista de preferidos. Leitura mais que recomendada, um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Vai ganhar as 4 xícaras de café e se pudesse ainda colocava um bolinho junto:

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“Todos nós passamos a existir de uma única célula, menor do que um grão de areia. Muito menor. Dividir. Multiplicar. Somar e subtrair. A matéria muda de sentido, os átomos flutuam para dentro e para fora, as moléculas giram, as proteínas se grudam umas nas outras, as mitocôndrias transmitem ordens oxidantes; começamos como uma aglomeração elétrica microscópica. Os pulmões, o cérebro, o coração. Quarenta semanas mais tarde, seis trilhões de células se espremem através das nossas mães e soltamos um berro. Só então o mundo começa para nós”