Para se ler durante o dia…

MÚSICA DO DIA: CALOR DA HORA – PAPAS DA LÍNGUA

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Para se ler durante o dia…

Terminei dias atrás de ler “A Sombra do Vento”. Amei! É uma história eletrizante escrita em uma prosa, ora irônica, ora poética, ambientado em Barcelona na primeira metade do século XX, o romance de Zafón é uma obra envolvente e impossível de largar. Além de contar muito bem, esse lado mágico que é ler um livro, “A Sombra do Vento” é uma história inesquecível. Eu recomendo!

E hoje mesmo comecei a ler “A Estrada da Noite” de Joe Hill (filho por sinal, do grande gênio Stephen King, sendo assim, vocês já podem imaginar o conteúdo da história):

“Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. “Vou vender o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…” Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas – o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente – verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite – e nada é exatamente o que parece. Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.”

Fonte: Submarino

Pelas primeiras páginas que li, senti de imediato que pelo menos para mim, não é um livro para se ler durante à noite. Embora eu seja apaixonada por histórias de terror e no quesito medo considere, por exemplo, Stephen King (justamente pela sua genialidade em conseguir com palavras te apavorar), um dos melhores escritores de todos os tempos, eu evito ler um livro como esse depois das 22 horas ehehehe!

E por quê?

Porque seja lá qual for o livro, quando estou lendo, eu me esqueço literalmente do mundo à minha volta, mergulho de cabeça na história, choro, dou risada, sinto medo… Tanto que, dependendo da história eu acabo sonhando com o que li depois (justamente talvez pelo hábito de ler antes de dormir) é sério! – principalmente se esses livros forem as horripilantes histórias de terror. Lembro-me quando eu estava lendo “A Hora do Vampiro” (por sinal de S.K. também): terror de primeira qualidade, cheio de becos escuros e vampiros sanguessugas… Era tarde da noite e eu estava TÃO absorvida na história que quando o Rick abriu a porta, entrou no quarto e chamou o meu nome, eu levei um susto tão grande que quase grudei no teto. Dois dias depois, não sendo o bastante, eu sonhei com a história também (o tal vampiro corria atrás de mim) e decidi que depois dessas experiências (nada boas) seria melhor ler um pouco durante o dia, continuar com as minhas atividades de rotina e à noite procurar um desenho animado na televisão. E eu sei, confessar uma coisa dessas, pode parecer um tanto quanto infantil da minha parte, mas talvez seja esse o motivo: o de te “prender” na história a ponto de te levar pra lugares tão diferentes daqueles que você já está, que faz com que um livro ou um filme seja tão inesquecível na sua essência.
Ok, e depois eu digo o que achei sobre esse, ihihihihi.

Juliana Esgalha Post por