People Around The World…

MÚSICA DO DIA: AROUND THE WORLD – OASIS

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People Around The World…

Dia 3 agosto fez um ano que viajamos pra Europa!
Um ano já se passou e embora tudo pareça como se fosse ontem, a saudade desses dias inesquecíveis é grande. Grande não. É imensa!!! Essa semana que passou o Marcelo (nosso grande amigo que reside em London) coincidentemente esteve aqui no Brasil para o casamento da irmã. Tudo foi muito corrido; tanto para nós como principalmente para ele! Conseguimos nos falar na quinta-feira e ficamos mais de uma hora no telefone. Ele me disse que Londres está um calor fora do comum (diferente do ano passado – que exatamente há um ano atrás o clima já estava bem mais ameno), está morando em outro lugar (perto do parque aonde fica o meridiano de Greenwich lindo lugar, por sinal) e trabalhando mais do que nunca (ele agora é o gerente geral de toda a rede Gant – chique demais), contou do Wandy (que me ligou no sábado as 7 horas da manhã – “já são onze horas aqui bonita, acorde!!!”) e contou que espera ansiosamente a nossa volta pra lá – seja à passeio ou para ficar de vez. Infelizmente devido a falta de tempo não conseguimos nos ver, mas o Rick encontrou-se com ele na Av. Paulista na sexta-feira e só não fui mesmo porque não ia ter como sair de São Caetano e chegar a tempo, afinal ele tinha outras coisas pra fazer até o final daquele dia, mas pelo menos consegui conversar com ele.

E tudo isso me deixa um tanto quanto saudosista porque eu trouxe muitas coisas de lá: trouxe conhecimento, trouxe sonhos realizados, trouxe novos amigos no coração e trouxe muitas lembranças de dias que eu jamais esquecerei na minha vida. Ontem mesmo, enquanto encaixotava o restante das minhas coisas para a mudança do apê fiquei me lembrando de todas as pessoas “indiretas” que conhecemos nessa viagem e lembrar isso fez com que eu risse sozinha, porque se tratando de pessoas, vocês podem abrir um leque enorme de variações e aspectos:

Lembro do albergue da Irlanda: o primeiro que chegamos e talvez o mais louco de todos que passamos (pra primeira impressão de albergue esse mostrou como tudo realmente é). Conhecemos um Húngaro muito simpático e que não tinha mais que cinco dentes na boca; contou um monte de coisas sobre a sua vida, mas contou pouco de sua família porque segundo suas palavras ele era uma pessoa sozinha, mas sentia-se melhor assim! Disse que trabalhava pra uma família muito rica e que dirigia quase todos os dias a Ferrari deles. No começo não acreditamos muito, mas depois que ele mostrou as fotos no celular eu compreendi bem mais além. Compreendi que um carro como esse na Europa é muito mais comum de encontrar do que aqui (Porshes então, são piores que pombos em praça de coreto), acho que na minha existência só por 3 ou 4 vezes eu vi uma Ferrari de verdade. Lá eu enjoei de ver.

Nesse mesmo albergue conhecemos um Francês muito freak. Foi quando em uma noite estávamos fazendo o nosso jantar na cozinha do Hostel e ele do nada, veio conversar com a gente. Falava e piscava muito rápido, não parava no lugar, estava feliz demais… Parecia que estava com algum fio desencapado no corpo, mas na certa obviamente deveria ter consumido alguma coisa do tipo ilegal, contudo fomos educados em não perguntar e depois, ele foi mais educado ainda em nos oferecer o resto da gororoba que ele tinha feito pro seu jantar: (acho que) era macarrão, mas parecia mais uma massa vermelha de consistência pra reboco de parede, por um momento perguntei-me se comer isso foi o motivo que o deixou tão louco assim! Ele era muito gente boa e, apesar de estar com sanidade alterada para modo “tô-doidão”, era ao mesmo tempo um ser totalmente inofensivo, nos desejou boa sorte e disse que pensava em ir ao Brasil nas próximas férias.

Em Londres conhecemos um garoto italiano que não sabia fazer macarrão, um francês careca com cara de poucos amigos até você oferecer alguma coisa de comer à ele, depois disso tornava-se o mais falante do lugar – quase um melhor amigo, conhecemos também duas australianas malucas que adoravam comer pepino sem lavar, descascar, picar ou temperar: assim mesmo, comiam do jeito que tiravam da geladeira e confesso que foi uma cena meio bizarra de se ver. E percebam: todos eles conhecemos na cozinha do Albergue, é por isso que muitos dizem que a cozinha é o coração da casa. Nesse mesmo hostel conhecemos um Brasileiro de Minas que estava sozinho na Inglaterra para fazer um curso, não me lembro mais do quê, as Australianas malucas fizeram amizade com o rapaz que era bem tímido e no ultimo dia em que estiveram por lá tiraram fotos com ele. Eu que bati as fotos.

Conhecemos um brasileiro no metrô que veio puxar conversa quando nos viu falando em português, ele estava sozinho, fazendo o mesmo esquema de viagem que nós, já tinha ido à França uma semana antes e recomendou alguns lugares pra gente, porém ele já estava pra ir embora por aqueles dias, acenou um adeus pra gente quando desceu (que eu me lembre) em Picadilly Station.

Na Escócia conhecemos o sósia do Willian Wallace (eu até tirei foto com ele) e depois de tanto ver a sua cara estampada em canecas, postais e imãs de geladeira nas lojas de todos os sourvenis de Edimburgo, nós descobrimos que além de ser muito querido entre as pessoas da sua terra, ele era mais famoso do que pensávamos, pois fisicamente ele muito parecido com o Willian Wallace que existiu de verdade e não como a maioria só conhece no rosto de Mel Gibson em Coração Valente.

Em Salisbury quando fomos ao Stonehenge conhecemos os Heritages e são eles que protegem o lugar, é um órgão que cuida de qualquer coisa histórica da Inglaterra pelo que andei pesquisando, não sei se todos são assim, mas estes que conheci eram no mínimo diferentes: pensem nos Hippies só de uma maneira Celta, quase um Druida, além de pessoas super simpáticas, tinham dois deles que estavam tocando harpa e eu fiquei maravilhada com essa cena, jamais vou esquecer isso.

Em Londres, conhecemos uma Colombiana que tinha uma lanchonete próxima da casa aonde o Wandy e Marcelo moram. Ela contou a vida, e foi muito gostoso ouvir a sua história. Disse que apesar de amar a Colômbia, amava mais ainda a Inglaterra e não trocava aquele seu mundo por nada… E penso que talvez por conta de todo esse amor ela retribuía na comida também, pois foi aonde eu comi o melhor breakfast londrino e encontrei o único suco de laranja decente desse país.

Foram tantas pessoas em tantos lugares que esse post ficaria infinito se eu contasse de todas elas aqui, por vezes a minha imaginação me leva de volta à essas terras e inevitavelmente também me lembro dessas pessoas que cruzaram o nosso caminho… Me pergunto aonde estão e o que estão fazendo neste exato momento. Será que estão bem? Será que continuam loucas? Será que aprenderam a fazer macarrão ou continuam fazendo a mesma massa de rebocar parede? Será que estão no mesmo emprego de dirigir uma Ferrari? Será que os cabelos cresceram ou cortaram mais curtos? Será que encontram um amor e casaram-se? Será que estão viajando bastante? Engraçado isso.

E sim, o mundo é deveras fascinante.

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