PETAR

PETAR

Eu estou prometendo este post há dias, mas às vezes não dava tempo de escrever e às vezes me batia uma preguiça mesmo. Acho que deu pra notar que tenho escrito menos no blog, menos resenhas… Sei lá, acho que deve estar havendo alguma crise de identidade com o Miss American Pie, por vezes penso em deixar mais pessoal, às vezes mais voltado pro mundo feminino, as vezes nas duas coisas e nessas de pensar demais e escrever de menos a inspiração vai embora e a preguiça prevalece.

Mesmo assim a possibilidade de deixar o blog, pra alegria de muitos e recalque de alguns, é nula! Disso vocês podem ter certeza. Posso ficar uns dias sem escrever, mas jamais vou abandonar esse espaço que já perpetua por tantos anos.

Mas vamos ao que interessa:

No feriado do dia 2 eu, Rick, Sandro e Naldo viajamos para Iporanga visitar o PETAR – Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira, pra quem não conhece esse é o site oficial deles com muitas informações sobre os lugares pra visitar e se hospedar. Nossa ideia, assim como o foco turístico do lugar foi de visitar as cavernas desse parque, aliás, algo inédito pra mim porque já fiz algumas trilhas, passeios de aventuras, mas visitar cavernas nunca, nem fazer bóia cross (chegarei nessa parte).

Ficamos hospedados na Pousada da Diva – preço bom, boa localização, nada de muito luxo, mas um lugar bem aconchegante, incluiu café da manhã + lanche na trilha + janta, acredito que fora de época de feriado o preço é ainda mais em conta, portanto essa é a minha recomendação. Os passeios nós fechamos com a Eco Cave – melhor preço, fica em frente a pousada da Diva, guias ótimos e o valor que fechamos já incluía o aluguel dos equipamentos como capacete com lanterna, colete salva vidas (pro bóia cross), essas coisas…


Chegamos na sexta-feira a tarde porque pegamos um transito pesadíssimo na Regis então perdermos o passeio até a Caverna Santana, mas naquele dia visitamos a cachoeira Sem Fim que foi um passeio bem legal também. Mas foi no sábado que começou o Rock n’ Roll e eu que já achava que tinha feito trilhas na minha vida, inclusive uma a cavalo quando fui pro Sul, as outras foram brincadeirinha de criança perto dessa que fizemos. Isso porque era de nível 1 pra 2, segundo nosso guia.


Regatas nem pensar, só camisetas com manga pra baixo do ombro, calça comprida, sempre usando o capacete e atenção mais que redobrada pra onde pisava e até nos lugares que se encostava pra apoiar o corpo na hora de descer ou subir algo mais difícil (algumas arvores eram cheias de espinhos).

A trilha durou 3 horas (só de ida), atravessamos 5 vezes o mesmo rio, passamos por caminhos bem moves like Indiana Jones e até ribanceiras quem nem ousei a olhar pra baixo, neste dia visitamos a caverna da Água Suja e a caverna do Cafezal.


Gente?!?!? Que passeio incrível… Não tem muito como descrever com palavras, principalmente de como é a sensação de se entrar numa caverna, a da água suja foi uma das que mais gostei porque tínhamos que andar com a água batendo na cintura (não, a água não era suja), mas é incrível ver de perto o trabalho da natureza num lugar como aquele e a preservação de tudo até hoje, você se sente até um pouco intimidada porque são cavernas enormes em todos os sentidos, tanto na altura como na profundidade, tanto que algumas delas não dá pra se explorar tudo por questões de segurança ou é outra vibe só pra quem é autorizado mesmo no assunto.


Eu fiquei maravilhada porque como disse – visitar cavernas pra mim foi algo totalmente inédito, assistir por tevê é uma coisa, mas só estando em uma pra sentir como realmente é a energia do lugar, fora a trilha também que apesar de bem pesadinha e cansativa valeu cada segundo de esforço, nesse dia nossa ultima parada foi em duas cachoeiras igualmente maravilhosas. A volta apesar de cansativa, foi bem divertida com direito até de encontrar uma cobra no meio do caminho e o Naldo quase subir na minha cabeça de tanto medo. Chegamos super cansados, quebrados e mortos de fome, mas voltamos aquele dia com a alma lavada, aquele botãozinho do desliga do mundo lá fora vai no automático mesmo e você fica com a mente super leve.

No domingo o caminho foi outro, trilha menor, mas visitamos mais duas cavernas: A caverna Ouro Grosso e caverna Alambari de Baixo, uma delas (acho que a Ouro Grosso) você tinha que andar se arrastando pelas pedras, se sujando toda, uma loucura! Pra quem tem fobia de lugares fechados demais essa eu realmente não recomendo, mas é uma das que mais valeu a pena porque dentro tinha uma cachoeira linda. Sim, cachoeira dentro da caverna!!!!


Depois das cavernas fomos pro tal passeio de bóia cross que por incrível que pareça depois de todas as trilhas fizemos (com direito a bichos) e as cavernas que entramos, era o único passeio que eu estava com medo… Sei lá, se equilibrar numa bóia, deitada de barriga pra baixo, descendo corredeiras (mesmo que suaves) não tava me parecendo uma boa ideia, mas o guia que estava com a gente viu o meu nervosismo, os meninos também me acalmaram bastante e no fim, depois de uns sete caldos que eu tomei caindo da bóia, (e a cada caldo era comemorado com palmas porque é lógico que rola uma trolladinha) acabou dando tudo certo.


Iporanga fica em São Paulo. Dá umas 5 horas de viagem, mas comparado a tudo que vimos, conhecemos e visitamos não é tão longe quando se pensa que um lugar tão incrível como esse fica há poucas horas daqui. É um passeio que pra quem gosta de aventuras e pretende encarar algo diferente eu super recomendo!

Juliana Esgalha Post por