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Amelie

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um ano de Amélie

Eu não sei dizer a data exata em que ela nasceu, mas sei a data exata em que ela entrou na minha vida e esse dia é hoje. Há um ano atrás decidimos adotar um gatinho e como dizem que são os animais que escolhem a gente e não a gente que escolhe, foi a Amélie – a cinza fosca no meio de todos os irmãos coloridos, que escolheu a gente.

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Vocês lembram que no começo, por ser tão pequena, achamos que fosse um menino e só depois de alguns dias que a veterinária nos disse que era, na verdade uma mocinha né? De todos os gatos em casa, Amélie é que tem a personalidade mais forte; na bagunça ela é aquela que só observa com olhar blasé, mas quando resolve pegar fogo na brincadeira é ela que toca o terror. Ama ficar no meu colo, sentada como uma esfinge e com uma das patas no meu braço como se quisesse dizer: eu estou sempre aqui. Amante convicta de caixas de papelão. Quando não quer papo ela se isola no escritório do Rick, seu humor é incrível principalmente na parte da manhã: deita, rola, vira de barriga pra cima pra pedir por carinho. Cuida dos outros gatinhos – que são todos meninos, como se ela fosse a mãe deles e tem uma paciência de Jó pra isso.

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Amélie é teimosa, tal qual como eu. Se está fazendo uma coisa errada e você chama a atenção, ela te olha sem precisar dizer: “mas sou eu que mando aqui, humana”. Foi com ela que comecei a entender o valor imensurável de uma adoção, foi com ela que começou esse meu amor incondicional por gatos. Amélie faz tão bem jus ao nome, que me mostra todos os dias que a vida é feita de pequenas felicidades.

Dia Internacional do Gato

Descobri graças a essa internet maravilhosa-sem-limites que hoje é Dia Internacional do Gato. Isso mesmo! Os felinos possuem uma data no calendário só pra eles, possivelmente quase ninguém sabe disso – eu não sabia, mas achei uma data muito nobre. Resolvi então escrever um post sobre isso e relatar algumas experiências minhas pra deixar registrado os benefícios que tenho desde que dois gatinhos safados entraram na minha vida.

Eu nunca tive gatos até adotar a Amélie. Não sabia como era ter gatos e foi algo como um amor a primeira vista que como um furação; leva seu coração e alma e você se apaixona de verdade – a ponto de um dia de semana qualquer se encontrar deitada no chão com seu gato, apenas observando seus movimentos e achando aquilo o supra sumo do que há de mais lindo no mundo. E paguei minha língua por isso… Sim… Pois antes não era muito simpatizante dos felinos, mas com a chegada da Amélie eu acabei aprendendo muito com ela e que pra mim, só trouxe coisas boas. Li muito sobre esse mundo maravilhoso dos gatos e algumas das coisas que li, dizia que gatos e espiritualidade tem MUITO a ver, sempre andam juntos; eles veem dentro e além de nós, são sempre uma meditação que está ao nosso lado que nos ensinam sobre paciência, atenção, silêncio, mistério e mais ainda: nos protegem dos males… Dizendo assim parece tudo exageradamente místico, mas não é. Acho que só quem tem gatos entende exatamente o que quero dizer, porque realmente é tudo isso e muito mais.

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A Amélie foi a adoção de alguém que entrou na minha vida só pra trazer coisas boas, mas do Lennon eu sempre digo que foi a cereja do bolo. Um faz companhia pro outro, não se desgrudam e se a vida já estava ótima com um gato, com dois ficou maravilhosa (e com um cachorro está perfeita). Amélie e Lennon são de personalidades bem diferentes: ela é mais na dela, de andar manso e sempre muito observadora com tudo, já o Lennon apesar de as vezes ser um pouco medroso em algumas situações (e dramático – mia pra tudo), se mostra muito destemido quando realmente quer algo. Ambos poderiam ter tido um destino muito triste (por isso que eu sempre bato na tecla da importância de uma adoção), principalmente pela forma que chegaram ao mundo e me sinto muito honrada por poder dar outra vida – a que realmente eles ou qualquer gato/bicho merecem. Não vejo minha vida sem eles, amo mais que muita gente que conheço e me preocupo como se fossem meus filhos – porque são sim parte da família e tudo que eu puder fazer eu sempre farei por eles. Pra muita gente isso é tomado como um exagero, pra mim é apenas a essência de fazer o bem sem olhar a quem.

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Eu não me lembro se já disse isso aqui, mas tanto eu como o Ricardo não pretendemos ter filhos, é uma decisão nossa e talvez até mais minha do que dele – embora tenha o comum e total acordo de ambos, mas não me vejo como mãe por muitos motivos que nem é o foco assunto do post, porém acredito que projetei meu amor de mãe aos animais e isso não me faz melhor ou pior, menos ou mais nobre do que ninguém. Sempre penso que todos temos que dar continuidade no nosso amor, não importando aonde a gente se esforce pra conseguir fazer esse papel de uma forma exemplar, não importando inclusive se é pra um humano ou um bicho, mas partindo da essência e princípio de que ambos são verdadeiramente um alguém nesse mundo.

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Enfim… Quando me perguntam se é gostoso ter gatos, eu digo que é algo maravilhoso. Algo que só vai saber exatamente o que quero dizer com todos os rompantes emocionais que essa palavra envolve, quando um dia tiver um. Eu encontro neles felicidade, harmonia, diversão, amor, respeito, carinho e mais ainda: encontro a minha paz. Coisas essas que você procura quando se propõe a ter um bicho de estimação e que todos deveriam saber que vai muito além de cuidados básicos como água e comida. Não é só isso. Envolve amor, carinho, cuidado, zelo… É acima de muitas coisas, um laço de respeito e cumplicidade que se cria entre você e eles. Aonde você passa a conhece-los a fundo, mas eles com certeza te conhecem muito mais… Mais até do que que você imagina. Se a vida é muito boa em muitos aspectos, posso dizer com toda a certeza do mundo que com um gato fica ainda muito melhor. 🙂

Amélie e Lennon: adaptação

Lennon está há pouco mais de uma semana com a gente e acho que além de amor e paciência, eu tive muita sorte com a adaptação entre ele a Amélie… Ela cresceu bastante. Da semana passada pra cá ela deu uma boa espichada e na sexta (dia 31/01), vou mandar castrá-la, ou seja, vai crescer mais ainda. Lennon ainda é um tico de gato, quando ele chegou era ainda menor que a Amélie quando veio pra casa e acho que ele será um pouco menor que ela e com o pelo mais longo, ele realmente é ainda muito pequeno, mas cada dia que passa está mais lindo, saudável e como diz uma amiga: “mastigável”

Quando ele chegou em casa naquele sábado, Lennon estava bem tímido, assustado, com aqueles olhos azuis que cada vez que eu o pegava no colo, se acalmavam e arriscava até um cochilo gostoso, como querendo dizer: “eu acredito quando você diz que tudo vai ficar bem”. A Amélie não o recebeu mal, mas ficou desconfiadíssima, soltou daqueles ‘baforinhos’ típico dos gatos, cheirou a gaiolinha de transporte, cheirou ele, cheirou a gente… Mas no sábado mesmo, já percebi que ela tinha dado uma amolecida com o irmão.

Sábado e domingo os dois só ficavam juntos quando estavam sob nossa supervisão. A Amélie, por ser maior que o caçula e assim como qualquer gato, tem brincadeiras mais brutas – abraçava o Lennon, rolava pelo chão com ele, dava umas mordidinhas e ele miava, Lennon adora miar. Mas quando ela o soltava, ele ia com ela. Na segunda feira, ainda deixei os dois separados até eu chegar em casa depois do trabalho – mais por prevenção mesmo, mas da terça em diante os dois já ficaram juntos em tempo integral e desde então a relação entre Amélie e Lennon virou um amor incondicional de irmãos que não se desgrudam mais.

Lennon adora brincar com o rabo da Amélie e ela adora ficar lambendo ele, rolam pela casa, correm um atrás do outro, dividem o mesmo potinho de ração… Brincam o dia inteiro, comem, dormem e depois voltam a brincar como se o mundo fosse uma imensa brincadeira. Outro dia li uma frase que era mais ou menos assim: “você não muda o mundo com uma adoção, mas muda pra sempre a vida de quem foi adotado” e isso pra mim não teve tanto sentido como tem agora. Aliás, pra quem quiser conhecer a ONG >>> SOS Cidadania Animal

Ex-Gandalf, agora Amélie

Gente, preciso contar pra vocês uma descoberta engraçada que tivemos:

Levei “o” Gandalf na ONG SOS Cidadania Animal pra tomar as vacinas que restavam no sábado depois do almoço, entramos na sala da veterinária e começamos a conversar enquanto ela preparava as vacinas:

– Doutora, quando poderemos castrá-lo?
– Deixa eu dar uma olhadinha…
(doutora examinando, procurando pelos amendoins e não encontrando nada)
– Estranho, ele já cresceu bastante, mas não apontou nada, deixa eu examinar melhor, coloca ele aqui.
E coloquei o “Gan” na mesa de exames, doutora Chyntia começou a examina-lo e hmmm “tem alguma coisa estranha aqui” e de repente ela começa a rir…
– Mãe, realmente não vai ter nada apontando, seu menino é na verdade, UMA MENINA!!!!!!

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Gente?!?! Eu comecei a rir feito uma maluca e “Gan” ficou olhando pra mim com cara de “sua humana estúpida” eu demorei um tempo pra mastigar a informação e já pensar no que de menino elA já tinha, a única coisa que consegui dizer na hora é:

– Vamos ter que mudar o nome.

“Gan” que já estava sendo a sensação do dia hoje na ONG, foi motivo de muita risada também, no caminho viemos rindo da história… Nunca fui mãe de gatos, elA chegou muito novinha e muito pequena em casa, o que deu pra examinar naquele dia é que tínhamos adotado um menino, gatos são diferentes de cães.

Enfim… A volta foi tempo suficiente pra decidir a troca de nomes e agora não temos mais um mago, temos uma mocinha muito meiga, vinda de um filme francês: Amélie. De hoje em diante, esqueçam o nome Gandalf (vou demorar um tempo pra acostumar, eu sei), mas é só trocar os filmes.

P.S. Prometo colocar umas fotos dela com lacinhos, até vocês se acostumarem =D

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