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Por que parei de comer carne?

Primeiro de tudo tenho que dizer: este post é um relato totalmente pessoal. Escrito a partir das MINHAS experiências e vivências, então isso significa que em nenhum momento a ideia aqui é impor, criticar, militar ou dizer o que é certo ou errado pra alguém. Portanto não sou parâmetro pra nada, afinal, a ideia é única e exclusivamente contribuir os meus 25 centavos e dividir com vocês a minha história.

Já tem mais de um ano que eu não como carne vermelha no jantar: primeiro porque carne vermelha leva muito tempo pro estômago digerir (cerca de 3 dias) e como minha janta costuma sempre ser depois das 20 horas (ou seja, já meio tarde) eu resolvi optar por algo mais leve; então eu comia uma salada bem farta, as vezes acompanhada com algum carbo e sempre com alguma carne branca (frango ou peixe). Segundo motivo é que estava me sentindo muito pesada/inchada e não saciada totalmente ao comer carne vermelha a noite: uma hora depois eu já estava com fome de novo. Acontece que depois de um tempo começou acontecer a mesma coisa no almoço: inchaço, não saciava e enjoo (eu ficava “conversando” com aquele pedaço de carne no estômago o resto do dia) e de repente não estava me apetecendo mais. De repente eu vi que estava deixando de escolher carne vermelha pra escolher alguma carne branca pra comer. Até aí, nada de muito diferente. Mas depois de um tempo, o mesmo começou a acontecer com frango, peixe (inclusive com os temakis e comida japa que tanto amo) e porco (que já muito raramente eu comia).

Lisa me representando nessa mudança.

Tentei persistir, mesmo ainda com todo aquele combo de mal estar que já mencionei acima e não deu muito certo. Se eu ia a um restaurante ou eu escolhia alguma opção sem carne ou quando muito pegava um pedacinho de carne no self-service que depois sempre acabava sobrando no meu prato. Em casa a mesma coisa, todo dia era: “não estou afim de comer carne hoje.” Foi nessa transição-não-programada que eu comecei a perceber que ficar sem a carne não ia ser um problema pra mim, muito pelo contrário, ia ser um problema se eu continuasse a comer porque, acima de tudo, eu penso que a comida está associada ao prazer e bem estar… Se você não está satisfeito com uma coisa: você muda pra outra, simples assim. E isso foi algo que eu cuspi pro alto e caiu bem na minha testa, devo mencionar porque né… Até alguns anos atrás eu dizia que era incapaz de viver sem carne e não entendia como é que um vegetariano/vegano consegue ficar sem consumir uma das proteínas mais gostosas que existe. Mas temos aí uma liçãozinha nesse ponto: nada (ou quase nada, talvez?) perpetua pra sempre, especialmente quando se trata de hábitos.

E veja bem, foi aí que eu resolvi ir parando… E não por ‘moda’ ou influência de alguém, mas porque realmente comecei a ficar saturada desse tipo de alimento. E aí as coisas mudam: os hábitos, os gostos, as preferências, as crenças, a visão sobre as coisas, o mundo… TUDO! Hoje a gente vê muito sobre sustentabilidade, alimentos orgânicos, o impacto no ambiente de algumas práticas do homem, mudanças de hábitos, qualidade de vida, mas isso é assunto pra um outro post. Comecei a ler muitos artigos sobre vegetarianismo/veganismo e obviamente as questões dos animais e todas as outras que envolvem essa escolha pra vida, também tiveram um grande peso pra mim, é óbvio que tiveram. Entrei em grupos vegans no FB e comecei a buscar uma série de receitas que fazendo em casa, descobri um mundo inteiro de coisas gostosas pra comer que substituíram a carne de uma maneira tão positiva que eu nem imaginava. E fiquei feliz por isso porque achei que seria bem mais difícil. E minha ideia é exatamente essa: se não vou comer carne, que pelo menos eu faça meu alimento e evite ao máximo os ultra processados e industrializados (algo que já faço há tempos). Se comer é um prazer, fazer a própria comida também é. E isso me fez um bem danado: comecei a me sentir saciada, no sentido de alimentada e não cheia. Não sinto mais fome logo depois de ter almoçado ou jantado, me sinto bem menos inchada também (muito em parte porque eu sempre fui de reter líquido, principalmente no período menstrual) e isso simplesmente acabou. Me sinto mais leve, e posso dizer que espiritualmente também estou leve com minha consciência.

Se me perguntam: “Nossa (nossa = credo) mas você virou vegana?” Eu digo que (ainda) não. Eu diria que estou na fase de Ovo Lacto Vegetariano, ou seja: não consome carne, mas consome leite, ovo e derivados. Vegan envolve muitas outras coisas além da comida. Não é uma transição que acontece da noite pro dia, mesmo porque não é algo fácil tirar o que se comeu uma vida inteira, mas não é impossível e muito menos um bicho de sete cabeças. Você precisa se questionar, se perguntar, se informar, ler bastante e ter em mente se é isso mesmo que você realmente quer. É uma coisa muito particular, entende? Comigo eu posso dizer que foi até meio fácil, o começo de tudo foi porque simplesmente meu corpo começou a não aceitar mais a carne no organismo, mas eu ainda consumo leite (que eu gosto de verdade), queijo, ovos (bem raramente), então tudo precisa ser de uma forma gradual pro seu corpo ir se acostumando e pro psicológico também ir se adaptando, está tudo ligado. Conversando outro dia com um amigo vegetariano, ele me disse: “Ju, se minha experiência pode servir pra alguma coisa, te digo: só pare com aquilo que vc não se sente bem ao comer. Se vc gosta e não te prejudica, mande bala!”

E é basicamente isso!

Mas e as proteínas? E a vitamina B-12? Por eu me exercitar bastante e correr também, obviamente eu preciso de todos os nutrientes necessários e saber consumi-los pra não ter nenhuma deficiência de alguma vitamina, é primordial. Eu vou passar com uma nutricionista em breve pra fazer um hemograma completo e conhecer o que posso substituir, adaptar, suplementar, enfim… Nem vou entrar em detalhes sobre essa parte porque eu não sou nutricionista e porque ainda não passei com uma, então não vou escrever sobre aquilo que não tenho conhecimento e cada pessoa é um caso diferente, né? Mas pretendo contar aqui também essa fase.

Essas são apenas algumas das minhas comidinhas durante esse período, tem todas as receitas e dicas de lugares no meu Instagram, passa lá pra dar uma olhada:

É isso. Acima de tudo, acima inclusive de qualquer bandeira que isso representa, é uma ESCOLHA minha e estou bem feliz e em paz com essa decisão. 🙂

Juliana Esgalha Post por

Escravos da boa alimentação?

Tô achando tudo muito estranho, de repente, essa onda de alimentação saudável que tanta gente anda compartilhando nas redes sociais… Tipo: pessoas com seus devidos pratinhos bem balanceados na tabela de “carbos & proteínas” com coisas ultra saudáveis e estrategicamente bem colocadas pra uma ótima apresentação, justamente é claro, pra aquela foto do IG, usando aquele filtro mágico que faz até alpiste ficar com cara de gostoso.

Vejam bem, compreendam que isso não é ruim, de forma alguma… Ao contrário, é muito bom porque a gente nota que ninguém consegue (e nem deve) viver de porcaria na alimentação, é um ótimo incentivo pras pessoas, dá até pra pegar dicas ótimas nisso tudo e sempre anoto várias. Mas, por outro lado, eu estou vendo muita gente querendo dar uma de >>>> nutricionista
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Eu (por opção minha), evito frituras, não tomo refrigerante, como muita salada e legumes, evito gorduras, mas de vez em quando me permito comer uma ‘porcaria’ do tipo aquela coxinha pomposa (com muito catupiry) que é deliciosamente irresistível, não abro mão de chocolate, porque acredito também, que um dos melhores prazeres da vida é comer…

Posso até fazer um prato-de-regime quando preciso segurar mais a boca ou quando dei uma exagerada na comida má, mas NÃO SOU ESCRAVA de mato, sementes e nem dos grelhadinhos estrategicamente posicionados, pra eu pagar de boa moça da saúde com aquela foto bonita no IG depois. Posso, inclusive, até estar sendo maldosa (e bem… agora estou sendo mesmo), mas ainda ouso em dizer que esse tipo de gente que mostra que sempre **E** só come comida saudável (será?), ataca a geladeira de madrugada e acaba com o pacote de salsicha (e com maionese). Não é só pelos 0,20 centavos, é pela capinha de gordura do presunto sem culpa. :)))

Juliana Esgalha Post por

Gastronomia: La Tartine Bistrot

Gastronomia: La Tartine Bistrot

Tão bom quanto maquiagem (nossa que ‘inteligente’ comparação, Juliana), umas das coisas que mais gosto de fazer em matéria de passeios aqui por São Paulo é descobrir e conhecer lugares diferentes pra almoçar/jantar.

Semanas atrás fomos almoçar com a Veris e o Hiran no Tandoor – restaurante indiano maravilhoso que fica na Avenida Doutor Rafael de Barros – Paraíso. Comida boa, diferente e barata (prometo um post sobre esse restaurante também). E sábado depois do SPFW, Rick me levou pra jantar e principalmente pra gente comemorar nosso Dia dos Namorados atrasado que não deu tempo durante a semana, fomos no La Tartine Bristrot.

Photobucket


Comida francesa deliciosa, um bom vinho, musica ambiente francesa (claro!), algo bem romântico e aconchegante. O lugar é uma graça: salas a meia luz, cheio de fotos Paris que com uma decoração bem vintage e ao som de musicas francesas, dão bem a ideia de que você está em outra época em um bistrot tipicamente francês mesmo.


Quiche com salada


Sobremesas: Torta de maçã e (hmmm) crème brûlée


Os preços dos pratos são super acessíveis desde as entradas, saladas, sopas, pratos principais e ótimas sobremesas, é claro que tem também uma carta bem recheada dos mais variados vinhos. Amei conhecer lá e já quero voltar. Recomendo chegar cedo porque o lugar lota bem rápido.

La Tartine
Endereço: Rua Fernando De Albuquerque, 267
Bairro: Consolação / Higienópolis
Horários de atendimento: Ter-Sáb 19h30/00h30
Tel.: (011) 3259-2090

Juliana Esgalha Post por

Dica Gastronômica: Nama Baru

Dica Gastronômica: Nama Baru

Nama Baru é um restaurante super fofo e aconchegante que fica na Avenida Pompéia, Zona Oeste de São Paulo e que vale muito a pena conhecer. A especialidade do lugar é a cozinha asiática contemporânea (mais do sudeste do continente) e inclusive com pratos vegetarianos no cardápio também.


Pra quem gosta de um tempero diferente e pratos sofisticados sem pesar no bolso, o Nama Baru é uma ótima opção! Talita Vasconcelos e Ique Lopes são os donos do lugar e Ique por sinal, além de dono, é o chef de cozinha também. O casal morou por 4 anos em Londres e depois disso viajaram por diversos lugares da Europa e da Ásia adquirindo bastante experiência nesse mundo da gastronomia, voltaram para o Brasil e abriram este espaço de sabor tão exótico!!!!

O atendimento – algo que prezo muito em qualquer lugar, é excelente!!! Nota mil. Todos os dias há uma opção diferente de chá. Da ultima vez que fui, tomei um chá de jasmim com abacaxi, simplesmente delicioso e o que achei muito legal também, é o sistema do cardápio ser rotatório, portanto, sempre tem coisa nova para os clientes experimentarem!

Eis alguns pratos D E L I C I O S O S do Nama Baru:


Salada crocante do buda: vegetais passados em molho de pimenta doce, folhas de hortelã e coentro, amendoim, lulas fritas e algas


Pad Thai: clássico tailândes, é feito com talharim de arroz e molho de tamarindo


Shu mai de porco: dim sum feito no vapor com carne de porco e cogumelos


Sorvete caseiro de tamarindo

Imagens: Gastrolândia

Pra quem gosta de experimentar uma comida diferente, com certeza Nama Baru é uma ótima dica!!!!

Nama Baru
Av. Pompéia, 1.227 – Vila Pompéia – Oeste. Telefone: 2548-7749.
Terça à Sexta: 12:00hs às 13:30 Sábado e Domingo: 13hs às 17hs

Juliana Esgalha Post por