Arquivo

Europa

Posts em Europa.

Backpacker: Le Deux Moulins – O café da Amélie Poulain

Pra quem, como eu, é fã do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, visitar o café aonde foram feitas várias cenas do filme, é um passeio imperdível. O Le Deux Moulins fica numa esquina do bairro de Montmartre, aliás, outra referência boa é que ele fica bem próximo ao Moulin Rouge.

 Le Deux Moulins - O café da Amélie Poulain

Ele não é muito diferente dos outros cafés de Paris, o plus mesmo dele é o fato de ter o cenário de um dos filmes mais sublimes de todos os tempos (sou fã, vocês sabem). Pelo café há algumas referências de Amélie Poulain, mas não muitas… Quem nunca assistiu ou não soubesse de todo o encanto cinematográfico que tem, com certeza passaria batido, mas mesmo assim atrai turistas do mundo inteiro.

Chegamos bem cedo lá (acho que já deu pra notar que gosto de chegar cedo na maioria dos passeios, né?), o que é a melhor dica que dou, pois cheguei com ele vazio e quando sai já estava bem lotado. Sentei exatamente aonde – nas minhas pesquisas de imagens no google – queria sentar: na mesa aonde atrás tem uma parede de espelhos e um painel oval do filme. Rick comeu uma omelete, eu pedi um capuccino, um suco de laranja e claro – um crème brûlée pra, assim como no filme, sentir o pequeno prazer de quebrar a casquinha com a colher. Achei simbólico.

Indo até o banheiro, em um minúsculo corredor há uma espécie de vitrine com vários objetos do filme: as fotos em polaroid, o abajur de porquinho, o gnomo do jardim… Portanto, não deixe de ir ao banheiro também ehehehe. Fãs do filme, visitem. Vale a pena.

Endereço:
15 Rue Lepic, 75018 Paris, França

Backpacker: Paris

Quando saímos da Itália, tivemos que cortar o país inteiro para entrar na França e detalhe: tudo de trem. De Reggio fomos pra Roma, de Roma pra Milão e de Milão pra Dijon que não conheci nada da cidade e vou explicar o porquê. Chegamos em Milão no começo da tarde e nosso trem era só à noite. Guardamos os mochilões na estação de Milano Centrale mesmo e fomos dar um passeio rápido pela cidade: fomos até a Duomo, galeria Vittorio Emanuele, paramos pra comer uma pizza (típico) e subimos de volta pra estação. Estava frio, nosso trem atrasou horrores (é… italianos não são muito pontuais) e nosso trem parecia mais um trem de refugiados do que um trem de viagens. A França tem uma frescura de não aceitar bilhetes do Global Pass comprados por aquele site do Euro Rail, tivemos então que comprar e a viagem – mesmo sendo leito, não foi lá uma experiência muito agradável (o único problema que tivemos), mas no final deu tudo certo.

472

Acontece que: viajamos um dia todo (pra subir a Itália) e uma noite toda (Itália-França) de trem e obviamente que eu estava MUITO cansada. O plano seria conhecer Dijon, mas seria na verdade só uma pausa pra descanso pois seria muito desgastante atravessar de uma vez e ir direto pra Paris, então a única coisa que conheci de Dijon foi o hostel em que ficamos, um KFC e um restaurante do lado do hostel que faz um tartare de salmão maravilhoso. Não conheci a cidade porque: 1) não estávamos perto do centro (se hospedar em Dijon é caro), 2) eu estava muito cansada que tudo que consegui fazer foi tomar um bom café da manhã e dormir. Entre Paris e Dijon, eu estava obviamente recuperando minhas energias pra Paris. Enfim… No outro dia fomos cedinho pra estação e nos mandamos pra Paris – essa viagem foi – graças ao Deus das rotas ferroviárias – bem curtinha então tivemos bastante tempo pra conhecer Paris ou pelo menos o principal (mas dessa com calma) de como realmente é a cidade luz.

Na Torre Eiffel

Na Torre Eiffel

Eu já conhecia Paris. Visitei em 2008 no nosso primeiro mochilão, fiz os principais pontos, mas foram poucos dias e pouco tempo pra conhecer realmente como eu queria. Em 2008 apesar de ter gostado muito da cidade, eu torci o nariz pra algumas coisas, principalmente pra educação dos franceses que não achei nada legal. Mas eu fiquei muito disposta em dar uma segunda chance, voltar e conhecer tudo novamente com mais calma porque pra mim não era possível ter uma impressão não tão boa de umas das cidades mais lindas e visitadas do mundo. Eu precisava ir pra Paris uma segunda vez, com uma segunda chance e sabia que não ia me arrepender. E de fato: não me arrependi. Ao contrário, me surpreendi porque eu conheci uma Paris totalmente diferente do que eu tinha conhecido em 2008, mesmo visitando os mesmos lugares e claro, conhecendo outros novos.

Paris é uma cidade apaixonante. É até meio óbvio dizer isso, mas Paris tem todos esses rompantes de amor de literalmente arrancar suspiros. É aquele tipo de lugar que qualquer canto que se vai, você se apaixona. Cada esquina é um encanto, cada ponto é tão incrivelmente lindo e mágico que é impossível não se apaixonar de verdade por essa cidade. Dessa vez visitei (quase) tudo que queria. Subi até o topo da Eiffel, conheci Notre Dame, peguei o trem e fui até Versailles (que apesar de estar fechado: segunda-feira, vale conhecer só pelos jardins), fui até o Louvre (mas não entrei), conheci o café da Amélie Poulain (vou fazer um post só disso), enfim… Fiz ótimos passeios por lá. Não vou ficar descrevendo um por aqui, mas vou deixar algumas dicas dos principais que considero como super importantes:

– Torre Eiffel: compre antes o bilhete pra subir a torre. Você não pega filas e economiza um tempo absurdo, Paris é cheia de turistas o ano inteiro, logo – a cidade é lotada, logo (também) – todo mundo quer subir a Torre Eiffel que estava com uma espera na fila de 5 horas. Eu comprei antecipadamente os bilhetes (não lembro o site agora, mas eu coloco assim que achar) que é com horário marcado – subimos no final da tarde, vista incrível.

– Notre Dame: chegue o mais cedo que puder e quando eu digo cedo é praticamente madrugar. Tomamos o café da manhã e chegamos super cedo lá, a Notre Dame abre as 7:30 e pegamos ela absolutamente vazia, deu pra conhecer cada pedacinho e realmente a visita vale a pena. É de graça.

– Bom restaurante + bom café: Paris tem um monte, mas amei o Café du RENDEZ-VOUS – fica pertinho do cemitério de Montparnasse. Comi um tartare de carne divino e foi aonde comi o melhor crème brûlée também. Tem um garçom lá super simpático que fala português perfeitamente.

– Basílica de Sacre Coeur: dá pra subir de funicular (que fica mais a esquerda) com o bilhete de metrô, se você não tiver afim de pagar todos os pecados com aquelas escadarias. É rápido e não dói nada – ainda mais se você resolver, como eu, visitar a Sacre Coeur depois de já ter andando praticamente Paris inteira.

– O Pantheon de Paris é absurdamente lindo. Ouso em dizer que é mais bonito que o de Roma. Não deixe de visitar as catacumbas também: grandes nomes como Victor Hugo e Voltaire estão enterrados lá.

Fui muito bem tratada em TODOS os lugares de Paris que visitei. Os franceses tem uma fama meio arrogante de ser, o que em 2008 tinha me deixado essa impressão que, felizmente – dessa vez, vi com olhos totalmente diferentes e me surpreendi com a cordialidade e a educação deles… Talvez em 2008 tenha sido uma impressão precoce minha, talvez não estivessem num dia bom ehehehe, vai saber. Mas dessa vez tive uma Paris incrível, algo como realmente essa cidade é: APAIXONANTE!

Backpacker: Sul da Itália – Reggio Calábria e Sicília

Saímos de Madri super cedo e fomos rumo a Itália (novamente). O destino dessa vez foi o Sul, mais precisamente bem na ponta da bota. O motivo da nossa ida até lá (além de conhecer, é claro) era resolver de vez o lance do passaporte italiano do Rick. Fomos nos encontrar com a Andrea – amiga e advogada do nosso processo de cidadania italiana. Rick resolveu dar entrada no passaporte por lá, uma vez que no Brasil foi tudo muito burocrático, pra variar. De Madri fomos até Roma e de Roma pegamos um trem para Reggio Calabria, uma pena não ter dado tempo de dar uma paradinha em Roma, queria muito ter visitado mais uma vez aquela cidade louca e incrivelmente histórica. Chegamos em Reggio super cedo, a Dea foi buscar a gente na estação e posso dizer que foram dias divertidíssimos com ela, conheci uma Itália diferente e incrivelmente tão bela quanto o país inteiro.

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria é uma comuna italiana da reggião da Calabria, é uma cidade muito charmosa e muito bem estruturada. Durante o dia, nessa época do ano a temperatura é agradável, mas mesmo assim uma blusa era sempre necessária porque em Reggio venta muito. A noite fazia um pouco mais de frio. Da janela da sala do apartamento da Dea é possível ver o vulcão Etna, aliás, de várias partes de Reggio – principalmente da costa… Estar na praia e ver um vulcão tão próximo é uma visão linda de tirar o fôlego. Passeamos bastante pelo Sul, pegamos uma balsa e fomos conhecer Messina, Castelmola, Taormina e claro – o vulcão Etna… Todos esses lugares que citei (tirando Reggio) são da região da Sicília e bem próximas uma da outras, ir de carro – além de ser uma paisagem maravilhosa pela estrada, é uma viagem bem divertida (com a Dea a gente riu o caminho inteiro), e muito mais fácil também.

Almoçamos em Taormina, que além de muito linda e uma vista incrível (fica bem no alto), possui ótimos restaurantes. Depois de Taormina e do nosso maravilhoso almoço, a Dea do nada lança: “Vamos pro Etna?” e lá fomos nós in loco, o bom de viajar é isso – essa loucura que de vez em quando, a gente se permite em não programar nada e simplesmente ir.

Não é tão perto e nem tão fácil de chegar ao Etna como eu pensava, fica na parte oriental da Sicília e ainda ativo (a noite era possível ver as lavas), é o vulcão mais alto da Europa e com uma extensão da base de 1190 km². O Etna é um passeio a parte que estando nessa região, você tem que conhecer. A estrada é linda e cada vez que vai mais e mais subindo, você percebe que a dimensão do que realmente é o Etna, vai muito mais além do que você imagina. Foi um passeio rápido porque já chegamos um pouco tarde, mas foi muito legal e um tanto quanto diferente, afinal de contas, não é todo dia que se pisa assim… tão despretensiosamente em um vulcão. Lá em cima estava coberto de neve, muitas pessoas estavam praticando ski e lá tem uma estrutura bem legal também com restaurantes, cafés e lojas. Subimos e descemos por um bondinho e mesmo estando aos pés de algo na natureza que é tão imprevisível e até agressivo, dá uma paz enorme estar ali em cima.

No outro dia, fomos conhecer Scilla que fica na região da Calabria mesmo. É uma província que fica na costa que não tem como eu expressar em palavras, só estando lá pra entender como Scilla é absurdamente lindo. Scilla apesar de pequena é um lugar cheio de histórias, com ruas estreitas até chegar a costa – que é banhada pelo Mar Tirreno, é possível também ver e visitar o Castelo Ruffo que está construído em um penhasco bem ao alto, isso (também) faz de Scilla um lugar incrível. Sempre vi a Itália como um país incrível e adoravelmente antigo, em 2011 conheci boa parte visitando as principais e mais lindas cidades, mas agora conheci o que eu diria ser bem puramente italiano. Aliás: os italianos e suas italianices – essa frase define muito bem como é o sul da Itália e como são os italianos por lá. Essa pontinha da bota é realmente uma graça.

Backpacker: Madri

espanha

Vou começar os posts de viagem seguindo exatamente a sequencia do roteiro que fiz, então hoje vou falar sobre Madri que foi o start dessa viagem. Madri é uma cidade sensacional, vibrante, incrível… Chegamos no começo da tarde lá e pelo aeroporto mesmo você tem acesso a linha de metrô, dá pra fazer aquele esquema de comprar um bilhete adequando com numero de dias que você ficará na cidade e isso pra quem está turistando, é uma mão na roda, econômico e prático.

Essa viagem começou com um pequeno imprevisto: muito possivelmente a dona do hostel em que íamos ficar, deve ter enfiado a nossa reserva no cu, então quando chegamos lá ela disse que simplesmente não tinha um quarto pra gente… Cara, que vontade de matar, ainda mais pra quem tinha feito uma viagem de avião de 10 horas. É por isso que sempre digo: tenha sempre um plano B. Na verdade não tínhamos esse plano ahauhauhauhauh, mas como o Marcelo e Lau já estavam na cidade, pedimos pra encontrar com eles alí e de lá fomos pro hotel em que eles estavam hospedados e no fim, por questão de sorte também, deu tudo certo.

Madri é uma cidade incrível, ficamos bem no centro então era muito fácil ir de um lugar para o outro e visitamos bastante coisa: Parque Del Retiro, Praça de Touros, Plaza Mayor (que é linda e me lembrou muito a Praça São Marcos de Veneza), Palácio Real, Gran Via, Puerto del Sol – que pra mim, são os lugares que estando em Madri você tem que conhecer… Sem contar que é muito fácil ir de um lugar pro outro, tanto a pé como metrô, mas pra quem tem disposição e gosta de andar, dá pra fazer tudo a pé – o que eu acho muito mais legal.

c24aaf62ab0011e3b74b1270dd981a11_8

A culinária em Madri é um caso de amor à parte, do meu ponto de vista eu acho impossível comer mal naquela cidade. Juro. Não é caro, tem muita opção de restaurante e aqueles lugares especializados nas famosas tapas, cafés, enfim… Então seria uma vergonha alguém dizer que foi pra Madri e viveu de fast food. Quando chegamos, na primeira noite saímos a caça de algum lugar que servissem tapas e realmente são muitas opções, escolhemos um que chama Taberna Extremeña – lugar simples, mas muito aconchegante e comida maravilhosa, ah – vinho também é muito barato. O dono do lugar era muito educado e muito engraçado, nos recebeu super bem, assim como todos os espanhóis: todos foram muito educados e gentis conosco (tirando a vaca do hostel que enfiou minha reserva no cu), mas Madri em matéria não só de pontos turísticos, mas principalmente quando o assunto é gastronomia pode ter certeza que você está muito bem servido.

Na ultima noite, fomos em um restaurante que é especializado em paellas e é considerado o melhor da cidade. Chama La Barraca e eu não sei se é o melhor da cidade porque não comi em outros, mas é a melhor paella que já comi na vida! Foram poucos dias em Madri, mas nos divertimos demais e deu pra conhecer bem e se apaixonar pela cidade logo de cara, ficaria mais dias se pudesse e certamente voltaria. Acredito que seja um lugar ótimo pra morar também, pois é bem estruturada em todos os aspectos. Acho que deu pra notar o quanto eu gostei dessa cidade logo de cara né?