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Dia Nacional do Livro

Dia Nacional do Livro

“Sem a literatura, não sei o que eu faria. Não faria nada. Seria um bestalhão.” MILTON HATOUM


Amados e amadas, hoje é o Dia Nacional do Livro. E porque a data 29/10? Porque foi neste dia, em 1810, que a Biblioteca Nacional foi fundada.

O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi “MARÍLIA DE DIRCEU”, de Tomás Antônio Gonzaga. Fonte: Instituto Pró Livro

Ler pra mim já é um hábito tão frequente e tão necessário na minha vida que hoje em dia não me vejo mais sem um livro… Sempre estou lendo alguma coisa, sempre estou comprando algum livro ou procurando aqueles dos gêneros que mais gosto de ler.

Ler um livro pra mim é a mesma coisa que entrar em outros mundos, outras épocas, outras culturas e claro, outras histórias também. Com livros eu aprendo, conheço, expando a minha mente, sinto cheiros, amo, odeio, choro, dou risada, viajo… Posso dizer que os filmes me surpreendem, mas os livros me surpreendem muito mais!

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Quer me dar um presente legal?
Me dê livros de presente… Histórias medievais são as minhas preferidas, mas gosto de suspense, terror, mitologia e claro, de um bom romance também. Pra comemorar o Dia Nacional do Livro, encontrei um link que contém vários projetos de incentivo a leitura e pra quem gosta ou pretende se ingressar no fantástico mundo da leitura, super vale a pena dar uma conferida. Ah, e claro: Meu Skoob.

E pra terminar, vou deixar algumas indicações minhas, dos meus livros preferidos e gostaria também que vocês deixassem as suas indicações literárias preferidas nos comentários, assim dá pra gente fazer um mini Clube do Livro eh-eh:

As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley: São 4 volumes e conta toda a história de Rei Artur na visão da sacerdotisa Morgana – irmã dele, nunca encontrei uma pessoa que tivesse lido e não tenha gostado das Brumas de Avalon. É uma das minhas histórias preferidas.

As Crônicas de Artur – Bernard Cornwell: Acho que já deu pra perceber que eu leio tudo que seja relacionado a Rei Artur e sobre ele já li bastante coisa mesmo, mas tanto As Brumas de Avalon como essa trilogia, são as histórias mais lindas e mais bem contadas que já li. Ri e chorei por várias vezes com esses livros, inclusive vale lembrar que o autor se baseou em muitos fatos históricos, o que na minha opinião deixa tudo muito mais emocionante.

Incêndio de Tróia – Marion Zimmer Bradley: Trilogia também, sempre gostei da forma que a Marion escreveu seus livros, esse é mitologia pura!

Senhor dos Anéis – JRR Tolkien: Eis aí livros que foram muito bem adaptados pro cinema, foi uma grande produção e nada mais do que merecido porque né, Senhor dos Anéis dispensa maiores comentários.

A Hora do Vampiro – Stephen King: É o melhor livro de terror que já li. Juro que esse foi um livro que eu não lia a noite porque é sério, eu ficava com medo depois. Stephen King é o gênio do terror e um dos meus autores preferidos também.

Saga Twilight – Stephenie Meyer: Aproveitando o gancho dos vampiros é claro que eu não poderia deixar de citar estes. Vocês podem achar piegas, adolescente, #mimimi, mas eu gostei demais e pra completar o clichê, é claro que Edward se tornou o meu vampiro preferido na história. Twilight é um bom exemplo de que os livros são infinitamente melhores que os filmes (porque desses eu acho os filmes uma bosta).

Entrevista Com o Vampiro – Anne Rice: Este é uma outra história em que a adaptação pro cinema ficou muito boa, mas o livro é realmente ótimo e bem mais rico em detalhes. Li Drácula de Bram Stocker também, mas no quesito clássicos, Anne Rice mandou melhor.

A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak: Este é aquele tipo de livro em que você devora em um tempo muito curto porque a história é linda. Curiosamente por sinal, é narrado pela morte (isso mesmo, é a Morte que narra tudo) que conta a história de uma menina que viveu na época da Alemanha nazista. E M O C I O N A N T E!!!

Série House of Night – PC e Kristin Cast: Se eu não me engano são nove livros dessa coleção, o último que eu li foi o sexto livro – Tentada e estou aguardando ansiosamente pelo próximo (Queimada) que ainda não chegou aqui no Brasil. História de Vampiros um pouco adolescente, mas eu estou gostando porque é uma leitura bem dinâmica, onde várias histórias acontecem uma atrás da outra.

Stonehenge – Bernard Cornwell: Eu super quis ler esse livro porque né, como conheci pessoalmente esse lugar incrível da Inglaterra é evidente que a curiosidade aparece quando você encontra um livro de um lugar muito antigo em que já esteve. Eu AMO de paixão a forma como Bernard Cornwell escreve seus livros, é como você se transportasse na história logo nas primeiras linhas e claro que assim como em todos os seus livros, tem uma nota histórica no final!

A Sombra do Vento – Carlos Ruiz Zafón: No começo eu achei que não fosse gostar da história porque os primeiros capítulos são um pouco cansativos, mas logo em seguida a narrativa começa a tomar uma proporção enorme que você quer saber o que irá acontecer em seguida e não consegue mais parar de ler. A trama toda acontece justamente, por causa de um livro. Recomendo.

A Cidade do Sol – Khaled Hosseini: é do mesmo que escreveu O Caçador de Pipas que eu li e gostei também, mas entre os dois livros eu achei esse mais emocionante. Conta a história de Mariam e Laila e mostra nitidamente como as mulheres no Afeganistão são tratadas até hoje. Uma história incrível.

Uma Última Observação: Agora estou lendo As Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell que são 5 livros. História de guerreiros, cheia de batalhas entre os dinamarqueses e ingleses que acontece na Inglaterra por volta de 870 d.C. Sem contar a guerra entre o paganismo e o cristianismo que é bem forte no livro. Estou no primeiro volume ainda, mas já amando toda a história!

Gosto e Não Gosto.

MÚSICA DO DIA: WHAT TOOK SO LONG? – EMMA BUNTON

Clique no para ouvir.

Gosto e Não Gosto.

Gosto de mim. Gosto de quem me gosta. Não gosto de gente hipócrita. Não gosto de qualquer fanatismo, principalmente os religiosos. Não gosto de meias palavras ou meias explicações: ou é ou não é. Gosto de rir da vida. Gosto de humor inteligente. Gosto de contar e rir das piadas. Gosto de estar com gente querida. Não gosto de reclamações em excesso. Não gosto de problemas. Nem de mentiras. Gosto do sol entrando pela janela de casa. Gosto de deitar na minha cama e ler um livro. Minha cama. Gosto muito de dormir. Gosto muito de ler. Gosto de ter idéias. Gosto do cheiro do meu travesseiro. Gosto de Jujuba. Gosto de sentir meus olhos brilharem. Não gosto do barulho de panela de pressão. Gosto de arroz com feijão. Gosto de brigadeiro roubado em festa de aniversário. Gosto de gentilezas. Gosto de educação também. Gosto do meu nome. Gosto de dias nublados. Não gosto de tristeza. Não tenho vocação pra ela. Gosto sim da felicidade. E essa eu conheço muito bem. Gosto de aconchego. Não gosto de desentendimentos. Gosto de ganhar e dar presentes. Gosto de livros comprados no Sebo. Gosto de café. Não gosto de pessimismo. Não gosto de “jeitinho brasileiro”. Não gosto de malandragem. Gosto de sorrisos. Gosto de abraços. Gosto do beijo do Rick. Gosto do cheiro do Rick. Gosto de carinho. Gosto de sinceridade. Não gosto de brigar. Não gosto de algumas pessoas. Gosto de chuva. Cheiro e barulho de chuva também. Gosto do colo da minha mãe. Gosto do abraço de urso do meu pai. Gosto do olhar doce e das mãos pequenas da minha avó. Gosto da amizade dos meus amigos de perto e de longe. Gosto de coisas bem feitas. Não gosto de coisas feitas pela metade. Gosto de trabalhar. Gosto de alho. Não gosto de guarda-chuva. Não gosto de trânsito parado. Não gosto de gente lerda. Gosto de pôr-do-sol. Não gosto de vinho doce. Gosto da natureza. Gosto de aniversário de criança. Gosto de piscina de bolinhas. Gosto de pisar na grama. Gosto dessa música do dia. Não gosto de gente mesquinha. Não gosto de máscaras. Gosto de personalidade. Gosto de gays. Gosto de rir da cara de certas pessoas. Gosto de vinho. Gosto de transparência. Gosto de qualquer coisa que tenha chocolate. Gosto de pastel de feira. Gosto de me cuidar. Não gosto de sofrer por antecipação. Gosto de adrenalina. Não gosto de academias. Gosto de supermercado vazio. Não gosto de filas. Gosto de tatuagens. Gosto de montanha-russa. Não gosto que cantem parabéns pra mim. Gosto de fotografias. Gosto de boas histórias. Mas Não gosto de quem só vive no passado. Não gosto de ficar sozinha. Não gosto de indecisões. Não gosto de livros de autoajuda. Não gosto de Paulo Coelho. Não gosto de inveja. Gosto do que é meu. Gosto de meias coloridas. Gosto de banhos quentes. Gosto de por o papo em dia. Gosto do cheiro de shampoo no cabelo. Não Gosto de goiaba. Não gosto do Natal. Gosto de filmes de terror. Gosto de planejar caminhos. Gosto de sonhar. Gosto de realizar sonhos. Gosto muito de viajar. Gosto muito de Londres. Gosto do meu lar. Gosto de gastar (eheheheh). Gosto de críticas construtivas. Gosto do vento. Gosto de voar como se tivesse asas. Mas não gosto de voar de avião. Gosto de escrever. Gosto de blogs. Não gosto de erros absurdos de português. Não gosto de pechinchar. Gosto dos anos 80. Gosto de sentar na janelinha. Gosto de ser anfitriã. Não gosto de palhaços. Não gosto de telemarketing. Gosto de aprender. Gosto de ensinar. Gosto muito de cachorros. Gosto de cabelo colorido. Gosto de conhecer lugares novos. Não gosto de injustiças. Gosto de paz. Gosto de estrelas. Gosto da lua cheia. Gosto de praia. Mas Não gosto de torrar no sol. Gosto da fé. Gosto quando dá certo. Gosto de tulipas. Gosto de arte. Não gosto de gengibre. Gosto de rímel. Mas não gosto de batom escuro. Não gosto de tragédias. Gosto de garbo e elegância. Gosto de boas maneiras. Gosto de pensamentos positivos. Gosto de amor próprio. Gosto de auto-estima. Gosto das lambidas do meu cachorro. Gosto de fones de ouvido. Não gosto de futebol. Não gosto de política. Gosto de inglês. Gosto de incenso. Não gosto de especulações. Gosto do cheiro de fósforo quando se apaga. Gosto de Madonna. Gosto de dançar conforme a música. Gosto de cantar junto com a musica. Gosto de boas surpresas. Gosto de boas coincidências. Não gosto de vulgaridade. Gosto do cheiro de gelo seco. Não gosto de ser míope. Gosto de me balançar na rede. Gosto de provocar. Gosto de borboletas no estômago. Gosto de finais felizes. Gosto de dar resposta “torta” pra quem merece. Gosto de chá com leite. Não Gosto de mau gosto. Gosto de chuva pra dormir. Gosto de bom senso. Gosto de coreograficas inesquecíveis tipo “triller”. Gosto de tantas musicas. Gosto de ouvir a mesma música mil vezes. Gosto de cinema. Gosto de cheiros que lembram alguma coisa. Gosto de trilhas sonoras. Gosto de frases de filmes. Gosto de personagens vilões. Não gosto de comentários sem fundamento. Não gosto de soja. Gosto de coerência. Não gosto de animais no circo. Nem de animais abandonados na rua. Não gosto de despedidas. Gosto de seriados. Gosto do outono. Gosto de afinidade. Gosto de brindar. Não gosto de covardia. Não gosto de estudar (ahahaha). Gosto de conversar com o olhar. Gosto de desenhos animados. Gosto de falar. Gosto do silêncio absoluto. Gosto de temperos. Gosto de ousar. Não gosto de aglomerados humanos. Gosto de respeito. Gosto de sushi. Não gosto de quem joga lixo no chão. Gosto de limonada. Gosto de pão com manteiga na chapa. Gosto quando o mundo dá voltas. Gosto da lei do retorno. Gosto de cócegas. Gosto de massagem. Gosto de poesia. Gosto de batata frita. Gosto de espreguiçar. Gosto de viver…

Gosto mais do que desgosto, pensando bem….
E talvez seja por isso que AMAR a vida é muito gostoso.

"Requiem for a Dream"

MÚSICA DO DIA: LUST FOR LIFE – IGGY POP

Clique no para ouvir.

“Requiem for a Dream”

Minha rua é um verdadeiro agito!
Já disse isso aqui, uma vez escrevi um post falando sobre isso e carinhosamente a chamei de Springfield… De fato, mesmo sendo uma rua pequena, coisas estranhas sempre acontecem nela, justamente por ser próximo da avenida, perto no centro ou justamente porque o mundo está perdendo a linha do bom senso mesmo.

Na noite passada foi a vez de um drogado filhinho de papai dar seu show à parte e bem debaixo da minha janela, o elenco do seu drama mexicano também contou com as participações especiais dos seus pais que chegaram em um mega carro importado e muito bem vestidos por sinal. O drogado filhinho de papai contado para vocês no episódio de hoje, se chama André… Que chorou, esperneou, jogou os tênis (importados, eu vi) no meio da rua, xingou e mandou todo mundo pra casa do caralho, assim mesmo – em alto e bom som. Seus pais, aparentemente impassíveis, inertes, apenas balbuciavam: “André, vamos pra casa”, “André, pare com isso”, “André bibibi” e eu que da minha janela, estava esperando um pouco mais de emoção por parte deles, comentei com o Rick: “por quê o pai, que é o dobro do tamanho do filho, não senta a mão na orelha desse muleque logo de uma vez?”. Mas por um momento, aliás, por um longo momento eu tive pena dos pais… Pena porque, não deve ser fácil ter um filho assim, não era legal aquele tipo de situação e dolorido mais ainda… Fiquei com pena principalmente do pai que era um senhor simpático de cabelos brancos e assim como a mãe, os dois estavam nitidamente esgotados de tudo aquilo. Enquanto que na calçada estava o drogado-André-filhinho-de-papai gritando um monte de impropérios e por muitas vezes fazendo-se de coitadinho, de criança mimada que se joga no chão quando o pai se recusa a comprar um doce no mercado.

Logo depois chegou um casal de amigos e pela idade, possivelmente eram amigos do André, tentaram conversar com ele, queriam levá-lo pra casa e André toda hora dizia que ia continuar na rua e só quando quisesse iria pra casa, que estava com o demônio no corpo (ahauaha essa eu ri), que ia roubar se ninguém desse dinheiro pra ele… Coisas assim – frases clichês de um drogado no ápice da sua loucura… Falava “tchau, me esquece” toda hora, mas sempre permanecia no lugar… E tudo isso, de certa forma, foi me irritando porque seus pais não faziam nada, aliás, mal ouvi a voz dos dois… Nem um grito, nem uma repressão, nem uma medida imposta um pouco mais enérgica e à essa altura já havia passado quase duas horas, eu já tinha me cansado daquele show idiota e queria muito ir dormir.

Engraçado que, toda aquela pena que senti dos pais começou a me dar uma certa irritação porque eu percebi que eles simplesmente não iriam fazer nada mesmo: o dia amanheceria, eu ia sair pra trabalhar e ver que tudo estava ainda na mesma merda, pareciam duas samambaias postadas na calçada… Eu agiria diferente, não teria essa paciência absurda e nessas horas você não precisa ser um psicólogo, nem muito menos um terapeuta de família pra notar que se André tornou-se aquela pessoa deplorável que estava jogado alí na calçada, era porque muito provavelmente (apenas uma suposição), seus pais lhe deram muita liberdade (financeira inclusive!), passaram muito a mão na sua cabeça e agora estava tudo cagado na vida daquela família mesmo! Poderia também ser o contrário: proteger demais, repreender demais, mimimis demais… Afinal qualquer coisa em exagero, seja lá o que for, não faz bem pra ninguém!

Enfim… Analises psíquicas à parte, já era tarde da noite e como disse: estava caindo de sono, mas impossibilitada de dormir por conta de toda aquela gritaria vulgar de um lado e a paciência irritante ao extremo do outro… Até que André – o protagonista da trama, gritou mais alto, mandou todo mundo pros piores lugares que vocês podem imaginar mais um vez, repetiu que ia roubar o primeiro que aparecesse na frente dele, pediu uma garrafa de pinga e aí… Bom… E aí que eu me irritei de vez e chamei a polícia. Chega dessa palhaçada, néééammmm? Acho que os pais dele estavam precisando se livrar logo daquela situação, não mereciam aquilo por mais que talvez tivessem errado na educação do filho. Liguei e disse que tinha um drogado na minha rua completamente louco e que fazia mais de duas horas que os pais e os amigos estavam tentando levar ele pra casa… Sete minutos depois lá estava uma viatura da polícia com dois policiais na minha rua e estranhamente André – que estava tão agressivo e machão com todo mundo, baixou a guarda e ficou bem quietinho. Nem mencionou pro senhor guarda que iria roubar o primeiro que aparecesse na frente dele. Notei que André, por mais louco que se mostrasse não comeu merda, nem bateu de frente com os policiais, sinal de que à essa altura não estava mais tãããão louco assim, era falta de uma boa piaba na orelha mesmo, uns sacodes… Coisa que, infelizmente, não aconteceu. André merecia isso, uns bons tabefes dos pais!

Dois minutos foram suficientes pra André que demorou mais de duras pra obedecer os pais, entrar no carro e ir embora! Assim mesmo, simples e prático! O adorável silêncio e a querida tranqüilidade estavam de volta em “Springfield”.
Mundo besta! Esse tipo de assunto fica muito bom em tema pra filme, porque na vida real é bem chato de ser ver, pensei… Escovei os dentes e fui dormir!


Trailer do filme “Requiem For a Dream”

Metida não. Míope!

MÚSICA DO DIA: WHAT ELSE IS THERE – ROYKSOPP

Metida não. Míope!

Algum de vcs, meus queridos, só por curiosidade já viram uma dona de ótica não enxergar direito, ter um oftalmologista ao lado e ainda por cima NÃO usar óculos?
Se não viram… Prazer! Eu sou essa entidade.

Acontece que há (muitos) meses eu estou com uma certa dificuldade em enxergar as coisas de longe, outro dia mesmo subindo uma rua no centro de São Caetano não vi uma amiga acenar como uma louca lá na frente para mim (só faltou ela subir no poste para chamar a minha atenção), e então, somente quando ela chegou bem perto que eu a vi:

“Sua metida, já ia passando reto é?” (a coitada estava até arfando).

Metida? Que injusta! Não sou metida, é que eu não a vi mesmo.
Placas de sinalização, nomes de ônibus, letreiros em tamanhos médios… Esquece!
Nem pensar. Ou melhor, nem vendo mesmo.
Semana passada tomei uma intimada do Rick – meu amado:

“Larga mão de ser relapsa, logo vc que é dona de ótica e fazendo força pra enxergar as coisas, marca uma consulta com o médico e logo, senão vou pegar no seu pé.”

Devo admitir: foi um grande relaxo da minha parte mesmo!
E foi o que fiz, hoje marquei uma consulta com o Doutor Salvador, um ótimo médico por sinal… Mediu a pressão da vista (pra quem não sabe é tão importante quanto a pressão arterial, pois se estiver acima do normal causa o glaucoma e assim, possivelmente a cegueira), fez um mapeamento de retina e meia hora depois lá estava eu…
Com a pupila totalmente dilatada (parecia que eu tinha cheirado) e ainda por cima…. MÍOPE!
Sim, meus queridos e amados leitores… Esta em que vos escreve é míope… De perto enxerga tudo, mas de longe…
É um problema!

“Quando vc vai ao cinema não tem dificuldade em enxergar as legendas?” – Perguntou Dr. Salvador.
Sempre Doutor!”
“Pois é minha filha, vc é míope.”

O bom disso tudo é que, o fator ter-que-usar-óculos, graças a Deus – eu enxergo isso com bons olhos, aliás, a dúvida agora será em escolher uma armação… Por mim teria uma para cada tipo de roupa, para cada dia semana e de acordo com o meu estado de humor… Há alguns modelos coloridos lindos lá na ótica, sem contar que tbm serei a propaganda ambulante do meu próprio negócio.
(“agora vi vantagem” – disse meu pai).
Afinal de contas… Não sou metida poxa vida!

…Sou míope!