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Inglaterra

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Salisbury – Inglayterra e Stonehenge

Salisbury – Inglaterra e Stonehenge

Salisbury – Inglaterra e a visita novamente ao Stonehenge é o nosso ultimo destino dessa viagem aqui no blog. Como disse beeem lá atrás, um dos roteiros ao voltar à Inglaterra seria novamente visitar o Stonehenge, é um lugar mágico que me emocionou da primeira vez e me emocionou mais ainda da segunda vez também que visitei. Lembro quando em 2008 eu escrevi o post falando sobre esse dia, e terminei me perguntando em pensamento se um dia eu voltaria lá e uma voz na minha mente me respondeu: “é claro que vai, bobinha.”

E eu voltei.

Dessa vez o Lau foi junto com a gente e foi um dia muito divertido. Pra se chegar até lá funciona assim: você compra o bilhete pra Salisbury na Victória Station e quanto mais pessoas mais barato o valor do bilhete fica. Chegando a Salisbury você compra um outro bilhete de ônibus que não passa de 12 libras (acho que é isso, ou até menos) e que te dá direito ao Stonehenge e mais dois passeios pelo o dia inteiro. Saímos de Londres cedinho e depois de uma hora e vinte (mais ou menos), chegamos a Salisbury. Almoçamos em um pub muito legal com direito a um fish and chips maravilhoso e de lá voltamos até a estação e pegamos o ônibus (exclusivo) que vai direto para o Stonehenge e que fica a 20 minutos de Salisbury.


Chegamos lá com um sol lindo (e um frio também) e gente… Eu não sei explicar o porquê que Stonehenge me encanta TANTO. Talvez principalmente pelos livros que li, mas ele por si só já tem a sua magia. O Stonehenge é o monumento mais antigo do mundo (4.000 a.C.), mais antigo até que as pirâmides do Egito. Existem milhões de especulações e estudos sobre o porquê daquelas pedras e de como elas estão em posições estratégicas com os solstícios e o equinócio quando foram colocadas ali… No meio do nada. A verdade é que você não precisa ser um historiador e nem pesquisar muito pra saber que muita coisa aconteceu lá e que se esse lugar tão antigo ainda existe é porque teve um grande propósito que, possivelmente, nunca e ninguém irá descobrir o real motivo.


Eu me emocionei de novo e me permiti desligar por alguns minutos pra ficar diante de tudo aquilo: apenas eu, meus pensamentos e mais nada ou ninguém. Novamente como tradição (se é assim que posso chamar) peguei algumas graminhas de lá (que guardei na caixinha do iluminador de Benefit ahahahahahah) e como prometido trouxe pra minha mãe por no meio dos livros que temos, que falam do Stonehenge e que amamos tanto (As Brumas de Avalon, As Crônicas de Artur e Stonehenge são alguns deles). Minha mãe é louca pra conhecer lá, em parte pelos livros que já lemos e em grande parte pelo tanto que já contei, descrevi e narrei como é… Ela sempre me diz: “Eu preciso muito conhecer esse lugar, meu Deus.”


Stonehenge é um passeio diferente de qualquer coisa e tenho certeza que ainda voltarei de novo e me emocionarei da mesma forma. Como disse, chegamos lá com um sol incrível, mais tarde entramos na loja de souvenirs pra comprar umas coisinhas e quando saímos – a surpresa… Estava chovendo! Chuva e sol ao mesmo tempo, os passarinhos (que nesse dia tinha muitos, mas muitos mesmoooo) ficaram loucos de alegria. Aaaah…. Coisas da Inglaterra.

Na volta, visitamos novamente a Catedral de Salisbury com o Lau já que ele ainda não conhecia. A Catedral de Salisbury foi fundada em 1075 e sendo edificada entre 1220 e 1280. É a maior Catedral do país, nela está o relógio medieval AINDA EM USO mais antigo do mundo e uma das cópias da Carta Magna que obviamente não foi possível tirar fotos, mas é impressionante de ver uma parte importantíssima da história a poucos centímetros do seu nariz.


Passeamos um pouco pela cidade e depois voltamos pra Londres. Se antes eu me perguntava se um dia eu voltaria ao Stonehenge, hoje eu tenho certeza de que voltarei mais e mais vezes. Foi o mesmo que realizar o mesmo sonho, de novo.


Enfim… Com este post encerrei o ciclo dessa nossa ultima viagem, possivelmente mais pra frente eu ainda monte um clipezinho com as melhores fotos e tudo mais, eu só preciso pegar o jeito da coisa (leia-se saco) que pra ser bem sincera eu nunca tentei ehehehehe. Mas espero de verdade que eu tenha conseguido pelo menos um pouquinho, transmitir pra vocês algo de cada lugar que passei… Que sirva como dica de viagem, como história, como relatos, whatever… O mundo pode ser pequeno quando se trata de pessoas, mas quando se viaja ele se torna infinito. E torçam por nós, pois agora estamos focados na nossa cidadania italiana, mas quem sabe pro final do ano ainda role uma viagem pra Machu Picchu no Peru… Quem sabe! =D

Londres – Inglaterra (again)

Londres – Inglaterra (again)

Realizar um sonho de conhecer um lugar que você ama tanto e tempos depois voltar neste mesmo lugar é o mesmo que realizar esse sonho novamente. Nessa viagem passamos por muitos países e várias cidades, cada qual sendo um totalmente diferente do outro; seja no seu charme, sua arquitetura e a história peculiar de cada um, mas pra mim não há lugar melhor ou igual no mundo como Londres. Samuel Johnson tem razão quando disse a frase: “Quem cansou de Londres, cansou da vida.”


Londres é a minha cidade do coração. Sempre deixei isso bem explícito aqui. É o meu lugar preferido no mundo e acho que sempre vai ser mesmo que se um dia (se Deus quiser), eu consiga conhecer o mundo inteiro pra poder tirar a prova de todos lugares que passei e mesmo assim ainda escolher Londres como o preferido. Essa cidade sempre vai estar no topo da minha lista. Pisar de novo na Inglaterra pra mim foi uma grande euforia, mas ao mesmo tempo parece que tudo foi acontecendo em câmera lenta. Saímos de Praga bem cedo e a viagem de avião não durou mais que 3 horas.

Rick ainda me perguntou no avião: “Pronta pra voltar? Estamos quase chegando” e eu só consegui respirar fundo, sem dizer nada porque aquele frio que deu na minha barriga como se eu tivesse descendo numa montanha russa já foi uma grande resposta. Desembarcamos no aeroporto de Gatwick, e Marcelo havia me dito que esse era um dos menores da cidade só que sem brincadeira, é sério gente, mas o Gatwick dá uns 3 (eu disse TRÊS) aeroportos de Garulhos, não preciso nem falar então da dimensão monstruosa do Heathrow, néam?


Mas então… Foi quando saímos no aeroporto e pisamos na Victoria Station que a minha ficha caiu por completo – parei, olhei em volta e pensei: “Oi Londres, estou de volta.” O Lau foi buscar a gente e aquele dia foi uma aventura pra chegar até a casa do Marcelo que mora em Greenwich (bairro bem afastado do miolo de Londres), pois nesse mesmo dia (5 de novembro) se comemora o Bonfire Night – quem assistiu “V de Vingança” vai saber do que estou falando, então várias ruas e linhas de ônibus estavam mudando o trajeto pois os fogos iriam acontecer em vários pontos da cidade logo mais à noite, mas chegamos bem na casa do Má (que infelizmente ele teve que vir justo naquela semana pro Brasil) e aonde ficamos hospedados todos os nossos 8 dias. O bairro que ele mora é simplesmente uma delícia, calmo, bonito e totalmente inglês, assistimos os fogos do Bonfire Night no parque perto da casa dele, não muito longe do meridiano de Greenwich.

Foram 8 dias totalmente inesquecíveis e divertidos… E no meio dessa diversão toda descobri que ainda não conheço tudo de Londres: Fomos ao Soho, Abadia de Westminster (que não conseguimos ir da outra vez), passeamos dessa vez com mais calma em Nothing Hill, fomos ao Museu da Guerra (que é de graça) e em vários outros lugares que acabamos descobrindo sozinhos, aqueles achadinhos de quando se viaja e faz a gente se sentir um grande explorador e desbravador do mundo, sabe?


Além disso, o Lau foi um anjo-amigo pra gente. Encontramos numa noite com ele quando fomos buscá-lo na Gant… Estava uma noite bem fria, mas gostosa e fomos da Oxford Street até o Parlamento caminhando, dando risadas e fazendo milhões de fotos durante o caminho, paramos em um Pub que fica bem ao lado do Parlamento e lá ficamos até bem tarde, foi uma noite muito legal, me senti uma inglesa, junto com todos aqueles ingleses em um dia de semana qualquer #alocka.

Também encontrei com os meus outros amigos que por sinal eu estava morrendo de saudades de todos eles, fomos pra Candem Town (um dos meus bairros preferidos de Londres), jantamos na casa deles, demos muitas risadas e pelo menos um pouquinho, deu pra matar a saudade que a gente estava sentindo. Esses meninos são meus irmãos de longe, é a segunda vez que volto Londres e saio de lá com mais um amigo novo… Dessa vez foram dois: O Lau (que vocês verão mais fotos dele no post de Salisbury/Stonehenge) e o Fabrício que é divertidíssimo e que mora no mesmo prédio que o Wandy e o Shuja moram.


Shuja, Wandeco, Lau e eu


Eu poderia falar de todos os lugares pra se conhecer em Londres, de todos os pontos turísticos que não são poucos, onde comer, albergues, compras, mas já falei sobre tudo isso em 2008 e dessa vez, pra mim, Londres teve uma sensação bem diferente… Algo parecido quando a gente sente e pensa “eu voltei pra casa” – é bem engraçado isso, mas é uma cidade que me dá uma sensação acolhedora enorme.

Amo a minha casa aqui, adoro São Caetano, mas é lá que também me sinto como se fosse meu lar, como se eu já vivesse ali por muito tempo e conhecesse tudo tão bem e tivesse Londres na palma da minha mão.


Não é a toa que quando fui a primeira vez disse depois aqui no blog que, um pedaço do meu coração ficou em Londres e dessa vez tive mais certeza do que nunca de que ficou mesmo. Dos passeios que fizemos, o que recomendo muito é o Museu da Guerra. E neste dia que visitamos foi 11/11/11 (data louca!) – SEMPRE no dia 11 de novembro Londres PARA (de verdade) pra fazer 2 minutos de silêncio em respeito à todos os soldados ingleses que morreram na primeira guerra mundial (a gente não sabia disso, foi uma coincidência, chama-se Remembrance Sunday ou Poppy Day) e exatamente nesse dia nós estávamos dentro do museu (da guerra!). Um rapaz de uniforme de guarda começou a tocar uma trombeta, depois parou e TODOS fizeram 2 minutos de silêncio (inclusive as escolas cheias de crianças que estavam lá) e logo depois uma moça tocou uma canção linda no violino.


Eu me emocionei. De verdade… Não teve como. Tinha acabado de visitar boa parte do museu, já vinha com resquícios de guerra de outros lugares que passamos e fazer parte daquele momento pra mim foi algo deveras emocionante. Lau depois nos contou que realmente Londres inteira parou por esses 2 minutos de silêncio, inclusive, na Oxford Street aonde fica a Gant (aonde ele e o Má trabalham), que é uma das ruas mais badaladas e famosas de Londres. Mais tarde descobri que em vários outros países ocorre os 2 minutos de silêncio ao Poppy Day.


Londres tem sempre algo a mais e um “quê” de diferente pra qualquer lugar que se vá, realmente a cidade já está mais do que pronta para as olimpíadas, é incrível e super admirável a organização e a responsabilidade dos ingleses, os parques já estavam todos em tons de laranja com as folhas queimadas de amarelo caindo lentamente para se despedir do finalzinho de outono e esperando a chegada do inverno, que agora já está lá.


Na nossa ultima noite lá, fez uma neblina incrível que mal se podia ver o Big Ben e não sei por que, não sei quando e nem ainda como, mas sinto que um dia eu ainda volto de novo… E dessa vez (quem sabe) pra ficar.


*Próxima parada: Salisbury – Inglaterra e Stonehenge (sim, eu voltei lá)

Viajando: Londres – Inglaterra

MÚSICA DO DIA: WISE MEN – JAMES BLUNT

Viajando: Londres – Inglaterra

“See The World. Visit London.”

Li essa frase em uma propaganda no metrô de Londres e acho que ela define com poucas e boas palavras tudo aquilo que é esta cidade.
Londres é um lugar que o mundo inteiro está dentro dela. Cosmopolita, louca , frenética, que não dorme nunca, diferente, excêntrica , única … Eu poderia ficar por horas escrevendo sobre as infinitas qualidades que essa cidade fascinante tem, mas o espaço neste blog, com certeza e sem exageros – seria insuficiente!

De todos os lugares que eu conheci na minha vida, Londres sem dúvida foi que eu mais gostei, que eu mais me apaixonei e me encantei, aliás, gostei tanto que eu sinto que parte do meu coração ficou para sempre naquele lugar.
Sempre quis conhecer Londres, isso é, e sempre foi um fato na vida desta que vos escreve, mas é maravilhoso quando vc chega ao lugar que sempre sonhou e então tudo aquilo que vc vê supera as suas expectativas.

Londres é uma cidade grande… Assim como São Paulo, assim como Nova York, mas comparado a São Paulo – por exemplo, notei algumas peculiaridades necessárias e tão indispensáveis que aqui não tem:
Londres é uma cidade organizada, seja nas ruas, nos metrôs, pontos turísticos ou em qualquer lugar que vc vá, as pessoas respeitam umas as outras, respeitam ao entrar e sair do metrô, trem ou ônibus, respeitam se vc está na frente de uma fila, respeitam vc como pessoa educada que é, coisa que aqui… Bom, aqui é melhor eu nem comentar.

A cidade, mesmo com todas as infinitas pessoas e seus milhões de turistas que vem e vão por todos os lados, é impecavelmente limpa… Vc não vê um papel ou qualquer sujeira no chão, e vale dizer que em estações de trem e metrô não há latas de lixo (precauções com atentados), e mesmo assim vc está no meio de algo limpo seja lá aonde for, as pessoas que estão lá são conscientes e civilizadas o suficiente para não emporcalhar a cidade com sujeira. Achei exemplar isso.

Uma dessas tantas coisas que mais me impressionou nesta Londres tão cosmopolita é a segurança, mesmo havendo tantas pessoas de tantas nacionalidades em todos os lugares, mesmo sendo uma cidade grande e que por cidade grande inevitavelmente também tem os seus contratempos, é um lugar extremamente seguro, seja em qualquer hora do dia ou da noite! Também pudera: a cada canto que vc ande ou pise, há pelo menos uma câmera te observando… Há câmeras espalhadas pela cidade toda, inclusive nos banheiros!

O povo londrino, assim como o próprio povo inglês, indo totalmente contra ao que muita gente diz sobre ser arrogante e frio, é o povo mais educado e simpático que já conheci. Em nenhum lugar que passamos fomos mal tratados.
É um fato que eles não são de muita conversa, ainda mais com desconhecidos e por sinal eu tbm sou assim, eles são mais reservados, mais “cada um na sua”, mas de uma educação e uma simpatia que é fora de série.
Adorei os ingleses e identifiquei-me totalmente com eles.

Uma semana pra conhecer Londres é pouco, ficamos duas semanas e ainda assim não conheci tudo que queria, é claro que visitei os principais pontos da cidade: Big Ben (por sinal o lugar que mais gostei), London Eye , Madame Tussauds (o museu de cera , que é muito legal), Palácio de Buckinhan , Hyde Park , Picadilly Circus , Abadia de Westminster , London Bridge , Meridiano de Greenwich , Catedral de St Paul , Abbey Road (sim, essa famosa rua beatlemaníaca fica em Londres ) e etc, etc, etc…
Cada bairro de Londres tem um parque (todos muito bem cuidados), cada rua há pelo menos uma igreja e uns dois Pubs , sem contar os museus, galerias, lojas, lanchonetes espalhados por tudo…
Pontos turísticos então nem se fala, era só abrir o guia e escolher no uni-duni-tê a diversão do dia!

Aliás, por falar em dia, no segundo dia que estávamos lá eu liguei para aquele meu amigo da faculdade, combinamos de nos encontrar no Pub do albergue em que estávamos e uma hora depois lá chega ele com uma garrafa de vinho, um sorriso no rosto e um chaveiro londrino de presente pra mim. Wandy – meu amigo da faculdade e que está há dois anos lá, foi um anjo pra gente nesses dias em que estivemos em Londres (por sinal ele que foi um dos que foram pra Paris com a gente), e de quebra conhecemos mais 3 amigos dele: Júlio (que tbm foi pra Paris conosco e que por sinal já voltou pro Brasil), Romeu (o papagaio canadense engraçadíssimo) e o Marcelo que está há 9 anos lá, gerente da Gant e não troca Londres por nenhum outro lugar desse mundo. (é, nem eu trocaria).

Ter o Wandy como amigo e de quebra ganhar mais 3 ótimos amigos foi algo muito legal e único pro Rick e pra mim, não precisei conviver por meses ou até mesmo anos pra saber o quanto eles são do BEM de verdade, que fazem tudo por vc sem esperar algo em troca, são pessoas que ganharam um lugar especial no meu coração e que eu quero levar essas amizades pro resto da minha vida.

Depois do primeiro dia que nos encontramos com o Wandy, nos dias seguintes só foram festas, risadas e momentos. Wandy saia do trabalho às duas horas… Ele nos ligava para combinar algum lugar para a gente se encontrar, minutos depois aparecia ele com a uma sacolinha do restaurante em que ele trabalha – todo dia ele trazia um almoço: (macarrão com salada e tals), uma banana, uma maçã e duas garrafinhas de água pra gente (isso pq a essa altura já tínhamos almoçado, e por sinal, muito bem), sentávamos em algum parque, comíamos, riamos um pouco e logo em seguida íamos passear

No final do dia, encontrávamos com o Marcelo, o Júlio – que quase sempre já estava com a gente e aí passeávamos mais ainda por Londres… Nós andamos por lugares que jamais iríamos conhecer se não fosse por eles… Depois de todos esses passeios nós comprávamos uma garrafa de vinho (tá, eram duas… ou 3?) e então, ou a gente ficava em frente ao Big Ben ou íamos para casa deles fazer uma janta , (geralmente fazíamos as duas coisas todos os dias ehehe).
Foi muito divertido ter a presença desses amigos tão queridos com a gente em Londres e como eu disse antes: são pessoas inesquecíveis que fazem parte de um lugar igualmente inesquecível.

São momentos de pequenos (grandes) prazeres que estarão sempre na minha memória e no meu coração.

Eu trocaria fácil o Brasil por Londres (Rick – meu amado , pensa exatamente como eu, que feliz), trocaria a ponto de não pensar duas vezes, mesmo sabendo da saudade que eu sentiria dos meus pais, dos meus amigos, do meu cachorro… Acho que muitas coisas dessa vida são adaptáveis, a saudade dessa forma é uma delas…
Pode até parecer loucura minha, mas me senti literalmente em casa estando em Londres, acostumei tanto a andar de metrô que agora, eu sei usar este rápido transporte em Londres, mas não sei aqui em São Paulo (ahauaha, falo sério), acostumei tanto com os breakfasts, com os cafés do Starbucks, com o vinho barato, com a alegria que é andar por aquelas ruas e com a facilidade de encontrar um cheesecake no mercado, que parece que antes mesmo de qualquer uma dessas coisas acontecerem, eu já conhecia tudo aquilo…. E de certa forma… É, eu sinto falta.

Gostei das pessoas, dos lugares , dos cheiros, dos sabores, dos bairros , de cada milímetro do pedacinho de Londres, esta cidade tem literalmente o mundo inteiro dentro dela, não é brincadeira, e não tem como não se apaixonar por esse lugar, pois eu me apaixonei perdidamente.

Quando eu voltei pra cá, confesso que no começo fiquei meio depressiva e melancólica, sendo que e aos poucos (bem aos poucos) eu fui me acostumando ao dia-a-dia, as minhas coisas e as peculiaridades do Brasil, mas até hoje ainda me pego olhando no relógio e fazendo mentalmente o fuso horário na minha cabeça pra imaginar o que eu poderia estar fazendo neste momento lá. Londres causa esse tipo de efeito.
Outra: por vezes, quando estou irritada com alguma coisa, ao invés de vomitar meia dúzia de palavrões como eu sempre faço, eu digo simplesmente: “Preciso voltar pra Londres”, convenhamos que vendo pelo lado bom da situação eu extravaso de uma maneira mais educada, por assim dizer.

E quando eu digo que um pedaço do meu coração ficou em poder daquela cidade pra sempre, não é um exagero meu… Não mesmo. É só a mais pura verdade.
Marcelo na semana passada me disse que o outono chegou por lá, e que as folhas já estão caindo. Aí eu disse pro Rick – meu amado, que a gente podia ir lá pra procurar o pedaço do meu coração que ficou, mas achando ou não, eu ficaria lá pra sempre!

Amigos e queridos leitores, esse foi o ultimo post dessa minha inesquecível viagem, espero que tenham gostado desses relatos e que tenham – pelo menos um pouco, viajado nas minhas palavras também. Aos que pensam em um dia ir pra alguns desses lugares: desejo que essas minhas sinceras palavras sirvam como um humilde guia de dicas à vc’s, assim como o meu desejo de boa viagem e que seja tão inesquecível quanto foi pra mim.
Na dúvida de algum lugar, me perguntem, eu ajudarei com prazer.

No mais, acredito que voltei uma pessoa um pouco diferente…
Diferente em pensamentos, por assim dizer, embora eu não tenha transparecido isso por aqui tão nitidamente à vc’s…

Pelo menos ainda!

Talvez por ora, é apenas o meu coração ou a minha mente que apontem somente para mim o tal algo que eu mudei, porém, algumas pessoas do meu mundo real já estão notando isso e uma das coisas que com certeza eu mudei, é de não dar mais ouvidos pra coisas tão pequenas. Descobri que o mundo lá fora não é só um lugar bonito, diferente ou atrativo aos olhos, pois esse nosso mundo, apesar de pequeno – é grande em muita coisa na vida de alguém.
Viajar – seja lá pra onde for o destino é algo tão único e necessário na vida de um mortal que todo ser humano – sem exceção, deveria ter por direito viajar pelo menos uma vez na vida (lembrem-se que muitas pessoas nunca saem do pequeno mundo em que vivem e não falo isso no sentido figurado, mas no real) melhor ainda, quando essa viagem é aquela dos seus mais antigos e almejados sonhos…

Como foi para mim.

Viajar é o melhor dinheiro que vc pode investir na vida partindo do simples princípio: ninguém tira isso de vc. Jamais!

P.S. A Scheyla, perguntou-me sobre qual foi a trilha sonora dessa viagem…
Ouviamos várias coisas, mas as musicas que mais marcaram essa viagem foi James Blunt (por sinal, um inglês), aliás, tenho ouvido muito de suas músicas ultimamente e se eu fosse escolher uma do James Blunt, eu escolheria Wise Men pq eu sou do tipo que ouço mil vezes a mesma música:

Viajando: Stonehenge – Salisbury

MÚSICA DO DIA: PORCELAIN – MOBY

Viajando: Stonehenge – Salisbury

(…) “Ela estendeu a mão e colocou a ponta dos dedos entre as sobrancelhas do moço, que era sensível a Visão. Soprou levemente sobre ele e ouviu sua exclamação de espanto, pois o círculo de pedras acima deles pareceu dissolver-se nas sombras” (…)
Do livro: “As Brumas de Avalon”

É engraçado quando tudo aquilo que vc leu nos livros de castelos, Reis, Rainhas, Merlins, cavaleiros, magia, espadas e fadas torna-se realidade quando vc se depara com algo tão antigo como esse e que fez parte dessa história.
Rei Artur, se é que ele realmente existiu (e eu acredito que sim) muito provavelmente viveu em torno de 400 ou 450 depois de Cristo. O Stonehenge já existia há muito tempo antes disso, cerca de 3.000 mil anos antes de Cristo – mais antigo até, que as pirâmides do Egito. Acredita-se e especula-se muitas coisas sobre esse círculo de pedras tão misterioso, uma delas é a ligação com o lendário povo da perdida Atlantis e eu, particularmente já li milhões de coisas a respeito do Stonehenge pq simplesmente sua existência me fascina…

O Stonehenge sempre fez parte dos meus livros preferidos (mesmo sendo duas coisas de épocas diferentes) e consequentemente dos meus sonhos também, no livro “As Crônicas de Artur” o narrador da história – que por sinal é um cavaleiro, conta que Merlin deixou Artur uma noite inteira no centro do círculo de pedras segurando a excalibur para o alto, para assim ele ser digno da espada mágica e ter direito a ela (e ele foi!). Eu nunca tinha estado diante de algo tão antigo nesse mundo e conhecer o Stonehenge de perto foi mais que um sonho realizado, mas também como se eu voltasse nesses tempos medievais e estivesse presente em tudo aquilo.

O Stonehenge fica na cidade de Salisbury que é uma cidade pequena, mas extremamente acolhedora , um dia antes estivemos em Bath que é uma cidade muito linda também e que fica no interior da Inglaterra, no outro dia cedinho fomos direto pra Salisbury e quando chegamos na cidade, já compramos de imediato um bilhete que dava direito ao Stonehenge e mais alguns outros passeios alí por perto. O dia estava de sol, mas como eu já tinha pegado toda a manha do clima inglês, tinha certeza que muito em breve o tempo ia mudar. E mudou mesmo.

Para se chegar ao Stonehenge vc precisa pegar uma estrada, que por sinal é muito bonita – aliás, como tudo na Inglaterra, ele não fica na cidade propriamente dita, mas sim há uns 20 minutos fora dalí.
Minha ansiedade – como já era de se esperar – estava mais aflorada do que nunca, parecia tudo uma eternidade, uma demora louca… Até o momento em que o ônibus virou em uma curvinha eu o vi … E ele estava lá, me esperando .
Eu não sei explicar com palavras como foi minha primeira impressão, parece que por um momento louco, eu cheguei acreditar que não estava alí de tão surreal que era pra mim, mas é claro que todo aquele sonho estava apenas começando a tomar suas formas reais.

O Stonehenge fica bem próximo da estrada, quem passa por alí de carro consegue vê-lo perfeitamente, ele fica no meio de um vale imenso – basta apenas vc olhar em toda a sua volta e respirar fundo pra sentir uma paz inexplicável entrando no seu coração, é como se o mundo tivesse começado exatamente alí , naquele ponto.

Passamos por uma passarela que entra por debaixo da estrada e quando saí, lá estava tudo aquilo que eu li nos meus livros, aquilo que eu sempre quis conhecer…
Bem diante dos meus olhos.
Não sei o que dizer, mas permitam-me um clichê: É um conto de fadas , tinha bastante gente por perto visitando tbm, mas o silêncio era tão grande que eu era capaz de ouvir a minha própria respiração. Não tem como vc visitar um lugar como esse e não sentir a energia a sua volta, penso que até os mais incrédulos de qualquer crença ou história sentiria algo diferente que aquele lugar transmite só pelo sutil fato de vc estar diante de toda aquela magnitude…
Não podia tocar nas pedras , havia uma certa distância por questões de preservação e eu concordo com isso plenamente, mas só de estar diante de algo tão antigo e tão cheio de histórias e mistérios, só de simplesmente estar perto, é mais do que suficiente, vc se sente muito pequeno diante de tudo isso.

E puxa vida… Isso eu não ia contar, mas vou contar… Eu chorei (pronto, falei).
E como chorei. Chorei por estar alí , por estar realizando o meu sonho ao lado da pessoa que eu mais amo , chorei pq é gostoso vc se apegar a uma coisa boa e que de tão boa chega a ser mágica, chorei pq por um lampejo de momento eu senti como se estivesse nas histórias dos meus livros de Rei Artur e talvez até pela magia do lugar, se eu arriscasse uma olhadela pro lado veria um cavaleiro com uma espada passando pelo meio daqueles vales verdes e imensos. Ora, qual problema da sua paixão por essas histórias e da magia que vc permitiu-se entrar te levar – como uma criança, para esse lado da imaginação?

Sonhar é uma das poucas coisas na vida que não se paga, portanto eu sonho mesmo e nesse dia tão real eu sonhei como se estivesse nos meus livros.
Estava um frio danado, minhas previsões tinham sido fundadas finalmente e além do frio começou com uma garoa fina também.

Se isso me atrapalhou?

De forma alguma, ao contrario, dei umas duas voltas completas por todo Stonehenge e a cada ângulo que vc olha é uma mágica diferente de vê-lo .
A Inglaterra sempre foi o meu sonho de lugar do mundo a se conhecer, sempre disse isso aqui no blog e o Stonehenge pra mim, era como se fosse… Digamos assim…
Um sonho a parte.

Penso que ir a Inglaterra e não conhecer o Stonehenge é como ir a um parque de diversões e não andar na montanha-russa.
É como pedir um chocolate quente e só vir a caneca.

E sim, esse foi mais um sonho realizado.

Saímos de lá e depois de eu ter passado pela loja de survenis e feito a festa, depois de ter comido uma legítima torta de carne e de ter tirado algumas fotos com um povo meio doido (mais conhecidos como Heritages ), fomos embora…
E quando entrei no ônibus fiquei olhando para trás, até a imagem daquelas pedras, do meu sonho… Sumir de vista.
Não disse muita coisa durante o caminho, pois estava com o pensamento e a mente ainda bem longe… Foi literalmente algo mágico na minha vida, e isso eu nunca vou esquecer. Às vezes, aliás, por muitas vezes eu me pergunto:

“Será que um dia eu vou voltar lá?”

E algo me diz:
“É claro que vai, bobinha!”

Mais sobre o Stonehenge no Wikipédia
Próxima parada: Londres, o melhor de todos os lugares e o ultimo lugar a ser contado por aqui. É, deixei o mais legal pra depois mesmo!