Arquivo

livros

Posts em livros.

Livro: O Rouxinol

Esse é mais um daqueles livros que eu devorei muito rápido e que eu não poderia deixar de fazer uma resenha aqui. Particularmente eu gosto muito das histórias que são contadas no período da Segunda Guerra (eu acho que já disse isso aqui no blog) e esse me surpreendeu muito.

Sinopse:

“No amor descobrimos quem queremos ser. Na guerra descobrimos quem somos.”

França, 1939:

“No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.

Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.

Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.”

A história conta como foi a vida de duas irmãs Vianne e Isabelle na Segunda Guerra Mundial, ambas com personalidades e vidas completamente distintas mas com algo em comum: tentando sobreviver ao horrores da guerra com as doenças, os invernos implacáveis e a fome severa. O grande destaque deste livro são as mulheres e sua coragem.

“Feridas cicatrizam. O amor perdura. Nós continuamos.”

A história se passa na guerra do inicio ao fim, em uma narrativa em terceira pessoa intercalada entre as duas principais personagens e com outra em primeira pessoa feita por uma Vianne no pós guerra, muitos anos depois. O que de forma alguma quebra o ritmo da história, ao contrário, instiga mais ainda a curiosidade de quem está lendo. O final é ainda mais emocionante e surpreendente, me prendi na história do começo ao fim. O mais legal ainda é que descobri que teremos uma adaptação pro cinema feita pela TriStar Pictures e mesmo que a gente saiba que os livros sempre (ou quase sempre) são melhores que os filmes, eu tenho certeza que será surpreendente nas telas também. Vai ganhar as 4 xícaras de café, entrou pra minha lista dos preferidos.

cafe2-horz

Livro e filme: O Quarto de Jack

quarto-horz1

“Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.”

A narrativa toda é contada na visão de Jack, trabalho esse que a autora do livro fez impecavelmente bem. Jack é um garoto de 5 anos que nunca teve contato com o mundo “lá fora” e a única pessoa que ele tem na sua vida é a mãe e seu mundo é limitado a um minúsculo quarto. É uma história pesada, angustiante pela situação do sequestro e enclausuramento em si, mas na visão dele tudo fica mais suave e encantador. É impossível não se apaixonar por Jack e como ele só conhece as coisas através de uma tv e do que a mãe conta de uma forma bem lúdica, a gente consegue enxergar como é o mundo aos olhos dele. É incrível a relação dele com a mãe, como ela proporcionou um mundo à ele, mesmo vivendo tantos anos dentro do quarto… O amor que os une é uma das peças chave pra essa história ser no mínimo comovente.

img_3623

room-jack

“- Você vai amar.
– O que?
– O mundo!”

Eu li o livro e gostei tanto que depois procurei o filme pra assistir. O Quarto de Jack é de 2015 e ganhou vários prêmios, embora, obviamente o livro tenha bem mais detalhes, o filme também vale muito a pena ser assistido principalmente pela atuação brilhante do ator mirim – Jacob Tremblay e da atriz Brie Larson que faz a mãe de Jack e que no filme tem uma fantástica atuação com seus rompantes emocionais de raiva, alegria, amor, fraqueza, medo…

Eu gosto de escrever minhas resenhas sem entrar muito nos detalhes da história pra não correr o risco de ficar soltando muito spoiler à vocês, gosto de escrever o mínimo possível da história e mais com somente a minha opinião, eu recomendo primeiro ler o livro e depois assistir o filme, mas de ambos a história é fantástica. Não deixem de ler/assistir. Vai ganhar as 4 xícaras de café.

cafe2-horzcabul

Últimos livros lidos

Há um tempo atrás dei uma parada de comprar livros por dois simples motivos: dinheiro e espaço. Não necessariamente todos os livros são caros (embora a maioria…), mas pra quem gosta de ler e se descontrola quando vê uma livraria, isso faz bastante diferença no bolso. E espaço. Meu sonho é morar numa casa que eu tenha um cômodo pra montar uma biblioteca particular, colocar uma poltroninha confortável e ter meus livros arrumados nas quatro paredes, só pra ter a sensação maravilhosa como essa:

anigif_enhanced-buzz-12939-1426180330-12

Mas enquanto isso não acontece, o espaço em casa tem ficado cada vez escasso pros livros que eu estava comprando e ia chegar o momento que muito em breve, eu não teria mais aonde colocar. Aí eu comecei a ler pelo Kindle que é do Rick, mas agora é mais meu do que dele e confesso: não sou fã daquilo não. Mas estou me acostumando. O que eu gosto mesmo é ter o livro na mão, virar a página, sentir o peso, o cheiro…

Mas pelo menos por ora eu vou continuar com o Kindle que apesar de tudo, tem suas vantagens que eu não posso negar: ele pode ser facilmente carregado, principalmente se você está numa viagem ou gosta de ler no caminho pro trabalho por exemplo, a bateria dura horrores, apesar de não ser propriamente um livro, ele imita bem: você pode ajustar o brilho e a cor pra ficar exatamente como uma página de livro sem cansar os olhos, dá pra ler no escuro (o que eu mais gosto), você pode carregar todos os seus livros num lugar só, além é claro das vantagens que eu já citei acima. Pra leitores compulsivos, mesmo que prefiram ler o livro propriamente dito, eu acho que vale a pena investir em um e-reader porque uma hora ou outra, com certeza vai ser útil como está sendo pra mim.

Esses são os últimos que li:

livroslidos

Correr – Drauzio Varella

“Corredor e maratonista há mais de vinte anos, Drauzio Varella escreve sobre o hábito que lhe dá paz de espírito para enfrentar os deveres da vida de médico, escritor e voluntário. Drauzio Varella é oncologista, autor de best-sellers, voluntário numa prisão, pesquisador do uso medicinal de espécies amazônicas e ainda celebridade na TV. Mas consegue há mais de vinte anos conciliar esse atribulado dia a dia com a prática regular de exercício físico. Para ele, correr não é só um hobby: é o que lhe dá o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida. Em “Correr”, Drauzio conta como e por que decidiu espantar o sedentarismo; relata o desafio da primeira maratona; nos dá um panorama da história das corridas desde sua suposta origem na Grécia antiga; oferece informações médicas sobre a prática; e, de quebra, nos leva de “carona” num passeio sensível pela alma humana. Leitura indispensável para corredores e futuros corredores.”

Basicamente é um livro pra quem gosta de correr. Talvez mesmo quem não seja familiarizado com o assunto goste dessa leitura porque ele conta toda a história da corrida desde a Grécia, como correr influenciou na vida dele e tudo mais… Tem algumas informações mais técnicas durante a leitura, mas como eu também sou fã do Drauzio, li esse numa piscada! Vai levar 3 das 4 xícaras de café:

cafe2-horz3

Uma Pequena Casa de Chá em Cabul – Deborah Rodriguez

Sunny é a orgulhosa proprietária de uma pequena casa de chá no coração do Afeganistão e precisa de um plano genial – e rápido – para manter o local e os clientes seguros. Yasmina, uma jovem grávida que fora roubada de seu distante vilarejo e abandonada nas ruas violentas de Cabul. Candace, uma americana rica que finalmente trocou o marido pelo amante afegão, o enigmático Wakil. Isabel, uma jornalista determinada com um segredo que pode privá-la da maior reportagem de sua vida. Halajan, a “mãe” do grupo, uma idosa cujo antigo caso de amor vai contra todas as regras. Essa pequena casa de chá em Cabul atende homens e mulheres, expatriados, funcionários da ONU e mercenários; todos em busca de um momento de paz em uma região onde a tensão paira no ar e uma bomba pode explodir a qualquer momento, mas também se torna o cenário para o encontro dessas cinco mulheres que, mesmo tão diferentes entre si, compartilham segredos e tornam-se amigas com uma relação extraordinária.

É uma história sobre mulheres. De vidas e personalidades completamente diferentes, mas que estão todas ligadas de alguma forma. É uma história sobre amizade, sobre o amor que vence mesmo num contexto tão violento e brutal que foi a guerra do Afeganistão, período em que acontece a história e algo que é tão diferente da nossa realidade. Eu gostei e achei que teria gancho pra mais histórias ainda. Leva as 4 xícaras de café:

cafe2-horzcabul

O Quarto Dia – Sara Lotz

Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis… Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Eu já tinha lido Os Três dela e tinha gostado muito porque é um livro que te prende do começo ao fim. Já esse deixou a desejar… Apesar do suspense ser bem construído, pra mim, faltou a essência do medo. Os capítulos são divididos por personagens e quando você acha que algo realmente vai acontecer: – BAM! é o próximo capítulo de outro personagem e assim a história vai acontecendo… Veja bem, não é um livro ruim e Sara Lotz é realmente boa com suspense, mas talvez seja exatamente por isso que ela poderia ter impressionado melhor o leitor, porque dá aquela sensação de que faltou mais emoção por parte do autor sabe? Algo o que em Os Três, isso aconteceu perfeitamente. Aliás, mesmo que com uma ligação pequena, eu recomendaria ler Os Três primeiro e depois esse, porque as histórias tem – como disse, uma pequena ligação. Vai ganhar só 2 xícaras porque com suspense e terror eu sou bem chata mesmo:

cafe2-horzsara

No momento eu estou lendo O Quarto de Emma Donoghue que é do filme O Quarto de Jack, pra esse eu vou fazer um post quando terminar o livro AND assistir o filme também, mas já adianto que estou gostando bastante da história. Ah, e também tenho um perfil no Skoob, me adicionem lá!

Livro: Como Eu Era Antes de Você

É impressionante como livro é algo tão pessoal no gosto de cada um, mesmo quando a maioria gostou e você não ou vice e versa, né? Confesso que me sinto um alien quando um livro (principalmente os best sellers) cai no gosto da maioria das pessoas, menos no meu… E quando, mesmo que a chance seja remota, o filme acaba sendo melhor que o livro? Céus!!! É algo raro, eu sei… Mas pode acontecer. Semana passada terminei de ler “Como Eu Era Antes de Você” e honestamente – BOMBA! – eu esperava muito mais. =/

Sinopse:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

como-eu-era-antes-de-voce

O enredo é bom; tanto pelos personagens principais, como os secundários, a história em si é muito boa também, mas pra mim o que pecou foi a dinâmica da história, – eu achei que faltou muito da autora em realmente me prender. Veja bem, eu sou do tipo que adoooooora um drama, mas sabe quando você começa a ler uma história que está chegando num ponto crucial que você espera ansiosamente e depois que lê, sente que faltou mais emoção? Me senti assim com o livro todo.

Sei que tem gente que vai me achar uma insensível de coração peludo, porque principalmente o final (que também não gostei), eu achei que faltou explorar mais a emoção por parte da autora. Como disse a história é sim boa: envolve amor, amizade, empatia e o direito de escolha que cada humano tem – principalmente porque a base carrega um tema bem complexo e, é exatamente por isso eu achei que Jojo Moyes poderia ter mandado melhor, saca? Em breve terá a estreia no cinema, tem o trailer a seguir pra vocês conferirem e vou dar mais uma chance à história, mas dessa vez na tela, então quem sabe né?

Como citei no começo deste post: livro é algo pessoal, posso não ter gostado o que isso não quer dizer que outras pessoas não irão gostar, ao contrário, a maioria que leu gostou, mas é aquela né, gente? Gosto é igual c*, cada um tem o seu. Vai ganhar só duas xícaras de café:

cafe2-horz22