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Últimos livros lidos

Há um tempo atrás dei uma parada de comprar livros por dois simples motivos: dinheiro e espaço. Não necessariamente todos os livros são caros (embora a maioria…), mas pra quem gosta de ler e se descontrola quando vê uma livraria, isso faz bastante diferença no bolso. E espaço. Meu sonho é morar numa casa que eu tenha um cômodo pra montar uma biblioteca particular, colocar uma poltroninha confortável e ter meus livros arrumados nas quatro paredes, só pra ter a sensação maravilhosa como essa:

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Mas enquanto isso não acontece, o espaço em casa tem ficado cada vez escasso pros livros que eu estava comprando e ia chegar o momento que muito em breve, eu não teria mais aonde colocar. Aí eu comecei a ler pelo Kindle que é do Rick, mas agora é mais meu do que dele e confesso: não sou fã daquilo não. Mas estou me acostumando. O que eu gosto mesmo é ter o livro na mão, virar a página, sentir o peso, o cheiro…

Mas pelo menos por ora eu vou continuar com o Kindle que apesar de tudo, tem suas vantagens que eu não posso negar: ele pode ser facilmente carregado, principalmente se você está numa viagem ou gosta de ler no caminho pro trabalho por exemplo, a bateria dura horrores, apesar de não ser propriamente um livro, ele imita bem: você pode ajustar o brilho e a cor pra ficar exatamente como uma página de livro sem cansar os olhos, dá pra ler no escuro (o que eu mais gosto), você pode carregar todos os seus livros num lugar só, além é claro das vantagens que eu já citei acima. Pra leitores compulsivos, mesmo que prefiram ler o livro propriamente dito, eu acho que vale a pena investir em um e-reader porque uma hora ou outra, com certeza vai ser útil como está sendo pra mim.

Esses são os últimos que li:

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Correr – Drauzio Varella

“Corredor e maratonista há mais de vinte anos, Drauzio Varella escreve sobre o hábito que lhe dá paz de espírito para enfrentar os deveres da vida de médico, escritor e voluntário. Drauzio Varella é oncologista, autor de best-sellers, voluntário numa prisão, pesquisador do uso medicinal de espécies amazônicas e ainda celebridade na TV. Mas consegue há mais de vinte anos conciliar esse atribulado dia a dia com a prática regular de exercício físico. Para ele, correr não é só um hobby: é o que lhe dá o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida. Em “Correr”, Drauzio conta como e por que decidiu espantar o sedentarismo; relata o desafio da primeira maratona; nos dá um panorama da história das corridas desde sua suposta origem na Grécia antiga; oferece informações médicas sobre a prática; e, de quebra, nos leva de “carona” num passeio sensível pela alma humana. Leitura indispensável para corredores e futuros corredores.”

Basicamente é um livro pra quem gosta de correr. Talvez mesmo quem não seja familiarizado com o assunto goste dessa leitura porque ele conta toda a história da corrida desde a Grécia, como correr influenciou na vida dele e tudo mais… Tem algumas informações mais técnicas durante a leitura, mas como eu também sou fã do Drauzio, li esse numa piscada! Vai levar 3 das 4 xícaras de café:

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Uma Pequena Casa de Chá em Cabul – Deborah Rodriguez

Sunny é a orgulhosa proprietária de uma pequena casa de chá no coração do Afeganistão e precisa de um plano genial – e rápido – para manter o local e os clientes seguros. Yasmina, uma jovem grávida que fora roubada de seu distante vilarejo e abandonada nas ruas violentas de Cabul. Candace, uma americana rica que finalmente trocou o marido pelo amante afegão, o enigmático Wakil. Isabel, uma jornalista determinada com um segredo que pode privá-la da maior reportagem de sua vida. Halajan, a “mãe” do grupo, uma idosa cujo antigo caso de amor vai contra todas as regras. Essa pequena casa de chá em Cabul atende homens e mulheres, expatriados, funcionários da ONU e mercenários; todos em busca de um momento de paz em uma região onde a tensão paira no ar e uma bomba pode explodir a qualquer momento, mas também se torna o cenário para o encontro dessas cinco mulheres que, mesmo tão diferentes entre si, compartilham segredos e tornam-se amigas com uma relação extraordinária.

É uma história sobre mulheres. De vidas e personalidades completamente diferentes, mas que estão todas ligadas de alguma forma. É uma história sobre amizade, sobre o amor que vence mesmo num contexto tão violento e brutal que foi a guerra do Afeganistão, período em que acontece a história e algo que é tão diferente da nossa realidade. Eu gostei e achei que teria gancho pra mais histórias ainda. Leva as 4 xícaras de café:

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O Quarto Dia – Sara Lotz

Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis… Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Eu já tinha lido Os Três dela e tinha gostado muito porque é um livro que te prende do começo ao fim. Já esse deixou a desejar… Apesar do suspense ser bem construído, pra mim, faltou a essência do medo. Os capítulos são divididos por personagens e quando você acha que algo realmente vai acontecer: – BAM! é o próximo capítulo de outro personagem e assim a história vai acontecendo… Veja bem, não é um livro ruim e Sara Lotz é realmente boa com suspense, mas talvez seja exatamente por isso que ela poderia ter impressionado melhor o leitor, porque dá aquela sensação de que faltou mais emoção por parte do autor sabe? Algo o que em Os Três, isso aconteceu perfeitamente. Aliás, mesmo que com uma ligação pequena, eu recomendaria ler Os Três primeiro e depois esse, porque as histórias tem – como disse, uma pequena ligação. Vai ganhar só 2 xícaras porque com suspense e terror eu sou bem chata mesmo:

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No momento eu estou lendo O Quarto de Emma Donoghue que é do filme O Quarto de Jack, pra esse eu vou fazer um post quando terminar o livro AND assistir o filme também, mas já adianto que estou gostando bastante da história. Ah, e também tenho um perfil no Skoob, me adicionem lá!

Livro: Como Eu Era Antes de Você

É impressionante como livro é algo tão pessoal no gosto de cada um, mesmo quando a maioria gostou e você não ou vice e versa, né? Confesso que me sinto um alien quando um livro (principalmente os best sellers) cai no gosto da maioria das pessoas, menos no meu… E quando, mesmo que a chance seja remota, o filme acaba sendo melhor que o livro? Céus!!! É algo raro, eu sei… Mas pode acontecer. Semana passada terminei de ler “Como Eu Era Antes de Você” e honestamente – BOMBA! – eu esperava muito mais. =/

Sinopse:

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

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O enredo é bom; tanto pelos personagens principais, como os secundários, a história em si é muito boa também, mas pra mim o que pecou foi a dinâmica da história, – eu achei que faltou muito da autora em realmente me prender. Veja bem, eu sou do tipo que adoooooora um drama, mas sabe quando você começa a ler uma história que está chegando num ponto crucial que você espera ansiosamente e depois que lê, sente que faltou mais emoção? Me senti assim com o livro todo.

Sei que tem gente que vai me achar uma insensível de coração peludo, porque principalmente o final (que também não gostei), eu achei que faltou explorar mais a emoção por parte da autora. Como disse a história é sim boa: envolve amor, amizade, empatia e o direito de escolha que cada humano tem – principalmente porque a base carrega um tema bem complexo e, é exatamente por isso eu achei que Jojo Moyes poderia ter mandado melhor, saca? Em breve terá a estreia no cinema, tem o trailer a seguir pra vocês conferirem e vou dar mais uma chance à história, mas dessa vez na tela, então quem sabe né?

Como citei no começo deste post: livro é algo pessoal, posso não ter gostado o que isso não quer dizer que outras pessoas não irão gostar, ao contrário, a maioria que leu gostou, mas é aquela né, gente? Gosto é igual c*, cada um tem o seu. Vai ganhar só duas xícaras de café:

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Livro: Toda Luz Que Não Podemos Ver

“O cérebro obviamente está fechado em escuridão total crianças”, diz a voz, “Ele flutua em um líquido claro dentro do crânio, nunca na luz. No entanto, o mundo que constrói na mente é repleto de luz. Ele transborda cores e movimento. Então, crianças, como o cérebro, que vive sem uma centelha de luz, constrói para nós um mundo iluminado?” (…) “Abram os olhos”, conclui o homem, “e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre.”

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Vou começar dizendo que: estou apaixonada por esse livro! Fiquei tão apaixonada pela história que entrou pra minha lista de preferidos. Primeiro de tudo vamos a sinopse:

“Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.”

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A trama toda se passa durante a 2º Guerra Mundial, um dos motivos pelo qual me interessei pela história uma vez que amo livros sobre esse período histórico. O história é dividida em 3 partes, cada capítulo fala da história de um personagem o que deixa a leitura muito mais fluida e dinâmica. As histórias vão acontecendo paralelamente, até se cruzarem mais pro final. Toda Luz Que Não Podemos Ver é um livro delicado, sutil e forte ao mesmo tempo. Muitas vezes o autor consegue colocar tudo de uma maneira até poética e reflexiva ao leitor. Você se envolve com a história, com os lugares, com os personagens (que são todos incrivelmente bem construídos, vale ressaltar) e principalmente com os sentimentos que o autor passa de uma maneira impecável, que foi uma das coisas que mais amei em Anthony Doerr. É o tipo de livro que você não quer que termine e quando termina, bate aquele vazio de praxe que acontece toda vez quando uma história é muito boa. Acredito que pra quem leu A Menina Que Roubava Livros e se apaixonou, com certeza irá se apaixonar ainda mais por esse. Entrou pra minha lista de preferidos. Leitura mais que recomendada, um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Vai ganhar as 4 xícaras de café e se pudesse ainda colocava um bolinho junto:

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“Todos nós passamos a existir de uma única célula, menor do que um grão de areia. Muito menor. Dividir. Multiplicar. Somar e subtrair. A matéria muda de sentido, os átomos flutuam para dentro e para fora, as moléculas giram, as proteínas se grudam umas nas outras, as mitocôndrias transmitem ordens oxidantes; começamos como uma aglomeração elétrica microscópica. Os pulmões, o cérebro, o coração. Quarenta semanas mais tarde, seis trilhões de células se espremem através das nossas mães e soltamos um berro. Só então o mundo começa para nós”

Livro: A Garota no Trem

Uma coisa que sempre me dou bem quando o assunto é livro é pegar dicas de leituras com amigos que tem o gosto parecido com o meu. Esse foi dica da Raquel que me interessei de ler quando ela já estava terminando. E amei a história.

O Garota no Trem de Paula Hawkins é um suspense psicológico extremamente bem feito. Eis a descrição:

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.”

O livro é extremamente envolvente, é o tipo de leitura que você começa a ler e não consegue mais parar pra saber o desfecho que a história toda irá ter. Fui terminar de ler essa madrugada, então imagine meu sono neste momento ehehehehe. Cheio de reviravoltas, ele começa de um jeito, daí lá pro meio do livro muda totalmente e o final acaba sendo surpreendente. A autora fez uma construção ótima de todos os personagens e mesmo sendo de uma forma bem psicológica, não ficou chato de ler. Os personagens chave da história são narrados em primeira pessoa e divididos cada um por capítulos, o que pra mim – deixou tudo muito mais envolvente.

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A única coisa que aconteceu é que não consegui me identificar com nenhum dos personagens – algo bem raro de acontecer comigo numa história, na verdade os que são as peças chave eu senti é raiva deles e em alguns poucos momentos uma grande pena. Não sei o porque disso, deve ser porque eles são TÃO humanos. E mesmo não me identificando com nenhum deles, a história é tão crua, tão verdadeira que fiquei completamente envolvida com o livro (li em menos de 5 dias).

O Garota no Trem é um livro que está bem cotado no mundo da literatura: já vendeu mais de 4 milhões de cópias e foi traduzido para 44 idiomas. No Reino Unido desbancou “O Símbolo Perdido” de Dan Brown que há seis anos estava na lista dos mais vendidos. Mas sabe o que eu mais gostei? Descobri na semana passada que vai virar FILME! Tudo bem que os livros são sempre melhores que os filmes, mas se for bem produzido tenho certeza que teremos uma ótima história nas telas também. Leitura mais que recomendada, ganhou as 4 xícaras de cafés:

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