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3 coisas

Imagina, a Lia voltou com o blog! De novo!!! ahahahahahah aí eu vi esse meme no blog dela e como tô ociosa hoje por aqui, resolvi fazer também… Fique à vonts pra quem também quiser responder.

3 coisas que me dão medo
➸ violência
➸ epidemias desses vírus loucos que as vezes aparecem
➸ voar de avião

3 coisas que me dão preguiça
➸ falar ao telefone
➸ qualquer tipo de extremismo
➸ gente que só sabe reclamar

3 coisas que eu gosto
➸ viajar
➸ gatos
➸ comer

3 coisas que eu sei fazer
➸ sobremesas gordas
➸ montar roteiros
➸ decorar

3 coisas que eu não sei fazer
➸ ter paciência
➸ costurar
➸ comer pouco

3 assuntos preferidos
➸ viagens
➸ seriados
➸ livros

3 assuntos que eu não curto discutir
➸ política
➸ futebol
➸ religião

3 cheiros preferidos
➸ chuva
➸ meu travesseiro
➸ marido

3 cheiros que eu detesto
➸ cigarro
➸ goiaba
➸ a caixa de areia dos gatos

3 melhores comidas
➸ temaki
➸ macarrão ao alho e óleo com muito queijo ralado
➸ coxinha

3 piores comidas
➸ chocolate amargo
➸ na verdade, qualquer coisa amarga
➸ gengibre

3 piores redes sociais
➸ facebook
➸ snapchat
➸ hello

3 melhores redes sociais
➸ twitter
➸ skoob
➸ pinterest

3 melhores bebidas
➸ chá gelado
➸ leite
➸ café

3 piores bebidas
➸ refrigerante
➸ licor de anis
➸ vodka

3 coisas que me acalmam
➸ dormir
➸ correr
➸ meus gatos

3 coisas que levam todo o meu dinheiro
➸ comida
➸ livros
➸ vestidos fofos

3 coisas em que eu detesto gastar dinheiro
➸ vestidos pra casamento (por favor, não me chamem pra madrinha)
➸ taxas de qualquer coisa
➸ remédios

3 coisas que me estressam
➸ chorume/mimimi
➸ lugares muito lotados
➸ calor

3 coisas que eu vou fazer essa semana
➸ correr 18k (Deus me ajude!)
➸ colocar (mais) seriados em dia
➸ comprar uma garrafa térmica

3 coisas que eu fiz na semana passada
➸ jantei com as amigas
➸ comprei produtos bafônicos pro cabelo
➸ terminei de ver Narcos

3 coisas que eu quero fazer em breve
➸ uma meia maratona
➸ trocar reais por libras
➸ perder 3 quilos

3 coisas que eu deveria fazer em breve
➸ perder 3 quilos =D
➸ economizar (mais ainda)
➸ ler mais livros

3 coisas que eu não quero fazer
➸ dieta
➸ dieta!
➸ ah e dieta também!

as 10 coisas mais legais do meu mundo

Vi esse post no blog da Raquel e mais em alguns outros blogs também e achei a ideia bem legal. São 10 coisas legais no meu mundo que serve pra vocês conhecerem um pouquinho mais sobre mim e se inspirarem pra cada um escrever 10 coisas legais sobre o seu mundo, vamos lá?

1) Decoração

Siga o painel Decoração de Juliana no Pinterest.

Muitas cores. Muitas. Muita parede colorida, muitos quadros, muito papel de parede, muitos enfeites. Menos pra mim não é mais quando o assunto é decoração. Já postei alguns pedacinhos da minha casa aqui no blog e depois da mudança de apartamento no ano passado (nossa. já fez um ano!), eu descobri que sou apaixonada por decoração e quando mais se pesquisa, mais coisas você aprende. Além de ser um ótimo exercício pra estimular a criatividade e deixar seu lar com a sua marca registrada, acredito que a decoração de uma casa diz muito sobre a personalidade de quem habita ela. Minha maior inspiração de ideias é o Pinterest (me segue lá) e já fiz várias coisas com ideias que peguei.

2) Livro

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Amo ler. Esse ano tô conseguindo manter a minha meta de pelo menos um livro por mês. Atualmente estou lendo O Dia do Curinga (que já estou terminando), mas é difícil escolher um livro só. Um que li e gostei bastante é Livre da Cheryl Strayed, que teve a adaptação pro cinema também. É uma história de superação incrível que mescla com aventuras e viagens. Gostei tanto desse livro, já fiz resenha aqui e falei do filme aqui.

3) Viagem

em Estocolmo - Suécia

em Estocolmo – Suécia

O assunto que mais amo. O que mais gosto de fazer da minha vida! Espero ter tempo, saúde e $$ pra viajar tudo que ainda quero. Todas viagens são inesquecíveis pra mim – não importa a distância, aonde ou o tempo, eu sempre aprendo muito coisa quando estou fora de casa. Uma viagem que me marcou muito foi a do ano passado: por ser a mais longa – 38 dias, por eu ter visitado mais lugares: 10 países e por ter conseguido ir mais longe do ponto em que já estive fora da casa: Oslo na Noruega.

4) Música

Outra coisa que é difícil de escolher e difícil de escolher uma só. Mas amo essa música do U2.

5) Sapato

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Keds. Com legging, jeans, vestido ou saia: amo! Confortável e vai bem com tudo.

6) Maquiagem

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Ando bem básica com maquiagem de um bom tempo pra cá, só faço algo mais elaborado quando tenho algum casamento ou algo do tipo, mas não abro mão de umas boas camadas de rímel.

7) Ídolo

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Eu ia falar a Madonna, mas acho que já está até batido dizer isso, então resolvi escolher uma outra pessoa. Há uns meses atrás fiquei apaixonada pela história incrível de Edith Piaf quando vi seu filme, fiquei emocionada especialmente com essa cena. Que história. Que voz. Que mulher. Tenho uma caixinha de música que eu trouxe da França e que toca La Vie en Rose e essa caixinha tem significado muito especial pra mim.

8) Doce

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Chocolate. Amo qualquer doce: pudim, bolo, cheesecake, arroz doce, canjica, mas o que não abro mão e sempre como é o chocolate. Chocolate não faz perguntas, chocolate te entende.

9) Foto

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Rick que fez essa foto minha na estação central de Milão no ano passado e eu só fui ver que ele tinha feito essa foto quando estava passando todas as imagens da máquina pro iPad. Gostei tanto dela que já usei até de capa no FB. Quase nem dá pra me ver porque a mochila era praticamente maior do que eu, amo essa foto!

10) Blog

Tem tantos blogs legais que eu leio. Adoro blogs que falam de alguns temas específicos, mas sou apaixonada pelos que tem a essência de diário mesmo, aquela pegada roots do começo de tudo. Vou indicar a mãe mais doida que conheço Talita, o lindo do Paulo, a viajante Camille e a gateira Renata.

Naquele tempo…

No final de semana meus pais foram viajar e eu dormi na casa deles pra não deixar o Ozzy sozinho, uma vez que, não daria muito certo ele e os gatos debaixo do mesmo teto na minha casa. Tem muita coisa minha na casa da minha mãe, principalmente nos meus tempos de escola. Eu tenho uma caixa, que já falei dela aqui, aonde guardo muitas recordações principalmente da minha infância até o começo da minha adolescência, quando assim como toda menina naquela época, era apaixonada por agendas e diários. No sábado, eu peguei essa caixa e comecei a dar uma olhada em tudo… Foi sensacional, foi como se um baú mágico do passado se abrisse e um filme passasse na minha frente.

Entre as muitas coisas que encontrei, há uma enquete que fiz quando estava na 5a série. Eu tinha 11 anos. E ri muito com as respostas e com as minhas perguntas do tipo “quem você levaria pra uma ilha deserta?”, foi muito engraçado e gostoso de ler. Na faixa etária de 11 anos nossos passatempos preferidos eram brincar, ver tevê e ouvir música. Muitos almejavam como profissão ser veterinários, jogadores de futebol, professores, bancários… Teve um que respondeu que ser feliz já era o suficiente. Lasanha era o prato preferido da grande maioria, a gente (ainda) nem sabia o que era o McDonald’s e muito menos o termo que, futuramente, vinha a ser ‘Junkie Food’. Conhecer os EUA (ir a Disney), ir no programa da Angélica (o excêntrico sonho de uma amiga que era doida por ela) ou ganhar uma mobilete, estava entre os tantos desejos quando eu perguntei qual era o sonho de cada um. Éramos crianças e todos grandes sonhadores.

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Como aquele tempo era tão diferente do que é hoje…

Tudo tão mais suave, tão mais simples, mais doce… Não que essa constatação seja na verdade uma reclamação da minha parte de como o mundo é principalmente hoje com a geração dessa idade, não é bem isso, mas confesso que dá uma pontinha de frustração ver como algumas ~evoluções~ são, quando convivemos hoje em dia. Eu com 11 anos escrevi que uma das minhas diversões era brincar de boneca e assistir televisão (Clip Trip, a MTV também ainda não tinha chegado) e uma das perguntas básicas e diretas de: “você tem namorado(a)?” eu e mais um monte de gente respondeu: “não, sou muito nova pra namorar”, só uma pessoa – uma amiga de classe respondeu “eu tenho um paquera” ahahahahah, quem hoje em dia usa a palavra ‘paquera’ com esse amor mais instantâneo que miojo pros assuntos do coração?

E os poeminhas? Ninguém precisava googlar citações de Clarice Lispector ou Carlos Drummond pra parecer intelectual com os amigos, os poeminhas muitas vezes era de criação própria, mas muito mais sinceros e de coração. Lá também estão as respostas dos meus pais que na época estavam com 36 anos, ou seja, apenas um ano a mais da minha idade hoje… Essa parte pra mim foi meia assustadora porque as vezes é meio difícil de imaginar que nossos pais já tiveram a mesma idade que a nossa. Sem contar a minha paciência de monge pra escrever [TUDO] a mão nos meus diários, nas cartinhas, inventar códigos secretos mirabolantes pra escrever coisas que você não queria que ninguém lesse e depois é claro, perder o tal papelzinho dos códigos (ahahahaha), um monte de colagens que com uma simples revista eu tinha criatividade pra criar coisas tão fofas quanto os scrapbooks de hoje em dia… Ou aquela caneta rosa favorita que notavelmente dava pra perceber que no final do diário ela já estava com a tinta bem mais fraca de tanto que foi usada durante todo o ano. As cartinhas recebidas, os cartões de natal, os bilhetinhos, as lembrancinhas daquela festinha de aniversário com data e inclusive o ano.

As coisas inevitavelmente mudam, se adequam, se adaptam para um mundo que está sempre seguindo nesse constante caminho que chamamos de evolução e embora muita gente diga que “no meu tempo era melhor”, temos que ter em mente que tudo passa por um processo de mudança por uma questão de necessidade, mesmo que isso muitas vezes dê uma certa melancolia diante de tudo tão diferente. As coisas mudam, as pessoas mudam, tudo muda e pra tudo isso, há o tempo que realmente não para, deve ser por isso também que temos aquela assustadora impressão de que cada vez passa mais rápido… Mas são com essas lembranças de coisas, pessoas e momentos, que a gente percebe como principalmente somos hoje como pessoas, acredito que tudo isso seja um reflexo e mesmo que pra muita gente o caminho tenha se desviado e traçado uma outra rota, temos aquela essência de tempos maravilhosos que, vamos carregar por toda a nossa vida. 🙂

"Requiem for a Dream"

MÚSICA DO DIA: LUST FOR LIFE – IGGY POP

Clique no para ouvir.

“Requiem for a Dream”

Minha rua é um verdadeiro agito!
Já disse isso aqui, uma vez escrevi um post falando sobre isso e carinhosamente a chamei de Springfield… De fato, mesmo sendo uma rua pequena, coisas estranhas sempre acontecem nela, justamente por ser próximo da avenida, perto no centro ou justamente porque o mundo está perdendo a linha do bom senso mesmo.

Na noite passada foi a vez de um drogado filhinho de papai dar seu show à parte e bem debaixo da minha janela, o elenco do seu drama mexicano também contou com as participações especiais dos seus pais que chegaram em um mega carro importado e muito bem vestidos por sinal. O drogado filhinho de papai contado para vocês no episódio de hoje, se chama André… Que chorou, esperneou, jogou os tênis (importados, eu vi) no meio da rua, xingou e mandou todo mundo pra casa do caralho, assim mesmo – em alto e bom som. Seus pais, aparentemente impassíveis, inertes, apenas balbuciavam: “André, vamos pra casa”, “André, pare com isso”, “André bibibi” e eu que da minha janela, estava esperando um pouco mais de emoção por parte deles, comentei com o Rick: “por quê o pai, que é o dobro do tamanho do filho, não senta a mão na orelha desse muleque logo de uma vez?”. Mas por um momento, aliás, por um longo momento eu tive pena dos pais… Pena porque, não deve ser fácil ter um filho assim, não era legal aquele tipo de situação e dolorido mais ainda… Fiquei com pena principalmente do pai que era um senhor simpático de cabelos brancos e assim como a mãe, os dois estavam nitidamente esgotados de tudo aquilo. Enquanto que na calçada estava o drogado-André-filhinho-de-papai gritando um monte de impropérios e por muitas vezes fazendo-se de coitadinho, de criança mimada que se joga no chão quando o pai se recusa a comprar um doce no mercado.

Logo depois chegou um casal de amigos e pela idade, possivelmente eram amigos do André, tentaram conversar com ele, queriam levá-lo pra casa e André toda hora dizia que ia continuar na rua e só quando quisesse iria pra casa, que estava com o demônio no corpo (ahauaha essa eu ri), que ia roubar se ninguém desse dinheiro pra ele… Coisas assim – frases clichês de um drogado no ápice da sua loucura… Falava “tchau, me esquece” toda hora, mas sempre permanecia no lugar… E tudo isso, de certa forma, foi me irritando porque seus pais não faziam nada, aliás, mal ouvi a voz dos dois… Nem um grito, nem uma repressão, nem uma medida imposta um pouco mais enérgica e à essa altura já havia passado quase duas horas, eu já tinha me cansado daquele show idiota e queria muito ir dormir.

Engraçado que, toda aquela pena que senti dos pais começou a me dar uma certa irritação porque eu percebi que eles simplesmente não iriam fazer nada mesmo: o dia amanheceria, eu ia sair pra trabalhar e ver que tudo estava ainda na mesma merda, pareciam duas samambaias postadas na calçada… Eu agiria diferente, não teria essa paciência absurda e nessas horas você não precisa ser um psicólogo, nem muito menos um terapeuta de família pra notar que se André tornou-se aquela pessoa deplorável que estava jogado alí na calçada, era porque muito provavelmente (apenas uma suposição), seus pais lhe deram muita liberdade (financeira inclusive!), passaram muito a mão na sua cabeça e agora estava tudo cagado na vida daquela família mesmo! Poderia também ser o contrário: proteger demais, repreender demais, mimimis demais… Afinal qualquer coisa em exagero, seja lá o que for, não faz bem pra ninguém!

Enfim… Analises psíquicas à parte, já era tarde da noite e como disse: estava caindo de sono, mas impossibilitada de dormir por conta de toda aquela gritaria vulgar de um lado e a paciência irritante ao extremo do outro… Até que André – o protagonista da trama, gritou mais alto, mandou todo mundo pros piores lugares que vocês podem imaginar mais um vez, repetiu que ia roubar o primeiro que aparecesse na frente dele, pediu uma garrafa de pinga e aí… Bom… E aí que eu me irritei de vez e chamei a polícia. Chega dessa palhaçada, néééammmm? Acho que os pais dele estavam precisando se livrar logo daquela situação, não mereciam aquilo por mais que talvez tivessem errado na educação do filho. Liguei e disse que tinha um drogado na minha rua completamente louco e que fazia mais de duas horas que os pais e os amigos estavam tentando levar ele pra casa… Sete minutos depois lá estava uma viatura da polícia com dois policiais na minha rua e estranhamente André – que estava tão agressivo e machão com todo mundo, baixou a guarda e ficou bem quietinho. Nem mencionou pro senhor guarda que iria roubar o primeiro que aparecesse na frente dele. Notei que André, por mais louco que se mostrasse não comeu merda, nem bateu de frente com os policiais, sinal de que à essa altura não estava mais tãããão louco assim, era falta de uma boa piaba na orelha mesmo, uns sacodes… Coisa que, infelizmente, não aconteceu. André merecia isso, uns bons tabefes dos pais!

Dois minutos foram suficientes pra André que demorou mais de duras pra obedecer os pais, entrar no carro e ir embora! Assim mesmo, simples e prático! O adorável silêncio e a querida tranqüilidade estavam de volta em “Springfield”.
Mundo besta! Esse tipo de assunto fica muito bom em tema pra filme, porque na vida real é bem chato de ser ver, pensei… Escovei os dentes e fui dormir!


Trailer do filme “Requiem For a Dream”