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Os looks da viagem

Meu mochilão foi de 38 dias. Isso quer dizer que nesses 38 dias eu tive que me virar com uma quantidade X de roupas (lavei roupas 5 vezes durante a viagem), calçados, fora os item básicos de higiene como shampoo, sabonete, escova de dente etc… Eu ainda fui na época em que estava frio, portanto, as roupas são mais pesadas. Uma coisa que faço em toda viagem é: não levar calça jeans, principalmente se o lugar que vou está frio. Jeans não me esquenta então eu uso e abuso das calças leggings e das meias calças com o fio mais grosso que comprei várias na Lupo. Casaco é a mesma coisa, levo dois ou no máximo 3 – um meia estação e outros dois que sejam mais quentes e mais umas duas blusas de moletom quando eu enjoo dos casacos. Dou uma variada nos cachecóis pois além de dar um diferencial no look, não faz volume na mala.

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Já os calçados eu não consegui variar muito e isso tem um motivo: levei dois tênis e uma bota de neve (que acabei nem usando), mas em Madri eu comprei uma UGG que apesar de muita gente torcer o nariz, são as botas mais confortáveis que existem… MESMO! Além do que, acredito que sabendo combinar certinho com o look, ela fica sim charmosa nos pés e na Europa as UGGs estão sendo o must have… As mulheres usam com tudo. Como eu caminho muito em viagens, o tênis por melhor que seja (levei meus dois na Nike) sempre faz bolhas nos meus pés, coisa que com a UGG eu não tive esse problema.

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As duas blusas mais quentinhas é a preta e a cinza, ambas da Quechua que cortam vento e chuva, eu sempre variava com uma bermuda ou saia jeans e o cachecol pra complementar (e pra esquentar também, dificilmente fiquei sem). O vestido florido foi um dos looks que eu mais gostei e comprei numa loja de departamentos da Dinamarca, o moletom cinza claro eu comprei na H&M da Bélgica, pois nesse dia eu fiz a esperteza de sair só de camiseta achando que não passaria frio, mas foi uma ótima aquisição, pois usei bastante em Londres depois. Em Londres também comprei esse colete azul marinho que é forrado por dentro… Super quentinho, não lembro o nome da loja que comprei, mas fiquei super feliz quando fui passar no caixa e estava a metade do preço da etiqueta.

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E foi assim que me virei nos 30 com as poucas roupas que levei durante a viagem toda, se vocês repararem não tive muita opção porque como foi mochilão, eu não poderia levar roupas demais, o que fiz mesmo foi contar com minha criatividade pra não sair com a mesma roupa em todas as fotos e o povo achar que eu sou porquinha ahahuauhahuauh. Ah, as luvas e o gorro salvaram minha vida nos lugares mais frios.

Backpacker: Berlim

Nessa viagem, Berlim foi uma das cidades que de longe, eu mais amei conhecer. Berlim além de ser a capital, é a maior cidade da Alemanha com mais de 5 milhões de habitantes… É uma cidade que historicamente falando, muitas coisas e, em vários períodos importantes aconteceram na história tanto do país como no mundo e que possivelmente, vão ecoar por toda a eternidade (por mais que certos acontecimentos as pessoas de lá evitem um pouco de falar, por assim dizer).

Quando começamos a planejar nossa viagem eu queria muito conhecer Berlim. Porém pelo nosso roteiro, ficaria um pouco fora de mão mesmo que fôssemos passar pela Alemanha. Mas, “apertando” um pouco mais nos lugares que iríamos passar antes, conseguimos colocar Berlim no roteiro e foi um dos mais legais que passei. Pegando a parte da história mais recente, Berlim foi a capital do Terceiro Reich (1933-1945) e depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida entre Berlim Oriental (RDA) e Berlim Ocidental (RFA). A queda do muro de Berlim aconteceu em 1989, mas a cidade só foi unificada novamente em 1990. Na Primeira Guerra Mundial, Berlim não sofreu tanto com os reflexos da guerra, mas já na Segunda Guerra, a cidade foi completamente destruída pelos bombardeios. Tanto que muitos monumentos históricos que sobreviveram a guerra, é possível até hoje – se você observar com mais atenção, ver buracos de bala espalhados por vários deles (e isso me impressionou bastante). Por toda a cidade, há edifícios modernos, mas há também ruínas marcadas pelas guerras em meio de muita história, é fascinante ver como tudo isso foi se misturando com o passar dos anos.

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Berlim é abarrotado de lugares pra conhecer, ficamos 3 dias lá e ainda ficou pra trás muita coisa que eu gostaria de ter visitado, mas não fui por questão de tempo mesmo, então vale a pena você montar um roteiro de passeios antes e ler muito sobre a cidade, pra quando chegar lá ver tudo com olhos mais apurados. O transporte é muito eficaz, principalmente o metrô e com ele como aliado, dá pra ganhar bastante tempo, embora muita coisa é muito mais emocionante fazer a pé – como seguir o caminho do parque Tiergarten e chegar no Portão de Brandemburgo, isso é sensacional. Com lugares que você TEM que conhecer, eu recomendo: Praça Alexanderplatz, Portão Brandemburgo que é o maior símbolo da reunificação alemã, Checkpoint Charlie, a catedral Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis, Bebelplatz muito famosa pois foi ali que aconteceu a queima de livros promovida pela SS, o Memorial às Vitimas do Holocausto, o East Side Gallery que é parte mais preservada aonde passou o muro de Berlim, Museu da Topografia do Terror que, aliás, todos esses que citei até agora, você não paga absolutamente nada pra visitar. E mesmo alguns como o monumento Siegessäule que é um obelisco histórico lindo, a Ilha dos Museus, a Nova Sinagoga reconstruída após a Segunda Guerra (que era BEM na rua do nosso hostel), são passeios pagos, mas não são caros e vale super a pena conhecer.

Também visitei um campo de concentração, o segundo no meu currículo de viajante. Minha ideia quando escolhi Berlim, era de fato! – fazer esse tour mais ligado a Segunda Guerra, mas conhecer mais um campo, a princípio, nem estava muito nos planos do Rick e na verdade nem nos meus, porém conhecemos no nosso hostel a Amanda e o João – brasileiros viajantes também, que nos perguntaram sobre campos de concentração e no fim, fomos nos 4 juntos até o Campo de Sachsenhausen. De trem fica mais ou menos uns 40/50 minutos de Berlim e é bem fácil de chegar até ele. O Campo de Sachsenhausen foi construído em 1936, destinados a princípio para presos políticos, mas em 1938 foram levados para lá milhares de judeus, e entre 1940/41, milhares de polacos e militares soviéticos também… Estima-se que cerca 200 mil pessoas aproximadamente passaram em Sachsenhausen e foram submetidas as várias formas horríveis de crueldade que, quem já leu um pouco sobre a Segunda Guerra, pode imaginar o horror que foi. O sistema do campo é muito parecido com o de Dachau que conheci em 2011 e embora eu tenha achado Dachau mais sinistro em muitos aspectos, Sachsenhausen também não fica atrás: as fornalhas estão lá, os paredões de fuzilamento, as câmaras de gás, os lugares aonde experiências grotescas eram feitas. É muito triste e emocionante ver tudo isso de perto, e como já expliquei uma vez: é um passeio recomendável? não, não é um passeio e muito menos eu sairia por aí recomendando às pessoas. Pela parte histórica vale a pena conhecer, desde que você tenha o mínimo necessário dos nervos de aço pra pisar num lugar como esse e sim, por mais que tenha, você sai de lá emocionado, pesado e imaginando tudo que aconteceu ali dentro, mas historicamente falando, eu acredito que seja um lugar que valha a pena conhecer e pra ter em mente que se ainda estão aonde estão, é para nos lembrar que essas atrocidades jamais podem voltar a acontecer. Uma coisa que descobri quando conheci o Campo de Sachsenhausen é que o relógio que está no topo torre de controle da entrada, marca exatamente a hora exata em que ocorreu a primeira evacuação dos prisioneiros.

De volta a Berlim, além dos lugares históricos da cidade, a comida é igualmente maravilhosa. Pra quem ama carne de porco, salsicha (de tudo quanto é tipo) e batata, a culinária alemã é o paraíso pra isso e como sou daquelas que experimenta (quase) qualquer coisa desde que não esteja se mexendo ou com a cabeça, eu posso dizer que fiquei muito satisfeita e de barriga cheia lá. Os alemães são educados, gentis e divertidos, algo quem em Munique na viagem de 2011 eu fiquei um pouco reticente, mas nada como visitar um país pela segunda vez e sair com uma ótima impressão. Grande, imponente, histórica, moderna, agitada são as principais palavras que eu escolheria e que pra mim, melhor define Berlim, com certeza valeu muito a pena viajar vários quilômetros a mais do trajeto pra visitar esse pedacinho maravilhoso da Alemanha.

As músicas que ouvi na viagem

Eu ainda tenho uma porrada de lugares da viagem pra escrever aqui, então, pra não ficar mais do mesmo eu resolvi dar uma variada nos posts, mas continuando no mesmo segmento pra não perder o rumo. Vou falar de músicas hoje. Música e viagem, são duas coisas que combinam completamente. Na verdade, além de um complemento, acredito que uma não vive sem a outra… Então pra mim, meio que vira uma necessidade de ambas. Bem disse Nietzsche: “Sem música a vida seria um erro”. Além de playlist de viagem que montei e publiquei aqui, teve várias outras músicas que eu ouvi durante a viagem nos lugares que eu passava e que me marcou bastante. Happy do Pharrel Willians entrou com certeza na lista – praticamente todos os lugares que entrei como cafés, lojas e restaurantes essa música estava tocando, na minha opinião é o melhor hit mundial de todos os tempos. Em Londres cada vez que a gente ouvia essa música tocar, eu e Marcelo saímos dançando não importando aonde, algo bizarro mais ou menos assim:

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Happy, virou a nossa música oficial da viagem, mas teve muitas outras que eu ouvia e tagava no Shazam pra depois montar uma playlist e publicar aqui; por isso a ideia desse post. Espero que gostem:

Se o aplicativo não abrir, clica aqui

Backpacker: Copenhague – Dinamarca

De Amsterdam até a Dinamarca foram 15 fucking horas de viagem de trem. É claro que pegamos a opção de cabines com camas, então como dormimos na maior parte do trajeto o tempo passou mais rápido (e, é uma delícia viajar assim). Eu acho muito legal fazer uma viagem que você atravessa uma grande quantidade de quilometragens de um país pro outro (ou de vários países pra um outro), nós saímos de Amsterdam à noite, atravessamos a Alemanha e chegamos em terras escandinavas bem cedinho. E isso é bem interessante porque a paisagem muda, a cultura muda e as pessoas são diferentes fisicamente falando também, aliás, tenho que escrever sobre isso: tantos as dinamarquesas como os dinamarqueses, (na verdade, todos desses países nórdicos de um modo geral) são incrivelmente lindos. MESMO! Tipo, não são apenas pessoas bonitas, eles são realmente lindos; altos, elegantes e claro com o que eu mais amo: educados e super gentis. ^^

Copenhague

Copenhague é uma cidade pequena, mas incrível. Sim, apesar de ser começo de primavera, pegamos bastante frio. Situada nas ilhas da Zelândia e Amager, Copenhague é a cidade mais visitada dos países nórdicos, muito bem estruturada – tanto para quem vive lá, como para turistas – há muitos museus, cafés, lojas, restaurantes e vários pontos turísticos legais pra visitar. Não é caro para comer em Copenhague, DESDE QUE se pesquise bem pois tem restaurantes para todos os tipos de bolsos, a cidade como um todo é em si bem cara, a moeda é a coroa dinamarquesa, então é imprescindível fazer a conversão pra não ter sustos depois.

Lá ficamos no Generator Hostel, um dos mais legais que me hospedei e o mais barato que encontramos: café da manhã excelente e muito bem estruturado em todos os serviços. Pontos turísticos que vale a pena conhecer: Palácio de Amalienborg, Strøget, A Pequena Sereia (embora não seja lá aquelas coisas, vale pela história – pois é o símbolo da cidade), Gliptoteca Ny Carlsberg (museu da arte), Nyhavn (é recheado de cafés de restaurantes), Rundetarn (vale a pena pagar e subir até o topo da torre, você tem uma vista incrível da cidade toda). Acredito que dois dias são suficientes para Copenhague e acho que independente da época do ano lá, leve SEMPRE uma blusa a mais hehehehehe.