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Backpacker: Brighton – Inglaterra

Brighton é uma cidade linda e charmosa que fica na costa sul da Inglaterra, cerca de mais ou menos a uma hora e meia de Londres, com trens que saem a toda hora, essa cidade vale muito a pena incluir no roteiro quando se está viajando pelo Reino Unido. Saímos cedinho de Londres: eu, Rick, Má e Lau e fomos pra lá… Viajar de trens pela Europa é sempre um passeio lindo e muito divertido, rimos o caminho todo. Chegamos cedo também e fomos passear pela cidade que tem um pier com um parque de diversões que é o cartão postal de Brighton, a cidade tem uma estrutura ótima para turistas: há centenas de restaurantes, pubs e muitos ingleses que procuram Brighton como uma ótima opção de passeio para o fim de semana.

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Foi amor a primeira vista, não tem como não se apaixonar por Brighton, não tem como não se encantar pelo lugar e pelo clima gostoso da cidade. Passamos o dia lá: comendo muito, passando pelo parque de diversões, pela cidade e pela praia que é TODA de pedrinhas, é a marca registrada e muito conhecida justamente por isso, aliás, gostei muito mais do que se fosse areia, é uma delícia deitar naquelas pedrinhas, dá uma relaxada no corpo. Brighton tem muitos lugares pra comer com boa comida e o melhor ainda: barato. Pegamos um dia lindo, que apesar do frio normal para a época em que fomos, fez sol o dia todo então deu pra aproveitar tudo.

Como só passamos o dia, eu Não sei como é o esquema de hotéis e hostels por lá, mas dos dois tipos e todos eram bem bacanas e pesquisando depois do Trip Advisor há bastante opções nesse sentido. Brighton é o típico lugar pra se visitar e que você já fica com vontade de querer voltar.

Backpacker : Bruxelas – Bélgica

Minha passada pela Bélgica foi super rápida, a viagem de Berlim até Bruxelas foi longa também, mas conseguimos uma cabine de vagão com camas e que tinha até um chuveiro que não era ótimo, mas dava super pra relaxar e recuperar a dignidade perdida com o cansaço, que a essa altura já estávamos há um mês viajando in loco, correndo de uma estação de trem pra outra, carregando mochilão e andando como se fosse uma peregrinação, é uma delícia, é o que eu amo fazer, mas é claro que isso fisicamente falando, cansa bastante. Quando chegamos na estação central – a Brussel Midi, Rick já foi fazer a reserva de acentos no trem para Luxemburgo que de acordo com o nosso roteiro, seria no outro dia. Acontece que voltando de Luxemburgo pra Bruxelas (pois de trem não existe de Luxemburgo pra Londres) teríamos que ficar mais dois dias na Bélgica, pois o acentos dos próximos trens para Londres estavam todos lotados. Eu não queria isso. Não queria matar dois dias de Londres mesmo que isso significasse deixar de conhecer outro lugar porque: Bélgica era o nosso NONO país dessa viagem, estávamos cansados, estávamos ansiosos por Londres pois queríamos ver nossos amigos, queríamos estar de novo lá mesmo sendo a nossa terceira vez na Inglaterra, e bem… Eu estou falando de Londres e tínhamos planos de ir pra mais cidades na Inglaterra. E não foi só isso… Pra primeira impressão que tive da Bélgica, logo que entrei no país, foi que eu achei tudo muito bagunçado e isso tenho que admitir que me broxa um pouco, principalmente pelo fato de estar tão longe de casa em um lugar que nunca tinha pisado antes, mas mesmo assim, resolvi (ainda) não dar importância pra isso sem antes conhecer mais a fundo pra poder falar alguma coisa.

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Nosso hostel não era tão perto do centro, mas o lugar em si era sensacional pois tinha um bar muito legal aonde finalizei boa parte das musicas da minha playlist que fiz nesse post aqui. Não era perto do centro, mas pra minha felicidade gorda era exatamente ao lado da fábrica da GODIVA. Podia sim conhecer a fábrica, mas como o nosso tempo estava curto, eu me realizei com o outlet da loja, “apenas” e trouxe até chocolate com sal grosso pra casa. O centro de Bruxelas não é grande, mas é bonito… O principal ponto é a praça central – a Grand-Place que desde 1988 é Patrimônio Mundial da UNESCO e tem uma arquitetura gótica maravilhosa, há também a Catedral de St. Michael e o Atomium que eu não fui porque já era bem mais longe e não daria tempo.

Gostei de conhecer, mas confesso que não me encantei. A mesma bagunça que eu senti na estação de trem quando chegamos, eu senti caminhando na cidade também. Não há muitas informações para turistas, foi difícil de achar alguns pontos, talvez isso em parte porque eu já estava um pouco cansada, mas talvez pelo fato de não ter mesmo e não superar minhas expectativas como aconteceu em todos os outros lugares que passei. Há bastante opções pra comer e na sua grande maioria alguns não são nada baratos, mas por algum motivo, também achei um pouco difícil de me achar nessa parte, mesmo depois quando estávamos no hostel e precisamos de um mercado, foi bem trabalhoso de se achar e tivemos que andar bastante.

Em Bruxelas há uma mistura de nacionalidades muito grande também: muitos paquistaneses, africanos, nigerianos, indianos e até ciganos, essa mistura por um lado é boa, afinal, você vê muita gente diferente concentrada num lugar só, mas também fica mais difícil de absorver a cultura propriamente dita do país, eu encontrei mais lugares que vendiam kebabs do que lugares com os famosos waffles belgas. Se eu recomendaria conhecer Bruxelas? É claro que eu recomendaria, o que eu contei aqui foi a MINHA experiência que jamais deve ser generalizada quando o assunto é viajar, acho que eu só não recomendaria algum lugar se eu tivesse passado por alguma experiência muito ruim ou alguma situação que me colocasse em absoluto perigo, tenho amigos que conheceram a Bélgica antes de mim e simplesmente ficaram apaixonados por tudo. Eu gostei bastante também, mas esperava muito mais, esperava me surpreender. Voltaria? Honestamente e provavelmente não, até mesmo porque, eu ainda preciso conhecer Luxemburgo ehehehe.

“minha vontade de viajar não é passageira”

As vezes, quando alguma hora do dia está mais sossegado, gosto de ficar no Vimeo assistindo alguns vídeos… O primeiro tema que sempre procuro é sobre viagens e cidades, tem bastante coisa legal lá e hoje assisti um que resolvi compartilhar com vocês, especialmente pra aqueles que amam viajar:

Os looks da viagem

Meu mochilão foi de 38 dias. Isso quer dizer que nesses 38 dias eu tive que me virar com uma quantidade X de roupas (lavei roupas 5 vezes durante a viagem), calçados, fora os item básicos de higiene como shampoo, sabonete, escova de dente etc… Eu ainda fui na época em que estava frio, portanto, as roupas são mais pesadas. Uma coisa que faço em toda viagem é: não levar calça jeans, principalmente se o lugar que vou está frio. Jeans não me esquenta então eu uso e abuso das calças leggings e das meias calças com o fio mais grosso que comprei várias na Lupo. Casaco é a mesma coisa, levo dois ou no máximo 3 – um meia estação e outros dois que sejam mais quentes e mais umas duas blusas de moletom quando eu enjoo dos casacos. Dou uma variada nos cachecóis pois além de dar um diferencial no look, não faz volume na mala.

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Já os calçados eu não consegui variar muito e isso tem um motivo: levei dois tênis e uma bota de neve (que acabei nem usando), mas em Madri eu comprei uma UGG que apesar de muita gente torcer o nariz, são as botas mais confortáveis que existem… MESMO! Além do que, acredito que sabendo combinar certinho com o look, ela fica sim charmosa nos pés e na Europa as UGGs estão sendo o must have… As mulheres usam com tudo. Como eu caminho muito em viagens, o tênis por melhor que seja (levei meus dois na Nike) sempre faz bolhas nos meus pés, coisa que com a UGG eu não tive esse problema.

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As duas blusas mais quentinhas é a preta e a cinza, ambas da Quechua que cortam vento e chuva, eu sempre variava com uma bermuda ou saia jeans e o cachecol pra complementar (e pra esquentar também, dificilmente fiquei sem). O vestido florido foi um dos looks que eu mais gostei e comprei numa loja de departamentos da Dinamarca, o moletom cinza claro eu comprei na H&M da Bélgica, pois nesse dia eu fiz a esperteza de sair só de camiseta achando que não passaria frio, mas foi uma ótima aquisição, pois usei bastante em Londres depois. Em Londres também comprei esse colete azul marinho que é forrado por dentro… Super quentinho, não lembro o nome da loja que comprei, mas fiquei super feliz quando fui passar no caixa e estava a metade do preço da etiqueta.

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E foi assim que me virei nos 30 com as poucas roupas que levei durante a viagem toda, se vocês repararem não tive muita opção porque como foi mochilão, eu não poderia levar roupas demais, o que fiz mesmo foi contar com minha criatividade pra não sair com a mesma roupa em todas as fotos e o povo achar que eu sou porquinha ahahuauhahuauh. Ah, as luvas e o gorro salvaram minha vida nos lugares mais frios.