Posts marcados na categoria Blogs

29 jan, 2018

as metamorfoses do blog

Esse blog já passou por tantas transformações. Eu, pessoalmente, passei por muitas transformações desde quando comecei a escrever aqui, lembro bem quando um amigo falou sobre blogs lá em meados de 2001 e eu resolvi criar um. Comecei com uma plataforma que era ruim pra caramba (o weblogger, quem lembra?), não tinha nada do que tem hoje, depois fui pro blogger da globo, mais pra frente fui pro blogspot e só há poucos anos atrás, com a ajuda da Lya, que mudei pra plataforma do wordpress e passei a ter meu o próprio domínio.

Durante todo esse tempo, eu tive todo tipo de layout que vocês podem imaginar e me arrependo amargamente de não ter salvado os banners que eu colocava porque eu tenho certeza que além de saudade, hoje isso renderia boas risadas. Quando ainda nem era Miss American Pie eu cheguei a fazer um layout com a foto do Supla (?!?!?), era todo preto (carregadíssimo) e outro do Bruce Willis… O Bruce Willis, gente!!!! AHAHAHAHAHA… Do Supla por exemplo, não é porque eu fosse fã dele, mas tinha encontrado uma foto legal e resolvi colocar, só por isso. Eu não tinha muito critério (pensando bem, acho que nenhum…), quase ninguém tinha naquela época e esse era o divertido de ter um blog, depois (não me lembro quanto tempo depois), adotei o Miss American Pie como título e desde então foram anos usando banners só com o tema Madonna (em alusão a música), meu Deus e foram tantos… Tinha Madonna por todos os lados, em todas as fases, de todos os jeitos. E mais uma vez quando penso nisso me arrependo muito de não ter salvado as imagens dos banners. Esses são os mais antigos que não são tão antigos assim, que eu consegui encontrar, acho que nessa época eu já estava no shejulis.com:

E não sei se vocês notaram, mas eu mudei novamente o banner aqui do blog (!). Só que esse, especialmente esse, foi euzinha que fiz. E sozinha! Olha, eu já aprendi muitas coisas esse ano: instalar temas, criar banners usando o Photoshop, consegui até instalar o SSL que estava dando erro… Eu nunca tive noção alguma de criar, mudar ou editar essas coisas, só faço o básico do básico mesmo, embora as ideias sempre aparecessem na minha cabeça, foi sempre a Lya que executou tudo pra mim e como eu disse no outro post das prateleiras: nada que um vídeo de tutorial no youtube, paciência e vontade de fazer não te ensine. Próxima meta agora é aprender a tomar café sem açúcar ahahahaahahah, mas o fato é que esses dias eu fiquei tão concentrada em ficar aprendendo e fazendo essas criações que acabou, sem querer, sendo uma terapia enorme pra mim e em casa também não está sendo diferente quando estou off. Como durante o meu trabalho eu fico boa parte do tempo na internet, é bem complicado as vezes administrar o chorume que vem de todos os lados, seja em notícias ou nas pessoas se espinafrando em volta e nessas ultimas semanas, eu deixei tudo isso de lado e descobri que essa veia criativa de “artesanato virtual” além de me ensinar diversas coisas, me fez um bem danado.

O banner do momento não é muito diferente do anterior, mas é que sou apaixonada por lavandas e agora estou numa fase, comparado aos outros layouts, muito mais clean por assim dizer. Eu não posso deixar de sempre agradecer a Lya, que além da minha maior incentivadora a continuar a escrever e deixar o blog com a minha cara, sempre me ajuda quando eu preciso de um help e olha que eu admito que encho o saco dela pra caramba com esses assuntos. Lendo agora, eu percebi que escrever isso aparentemente parece ser tão bobo, tão normal, mas com tudo na minha vida eu procuro tirar grandes lições, principalmente nas pequenas coisas e muito provavelmente de hoje em diante todos os banners que vocês irão ver, serão de minha autoria e quando aparecer coisa nova (inclusive os posts, é claro) podem ter certeza que foi um tempo altamente terapêutico que eu dediquei a mim, então por mais bobo que pareça, há uma importante relevância nisso. 🙂

19 dez, 2017

Encerrando 2017

Houve uma época aqui no blog em que todos os anos eu fazia uma retrospectiva com um balanço de como foi o ano pra mim, depois parei de fazer isso – pelo menos aqui, por pura preguiça e relaxo mesmo ou porque muitas vezes eu achava que soaria chato demais, mas nesta época do ano eu gosto e sempre faço uma reflexão de tudo o que aconteceu, o que deixou de acontecer e os planos que eu quero pro ano seguinte, mesmo que eu não registre isso por escrito, mas eis que então esse ano eu resolvi escrever.

E 2017 foi assim: eu pisquei e o ano passou. De toda a minha vida eu posso dizer que esse ano, ao menos pra mim, foi o ano que mais passou rápido comparado com todos os outros, muitas pessoas também acharam a mesma coisa, mas o fato é que pensando bem, isso tem seus prós e contras… Muita coisa aconteceu no meu 2017 e talvez esse seja um dos motivos que fez com que eu tivesse essa sensação de rapidez no calendário, não teve um mês sequer que foi um marasmo, sempre tinha alguma novidade, alguma coisa acontecendo e graças a Deus! – Só coisas boas. Por outro lado, toda essa rapidez também acaba sendo um tanto quanto assustadora pra mim… Parece que foi ontem que eu estava de malas prontas pro Natal e Ano Novo em Londres, eu lembro da roupa que eu estava usando quando cheguei lá, da sopa de tomate que derrubei na mesa quando estava jantando no aeroporto (é, Julianices), detalhes totalmente banais, mas que dão nitidamente a sensação de parecer que foi ontem e aí DE REPENTE! – Já estamos em mais um final de ano e isso me assusta um pouco. Nessas horas eu fico pensando que talvez eu precise desacelerar mais (falando isso de um modo geral) ou procurar coisas em que o tempo seja deixado mais em segundo plano ou que dê a sensação de passar mais devagar, e aí a gente entra num paradoxo, que por mais que a gente anseie que as coisas boas se concretizem rápido ou que aquele momento chato passe logo de uma vez, no fundo, dá um certo medinho quando tudo acontece rápido demais. Estou loucona ou isso também acontece com vocês?

De qualquer forma, 2017 mesmo sendo um ano que indiretamente aconteceu muita coisa errada aqui e no mundo, pessoalmente falando, foi um ótimo ano pra mim e eu não tenho do que reclamar. Começamos o ano viajando e foi o ano novo mais inesquecível da minha vida: revi amigos, conhecemos lugares incríveis, pisei em cantos que estava morrendo de saudades… Londres sempre será a cidade do meu coração. Voltamos pra casa e pouco tempo depois a nossa casa virou literalmente nossa de verdade, foi um grande passo e foi uma correria total também, mas tudo deu muito certo. Estou com umas ideias maravilhosas de decor e algumas eu já coloquei em prática.

Nessa mesma época também já tínhamos fechado mais uma viagem. Só que essa, por nossa escolha, seria um pouco diferente do que já estávamos habituados. Ir para o Chile novamente me fez matar uma saudade enorme que eu estava de lá e só me dei conta disso quando pisei em Santiago, mas conhecer o Atacama foi algo completamente surreal, foi a mesma sensação que estar em outro mundo e eu voltei de lá, uma pessoa melhor (obviamente não melhor do que ninguém, mas no sentido de melhor para mim mesma). Porque mais do que conhecer o mundo, viajar também é um autoconhecimento. Voltei alguém melhor porque não é todo dia que você está pisando na neve e poucas horas depois andando pela areia do deserto, não é todo dia que se escala uma montanha a -15 graus de temperatura e a quase 6 mil metros de altitude, não é todo dia que você sente a força da natureza como se estivesse em cima de uma panela de pressão ao visitar um geyser, não é todo dia que você está no meio de um vale de trocentros mil anos, vislumbrando a beleza de um imenso vulcão enquanto o sol de se põe e essa viagem me fez um bem enorme porque por vários dias, eu tive contato com um mundo totalmente diferente do qual eu vivo.

Aí voltando um pouco, mais pro começo de ano – pra ser mais pontual, eu decidi parar de comer carne. Comecei parando com a carne vermelha (que já consumia pouco), depois com o frango, mas pouco tempo depois eu decidi partir do vegetarianismo para o veganismo e essa foi, de verdade, uma das melhores decisões da minha vida. O veganismo me trouxe muitas coisas: um conhecimento real de tudo (mesmo que muitas vezes seja um conhecimento doloroso), mas que carinhosamente eu prefiro chamar de despertar e além da parte toda de alimentação, consciência e filosofia, me trouxe também novos amigos, lugares novos que conheci e todo um mundo se abriu pra mim, nunca nenhuma porta se fechou.

Teve um show que eu esperei minha vida inteira e finalmente em 2017 aconteceu. Quando o U2 anunciou a turnê no Brasil eu quase enlouqueci e obviamente sofri horrores por antecipação porque, eu tinha praticamente certeza que não conseguiria os ingressos, o que de fato quase aconteceu… Mas quem tem amigos nunca está só, né? Meu amigo Fred conseguiu dois pra mim e eu fui com o Rick no primeiro dia de show. Chorei, cantei e me diverti tanto que não tirei nenhuma foto de tão eufórica e louca que fiquei, mas guardei tudo na memória e no meu coração.

No decorrer do ano eu li muitos livros, minha meta para 2017 era ler um livro por mês, mas eu consegui passar esse numero e li 16 17 livros esse ano. Nada mal, mas poderia ter lido mais? Poderia se as vezes o sono não me vencesse (gosto de ler antes de dormir) ou perdesse menos tempo no celular, quem sabe agora em 2018. O Rick me deu um Kindle de presente e sendo assim eu devolvi o dele, ler sempre será uma das minhas melhores terapias. A propósito, teve um post falando do livros que eu mais gostei e o que eu menos gostei, vocês viram?

Resgatamos e doamos gatinhos e isso apesar de não ser uma tarefa fácil (por isso tenho uma profunda admiração pelo trabalho das ONGS), foi muito gratificante porque eu senti a sensação de dever cumprido por ter resgatado vidas e dado a um lar com muito amor e carinho como realmente merecem. Por falar em gatos: os meus continuam lindos, bem cuidados, cheios de amor e muito safados também – eu preciso mencionar isso, cada dia é uma nova traquinagem pra contar história, mas é por eles e por todos os outros bichos que reforço cada vez mais o meu ativismo na causa animal.

Não existe um mundo perfeito ou uma vida cheia de flores, óbvio que a gente se estressa alguma hora (ou muitas horas ehehe) com alguma coisa, mas não lembro de algo que tenha sido o bastante ruim que as coisas boas não compensassem e mais uma vez eu só tenho que agradecer por isso. O ano ainda não acabou, mas desde já me sinto satisfeita por tudo e mesmo que tenha sido um 2017 bem apressadinho, não deixou de me dar felicidades.

Mudamos a roupinha do blog pra entrar em 2018 com tudo novo. Arte como sempre da maravilhosa Lia. Mais clean, suave e pleno ehehehe, eu tô apaixonada por esse tema. É muito engraçado porque o WordPress salva os banners antigos e eu estava vendo eles antes de publicar esse post, com o passar dos anos eu fui optando cada vez mais por algo mais clean e olha que eu sempre gostei de layouts visualmente mais carregados. A gente vai mudando até nesse aspecto. Mas é isso.. Já tenho muitos planos para 2018 – por mais clichê que isso possa parecer quando escrevo aqui, porém, esses eu guardo só pra mim e só divido depois que acontecer, combinado?

06 mar, 2014

Carta aberta para Juliana de 2004 em diante

Essa ideia sensacional eu li no blog da Vic do Borboletando que também está em um grupo do Facebook chamado Rotaroots – Em prol da Blogosfera Old School – ao qual eu estou fazendo parte agora. Na verdade tudo foi inspirado na TAG original do Hypeness e eu gostei tanto que resolvi escrever também. O tema é você escrever uma carta pra você mesma contando como foi a vida de 10 anos atrás pra cá e o que você ainda precisa mudar, melhorar, continuar, enfim… Aquelas perguntas simples que todo mundo as vezes se pergunta: o que de diferente foi de 10 anos pra cá? Faria a mesma coisa? Mudaria tudo? Quais conselhos que eu me daria anos atrás? Aparentemente parece tudo muito clichê, mas acreditem: não é! É praticamente uma auto analise, uma auto critica ou apenas bons conselhos que todos deveriam um dia fazer para si, mesmo que isso não fosse redigido pra um blog ou um papel.

carta-cat-post

Espero que esse post sirva como uma inspiração para outras pessoas e claro, principalmente pra mim que procuro sempre ser uma pessoa melhor. E complementando a carta, vai rolar até uma musica junto (thanks Vic, ‘roubei’ esse plus da sua ideia), pra ficar mais emocionante:

“Olá, Ju! Tudo bem?
Bom, eu sei que está tudo bem com você, afinal sou eu mesma me escrevendo uma carta e embora esse pedaço de frase pareça bem estranho, faz muito sentido quando se começa uma carta tão pessoal como essa, afinal de contas sou eu, falando com meu eu. 10 anos se passaram, tudo foi tão rápido e muitas coisas aconteceram, não é mesmo? Coisas que você achava que um dia aconteceriam, mas que talvez por algum motivo demorassem mais tempo enfim chegaram, na verdade, na sua hora mais certa… É como você sempre gostou de pensar – por mais torto ou por mais perfeito que essa hora fosse. Em 10 anos, você namorou, noivou, se formou na faculdade, casou, viajou, arrumou bichos de estimação e de uma maneira geral aproveitou bem a sua vida, embora você sempre acredite que esse lance de “aproveitar a vida” sempre dá pra ser melhor… E você não tem o que realmente reclamar prestes a completar 35 anos, é uma pessoa feliz, saudável, do bem, mas assim como todo mundo (e ainda bem!), obviamente não é perfeita… E mesmo já tendo aprendido a lidar com muitas coisas que você aprendeu tanto pelo amor como pela dor, há aquelas que você pode melhorar e sabe muito bem disso. A vida é um eterno aprendizado, minha querida. Mas é claro que não é só isso, você é cheia de qualidades também; é linda, educada, querida, radiante e muito modesta! Vamos então, conversando despretensiosamente, assim tudo fica mais simples… Pra que complicar, néam gata?

Seja menos ansiosa. Você até ri quando eu digo isso porque sempre foi assim desde que se entende por gente. Você sempre foi ansiosa e sabe disso, mas sabe que isso já fugiu do seu controle algumas vezes e embora hoje você tenha total domínio sobre essa ansiedade, sabe também que uma hora pode acontecer de novo, porque você é simplesmente uma humana-mortal feita de carne, osso e coração. Mas sério: seja.menos.ansiosa – ok? Em 2011 você teve uma depressão e isso deu uma grande sacudida no seu emocional e você se sentiu péssima, e bem… Deve ser pelo fato de que você realmente ficou péssima. Depois de muita choradeira e muita tristeza, aquela tempestade que você pensava não ter um fim, foi se dissipando aos poucos e tudo nessa sua cabecinha foi ficando mais claro. Não foi de um dia pro outro, eu sei e você amadureceu muito com isso e olha que legal; passou a se conhecer e a se compreender melhor. Compreender inclusive, o mundo a sua volta e tomar como relevante aquilo que realmente tivesse alguma importância na sua vida. Em 2014 você estará curada da sua depressão, mas sabe que é uma pessoa irremediavelmente ansiosa. Sabe sim a se controlar melhor, toma até remédios pra isso que eu espero em 2014 não precisar mais deles, mas sabe que 90% da sua melhora só depende de você. Então respire, relaxe e sofra menos por antecipação – realmente você não precisa disso porque você acaba vendo coisas aonde não tem e depois se sente uma ridícula por isso, afinal de contas, você sabe que é uma pessoa forte, mas muitas vezes duvida dessa sua fortaleza. Acredite mais em você.

Eu tinha dito que você aprendeu a dar importância pra apenas o que fosse realmente importante, mas nem sempre você faz isso. Principalmente quando o assunto é pessoas. Você é do tipo que quando não está mais se entendendo com aquela pessoa, você simplesmente larga de lado e toca sua vida civilizadamente: não conversa mais, não liga mais, não procura mais e fim. Cada um com sua vida, cada um no seu quadrado, sem mágoas. Porém as vezes tem assuntos e pessoas que são bem mais pequenos e que você dá aquela importância besta que realmente não merecia. Simplesmente releve e siga em frente por mais que você justifique dizendo que não tenha sangue de barata. Ninguém tem, mas né… Você é adepta da frase: “aquilo que não te acrescenta, em nada te fará falta” então cerque-se apenas de pessoas e coisas que te fazem bem e feliz. O que não faz; não dê ouvidos, deixe de lado e não insista por mais de duas vezes, senão com certeza você irá se estressar a toa. Tá cheio de gente ocupando um espaço desnecessário no planeta e você realmente não precisa disso.

De 2008 em diante você teve mais do que certeza de que não queria e nem irá ter filhos. Você nunca gostou muito de seguir esse tipo de padrão da sociedade e isso é uma coisa mais do que decidida na sua vida. Em contra partida tem um cachorro e dois gatos que nesse período de 10 anos entraram na sua vida e só te trouxeram coisas maravilhosamente boas – você sempre diz isso, sempre diz que neles encontra a paz que muitas vezes procura e acho que seu instinto maternal está exatamente neles e não se importa com quem de repente, tenta menosprezar com isso essa sua opção, aliás, nunca deixe que façam isso com você. Você defende muito bem a causa animal, não tem problemas em dizer que prefere mais seus bichos a muita gente que conhece e depois que começou a ajudar sempre a ONG aonde adotou seus gatinhos, isso te fez um bem enormeeeee que talvez nem você mesma ainda tenha se dado conta. Nunca pare com isso, é sério: nunca pare de ajudar quem você acha que precisa – seja bicho ou pessoa. E sempre que puder fazer mais, faça… E eu sei que irá fazer.

Em 2008 também você realizou o grande sonho da sua vida que foi conhecer a Inglaterra, aliás, sonho esse que você sabia que um dia iria acontecer, mas que achava que demoraria mais tempo… E olha como a vida é maravilhosa: semana que vem está indo viajar outra vez e como ‘plus’ estará mais uma vez indo pra Inglaterra – agora pela TERCEIRA VEZ. Você sempre gostou de viajar – algo que herdou dos seus pais, mas foi de 2008 em diante você tomou isso como um objetivo de vida e acredite: isso é sensacional, garota. Você já conheceu muitos lugares, irá pra outros tantos mais na semana que vem (ui deu um frio na barriga, né?) e aprendeu sozinha a ver coisas maravilhosas por mais simples que fossem nessas suas viagens pelo mundo afora. Você sempre pega pedrinhas de alguns lugares pra trazer pra casa, acho tão fofinho esse hábito. Cada vez que você chega até o ponto mais distante de um destino você sempre diz: “agora sim estou bem longe de casa” e isso sempre teve um grande impacto bom que só “nós” sabemos como isso funciona dentro de você, portanto, continue com aquela meta de fazer uma viagem por ano e se puder: faça mais, muito mais. Viaje! Você precisa disso na sua vida. Conheça o mundo, explore o que tem nele porque isso você sabe perfeitamente que quando olhar pra trás, terá a doce certeza que cada segundo valeu a pena.

Leia mais, embora você estará realmente empenhada nisso em 2014 já que seu 2013 foi um fracasso com os livros, mas ler nunca é demais e acredite: dá pra melhorar! Escreva mais, blog sempre foi uma terapia pra você. Fique menos no Facebook, embora você já esteja melhorando nisso também, mas não custa lembrar. Se apegue nos pequenos prazeres que você gosta e te fazem bem. O simples sempre te apaixonou, então não é difícil te agradar, seja menos preguiçosa e vá mais vezes a academia, e tente algum outro esporte se não for pedir demais… Certa vez você tinha cogitado de fazer natação. Pois então, pense nisso.

Siga seu coração, há muitos anos atrás você dizia “só que arrependo do que não faço” e mais pra frente você concluirá que não é bem assim, todo mundo se arrepende de alguma coisa e se errar: seja humilde, peça desculpas, levante e tente de novo – até conseguir o certo. Ah, e continue com aquela mania de anotar frases de filmes e livros, é bem legal isso, essas frases sempre foram muito confortantes em vários momentos da sua vida e talvez você só esteja se dando conta disso, agora que está escrevendo essa carta.

Pra finalizar, nunca deixe de ser quem você é – na sua essência e seja sempre humilde em saber que precisa aprender mais, seja lá o que esse aprender signifique não importando o tamanho do aprendizado. Se quiser mudar em alguma coisa, mude por você em primeiro lugar. Quando se sentir só ou aflita, vasculhe os arquivos do blog, ouça a música e leia esse post novamente pensando com muito carinho em mim mesma. Eu te amo e você também se ama!

Com amor, do seu eu em 2014
Juliana”

Quer ler as outras cartas? Quer fazer o mesmo? Entre pro grupo Rotaroots no Facebook para acompanhar as outras atualizações e leia a TAG original “Uma Carta” no blog Hypeness.

11 fev, 2014

Sobre (as pequenas) mudanças no blog

blog1

Como vocês sabe (e notaram, é claro) há pouco mais de um mês, graças a ajuda da minha querida e maravilhosa amiga Lia eu dei uma super melhorada no blog: agora tenho um domínio próprio e um layout com uma disposição muito mais clean e bem mais gostoso de navegar. Com essa incrível mudança (uau!), outras também – mesmo que mínimas, tiveram que acontecer para o melhor funcionamento do MAP, eu preferi colocar tudo em ordem (ou quase tudo) pra depois dizer cada uma delas pra vocês:

– o MAP agora tem categorias e isso quer dizer que fica mais fácil de achar as postagens, porém há um ponto: eu ainda não tive paciência/tempo/coragem de colocar mais de 1700 posts certinhos nas suas devidas categorias por motivos óbvios de: dá um trabalho do caralho. Entretanto, desde que comecei com o novo domínio eu venho fazendo isso com os mais atuais e (quase) todos os dias eu vou fazendo o mesmo com os posts mais antigos, vai demorar um tempo e não me perguntem quanto, mas espero um dia quem sabe conseguir organizar tudo isso. De qualquer forma, se precisarem procurar por algum assunto específico as tags estão aí a disposição.

– O email de contato do blog mudou, agora é: contato@shejulis.com (ai que chique), portanto, se precisarem me escrever utilizem este endereço e não mais o do antigo gmail, pois daqui um tempo eu vou deletar o antigo e ficar apenas com esse.

– Feeds: ainda é possível sim fazer as inscrições das postagens e receber as atualizações no email, acredito que as pessoas que liam o blog dessa forma, não estejam recebendo mais as postagens via email por conta da mudança de domínio, peço então pra que se inscrevam novamente aqui (ou tem o link permanente mais abaixo – logo depois do app do Last.fm)

– O endereço do Feeds também mudou, agora é: http://feeds.feedburner.com/shejulis/bdPm

– A busca continua em cima do meu perfil, porém, um pouco mais discreta: está a direita, na mesma direção da barra do menu e os arquivos estão bem mais organizados: tem a opção de categorias, mensal, anual ou então todas as tags que eu uso.

– Logo abaixo do banner do blog, antes dos posts, tem os posts em destaque (aliás, uma das coisas que eu mais amei na disposição desse layout novo, o wordpress é sensacional), lá estão alguns que vou colocando evidência, mas sempre serão os mais atuais e não os antigos. Como tem um numero limitado pra isso, os que vocês sempre verão serão os mais recentes, sempre.

– Apesar de engatinhando, pretendo sim continuar com a categoria de looks, mas aquele lance que havia prometido de um look por semana eu acabei não cumprindo… pardon, mas como as postagens aqui não são diárias eu achei que se eu fizesse isso uma vez por semana, ia ficar mais do mesmo.

Acho que basicamente é isso, com o tempo tudo vai ficando ainda mais redondinho e conforme mais mudanças, também vou comunicando aqui 🙂

22 jan, 2014

Amo escrever porque…

… Pra começo de tudo, essa é uma resposta com muitos motivos e não tem como eu escolher apenas um. Me formei em publicidade e mesmo sendo uma área cujo o envolvimento de imagem é maior do que palavras, mesmo assim, eu sempre gostei mais da parte de redação, mas minha paixão por escrever com certeza veio dos blogs.

screen-shot-2010-08-18-at-10-57-53-am1

Já disse inúmeras vezes, falei disso no post da minha ‘volta’ mas sempre achei que o blog é um meio aonde você se (re)descobre e se (re)inventa sem precisar de muita coisa dedicada à ele. Não sou expert escrevendo, longe disso e acredite: isso não é uma falsa modéstia. Mas por outro lado, sempre me expressei melhor escrevendo do que falando. Também não acredito que isso, no meu caso, seria um dom, pois sempre achei que tudo foi apenas prática que veio com o tempo… Se alguém pegar meus posts antigos perceberá claramente o quanto eu amadureci nisso (e o quanto também ainda tenho que aprender), também não tenho o dom pra escrever um livro ou um monte de poemas, mas ter um blog já me deixa preenchida por completo… Preenchida por nessa satisfação que – mesmo que há alguns meses atrás estivesse adormecida, jamais eu abandonaria esse meu amor. Só dei um tempo e agora aos poucos estou voltando.

Gosto de escrever tudo o que vem à cabeça (ou quase tudo) e gosto de sentar na frente do computador, ligar o som bem baixinho e começar a digitar sem obrigação ou pretensão alguma. É diferente de você dizer “legal vou escrever isso no blog” e “legal, preciso por isso blog”, acho que todo mundo já tem obrigações demais e não precisa de mais uma (ainda mais de algo que é só seu e que você faz por gosto). Lembro que na minha adolescência eu escrevia muito em diários: cada ano era uma agenda nova, recortava imagens de revistas pra colar, guardava papel de bombom na bolsa “pra colar na agenda depois”, registrava pequenas coisas da minha vida que me deixavam feliz por mais que fossem banais e talvez eu nem tenha me dado conta dessa importância naquela época, mas percebo que hoje isso é muito do meu reflexo do que fiz lá atrás e sou grata a mim mesma por isso. Pequenas paixões sempre me divertem.

Hoje é claro que tudo é muito mais moderno, mais rápido e em números bem maiores, muita gente (mesmo não sendo todo mundo) também tem essa paixão, mas acredito que a essência não mudou de uma agenda cheia de cacarecos pra um blog, ela só se aperfeiçoou. Você tem a opção de querer ou não, dividir isso com as pessoas e (ainda bem!) não é uma regra. Há quem se preocupe com números nos acessos, mas honestamente eu não me importo com isso e acho que dessa forma é muito mais gostoso. Não escrevo pra me impor ou impor alguma ideia, não distorço os fatos do mundo e muito menos da minha vida e jamais escrevo como se eu fosse a dona soberana da razão – coisa que muita gente acaba fazendo e isso se torna um péssimo hábito entre as pessoas. Mas o que quero é apenas me importar com esse meu espaço, apenas com o que faço ou deixo de fazer pra essa minha paixão por escrever sempre continuar com meu jeito, meus gostos, minha personalidade, minha cara… Meu universo particular, meu mundo paralelo. 🙂