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01 jul, 2019

Sobre desapegos de cabelo

Eu nunca fui apegada com cabelo. Acho que pensando bem eu nunca fui apegada a muitas coisas mesmo. Se enjoei do corte – eu mudo, se enjoei daquela roupa – eu passo pra frente, se algo me incomoda – eu me afasto… De certa forma, eu sempre fui assim mesmo porque nunca somos aquilo que éramos no passado. As opiniões mudam, nós mudamos, as percepções também e com isso a gente vai se conhecendo cada vez melhor, se amando mais e não aceitando mais aquilo que não nos faz bem. Com o tempo a gente vai vendo aonde se encaixa e principalmente aonde não se encaixa mais… Isso se chama amadurecimento.

Eu estou cheia de pensamentos para esse post, tudo isso só para só contar sobre o meu corte de cabelo, mas é porque eu sempre gosto de fazer uma analise das coisas como um todo e o impacto – mesmo que sutil – que isso acaba refletindo na minha vida. Eu já tive cabelo curto sim, mas nunca tinha aderido ao Pixie Hair. Sempre fui apaixonada por esse tipo de corte, eu acho lindo mulheres de cabelo curto, eu acho maravilhoso quando você se liberta dos padrões e ainda se torna uma versão (muito) melhor de si mesma. E antes de bater o martelo, eu pesquisei muito sobre os tipos de curtos, principalmente para ter certeza se era isso que eu realmente queria.

Pesquisei os cuidados, melhores cortes, inspirações, mas principalmente o que a simbologia de ter um cabelo curto carrega na vida de uma mulher. Aí vocês podem me dizer: “ah chega desse discurso meloso, corta logo, cabelo cresce”. Cabelo cresce sim, mas há um sentimento de libertação e autoconhecimento quando se decide cortar bem curtinho, acho que esse vídeo da Nádia explica exatamente o que eu quero dizer:

Não é porque se está na moda ou não. Não é porque tal celebridade do momento está usando um curto feito por aquele hair stylist caríssimo. É pelo amor próprio, o autoconhecimento, libertação, pela autonomia da escolha… É buscar uma nova versão de si mesma e conhecer a própria essência. Dito isso, a gente leva tudo isso pras outras esferas da vida e nesses últimos tempos eu aprendi tanto e passei por tantas outras que posso dizer que estou liberta não só de cabelo, mas de várias outras coisas também e isso me dá uma paz de espírito que dinheiro nenhum paga. Essa sou eu: uma mulher de 40 anos, trabalhadora, esposa, filha… Uma mulher que luta pelas coisas e nem por isso se sente melhor ou pior do ninguém, mas que se orgulha de ser quem é.

E agora eu tô um nojooo com esse cabelinho novo:

Meu corte foi feito no Berlin Hair que fica na Augusta, pelo Lucas Piex especializado nesse tipo de corte, um amor de pessoa e um ótimo profissional. Recomendo de olhos fechados. O cabelo eu doei para um instituto que faz perucas para pessoas que fazem tratamento de câncer. 🙂

25 mar, 2019

Os Meus 40 Anos

Quando eu comecei a escrever em um blog eu tinha por volta dos 20/21 anos, quando fiz 30 anos eu escrevi um post sobre a minha nova fase balzaquiana e anos depois resolvi guarda-lo nos arquivos só pra mim. Passaram mais 10 anos.
Hoje estou completando 40 anos.
Mais uma volta em torno do sol.
Mais uma primavera.
Mais um ano de vida!
Fazer 20, 30 anos é legal, mas chegar aos 40 eu diria que é simbólico.
É a idade que a gente percebe o quanto a vida é realmente incrível principalmente quando acontece de dentro pra fora, as recordações passam em time lapse e você se dá conta do quanto já viveu e o tanto que já aconteceu. Seja com as alegrias ou as tristezas, eu coloco tudo junto no combo dos meus anos. Chegar aos 40, pra mim, é mágico ver o quanto eu aprendi e o quanto eu ainda tenho muito o que aprender, o quanto eu me conheço e me amo. Eu não trocaria quem eu sou hoje por nenhum ano a menos.

Não sei se 40 é a metade da minha vida, se já passei da metade ou se ainda nem cheguei nisso, mas quando olho pra traz com carinho da minha história e me vejo agora, enxergo uma versão muito melhor de mim, de alguém que tem orgulho de chegar aos 40 e sem vergonha nenhuma de esconder quantas velas está apagando no dia de hoje porque a vida é isso mesmo: é ser feliz e agradecida por acordar mais um dia, por todas as qualidades e defeitos, por toda perseverança e fraqueza, por conquistar as grandes e as pequenas coisas e por comemorar mais um ano de vida no calendário.

Pode vir 40. Estou pronta.
Pra terminar uma musiquinha que estou no repeat há um tempão:

08 jan, 2019

Sobre os Brechós e Por Uma Moda Mais Sustentável

Sabe quando você abre o guarda-roupa, tem uma quantidade até além do suficiente de roupas mas não sabe o que vestir? Sabe quando você tem bastante roupas, mas acaba sempre vestindo a mesma coisa, muitas vezes até tendo aquela peça que nunca usou e que continua permanecendo intocada? Ou quando começa a pipocar nas notícias os nomes de marcas famosas ligados ao trabalho escravo e você começa a pensar que tem algo de muito errado porque você também contribuiu com isso quando comprou aquela blusinha daquela marca?

Todos os anos, ao menos umas ou duas vezes ao ano eu faço uma doação de roupas e sapatos que não estou usando há mais de 6 meses, acontece que eu acabei percebendo que isso é tipo um círculo vicioso pra mim: você se desfaz daquelas roupas que não usa mais (até aí super ok), mas acaba comprando mais roupas novas e assim vai… Eu vou continuar doando porque não suporto ver coisas se acumulando e que não uso mais quando tem tanta gente que precisa e veja bem, não há nada de errado nisso e tecnicamente é assim que as coisas funcionam: tirar o que não se usa mais e dar espaço para o novo. Mas aí eu comecei a me pegar principalmente naquelas notícias que vira e mexe estão divulgando sobre marcas famosas que utilizam trabalho escravo nas suas roupas e olha, não são poucas não: nos últimos 8 anos um numero alarmante de 37 marcas estavam (e ainda estão) envolvidas com trabalho escravo, isso porque eu ainda nem comecei a citar as marcas que usam peles de animais nas suas coleções e isso é um processo também muito cruel, pra dizer o mínimo.

Nós vivemos em um mundo que se antes, há alguns anos atrás, ninguém se preocupava com a procedência das coisas, hoje é melhor a gente começar a se preocupar sim e MUITO. Parar, pensar melhor, analisar e procurar saber a real da onde vem tudo aquilo que consumimos, como é todo o processo até chegar o produto final nas nossas mãos, além do que, é bom ser criterioso e sempre se fazer aquela pergunta: “eu realmente preciso disso?”. De certa forma já fazemos um pouco disso de buscar procedências, ainda que de uma maneira bem lenta, com a alimentação, mas porque não fazer o mesmo com as roupas que vestimos e os calçados que usamos?

E não é difícil de descobrir, já existe até aplicativo pra celular que mostra os nomes das marcas que estão envolvidas com o trabalho escravo, as denúncias sempre aparecem nas notícias então não há como ser omisso a tudo isso. Uma coisa que já estou colocando em prática é: fazer uma seleção de roupas no meu guarda roupa e ficar só mais com aquelas que são “peças coringa” e principalmente que dá pra fazer vários looks com a mesma roupa. Eu olhei meu guarda roupa com mais carinho e comecei a montar looks diferentes com as mesmas peças de roupas e complementar sempre com um acessório pra dar um up. Geralmente faço isso com colares porque eu amo um colar, mas tô partido pra uns brincos mais ousados também.

Acontece que daqui um tempo, é natural que eu comece a enjoar de algumas dessas roupas e tudo bem nisso porque a moda faz parte desse processo também, mas foi aí que eu decidi partir para os BRECHÓS e um mundo novo abriu pra mim. Se você entrar no Instagram, por exemplo, irá encontrar milhões de marcas de brechó espalhados pelo país inteiro e tem roupas pra todos os gostos e estilos: desde um vintage, até a ultima moda que está se usando no momento.

Tem brechós apenas especializados em marcas caras (o que não é meu estilo), mas é uma ideia boa também porque por mais que você saiba que aquela marca que você gosta esteja envolvida em algo sujo como o trabalho escravo, você não está contribuindo mais pra isso comprando diretamente de um brechó e ainda paga bem mais barato, além do que, você está contribuindo por uma moda cíclica e não um fast fashion. Você irá adquirir roupas que estão em ótimo estado (muitas vezes nunca usadas), afinal de contas, é uma roupa como todas as outras e assim dando tempo de uso pro tanto que aquela peça realmente deve durar, é diferente de se adquirir uma peça nova diretamente de uma fast fashion que passou por todo o processo (e talvez, no mínimo, muito possivelmente por um trabalho escravo) pra ser colocada na arara. Claro que, vale lembrar: existem grandes marcas que trabalham direitinho, não estou dizendo pra gente execrar todas as fast fashions e nunca mais comprar nada, mas sim MUDAR os hábitos (a minha meta é ficar nos brechós e pequenos produtores, mas há o grande porém do bom senso de buscar a informação de procedência). Afinal, só depende de nós – que somos consumidores, tenhamos uma mudança de compra, para que essas grandes marcas também tomem uma atitude e garantam condições justas para seus trabalhadores e causem o mínimo do mínimo de impacto no planeta.

Muitas pessoas aqui ainda associam os brechós com roupas velhas, sujas, bregas e até um certo “medo” de usar algo que já foi de alguém, mas não é nada disso gente, o brechó é um segmento que lá fora, principalmente nos EUA e Europa já existe há muitos anos e que certamente se você entrasse em um compraria alguma coisa, então porque não fazer o mesmo aqui já que também está em crescimento no Brasil? Eu descobri brechós ótimos, com roupas em perfeito estado e o melhor ainda: muitas peças são únicas.

Mas por que comprar em brechós?

– Bom, pra começar que você está contribuindo por uma moda mais sustentável, principalmente por todos os motivos que eu disse lá em cima, você comprando de brechós, além de estar eliminando qualquer mão de obra escrava ou crueldade animal nova, está fazendo da moda algo mais consciente e reciclável para você e para o planeta. Você economiza em água, energia e produtos químicos (lembram quando eu disse lá em cima sobre TODO o processo até chegar em nossas mãos, certo?). E sustentabilidade é o que esse mundo precisa em todos os segmentos, inclusive na moda.

– Economia de dinheiro. Eu acho que nem preciso explicar muito nesse ponto, porque nos brechós as roupas são infinitamente mais baratas e isso todo mundo sabe. Mas nessa hora também vale ser criterioso porque muitas vezes o barato é convidativo a se comprar mais e mais roupas. Então sempre use o critério e bom senso: Eu preciso mesmo dessa roupa? Vou usar bastante? Além de economizar porque pagou mais barato, você só vai comprar o que realmente for usar, isso também é uma moda mais consciente.

– Estimular o seu lado fashion – essa é a parte que eu mais estou gostando – porque assim você aprende a conhecer melhor o seu estilo e aproveitar o que você já tem. A melhor forma de fazer isso é misturar peças antigas com peças atuais (aprendi isso justamente pesquisando sobre brechós): Um vestidindo vintage com uma jaqueta jeans e tênis fica super lindo (eu amo/sou vestido + tênis). É ir olhando as roupas com carinho pra ir treinando o olho e aprender a enxergar o potencial que cada peça tem. Nem tudo que estará no brechó você vai gostar ou é bonito, mas a magia disso é que garimpar por peças do seu gosto, se torna algo bem divertido.

– Você vai encontrar todo estilo de roupa. Até mesmo de grandes grifes que muitas vezes a pessoa comprou por impulso, mas acabou passando pra frente porque nunca usou. O bom de encontrar diferentes estilos em um único lugar (o que não é o caso de shoppings porque já vem toda a coleção mastigada e pronta pra gente) é que você pode encontrar uma peça que de repente você não ache que combine com seu estilo, mas com alguma mistura fica ótimo e isso é bem legal porque, além de estimular a criatividade, você entra no mesmo ponto em que já disse de misturar peças e ter algo mais único e usável no seu guarda-roupa.

– Muitas peças, quicá a maioria delas, são exclusivas. Principalmente o vestidos e blusas vintages que estão em perfeito estado e muito em alta atualmente, há brechós só especializados nisso e há toda uma história nessas roupas, eu acho incrível isso. E fique tranquila: a curadoria desses brechós é BEM profissional e muitas peças, se precisarem, passam por pequenas reformas ou customizações (que você também pode fazer – o famigerado DIY) e TODAS as peças são perfeitamente higienizadas, então esqueça pra sempre aquele tabu besta de que brechó tem roupa velha, suja e brega.

Eu decidi pro meu 2019 adotar uma moda mais consciente e sustentável e só adquirir peças de brechó pra mesclar com as roupas que eu já tenho, os meus looks desse post nem todos ainda estão 100% brechó, mas a maioria das peças são sim, alguns deles também é de PEQUENO PRODUTOR, o tão conhecido “COMPRE DE QUEM FAZ” e também conhecido pela prática do SLOW FASHION que é um termo exatamente ao contrário do fast fashion, ou seja, você compra de alguém que você consegue saber toda a procedência tanto da origem da matéria prima, como também da produção, são produtores que prezam pela diversidade, que se preocuparam com o impacto ambiental e respeita seu trabalhador porque mantém a sua produção entre pequena e média escalas. Em suma é uma moda muito mais ética. E isso te garante uma peça de roupa mais exclusiva, por preço justo além do plus de você poder saber toda a procedência até chegar nas suas mãos o que eu acho ótimo e também é mais uma alternativa pra fugir dessas fast fashions que exploram vidas e o planeta, mas vou falar sobre o compre de quem faz em um próximo post porque esse aqui já ficou enorme.

No que depender de mim, de agora em diante só será dessa forma, já tinha há um certo tempo boicotado muitas marcas por toda essa barbárie do trabalho escravo, mas além disso sempre achei um abuso uma blusinha custar mais de 40 reais ou um vestido de estampa mais bonitinha ter a bagatela de 300 reais na etiqueta, DA MESMA FORMA que também é pra ficar com dois pés atrás quando aquela roupa está barata demais (certeza que há um trabalho escravo aí), agora passei a faca em tudo quanto é marca desse tipo (tirando a fase de adolescente besta, o fato é que eu nunca liguei pra marcas e há muitos anos o meu se importar com uma etiqueta é zero). Isso é uma contribuição até muito ínfima se comparado ao mundo todo, mas fico com a consciência mais tranquila e sei que de alguma forma estou fazendo a minha parte e não compactuando com a exploração de pessoas, animais e o meio ambiente.

Pra terminar, no Netflix há um documentário – The True Cost que é muito impactante e mostra TODO o processo de como uma roupa chega até nós, joga na nossa cara como é o trabalho escravo, as mortes e doenças e todo o impacto ambiental que isso custa pras pessoas e pro mundo, e aí fala sobre a importância dos brechós e daquele pequeno produtor que tem respeito pelo ser humano e pelo planeta, sobretudo é um caminho pra nos mostrar a importância da consciência em adquirir uma moda mais sustentável, vale muito a pena assistir:

Vou deixar também uma LISTA DE BRECHÓS ONLINE, sendo que alguns tem a loja física também pra vocês darem um bizú, vou sempre manter essa lista atualizada conforme eu for conhecendo e se alguém tiver um brechó legal pra indicar, posta nos comentários que eu atualizo, tá bem?

Rejeitados Gato PretoFroufrouGarimpos com AmorBrechó PolaroidMinha Vó TinhaBrechó SPQue Chuchu Moda VintageClinica Moda BrechóAuthentic BrechóBrechó RebajasBrechó do GriloVivintageGarimpos da MariaDry Martini Brechó (o meu brechó online)

* Ultima vez atualizado em 09/01/2019

Mulheres maravilhosas que usam brechó ou compram de quem faz, tem looks lindos pra se inspirar, sempre atualizarei aqui também:
Lígia RomãoBruna RosaIsadora AttabLorrayna Teixeira

08 mar, 2018

Dia Internacional da Mulher e Livros Escritos por Mulheres

No Dia Internacional da Mulher – nesse dia especificamente – acontece dentro de nós mulheres, um misto estranho de alegria e tristeza ao mesmo tempo. Talvez no mundo como hoje, até mais de tristeza, infelizmente. É uma data que assim como em todos os dias sempre nos lembramos de mulheres incríveis e todos os feitos criado por elas, lembramos de nós também e de todas as nossas que nos rodeiam: mães, avós, amigas, irmãs, tias… Mulheres fantásticas que contribuíram e ainda contribuem para um mundo melhor e mais igualitário; seja na ciência, literatura, música, arte, no nosso dia a dia, enfim, em TUDO. Mas é ao mesmo tempo triste quando a gente se depara na quantidade absurda de mulheres que são assassinadas, mutiladas, humilhadas, estupradas, esquecidas e injustiçadas só pelo fato de terem nascido MULHERES. E só sendo mulher pra entender como isso é assustador, então hoje é um dia não necessariamente de comemoração. O mundo precisa evoluir em muita coisa ainda, muita mesmo e digo isso mais no sentido moral da palavra, ser mulher é uma luta diária e não estamos sozinhas nisso.

Mas hoje eu quero dar a minha contribuição positiva e pra esse dia não passar em branco aqui no blog e servir como inspiração à todos, resolvi fazer um post de livros que li escritos unicamente por mulheres e que tem um pouco de tudo: romances, feminismo, ficção, fantasia, autobiografias, relatos, diários, guerras… Todos eles são histórias fantásticas e emocionantes, não há ordem de preferidos ou de leitura, cada link tem a sinopse da história que decidi ir sempre atualizando esse post conforme eu for lendo, então se inspire, leia mulheres:

As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley
O Incêndio de Tróia – Marion Zimmer Bradley
Entrevista Com o Vampiro – Anne Rice
Assassinato no Expresso Oriente – Agatha Christie
O Diário de Anne Frank – Anne Frank
Livre – Cheryl Strayed
A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman
Os Três – Sarah Lotz
A Terra Inteira e o Céu Infinito – Ruth Ozeki
Inverno da Manhã – Janina Bauman
Eu Sou Malala – Malala Yousafzai
A Garota no Trem – Paula Hawkins
Nujeen – Nujeen Mustafa
3096 Dias – Natascha Kampusch
Mulheres Sem Nome – Martha Hall Kelly
A Guerra Não Tem Rosto De Mulher – Svetlana Aleksiévitch
Garota Exemplar – Gillian Flynn
A Ponte Invisível – Julie Orringer
Diga aos Lobos Que Estou em Casa – Carol Rifka Brunt
Uma Pequena Casa de Chá em Cabul – Deborah Rodriguez
O Rouxinol – Kristin Hannah
Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Razão e Sensibilidade – Jane Austen
Emma – Jane Austen

Eu devo fazer um adendo: estou apaixonada e obcecada por Jane Austen. É ela que tem me inspirado ultimamente, não canso de escrever sobre Jane Austen aqui e sempre dizer que ela foi uma mulher muito a frente do seu tempo, portanto, pra terminar, vou deixar aqui a mulher que pra mim, mesmo após 200 anos, é a mais girl power da literatura:

“Eu odeio ouvir você generalizando as mulheres como se todas fôssemos damas de classe e não criaturas racionais. Nenhuma de nós quer passar o resto de nossas vidas em águas calmas” – Jane Austen em Persuasão

02 mar, 2018

Hello, Março!

Março talvez seja o mês do calendário que eu mais esteja esperando. Primeiro porque é o mês do meu aniversário e muito embora eu até acredite nessas coisas de inferno astral, felizmente por aqui está – até o momento – tudo dentro da normalidade. Meu aniversário vai cair num domingo e eu não vou fazer nada de grandes comemorações em especial, até mesmo porque, este mês iremos concluir parte de um outro plano pra 2018, então estou economizando no máximo que posso, mas isso ainda será assunto pra depois. Pro meu aniversário, eu estou pensando num almoço vegano com tudo vegano que tenho por direito: quitutes, prato principal, sobremesa. Inclusive o bolo eu mesma decidi fazer. Eu ainda estou buscando ideias, mas já tenho em mente algumas coisas pra por em prática, vamos ver no que vai dar.

Março também acaba o verão. Mais precisamente no dia 20 e esse ano eu tenho que ser justa em dizer que não tivemos um verão tão agressivo como foi nos últimos anos. Choveu relativamente bem, dormi fresquinha todas as noites e se ligamos o ar condicionado por 4 ou 5 dias, realmente foi muito. Mesmo assim o verão é uma estação que eu não gosto, principalmente por morar numa cidade grande que não se dispõe de muito verde, muito menos uma praia ou uma casa com piscina e porque eu também detesto passar calor, transpirar e ter todos esses incômodos. Mas eu amo de paixão quando entra no outono e os dias ficam mais frescos, as folhas vão caindo, a paisagem muda e a sensação é de que até o humor das pessoas fica mais agradável.

Pra mim parece que toda aquela agitação que começou ainda no final de 2017 com as festas de final de ano, depois o carnaval, agora mais do que nunca dão uma cessada. Em março tudo dá uma boa desacelerada, a bagunça fica mais de lado e a sensação que tenho é que março seja, pra muita gente, finalmente o dead line pra começar a fazer de efetivo tudo aquilo que prometeu no início. Se não começar agora em março, muito provavelmente não começa mais. Quantas vezes nós falamos ou escutamos isso: “Deixa passar o começo do ano, lá pra março eu vejo isso.” Então bora começar um mês incrível. Espero que março seja um mês positivo para todos nós. 🙂

27 fev, 2018

O que a ansiedade me ensinou

De todos esses anos convivendo com o Transtorno de Ansiedade, em algum momento da minha vida eu precisava tirar alguns ensinamentos porque a duras penas, uma hora você tem que aprender a conviver com isso. Hoje eu resolvi escrever sobre minha resiliência. Todo mundo é ansioso. Acontece que existe uma diferença entre estar ansioso e ser ansioso. No meu caso, é transtorno mesmo, mais conhecido como TAG = Transtorno de Ansiedade Generalizada. Eu sempre fui ansiosa desde que me entendo por gente, desde criança. É da minha natureza, da minha personalidade, mas em 2012 eu precisei de ajuda pra lidar com isso porque chegou num nível que eu não conseguia mais ter o controle sobre mim. Há muito tempo eu não tenho mais crises de ansiedade como as que eu já tive, o que não quer dizer que muitas vezes não fico ansiosa e fico bastante, mas consegui dia após dia aprender a lidar com ela e não acredito que nunca mais vou ter alguma crise novamente, mas hoje em dia eu sei como fazer se caso aparecer.

Mas esse post não é pra falar sobre a parte ruim da coisa. Há uma parte boa sim nisso, oh sim, por incrível que pareça tem sim. É sobre ter esperanças e contar sobre os aprendizados, porque se tem uma das milhões de coisas que a ansiedade me ensinou e ainda me ensina, é poder enxergar as coisas boas no meio de um caos. É juntar os caquinhos e começar tudo de novo depois que o furacão passa, mesmo porque, seguir em frente é o que todos nós – ansiosos ou não, temos que fazer. Ansiedade é merda. Isso é um fato. É muito ruim você acordar com o coração na boca, ter palpitações, aquela angustia horrível que te trava a garganta, mãos suadas, tonturas, dores musculares e pior ainda: muitas vezes sem motivo algum. A ansiedade simplesmente chega sem pedir licença e com seu peso enorme, senta bem no meio do seu peito e ainda olha pra sua cara e diz: “duvido você me tirar daqui”. É assim que a ansiedade te trata e mais ainda: ela domina a sua mente também. Você não vive no passado e muito menos no presente. Presente? Que presente? Você acaba vivendo num futuro louco que a sua mente cria com as piores situações e todas as possibilidades de dar errado, nunca as certas – por mais que a situação seja 100% favorável a dar certo. Ansioso sofre por antecipação e quando tudo passa, você ri de si mesmo, porque afinal de contas, não era nada daquilo que imaginou.

Geralmente também tem a culpa que muitas vezes anda de mãos dadas com o medo: um medo irracional na maioria das vezes – como bem uma terapeuta uma vez me disse e isso eu nunca mais esqueci. A culpa por muitas vezes é por não concluir o que precisava fazer ou simplesmente deixar a ansiedade te dominar e você não ser capaz de fazer tal coisa. Ter transtorno de ansiedade é uma batalha diária, uma batalha que algumas vezes você irá perder a guerra e mesmo assim tá tudo bem sabe? Somos humanos feitos de carne, osso e coração e aceitar que não se pode ganhar todas, deixa o coração mais leve, porque dia após dia, mesmo você tendo perdido algumas batalhas, você vai percebendo que alguma mudança aqui ou ali foi boa apesar de tudo, por mínima que seja e isso te deixa mais forte mesmo que isso não seja percebido de momento. Já é um passo mais longe daquela coisa que teima sentar no seu peito. Remédios ajudam, mas não são a solução. Isso é fato. Eles te ajudam, mas as mudanças só dependem de você. Dentre as centenas de coisas que adotei pra minha vida desde 2012 pra cá, existem 3 coisas que pra mim são primordiais e que me ajudam bastante:

– Exercícios.
– Livros.
– Me afastar de tudo aquilo/quem me não me faz bem.

Exercícios físicos são uma das primeiras coisas que médicos e terapeutas recomendam pra um ansioso. É o literalmente por pra fora tudo aquilo que está te afligindo e o exercício – não importa qual, é o melhor caminho pra isso. A corrida me ajudou muito nesse sentido, mas como de uns meses pra cá eu fiquei meio relapsa em correr, a academia me ajuda bastante também. Eu não consigo mais ficar sem me exercitar. Não importa qual modalidade esportiva você escolha, o que importa é movimentar o corpo, você ganha na saúde e na mente.

Ler também é uma coisa que sempre me ajudou desde sempre. Há anos tenho o hábito da leitura, muito antes de 2012, mas ao ler um livro eu consigo me abster totalmente do mundo e ficar completamente imersa na história. Isso é uma das coisas mais maravilhosas que a literatura proporciona na vida de alguém, um mundo à parte aonde você pode entrar e sentir bem, independente do contexto da história. Um dos motivos por eu tanto amar ler e sempre querer mais e mais livros é exatamente esse: a possibilidade de entrar em outro mundo e ficar ali por quanto tempo eu quiser, a ansiedade não entra aí. E cada livro é um mundo diferente.

Se afastar de tudo aquilo ou quem não nos faz bem, deveria ser regra na vida de todo mundo e não só dos ansiosos pois nada, absolutamente nada que perturbe a sua paz merece a sua atenção ou o seu tempo. E digo isso de um modo geral: notícias ruins, pessoas que independente da maneira, mas que de alguma forma não nos faz bem, situações pelas quais não somos obrigados a passar. Isso não é egoísmo, não é querer se achar melhor do ninguém, não é se fechar na bolha pro mundo alheio, mas sim uma auto preservação.

Obviamente existem milhões de outras coisas que ajudam cada um a ter uma vida menos ansiosa, eu mesma tenho mais uma porção delas, mas isso vai da percepção e vida de cada indivíduo porque afinal de contas, não existe uma receita mágica para esses males emocionais, mas é graças a não ter uma mágica pra solução disso que eu acredito que acontece o maravilhoso milagre do autoconhecimento. A ansiedade te ensina isso, da maneira mais dolorida – é verdade, mas te ensina muito e você uma hora aprende. Não estamos sozinhos, isso é outro fato. A gente acha que tudo está em cima somente das nossas costas, mas se olharmos em volta, veremos que tem muito mais gente passando por algo tão semelhante a nós e que o barco sempre estará mais cheio do que a gente pensa. E aí faz o que? Dá as mãos e se abraça porque ninguém nesse mundo merece viver sofrendo com isso. A gente vive um mundo muito louco cheio de cobranças, muita falta de tempo, mas que ainda falta muito respeito e carinho ao próximo, e aonde num lugar é carregado de muitos cliques, muitos likes, ainda falta muito amor de verdade. A gente tem que passar por isso, não dá pra escapar objetivamente como num livro, não dá fazer as malas e fugir desse mundo, mas dá pra ser fazer o caminho mais suave.

Com tudo isso a gente aprende também que toda essa angustia e medo não vão durar pra sempre, mesmo muito embora as vezes pareça ser eterno, mas talvez essa seja a melhor lição de todas afinal de contas, a gente sabe que nada é para sempre. Isso tudo também passa, então te acalma esse coração, porque eu te garanto que passa sim! 🙂

09 jan, 2018

Sobre NÃO ter filhos

Acho que nunca escrevi diretamente sobre esse assunto no blog, embora eu já tenha dito alguma coisa em algum post por aí e confesso que até fiquei na dúvida se publicaria esse ou não, porque de certa forma, não deixa de ser polêmico pra algumas pessoas. Mas prestes a completar 39 anos de idade e há quase 12 de casada, ainda chegam pessoas até mim que perguntam: “quando você terá um bebê?” e isso talvez me incomode mais do que deveria, eu sei, mas é muito em parte pelo fato de eu já estar até a tampa de saco cheio de (ainda!) ouvir isso. Então, sinto em decepcionar alguns, mas adianto desde já que, daqui não sairá bebês. Eu resolvi pela primeira vez falar sobre isso abertamente aqui no blog porque eu já ouvi todo tipo de pergunta que vocês podem imaginar, já me perguntaram inclusive, se eu tinha algum problema de saúde que me impedisse de ter filhos, como se o único motivo de eu não ter bebês fosse então alguma “””falha””” no meu corpo e não uma escolha minha. Se não quer deve ser porque não pode.

Acho que umas das primeiras coisas que as pessoas precisam entender de uma vez por todas é: usar o bom senso sem moderação. Aliás, tá liberado. Tem quem pergunta sobre filhos numa boa, de uma conversa despretensiosa mesmo, mas na sua grande maioria as pessoas perguntam naquele tom de cobrança, como se isso fosse uma obrigação e acreditem: até hoje comigo é assim. Sua vida não é parâmetro pra todas outras e falo isso como um todo mesmo. Pra começar que a decisão de não ter filhos é algo em comum acordo entre mim e Ricardo. Ele também não quer e nunca precisamos conversar por horas e horas pra chegar nessa decisão, aliás, que eu me lembre, nunca precisou de uma grande conversa na verdade porque, nossos objetivos, planos e prioridades sempre andaram tão bem alinhados entre nós dois que quando nos demos conta, só concluímos o que já tínhamos certeza: não queremos mesmo. Gostamos das mesmas coisas e fazemos essas mesmas coisas sempre juntos. Querem um exemplo? Uma delas é viajar. Viajar é uma prioridade na nossa vida e aqui eu já deixei claro que é uma das coisas que eu mais amo fazer. Já me disseram (lógico que já me disseram, né?) que ter filhos e viajar é algo super possível sim. Obviamente é. E eu nunca duvidei disso. Mas volto a bater na mesma tecla de que nenhuma vida deve ser parâmetro pras outras. Gostamos de viajar, de fazer mochilão, pingando em vários lugares, passeios diferentões, fazer as coisas loucas do nosso jeito e um filho, para nós, não cabe nessa situação.

Outra? Gosto de crianças. Gosto mesmo. Mas perceba: disse que gosto e isso não quer dizer que venero e amo de paixão a ponto de ter uma. Amo de paixão por exemplo: meus gatos e meu cachorro, e aí alguém pode dizer: “isso não pode ser usado como comparativo”, mas eu digo que pra minha vida, pode sim. Amo de paixão minha rotina, minha casa, minhas coisas, meus hábitos e com uma criança isso seria diferente. Explicando: eu disse que seria diferente e não pior. Mas, não quero mudar o que está ótimo para mim e isso de alguma forma, poderia quem sabe, ser pior. Quem sabe? Se eu não sei, ninguém mais saberia e no benefício na duvida, prefiro não arriscar.

Mas acredito que o principal de tudo é que não me sinto MAIS ou MENOS mulher por não ter gerado um filho, e consequentemente, nem melhor ou pior do que ninguém. Eu acho deveras importante dizer isso porque na cabeça de muita gente, uma mulher só será mulher mesmo – do tipo ISO 9001 de qualidade – depois que parir um bebê. Eu sempre fui muito bem resolvida nesse sentido, mas talvez não seja da mesma forma pra outras mulheres e isso pode machucar uma pessoa dependendo da forma como você coloca a situação, pra mim, dizer que só descobriu o que é o amor depois de ter filhos me soa muito estranho também, mas até aí, a minha vida também não pode ser parâmetro pras outras, talvez pras outras o sentido de tudo só tenha chegado a partir desse ponto mesmo e tudo bem. Eu por exemplo descubro o amor e a felicidade nas pequenas e grandes coisas e com as pessoas que eu amo, então acho que esse conceito amor & felicidade pós filhos seria algo bem furado pra mim. PRA MIM.

Ninguém tem obrigação de por um filho no mundo. A mulher não uma máquina de reprodução. Temos sentimentos, crenças e planos como qualquer mortal, mas acima de tudo (pelo menos para nós, maioria do mundo ocidental, de uma vida normal): temos ESCOLHAS, temos o LIVRE ARBÍTRIO pra fazer o que em teoria, não deveria nunca ser criticado ou questionado por ninguém. E colocar a mulher na obrigação de que ela tem sim que gerar filhos só porque se casou ou só porque “o tempo está passando”, pra dizer o mínimo, é um pensamento bem arcaico. Sem contar que filhos, ao contrário do que a gente as vezes vê, é responsabilidade. Responsabilidade é uma palavra que engloba muitas coisas. Muitas mesmo. E essa é uma que eu não penso em assumir. Já tenho as minhas, o Rick tem as dele e juntos temos as nossas. E de verdade, o fato é que, resumidamente falando eu não estou disposta a abrir mão de mudar/adequar as coisas na minha vida por uma criança. Ao olhos de muita gente isso soa como um egoísmo, uma afronta, um motivo pra começar uma inquisição das não-mães e jogar todas na fogueira, mas pra mim, é só uma escolha minha e que por sinal, não diz respeito à ninguém.

Tenho muitas amigas mães, aliás, poucas são as amigas não-mães que sobraram no círculo e isso é muito engraçado porque eu sempre digo que adoro ser a tia. São todas excelentes mães e algumas delas tem tanta vocação pra maternidade que eu diria que o papel delas nesse mundo é exatamente esse: ser mãe. Mas é exatamente todo esse zelo e dedicação a uma parte sua que você coloca no mundo que eu não vejo pra mim. E tá tudo bem, sabe. Qual o problema nisso?

Todos nós temos os nossos sonhos, planos e metas e graças a Deus que nenhum é igual ao outro. Ainda bem que são as nossas escolhas e decisões que nos diferem um do outro porque, é assim que o mundo gira, é assim que existimos enquanto alguém no mundo. Então, pense bem antes de perguntar pra coleguinha quando ela terá um bebê porque talvez, esse seja aquele assunto que ela não queira falar simplesmente porque, não diz respeito a você ou porque, ela já esteja bem cansada de responder sempre a mesma coisa. Ao invés disso, pergunte sempre sobre ela mesma, em como está, quais dos planos do momento. A vida não precisa de manual de como se deve fazer isso ou aquilo, porque esse manual, simplesmente não existe e ninguém precisa principalmente, de gente metendo o nariz aonde não foi chamado.

02 jan, 2018

Limpeza para um novo ano

Eu adoro o Ano Novo. Ano Novo pra mim é sempre uma renovação, um recomeço, uma nova chance de fazer diferente aquilo que deu de errado no ano anterior ou simplesmente fazer aquilo que por algum motivo não foi possível de realizar. Há quem diga que o ano novo é só mais uma data no calendário, que as coisas continuam as mesmas de antes e nada mudou… Em partes eu também penso assim, geralmente é o mesmo trabalho, a mesma casa, mesma rotina, mas não deixa de ser um novo ano e que novas coisas irão acontecer. Criamos novos planos, novas metas e com isso ganhamos novas conquistas, pra mim é pra isso que essa nova data no calendário representa. Todos nós precisamos desse ciclo.

Ano Novo pra mim também significa limpeza e quando falo em limpeza, quero dizer tanto no sentido literal como no figurativo da palavra. Eu geralmente costumo fazer limpeza em tudo. Tudo mesmo. Hoje é um dia que passado as festas, vou dar aquela geral na casa. Eu faço isso sempre, é claro, mas vou dar atenção especialmente pra aquilo que não uso mais ou que está ocupando um espaço desnecessário em algum canto, mais do que varrer o chão ou tirar o pó do móvel pra limpar tudo o que ficou do ano passado, é jogar fora aquele pedaço de papel que você ficou com preguiça de tirar da gaveta e jogar no lixo, é doar aquela roupa que ficou mais de 6 meses sem usar no armário. Enjoou daquele móvel no mesmo lugar? Mova. Aquela parede tá muito sem graça? Mude. Essas coisas pra mim fazem um bem danado enorme, é como se eu tivesse dando espaço pra coisas novas e os bons fluídos entrarem e pelo menos na minha vida, fazer isso, sempre deu muito certo.

Eu faço a mesma coisa com minhas coisas online: limpo caixas de email, deleto arquivos desnecessários do computador (e celular também) e libero mais espaço para o novo. Não é a toa que este blog começou 2018 com uma roupa totalmente nova (e linda, né?), o banner foi todo feito pela Lia, mas todo o layout eu instalei sozinha (e fiquei muito orgulhosinha de mim mesma por ter conseguido), muito embora o wordpress já deixe tudo mastigadinho pra instalar. A limpeza de um novo ano também vale pra pessoas e acredito que pra muita gente, essa seja a limpeza mais importante de todas. Eventualmente pra mim também é. Dizer isso de começo pode parecer até meio rude, mas não se trata de se referir as pessoas como se fossem algo descartável, porém temos o direito de se afastar de quem não tem mais sentido ou conexão pra permanecer na nossa vida, não adianta tentar colocar alguém naquele espaço que não cabe mais. É igual uma roupa que fica apertada demais, um nó que nunca para amarrado. Ninguém é obrigado a conviver com quem não acrescenta nada de bom, deixe ir e siga também. Assim cada um tem o direito de tocar sua própria vida e a gente segue o baile. 😉

Ano Novo também significa planos pra mim. Eu sou movida a planos. Desde os mais pequenos até os maiores porque eu acho que isso é uma das coisas que nos move e nos faz sentir vivos. E já tenho muitos pra esse ano, felizmente ano passado consegui realizar todos e até tiveram outros que não estavam no planejamento e que mesmo assim consegui concluir. Temos 365 chances por ano pra fazer a coisa certa e principalmente pra não só prometer, mas acima de tudo: agir. Então desde já eu desejo à todos um ano limpo, renovado e cheio de novos planos. Só vem 2018!!! 🙂

06 dez, 2017

Feirinha de antiguidades do Bixiga

Eu sempre fui apaixonada por feirinhas e lojas de antiquidades, é algo que preciso visitar com mais frequência, pois eu gosto muito desse tipo de programa (mas acho que tinha me esquecido desse meu hobby porque há muito tempo não fazia). Quando estive na Argentina eu fui na feirinha de San Telmo que é gigantesca e além de antiguidades, tem artesanato e boas comidinhas também, além dela, outra muito conhecida que fui é a de PortoBello em Notting Hill, dessa ultima vez estivemos em Londres (meu Deus já vai fazer um ano!), essa é especialmente apaixonante e igualmente grande, com milhões de antiguidades, comidas, flores e algum artesanato também se encontra por lá, eu trouxe uma caneca do Jubileu da Rainha da década de 70 que é o meu xodó.

Em São Paulo há feirinhas de antiques que são bem legais também, tem a do vão do Masp, da Benedito Calixto e a do Bixiga que conheci há algumas semanas atrás e fiquei apaixonada, mesmo sendo parecida com a da Benedito, eu achei que tem uma variedade muito maior de coisas, os preços são melhores e sem contar que você está no bairro mais italiano da cidade e um dos mais charmosos também.

Mas o que faz essa do Bixiga ser tão especial?

Bom, além da feirinha de antiguidades que acontece todos os domingos, nos arredores tem muitas lojas de antiquários e uma galeria com diversas peças antigas de tudo que vocês podem imaginar, o que é bem interessante pra quem, por exemplo, está atrás de algum móvel antigo em bom estado. Eu estou a procura de uma cômoda provençal, mas preciso voltar um dia lá só pra procurar isso, porque quero escolher uma com calma. Enfim… É muito gostoso passear no meio disso tudo porque cada peça é carregada de alguma história (mesmo que muitas vezes você não sabia a história daquilo, mas sabe que aquilo tem algo pra contar) e na grande maioria das vezes, é algo único. Eu particularmente gosto bastante.

Depois você pode almoçar em uma das milhões de cantinas que tem espalhadas no Bixiga e que são espetaculares, é um passeio muito legal que pretendo fazer com mais frequência, principalmente com o objetivo de ter algumas coisinhas de antique na minha casa também. Entre a feirinha do Bixiga e a da Benedito Calixto (que acontece aos sábados) eu gosto mais do Bixiga, mas ambas são legais pra se conhecer.

15 abr, 2013

Game of Thrones – The Exhibition

Ontem depois que terminou o episódio de Game of Thrones na HBO eu me vi relembrando a compra dos ingressos do show da Madonna no ano passado. Quem acompanha GoT, sabe que vai rolar o Game of Thrones – The Exhibition aqui em São Paulo. Serão apenas poucos dias – 25/04 à 30/04 e apesar dos ingressos serem gratuitos, a limitação é pequena e a procura foi grande.


Como tudo que envolve shows ou eventos nesse país é sempre um parto pra conseguir, é claro que rolou um todo stress antes no site do Live Pass, mas conseguimos os ingressos pra sexta no dia 26/04. UFAAAAANNNNN!

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E acabei de ver agora pouco na FanPage do seriado que todos os ingressos já estão esgotados, mas pra quem não conseguiu, eu acredito que ainda role algum sorteio em algum portal. Uma dica bem interessante é acompanhar o Game of Thrones BR, quem sabe no site, eles disponibilizem alguns ingressos pra quem não conseguiu.

Essa exposição já passou por Nova York, Toronto e agora estará aqui em São Paulo. Está sendo muito bem comentada e pra fãs de Game of Thrones – como eu, será um prato cheio. Prometo contar tudo como foi. 🙂

27 out, 2010

#microcontos do Twitter

#microcontos do Twitter

Quem usa bastante o Twitter com certeza já viu a hashtag #microcontos que virou a febre de muitas pessoas que navegam diariamente no microblog por aí. A ideia é exatamente como sugere o nome – um microconto em até 140 caracteres sobre qualquer história/cena que vier na cabeça. Isso é uma iniciativa muito legal que estimula a criatividade e a literatura nas pessoas e que por conta disso já houve até um concurso promovido pela ABL – Academia Brasileira de Letras, cuja a vencedora foi uma mulher do Rio de Janeiro.

Photobucket

Enfim… Pensando como um microconto a proposta de início parece um pouco difícil, mas não é! E se fizerem uma rápida busca pelo google, encontrarão centenas de links relacionados a microcontos que se estendem tanto pela internet como até mesmo no metrô da cidade de São Paulo promovidos pelo pessoal do @semruido.

Pra quem utiliza o metrô dessa cidade que não dorme nunca, não é difícil de encontrar microcontos colados em vidros, corrimões, vagões etc… E isso é muito bom porque acaba levando um pouco de arte e literatura aos usuários do transporte que alí passam diariamente e que segundo a declaração do próprio idealizador do projeto a ideia é exatamente essa (e eu acho isso bárbaro).

Essa semana o colunista Sérgio Rodrigues criou o Concurso Todoprosa de Microcontos para Twitter. As regrinhas são simples ( está tudo explicadinho), vai até sexta-feira dia 29, qualquer pessoa poderá participar escrevendo é claro um microconto de até 140 caracteres e o primeiro lugar ganhará um exemplar autografado de “Sobrescritos” – que é o livro mais recente do Sérgio. Gostou da ideia? Bora lá criar um microconto, eu já criei o meu (na verdade dois). Literatura é tuuuuuuuuudo nessa vida, minha gente ♥. Ah, bora lá também me seguir no Twitter. =D

26 fev, 2010

Andy Warhol na Pinacoteca

MÚSICA DO DIA: GIMME SHELTER – SISTERS OF MERCY

Clique no para ouvir.

Andy Warhol na Pinacoteca

Amantes da Pop Art, fiquem atentos, essa não podemos perder: Andy Warhol estará na Pinacoteca de São Paulo em Março. Fiquei muito feliz quando soube dessa notícia, porque na época da faculdade eu aprendi muito sobre ele (dentre outros), sobre a Pop Art e com isso tornou-se um dos meus movimentos preferidos.


In the future everyone will be famous for fifteen minutes – Andy Warhol

A exposição se chama “Mr. America” e atualmente está em Buenos Aires. Sem contar que está muito bem servida também: 26 pinturas, 58 gravuras, 39 trabalhos fotográficos, duas instalações e 44 filmes – dá pra passar o dia todo com o Andy e suas criações! Além do mais, a exposição por sinal, foi a mais cara já organizada pela Pinacoteca e custou cerca de 600 mil reais!


Quem foi?

Andy Wahrol (1928-1987) trabalhou como ilustrador de grandes revistas como Vogue, The New Yorker, além de muitos anúncios publicitários para lojas. Sua primeira amostra foi em 1952 na Hugo Galley, mas foi em 1960 que sua carreira teve uma grande guinada. Andy foi o percussor da Pop Art (movimento que usava figuras e ícones populares como tema de suas pinturas) com as reproduções das latas de sopas Campbell, a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de figuras conhecidas como Marilyn Monroe (sua favorita!), Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa… Todos eles foram reproduzidos com variações de cores bem vivas. Andy Warhol também foi financiador da banda vanguardista norte americana The Velvet Underground, a banda não fez sucesso enquanto esteve ativa, seus álbuns não venderam muito, mas existe uma lenda na qual quem o comprou montou uma banda após ouvi-lo – por exemplo, artistas como Iggy Pop, David Bowie, Depeche Mode, Joy Division, Sonic Youth, Jesus and Mary Chain, Nirvana e Nine Inch Nails foram influenciados pelo Velvet Underground. Infelizmente Warhol morreu em 1987, após uma operação da vesícula biliar.

“A Pop Art aproximou a Arte das massas como nenhuma outra arte conseguiu fazer, pois desmistificou o que antes era visto “para poucos”, se utilizando de objetos próprios dessa massa. Não só a cultura popular se torna um tema de arte, mas também a arte passa a ser integrante da cultura popular. Foi através da Pop Art que os filmes e as fotografias passaram a ir para o museu e as exposições internacionais”

Fonte: Wikipédia


Horários, Onde Fica, Valores:

De 30/03 a 23/05
Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 10:00 às 18:00
Valor: 6 Reais
Onde: Estação Pinacoteca
Endereço: Praça da Luz, 2 – Centro.
Telefone: (11) 3324-1000
Obs: Aos sábados, a entrada é Catraca Livre

10 jul, 2008

Last Fm!

MÚSICA DO DIA: SPANISH EYES – MADONNA

Last Fm!

Sempre disse que a internet é uma caixa de ferramentas cheia de coisinhas novas que são criadas aos montes todos os dias, eu poderia até listar aqui algumas dessas tais coisas que fazem da nossa vida um pouco mais prática ou então mais acessível, mas são tantas e infinitas peculiaridades que admito muitas delas nem conhecer; talvez por falta de tempo, talvez por falta de pesquisa ou talvez por não haver interesse da minha parte também.

Acho muito legal tudo isso, haja vista, que hoje em dia o tempo é curto demais pro tanto de invenções diferentes que aparecem por aí – e falo isso de um modo geral, então, nada como adequar todas essas ferramentas da vida moderna de uma forma positiva e que fique mais cômoda e prática pra todo mundo.
Praticamente tudo que vc faz nos dias de hoje vc tem a resposta em tempo real, vc compartilha suas preferências sobre alguns assuntos com as outras pessoas, vc escreve, vc escolhe, vc opina, vc compra/vende, vc divulga, vc descobre e por aí vai…. Dessa forma, o seu mundo cibernético fica mais personalizado, mais com a sua cara (sendo que no começo tudo o que vc tinha era apenas um nickname) e talvez aquilo que vc imaginava ser algo de outro mundo, que estava há anos-luz da sua existência, hoje em dia – pra sua alegria (e conforto), é encontrado de baciada por aí.

Pra quem me conhece sabe que a minha vida é movida por música, não que eu esteja atualizadíssima com todos os sons, bandas, cantores(as) e batidas da música do momento, mas tenho minhas preferências musicais e enquanto existir um fone de ouvidos e eu, haverá uma musica conectando nós dois.

Enfim… Dias atrás, cadastrei-me no LAST FM, não sei se isso é uma ferramenta nova ou já arcaica, mas achei bem interessante o tal aplicativo em questão principalmente pelo serviço que oferece, e embora eu esteja apanhando horrores com as configurações e tudo mais (digamos que eu ainda sou um peixe fora d’água), eu achei tudo isso muito interessante e agregável, por assim dizer!

Sei de duas queridas que usam: a Toda Menina e a Lya – minha mana e conselheira sobre qualquer coisa de cunho cibernético, portanto, Lya será o meu anjo da guarda pra me ajudar a configurar decentemente essa maluquice aqui.

Quem quiser dar uma espiada na minha pseudo-play-list, eu apresento-lhes:

http://www.lastfm.com.br/user/jubalinha/

Mas, aviso que ainda está em processo de construção e logo ficará com a minha cara, portanto não levem tanto a sério ainda (mas as musicas são boas, isso eu garanto).

P.S. Quem usa ou conhece o LAST FM, por favor, compartilhe as suas preciosas dicas comigo, agradeço desde já.

Faltam 24 dias para a viagem!