01 jul, 2019

Sobre desapegos de cabelo

Eu nunca fui apegada com cabelo. Acho que pensando bem eu nunca fui apegada a muitas coisas mesmo. Se enjoei do corte – eu mudo, se enjoei daquela roupa – eu passo pra frente, se algo me incomoda – eu me afasto… De certa forma, eu sempre fui assim mesmo porque nunca somos aquilo que éramos no passado. As opiniões mudam, nós mudamos, as percepções também e com isso a gente vai se conhecendo cada vez melhor, se amando mais e não aceitando mais aquilo que não nos faz bem. Com o tempo a gente vai vendo aonde se encaixa e principalmente aonde não se encaixa mais… Isso se chama amadurecimento.

Eu estou cheia de pensamentos para esse post, tudo isso só para só contar sobre o meu corte de cabelo, mas é porque eu sempre gosto de fazer uma analise das coisas como um todo e o impacto – mesmo que sutil – que isso acaba refletindo na minha vida. Eu já tive cabelo curto sim, mas nunca tinha aderido ao Pixie Hair. Sempre fui apaixonada por esse tipo de corte, eu acho lindo mulheres de cabelo curto, eu acho maravilhoso quando você se liberta dos padrões e ainda se torna uma versão (muito) melhor de si mesma. E antes de bater o martelo, eu pesquisei muito sobre os tipos de curtos, principalmente para ter certeza se era isso que eu realmente queria.

Pesquisei os cuidados, melhores cortes, inspirações, mas principalmente o que a simbologia de ter um cabelo curto carrega na vida de uma mulher. Aí vocês podem me dizer: “ah chega desse discurso meloso, corta logo, cabelo cresce”. Cabelo cresce sim, mas há um sentimento de libertação e autoconhecimento quando se decide cortar bem curtinho, acho que esse vídeo da Nádia explica exatamente o que eu quero dizer:

Não é porque se está na moda ou não. Não é porque tal celebridade do momento está usando um curto feito por aquele hair stylist caríssimo. É pelo amor próprio, o autoconhecimento, libertação, pela autonomia da escolha… É buscar uma nova versão de si mesma e conhecer a própria essência. Dito isso, a gente leva tudo isso pras outras esferas da vida e nesses últimos tempos eu aprendi tanto e passei por tantas outras que posso dizer que estou liberta não só de cabelo, mas de várias outras coisas também e isso me dá uma paz de espírito que dinheiro nenhum paga. Essa sou eu: uma mulher de 40 anos, trabalhadora, esposa, filha… Uma mulher que luta pelas coisas e nem por isso se sente melhor ou pior do ninguém, mas que se orgulha de ser quem é.

E agora eu tô um nojooo com esse cabelinho novo:

Meu corte foi feito no Berlin Hair que fica na Augusta, pelo Lucas Piex especializado nesse tipo de corte, um amor de pessoa e um ótimo profissional. Recomendo de olhos fechados. O cabelo eu doei para um instituto que faz perucas para pessoas que fazem tratamento de câncer. 🙂

Juliana Esgalha

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4 Comentários

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    BA MORETTI
    julho 07, 2019

    a sensação de liberdade é absurda mesmo 🙂 e isso me faz ficar nostálgica, lembrando da época em que aderi a esses cortes. ô fase boa, ô liberdade, ô praticidade! HAHA e, como fiquei uns 7 anos pintando, cortando, testando mil coisas, nos últimos 10 tenho experimentados novas versões de mim mesma, com os cabelos mais compridos. é muito louco o peso que os nossos cabelos tem na nossa vida né? e te falar, apesar de estar me amando com os cabelin médio e (quase todo) natural ultimamente, uma vontade que eu ainda tenho é de raspar a cabeça HAHAHA quem sabe um dia, quem sabe 🙂

    ah, cê ficou lindemais viu ♥

    • Juliana Esgalha
      Juliana Esgalha
      julho 08, 2019

      Verdade, Bá! O que importa é sempre descobrir várias versões de nós mesmas né? Eu tô amando esse corte principalmente por esses dias de muito frio e está sendo super prático pra mim. Obrigada <3
      Vou dar um pulinho no seu blog, eu tô precisando conhecer novos 🙂

  • Avatar
    CLAUDIO REGIS
    julho 01, 2019

    Oi Ju!
    Você ficou ótima assim!
    Entendo aqueles que têm apego às suas madeixas… mas, é legal ter este novo olhar sobre si mesma!
    Depois dos 40, realmente, queremos “testar” algumas coisas em nós mesmos…
    Ri quando disse que está “um nojo”!!!
    Um abraço para você!!!