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27 fev, 2018

O que a ansiedade me ensinou

De todos esses anos convivendo com o Transtorno de Ansiedade, em algum momento da minha vida eu precisava tirar alguns ensinamentos porque a duras penas, uma hora você tem que aprender a conviver com isso. Hoje eu resolvi escrever sobre minha resiliência. Todo mundo é ansioso. Acontece que existe uma diferença entre estar ansioso e ser ansioso. No meu caso, é transtorno mesmo, mais conhecido como TAG = Transtorno de Ansiedade Generalizada. Eu sempre fui ansiosa desde que me entendo por gente, desde criança. É da minha natureza, da minha personalidade, mas em 2012 eu precisei de ajuda pra lidar com isso porque chegou num nível que eu não conseguia mais ter o controle sobre mim. Há muito tempo eu não tenho mais crises de ansiedade como as que eu já tive, o que não quer dizer que muitas vezes não fico ansiosa e fico bastante, mas consegui dia após dia aprender a lidar com ela e não acredito que nunca mais vou ter alguma crise novamente, mas hoje em dia eu sei como fazer se caso aparecer.

Mas esse post não é pra falar sobre a parte ruim da coisa. Há uma parte boa sim nisso, oh sim, por incrível que pareça tem sim. É sobre ter esperanças e contar sobre os aprendizados, porque se tem uma das milhões de coisas que a ansiedade me ensinou e ainda me ensina, é poder enxergar as coisas boas no meio de um caos. É juntar os caquinhos e começar tudo de novo depois que o furacão passa, mesmo porque, seguir em frente é o que todos nós – ansiosos ou não, temos que fazer. Ansiedade é merda. Isso é um fato. É muito ruim você acordar com o coração na boca, ter palpitações, aquela angustia horrível que te trava a garganta, mãos suadas, tonturas, dores musculares e pior ainda: muitas vezes sem motivo algum. A ansiedade simplesmente chega sem pedir licença e com seu peso enorme, senta bem no meio do seu peito e ainda olha pra sua cara e diz: “duvido você me tirar daqui”. É assim que a ansiedade te trata e mais ainda: ela domina a sua mente também. Você não vive no passado e muito menos no presente. Presente? Que presente? Você acaba vivendo num futuro louco que a sua mente cria com as piores situações e todas as possibilidades de dar errado, nunca as certas – por mais que a situação seja 100% favorável a dar certo. Ansioso sofre por antecipação e quando tudo passa, você ri de si mesmo, porque afinal de contas, não era nada daquilo que imaginou.

Geralmente também tem a culpa que muitas vezes anda de mãos dadas com o medo: um medo irracional na maioria das vezes – como bem uma terapeuta uma vez me disse e isso eu nunca mais esqueci. A culpa por muitas vezes é por não concluir o que precisava fazer ou simplesmente deixar a ansiedade te dominar e você não ser capaz de fazer tal coisa. Ter transtorno de ansiedade é uma batalha diária, uma batalha que algumas vezes você irá perder a guerra e mesmo assim tá tudo bem sabe? Somos humanos feitos de carne, osso e coração e aceitar que não se pode ganhar todas, deixa o coração mais leve, porque dia após dia, mesmo você tendo perdido algumas batalhas, você vai percebendo que alguma mudança aqui ou ali foi boa apesar de tudo, por mínima que seja e isso te deixa mais forte mesmo que isso não seja percebido de momento. Já é um passo mais longe daquela coisa que teima sentar no seu peito. Remédios ajudam, mas não são a solução. Isso é fato. Eles te ajudam, mas as mudanças só dependem de você. Dentre as centenas de coisas que adotei pra minha vida desde 2012 pra cá, existem 3 coisas que pra mim são primordiais e que me ajudam bastante:

– Exercícios.
– Livros.
– Me afastar de tudo aquilo/quem me não me faz bem.

Exercícios físicos são uma das primeiras coisas que médicos e terapeutas recomendam pra um ansioso. É o literalmente por pra fora tudo aquilo que está te afligindo e o exercício – não importa qual, é o melhor caminho pra isso. A corrida me ajudou muito nesse sentido, mas como de uns meses pra cá eu fiquei meio relapsa em correr, a academia me ajuda bastante também. Eu não consigo mais ficar sem me exercitar. Não importa qual modalidade esportiva você escolha, o que importa é movimentar o corpo, você ganha na saúde e na mente.

Ler também é uma coisa que sempre me ajudou desde sempre. Há anos tenho o hábito da leitura, muito antes de 2012, mas ao ler um livro eu consigo me abster totalmente do mundo e ficar completamente imersa na história. Isso é uma das coisas mais maravilhosas que a literatura proporciona na vida de alguém, um mundo à parte aonde você pode entrar e sentir bem, independente do contexto da história. Um dos motivos por eu tanto amar ler e sempre querer mais e mais livros é exatamente esse: a possibilidade de entrar em outro mundo e ficar ali por quanto tempo eu quiser, a ansiedade não entra aí. E cada livro é um mundo diferente.

Se afastar de tudo aquilo ou quem não nos faz bem, deveria ser regra na vida de todo mundo e não só dos ansiosos pois nada, absolutamente nada que perturbe a sua paz merece a sua atenção ou o seu tempo. E digo isso de um modo geral: notícias ruins, pessoas que independente da maneira, mas que de alguma forma não nos faz bem, situações pelas quais não somos obrigados a passar. Isso não é egoísmo, não é querer se achar melhor do ninguém, não é se fechar na bolha pro mundo alheio, mas sim uma auto preservação.

Obviamente existem milhões de outras coisas que ajudam cada um a ter uma vida menos ansiosa, eu mesma tenho mais uma porção delas, mas isso vai da percepção e vida de cada indivíduo porque afinal de contas, não existe uma receita mágica para esses males emocionais, mas é graças a não ter uma mágica pra solução disso que eu acredito que acontece o maravilhoso milagre do autoconhecimento. A ansiedade te ensina isso, da maneira mais dolorida – é verdade, mas te ensina muito e você uma hora aprende. Não estamos sozinhos, isso é outro fato. A gente acha que tudo está em cima somente das nossas costas, mas se olharmos em volta, veremos que tem muito mais gente passando por algo tão semelhante a nós e que o barco sempre estará mais cheio do que a gente pensa. E aí faz o que? Dá as mãos e se abraça porque ninguém nesse mundo merece viver sofrendo com isso. A gente vive um mundo muito louco cheio de cobranças, muita falta de tempo, mas que ainda falta muito respeito e carinho ao próximo, e aonde num lugar é carregado de muitos cliques, muitos likes, ainda falta muito amor de verdade. A gente tem que passar por isso, não dá pra escapar objetivamente como num livro, não dá fazer as malas e fugir desse mundo, mas dá pra ser fazer o caminho mais suave.

Com tudo isso a gente aprende também que toda essa angustia e medo não vão durar pra sempre, mesmo muito embora as vezes pareça ser eterno, mas talvez essa seja a melhor lição de todas afinal de contas, a gente sabe que nada é para sempre. Isso tudo também passa, então te acalma esse coração, porque eu te garanto que passa sim! 🙂

18 jan, 2018

Minha saúde sendo vegana

Quando comecei a falar aqui no blog sobre minha transição para o veganismo eu prometi que quando passasse por uma nutricionista e tivesse uma avaliação concreta sobre a minha saúde, eu contaria tudo aqui no blog. Pois bem, no começo de dezembro eu passei em consulta com a nutricionista Carina Amorim. A Cá é especializada em nutrição voltada ao esporte e obviamente, como uma boa profissional que é, também atende os veganos que praticam esportes e que segundo ela: são muitos os que ela cuida.

Fiz um hemograma completo, tão completo que tive que fazer esse exame deitada na maca porque me drenaram 25 tubinhos de sangue, foi um exame pra literalmente me mapear dos pés a cabeça, nunca tinha feito algo tão completo assim e durante esse período de dezembro + festas e começo de janeiro, ela me passou um plano alimentar que nem vou chamar de dieta, mesmo porque, não é nada de tãooo diferente do que já comia, porém com algumas adequações, pois pela bioimpedância, minha massa muscular estava um pouco baixa.

Vale lembrar que (óbvio) eu não como nada de origem animal: nem ovos, leite ou derivados e carne muito menos. Aliás, aqui cabe uma ressalva: muito raramente eu escorrego no queijo quando basicamente não tem muito pra onde fugir (e as vezes não tem mesmo), de qualquer forma, eu parei de comprar queijos em casa e quando posso, evito ao máximo, por isso que eu ainda chamo a minha situação de processo para o veganismo. Durante esse tempo de festas, também teve o recesso da academia e fiquei um pouco mais de tempo sem treinar e correr… Bem… Eu preciso tomar vergonha na cara pra voltar a correr como antes, dei uma relaxada nisso. Enfim… Ontem foi o retorno com a nutri, levei meu hemograma, fizemos novamente a bioimpedância e vou dizer: estou feliz e até surpresa!

Ela ficou maravilhada com meu exame porque segundo as palavras dela: minha saúde está perfeita e redondinha, principalmente pra uma pessoa como eu que não consome nada de origem animal. Colesterol, tireoide, glicemia, hormônios, tudo perfeito!! Inclusive, aumentei bem o percentual MASSA MAGRA e diminui o percentual de gordura. E isso SÓ na base uma alimentação saudável sem nada de origem animal, então, acho que isso já responde a famigerada pergunta que todo mundo faz para os veganos:

Mas e as proteínas?

Dito isso, só vou precisar suplementar a B12 (que eu já sabia), aliás, preciso dizer: o Ricardo TAMBÉM vai ter que repor a B12 e ele COME CARNE, ou seja amores, isso não é uma ‘exclusividade’ de veganos! E vou ter que suplementar a vitamina D também que já tive deficiência dessa há uns anos atrás e como eu sou do tipo vampiro que foge do sol, eu já estava suspeitando que talvez precisasse repor essa vitamina mesmo e tudo bem.

No mais, eu estou até pensando em enquadrar esse hemograma pra esfregar na cara de quem fala que é impossível ser vegano E saudável, que é impossível seguir uma vida livre de crueldade animal porque precisamos da carne e dos derivados ou a famosa: que é impossível obter massa magra sem comer carne. A gente ouve diversas críticas e achismos quando decide ir para o veganismo, mas se você estivesse comendo um quilo de cigarros ninguém falaria absolutamente nada. É fato! Então tem muita gente que é pela implicância mesmo e eu não sei porque uma decisão individual incomoda tanto as pessoas, mas é nessas que você aprende a ver em quem se importa mesmo com você e quem só quer te xoxar.

Sempre disse que vegetarianismo/veganismo tem que ser uma decisão pessoal de cada um, afinal de contas, você está mudando algo que fez por boa parte da sua vida, além é claro, de todos os outros pontos que o veganismo engloba e que não se trata só de alimentação. Pra mim, tudo isso só reforça o que eu já sabia: que é possível SIM ser saudável livre de crueldade e reforça mais ainda quando penso que tomei uma das melhores decisões da minha vida. #GoVegan

08 jan, 2016

Com a palavra, Dr. Drauzio Varella

Doutor Drauzio Varella é uma grande inspiração pra mim: como pessoa e como atleta. Seu livro está na minha lista de leituras (aliás, tenho que dar um pulo hoje no shopping e vou aproveitar pra comprar) e li hoje esse trecho aqui que achei tão incrível que vou compartilhar com vocês:

drauzio-folhapress

Eu Corro – por Drauzio Varella, 68 anos, médico

“Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km. Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça. Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor. Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia. Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal. O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você. Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo. Este ano pretendo correr as maratonas do Rio e de Chicago. Se fizer abaixo de 4h10, me qualifico para Boston.”

18 nov, 2015

Ultimas Corridas: Athenas, Delta – França e Night Run

Como ando bem relapsa com esse blog (pra variar), eu decidi escrever tudo junto sobre minhas ultimas 3 corridas, assim fica mais fácil pra eu comparar minhas impressões entre uma e outra.

Dia 25/10 eu fui na Corrida Athenas Caixa. O clima estava maravilhoso: friozinho e tempo nublado, o circuito foi bem legal, bem retão e tals aí eu comecei empolgadíssima, louca da bota, cheia de gás e lá pro 2.5k eu comecei a sentir aquela dorzinha abaixo da costela, affeeee eu odeio quando isso acontece e me odiei porque eu deveria ter controlado melhor meu pace e respiração, mesmo assim baixei meu tempo, cheguei em 32:11 e foi meu menor tempo até agora. Mas ainda preciso melhorar.

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Dia 08/11 foi a Delta – França alí nos arredores do museu do Ipiranga. O clima também estava ótimo, o percurso tinha bastante subidas, mas foi o circuito que eu mais gostei, acho que muito em parte porque comprei um relógio de corrida (Garmin) e com ele consegui controlar melhor meu pace e respiração, fiz em 34:40 (acho) e pro tanto de subidas que teve eu achei que fui bem. A organização também estava boa.

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Dia 14/11 foi a Night Run – Etapa Água, essa, diferente das outras foi à noite e a largada foi no sambódromo do Anhembi. Essa nós ganhamos de um amigo do Rick que não pode ir e deu as inscrições pra gente. Tava um calor desértico e abafado de matar, o circuito era legal, mas não gostei muito da organização, nos pontos de hidratação a água não estava gelada e não sei por ser no sambódromo, eu achei o lugar + organização um tanto quanto confuso. O calor não ajudou e acabei fazendo em 35:39. Ainda acho que prefiro corridas de manhã. Essa por enquanto não tem fotinhas porque não encontrei nenhuma ainda nos sites de corredores.

Minha próxima é a Star Wars Run – dia 28/11 e neste próximo domingo vamos treinar em Paranapiacana, faz tempo que estou querendo ir lá, depois eu conto como foi.

30 jun, 2015

Minha 1a corrida!

Estou bem firme na academia. E isso não quer dizer em relação só aos treinos, mas estou indo no mínimo 5 vezes por semana e acho que dessa vez eu já fiz as pazes com a força de vontade, mandei a procrastinação a merda e não estou faltando mais. Pra mim melhorou em muita coisa: tanto fisicamente, disposição e até emocionalmente. Entre a musculação e aeróbico eu prefiro fazer o aeróbico, embora sempre eu faça os dois, é nele que principalmente vou melhorar a minha disposição e como estou bem empenhada e treinando direitinho, vou participar da minha primeira corrida:

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Na verdade eu já participei de duas na minha vida – uma em São Paulo que agora não me lembro o nome e uma outra aqui em São Caetano – a Corrida de Reis, mas já faz muito tempo e embora eu me lembre de ter completado o circuito das duas eu não tive um preparo e treino adequado pra nenhuma delas, então por isso que estou dizendo que essa está sendo oficialmente a minha 1a corrida. A Corrida Vênus é bem legal (já está no sétimo ano), é feita só por mulheres e você pode escolher entre três etapas: 5k, 10k e 15k. Como sou principiante nisso escolhi a de 5k e vou correr junto com minha amiga Elaine. O evento vai acontecer no Jockey Club de São Paulo no dia 20 de setembro e antes no dia 23 de agosto no Rio de Janeiro no MAM, então tem bastante tempo pra se inscrever e treinar. No site tem todas as informações e link para inscrição, corre e chama azamigues também.

Em tempo: por todo esse meu empenho e dedicação, resolvi me dar um tênis de presente, na verdade foi presente do marido mesmo e ganhei esse tênis da Nike da coleção Fotossíntese:

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Ótimo pra correr, super leve, mas o que eu mais amei é esse floral de estampa. Essa semana também vou postar uma playlist aqui com (minhas) musicas de correr, me aguardem!