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02 mar, 2018

Hello, Março!

Março talvez seja o mês do calendário que eu mais esteja esperando. Primeiro porque é o mês do meu aniversário e muito embora eu até acredite nessas coisas de inferno astral, felizmente por aqui está – até o momento – tudo dentro da normalidade. Meu aniversário vai cair num domingo e eu não vou fazer nada de grandes comemorações em especial, até mesmo porque, este mês iremos concluir parte de um outro plano pra 2018, então estou economizando no máximo que posso, mas isso ainda será assunto pra depois. Pro meu aniversário, eu estou pensando num almoço vegano com tudo vegano que tenho por direito: quitutes, prato principal, sobremesa. Inclusive o bolo eu mesma decidi fazer. Eu ainda estou buscando ideias, mas já tenho em mente algumas coisas pra por em prática, vamos ver no que vai dar.

Março também acaba o verão. Mais precisamente no dia 20 e esse ano eu tenho que ser justa em dizer que não tivemos um verão tão agressivo como foi nos últimos anos. Choveu relativamente bem, dormi fresquinha todas as noites e se ligamos o ar condicionado por 4 ou 5 dias, realmente foi muito. Mesmo assim o verão é uma estação que eu não gosto, principalmente por morar numa cidade grande que não se dispõe de muito verde, muito menos uma praia ou uma casa com piscina e porque eu também detesto passar calor, transpirar e ter todos esses incômodos. Mas eu amo de paixão quando entra no outono e os dias ficam mais frescos, as folhas vão caindo, a paisagem muda e a sensação é de que até o humor das pessoas fica mais agradável.

Pra mim parece que toda aquela agitação que começou ainda no final de 2017 com as festas de final de ano, depois o carnaval, agora mais do que nunca dão uma cessada. Em março tudo dá uma boa desacelerada, a bagunça fica mais de lado e a sensação que tenho é que março seja, pra muita gente, finalmente o dead line pra começar a fazer de efetivo tudo aquilo que prometeu no início. Se não começar agora em março, muito provavelmente não começa mais. Quantas vezes nós falamos ou escutamos isso: “Deixa passar o começo do ano, lá pra março eu vejo isso.” Então bora começar um mês incrível. Espero que março seja um mês positivo para todos nós. 🙂

27 fev, 2018

O que a ansiedade me ensinou

De todos esses anos convivendo com o Transtorno de Ansiedade, em algum momento da minha vida eu precisava tirar alguns ensinamentos porque a duras penas, uma hora você tem que aprender a conviver com isso. Hoje eu resolvi escrever sobre minha resiliência. Todo mundo é ansioso. Acontece que existe uma diferença entre estar ansioso e ser ansioso. No meu caso, é transtorno mesmo, mais conhecido como TAG = Transtorno de Ansiedade Generalizada. Eu sempre fui ansiosa desde que me entendo por gente, desde criança. É da minha natureza, da minha personalidade, mas em 2012 eu precisei de ajuda pra lidar com isso porque chegou num nível que eu não conseguia mais ter o controle sobre mim. Há muito tempo eu não tenho mais crises de ansiedade como as que eu já tive, o que não quer dizer que muitas vezes não fico ansiosa e fico bastante, mas consegui dia após dia aprender a lidar com ela e não acredito que nunca mais vou ter alguma crise novamente, mas hoje em dia eu sei como fazer se caso aparecer.

Mas esse post não é pra falar sobre a parte ruim da coisa. Há uma parte boa sim nisso, oh sim, por incrível que pareça tem sim. É sobre ter esperanças e contar sobre os aprendizados, porque se tem uma das milhões de coisas que a ansiedade me ensinou e ainda me ensina, é poder enxergar as coisas boas no meio de um caos. É juntar os caquinhos e começar tudo de novo depois que o furacão passa, mesmo porque, seguir em frente é o que todos nós – ansiosos ou não, temos que fazer. Ansiedade é merda. Isso é um fato. É muito ruim você acordar com o coração na boca, ter palpitações, aquela angustia horrível que te trava a garganta, mãos suadas, tonturas, dores musculares e pior ainda: muitas vezes sem motivo algum. A ansiedade simplesmente chega sem pedir licença e com seu peso enorme, senta bem no meio do seu peito e ainda olha pra sua cara e diz: “duvido você me tirar daqui”. É assim que a ansiedade te trata e mais ainda: ela domina a sua mente também. Você não vive no passado e muito menos no presente. Presente? Que presente? Você acaba vivendo num futuro louco que a sua mente cria com as piores situações e todas as possibilidades de dar errado, nunca as certas – por mais que a situação seja 100% favorável a dar certo. Ansioso sofre por antecipação e quando tudo passa, você ri de si mesmo, porque afinal de contas, não era nada daquilo que imaginou.

Geralmente também tem a culpa que muitas vezes anda de mãos dadas com o medo: um medo irracional na maioria das vezes – como bem uma terapeuta uma vez me disse e isso eu nunca mais esqueci. A culpa por muitas vezes é por não concluir o que precisava fazer ou simplesmente deixar a ansiedade te dominar e você não ser capaz de fazer tal coisa. Ter transtorno de ansiedade é uma batalha diária, uma batalha que algumas vezes você irá perder a guerra e mesmo assim tá tudo bem sabe? Somos humanos feitos de carne, osso e coração e aceitar que não se pode ganhar todas, deixa o coração mais leve, porque dia após dia, mesmo você tendo perdido algumas batalhas, você vai percebendo que alguma mudança aqui ou ali foi boa apesar de tudo, por mínima que seja e isso te deixa mais forte mesmo que isso não seja percebido de momento. Já é um passo mais longe daquela coisa que teima sentar no seu peito. Remédios ajudam, mas não são a solução. Isso é fato. Eles te ajudam, mas as mudanças só dependem de você. Dentre as centenas de coisas que adotei pra minha vida desde 2012 pra cá, existem 3 coisas que pra mim são primordiais e que me ajudam bastante:

– Exercícios.
– Livros.
– Me afastar de tudo aquilo/quem me não me faz bem.

Exercícios físicos são uma das primeiras coisas que médicos e terapeutas recomendam pra um ansioso. É o literalmente por pra fora tudo aquilo que está te afligindo e o exercício – não importa qual, é o melhor caminho pra isso. A corrida me ajudou muito nesse sentido, mas como de uns meses pra cá eu fiquei meio relapsa em correr, a academia me ajuda bastante também. Eu não consigo mais ficar sem me exercitar. Não importa qual modalidade esportiva você escolha, o que importa é movimentar o corpo, você ganha na saúde e na mente.

Ler também é uma coisa que sempre me ajudou desde sempre. Há anos tenho o hábito da leitura, muito antes de 2012, mas ao ler um livro eu consigo me abster totalmente do mundo e ficar completamente imersa na história. Isso é uma das coisas mais maravilhosas que a literatura proporciona na vida de alguém, um mundo à parte aonde você pode entrar e sentir bem, independente do contexto da história. Um dos motivos por eu tanto amar ler e sempre querer mais e mais livros é exatamente esse: a possibilidade de entrar em outro mundo e ficar ali por quanto tempo eu quiser, a ansiedade não entra aí. E cada livro é um mundo diferente.

Se afastar de tudo aquilo ou quem não nos faz bem, deveria ser regra na vida de todo mundo e não só dos ansiosos pois nada, absolutamente nada que perturbe a sua paz merece a sua atenção ou o seu tempo. E digo isso de um modo geral: notícias ruins, pessoas que independente da maneira, mas que de alguma forma não nos faz bem, situações pelas quais não somos obrigados a passar. Isso não é egoísmo, não é querer se achar melhor do ninguém, não é se fechar na bolha pro mundo alheio, mas sim uma auto preservação.

Obviamente existem milhões de outras coisas que ajudam cada um a ter uma vida menos ansiosa, eu mesma tenho mais uma porção delas, mas isso vai da percepção e vida de cada indivíduo porque afinal de contas, não existe uma receita mágica para esses males emocionais, mas é graças a não ter uma mágica pra solução disso que eu acredito que acontece o maravilhoso milagre do autoconhecimento. A ansiedade te ensina isso, da maneira mais dolorida – é verdade, mas te ensina muito e você uma hora aprende. Não estamos sozinhos, isso é outro fato. A gente acha que tudo está em cima somente das nossas costas, mas se olharmos em volta, veremos que tem muito mais gente passando por algo tão semelhante a nós e que o barco sempre estará mais cheio do que a gente pensa. E aí faz o que? Dá as mãos e se abraça porque ninguém nesse mundo merece viver sofrendo com isso. A gente vive um mundo muito louco cheio de cobranças, muita falta de tempo, mas que ainda falta muito respeito e carinho ao próximo, e aonde num lugar é carregado de muitos cliques, muitos likes, ainda falta muito amor de verdade. A gente tem que passar por isso, não dá pra escapar objetivamente como num livro, não dá fazer as malas e fugir desse mundo, mas dá pra ser fazer o caminho mais suave.

Com tudo isso a gente aprende também que toda essa angustia e medo não vão durar pra sempre, mesmo muito embora as vezes pareça ser eterno, mas talvez essa seja a melhor lição de todas afinal de contas, a gente sabe que nada é para sempre. Isso tudo também passa, então te acalma esse coração, porque eu te garanto que passa sim! 🙂

29 jan, 2018

As metamorfoses do blog

Esse blog já passou por tantas transformações. Eu, pessoalmente, passei por muitas transformações desde quando comecei a escrever aqui, lembro bem quando um amigo falou sobre blogs lá em meados de 2001 e eu resolvi criar um. Comecei com uma plataforma que era ruim pra caramba (o weblogger, quem lembra?), não tinha nada do que tem hoje, depois fui pro blogger da globo, mais pra frente fui pro blogspot e só há poucos anos atrás, com a ajuda da Lya, que mudei pra plataforma do wordpress e passei a ter meu o próprio domínio.

Durante todo esse tempo, eu tive todo tipo de layout que vocês podem imaginar e me arrependo amargamente de não ter salvado os banners que eu colocava porque eu tenho certeza que além de saudade, hoje isso renderia boas risadas. Quando ainda nem era Miss American Pie eu cheguei a fazer um layout com a foto do Supla (?!?!?), era todo preto (carregadíssimo) e outro do Bruce Willis… O Bruce Willis, gente!!!! AHAHAHAHAHA… Do Supla por exemplo, não é porque eu fosse fã dele, mas tinha encontrado uma foto legal e resolvi colocar, só por isso. Eu não tinha muito critério (pensando bem, acho que nenhum…), quase ninguém tinha naquela época e esse era o divertido de ter um blog, depois (não me lembro quanto tempo depois), adotei o Miss American Pie como título e desde então foram anos usando banners só com o tema Madonna (em alusão a música), meu Deus e foram tantos… Tinha Madonna por todos os lados, em todas as fases, de todos os jeitos. E mais uma vez quando penso nisso me arrependo muito de não ter salvado as imagens dos banners. Esses são os mais antigos que não são tão antigos assim, que eu consegui encontrar, acho que nessa época eu já estava no shejulis.com:

E não sei se vocês notaram, mas eu mudei novamente o banner aqui do blog (!). Só que esse, especialmente esse, foi euzinha que fiz. E sozinha! Olha, eu já aprendi muitas coisas esse ano: instalar temas, criar banners usando o Photoshop, consegui até instalar o SSL que estava dando erro… Eu nunca tive noção alguma de criar, mudar ou editar essas coisas, só faço o básico do básico mesmo, embora as ideias sempre aparecessem na minha cabeça, foi sempre a Lya que executou tudo pra mim e como eu disse no outro post das prateleiras: nada que um vídeo de tutorial no youtube, paciência e vontade de fazer não te ensine. Próxima meta agora é aprender a tomar café sem açúcar ahahahaahahah, mas o fato é que esses dias eu fiquei tão concentrada em ficar aprendendo e fazendo essas criações que acabou, sem querer, sendo uma terapia enorme pra mim e em casa também não está sendo diferente quando estou off. Como durante o meu trabalho eu fico boa parte do tempo na internet, é bem complicado as vezes administrar o chorume que vem de todos os lados, seja em notícias ou nas pessoas se espinafrando em volta e nessas ultimas semanas, eu deixei tudo isso de lado e descobri que essa veia criativa de “artesanato virtual” além de me ensinar diversas coisas, me fez um bem danado.

O banner do momento não é muito diferente do anterior, mas é que sou apaixonada por lavandas e agora estou numa fase, comparado aos outros layouts, muito mais clean por assim dizer. Eu não posso deixar de sempre agradecer a Lya, que além da minha maior incentivadora a continuar a escrever e deixar o blog com a minha cara, sempre me ajuda quando eu preciso de um help e olha que eu admito que encho o saco dela pra caramba com esses assuntos. Lendo agora, eu percebi que escrever isso aparentemente parece ser tão bobo, tão normal, mas com tudo na minha vida eu procuro tirar grandes lições, principalmente nas pequenas coisas e muito provavelmente de hoje em diante todos os banners que vocês irão ver, serão de minha autoria e quando aparecer coisa nova (inclusive os posts, é claro) podem ter certeza que foi um tempo altamente terapêutico que eu dediquei a mim, então por mais bobo que pareça, há uma importante relevância nisso. 🙂

09 jan, 2018

Sobre NÃO ter filhos

Acho que nunca escrevi diretamente sobre esse assunto no blog, embora eu já tenha dito alguma coisa em algum post por aí e confesso que até fiquei na dúvida se publicaria esse ou não, porque de certa forma, não deixa de ser polêmico pra algumas pessoas. Mas prestes a completar 39 anos de idade e há quase 12 de casada, ainda chegam pessoas até mim que perguntam: “quando você terá um bebê?” e isso talvez me incomode mais do que deveria, eu sei, mas é muito em parte pelo fato de eu já estar até a tampa de saco cheio de (ainda!) ouvir isso. Então, sinto em decepcionar alguns, mas adianto desde já que, daqui não sairá bebês. Eu resolvi pela primeira vez falar sobre isso abertamente aqui no blog porque eu já ouvi todo tipo de pergunta que vocês podem imaginar, já me perguntaram inclusive, se eu tinha algum problema de saúde que me impedisse de ter filhos, como se o único motivo de eu não ter bebês fosse então alguma “””falha””” no meu corpo e não uma escolha minha. Se não quer deve ser porque não pode.

Acho que umas das primeiras coisas que as pessoas precisam entender de uma vez por todas é: usar o bom senso sem moderação. Aliás, tá liberado. Tem quem pergunta sobre filhos numa boa, de uma conversa despretensiosa mesmo, mas na sua grande maioria as pessoas perguntam naquele tom de cobrança, como se isso fosse uma obrigação e acreditem: até hoje comigo é assim. Sua vida não é parâmetro pra todas outras e falo isso como um todo mesmo. Pra começar que a decisão de não ter filhos é algo em comum acordo entre mim e Ricardo. Ele também não quer e nunca precisamos conversar por horas e horas pra chegar nessa decisão, aliás, que eu me lembre, nunca precisou de uma grande conversa na verdade porque, nossos objetivos, planos e prioridades sempre andaram tão bem alinhados entre nós dois que quando nos demos conta, só concluímos o que já tínhamos certeza: não queremos mesmo. Gostamos das mesmas coisas e fazemos essas mesmas coisas sempre juntos. Querem um exemplo? Uma delas é viajar. Viajar é uma prioridade na nossa vida e aqui eu já deixei claro que é uma das coisas que eu mais amo fazer. Já me disseram (lógico que já me disseram, né?) que ter filhos e viajar é algo super possível sim. Obviamente é. E eu nunca duvidei disso. Mas volto a bater na mesma tecla de que nenhuma vida deve ser parâmetro pras outras. Gostamos de viajar, de fazer mochilão, pingando em vários lugares, passeios diferentões, fazer as coisas loucas do nosso jeito e um filho, para nós, não cabe nessa situação.

Outra? Gosto de crianças. Gosto mesmo. Mas perceba: disse que gosto e isso não quer dizer que venero e amo de paixão a ponto de ter uma. Amo de paixão por exemplo: meus gatos e meu cachorro, e aí alguém pode dizer: “isso não pode ser usado como comparativo”, mas eu digo que pra minha vida, pode sim. Amo de paixão minha rotina, minha casa, minhas coisas, meus hábitos e com uma criança isso seria diferente. Explicando: eu disse que seria diferente e não pior. Mas, não quero mudar o que está ótimo para mim e isso de alguma forma, poderia quem sabe, ser pior. Quem sabe? Se eu não sei, ninguém mais saberia e no benefício na duvida, prefiro não arriscar.

Mas acredito que o principal de tudo é que não me sinto MAIS ou MENOS mulher por não ter gerado um filho, e consequentemente, nem melhor ou pior do que ninguém. Eu acho deveras importante dizer isso porque na cabeça de muita gente, uma mulher só será mulher mesmo – do tipo ISO 9001 de qualidade – depois que parir um bebê. Eu sempre fui muito bem resolvida nesse sentido, mas talvez não seja da mesma forma pra outras mulheres e isso pode machucar uma pessoa dependendo da forma como você coloca a situação, pra mim, dizer que só descobriu o que é o amor depois de ter filhos me soa muito estranho também, mas até aí, a minha vida também não pode ser parâmetro pras outras, talvez pras outras o sentido de tudo só tenha chegado a partir desse ponto mesmo e tudo bem. Eu por exemplo descubro o amor e a felicidade nas pequenas e grandes coisas e com as pessoas que eu amo, então acho que esse conceito amor & felicidade pós filhos seria algo bem furado pra mim. PRA MIM.

Ninguém tem obrigação de por um filho no mundo. A mulher não uma máquina de reprodução. Temos sentimentos, crenças e planos como qualquer mortal, mas acima de tudo (pelo menos para nós, maioria do mundo ocidental, de uma vida normal): temos ESCOLHAS, temos o LIVRE ARBÍTRIO pra fazer o que em teoria, não deveria nunca ser criticado ou questionado por ninguém. E colocar a mulher na obrigação de que ela tem sim que gerar filhos só porque se casou ou só porque “o tempo está passando”, pra dizer o mínimo, é um pensamento bem arcaico. Sem contar que filhos, ao contrário do que a gente as vezes vê, é responsabilidade. Responsabilidade é uma palavra que engloba muitas coisas. Muitas mesmo. E essa é uma que eu não penso em assumir. Já tenho as minhas, o Rick tem as dele e juntos temos as nossas. E de verdade, o fato é que, resumidamente falando eu não estou disposta a abrir mão de mudar/adequar as coisas na minha vida por uma criança. Ao olhos de muita gente isso soa como um egoísmo, uma afronta, um motivo pra começar uma inquisição das não-mães e jogar todas na fogueira, mas pra mim, é só uma escolha minha e que por sinal, não diz respeito à ninguém.

Tenho muitas amigas mães, aliás, poucas são as amigas não-mães que sobraram no círculo e isso é muito engraçado porque eu sempre digo que adoro ser a tia. São todas excelentes mães e algumas delas tem tanta vocação pra maternidade que eu diria que o papel delas nesse mundo é exatamente esse: ser mãe. Mas é exatamente todo esse zelo e dedicação a uma parte sua que você coloca no mundo que eu não vejo pra mim. E tá tudo bem, sabe. Qual o problema nisso?

Todos nós temos os nossos sonhos, planos e metas e graças a Deus que nenhum é igual ao outro. Ainda bem que são as nossas escolhas e decisões que nos diferem um do outro porque, é assim que o mundo gira, é assim que existimos enquanto alguém no mundo. Então, pense bem antes de perguntar pra coleguinha quando ela terá um bebê porque talvez, esse seja aquele assunto que ela não queira falar simplesmente porque, não diz respeito a você ou porque, ela já esteja bem cansada de responder sempre a mesma coisa. Ao invés disso, pergunte sempre sobre ela mesma, em como está, quais dos planos do momento. A vida não precisa de manual de como se deve fazer isso ou aquilo, porque esse manual, simplesmente não existe e ninguém precisa principalmente, de gente metendo o nariz aonde não foi chamado.

19 dez, 2017

Encerrando 2017

Houve uma época aqui no blog em que todos os anos eu fazia uma retrospectiva com um balanço de como foi o ano pra mim, depois parei de fazer isso – pelo menos aqui, por pura preguiça e relaxo mesmo ou porque muitas vezes eu achava que soaria chato demais, mas nesta época do ano eu gosto e sempre faço uma reflexão de tudo o que aconteceu, o que deixou de acontecer e os planos que eu quero pro ano seguinte, mesmo que eu não registre isso por escrito, mas eis que então esse ano eu resolvi escrever.

E 2017 foi assim: eu pisquei e o ano passou. De toda a minha vida eu posso dizer que esse ano, ao menos pra mim, foi o ano que mais passou rápido comparado com todos os outros, muitas pessoas também acharam a mesma coisa, mas o fato é que pensando bem, isso tem seus prós e contras… Muita coisa aconteceu no meu 2017 e talvez esse seja um dos motivos que fez com que eu tivesse essa sensação de rapidez no calendário, não teve um mês sequer que foi um marasmo, sempre tinha alguma novidade, alguma coisa acontecendo e graças a Deus! – Só coisas boas. Por outro lado, toda essa rapidez também acaba sendo um tanto quanto assustadora pra mim… Parece que foi ontem que eu estava de malas prontas pro Natal e Ano Novo em Londres, eu lembro da roupa que eu estava usando quando cheguei lá, da sopa de tomate que derrubei na mesa quando estava jantando no aeroporto (é, Julianices), detalhes totalmente banais, mas que dão nitidamente a sensação de parecer que foi ontem e aí DE REPENTE! – Já estamos em mais um final de ano e isso me assusta um pouco. Nessas horas eu fico pensando que talvez eu precise desacelerar mais (falando isso de um modo geral) ou procurar coisas em que o tempo seja deixado mais em segundo plano ou que dê a sensação de passar mais devagar, e aí a gente entra num paradoxo, que por mais que a gente anseie que as coisas boas se concretizem rápido ou que aquele momento chato passe logo de uma vez, no fundo, dá um certo medinho quando tudo acontece rápido demais. Estou loucona ou isso também acontece com vocês?

De qualquer forma, 2017 mesmo sendo um ano que indiretamente aconteceu muita coisa errada aqui e no mundo, pessoalmente falando, foi um ótimo ano pra mim e eu não tenho do que reclamar. Começamos o ano viajando e foi o ano novo mais inesquecível da minha vida: revi amigos, conhecemos lugares incríveis, pisei em cantos que estava morrendo de saudades… Londres sempre será a cidade do meu coração. Voltamos pra casa e pouco tempo depois a nossa casa virou literalmente nossa de verdade, foi um grande passo e foi uma correria total também, mas tudo deu muito certo. Estou com umas ideias maravilhosas de decor e algumas eu já coloquei em prática.

Nessa mesma época também já tínhamos fechado mais uma viagem. Só que essa, por nossa escolha, seria um pouco diferente do que já estávamos habituados. Ir para o Chile novamente me fez matar uma saudade enorme que eu estava de lá e só me dei conta disso quando pisei em Santiago, mas conhecer o Atacama foi algo completamente surreal, foi a mesma sensação que estar em outro mundo e eu voltei de lá, uma pessoa melhor (obviamente não melhor do que ninguém, mas no sentido de melhor para mim mesma). Porque mais do que conhecer o mundo, viajar também é um autoconhecimento. Voltei alguém melhor porque não é todo dia que você está pisando na neve e poucas horas depois andando pela areia do deserto, não é todo dia que se escala uma montanha a -15 graus de temperatura e a quase 6 mil metros de altitude, não é todo dia que você sente a força da natureza como se estivesse em cima de uma panela de pressão ao visitar um geyser, não é todo dia que você está no meio de um vale de trocentros mil anos, vislumbrando a beleza de um imenso vulcão enquanto o sol de se põe e essa viagem me fez um bem enorme porque por vários dias, eu tive contato com um mundo totalmente diferente do qual eu vivo.

Aí voltando um pouco, mais pro começo de ano – pra ser mais pontual, eu decidi parar de comer carne. Comecei parando com a carne vermelha (que já consumia pouco), depois com o frango, mas pouco tempo depois eu decidi partir do vegetarianismo para o veganismo e essa foi, de verdade, uma das melhores decisões da minha vida. O veganismo me trouxe muitas coisas: um conhecimento real de tudo (mesmo que muitas vezes seja um conhecimento doloroso), mas que carinhosamente eu prefiro chamar de despertar e além da parte toda de alimentação, consciência e filosofia, me trouxe também novos amigos, lugares novos que conheci e todo um mundo se abriu pra mim, nunca nenhuma porta se fechou.

Teve um show que eu esperei minha vida inteira e finalmente em 2017 aconteceu. Quando o U2 anunciou a turnê no Brasil eu quase enlouqueci e obviamente sofri horrores por antecipação porque, eu tinha praticamente certeza que não conseguiria os ingressos, o que de fato quase aconteceu… Mas quem tem amigos nunca está só, né? Meu amigo Fred conseguiu dois pra mim e eu fui com o Rick no primeiro dia de show. Chorei, cantei e me diverti tanto que não tirei nenhuma foto de tão eufórica e louca que fiquei, mas guardei tudo na memória e no meu coração.

No decorrer do ano eu li muitos livros, minha meta para 2017 era ler um livro por mês, mas eu consegui passar esse numero e li 16 17 livros esse ano. Nada mal, mas poderia ter lido mais? Poderia se as vezes o sono não me vencesse (gosto de ler antes de dormir) ou perdesse menos tempo no celular, quem sabe agora em 2018. O Rick me deu um Kindle de presente e sendo assim eu devolvi o dele, ler sempre será uma das minhas melhores terapias. A propósito, teve um post falando do livros que eu mais gostei e o que eu menos gostei, vocês viram?

Resgatamos e doamos gatinhos e isso apesar de não ser uma tarefa fácil (por isso tenho uma profunda admiração pelo trabalho das ONGS), foi muito gratificante porque eu senti a sensação de dever cumprido por ter resgatado vidas e dado a um lar com muito amor e carinho como realmente merecem. Por falar em gatos: os meus continuam lindos, bem cuidados, cheios de amor e muito safados também – eu preciso mencionar isso, cada dia é uma nova traquinagem pra contar história, mas é por eles e por todos os outros bichos que reforço cada vez mais o meu ativismo na causa animal.

Não existe um mundo perfeito ou uma vida cheia de flores, óbvio que a gente se estressa alguma hora (ou muitas horas ehehe) com alguma coisa, mas não lembro de algo que tenha sido o bastante ruim que as coisas boas não compensassem e mais uma vez eu só tenho que agradecer por isso. O ano ainda não acabou, mas desde já me sinto satisfeita por tudo e mesmo que tenha sido um 2017 bem apressadinho, não deixou de me dar felicidades.

Mudamos a roupinha do blog pra entrar em 2018 com tudo novo. Arte como sempre da maravilhosa Lia. Mais clean, suave e pleno ehehehe, eu tô apaixonada por esse tema. É muito engraçado porque o WordPress salva os banners antigos e eu estava vendo eles antes de publicar esse post, com o passar dos anos eu fui optando cada vez mais por algo mais clean e olha que eu sempre gostei de layouts visualmente mais carregados. A gente vai mudando até nesse aspecto. Mas é isso.. Já tenho muitos planos para 2018 – por mais clichê que isso possa parecer quando escrevo aqui, porém, esses eu guardo só pra mim e só divido depois que acontecer, combinado?

03 ago, 2017

Por que parei de comer carne?

Primeiro de tudo tenho que dizer: este post é um relato totalmente pessoal. Escrito a partir das MINHAS experiências e vivências, então isso significa que em nenhum momento a ideia aqui é impor, criticar, militar ou dizer o que é certo ou errado pra alguém. Portanto não sou parâmetro pra nada, afinal, a ideia é única e exclusivamente contribuir os meus 25 centavos e dividir com vocês a minha história.

Já tem mais de um ano que eu não como carne vermelha no jantar: primeiro porque carne vermelha leva muito tempo pro estômago digerir (cerca de 3 dias) e como minha janta costuma sempre ser depois das 20 horas (ou seja, já meio tarde) eu resolvi optar por algo mais leve; então eu comia uma salada bem farta, as vezes acompanhada com algum carbo e sempre com alguma carne branca (frango ou peixe). Segundo motivo é que estava me sentindo muito pesada/inchada e não saciada totalmente ao comer carne vermelha a noite: uma hora depois eu já estava com fome de novo. Acontece que depois de um tempo começou acontecer a mesma coisa no almoço: inchaço, não saciava e enjoo (eu ficava “conversando” com aquele pedaço de carne no estômago o resto do dia) e de repente não estava me apetecendo mais. De repente eu vi que estava deixando de escolher carne vermelha pra escolher alguma carne branca pra comer. Até aí, nada de muito diferente. Mas depois de um tempo, o mesmo começou a acontecer com frango, peixe (inclusive com os temakis e comida japa que tanto amo) e porco (que já muito raramente eu comia).

Lisa me representando nessa mudança.

Tentei persistir, mesmo ainda com todo aquele combo de mal estar que já mencionei acima e não deu muito certo. Se eu ia a um restaurante ou eu escolhia alguma opção sem carne ou quando muito pegava um pedacinho de carne no self-service que depois sempre acabava sobrando no meu prato. Em casa a mesma coisa, todo dia era: “não estou afim de comer carne hoje.” Foi nessa transição-não-programada que eu comecei a perceber que ficar sem a carne não ia ser um problema pra mim, muito pelo contrário, ia ser um problema se eu continuasse a comer porque, acima de tudo, eu penso que a comida está associada ao prazer e bem estar… Se você não está satisfeito com uma coisa: você muda pra outra, simples assim. E isso foi algo que eu cuspi pro alto e caiu bem na minha testa, devo mencionar porque né… Até alguns anos atrás eu dizia que era incapaz de viver sem carne e não entendia como é que um vegetariano/vegano consegue ficar sem consumir uma das proteínas mais gostosas que existe. Mas temos aí uma liçãozinha nesse ponto: nada (ou quase nada, talvez?) perpetua pra sempre, especialmente quando se trata de hábitos.

E veja bem, foi aí que eu resolvi ir parando… E não por ‘moda’ ou influência de alguém, mas porque realmente comecei a ficar saturada desse tipo de alimento. E aí as coisas mudam: os hábitos, os gostos, as preferências, as crenças, a visão sobre as coisas, o mundo… TUDO! Hoje a gente vê muito sobre sustentabilidade, alimentos orgânicos, o impacto no ambiente de algumas práticas do homem, mudanças de hábitos, qualidade de vida, mas isso é assunto pra um outro post. Comecei a ler muitos artigos sobre vegetarianismo/veganismo e obviamente as questões dos animais e todas as outras que envolvem essa escolha pra vida, também tiveram um grande peso pra mim, é óbvio que tiveram. Entrei em grupos vegans no FB e comecei a buscar uma série de receitas que fazendo em casa, descobri um mundo inteiro de coisas gostosas pra comer que substituíram a carne de uma maneira tão positiva que eu nem imaginava. E fiquei feliz por isso porque achei que seria bem mais difícil. E minha ideia é exatamente essa: se não vou comer carne, que pelo menos eu faça meu alimento e evite ao máximo os ultra processados e industrializados (algo que já faço há tempos). Se comer é um prazer, fazer a própria comida também é. E isso me fez um bem danado: comecei a me sentir saciada, no sentido de alimentada e não cheia. Não sinto mais fome logo depois de ter almoçado ou jantado, me sinto bem menos inchada também (muito em parte porque eu sempre fui de reter líquido, principalmente no período menstrual) e isso simplesmente acabou. Me sinto mais leve, e posso dizer que espiritualmente também estou leve com minha consciência.

Se me perguntam: “Nossa (nossa = credo) mas você virou vegana?” Eu digo que (ainda) não. Eu diria que estou na fase de Ovo Lacto Vegetariano, ou seja: não consome carne, mas consome leite, ovo e derivados. Vegan envolve muitas outras coisas além da comida. Não é uma transição que acontece da noite pro dia, mesmo porque não é algo fácil tirar o que se comeu uma vida inteira, mas não é impossível e muito menos um bicho de sete cabeças. Você precisa se questionar, se perguntar, se informar, ler bastante e ter em mente se é isso mesmo que você realmente quer. É uma coisa muito particular, entende? Comigo eu posso dizer que foi até meio fácil, o começo de tudo foi porque simplesmente meu corpo começou a não aceitar mais a carne no organismo, mas eu ainda consumo leite (que eu gosto de verdade), queijo, ovos (bem raramente), então tudo precisa ser de uma forma gradual pro seu corpo ir se acostumando e pro psicológico também ir se adaptando, está tudo ligado. Conversando outro dia com um amigo vegetariano, ele me disse: “Ju, se minha experiência pode servir pra alguma coisa, te digo: só pare com aquilo que vc não se sente bem ao comer. Se vc gosta e não te prejudica, mande bala!”

E é basicamente isso!

Mas e as proteínas? E a vitamina B-12? Por eu me exercitar bastante e correr também, obviamente eu preciso de todos os nutrientes necessários e saber consumi-los pra não ter nenhuma deficiência de alguma vitamina, é primordial. Eu vou passar com uma nutricionista em breve pra fazer um hemograma completo e conhecer o que posso substituir, adaptar, suplementar, enfim… Nem vou entrar em detalhes sobre essa parte porque eu não sou nutricionista e porque ainda não passei com uma, então não vou escrever sobre aquilo que não tenho conhecimento e cada pessoa é um caso diferente, né? Mas pretendo contar aqui também essa fase.

Essas são apenas algumas das minhas comidinhas durante esse período, tem todas as receitas e dicas de lugares no meu Instagram, passa lá pra dar uma olhada:

É isso. Acima de tudo, acima inclusive de qualquer bandeira que isso representa, é uma ESCOLHA minha e estou bem feliz e em paz com essa decisão. 🙂

23 jan, 2015

A internet nossa de hoje em dia…

Desde que a Lia mudou a plataforma do Miss American Pie pro WordPress (sempre digo que foi ela, pois é o tipo de coisa que eu definitivamente não sei fazer sozinha) eu estava engajada em organizar bem bonitinho todos os meus mais de 1.200 posts daqui, já que a mudança deu uma boa bagunçada nos arquivos do blog e os únicos que estão perfeitamente arrumados são os mais recentes, ou seja, coisa de um ano/um ano e meio pra cá…

Comecei a fazer isso, juro… Mas confesso que ainda está longe de terminar. De qualquer forma, essa semana houve um dia que eu estava bem ociosa aqui no trabalho e (re)comecei e dar uma olhada nos arquivos do blog, ver o que estava perdido por aí, reler algumas coisas, enfim… Alguns posts com a mudança realmente foram perdidos e não consegui recuperar e tudo bem porque não me lamentei por isso, simplesmente fui dando uma organizada. Eu não sei se isso acontece com todo mundo que escreve em blogs há muito tempo (muito tempo é quando eu digo de 10 anos pra mais), mas quando eu, por exemplo, me pego lendo meus arquivos antigos, me dá um certa vergonha… AHAHAHAHAHAHA. Não vergonha pelo que escrevi em si, aliás, nem sei se a palavra ‘vergonha’ seria a mais adequada pra definir o que eu quero explicar, mas tem muita coisa que escrevi lá atrás e que hoje, se fosse a mesma situação, eu escrevia melhor e de uma forma diferente, entendem? Ou nem escreveria, talvez, vai saber.

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Percebi que mudei meu pensamento em muita coisa em relação a um monte de tipo de assunto, outros permaneceram como sempre pensei, o jeito de escrever obviamente também mudou e ainda bem, porque sinto que melhorou (assim espero) em muita coisa e por tudo isso, uma coisa que me fiquei refletindo bastante e acredito que todos irão concordar comigo é que a internet de hoje está muito diferente da internet de sei lá… 5 ou 7 anos atrás. Aliás, esse foi um assunto que conversamos no outro dia com uns amigos (da internet) numa mesa de bar e uma coisa é fato: as pessoas hoje em dia estão mais maldosas, barraqueiras e mais bisbilhoteiras do que nunca.

A prova disso é só você pegar as notícias dos grandes portais e ver a quantidade de assunto que contém intriga, briga, barraco, lavação de roupa suja e até crime, você descobre que o assunto muitas vezes começou pela internet, o numero é absurdamente grande e as situações são assustadoras. Se antes você tinha que esperar até meia noite pra se conectar via acesso discado porque era mais barato, hoje você tem internet dentro do seu celular pelo tanto tempo que quiser e aonde quiser. É muita gente que passa muito tempo online com a cara enfiada numa tela, do que na vida ‘do lado real’ – literalmente falando e por isso muitas vezes, nem vê o mundo girar. Isso por um lado implica em coisa boa ou não: Ao mesmo tempo que você pode consultar os horários no cinema daquele filme que você de repente resolveu assistir, pedir comida, comprar pela internet (o que eu amo, de verdade), você também pode xingar/ofender aquela pessoa só porque vocês não partilham da mesma opinião sobre algum assunto (nossa, como tem isso) ou pode dar uma bisbilhotada naquele seu desafeto enquanto espera o ônibus, não acho nem um pouco legal esses dois últimos, ainda que isso algumas vezes seja ‘protegido’ pelo véu do anonimato, mas hoje em dia as pessoas não estão nem aí pra isso também.

Se eu me basear por mim, posso dizer, graças a Deus que nunca fui perseguida por algum bisbilhotes sociopata em potencial que viesse aqui todos os dias me xingar, fuçar minha vida ou pior ainda: que de alguma forma me prejudicasse por isso (porque pagar as contas ninguém se propõe, né?). Tirando uma única pessoa – a ex do meu marido que certa vez, através da forma mais besta (os ips dos comentários) eu descobri que ela chegou até a criar um blog e comentava aqui de vez em quando: hora falando bem de algo que eu tinha escrito, hora me xingando, mas estava sempre me observando. Isso foi em meados de 2006… Acho… Foram poucos comentários, mas o fato é que não demorou quase nada de tempo pra eu descobrir que esse tal blog + comentários se tratava de uma mesma pessoa. Fiquei até meio assustada na época porque lembro que pensei: “pronto, agora que eu não vou ter mais paz.”

E sabe, o ponto nem é a curiosidade com o outro em si – todos nós somos curiosos de alguma forma, mas a ofensa gratuita que recebi que é o pesado disso tudo (e por quê? por eu ser a atual do ex dela? ah para né!), e aí o dia que confrontei isso com ela via email (porque ela ainda mandou um email ao meu marido), ela simplesmente jogou a bolinha de fumaça e PUF! – sumiu e nunca me respondeu (sumiu pelo menos hipoteticamente falando, nunca mais apareceu por aqui e hoje eu prefiro acreditar que nunca mais veio mesmo, que ela tenha me esquecido de verdade, que esteja feliz porque gente feliz não enche o saco, enfim… pelo menos não apareceu mais comentando e eu também não tenho paciência e muito menos tempo de ir atrás e ficar consultando os acessos do blog). Ainda bem que nunca fui prejudicada realmente por ela, embora eu tenha ficado de cara com todo o ‘trabalho’ que ela teve na época de criar um blog, deixar comentários, etc… essa história não rendeu nem um bate boca ou uma atarracada de unhas direto no cabelo e ainda bem porque, mesmo eu sendo uma ariana do pavio curto, eu odeio brigar, odeio confusão, mas me lembro que na época eu achei isso um disparate tão desagradável e absurdo que, eu ficava indignadíssima em constatar como alguém despendeu um tempo da própria vida, pra vir até aqui e ainda deixar comentários loucos. Eu me perguntava uma coisa que até hoje, não tive uma resposta efetiva: Pra quê isso? Afinal de contas, vida que segue, sabe?

A verdade é que eu nunca mastiguei essas questões de ofensas gratuitas muito bem (falando agora de um modo geral, isso é muito comum a gente ver hoje em dia nas redes sociais), eu realmente consigo compreender a curiosidade (mesmo na grande maioria das vezes achando esse tipo de curiosidade bem estranha, por acho que isso faz muito mal pra si mesmo), mas não consigo compreender quando alguém ofende um outro só pelo ‘prazer’ de odiar, porque dependendo da situação, se você quer – você prejudica sim uma pessoa, mas mais ainda: você prejudica a si mesmo. E qualquer um sabe disso. Hoje, esse fato que aconteceu comigo é engraçado porque quando me lembro disso eu dou muita risada sozinha, tipo mulher se bicando por causa de homem? ahahahaha, tão 15 anos. Mas é engraçado porque principalmente se eu comparar com as coisas que a gente vê por aí no mundo de hoje ou até de relatos de pessoas próximas a mim, essa história foi apenas mamão com açúcar. Todo mundo conhece alguém ou um fato assim que é daí pra pior e isso sim não é nada legal.

É claro que não estou aqui implementando algum modelo de paz mundial ou falando pra todo mundo se fechar numa bolha pra se abdicar de gente louca, aliás, esse post está ficando muito mais longo do que eu pretendia – virou textão e eu odeio textão, mas justamente por hoje não ser igual ontem, eu acredito que algumas medidas, as vezes, a gente precisa se obriga a tomar. Questão de auto preservação, sabe? Eu sempre partia da premissa que se o Blog/FB/Twitter/Whatever é meu, eu escreveria o que eu quisesse – aliás, é um argumento simplista de muita gente e por muito tempo também foi o meu… Mas hoje eu percebo que ‘o que eu quiser’ implica em monte de consequências que tanto podem ser boas como ruins e aí, batemos na tecla que tem muita coisa que é melhor guardar pra si mesmo porque, quanto menos gente souber da sua vida, mais as coisas boas fluem melhor. Além do que, ficar passando nervoso por confusão com algo que você poderia ter se poupado, não acrescenta em nada que possa ser aproveitado, tem muita gente que usa o escudo do argumento ‘falo o que eu quiser’ ou ‘mas é a minha opinião’ pra escrever absurdos, ofensas, pra se impor e mostrando muitas vezes, uma faceta sombria daquele alguém que até então você achava que conhecia. Eu não tenho mais saco pra isso e fujo sempre que começa a pipocar assunto de política ou qualquer outro assunto polêmico, por exemplo.

Muita gente hoje em dia tem uma necessidade de mostrar tudo que faz/tem pras outras pessoas: onde foi no fim de semana, o que comprou, o que comeu, pra onde foi viajar, o que está fazendo no momento… Eu mesma já agi muito assim e ainda faço isso, mas me policio bastante… Não acho isso totalmente errado, veja bem, desde que haja uma certa moderação e ainda muito menos é da minha conta o que cada um faz com a vida, mas hoje particularmente, penso que tem muita coisa, dependendo do QUANTO você mostra, dá margem pra outras pessoas virem e se portarem com você, como acham que tem devem se portar – goste você ou não, inclusive, se intrometendo daquela forma bem invasiva e o resultado geralmente costuma dar em merda… Também existe aquele tipo de pessoa que adora ser do contra em tudo e sai por aí vociferando comentários que em sua maioria, infelizmente, são sempre negativos. Muita gente tira isso de letra, mas tem quem se importa mais do que deveria (as vezes ainda caio nessa), e por mais que cada um aguente a sua própria chatice, ninguém é obrigado a aguentar a chatice dos outros e é lógico que isso uma hora vira treta. Tudo isso que estou dizendo (eu acho) que já existia antigamente (me senti uma anciã de 700 anos agora escrevendo isso), mas com certeza era um numero BEM menor e acredito que até de um jeito mais suave.

Enfim… Fui mexendo nos arquivos do blog – que não é pouca coisa e fui fazendo minhas alterações de coisas que simplesmente decidi não mais compartilhar com ninguém e deixar só pra mim, fui fazendo como achava que tinha que ser feito e isso foi de tudo que já escrevi até aqui: de quando criei o MAP, de quando me casei, de quando me formei, de quando fiz 1, 2, 3 tatuagens e até de algum seriado ou filme que tinha assistido – assunto que não teria qualquer tipo de relevância pra ninguém, mas resolvi fechar, então envolveu absolutamente tudo! – e quando me dei conta; tinha colocado mais de 700 posts no privado! =O

Fazendo as contas com o numero que disse no começo, mais alguns que deletei, isso significa que eu tenho mais posts no privado que os publicados que deixei. Me assustei com isso, me perguntei se estou uma pessoa ranzinza ou até neurótica com a internet, mas confesso que estranhamente me deu um certo alívio… E se mais pra frente eu quiser mudar isso pra publico novamente é só eu alterar no painel do blog. Não foi por nenhum motivo específico – por isso que disse que o alívio foi até estranho – nem por motivos de brigas ou gente bisbilhoteira, absolutamente nada disso, senão nem teria sentido em eu ter um blog. Mas porque como disse: já tive sim muito arranca rabo por aí por motivos idiotas, mas eu nunca tive problemas sérios na internet e principalmente aqui no blog – um mundo tão particular meu que amo tanto, as coisas aqui sempre foram tranquilas, vão continuar a ser e assim vamos seguindo em frente, afinal, essa vida aqui – a minha vida! – tem todos os direitos reservados. 🙂

18 nov, 2014

Tirando o pó do blog…

Gente, meu Deus do céu, eu preciso atualizar esse blog!!! Nem foi por falta de assunto, foi simplesmente porque a vontade de sentar pra escrever não bateu como deveria. Final do ano está chegando, bastante coisa aconteceu e muitas delas não acho que mereça algum tipo de registro meu aqui, mas essa semana eu li uma frase que achei muito pertinente e vou compartilhar com vocês, porque pra mim é um aprendizado: “A decepção faz você riscar da vida gente com quem você não deve perder mais tempo. É uma ótima peneira!” e por alguns acontecimentos, pra mim caiu como uma luva. Tenho me sentindo mais leve em relação as coisas/pessoas/situações que em um tempo mais distante, eu daria uma importância totalmente descartável. Hoje simplesmente não ligo mais. Sigo em frente. Logicamente que na prática isso não é tão simples como na teoria, mas uma hora a gente aprende. Eu aprendi. Eu poderia escrever bastante coisa – até como um manual porco de auto ajuda ou um mero desabafo meu, mas gente… Pra quê? Hoje só me importo com o que me faz bem, apenas. Ultimamente eu ando numa calmaria e paz de espírito tão grande que até me estranho, tipo… Oi? Sou eu mesma? Aquela esquentadinha, agora nessa calma da Dalai Lama? É engraçado isso, mas mais ainda: é libertador.

Já estou planejando uma próxima viagem! Mais curta dessa vez pois o Rick não pegará férias o ano que vem, mas como viajar pra mim é sempre um bom motivo (e uma necessidade), ano que vem (que já está tão pertinho), eu vou aparecer com um roteirinho maroto pra um próximo destino. A Copa passou, eleição passou e eu continuei imune aos chorumes… Ficar na minha é uma das melhores coisas que eu fiz e faço agora como meta de vida, principalmente quando a mistura de fio desencapado é internet + rede social. Estou muito assim inclusive com as coisas do dia a dia mesmo, acho que muito tem a ver com o que disse no começo do post.

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Nenhum filme tem me agradado ultimamente. Socorro! Eu não sei pra vocês, mas pra mim ou o cinema está uma tristeza ou eu estou ficando exigente demais. Eu escolho ver os filmes por se vale pagar a entrada no cinema e não está sobrando nenhum pra isso, nem com o trailer de O Hobbit eu me animei. Em compensação os seriados eu estou acompanhando fielmente e um que estou gostando bastante (acabou tem pouco tempo), é Sons Of Anarchy. Estou lendo Pennywise do Stephen King que pela grossura absurda do livro + meu sono de hibernação à noite, quem sabe um dia lá bem distante eu termino, a meta de um livro por mês foi pras pica mesmo.

Ozzy está mais magrinho, está fazendo caminhadas matinais com minha mãe. Os gatinhos estão bem também. Gatos crescem ehehehe e os 4 cresceram bastante na mesma proporção que arteiros. Como eles aprontam… Eu ainda vou escrever sobre a personalidade de cada um, pois são complemente diferentes um do outro. Também ainda tô naquela vibe de decoração em casa e vire e mexe faço alguma coisinha que é simples, bonita e barata. Descobri tanto blog legal pra esse tipo de assunto. Estou numa loucura desenfreada por vestidos. Nunca fui de usar muitos porque eu tenho um complexo super besta de achar minhas canelas finas, do qual, complexo esse que já desapeguei e andei comprando uns lindos pra esses dias de calor dantesco e decidi que vou usar com mais frequência, prometo tentar postar alguns looks. Não sei quanto tempo vai demorar até o próximo post, mas volta e meia estou no Instagram, passa lá!

08 out, 2014

Querido Diário

Semanas atrás eu terminei de ler “A Terra Inteira e o Céu Infinito” e apesar de achar o livro meio maçante em alguns pontos, a base da história é muito boa: uma escritora chamada Ruth encontra na costa de uma ilha do Canadá em que mora, o diário de uma adolescente de Tóquio que provavelmente foi trazido pelo tsunami – “Estou esticando o braço para tocar em você” é como começa o diário de Nao e que a partir daí desenrola toda a história. Não vou me estender muito sobre ele, pois a ideia do post não é essa, mas o livro foi um dos grandes incentivadores a começar de vez essa minha ideia que já vinha pensando há um tempo: Escrever um diário.

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Sim, eu já tenho um blog que posto muitas coisas minhas, mas acredito que todo mundo tenha coisas a contar que prefere por em palavras e guardar pra si a ter que ficar contando pra alguém. Não se trata exatamente de um segredo, mas sempre pensei que os diários são uma ótima maneira de você se conhecer melhor, refletir sobre suas ações, planejar, expressar sentimentos, exercitar o cérebro, a escrita, divagar sem medo de ser feliz e por em palavras muitas das coisas que as vezes não conseguimos dizer. Tipos de diário não faltam: pode ser um diário de viagem, pode ser aquele que você escreve diariamente detalhando tudo o que faz no dia a dia, pode ser um diário pra por os pensamentos quando simplesmente dá aquela vontade de escrever – acho que essa é a ideia que mais combina com o que estou pensando e querendo fazer a respeito disso, também pretendo carregar ele nas minhas viagens, mas basicamente será usado para expressar meus pensamentos quando simplesmente eu sentir a vontade de colocar isso num papel.

Falar em papel… Eu realmente sinto falta de escrever, no sentido literal mesmo, de sentir o peso da caneta na folha e observar o quanto – modéstia a parte – minha caligrafia é realmente bonita. O máximo que faço de uns bons anos pra cá em relação a escrita é preencher cheques e eu acho muito triste quando um hábito como esse, vai sendo deixado de lado. Rick comprou um mega estojo de canetas coloridas da Stabilo pra mim porque acho que já deu pra perceber que adoro um colorido em tudo. Aliás, o diário em si é o mais legal: foi uma ideia que tive e que achei muito simbólico e depois de muito pesquisar eu comprei um que é exatamente a réplica do diário da Anne Frank – xadrez em vermelho, que comprei no Elo 7 de uma pessoa que faz vários tipos diários artesanalmente, estou esperando chegar.

Como uma coisa sempre puxa a outra, também fiquei pensando nos filmes em que os personagens escrevem em diários e nossa, tem um mooooonte: O Diário de Bridget Jones, Diário de uma Paixão, Na Natureza Selvagem… São tantos filmes que a lista seria enorme, mas o primeiro que me veio à cabeça quando pensei nisso foi “As Vantagens de Ser Invisível” e que contribuiu pra essa minha nova inspiração também.

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Enfim, acho que nada mais justo que registrar no meu blog que vou começar a escrever em um diário, depois eu faço um post mostrando como ele é.