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20 mar, 2017

Inglaterra: York

Já vou começar esse post dizendo: eu fiquei apaixonada pela histórica York. Que cidade incrível! É de cair o queixo, logo que você sai da estação de trem dá pra ter uma visão incrível da muralha que corta a cidade. Reservamos dois dias pra York e como o Marcelo teria que trabalhar e York fica muito mais ao norte da Inglaterra, foi muito mais viável ir de trem pra lá do que de carro, saindo de Londres dá umas 2 horas e meia de viagem.

York foi fundada em 71 pelos romanos e está muito bem preservada desde então, é por isso que é uma cidade tão procurada por viajantes. Por estar numa posição estratégica no sentido de ser um importante acesso de outros países e relativamente próxima aos países nórdicos (próxima do mar do norte), York teve muitas invasões ao longo de sua história e mesmo sendo fundada pelos romanos, a cidade tem uma influência Viking muito grande também, por conta disso ela foi chamada pelos nórdicos de Jorvik e que o tornaram a sua capital respectivamente. York é uma cidade praticamente toda murada o que dá uma visão muito mais ampla da época medieval, é possível andar sobre as muralhas e sentir como foi nessa época.

No centro da cidade há as conhecidas Shambles e tem esse nome porque é assim que eram chamadas as ruas na época medieval, as principais shambles são: King’s Shamble, Church Street, St. Andrew Gate e Stonegate (nosso hostel era pertinho da Stonegate). Com um comercio bem diversificado (cheio de pubs, cafés, lojinhas) é uma área exclusiva para pedestres e é muito conhecida porque é a rua medieval mais bem preservada da Europa. Essas ruinhas são todas sinuosas e bem estreitas, a noite o clima fica mais fantasmagórico, bem interessante também.

Outro lugar que eu amei conhecer foi o Clifford’s Tower – um símbolo da cidade. Em 1066, William, o conquistador, atravessou o Canal da Mancha com seus soldados e estava decidido a tomar York. Ele não só conseguiu como ainda construiu vários castelos e fortificações pra controlar a região. Uma destas fortificações é a Clifford’s Tower (ou parte do que restou dela ehehe) que fica no alto de uma colina e que dá pra ter uma visão ótima da cidade toda. Tem esse nome porque dizem que o Rei Edward II, mandou enforcar um lorde traidor de nome Robert Clifford, isso lá em 1322, fazendo com que ele fosse pendurado nas pedras. Desde então a torre passou a ser conhecida como a Torre de Clifford e é possível visitar a parte interna também.

Há várias outras atrações e lugares incríveis para se conhecer em York, a catedral é belíssima, mas não cheguei a entrar porque achei o preço um pouco salgado. Nos jardins ao redor do Museu há várias ruínas romanas, inclusive as ruínas da Saint Mary’s Abbey. Há passeios de barco pelo rio também ou você pode simplesmente andar por alí, beirando o rio, admirando a paisagem, enfim… Tem muita coisa pra conhecer. York é uma cidade que vale muito a pena incluir no seu roteiro de viagem ao Reino Unido, super recomendo. Um dia na cidade, numa viagem de bate e volta partindo de Londres eu acho pouco porque perderia muitas atrações, então vale a pena e ficar de 2 a 3 dias pra conhecer bem. Definitivamente entrou pra minha lista de cidades preferidas da Inglaterra.

09 mar, 2017

Inglaterra: Oxford e Cambridge

Na nossa ultima viagem, enquanto estivemos na Inglaterra também fomos conhecer Oxford e Cambridge: as duas cidades da Inglaterra conhecidas mundialmente por suas universidades. Primeiro vou falar de Oxford que fomos até lá de carro com o Marcelo e no outro post prometo escrever sobre York.

Oxford

Oxford é uma cidade pequena, facilmente dá pra conhecer muito fazendo o caminho a pé, uma vez que as atrações e toda a área universitária se concentram bem no centro. A cidade é uma graça e com uma arquitetura maravilhosa. Nomes importantíssimos passaram por lá: Bill Clinton, Oscar Wilde, J. R. R. Tolkien, Edmund Halley, Lewis Carroll (de Alice no País das Maravilhas). Mesmo sendo uma cidade pequena, Oxford tem muitas coisas pra ver, aliás, como tudo na Inglaterra, em Oxford por exemplo está a Bodleian Library que além de ser uma das bibliotecas mais antigas da Europa, é a segunda maior do Reino Unido depois da London’s British Library. Como fomos apenas pra passar um dia, optamos por um tour rápido pelos principais pontos da cidade e depois visitamos o Castelo de Oxford que foi uma ótima escolha. O castelo foi construído em 1071 as margens do rio Tâmisa e desde essa data até (pasmem!) – 1966 foi usado como prisão. Parte do castelo, após ter sofrido muitas destruições durante a Guerra Civil inglesa (1142), foi reconstruído e transformado em um hotel (o Marcelo já ficou hospedado lá quando estava viajando a trabalho e disse que apesar de ser bem confortável, deu à ele uma sensação muito estranha). E são nos edifícios do castelo que tem as visitas guiadas. Elas são feitas em grupos e acontecem todos os dias a partir das 10h. O ingresso para adultos custa £10.25 o que vale muito a pena. As primeiras histórias de Rei Arthur nasceram dentro das prisões do castelo (1136), escrita pelo monge galês Geoffrey de Monmouth, somente algumas colunas da capela sobreviveram e é possível visitar. Na saída do castelo há um café muito charmoso e que recomendo muito.

Cambridge

Dias depois fomos pra Cambridge e de carro também, mas dessa vez estava eu, Marcelo, Rick, Lau e Jean (primo do Lau e o motivo da viagem – afinal ele é matemático ehehe). Lá nos encontramos com o Alexz, amigo do Má que mora há muitos anos em Cambridge e foi nosso guia particular. Eu achei Cambridge um pouco mais animada que Oxford e com uma arquitetura igualmente rica, vários nomes importantes também passaram por lá: Isaac Newton, Charles Darwin, Lord Byron e os famosos mais atuais como Emma Thompson e Hugh Laurie. Passamos um dia muito divertido e agradável em Cambridge e que assim como Oxford é possível passear por toda a cidade a pé. Conhecemos bastante coisa: visitamos a igreja Great St Mary que por 3 libras (e se você tiver com muita disposição e pernas), é possível subir até o topo da igreja e ter uma vista magnífica da cidade. Visitamos também a área dos colleges (Trinity, Queens, Saint John e King), só não visitamos as áreas internas deles (principalmente pra tristeza do Jean) porque justo naquele dia estava acontecendo um evento fechado ao público. Almoçamos em um Pub muito legal (almoçar em Pubs pela Inglaterra é sempre garantia de boa comida e cerveja) e depois visitamos a parte dos canais (pelo Rio Cam) com aqueles passeios de gôndolas (punting) que passa por pontes super famosas como a Mathematical Bridge (reza a lenda que a estrutura de madeira foi construída por Isaac Newton, sem a utilização de parafusos) e uma outra que é igualzinha a Ponte do Suspiros de Veneza. Cambridge também é uma cidade super perto de Londres (de carro leva mais tempo, mas de trem é a apenas 45 minutos) que vale muito a pena visitar, não só pelo charme, arquitetura, mas principalmente por toda a história que engloba.

Quer ver mais destinos na Inglaterra? Aqui tem vários posts.

26 jan, 2017

Meu Ano Novo em Londres

Aparentemente o ano de 2017 está começando (só) agora aqui no blog, não é mesmo? Eu já tinha que ter postado alguma coisa neste humilde espaço, mas confesso que só não fiz por pura preguiça mesmo porque coisas pra contar, eu tenho bastante. Minha virada de ano não poderia ter sido mais incrível: eu estava em Londres e meu sonho – mesmo já sendo pela 4º vez que viajo pra lá – era passar um ano novo no meu lugar preferido do mundo.

Saímos daqui no dia 24 e chegamos lá bem no Natal (passei a ceia no avião mesmo ehehehe), o Marcelo e Lau foram buscar a gente no aeroporto porque no Natal, nenhum tipo de transporte funciona em Londres. Já é inverno na Europa e pegamos temperaturas que variaram entre 5 e -2 o que eu particularmente adoro porque eu amo inverno e nunca terei essas temperaturas mais baixas aqui no Brasil. A cidade estava maravilhosamente enfeitada pro Natal, especialmente a Regent’s e Oxford Street, os ingleses realmente sabem como decorar nessa época.

Como nas outras vezes, desta vez também ficamos hospedados na casa do Má que mora em Blackheath – região mais afastada do centro, próximo do parque de Greenwich e eu morro de amores por aquele pedacinho de Londres… A vida ali parece que passa mais devagar, com uma certa sutileza em dias lindos como esse:

Eu sou apaixonada por Londres e isso não é novidade pra quem lê meu blog ou me conhece. E acho incrível como sempre encontro coisas novas por lá em qualquer segmento: cultural, gastronômico ou um simples passeio pelas ruas, acho incrível que mesmo tudo aquilo que eu já tinha visto, ainda é capaz de me arrancar grandes suspiros. Eu fiz muitos passeios lá e desta vez – por já conhecer bem a cidade, fui com mais “calma” por assim dizer, acho que vi tudo com um olhar mais apurado, não só de viajante, mas de quem já viu como algumas coisas ali realmente são. E mesmo assim sempre me surpreendo.

Este post vou falar especificamente de como é o ano novo em Londres, eu visitei outras cidades: Oxford, Cambridge e York que terá um post para cada dessas e também vou escrever sobre algumas coisas que amei conhecer ou fazer novamente por Londres mesmo, mas nesse será somente sobre o ano novo.

O Má comprou os ingressos antecipadamente pra gente ver os fogos da região alí de Westminster: aonde pega o Parlamento e a London Eye e de uns anos cá é assim: você precisa de ingressos pra ver os fogos que custa 10 libras por pessoa (o que é muito barato pelo espetáculo que oferece), os setores são divididos por cores e nós escolhemos o setor azul: ficamos bem de frente pra London Eye, melhor vista.

No dia 31 chegamos lá por volta das 10 horas da noite. Estava frio, mas nada absurdamente que congelasse os ossos. O céu estava limpíssimo, sem foggy, nem nuvem. A segurança da cidade para este dia estava ultra reforçada, muito em parte pela preocupação de possíveis atentados, mas claro também por toda segurança que um evento tem que oferecer, os ingleses são bem cautelosos e organizados com isso. Quanto ao lance de atentados, honestamente eu procurei não pensar nisso desde o dia que saí daqui e eu vi que ali estava segura com tantos policiais em volta, mas mais ainda, vi que as pessoas estavam juntas, assim como eu, por um único bem comum: celebrar a chegada de um novo ano.

Tinha muita gente, muita mesmo… Mas estava relativamente fácil de transitar, principalmente se você precisasse ir a um banheiro químico, comprar algo pra beber/comer ou simplesmente se precisasse ir de um ponto ao outro. Como disse: ficamos na vista mais privilegiada, bem de frente a London Eye, sempre como exatamente sonhei. Levamos o nosso vinho (desde que não fosse de vidro e uma quantidade aceitável por pessoa, podia levar, não levamos champanhe porque só encontramos em garrafas de vidro) e nos divertimos TANTO antes mesmo dos fogos que nem sentimos o frio.

Durante todo esse tempo há um DJ que fica tocando alí pra animar a galera, a ultima música que ele tocou antes de começar a contagem regressiva foi uma do George Michael, todo mundo cantou junto, foi muito emocionante e uma bela homenagem, GM é muito querido no Reino Unido! Daí a musica terminou e um contador imenso apareceu refletido na frente de um prédio, iniciou-se a contagem regressiva… Eu não sei colocar o quão emocionante isso é em palavras, mas ficou um silêncio quase que total, só nos dez últimos 10 segundos que todo mundo começou a contar junto e quando o ultimo segundo soou, os sinos do Big Ben começaram a tocar. Fico arrepiada só de escrever.

Obviamente como manteiga derretida que sou, antes mesmo dos 10 segundos finais de 2016 eu já estava em lágrimas, chorando feito uma louca-chorona-da-virada-do-ano, claro que principalmente por estar alí no meio daquela celebração toda, mas principalmente também por estar virando mais um ano, mais uma nova etapa… Pra mim sempre tem um significado muito grande de renovação, de coisas novas e de boas esperanças. E foi incrível. Foi inesquecível. Esse vídeo da BBC mostra como foi lindo, mas só mesmo estando lá pra sentir como é:

A duração dos fogos é de 11 minutos. Depois disso o DJ continua, mas aos poucos a galera já vai se dispersando e as comemorações continuam pelas ruas de Londres. Nós: eu, Rick e Marcelo ficamos por alí dançando e nos divertindo por um bom tempo antes de começar a pegar o caminho de volta pra casa que também foi tão divertido quanto. Pra mim foi maravilhoso, foi além das minhas expectativas e se começou assim tão bem, desejo assim seja durante todo o ano de 2017, para mim e pra todos vocês.

Feliz Ano Novo! 🙂

22 ago, 2014

Backpacker: Londres pela 3a vez

E pra não dizer que não falei em Londres – o meu lugar preferido no mundo, é com essa cidade incrível que estou fechando os posts aqui no blog do meu mochilão de 2014. Viajamos bastante entre março e abril, foram dias loucos, divertidos, maravilhosos… Conheci tanta coisa e trouxe tanta experiência e vivência na minha bagagem que isso nem com palavras eu consigo explicar, mas meu coração pode muito bem sentir. Quando planejamos essa viagem, nós sabíamos que iríamos passar por muitos lugares: descemos, subimos, fomos pra um lado, pro outro, demos a volta e fomos mais longe ainda, mas eu queria que esse mochilão terminasse em Londres. Na verdade, conforme fomos montando o roteiro eu não me importava se Londres estivesse no começo ou no final do nosso trajeto, mas eu fazia questão que simplesmente estivesse e tudo, graças a Deus, deu muito certo.

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Ficamos mais uma vez na casa do Marcelo, só que dessa vez ele ficou junto com a gente, não estava com nenhuma viagem marcada ao Brasil ehehehe. Visitamos o Wandy e o Romeo que nos fez um almoço maravilhoso, passeamos com o Lau e nos divertimos bastante. Visitamos a cidade de Windsor também que é aonde fica a residência real da Rainha, infelizmente dentro do castelo não podia tirar fotos, mas vale muito a pena conhecer. Aliás, qual castelo que não vale a pena visitar, não é? Londres pra mim é um paradoxo; ao mesmo tempo que me sinto em casa em qualquer lugar da cidade que eu vá, por outro lado é sempre uma novidade pra mim. É claro que conheci mais coisas dessa vez – pela terceira vez diga-se de passagem, mas outros lugares eu fiz questão de ir novamente e sempre dá aquele frio na barriga gostoso como se aquele sonho, que está sendo realizado mais uma vez, fosse uma novidade.

Acredito que todo mundo tenha algum lugar preferido no mundo e isso não importa a distância: pode ser do outro lado do planeta ou pode ser bem pertinho da sua casa, a distância ou o lugar é o de menos, o que vale é despertar seu amor. Acredito também que quando viajamos, intimamente procuramos parte de nós por todos os lugares que passamos, não que necessariamente nos falte alguma coisa, mas é como se algo nos somasse em algum pedaço do mundo e automaticamente também, nos sentimos como parte de tudo que está ao nosso redor, de algum momento, de alguma história, pra essa busca que é sempre incansável e que nos mantém vivos. Buscamos em viagens o aprendizado, a experiência, a vivência, o conhecimento por algo que quase sempre, ainda nem fazemos ideia do que nos espera… Buscamos o sentido da vida, buscamos os valores que se aprende em cada passo, com as histórias pra contar e a satisfação de sempre poder dizer que tudo vale a pena e sempre ter a motivação de achar que pode mais… Porque quem viaja sempre quer mais. Com viagens você aprende a se conhecer melhor, testa seus limites e descobre que sempre pode ir além do que imagina.

A felicidade vem de tudo que você conhece, mas ela sai de dentro de você. Viajar pra mim é isso, na verdade, é muito mais do que eu consiga expressar mas é com essas palavras que quero terminar os vários posts que fiz sobre esse ultimo mochilão. Conheci e vivi muita muita coisa em 38 dias batendo as asas, voltei super cansada fisicamente, mas com uma mala cheia de tanta coisa boa que não trocaria por nada nesse mundo. Vou deixar o vídeo que criei dias atrás com fotos (desculpa, tá meio porquinho porque ainda não sei fazer nada muito elaborado), a música foi trilha sonora da viagem toda e não poderia ter escolhido uma melhor pra dias tão felizes.

06 ago, 2014

Backpacker: Brighton – Inglaterra

Brighton é uma cidade linda e charmosa que fica na costa sul da Inglaterra, cerca de mais ou menos a uma hora e meia de Londres, com trens que saem a toda hora, essa cidade vale muito a pena incluir no roteiro quando se está viajando pelo Reino Unido. Saímos cedinho de Londres: eu, Rick, Má e Lau e fomos pra lá… Viajar de trens pela Europa é sempre um passeio lindo e muito divertido, rimos o caminho todo. Chegamos cedo também e fomos passear pela cidade que tem um pier com um parque de diversões que é o cartão postal de Brighton, a cidade tem uma estrutura ótima para turistas: há centenas de restaurantes, pubs e muitos ingleses que procuram Brighton como uma ótima opção de passeio para o fim de semana.

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Foi amor a primeira vista, não tem como não se apaixonar por Brighton, não tem como não se encantar pelo lugar e pelo clima gostoso da cidade. Passamos o dia lá: comendo muito, passando pelo parque de diversões, pela cidade e pela praia que é TODA de pedrinhas, é a marca registrada e muito conhecida justamente por isso, aliás, gostei muito mais do que se fosse areia, é uma delícia deitar naquelas pedrinhas, dá uma relaxada no corpo. Brighton tem muitos lugares pra comer com boa comida e o melhor ainda: barato. Pegamos um dia lindo, que apesar do frio normal para a época em que fomos, fez sol o dia todo então deu pra aproveitar tudo.

Como só passamos o dia, eu Não sei como é o esquema de hotéis e hostels por lá, mas dos dois tipos e todos eram bem bacanas e pesquisando depois do Trip Advisor há bastante opções nesse sentido. Brighton é o típico lugar pra se visitar e que você já fica com vontade de querer voltar.

17 jul, 2014

Backpacker : Bruxelas – Bélgica

Minha passada pela Bélgica foi super rápida, a viagem de Berlim até Bruxelas foi longa também, mas conseguimos uma cabine de vagão com camas e que tinha até um chuveiro que não era ótimo, mas dava super pra relaxar e recuperar a dignidade perdida com o cansaço, que a essa altura já estávamos há um mês viajando in loco, correndo de uma estação de trem pra outra, carregando mochilão e andando como se fosse uma peregrinação, é uma delícia, é o que eu amo fazer, mas é claro que isso fisicamente falando, cansa bastante. Quando chegamos na estação central – a Brussel Midi, Rick já foi fazer a reserva de acentos no trem para Luxemburgo que de acordo com o nosso roteiro, seria no outro dia. Acontece que voltando de Luxemburgo pra Bruxelas (pois de trem não existe de Luxemburgo pra Londres) teríamos que ficar mais dois dias na Bélgica, pois o acentos dos próximos trens para Londres estavam todos lotados. Eu não queria isso. Não queria matar dois dias de Londres mesmo que isso significasse deixar de conhecer outro lugar porque: Bélgica era o nosso NONO país dessa viagem, estávamos cansados, estávamos ansiosos por Londres pois queríamos ver nossos amigos, queríamos estar de novo lá mesmo sendo a nossa terceira vez na Inglaterra, e bem… Eu estou falando de Londres e tínhamos planos de ir pra mais cidades na Inglaterra. E não foi só isso… Pra primeira impressão que tive da Bélgica, logo que entrei no país, foi que eu achei tudo muito bagunçado e isso tenho que admitir que me broxa um pouco, principalmente pelo fato de estar tão longe de casa em um lugar que nunca tinha pisado antes, mas mesmo assim, resolvi (ainda) não dar importância pra isso sem antes conhecer mais a fundo pra poder falar alguma coisa.

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Nosso hostel não era tão perto do centro, mas o lugar em si era sensacional pois tinha um bar muito legal aonde finalizei boa parte das musicas da minha playlist que fiz nesse post aqui. Não era perto do centro, mas pra minha felicidade gorda era exatamente ao lado da fábrica da GODIVA. Podia sim conhecer a fábrica, mas como o nosso tempo estava curto, eu me realizei com o outlet da loja, “apenas” e trouxe até chocolate com sal grosso pra casa. O centro de Bruxelas não é grande, mas é bonito… O principal ponto é a praça central – a Grand-Place que desde 1988 é Patrimônio Mundial da UNESCO e tem uma arquitetura gótica maravilhosa, há também a Catedral de St. Michael e o Atomium que eu não fui porque já era bem mais longe e não daria tempo.

Gostei de conhecer, mas confesso que não me encantei. A mesma bagunça que eu senti na estação de trem quando chegamos, eu senti caminhando na cidade também. Não há muitas informações para turistas, foi difícil de achar alguns pontos, talvez isso em parte porque eu já estava um pouco cansada, mas talvez pelo fato de não ter mesmo e não superar minhas expectativas como aconteceu em todos os outros lugares que passei. Há bastante opções pra comer e na sua grande maioria alguns não são nada baratos, mas por algum motivo, também achei um pouco difícil de me achar nessa parte, mesmo depois quando estávamos no hostel e precisamos de um mercado, foi bem trabalhoso de se achar e tivemos que andar bastante.

Em Bruxelas há uma mistura de nacionalidades muito grande também: muitos paquistaneses, africanos, nigerianos, indianos e até ciganos, essa mistura por um lado é boa, afinal, você vê muita gente diferente concentrada num lugar só, mas também fica mais difícil de absorver a cultura propriamente dita do país, eu encontrei mais lugares que vendiam kebabs do que lugares com os famosos waffles belgas. Se eu recomendaria conhecer Bruxelas? É claro que eu recomendaria, o que eu contei aqui foi a MINHA experiência que jamais deve ser generalizada quando o assunto é viajar, acho que eu só não recomendaria algum lugar se eu tivesse passado por alguma experiência muito ruim ou alguma situação que me colocasse em absoluto perigo, tenho amigos que conheceram a Bélgica antes de mim e simplesmente ficaram apaixonados por tudo. Eu gostei bastante também, mas esperava muito mais, esperava me surpreender. Voltaria? Honestamente e provavelmente não, até mesmo porque, eu ainda preciso conhecer Luxemburgo ehehehe.

02 jul, 2014

Backpacker: Berlim

Nessa viagem, Berlim foi uma das cidades que de longe, eu mais amei conhecer. Berlim além de ser a capital, é a maior cidade da Alemanha com mais de 5 milhões de habitantes… É uma cidade que historicamente falando, muitas coisas e, em vários períodos importantes aconteceram na história tanto do país como no mundo e que possivelmente, vão ecoar por toda a eternidade (por mais que certos acontecimentos as pessoas de lá evitem um pouco de falar, por assim dizer).

Quando começamos a planejar nossa viagem eu queria muito conhecer Berlim. Porém pelo nosso roteiro, ficaria um pouco fora de mão mesmo que fôssemos passar pela Alemanha. Mas, “apertando” um pouco mais nos lugares que iríamos passar antes, conseguimos colocar Berlim no roteiro e foi um dos mais legais que passei. Pegando a parte da história mais recente, Berlim foi a capital do Terceiro Reich (1933-1945) e depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida entre Berlim Oriental (RDA) e Berlim Ocidental (RFA). A queda do muro de Berlim aconteceu em 1989, mas a cidade só foi unificada novamente em 1990. Na Primeira Guerra Mundial, Berlim não sofreu tanto com os reflexos da guerra, mas já na Segunda Guerra, a cidade foi completamente destruída pelos bombardeios. Tanto que muitos monumentos históricos que sobreviveram a guerra, é possível até hoje – se você observar com mais atenção, ver buracos de bala espalhados por vários deles (e isso me impressionou bastante). Por toda a cidade, há edifícios modernos, mas há também ruínas marcadas pelas guerras em meio de muita história, é fascinante ver como tudo isso foi se misturando com o passar dos anos.

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Berlim é abarrotado de lugares pra conhecer, ficamos 3 dias lá e ainda ficou pra trás muita coisa que eu gostaria de ter visitado, mas não fui por questão de tempo mesmo, então vale a pena você montar um roteiro de passeios antes e ler muito sobre a cidade, pra quando chegar lá ver tudo com olhos mais apurados. O transporte é muito eficaz, principalmente o metrô e com ele como aliado, dá pra ganhar bastante tempo, embora muita coisa é muito mais emocionante fazer a pé – como seguir o caminho do parque Tiergarten e chegar no Portão de Brandemburgo, isso é sensacional. Com lugares que você TEM que conhecer, eu recomendo: Praça Alexanderplatz, Portão Brandemburgo que é o maior símbolo da reunificação alemã, Checkpoint Charlie, a catedral Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis, Bebelplatz muito famosa pois foi ali que aconteceu a queima de livros promovida pela SS, o Memorial às Vitimas do Holocausto, o East Side Gallery que é parte mais preservada aonde passou o muro de Berlim, Museu da Topografia do Terror que, aliás, todos esses que citei até agora, você não paga absolutamente nada pra visitar. E mesmo alguns como o monumento Siegessäule que é um obelisco histórico lindo, a Ilha dos Museus, a Nova Sinagoga reconstruída após a Segunda Guerra (que era BEM na rua do nosso hostel), são passeios pagos, mas não são caros e vale super a pena conhecer.

Também visitei um campo de concentração, o segundo no meu currículo de viajante. Minha ideia quando escolhi Berlim, era de fato! – fazer esse tour mais ligado a Segunda Guerra, mas conhecer mais um campo, a princípio, nem estava muito nos planos do Rick e na verdade nem nos meus, porém conhecemos no nosso hostel a Amanda e o João – brasileiros viajantes também, que nos perguntaram sobre campos de concentração e no fim, fomos nos 4 juntos até o Campo de Sachsenhausen. De trem fica mais ou menos uns 40/50 minutos de Berlim e é bem fácil de chegar até ele. O Campo de Sachsenhausen foi construído em 1936, destinados a princípio para presos políticos, mas em 1938 foram levados para lá milhares de judeus, e entre 1940/41, milhares de polacos e militares soviéticos também… Estima-se que cerca 200 mil pessoas aproximadamente passaram em Sachsenhausen e foram submetidas as várias formas horríveis de crueldade que, quem já leu um pouco sobre a Segunda Guerra, pode imaginar o horror que foi. O sistema do campo é muito parecido com o de Dachau que conheci em 2011 e embora eu tenha achado Dachau mais sinistro em muitos aspectos, Sachsenhausen também não fica atrás: as fornalhas estão lá, os paredões de fuzilamento, as câmaras de gás, os lugares aonde experiências grotescas eram feitas. É muito triste e emocionante ver tudo isso de perto, e como já expliquei uma vez: é um passeio recomendável? não, não é um passeio e muito menos eu sairia por aí recomendando às pessoas. Pela parte histórica vale a pena conhecer, desde que você tenha o mínimo necessário dos nervos de aço pra pisar num lugar como esse e sim, por mais que tenha, você sai de lá emocionado, pesado e imaginando tudo que aconteceu ali dentro, mas historicamente falando, eu acredito que seja um lugar que valha a pena conhecer e pra ter em mente que se ainda estão aonde estão, é para nos lembrar que essas atrocidades jamais podem voltar a acontecer. Uma coisa que descobri quando conheci o Campo de Sachsenhausen é que o relógio que está no topo torre de controle da entrada, marca exatamente a hora exata em que ocorreu a primeira evacuação dos prisioneiros.

De volta a Berlim, além dos lugares históricos da cidade, a comida é igualmente maravilhosa. Pra quem ama carne de porco, salsicha (de tudo quanto é tipo) e batata, a culinária alemã é o paraíso pra isso e como sou daquelas que experimenta (quase) qualquer coisa desde que não esteja se mexendo ou com a cabeça, eu posso dizer que fiquei muito satisfeita e de barriga cheia lá. Os alemães são educados, gentis e divertidos, algo quem em Munique na viagem de 2011 eu fiquei um pouco reticente, mas nada como visitar um país pela segunda vez e sair com uma ótima impressão. Grande, imponente, histórica, moderna, agitada são as principais palavras que eu escolheria e que pra mim, melhor define Berlim, com certeza valeu muito a pena viajar vários quilômetros a mais do trajeto pra visitar esse pedacinho maravilhoso da Alemanha.

24 jun, 2014

Backpacker: Suécia

Dos três países escandinavos que conheci, Estocolmo na Suécia foi a cidade que eu mais gostei. É uma cidade igualmente cara como Oslo e Copenhagen, mas é uma cidade maior, mais agitada e com muitos lugares pra visitar. Nas atrações turísticas, vale a pena conhecer o Palácio de Drottningholm, o centro da cidade que tem muita coisa legal pra fazer, mas principalmente o Gamla stan que é a cidade velha de Estocolmo, datada do século XIII essa parte é recheada de becos medievais, ruas pavimentadas com pedras e arquitetura antiga gótica alemã de tijolos, repleta de restaurantes, galerias de arte, livrarias, lojas de souvenirs, mas é passeando à noite por Gamla stan que deixa o lugar muito mais legal, pois por toda essa arquitetura antiga é como se você viajasse no tempo, dá vontade de ficar por horas e horas passeando por alí.

estocolmo

Estocolmo é uma cidade muito rica em cultura e boas opções não faltam, um dos principais é o Statens Historiska Musset que conta toda a história do país, aonde inclusive há um espaço dedicado aos vikings (eles não podem faltar). No Palacio Real Kungliga Slottet por um acaso de sorte, quando estávamos passando por alí, conseguimos pegar a troca da guarda que é algo bem legal de se ver e acontece diariamente ao meio dia.

Outro lugar muito legal pra conhecer e que fica bem no centro da cidade é a praça Sergels Torg que há uma área rebaixada com muitas lojas e restaurantes, mas vale muito a pena experimentar a comida de rua também que além de muito bem servida, é uma delícia. Os suecos são extremamente educados e gentis, mas conversando com um brasileiro que mora lá e que trabalha no hostel em que ficamos hospedados, ele disse que eles são pessoas mais difíceis de você manter uma amizade, uma vez que estiver morando lá, nesse ponto eles são realmente mais fechados. Chegamos em Estocolmo no começo da primavera, mas ainda assim é muito frio e fiquei imaginando como tudo deve ser no inverno, portanto, nem preciso dizer que casacos ultra quentinhos, luvas e gorro são especialmente necessários.

17 jun, 2014

Backpacker – Noruega

Oslo (além de capital), é a maior cidade da Noruega. É uma das cidades mais caras do mundo também. Sua beleza é indiscutível e, de todas as viagens que já fiz, Oslo foi o ponto mais longe em que já estive de casa. É muito engraçado essa sensação porque tecnicamente nada externamente muda, mas dentro se si é inevitável pensar: “agora sim, estou bem longe de casa” e isso é muito gratificante ao mesmo passo que encorajador. Oslo é uma cidade rica em cultura com muitas galerias, museus e pontos históricos importantes.

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Um dos que fiz questão de conhecer foi o Museu Viking (Vikingskipshuset), ele fica em uma das penínsulas de Oslo (Bygdøy) aonde dependendo da época do ano, é possível chegar lá de barco… Como estávamos fora dessa temporada fomos de ônibus mesmo que dá uns 25/30 minutos o trajeto. Pra quem gosta de histórias nórdicas, visitar o museu é uma viagem ao tempo. O maior barco deles é o Gokstad construído por volta de 890. Ele tem 24 metros de comprimento e 5 de largura e foi encontrado em 1880. Além de navios, há uma infinidade de objetos, vestimentas e até corpos estão expostos lá. Histórias nórdicas são impressionantes (amando o seriado Vikings) e ver parte disso de pertinho é realmente incrível.

Ficamos pouco tempo em Oslo e por ser uma cidade cara (MESMO!), nós decidimos dar uma segurada na grana e passear pelos pontos em que não precisava pagar nada e felizmente, nem por isso deixou a desejar, pelo contrário. A cidade é cheia de lugares que você pode conhecer sem precisar pagar nada – como o Parque Vigeland (Vigelandsparken) que é recheado de esculturas – todas feitas por um escultor norueguês chamado, Gustav Vigeland. A culinária em muitos pontos, é bem exótica também ehehehehe, até carne de baleia entra no cardápio. No hostel em que ficamos conhecemos 3 brasileiros, mas Oslo é uma cidade com muito vai e vem de pescadores também. Pesquisamos sem grande compromisso, sobre as auroras boreais – algo que ainda tenho muita vontade de conhecer e se tivéssemos chegados um dia antes, teríamos conseguido fazer essa excursão por um preço bem abaixo do que é geralmente cobrado e mesmo assim, vale lembrar que não é certeza de que você consiga ver. Até aonde eu sei são umas 8 horas de viagem ao norte da Noruega e mais 8 de volta, anyway, fica pra uma próxima até porque as auroras não estavam no roteiro. Pesquisando depois, descobri que a Noruega tem um turismo mais alternativo em que você visita pontos bem afastados e que existem aquelas paisagens da natureza de tirar o fôlego, voltaria facilmente e com mais tempo pra conhecer esse lado da Noruega. Pra finalizar, acredito que 2 dias em Oslo são suficientes pra conhecer bastante coisa e prepara-se: é uma das cidades mais caras do mundo.

Não poderia terminar esse post sem homenagear e dedicar esse post há uma das pessoas mais importantes da minha vida: minha vó querida. Essa semana que passou foi muito difícil pra mim, ela faleceu na terça passada e pra mim foi um baque. Dói e só mesmo o tempo pra dar uma amenizada nessa dor. Vou sentir muitas saudades, mas tenho certeza que ela está num lugar que é tão lindo quanto a Noruega. Minha vózinha querida esse post é pra você, que sempre me apoiou em tudo e sempre torceu pra eu viaje cada vez mais e mais. Te amo.

30 maio, 2014

Backpacker: O Anexo da Anne Frank em Amsterdam

O anexo da Anne Frank foi fundado no dia 3 de maio de 1960 em sua memória, aonde ela e mais 7 pessoas permaneceram escondidas durante a Segunda Guerra Mundial. Em 3 de maio de 1957, seu pai – Otto Frank (que faleceu em 1980) criou o Instituto Anne Frank com o objetivo de salvar o edifício da demolição e tornar o diário de Anne mundialmente conhecido. Anne Frank escreveu o seu diário entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial enquanto esteve escondida em Amsterdam. Foi no seu período dos 13 aos 15 anos de idade que Anne detalhou como era viver escondida em um anexo e, no meio disso tudo, muitos de seus sonhos também.

No dia 4 de agosto de 1944 o anexo for descoberto pela Gestapo – possivelmente através da denuncia de um informante que nunca foi identificado, Anne Frank foi separada dos seus pais e mandada para o campo de concentração de Bergen-Belsen… Foi lá que Anne Frank faleceu no fim de fevereiro de 1945, aos 15 anos de idade. Seu diário foi encontrado por Miep Gies e entregue ao pai de Anne Frank – único sobrevivente da família, ao Holocausto. O Diário de Anne Frank é considerado um dos livros mais importantes do século XX. No diário de Anne, através das palavras dela, é possível identificar sua maturidade com o passar anos, ela relata muitas coisas: seus medos, seus sonhos, como era a rotina no anexo, a tristeza de ficar confinada, enfim… É um livro muito emocionante e mais emocionante ainda é visitar aonde ela viveu e aonde tudo isso aconteceu.

Anne Frank

Quando incluímos Amsterdam no nosso roteiro de viagem, a primeira coisa que pensei foi: “eu preciso conhecer o anexo do Anne Frank”, aliás, esse é dos maiores motivos que me motivou conhecer a Amsterdam e antes mesmo de viajar, eu comprei os ingressos com antecedência no site do Ducs Amsterdam que além de ser com hora marcada eu não precisei pegar fila. Quando chegamos em Amsterdam, eu quis ir ao prédio onde está seu anexo. Ele fica de frente pra um canal, a fila não estava tão longa naquele dia quanto eu pensava. Olhei tudo em volta, atravessei a rua e por vários minutos fiquei olhando o edifício e um misto de emoção e tristeza tomou conta de mim… Pensei que: se já senti tudo isso do lado de fora, eu sabia que no dia seguinte (no dia da visita mesmo) a emoção seria ainda muito maior.

annef

No outro dia voltamos pra lá – dessa vez pra conhecer tudo de perto e sentir pelo menos um pouco, de como foi a vida de Anne Frank. Infelizmente não é permitido tirar fotos, nem mesmo do museu, e acredito que isso seja justamente para estimular aqueles que tem vontade de conhecer, ir e ver com os próprios olhos. A entrada é exatamente como descrita no livro. A falsa estante que levava ao anexo e, em seguida, precisa subir alguns lances de escadas que são bem íngremes e estreitos… Dentro do anexo não há móveis, isso porque Otto Frank, quando criou o museu, disse que não queria que o anexo fosse novamente mobiliado, pois estando vazio era a melhor maneira de expressar as vidas que foram perdidas. Mas nitidamente dá pra ver a finalidade de cada cômodo e de como tudo era dividido entre as 8 pessoas que ali viveram. Em todas as paredes estão trechos do diário de Anne Frank e, aonde ela dormia, há vários recortes de revistas de atrizes de Hollywood e posters que Anne Frank era fã – colados na parede e protegidos por um vidro, é realmente tudo muito impressionante de se ver, de estar alí e impossível de não se emocionar, muita coisa passa na cabeça em um momento único como esse e a mente fervilha em pensamentos.

Em seguida, logo no final da visita há uma exibição de vídeos e outros documentos que também estão em exposição, mais alguns passos depois, envolto por uma vitrine de vidro, lá estava o seu diário. Eu congelei. Sabe aquela sensação de choque quando parece que o tempo para e a única coisa que você escuta é a batida do seu próprio coração? Foi assim. Não sei colocar em palavras a emoção que senti nesse momento de ter o diário dela há apenas alguns palmos de distancia do meu rosto, mas minha primeira reação foi começar a chorar. Lá estava, bem diante dos meus olhos: o diário dela – Kitty, mundialmente conhecido, numa caligrafia que não é tão perfeita, mas era bonita… Pensei em todas as emoções de Anne depositadas nas palavras daquele diário e fiquei imaginando qual seria a reação dela se tivesse vivido pra ver isso e soubesse a importância da marca que deixou pro mundo. Lá também estão várias folhas avulsas expostas, todas escritas por Anne, mas nada mais emocionante que seu próprio diário, que pra mim, de tudo que vi – foi o mais simbólico.

Logo sem seguida há uma exposição de fotos aos 15 anos de Anne Frank e cada foto há um objeto junto, fotografar ali também não era permitido. Logo depois, há um café com uma loja de souvenirs – é a ultima parte de toda a visita. Comprei um livro pra mim e outro para a minha mãe, não o diário (que já tenho), mas um livro com fotos que conta toda a história e a disposição do anexo, comprei também alguns postais de algumas fotos de Anne que sempre achei muito bonitas. Pedi um café, sentei, respirei fundo e por muitos minutos fiquei ali processando o turbilhão de emoções de tudo que eu tinha acabado de ver, e ser grata por ter tido a oportunidade de conhece-lo. De tudo que conheci em Amsterdam (e não foi pouca coisa) esse foi o passeio que mais gostei, foi muito importante pra mim, porque quem lê o seu diário e sabe de sua história, entende o significado de tudo isso.

27 maio, 2014

Backpacker: Amsterdam

Amsterdam segundo o wikipédia “é a maior cidade dos Países Baixos, situada na província Holanda do Norte. Seu nome é derivado de uma represa (dam) no rio Amstel, o rio onde fica a cidade. A cidade é conhecida por seu porto histórico, seus museus de fama internacional, sua zona de meretrício (Red Light District, o “Bairro da Luz Vermelha”), seus coffeeshops liberais, e seus inúmeros canais que levaram Amsterdã a ser chamada a “Veneza do Norte””

Amsterdam

Uma palavra que pra mim descrevia Amsterdam: ÚNICA. Cheguei lá super cedinho, mais precisamente no dia do meu aniversário quando completei a trigésima quinta volta em torno do sol. Foram dias incríveis lá, já tinha certeza que ia gostar muito da cidade, mas posso dizer que conhecer de perto superou todas minhas expectativas. Pra começar que ficamos hospedados em um barco que fica em uma das centenas de canais que cortam a cidade e isso foi uma experiência muito interessante, porque havia absolutamente de tudo lá: o café da manhã era ótimo, o quarto (apesar de pequeno) muito gostoso de dormir, wi fi, chuveiro maravilhoso. Foi um dos lugares em que eu mais gostei de ficar hospedada. Não. E não balança!

Amsterdam é uma cidade liberalmente louca: algumas ruas são forradas de sex shops, bares com espetáculos eróticos, Coffeeshops – aonde é justamente próprio para o consumo de maconha (e que por sinal não vendem bebidas alcoólicas nesses lugares), o Red Light District aonde tem o famoso museu do sexo (que eu fui, e é muito legal) e tantos outros museus incríveis que em Amsterdam são mundialmente conhecidos por sua grandiosidade de acervos e uma pena que não consegui visitar todos. Apesar de ser uma cidade “louca” em alguns aspectos, Amsterdam é incrivelmente organizada e segura… Acredito que pra um lugar aonde algumas coisas sejam liberadas, esses dois pontos são primordiais para manter a ordem e não achar que tudo é um “oba-oba”.

Amsterdam

A comida é maravilhosa, não é caro e tem muitas opções. É muito fácil de se locomover de um lugar pro outro e as bicicletas, como todos sabem, é o meio de locomoção mais usado. É absurdo o numero de bicicletas que existem em Amsterdam, tipo…. É MUITA bicicleta… MESMO! Mas fizemos tudo a pé, o que eu acho muito mais gostoso porque dá pra conhecer todos os detalhes da cidade. 3 dias pra conhecer pelo menos os principais pontos de Amsterdam é o mínimo, não reserve menos dias que isso porque vale muito a pena conhecer bastante a cidade. Fica muito difícil escolher um só lugar que mais gostei, mas o que me emocionou bastante foi conhecer o anexo da Anne Frank, aliás, classificaria este como um passeio imperdível quando se está em Amsterdam, portanto, o próximo post será somente sobre Anne Frank, porque quero contar tudo com as minhas impressões.

Em Amsterdam também é possível encontrar algumas feiras de comida, outra só de flores e muitos pontos de comida de rua espalhados que servem desde cachorros quentes a arenque. Comi dos dois, é claro ehehehe. Fomos em uma feira que vendia de tudo: desde roupas a comida… E por comida tinha de tudo. Não é tão próximo ao centro, nem tanto conhecida por turistas também, quem nos deu essa dica foi a Penny – a staff do barco em que ficamos hospedados e foi um passeio muito divertido. Passeamos de barco à noite por um dos canais – outro tipo de atração que é muito fácil encontrar em qualquer ponto da cidade e muitos deles dispõe até de almoço ou jantar durante o passeio.

Amsterdam

Voltaria pra Amsterdam? Facilmente! Inclusive também está na minha lista de cidades que eu moraria, os holandeses são super gentis e educados, amam gatos (deu pra notar muito isso) e são extremamente ligados em tudo que envolve arte e literatura. Sim, eles são muito cultos e a cidade proporciona muito disso também. Amsterdam é o tipo de lugar que não pode deixar de estar no roteiro de viagens pra Europa!

Ah, quero agradecer imensamente a minha amada Lya que fez esse banner maravilhoso para o blog. Eu sempre digo isso aqui, mas a Lya arrasa. Obrigada, mana!

26 maio, 2014

Eu e Rick na Folha de São Paulo

Saiu ontem na no jornal Folha de São Paulo o publieditorial de férias de julho feito pela jornalista e amiga Paula Craveiro que contou com participação minha e do Rick sobre a Europa e novos destinos como os Países Escandinavos, além dessa matéria há outras bem legais falando sobre Orlando, Rio de Janeiro, Chile e Florianópolis com dicas bem legais. Na verdade pra mim foi uma surpresa pois o Rick guardou até ser publicado e eu fiquei muito feeeeeeeeliz.

europafolhadesaopaulo

Quem quiser conferir todos os links estão aqui:

Europa
Rio de Janeiro
Orlando
Florianópolis
Chile

E obrigada Paulinha pela confiança, fiquei muito feliz em ter participado.

21 maio, 2014

Backpacker: Le Deux Moulins – O café da Amélie Poulain

Pra quem, como eu, é fã do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, visitar o café aonde foram feitas várias cenas do filme, é um passeio imperdível. O Le Deux Moulins fica numa esquina do bairro de Montmartre, aliás, outra referência boa é que ele fica bem próximo ao Moulin Rouge.

 Le Deux Moulins - O café da Amélie Poulain

Ele não é muito diferente dos outros cafés de Paris, o plus mesmo dele é o fato de ter o cenário de um dos filmes mais sublimes de todos os tempos (sou fã, vocês sabem). Pelo café há algumas referências de Amélie Poulain, mas não muitas… Quem nunca assistiu ou não soubesse de todo o encanto cinematográfico que tem, com certeza passaria batido, mas mesmo assim atrai turistas do mundo inteiro.

Chegamos bem cedo lá (acho que já deu pra notar que gosto de chegar cedo na maioria dos passeios, né?), o que é a melhor dica que dou, pois cheguei com ele vazio e quando sai já estava bem lotado. Sentei exatamente aonde – nas minhas pesquisas de imagens no google – queria sentar: na mesa aonde atrás tem uma parede de espelhos e um painel oval do filme. Rick comeu uma omelete, eu pedi um capuccino, um suco de laranja e claro – um crème brûlée pra, assim como no filme, sentir o pequeno prazer de quebrar a casquinha com a colher. Achei simbólico.

Indo até o banheiro, em um minúsculo corredor há uma espécie de vitrine com vários objetos do filme: as fotos em polaroid, o abajur de porquinho, o gnomo do jardim… Portanto, não deixe de ir ao banheiro também ehehehe. Fãs do filme, visitem. Vale a pena.

Endereço:
15 Rue Lepic, 75018 Paris, França

12 maio, 2014

Backpacker: Paris

Quando saímos da Itália, tivemos que cortar o país inteiro para entrar na França e detalhe: tudo de trem. De Reggio fomos pra Roma, de Roma pra Milão e de Milão pra Dijon que não conheci nada da cidade e vou explicar o porquê. Chegamos em Milão no começo da tarde e nosso trem era só à noite. Guardamos os mochilões na estação de Milano Centrale mesmo e fomos dar um passeio rápido pela cidade: fomos até a Duomo, galeria Vittorio Emanuele, paramos pra comer uma pizza (típico) e subimos de volta pra estação. Estava frio, nosso trem atrasou horrores (é… italianos não são muito pontuais) e nosso trem parecia mais um trem de refugiados do que um trem de viagens. A França tem uma frescura de não aceitar bilhetes do Global Pass comprados por aquele site do Euro Rail, tivemos então que comprar e a viagem – mesmo sendo leito, não foi lá uma experiência muito agradável (o único problema que tivemos), mas no final deu tudo certo.

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Acontece que: viajamos um dia todo (pra subir a Itália) e uma noite toda (Itália-França) de trem e obviamente que eu estava MUITO cansada. O plano seria conhecer Dijon, mas seria na verdade só uma pausa pra descanso pois seria muito desgastante atravessar de uma vez e ir direto pra Paris, então a única coisa que conheci de Dijon foi o hostel em que ficamos, um KFC e um restaurante do lado do hostel que faz um tartare de salmão maravilhoso. Não conheci a cidade porque: 1) não estávamos perto do centro (se hospedar em Dijon é caro), 2) eu estava muito cansada que tudo que consegui fazer foi tomar um bom café da manhã e dormir. Entre Paris e Dijon, eu estava obviamente recuperando minhas energias pra Paris. Enfim… No outro dia fomos cedinho pra estação e nos mandamos pra Paris – essa viagem foi – graças ao Deus das rotas ferroviárias – bem curtinha então tivemos bastante tempo pra conhecer Paris ou pelo menos o principal (mas dessa com calma) de como realmente é a cidade luz.

Na Torre Eiffel

Na Torre Eiffel

Eu já conhecia Paris. Visitei em 2008 no nosso primeiro mochilão, fiz os principais pontos, mas foram poucos dias e pouco tempo pra conhecer realmente como eu queria. Em 2008 apesar de ter gostado muito da cidade, eu torci o nariz pra algumas coisas, principalmente pra educação dos franceses que não achei nada legal. Mas eu fiquei muito disposta em dar uma segunda chance, voltar e conhecer tudo novamente com mais calma porque pra mim não era possível ter uma impressão não tão boa de umas das cidades mais lindas e visitadas do mundo. Eu precisava ir pra Paris uma segunda vez, com uma segunda chance e sabia que não ia me arrepender. E de fato: não me arrependi. Ao contrário, me surpreendi porque eu conheci uma Paris totalmente diferente do que eu tinha conhecido em 2008, mesmo visitando os mesmos lugares e claro, conhecendo outros novos.

Paris é uma cidade apaixonante. É até meio óbvio dizer isso, mas Paris tem todos esses rompantes de amor de literalmente arrancar suspiros. É aquele tipo de lugar que qualquer canto que se vai, você se apaixona. Cada esquina é um encanto, cada ponto é tão incrivelmente lindo e mágico que é impossível não se apaixonar de verdade por essa cidade. Dessa vez visitei (quase) tudo que queria. Subi até o topo da Eiffel, conheci Notre Dame, peguei o trem e fui até Versailles (que apesar de estar fechado: segunda-feira, vale conhecer só pelos jardins), fui até o Louvre (mas não entrei), conheci o café da Amélie Poulain (vou fazer um post só disso), enfim… Fiz ótimos passeios por lá. Não vou ficar descrevendo um por aqui, mas vou deixar algumas dicas dos principais que considero como super importantes:

– Torre Eiffel: compre antes o bilhete pra subir a torre. Você não pega filas e economiza um tempo absurdo, Paris é cheia de turistas o ano inteiro, logo – a cidade é lotada, logo (também) – todo mundo quer subir a Torre Eiffel que estava com uma espera na fila de 5 horas. Eu comprei antecipadamente os bilhetes (não lembro o site agora, mas eu coloco assim que achar) que é com horário marcado – subimos no final da tarde, vista incrível.

– Notre Dame: chegue o mais cedo que puder e quando eu digo cedo é praticamente madrugar. Tomamos o café da manhã e chegamos super cedo lá, a Notre Dame abre as 7:30 e pegamos ela absolutamente vazia, deu pra conhecer cada pedacinho e realmente a visita vale a pena. É de graça.

– Bom restaurante + bom café: Paris tem um monte, mas amei o Café du RENDEZ-VOUS – fica pertinho do cemitério de Montparnasse. Comi um tartare de carne divino e foi aonde comi o melhor crème brûlée também. Tem um garçom lá super simpático que fala português perfeitamente.

– Basílica de Sacre Coeur: dá pra subir de funicular (que fica mais a esquerda) com o bilhete de metrô, se você não tiver afim de pagar todos os pecados com aquelas escadarias. É rápido e não dói nada – ainda mais se você resolver, como eu, visitar a Sacre Coeur depois de já ter andando praticamente Paris inteira.

– O Pantheon de Paris é absurdamente lindo. Ouso em dizer que é mais bonito que o de Roma. Não deixe de visitar as catacumbas também: grandes nomes como Victor Hugo e Voltaire estão enterrados lá.

Fui muito bem tratada em TODOS os lugares de Paris que visitei. Os franceses tem uma fama meio arrogante de ser, o que em 2008 tinha me deixado essa impressão que, felizmente – dessa vez, vi com olhos totalmente diferentes e me surpreendi com a cordialidade e a educação deles… Talvez em 2008 tenha sido uma impressão precoce minha, talvez não estivessem num dia bom ehehehe, vai saber. Mas dessa vez tive uma Paris incrível, algo como realmente essa cidade é: APAIXONANTE!