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06 Maio, 2014

Backpacker: Sul da Itália – Reggio Calábria e Sicília

Saímos de Madri super cedo e fomos rumo a Itália (novamente). O destino dessa vez foi o Sul, mais precisamente bem na ponta da bota. O motivo da nossa ida até lá (além de conhecer, é claro) era resolver de vez o lance do passaporte italiano do Rick. Fomos nos encontrar com a Andrea – amiga e advogada do nosso processo de cidadania italiana. Rick resolveu dar entrada no passaporte por lá, uma vez que no Brasil foi tudo muito burocrático, pra variar. De Madri fomos até Roma e de Roma pegamos um trem para Reggio Calabria, uma pena não ter dado tempo de dar uma paradinha em Roma, queria muito ter visitado mais uma vez aquela cidade louca e incrivelmente histórica. Chegamos em Reggio super cedo, a Dea foi buscar a gente na estação e posso dizer que foram dias divertidíssimos com ela, conheci uma Itália diferente e incrivelmente tão bela quanto o país inteiro.

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria é uma comuna italiana da reggião da Calabria, é uma cidade muito charmosa e muito bem estruturada. Durante o dia, nessa época do ano a temperatura é agradável, mas mesmo assim uma blusa era sempre necessária porque em Reggio venta muito. A noite fazia um pouco mais de frio. Da janela da sala do apartamento da Dea é possível ver o vulcão Etna, aliás, de várias partes de Reggio – principalmente da costa… Estar na praia e ver um vulcão tão próximo é uma visão linda de tirar o fôlego. Passeamos bastante pelo Sul, pegamos uma balsa e fomos conhecer Messina, Castelmola, Taormina e claro – o vulcão Etna… Todos esses lugares que citei (tirando Reggio) são da região da Sicília e bem próximas uma da outras, ir de carro – além de ser uma paisagem maravilhosa pela estrada, é uma viagem bem divertida (com a Dea a gente riu o caminho inteiro), e muito mais fácil também.

Almoçamos em Taormina, que além de muito linda e uma vista incrível (fica bem no alto), possui ótimos restaurantes. Depois de Taormina e do nosso maravilhoso almoço, a Dea do nada lança: “Vamos pro Etna?” e lá fomos nós in loco, o bom de viajar é isso – essa loucura que de vez em quando, a gente se permite em não programar nada e simplesmente ir.

Não é tão perto e nem tão fácil de chegar ao Etna como eu pensava, fica na parte oriental da Sicília e ainda ativo (a noite era possível ver as lavas), é o vulcão mais alto da Europa e com uma extensão da base de 1190 km². O Etna é um passeio a parte que estando nessa região, você tem que conhecer. A estrada é linda e cada vez que vai mais e mais subindo, você percebe que a dimensão do que realmente é o Etna, vai muito mais além do que você imagina. Foi um passeio rápido porque já chegamos um pouco tarde, mas foi muito legal e um tanto quanto diferente, afinal de contas, não é todo dia que se pisa assim… tão despretensiosamente em um vulcão. Lá em cima estava coberto de neve, muitas pessoas estavam praticando ski e lá tem uma estrutura bem legal também com restaurantes, cafés e lojas. Subimos e descemos por um bondinho e mesmo estando aos pés de algo na natureza que é tão imprevisível e até agressivo, dá uma paz enorme estar ali em cima.

No outro dia, fomos conhecer Scilla que fica na região da Calabria mesmo. É uma província que fica na costa que não tem como eu expressar em palavras, só estando lá pra entender como Scilla é absurdamente lindo. Scilla apesar de pequena é um lugar cheio de histórias, com ruas estreitas até chegar a costa – que é banhada pelo Mar Tirreno, é possível também ver e visitar o Castelo Ruffo que está construído em um penhasco bem ao alto, isso (também) faz de Scilla um lugar incrível. Sempre vi a Itália como um país incrível e adoravelmente antigo, em 2011 conheci boa parte visitando as principais e mais lindas cidades, mas agora conheci o que eu diria ser bem puramente italiano. Aliás: os italianos e suas italianices – essa frase define muito bem como é o sul da Itália e como são os italianos por lá. Essa pontinha da bota é realmente uma graça.

14 dez, 2011

Cidade do Vaticano – Itália

Cidade do Vaticano – Itália

Mesmo o Vaticano sendo uma cidade de um enclave murado dentro da cidade de Roma, eu senti a necessidade de fazer um post só para a Cidade do Vaticano. Sede da igreja católica, com 44 hectares e com uma população de mais ou menos 800 habitantes o Vaticano existe desde 1929 e, é o menor Estado totalmente independente e soberano do mundo, a defesa do estado é de responsabilidade da Itália, enquanto a segurança do Papa é de responsabilidade da Guarda Suíça.


O Vaticano também é considerado como Patrimônio Mundial pela UNESCO e por volta de 40 d.C o imperador Calígula iniciou a construção de um circo, que mais tarde foi completada por ninguém menos que Nero dando o nome de Circo de Nero (esse cara também causou, heim?), mas depois Calígula tomou de volta, e esse obelisco foi o que sobrou do circo e se tornou um grande martírio para os cristãos… Dizem que São Pedro foi crucificado nesse circo de cabeça para baixo, o obelisco (um símbolo egípcio e totalmente pagão) está até hoje bem ao centro da Praça de São Pedro.


Foto “roubada” do Sandro


Em 326, a primeira igreja, a Basílica de Constantino, foi construída sobre o local onde os primeiros católicos romanos (desde o primeiro século da era cristã), bem como arqueólogos italianos, afirmavam que foi o túmulo de São Pedro, enterrado em um cemitério comum no local. A basílica foi crescendo em volta ao túmulo de São Pedro e hoje é tudo isso que você vê quando entra no Vaticano. A Basílica de São Pedro foi a maior igreja com o domo mais alto do mundo de 1626 a 1989, mais tarde perdeu o título pra igreja de St. Petri em Hamburgo na Alemanha, mas disso não faz da Basílica de São Pedro menos imponente, não sou católica praticante, mas acredito em Deus e entrar nessa Basílica em especial foi incrível, na minha opinião a Basílica de São Pedro é mais bonita que a Catedral de St Paul’s em Londres.


Pra se entrar na Basílica de São Pedro existe todo um regulamento e esquema de segurança. Começaremos primeiro pelo regulamento: não se pode entrar de bermuda, boné, camisetas regatas ou chinelos… Para as mulheres roupa curta nem pensar e fiquei só imaginando a quantidade de brasileiras piriguetes que já foram barradas alí… Parece loucura uma coisa dessas, mas é o mínimo de respeito que se pede por visitar um lugar como esse…

Aí como sempre tem um “desinformado” no mundo, eu vi uma japa com uma micro saia e um decote que ia praticamente até o umbigo furando a fila um pouco mais na nossa frente (biscate e ainda sem educação) e pensei: “tá furando fila a toa pirijapa, não vão te deixar entrar vestida desse jeito” e não deu outra – 5 minutos depois ela estava sendo educadamente retirada por um guarda, justamente por conta da sua roupa que não era em nada apropriada para uma igreja, minha vontade foi de quando ela passou por mim levantar um L com as mãos bem no meio da testa pra ela, mas deixei pra lá, afinal, eu sou uma boa menina!

O esquema de segurança também é bem rígido: você passa por um detector de metais, as mochilas e os homens são revistados um por um e só assim depois de passado por tudo isso, você já pode entrar na Basílica – o que acho essencial já que né… Tem cada louco nesse mundo!


Todo mundo que entra passa as mãos no pé de São Pedro feito em bronze, percebam os dedos do pé dele, como já estão gastos…

Dentro da basílica bem ao centro há a localização do túmulo de São Pedro que fica em baixo nas catacumbas, mas visto de cima é só um santuário… E nós conseguimos entrar nas catacumbas e ver os túmulos de todos os Papas que passaram por alí, inclusive, conseguimos ficar bem diante do túmulo de São Pedro. Ricardo ficou de queixo caído, eu fiquei simplesmente muda e entramos por um acaso quando vi um dos guardas abrir uma portinha aonde tinha um santuário (não me lembro de quem) e formar uma pequena fila, chamei o Ricardo e disse: “entra nessa fila comigo” ele – “por quê, o que é?”“não sei, mas vamos descobrir” e foi assim que descemos até lá.


Descendo pras catacumbas…

Pesquisamos depois e descobrimos que as catacumbas são abertas apenas 2 vezes ao dia, em horários aleatórios e pra pouquíssimos visitantes, é o tal ditado de estar no lugar certo e na hora certa. Vimos também o túmulo do Papa João Paulo II, mais ao longe pois alguns lugares estavam em reforma, mas mesmo assim conseguimos ver… E, é óbvio que lá dentro são se podia tirar fotos, mas Rick deu uma de safado-discreto e só apertou o botão da máquina que estava pendurada no pescoço, este então é o túmulo de São Pedro:


Vimos também a famosíssima obra Pietà de Michelangelo. De 1499 que hoje é protegida por um vidro à prova de bala depois de ter sido atacada em 1972, a Pietà é toda feita em mármore, ela representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria. Pietà foi a primeira grande obra escultórica de Michelangelo.


Créditos da foto todos ao Rick, que conseguiu um zoom ótimo com a cam e registrou essa obra belíssima

Além da Basílica de São Pedro é possível também conhecer a Capela Sistina e o Museu do Vaticano, o que não fomos a nenhum dos dois pelos motivos de: muita gente, muita fila e pouco tempo.


E não é que saí procurando, eles existem mesmo

Saindo da Praça e seguindo pela muralha chegamos ao Castelo de Santo Ângelo (mais uma vez: quem leu/assistiu “Anjos e Demônios” vai identificar tudo nesse post) que foi nosso segundo passeio feito pelo Roma Pass, o Castelo também é conhecido como o Mausoléu de Adriano, localizado à margem direita do rio Tibre, diante da ponte Sant’Angelo.


Foi iniciado em 139 d.C pelo o Imperador Adriano como seu mausoléu particular e foi concluído Antonino Pio. Mas em pouco tempo sua função foi alterada e foi utilizada como edifício militar e sendo assim ficou integrada a muralha do Vaticano (que na verdade se chama Muralha Aureliana). Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas e serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.


Vista da Basílica pelo Castelo

De volta em Roma:


Pra mim foi emocionante conhecer o Vaticano, pensei muito na minha avó, na minha mãe, queria que elas estivessem lá com a gente. Estando no Vaticano você sente muito, o grande poder que a igreja católica tem no mundo e uma coisa engraçada que notei é: o Papa Bento XVI é muito respeitado por lá, as pessoas gostam dele e tudo mais, mas quem é o amado mesmo pelo povo ainda é o Papa João Paulo II.

Digo isso pelas lojas de souvenirs e isso não só no Vaticano, mas em toda a Itália… Do Papa João Paulo II tinha postais, medalhinhas, terços e mais uma porrada de outras coisas, do Papa Bento XVI apenas uma coisinha ou outra… É uma observação tão nítida que não tem como negar… Engraçado isso, né? Carisma é uma coisa que pode ficar pra sempre. Já na Alemanha em lojas de souvenirs só se vê Papa Bento XVI, mas a Alemanha ainda não é o nosso próximo destino. Este foi o ultimo post da Itália dessa viagem, próxima parada: Berna – Suíça!

09 dez, 2011

Roma – Itália

Roma – Itália

Roma é uma das cidades da Itália que eu mais gostei. Acho que empatou com Veneza, mas acho que Roma fica mesmo no topo das minhas cidades italianas preferidas. Eu nunca vi uma cidade tão cheia de igrejas como é em Roma. Comparado com São Paulo, por exemplo, seria praticamente na mesma proporção do numero de pizzarias que tem aqui, você anda um quarteirão e de repente – “olha uma igreja”, anda mais 100 metros e – “olha, mais duas igrejas”. Roma inteira é assim.


O trânsito de Roma é uma loucura, o metrô (que só tem duas linhas) é uma porcaria, mas a cidade é incrivelmente histórica e linda. O moderno e o antigo se fundem e, é isso que faz de Roma uma cidade bem excêntrica.


Roma é considerada a cidade eterna por conta de toda sua história, título esse que acho bem merecido. Foi fundada em 753 a.C. pelos irmãos Rómulo e Remo – aqueles que foram criados por uma loba e por isso é o símbolo da cidade. Ambos, tempos depois se envolveram numa luta e Rómulo acabou matando Remo, confesso que essa parte da história conheço pouco, mas enfim…


Capital da Itália, Roma começou a ser governada por reis, mas depois acabou tornando-se uma republica.


O principal ponto turístico da cidade é o Coliseu (ah, cê jura?) e só mesmo estando diante daquilo pra ver e entender como é – juro que quando cheguei bem em frente dele eu fiquei alí… Parada feito uma estátua como se eu fosse mais um monumento da cidade e olhando por uns cinco minutos sem ousar a dar uma piscada se quer, o Coliseu é um monumento que só de olhar é algo que já te intimida.


No segundo dia que estávamos na cidade, nós compramos o Roma Pass que dava direito a ônibus, metrô de graça e dois passeios que são pagos de graça. É claro que o primeiro passeio foi no Coliseu… Tinha muita gente, a fila estava enorme, mas como tínhamos o Roma Pass entramos sem pegar fila alguma #aicomoeutôbandida.

Quando eu entrei no Coliseu eu desacreditei que tinha chegado até alí, afinal, de tantos livros e principalmente filmes que vi sobre ele, naquele dia, eu pude dizer que estive pessoalmente lá… Dentro dele! Com lugares históricos assim eu tenho uma mania de tatear paredes, sentir a energia, olhar cada detalhe de perto e imaginar o TANTO de coisas que aconteceram dentro daquela arena imensa.


O Coliseu de Roma é também conhecido como Anfiteatro Flaviano, foi construído por volta de 70 e 90 d.C tem 48 metros de altura e naquela época foi capaz de abrigar 50 MIL pessoas (Gente?!?!? 50 M-I-L), durante o reinado de Alexandre Severo e Gordiano III o Coliseu foi ampliado mais um andar e podendo assim abrigar cerca de 90 MIL pessoas, é muita gente. Não é a toa que o Coliseu é o símbolo do Império Romano e considerado uma das 7 maravilhas do mundo.


Por toda essa grandiosidade muita coisa aconteceu alí: batalhas com animais que eram trazidos da África – desde leões, hipopótamos e até girafas, combates entre os gladiadores e mais um monte de “eventos” do tipo, então, pode-se dizer que o Coliseu, além de jogos e outras celebrações, também teve muito banho de sangue e muitas mortes alí. Certa vez assisti um documentário no History Channel aonde falava que o Coliseu também em batalhas, era inundado por dutos subterrâneos alimentados pelos aquedutos que traziam água de longe para serem utilizados na realização de naumaquias ou batalhas navais. Loucura!

Agora imagine tudo isso turbilhando dentro da sua mente e você estando alí pessoalmente, bem diante dos seus olhos… Chega a ser surreal. Durante todo o tempo em que estive no Coliseu, falei pouco, mas observei muito… É inacreditável estar alí, é o tipo de coisa que costumo dizer que os livros e os filmes não conseguem transmitir, só mesmo estando lá pessoalmente pra ver e sentir como é, viajar é isso.


Roma é incrível por qualquer lugar que se passe… Perto do Coliseu, também fica o monumento Vittorio Emanuele (TODO feito em mármore branco)


E próximo dalí há vários lugares que ainda estão sendo descobertos e estão no processo de escavação pelos historiadores e arqueologistas, quem sabe para descobrir mais sobre a história de Roma ou até mesmo de outros lugares:


Conhecemos e andamos muito por Roma, fomos até o Pantheon (quem assistiu/leu “Anjos e Demônios” com certeza irá se lembrar desse lugar), sua construção foi dedicada primeiro como templo a todos os deuses do panteão romano (daí o seu nome) e, desde o século VII, também como templo cristão. É famoso pela sua cúpula, que no centro é a céu aberto. Famoso também por pessoas históricas como os reis Vítor Emanuel II e Humberto I e o pintor Rafael que estão sepultados alí.


O teto de uma das centenas de igrejas que visitamos, mas não lembro o nome dessa, desculpeeeeeeeeem. Descobri: Teto da igreja de S. Ignazio


Também visitamos a Fontana de Trevi – outro monumento da cidade que estando em Roma, vale muito a visita, o que me lembrou agora que a Fontana de Trevi aparece no Thank You For Love Me – clipe do Bon Jovi e também foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema italiano: em La Dolce Vita de Federico Fellini, quando Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.


eu não era alta o suficiente para as asas, mas ficariam perfeitas em mim =D


Eu poderia passar o dia escrevendo sobre Roma porque, SEMPRE tem e sempre terá algo pra se contar dessa cidade que é famosa por sua história, seus descobrimentos, seus monumentos, famosa por ter sido mostrada em tantos filmes, livros e até em clipes de música. Não é a toa que ROMA escrita ao contrário forma a palavra AMOR. ♥

*próxima parada: Vaticano.

05 dez, 2011

Florença – Itália

Florença – Itália

Dizer que Florença é linda é ser repetitiva mais uma vez porque acho que não existe nenhuma cidade da Itália que seja feia e eu sempre começo meus posts assim ehehehehe. Florença é uma cidade totalmente medieval e linda. Durante muito tempo Florença foi considerada a capital da moda, lá também estão as lojas mais tops e caras do mundo, ótimo pra quem nasceu “Eike Batista” e adora torrar uma grana – o que não é o meu caso (meu caso não é nascer “Eike Batista” mas torrar grana dentro dos meus limites eu gosto ahauahau).


Essa podhy ahauahaua


Caminhar por Florença é uma delícia, principalmente à noite, a cidade tem outra paisagem, parece que volta no tempo… Pra se comer eu achei caro. É claro que você encontra lugares pra comer com um preço justo, mas na sua grande maioria o valor é sempre salgado, Florença é – de fato – uma cidade cara.


Pintura no chão


amiguinhos italianos que tocaram Tom Jobim quando disse que era brasileira


Considerada o berço do Renascimento, pela cidade você percebe que grandes renascentistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Rafael Sanzio, Donatello, tiveram uma grande influência em Florença e deixaram alí a sua marca. Aliás, gostaria de ter visto o David de Michelangelo de perto, mas naquele dia pegamos a cidade lotada de turistas e encarar uma fila, demandaria tempo demais e não ia dar tempo de conhecer o resto da cidade, mas pelo menos consegui ver uma réplica dele no Palazzo Vecchio.


Fiquei apaixonada por Florença, da mesma forma que fiquei por Veneza ou Roma, são cidades que só mesmo estando pessoalmente pra sentir e entender todo o contexto, o que estou falando não dá pra colocar tudo em palavras.

Florença, assim como várias cidades da Itália é rica em história e conforme você vai passeando, mais história você absorve e descobre muitas coisas… Coisas do tipo: saber que Dante Alighieri, autor da “Divina Comédia” nasceu em Florença ou que o Palácio de Pitti foi usado como base militar por Napoleão Bonaparte.


fazendo um descanso de….. hmmmm… 5 minutos


Basílica di Santa Maria del Fiore


Palácio Pitti


Enfim… Acho que as fotos também dizem muito, mais do que minhas palavras possam detalhar, está aí mais uma cidade a ser incluída no roteiro de quem pretende viajar pra Itália, dois ou três dias são suficientes para conhecer e se esbaldar em Florença, eu super recomendo!

02 dez, 2011

Pisa e Bolonha – Itália

Pisa e Bolonha – Itália

Eu ainda tenho tanta coisa pra falar dos lugares que passamos que hoje decidi falar de duas cidades da Itália em um post só, até mesmo porque, ficamos apenas um dia em cada uma delas, então fica mais fácil pra escrever.

Primeiro vou falar de Bolonha que foi a única cidade da viagem toda que pegamos um dia inteiro de chuva. Bolonha é uma cidade tipicamente italiana e pouco turística, mesmo assim sempre se vê igrejas, praças que com certeza é rica em história. Mas como foi um dia de muita chuva, passeamos pelo centro da cidade mesmo e registramos poucas fotos. Se eu pudesse escolher trocaria o dia de Bolonha por mais um dia em Florença (que falarei em breve), mesmo assim Bolonha é uma cidade que vale a pena conhecer, mas como disse, é pouco turística.


Uma máquina (pra variar) de pizza e eu, em um dos meus momentos de pose pra fotos bem ao estilo “comi palhacitos” eheheheh


Depois de Bolonha fomos pra Florença, mas esta cidade terá um post só pra ela, portanto vou falar de Pisa. Chegamos em Pisa bem cedo, tomamos um café e fomos passear até chegar é claro, na Torre de Pisa. Cortada pelo rio Arno, Pisa é uma cidade bem charmosinha bem localizada na região da Toscana.

Pesquisando sobre a cidade descobri que foram encontradas arqueologias que revelaram a existência de um grande porto fluvial da época romana no seu subsolo. Nessas descobertas foram encontradas mais de 30 embarcações de vários modelos, algumas delas intactas e ainda com a mercadoria que transportavam.


Mas o ponto turístico mesmo da cidade é a Torre de Pisa, ela fica atrás da catedral e, é a terceira mais antiga estrutura na praça da Catedral de Pisa (Campo dei Miracoli), depois da catedral e do batistério.


A torre é TODA feita em mármore branco com 296 degraus, começou a se inclicar quando começaram a construir o terceiro andar em 1178, depois disso a torre ficou parada por quase um século – época em que os Pisanos estavam em batalhas com Gênova, Lucca e Florença. Enfim… A torre foi concluída em 1719 e possui 7 sinos no topo. Pisa foi declarada como parte da Piazza del Duomo e Património Mundial da UNESCO, juntamente com a catedral vizinha, o batistério e o cemitério.


Bom aí né… Já que estávamos lá, decidimos subir na Torre de Pisa e gente… Que sensação estranha é entrar alí dentro! Primeiro porque é claro, as escadas são internas (ainda bem), mas mesmo assim conforme você vai subindo, dá pra sentir totalmente a inclinação e você vai subindo que nem uma aranha, como eu estou exatamente nessa foto (que na verdade eu já estava descendo):


Chegando lá em cima, da “sacada” da torre é possível ter uma vista ótima da cidade e, é principalmente estando alí em cima que você olha e fala “porra esse negócio é muito inclicado mesmo”.


Percebam todo o meu cuidado (leia-se medo) quando estou tentando olhar para baixo, da onde a gente estava tinha mais uma escada que podia subir e levar ao topo mais alto da torre, mas a escada é a do tipo de caracol, só no ferro mesmo e isso, meus amigos, eu já não tive coragem de encarar.


Pisa é uma cidade bonita, mas um dia pra conhecer já é suficiente, o ponto turístico mesmo é a torre e todo aquele espaço em volta, portanto, indo lá você já conheceu o principal da cidade.


Panorámica da catedral românica de Pisa com o baptistério, o duomo, o Camposanto e o campanário em 1909.

24 nov, 2011

Veneza – Itália

Veneza – Itália

Semana passada, assistindo Anthony Bourdain – que estava fazendo o seu tour de comidas em Veneza, disse uma frase que explica tudo: “Veneza não deixa você esquecer que está Veneza.” Não existe qualquer outra cidade no mundo que se compare com Veneza. Ela é única! Única e romântica que te faz lembrar daqueles filmes bem água com açúcar e que te arranca um suspiro e lágriminhas de felicidade com o final feliz, assim é a Veneza que conheci.


Ao contrário do que muita gente fala ou pensa, Veneza não fede! Aliás, eu acho uma afronta alguém se descolar daqui pra chegar lá e voltar dizendo isso, afinal de contas, pra uma cidade que está coberta por 177 canais, 400 pontes, 118 ilhas e que o único meio de transporte são os barcos e as gôndolas, cheiro de rosas no jardim é o que não se espera. No final da noite você sente um cheiro bem suave de maresia, quase que imperceptível, mas nada que atrapalhe ou que faça você sair de lá dizendo: “Veneza é linda, mas fede.” (fede a tua bunda, ahahahaha).


Nós ficamos em um B&B que é bem próximo da estação central de trem, era só sair de lá, andar por uma rua cheia de barraquinhas com artesanato e comidas (ai, ai…) e CLIM! Chegamos ao B&B. Ficamos hospedados bem em frente a uma praça que no meio tinha um poço, um pouco mais a frente uma igreja e bem ao lado de um café muito charmosinho!


Em frente ao B&B…


… E à noite!


Me encantei pela cidade. Pro Rick, no ranking de cidades preferidas da Itália, Veneza pra ele está em primeiro lugar, pra mim empata um pouco com Roma, mas como disse, Veneza é diferente de qualquer outra cidade do mundo. Andamos muito por lá (ou se anda a pé ou de barco ooooou se você tiver afim de desembolsar uma boa grana, de gôndola) e a pé eu achei muito divertido porque fomos passeando sem rumo por vielas muito estreitas, sobe e desce de pontes e aí quando se dá conta, demos de cara com a Piazza de São Marcos.


É incrível… A Basílica de São Marcos (na adjacente Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal) que fica na praça, é rodeada por cafés, lojas de grife e restaurantes bem chiques (e caros também), próximo também ao Palácio dos Doges (líderes da cidade) e se deslocando um pouco mais pra direita você consegue ter uma bela vista do mar Adriático.


Eu e logo atrás, prazer em conhecer, o mar Adriático

Lá não passeamos de gôndola, mas passeávamos de barco quando as pernas não aguentavam mais andar, é muito interessante porque tem pontos (como os de ônibus) e os “ônibus” são os barcos (grandes por sinal) que encosta, você valida seu bilhete e vai pagando de marinheira pra qualquer outro canto da cidade!


Esperando o bus… Ops, quer dizer, o barco =D


Veneza também é outra cidade classificada como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e foi fundada – olha que data mais linda – no dia 25 de março, dia do meu aniversário. ♥


Veneza é muito conhecida também pelo Festival do Cinema e pelo Carnaval (que dura 10 dias) – muito diferente do nosso, diga-se de passagem… O que mais se encontra por lá são as tão famosas máscaras de todos os tamanhos e jeitos… Algumas são lindas, outras um pouco intimidadoras.


O músico italiano Vivaldi nasceu e viveu em Veneza. Além de Veneza fomos também pra ilha de Murano. Além de Murano, as outras principais ilhas da lagoa são: Lido, Burano e Torcello. Outras ilhas menores são: São Miguel (a ilha do cemitério da cidade), Santo Erasmo, Mazzorbo, La Vignole, Certosa São Francisco do Deserto, São Giacomo em Paludo, São Servolo, São Lazzaro degli Armeni e Giudecca. Murano é muito famosa por sua fabricação de vasos e outros tantos artigos em vidro, é possível entrar na fábrica e assistir todo o processo e se quiser, comprar também.


Murano

Veneza não é um lugar caro pra se comer, andando por lá sempre se encontra um restaurante ou um café, além do que, nessas vielas que na maioria são todas cortadas por canais é muito fácil de se perder por lá, o que chega a ser algo bem divertido e nessas perdidas acaba encontrando coisas bem diferentes…


Se antes eu disse que Verona é um lugar a ser incluído no roteiro da Itália, Veneza tem que ser incluído por obrigação, ir a Itália e não conhecer Veneza é como pedir um sorvete e só receber a casquinha! Veneza é simplesmente única!

Se tivesse de procurar uma palavra que substituísse “música” poderia pensar em “Veneza”. — Friedrich Nietzsche

21 nov, 2011

Verona – Itália

Verona – Itália

Verona é cidade especialmente apaixonante. Saindo de Milão em menos de duas horas de trem você chega nessa cidade que pra mim foi amor à primeira vista! Em Verona tivemos dias muito especiais, meu amado amigo Marcelo foi pra lá encontrar a gente e de quebra ganhei mais um amigo – o Lau, que é amigo-irmão do Má e agora nosso amigo-irmão também, nos divertimos horrores naquele final de semana.


Verona, assim como qualquer cidade da Itália é rica em história, a própria dona do B&B que ficamos disse que começar uma obra em qualquer canto da cidade é um tanto quanto complicado porque, SEMPRE se acha ruína de alguma coisa muito antiga, vimos algo assim bem lado do bar que paramos pra tomar um vinho, nesse cercado eram ruínas de algo que foi descoberto recentemente e pelo que li sobre a cidade, Verona muito possivelmente foi fundada pelos Celtas.


Ruínas descobertas bem ao lado do bar que estavamos fazendo nosso happy hour


Possivelmente eu estava sentada com a bundona nessa pedra sabe-se lá de quantos mil anos atrás ahueahueahueahue…


Verona é declarada como patrimônio da humanidade pela UNESCO principalmente por ser uma cidade que se desenvolveu progressivamente durante 2 mil anos. Verona também tem o seu próprio Coliseu – o anfiteatro romano, não tão imponente como o de Roma, mas em frente dele há uma rua cheia de restaurantes charmosos com pratos maravilhosos e por um preço que considero como justo, afinal, não é todo dia que se almoça em frente a um Coliseu.


Infelizmente não conseguimos entrar nem no Coliseu e nem dentro da Casa da Giulietta – história da peça Romeu e Julieta de William Shakespeare, na casa dela é possível se ver tudo, mas como no final de semana que estivemos por lá estava lotado de turistas também (inclusive a gente), só conseguimos ver a sacada da casa dela do lado de fora mesmo.


Sem contar as igrejas, Verona tem muitas, na maioria não se podia tirar fotos de dentro delas, mas nada impedia a gente de dar pinta do lado de fora:


Passar pela Ponte Scaligero é um outro lugar que rende muitas fotos incrivelmente lindas, é possível subir mais um pouco e ter uma vista maravilhosa de quase toda a cidade, vale a pena o esforço!


Verona é uma cidade com muitos palácios e alguns castelos, um que visitamos foi o Castel Vecchio que por ele é possível passar por Corte della Reggia e da Corte d’Armi para se chegar até ele. Dentro de Castel Vecchio há um museu repleto de estátuas, pinturas, cerâmicas, trabalhos em ouro, objetos medievais (armaduras, espadas, escudos) e alguns sinos antigos.


Corte d’Armi


E depois de longas caminhas, nada como relaxar:


Na minha opinião, quem viaja pra Itália, Verona com certeza é uma cidade que precisa incluir no roteiro… É gostoso passear por aquelas vielas, passar pelos palácios, comer uma boa massa, tomar um vinho, relaxar e respirar toda a história que existe nesta cidade, sem contar que de Verona pra Veneza é um pulo e esse será o nosso próximo destino!

17 nov, 2011

Milão – Itália

Milão – Itália

Finalmente consegui organizar as fotos (foram mais de 2.700) pra começar a escrever tudo que eu prometi sobre a viagem. E o primeiro destino é Milão! Vôo sem escalas e um Rivotril de 2mg foi uma benção tão grande na minha vida que quando embarquei, só fui acordar quando já estávamos perto da Espanha #ficadica, mas então…

Milão é uma cidade grande como São Paulo, Londres, Nova York, Paris… Mas com um charme bem peculiar como toda cidade grande da Europa tem, Milão é uma cidade totalmente cosmopolita e conhecida como a capital do design e da moda (assim como Paris), a cidade tem uma grande influência na literatura, arte, música, moda… É perceptível de ver como o moderno se mistura com o antigo e enquanto de um lado você observa a Piazza del Duomo de Milão (Catedral da cidade), do outro lado você pode ver lojas como Sephora (adorooo), Prada, Chanel e todas essas marcas mundialmente famosas que ficam na Galleria Vittorio Emanuele e que, como disse, fica bem ao lado da Piazza del Duomo.


Em Milão, como em TODA a Itália a base da culinária é pizza e pasta, em alguns lugares se encontram peixes e frutos do mar, mas as massas por lá são as tops e realmente são maravilhosas, pois existem em milhares de tipos e quando eu digo TODOS, minha gente é porque se encontra macarrão até em formato de pipi:


Acontece que no começo é bem legal mandar ver na macarronada, na pizza, mas depois de umas duas semanas você já começa a enjoar de tanta pizza e pasta. Uma boa opção de lugar pra conhecer e comer é em Naviglio que é província de Milão e um lugar muito charmosinho, com ótimos restaurantes por um preço bem acessível, depois de almoçar é gostoso fazer um tour alí por perto.


E continuando no assunto gastronomia, (vai gordinha) a Itália é muito conhecida por seus doces maravilhosos (é muita gordice, ai que delícia) e por seus gelatos – os sorvetes em massa e que são realmente dignos da fama que tem, porque na minha opinião são os melhores do mundo mesmo, nunca provei um sorvete tão gostoso como os que provei por lá e olha que eu nem sou tão chegada assim em sorvetes.

Boa parte do nosso trajeto que fazíamos do hotel até o centro era de bondinho… São bem antigos, mas muito bem conservados e algo totalmente diferente de metrô ou ônibus, o povo por lá anda muito de bicicleta e aquelas lambretinhas o que contribui bastante por um trânsito melhor.


Milão é uma cidade bem segura, os moradores da cidade têm o costume de andar de bicicleta e praticar seus exercícios durante o dia e inclusive à noite (até bem tarde da noite, por sinal) em um parque que é bem próximo ao Castelo Sforzesco, outro lugar que vale muito a pena conhecer e voltar à noite pra fazer umas fotos, pois a paisagem é realmente outra!


Castelo Sforzesco


detalhe na sacolinha da Sephora, aaaaahnnn bandidannn


Dois dias eu já acho suficientes pra conhecer a cidade se você optar pelos passeios principais e mais básicos, Milão é uma cidade encantadora em qualquer esquina que se passe e vale muito a pena conhecer!

Pra quem quiser conferir as outras fotos da viagem, elas estão todas aqui no Flickr