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16 jan, 2018

Livro: Os Meninos Que Enganavam Nazistas

Eis que já tenho o meu primeiro livro lido em 2018 e, é claro, que eu não poderia deixar de fazer uma resenha sobre ele, o da vez é: “Os Meninos Que Enganavam Nazistas” de Joseph Joffo:

“Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade. Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita… Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem.”

Pra começar que é uma história real e eu sou aficcionada por histórias reais, tanto adaptadas em livros como em filmes. Esse livro foi indicado pela Lia, é curtinho (288 páginas) e conta a história dos irmãos Joseph (o autor) e Maurice sobrevivendo aos horrores da guerra. A trama não descreve em muitos detalhes sobre a guerra em si, mesmo porque ela é contada por Jof que na época era apenas um menino que, não tinha noção do que estava realmente acontecendo e porque estavam sendo caçados, tanto que um dos questionamentos do menino ao pai, não deixa de ser pertinente apesar de toda a inocência da pergunta: “pai, mas o que é ser judeu?”, “o que nós fizemos de errado? eu não os conheço, não lhe fiz nada, por que querem nos matar?” perguntas essas que também nós, como leitores, não conseguimos responder.

A história basicamente conta os imprevistos que os meninos tinham que lidar e as artimanhas que tiveram que ter quando precisavam se separar da sua família e fugir para não serem pegos pela Gestapo e que, por algum tipo de milagre ou golpe de sorte, Joseph e Maurice nunca se separaram. Muito embora o foco do livro não seja de apelo totalmente dramático, porque mostra apenas como duas crianças que conseguiram se manter vivas na guerra, ao final do livro é possível o leitor notar que não se tem mais dois meninos, mas sim dois homens que tiveram suas infâncias roubadas e que tiveram que crescer rapidamente para sobreviver. Pesquisando mais sobre, descobri que essa história já teve 2 adaptações pro cinema, a mais recente é uma produção europeia de 2017. Recomendo a leitura com 3 xícaras, pois pra mim, apesar de ser uma história e tanto, faltou o apelo dramático:

Ah e antes que eu me esqueça: a partir de hoje, todas as resenhas de livros que eu fizer, terão o selo de meta de leitura do GoodReads para 2018:

2018 Reading Challenge

2018 Reading Challenge
Juliana has
read 1 book toward
her goal of
16 books.
04 jan, 2018

2 sites legais para baixar livros

Há um certo tempo, eu escrevi um post explicando todas a vantagens e porquê me rendi ao Kindle. Pouco mais de um ano depois (e com um kindle novo porque o que eu usava era do Rick), posso dizer que é uma das melhores invenções pra quem, como eu, ama ler. Todos os benefícios eu já comentei nesse post linkado, muito embora, eu SEMPRE irei preferir os livros propriamente ditos, mas o Kindle é uma ótima opção pra quem quer (e precisa) economizar espaço e dinheiro.

Vira a mexe a Amazon disponibiliza livros gratuitos pra baixar, o e-book lá obviamente tem um preço mais acessível (mas nem tanto) que o livro normal e depois de concluída a compra, o livro já vai direto pro seu Kindle, é muito prático mesmo, embora eu nunca tenha encontrado algum título gratuito ali que me interessasse realmente, mas existem sites que você encontra títulos legais e que são totalmente de graça.

O primeiro site que conheci foi o Lê Livros:
Tem bastante títulos legais e todos são separados em categorias por gêneros, mas eu acho mais prático usar a busca mesmo, infelizmente vira e mexe o site as vezes sai do ar e eles não atualizam os títulos com tanta frequência, porém, todos os meus livros que li até agora no Kindle foram baixados desse site e tem em todos os formatos: ePub, Mobi, PDF ou Online (caso você não tenha um e-book).

O segundo que encontrei esses dias é o E-Livros:
Tem vários títulos, mas tem que fazer um cadastro simples antes pra poder baixar ou ler online. Dá pra favoritar livros, tem lista dos mais baixados e dá inclusive pra enviar um livro, além de disponibilizar todos os formatos, eu achei a lista de livros deles mais atual, tanto que encontrei de graça pra baixar um livro que já tinha comprado dias antes na Amazon. *goddammit*.

É claro que embora o Kindle seja um grande necessário pra quem lê, é óbvio que jamais vou deixar de preferir o livro mesmo: com seu peso, seu cheiro e todo o seu charme.

29 dez, 2017

Livro: Novembro, 9

Esse foi o meu ultimo livro lido em 2017. Então ao todo foram 17 livros que li ano passado e não 16 como eu havia dito no post anterior e esse foi um dos que eu devorei MESMOOOO, porque a história é muito boa e me surpreendeu bastante! Vamos ao resumo:

Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Quando comecei a ler esse livro eu achei que seria daquele tipo de romance bem piegas e logo pensei: “xiii! acho que não vou gostar” mas continuei e a história foi se moldando e ficando cada vez melhor. A autora começa te envolvendo na trama que aparentemente tem tudo pra ser uma grande história de amor (apenas), até começar a acontecer várias reviravoltas loucas que quando você acha que é uma coisa, acaba sendo outra. Novembro, 9 é uma história emocionante, forte, romântica, triste, dolorosa e que prova principalmente que não necessariamente nascemos com um destino traçado, pois a história toda é basicamente criada a partir das consequências feitas pelas ações dos personagens principais e tudo pode mudar. É um livro que fala da real beleza do ser humano – a interna, de autoestima, de correr atrás dos objetivos, dos sacrifícios que fazemos por amor, ah sim, o amor… Tem muito amor no livro. Vou procurar mais livros dessa autora porque pelo que li ela tem outras obras tão excelente quanto essa. Eu ia deixar essa resenha só pro ano que vem, mas como gostei super desse livro e ele foi o ultimo do ano, não podia deixar de escrever, aproveita e dá uma olhada no post com o balanço do meu 2017 e os livros que mais gostei e o que menos gostei esse ano. Esse ganhou as 4/4 xícaras de café de recomendação.

“— Nós só recebemos uma mente e um corpo quando nascemos. E são os únicos que ganhamos, então cabe a nós cuidar de nós mesmos.”

15 dez, 2017

Livros: o que mais gostei e não gostei em 2017

Ler sempre foi uma das minhas mais queridas terapias. Outro dia li uma matéria muito interessante que contava como o hábito da leitura não é só apenas usado como um hobby, mas também como um refúgio para os leitores, há um trecho muito interessante que tenho que destacar:

“Ler nos coloca em um espaço intermediário: ao mesmo tempo em que deixamos em suspenso nosso eu, nos conecta com nossa essência mais íntima, um bem valioso para se manter certo equilíbrio nesses tempos de distração. A leitura, dizia María Zambrano, nos brinda com um silêncio que é um antídoto ao barulho que nos rodeia. Ela nos procura um estado prazeroso semelhante ao da meditação e nos traz os mesmos benefícios que o relaxamento profundo.

E, é exatamente isso!!! Pra 2017 eu tinha colocado uma meta de ler ao menos um livro por mês e não parar de ler durante o ano. Consegui ler 16.

Eu gosto muito de suspenses, mitologias (especialmente as nórdicas), mas particularmente gosto muito de ler sobre a Segunda Guerra Mundial e títulos de livros pra essa parte tão obscura da história do mundo não faltam, mas esse ano também li bastante fantasia, especialmente de Neil Gaiman e alguns outros romances mais curtinhos, também estiveram presentes na lista. Não me simpatizo muito com ficção científica e autobiografias, mas é tudo questão de gosto mesmo e acredito que com o passar do tempo a gente vai moldando nossas preferências nas escolhas. Não importa se você gosta só de ler best sellers, clássicos, adaptações de cinema ou obras de pensadores filosóficos, a literatura não tem preconceitos (e nem deve), mas sim incentivos (e muitos) – ainda mais no Brasil que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca nem comprou um livro, então incentivar a leitura é algo primordial. Enfim… Esse post é pra dizer do livro que mais gostei e o que menos gostei esse ano, vou começar com o que menos gostei, porque os preferidos eu acabei escolhendo dois.

O que menos gostei:

A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh. O ultimo da trilogia da Princesa Sultana que eu não fiz a resenha aqui porque nem valeu a pena, veja bem não é um livro de toooodo o ruim, acredito que o livro só é considerado ruim quando você não consegue mais ler e acaba abandonando a história, aliás, os dois primeiros livros dessa trilogia foram até que legais, nada extraordinários, mas legais. Já o terceiro o que deu pra notar era a personagem principal totalmente hipócrita, egoísta, chata e mimada pra caramba (é baseado numa história real) que não estava condizendo em nada com a mensagem que ela queria passar, além de uma autora que parecia que não estava com a menor vontade de escrever esse ultimo livro. Tinha tudo pra ser uma história boa porque o contexto é bem interessante, mas infelizmente foi bem sem graça mesmo.

O que mais gostei:

Eu escolhi dois porque ambos ficaram empatados nos meus quesitos de livros que considero 100% bons. O primeiro deles é A Ponte Invisível de Julie Orringer. São 724 páginas e eu li tão rápido que nem vi a história passar, eu fiquei apaixonada por essa história e fiz a resenha dele aqui. Leitura mais que recomendada, esse também entrou pra minha lista de preferidos porque é daquele tipo de história com reviravoltas e altamente emocionante, te prende do começo ao fim.

O outro é Deuses Americanos do Neil Gaiman. Há muito tempo eu estava pra ler esse livro, mas sempre começava com outro e ia deixando esse na fila, até que esse ano eles adaptaram a história pra um seriado e aí eu resolvi ler. Pelo amor de Odin. Que história!!!! Me perguntei por que eu não li antes. Mas acho que sei o porquê: Se você só lê a sinopse, dá a impressão de que você não vai entender nada da história, que vai ser uma parada super viajada daquelas que não ligam nada com nada, mas Neil Gaiman tem o dom de contar e criar as fantasias mais loucas e COM muito sentido que te puxa pra dentro do livro. Deuses Americanos é fantástico, eu fiz uma resenha dele também. O seriado também é bem legal, mas algumas coisas são bem diferentes do livro, eu sempre recomendo ler antes e assistir a série depois.

E vocês, o que mais gostaram e o que menos gostaram de ler esse ano?

28 nov, 2017

Livro: Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa

A gente não pode julgar um livro pela capa, mas confesso que essa foi a primeira coisa que me atraiu quando vi este livro nas avaliações do Skoob da Lia. Aliás, o Skoob é uma ótima rede social de livros, quem quiser me seguir lá, fique a vontade. Mas então, depois de me apaixonar pela capa eheheheh, eu fui ler mais sobre e me interessei bastante também, mas fui deixando ele na fila de leituras e semanas atrás comecei a ler, segue o resumo:

“1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.”

A história é toda contada na visão de June Elbus, a personagem principal da história que logo de cara é impossível não se simpatizar por ela. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sobre relações familiares, amores inapropriados, ciúmes, amadurecimento e perdão. É uma história totalmente psicológica, mas contada de uma maneira leve e sublime, que faz você se colocar no lugar de cada personagem e entender a cabeça e os motivos das ações de cada um deles. Não tem grandes reviravoltas ou algum desfecho totalmente inesperado, mas é uma leitura que te faz querer continuar e continuar a ler, porém sem grande pressa. Acho que isso se deve muito em parte pelos momentos de reflexão que a gente acaba tendo com os personagens, ao passo que, desperta uma série de emoções contraditórias, mas acima de tudo sinceras e com várias interpretações.

“Eu sentia ter provas de que nem todos os dias têm a mesma duração, nem todo o tempo tem o mesmo peso. Prova de que há mundos e mundos por cima de mundos, se você quiser que eles estejam ali.”

Vai ganhar as 4 xícaras de café: