meu processo para o veganismo até o momento

4 meses sem nenhum tipo de carne animal e agora estou no processo do vegetarianismo para o veganismo, ou seja, não só a carne, mas nada de origem animal (leite, laticínios, ovos) também. Há também muito do que você veste e consome: couro, cosméticos, maquiagens testados em animais e algumas pequenas mudanças eu já fiz nisso também, porém, essa parte será pauta pra um outro post. Leite ainda não cortei totalmente, mas diminui MUITO principalmente depois que descobri da ligação do leite e laticínios com a rinite alérgica, uso o leite mais em receitas (e pra terminar logo as caixas que ainda tenho em casa) e mesmo assim substituo sempre que posso porque também aprendi a fazer vários leites vegetais, até o momento o que mais estou consumindo e gostando é o leite de aveia: fácil de fazer e delicioso.

Ovo eu nem lembro da ultima vez que consumi, seja pra mim ou cozinhado algum prato. Nas minhas pesquisas descobri que a banana é um ótimo substituto do ovo nas receitas, além de muitos outros ingredientes e dá super certo mesmo. Queijos eu evito ao máximo (acho que esse será o mais difícil pra mim), mas como disse, veja bem, eu sou uma vegetariana que está em processo para o veganismo.

Fisicamente me sinto ótima. Não sinto cansaço e nenhum tipo de fadiga ou desanimo, principalmente quando corro ou estou na academia, posso dizer que meu rendimento até melhorou. Não tive mais aquele inchaço que tanto me incomodava e minhas refeições tem sido maravilhosas porque antes era basicamente uma proteína animal + salada na janta, sendo que no almoço era a mesma coisa só que aí eu acrescentava um carbo. Em casa, todos nos dias na janta, tem ao menos umas 3 coisas diferentes no meu prato, descubro sempre receitas deliciosas e fazer a minha própria comida com nada de origem animal e nada industrializado (muito embora eu já evite isso há muitos anos) tem sido algo tão prazeroso que, chega a ser uma terapia pra mim.

Psicologicamente/Espiritualmente digo e afirmo de todo coração que não sinto vontade de comer carne, de verdade, não sinto mesmo. Acredito que em parte isso se deve ao fato de eu estar comendo melhor, com uma gama enorme de variedades de alimentos e também porque foi mais fácil do que eu pensava. Aos poucos é como se meu cérebro fosse acostumando o meu corpo a não aceitar mais as coisas de origem animal, sei que não é uma “mágica” que acontece do dia pra noite, é um processo gradual de descobrimento e também de muitas verdades que o Veganisno joga na sua cara – verdades essas que no passado eram simplesmente ignoradas, mas penso nisso como um despertar pra um novo começo e isso tem me trazido muita paz e a certeza de que fiz uma das melhores escolhas pra minha vida.

O vídeo a seguir mostra muito do que sinto e estou vivendo em relação ao veganismo. O difícil não é adequar a alimentação, mas muitas vezes lidar com o lado sombrio das pessoas quando te criticam ou fazem chacota sobre suas escolhas, nessas horas o melhor mesmo é a resiliência, o respirar fundo e o deixar pra lá, até mesmo porque eu já sabia desse revés no caminho, mas sei que faz parte… (muito embora eu preciso dizer: tive muito apoio de pessoas mais próximas a mim: marido, pais, amigos mais chegados e considero isso como uma grande sorte)

P.S. Ainda não passei com uma nutri, mas pretendo muito em breve fazer isso e já tenho algumas boas indicações de nutricionistas especializadas em alimentação vegana, contarei tudo. Ah! E não esqueci os posts sobre o Atacama também, be patient.

Juliana Esgalha Post por

Viajando: Chile – Deserto do Atacama

No mês de Agosto estivemos no Chile mais uma vez. A primeira vez foi no final de 2010 e passei o Ano Novo lá que foi incrível. Eu sou apaixonada pelo Chile! Amo Santiago. A cidade, as pessoas, os lugares, o clima. Mas dessa vez resolvemos escolher um Chile mais aventureiro e roots e fomos pro Deserto do Atacama. Ficamos 5 dias insanos lá, então como já falei sobre o Chile aqui no blog eu vou deixar pra depois os posts sobre Santiago e outros lugares que conheci e falar mais sobre o deserto que foi o ponto principal da nossa viagem. Hoje eu vou falar sobre como chegar até o Atacama, o vilarejo, dicas de lugares pra comer, se hospedar e coisas que não podem faltar quando se está num deserto,  no outro post falarei especificamente sobre os passeios que fiz.

Pra se chegar até o Atacama existem duas opções: estrada (que leva um dia partindo de Santiago) ou a melhor opção que é o aéreo: de Santiago você pega um voo (1 hora e 1/2 de viagem) até o aeroporto de Calama e de lá você pega um transfer (1 hora e 20 de viagem) até a vila de São Pedro do Atacama. No aeroporto mesmo há diversas empresas de transfer (nós escolhemos a Licancabur que te deixa na porta do seu hotel. O valor é $9.000 somente ida ou $14.000 ida e volta) ou você pode escolher ir de táxi também, nós escolhemos o transfer porque além de ser mais barato, eu tive uma confiabilidade maior com a empresa e uma coisa que não se pode reclamar do Chile é organização e opções de locomoção. Quando desci em Calama e olhei em volta eu já comecei a sentir toda a atmosfera do deserto, mas chegar no deserto do Atacama eu penso que deve ser a mesma sensação que pisar em outro planeta. Aquele lugar é outro mundo.

Chegamos em São Pedro do Atacama bem no comecinho da tarde. Fizemos o check in no hotel, ficamos hospedados no Atacamadventure Wellness & Ecolodge que fica mais ou menos uns 2 quilômetros do centrinho, mas a noite eles dispõem de transfers e o hotel tem uma estrutura muito boa também, tem até um ofurô pra relaxar, super recomendo. Do hotel fomos até o centrinho a pé mesmo e chegando lá já procuramos a Ayllu Atacama que foi aonde eu fechei todos os meus passeios. Eu cotei outras agências antes e nas minhas pesquisas, a Ayllu estava sempre muito bem indicada nos feedbacks dos viajantes, definitivamente eu também recomendo muito porque todos os passeios que fiz com eles foram todos incríveis. Montado o roteiro dos passeios com o pessoal da agência fomos procurar algo pra comer e no centrinho minúsculo do Atacama restaurantes não faltam, aliás as 4 coisas que não faltam ali são: restaurantes, agências de passeios, casas de cambio e mini mercadinhos. No vilarejo tem apenas uma farmácia e uma agência bancária, portanto já chegue lá meio que preparado nesses pontos. A comida é muito boa, na maioria dos lugares – embora não em todos, tem opções vegetarianas ou veganas no cardápio… Eu estava um pouco receosa quanto a isso porque achei que teria um pouco de dificuldade de encontrar comida sem carne, mas foi muito de boa em todos lugares que visitei. Ah, e outra dica importante e essa é para os aventureiros estilosos: tem uma loja na North Face e uma da Columbia também, importante saber principalmente se você precisa de uma blusa mais quentinha ou uma bota de trekking caso você tenha levado só tênis (vou falar sobre tênis X bota depois).

Aliás o tipo de vestimenta é algo muito importante pro Atacama e vou dizer o motivo: você tem calor e muito frio no mesmo dia, então é imprescindível estar preparado pros dois. Nessa época de agosto durante o dia o calor é de agradável pra mais frio, ou seja, até dá pra ficar só de camiseta durante o dia enquanto você está andando no sol e quando começa a entardecer você sente bem a temperatura começar a cair, a noite é bem frio mesmo. Dependendo do passeio que você vai também conta, quanto mais alto (acima do nível do mar), mais frio é, e eu estou falando de temperaturas entre -15 e -20 graus, portanto, roupas e camadas pra MUITO frio são necessárias. Outra coisa: boné, óculos de sol, protetor solar e água são quatro coisas que não existe como ficar sem no Atacama e embora nessa época o calor seja mais agradável, o sol é MUITO intenso e aí te dá aquela sensação falsa que não está queimando a sua pele, mas está sim e bastante. Protetor e água eu não preciso nem explicar, né? Estamos no deserto mais seco e mais árido do MUNDO. Outra coisa que eu acho super importante, mas que pouca gente conta: levar tênis ou bota de trilha/trekking? Eu levei os dois porque também fiquei em Santiago alguns dias, então eu precisava do tênis, mas no Atacama eu somente usei as botas de trekking, chinelo eu usei apenas dentro do hotel e o tênis ficou todos os dias intocados e guardados no mochilão. Se você não se incomoda em voltar com um tênis imprestável de sujo ou acha que pode ser mais confortável que as botas, ok, mas o chão lá é todo formado por pedrinhas, no centrinho nada é asfaltado, é tudo areia (tanto batida como solta) e dependendo do lugar que você irá, o tênis não vai proteger seus pés de andar num local mais arenoso e irregular, portanto na minha humilde opinião de trilheira amadora, as botas de trekking são muito melhores, a minha que é da Quechua voltou lindamente suja que só dei uma batida por cima com um pano e deixei assim mesmo, porque botas sujas são as que mais tem histórias pra contar.

Enfim… Essas são minhas dicas pra se iniciar no deserto.

O Atacama é um lugar extremo. É o extremo do mundo. É o extremo do seco, do quente, do frio, é selvagem, é mágico, é um lugar único! Antes de viajar eu estava com muitas expectivas e conhecer essa parte do Chile superou tudo aquilo que eu imaginava e foi além, te faz refletir sobre si e o mundo, eu voltei com muitas vivências maravilhosas. As fotos, os registros e as histórias nunca vão expressar nem 0.001% do que é estar presente ali e viver/sentir tudo aquilo, é por isso que eu digo: visitem o Atacama ao menos uma vez na vida! No próximo post eu vou contar sobre os passeios que fiz e quais eu mais gostei.

Livro: Dois Irmãos, Uma Guerra

“Dois Irmãos, Uma Guerra é a história comovente de dois garotos nascidos em Berlim, em 1920 – um judeu e seu irmão adotivo ariano -, criados como gêmeos por pais judeu-alemães, à sombra do Nazismo. Mas, com a mudança do cenário político, eles acabam em lados opostos durante a Segunda Guerra Mundial – um fazendo parte da Waffen-SS e o outro, do exército britânico – e têm que se confrontar com uma escolha inimaginável, que mudará completamente o destino de ambos. Qual deles sobreviverá? Como irão enfrentar a terrível verdade oculta em seu passado?”

Tão bom que li em menos de 2 semanas. Esse livro entrou pra lista dos melhores que li em 2017. Pra quem gosta de ler sobre a Segunda Guerra Mundial com certeza não vai se decepcionar com esse que na verdade, retrata o final da Primeira Guerra, o começo e todo o desfecho da Segunda. Esse tema pra mim é sempre muito emocionante, não me canso de ler e me horrorizar com as atrocidades e a luta das pessoas pela sobrevivência em tempos tão sombrios. A história envolve a vida de dois irmãos: Paulus e Otto, um deles é adotivo, mas nasceram no mesmo dia e suas duas amigas – Dagmar (judia filha de um milionário) e Silke (alemã filha de empregada) que juntos os quatro formaram o ‘Clube dos Sábados’, mas que tem suas vidas (assim como de seus próximos) drasticamente mudadas com o início da Segunda Guerra.

O livro também conta muito sobre a vida de Wolfgang e Frieda – o casal de alemães judeus que são os pais de Paulus e Otto e é impossível não se emocionar diversas vezes com este livro. ‘Dois Irmãos, Uma Guerra’ me envolveu desde a primeira até a ultima página, sua premissa é muito interessante e é cheio de reviravoltas nas histórias que te faz sentir cada riso, cada lágrima, cada angustia e revolta. É livro maravilhoso, triste, mas belo em sua maneira e arrebatador. Eu tenho certeza que se este livro fosse ambientado pro cinema, daria um incrível filme. Eu gostaria de escrever muito mais, mas sempre tento ao máximo deixar apenas minhas impressões e não os spoilers. É baseado em fatos reais e no posfácio do livro o autor conta e explica em quem se inspirou. Leitura mais que recomendada, entrou pra minha lista de favoritos:

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“- É realmente um mundo encantador – disse Silke.
– Sim, é – Otto concordou. – Só lamento as pessoas que o habitam”.

Por que parei de comer carne?

Primeiro de tudo tenho que dizer: este post é um relato totalmente pessoal. Escrito a partir das MINHAS experiências e vivências, então isso significa que em nenhum momento a ideia aqui é impor, criticar, militar ou dizer o que é certo ou errado pra alguém. Portanto não sou parâmetro pra nada, afinal, a ideia é única e exclusivamente contribuir os meus 25 centavos e dividir com vocês a minha história.

Já tem mais de um ano que eu não como carne vermelha no jantar: primeiro porque carne vermelha leva muito tempo pro estômago digerir (cerca de 3 dias) e como minha janta costuma sempre ser depois das 20 horas (ou seja, já meio tarde) eu resolvi optar por algo mais leve; então eu comia uma salada bem farta, as vezes acompanhada com algum carbo e sempre com alguma carne branca (frango ou peixe). Segundo motivo é que estava me sentindo muito pesada/inchada e não saciada totalmente ao comer carne vermelha a noite: uma hora depois eu já estava com fome de novo. Acontece que depois de um tempo começou acontecer a mesma coisa no almoço: inchaço, não saciava e enjoo (eu ficava “conversando” com aquele pedaço de carne no estômago o resto do dia) e de repente não estava me apetecendo mais. De repente eu vi que estava deixando de escolher carne vermelha pra escolher alguma carne branca pra comer. Até aí, nada de muito diferente. Mas depois de um tempo, o mesmo começou a acontecer com frango, peixe (inclusive com os temakis e comida japa que tanto amo) e porco (que já muito raramente eu comia).

Lisa me representando nessa mudança.

Tentei persistir, mesmo ainda com todo aquele combo de mal estar que já mencionei acima e não deu muito certo. Se eu ia a um restaurante ou eu escolhia alguma opção sem carne ou quando muito pegava um pedacinho de carne no self-service que depois sempre acabava sobrando no meu prato. Em casa a mesma coisa, todo dia era: “não estou afim de comer carne hoje.” Foi nessa transição-não-programada que eu comecei a perceber que ficar sem a carne não ia ser um problema pra mim, muito pelo contrário, ia ser um problema se eu continuasse a comer porque, acima de tudo, eu penso que a comida está associada ao prazer e bem estar… Se você não está satisfeito com uma coisa: você muda pra outra, simples assim. E isso foi algo que eu cuspi pro alto e caiu bem na minha testa, devo mencionar porque né… Até alguns anos atrás eu dizia que era incapaz de viver sem carne e não entendia como é que um vegetariano/vegano consegue ficar sem consumir uma das proteínas mais gostosas que existe. Mas temos aí uma liçãozinha nesse ponto: nada (ou quase nada, talvez?) perpetua pra sempre, especialmente quando se trata de hábitos.

E veja bem, foi aí que eu resolvi ir parando… E não por ‘moda’ ou influência de alguém, mas porque realmente comecei a ficar saturada desse tipo de alimento. E aí as coisas mudam: os hábitos, os gostos, as preferências, as crenças, a visão sobre as coisas, o mundo… TUDO! Hoje a gente vê muito sobre sustentabilidade, alimentos orgânicos, o impacto no ambiente de algumas práticas do homem, mudanças de hábitos, qualidade de vida, mas isso é assunto pra um outro post. Comecei a ler muitos artigos sobre vegetarianismo/veganismo e obviamente as questões dos animais e todas as outras que envolvem essa escolha pra vida, também tiveram um grande peso pra mim, é óbvio que tiveram. Entrei em grupos vegans no FB e comecei a buscar uma série de receitas que fazendo em casa, descobri um mundo inteiro de coisas gostosas pra comer que substituíram a carne de uma maneira tão positiva que eu nem imaginava. E fiquei feliz por isso porque achei que seria bem mais difícil. E minha ideia é exatamente essa: se não vou comer carne, que pelo menos eu faça meu alimento e evite ao máximo os ultra processados e industrializados (algo que já faço há tempos). Se comer é um prazer, fazer a própria comida também é. E isso me fez um bem danado: comecei a me sentir saciada, no sentido de alimentada e não cheia. Não sinto mais fome logo depois de ter almoçado ou jantado, me sinto bem menos inchada também (muito em parte porque eu sempre fui de reter líquido, principalmente no período menstrual) e isso simplesmente acabou. Me sinto mais leve, e posso dizer que espiritualmente também estou leve com minha consciência.

Se me perguntam: “Nossa (nossa = credo) mas você virou vegana?” Eu digo que (ainda) não. Eu diria que estou na fase de Ovo Lacto Vegetariano, ou seja: não consome carne, mas consome leite, ovo e derivados. Vegan envolve muitas outras coisas além da comida. Não é uma transição que acontece da noite pro dia, mesmo porque não é algo fácil tirar o que se comeu uma vida inteira, mas não é impossível e muito menos um bicho de sete cabeças. Você precisa se questionar, se perguntar, se informar, ler bastante e ter em mente se é isso mesmo que você realmente quer. É uma coisa muito particular, entende? Comigo eu posso dizer que foi até meio fácil, o começo de tudo foi porque simplesmente meu corpo começou a não aceitar mais a carne no organismo, mas eu ainda consumo leite (que eu gosto de verdade), queijo, ovos (bem raramente), então tudo precisa ser de uma forma gradual pro seu corpo ir se acostumando e pro psicológico também ir se adaptando, está tudo ligado. Conversando outro dia com um amigo vegetariano, ele me disse: “Ju, se minha experiência pode servir pra alguma coisa, te digo: só pare com aquilo que vc não se sente bem ao comer. Se vc gosta e não te prejudica, mande bala!”

E é basicamente isso!

Mas e as proteínas? E a vitamina B-12? Por eu me exercitar bastante e correr também, obviamente eu preciso de todos os nutrientes necessários e saber consumi-los pra não ter nenhuma deficiência de alguma vitamina, é primordial. Eu vou passar com uma nutricionista em breve pra fazer um hemograma completo e conhecer o que posso substituir, adaptar, suplementar, enfim… Nem vou entrar em detalhes sobre essa parte porque eu não sou nutricionista e porque ainda não passei com uma, então não vou escrever sobre aquilo que não tenho conhecimento e cada pessoa é um caso diferente, né? Mas pretendo contar aqui também essa fase.

Essas são apenas algumas das minhas comidinhas durante esse período, tem todas as receitas e dicas de lugares no meu Instagram, passa lá pra dar uma olhada:

É isso. Acima de tudo, acima inclusive de qualquer bandeira que isso representa, é uma ESCOLHA minha e estou bem feliz e em paz com essa decisão. 🙂

Juliana Esgalha Post por