Séries britânicas que amo e recomendo

Se eu for escrever sobre todos os seriados que assisto e já assisti eu teria que transformar esse blog em um blog só de séries. Assim como os livros, são muitos seriados pra pouca vida ehehe e ultimamente ando preferindo assistir séries a filmes. Eu gosto muito de seriados britânicos, mesmo que a produção não seja total britânica eu me refiro a história em si mesmo, aliás, acho que esse gosto é até por motivos óbvios porque, desde sempre vocês sabem que eu sou apaixonada pelo Reino Unido e toda a história que o envolve, então fiz uma listinha pequena (mas modesta) de alguns seriados que já vi e outros que estou acompanhando pra vocês:

Downton Abbey

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“A série se passa em sua maior parte em uma propriedade, localizada em Yorkshire, e segue a vida os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados, no início do século XX, a partir de 1912. Já ganhou alguns prêmios também: entrou no Livro Guinness dos Recordes de 2011 como o “programa de televisão em língua inglesa mais aclamado pela crítica” do ano, no qual também recebeu o título de melhor minissérie no Emmy. No ano seguinte, venceu na categoria melhor minissérie ou filme para televisão no Globo de Ouro.” (wikipédia)

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Downton Abbey é o must have quando se trata de seriados britânicos. Tem 6 temporadas e DA eu assisti muito rápido porque a história é incrivelmente envolvente. Quando eu estava assistindo eu sempre dizia ao Rick que era a nossa novelinha das 10 ehehehe. Me emocionei em muitos momentos, todos os personagens eram fantásticos e mesmo quando no meio da história uma das atrizes desistiu de uma personagem que era até relevante pra trama, a produção não perdeu a mão com o fio da história. Entrou pra minha lista de séries favoritas e quando terminou eu entrei numa DPS (Depressão Pós Seriado) e me senti orfã. No começo do ano, li algumas notícias informando que supostamente a série poderia virar um filme e estou torcendo pra que isso se concretize. Pra quem ama histórias da aristocracia inglesa, Dowmton Abbey é um prato cheio.

Call The Midwife

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Call the Midwife é uma série de televisão britânica criada por Heidi Thomas, baseada nas memórias de Jennifer Worth no leste de Londres em 1950 que conta a vida das parteiras que viviam e trabalhavam naquela época.

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Logo depois que fiquei “orfã” de Downton Abbey, comecei a procurar por outro seriado que fosse na mesma linha britânica pra assistir. Quando li a sinopse dessa eu não achei muita graça pra falar a verdade, mas quando comecei a assistir me apaixonei logo no primeiro episódio. Call the Midwife é uma série fantástica e o mais legal é que absolutamente TO-DO episódio você tira alguma lição. A narrativa é incrível e a trilha sonora também não fica atrás. Por enquanto são 5 temporadas e eu estou aguardando a 6 que está prevista para janeiro de 2017.

Outlander

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“Claire Randall (Caitriona Balfe) é uma enfermeira em combate em 1945. Ela é misteriosamente transportada através do tempo e mandada para 1743, e sua vida passa a correr riscos que ela desconhece. Forçada a se casar com Jamie Fraser (Sam Heughan), um cortês e nobre guerreiro escocês. Um relacionamento apaixonado se acende, e deixa o coração de Claire dividido entre dois homens completamente diferentes, em duas vidas que não podem ser conciliadas.” (Adoro Cinema)

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Embora seja uma história baseada nos livros de uma escritora americana, a história é toda britânica. Se você quer um seriado britânico com menos temporadas, Outlander é uma boa opção porque por enquanto só tem duas e eu terminei de assistir a primeira neste final de semana. Quando começou eu não tinha me encantado muito, mas agora já estou completamente envolvida com a história, é o tipo de seriado que você quer sempre ver o próximo episódio pra saber o que vai acontecer. A fotografia é maravilhosa, os atores são ótimos e a história tem muitos momentos emocionantes, alguns violentos, outros engraçados e várias cenas picantes protagonizadas pelo casal Jamie e Claire. Pelo pé que terminou a primeira temporada, a segunda com certeza terá muitas reviravoltas, e pretendo começar a ver ainda essa semana. Devo mencionar a música de abertura também, que é linda!

The Crown

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“The Crown é uma série de TV anglo-americana criada e escrita por Peter Morgan para a Netflix. A série é uma história biográfica sobre a família real do Reino Unido. A primeira temporada, que estreou em 4 de novembro de 2016, está disponível com 10 episódios. The Crown, o drama mais caro já produzido pela empresa de streaming Netflix e o primeiro a ser realizado no Reino Unido, irá traçar a vida da Rainha Elizabeth II do Reino Unido a partir de seu casamento em 1947 até os dias atuais.” (wikipédia)

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Mesmo sendo baseada em fatos reais sobre a vida da Rainha, The Crown não é necessariamente uma série histórica feita ao estilo de documentário. Muito pelo contrário, a trama é recheada de fatos emocionantes e abordagens bem complexas aonde muito se vê a Elisabeth mulher/irmã/mãe e a Elisabeth Rainha. É muito bom pra entender também como funciona a sucessão de tronos na monarquia, eu tinha um pouco de duvidas em relação aos Reis antes da Rainha, mas pra quem assistiu O Discurso do Rei, A Rainha (produção do Peter Morgan também) ou W.E. em The Crown fica claro saber quem é quem na linhagem real. Por enquanto só tem uma temporada porque estreou semanas atrás e eu terminei ontem de assistir a primeira. A fotografia e a produção desse seriado está fantástica e também não é a toa que isso tenha custado 130 milhões ehehehe, mas a forma como é contada é incrível, emocionante e envolvente. Netflix nunca decepciona. Sem contar os atores que são brilhantes e entre eles preciso mencionar John Lithgow que faz Winston Churchill e que está exatamente tão igual ao primeiro ministro que chega a ser assustador. Mesmo com alguns momentos em que se mostra o passado da Rainha ainda quando criança, a história mesmo começa em 1947, logo após a Segunda Guerra em que ela se casa com Phillip e logo em seguida assume o trono. Segundo li, obviamente a história seguirá uma cronologia e terá umas 6 temporadas que com certeza vou amar assistir todas.

Minha primeira meia maratona!

Há pouco mais de um ano eu estava começando a correr, mais precisamente há um ano e quatro meses. Eu não imaginava que a corrida fosse mudar tanta coisa em mim e na minha vida. Conheci pessoas, corri em muitos lugares e finalmente me encontrei num esporte que eu tive a certeza que não iria enjoar ou abandonar depois de um tempo. Por consequência ajustei minha alimentação, mudei meus hábitos, passei a ter uma vida zero sedentária e total de hábitos muito melhores. Hoje faço musculação e corrida e isso já virou uma rotina tão essencial pra mim que, quando tenho que deixar de treinar por algum compromisso ou qualquer coisa do tipo, eu já sinto falta. Me acostumei com a prática de esportes e os resultados vieram: controlo melhor minha ansiedade, esteticamente eu estou bem satisfeita com meu corpo e o melhor de tudo: minha saúde está melhor do que nunca, eu que sempre tive o colesterol mais elevado por conta da hereditariedade de família, baixou de um ano pra cá pro nível ótimo – segundo meu ultimo hemograma.

Correr também me trouxe uma ótima companhia e incentivo: o Rick. Ele entrou nessa junto comigo, perdeu peso, vai pra academia comigo, treina corrida regradinho (melhor que eu, confesso) e hoje corre muito bem e, é rápido. Um incentiva o outro e juntos, estamos criando bons resultados e benefícios. Ano passado nessa época eu corria 5k e nada além disso, mesmo porque eu estava começando. Lembro que no começo do ano eu fiz minha primeira corrida de 10k e quando terminei e eu pensei: “G-zus, correr 5 até vai, mas 10 é loucura”, *risos*, semanas depois eu já estava achando 5k pouco pra mim, já estava correndo lindamente nos 10k e aí comecei a pensar assim, bem despretensiosamente mesmo, em quem sabe um dia, correr uma meia maratona.

Até então, eu ainda não tinha certeza sobre nada… Na verdade, meu plano inicial era fazer uma meia maratona somente em 2017, mas aí eu me inscrevi pros 16k da Athenas que foi em agosto e quando consegui completar e chegar inteira nessa corrida, pensei: ‘Uau! eu ACHO que consigo uma meia maratona ainda esse ano.’ Enfatizei o “ACHO” porque eu tenho um defeito muito grande de muitas vezes não confiar no meu verdadeiro potencial. De querer fazer, mas não botar a fé de achar que vou conseguir, o fato é que eu tenho uma predisposição pro drama quando o assunto é comigo mesma, especialmente aqueles dramas carregados de clichês como os mexicanos, mas quando eu vou lá e faço, aí que acredito que era capaz sim. Só que acreditar depois de já feito é muito fácil, né? Mesmo porquê, se eu me doasse esses mesmos créditos antes, talvez o caminho seria até mais suave pra mim… Cansei de ouvir o Rick me dizer: “Para de ser boba, é claro que vc consegue. Confie mais em você.” e isso é algo que ainda tenho muito que aprender, mas eu ainda vou voltar nesse assunto…

Depois desses 16k, na outra semana mesmo, nos inscrevemos pra Meia Sampa que seria no dia 9 de Outubro. Trajeto reto, sem grandes e absurdas subidas, o clima ainda não estaria tão quente, uma corrida muito bem cotada entre corredores e eu pensei: “SEGURA ESSE FORNINHO, JULIANA” Comecei a treinar com uma planilha e confesso: eu odeio planilhas! Apesar de necessárias, principalmente dependendo do seu objetivo e distância, elas te ajudam a se manter na linha, ter melhores resultados, mas odeio planilhas mesmo assim porque não é todo dia quero quero seguir a risca o que está ali ou justo naquele dia de treino que eu não tô afim de correr, que eu estou com o corpo cansado, enfim… O lance é que, logo depois dos 16k da Athenas, possivelmente por ter dado uma baixada na minha imunidade, eu peguei uma sinusite bacteriana que me derrubou por um mês. Fiquei ruim mesmo, foi praticamente um mês a base de antibióticos, inalações, respirando pela boca e não sentindo gosto de comida alguma. Essa parte não é drama, eu fiquei lascada mesmo. Quando melhorei, investi em alguns complexos vitamínicos por orientação do meu professor da academia, afinal, treino + corrida consome muito do corpo. Voltei a treinar, voltei a correr e foi aí que o bicho pegou: se você fica um tempo sem correr, quando você volta, é praticamente como começar do zero. Até você acostumar o corpo de volta é um processo bem chatinho, talvez isso seja algo que nem aconteça com todo mundo, mas comigo foi assim… Eu não estava rendendo como queria, não estava vendo evolução e eu tinha um pouco mais de um mês pra meia maratona.

Mesmo assim continuei, muito em parte pela minha teimosia, mas principalmente pelos incentivos do Rick que, foram fundamentais pra eu seguir em frente… Por inúmeras vezes ouvi dele nos treinos (enquanto estava praticamente cuspindo meus pulmões pela boca): “Encaixa essa respiração”, “Acerta esse pace”, “Olha a postura, você tá toda torta correndo” e nos poucos dias que fiquei desanimada, que por um breve momento acreditei que o melhor talvez fosse deixar esse plano mais pra frente, eu fui me reerguendo… Fui de uma forma – bem tosca ainda, confesso – acreditando mais em mim, até o dia que eu tive certeza: depois um longão que tivemos e eu fiz 18k em 1:51, nesse dia eu pensei: “EITA QUE AGORA VAI SIM!”

No dia da Meia que foi nesse ultimo domingo, apesar da ansiedade da expectativa – algo absolutamente normal, eu estava incrivelmente calma (porra, pra uma pessoa mega ansiosa vai entender, né?). Eu nunca me preocupei com tempo, com que: – minha nossa eu TENHO que fazer tantos quilômetros em um tanto de tempo, com essa coisa de competir que muitos tem (não estou criticando, apenas dizendo que isso não é o que procuro), porque como já disse aqui: a competição é apenas comigo mesma e mais ninguém. Eu só quero completar e de preferência chegar inteira. O dia estava bonito, não estava quente e o trajeto foi lindo. Começou a corrida e eu só consegui “me encaixar” mesmo pouco depois do quilometro 4, quase virando pro 5 e lá pelo quilômetro 7 (quando na minha cabeça eu calculei: já fiz 1/3 dessa porra toda) eu achei que tudo estava, apesar de estar em um pace bom, demorando demais… Não virava o quilometro sabe? Toma gel, toma água, pensa em coisa boa, acerta a respiração, prestenção na passada, menina! olhe a paisagem, curta o momento e corra, por favor, apenas corra.

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Depois dos 10k eu não me preocupei com mais nada, esse é aquele momento ápice de uma corrida que sua cabeça simplesmente desliga de qualquer coisa externa e você só vive aquilo, sabe? Seu corpo simplesmente vai… E isso é uma sensação imensuravelmente maravilhosa. Mas aí, lá pelo quilometro 17 os sinais de cansaço começaram a ficar mais evidentes e eu pensei: “tá, só falta mais 4… 4k não é nada pra quem já fez 17, né?” o que na verdade, não é nada o cacete… ainda mais pra uma primeira meia maratona, quando à essa altura, você sente dor até no fio de cabelo e eu já estava bem cansada, mas também já tinha resolvido na minha cabeça que de um jeito ou de outro eu ia completar, porque o incrível de uma longa distância principalmente, é que numa corrida, o físico obviamente é a parcela que mais conta, mas o psicológico é imprescindível. Quando entrei na reta final, faltando 1 quilômetro – aquele único 1 quilômetro que parecia que nunca mais iria acabar – um senhor de 64 anos, maratonista e que amou minhas tatuagens me acompanhou e eu o acompanhei… Eu estava bem cansada e ele estava com cãibra nas duas pernas:

eu: “- eu estou bem cansada”
ele: “- vamos juntos, te acompanho até o final”

depois de uns minutos:

ele: “- estou com cãibras nas duas pernas”
eu: “- vamos juntos, te acompanho até o final”

Sendo assim nos ajudamos nos últimos metros finais (psicológico é fundamental, lembram?) e aí cruzei a linha de chegada. Lembro de ter batido minha mão com a dele e ambos terem dito um “parabéns” e foi isso. Eu não sei colocar em palavras o sensação desses segundos que acontecem quando você cruza uma linha de chegada, porque parece que por um breve momento, bem breve mesmo, não existe mais dor, não existe mais cansaço, você não escuta nada em volta e a sensação de dever cumprido e satisfação é muito, muito grande. Rick e amigos estavam me esperando depois da chegada e eu não segurei mais, chorei mesmo! Chorei porque se eu choro até com comercial de margarina, é óbvio que eu ia chorar na minha primeira meia maratona ahahahahaha. Eu consegui completar, eu fiz minha primeira meia maratona. Foram 21 quilômetros que cada passo que eu dei, serviu pra eu sempre me lembrar que se eu quero, eu posso e consigo, serviu pra eu dar um calabokitos pra aquela parte da minha mente que as vezes fica me martelando: “será que eu consigo?” que mais do que nunca, eu não posso nunca deixar de acreditar e mim e que se quero, é só literalmente, correr atrás.

Livro e filme: O Quarto de Jack

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“Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.”

A narrativa toda é contada na visão de Jack, trabalho esse que a autora do livro fez impecavelmente bem. Jack é um garoto de 5 anos que nunca teve contato com o mundo “lá fora” e a única pessoa que ele tem na sua vida é a mãe e seu mundo é limitado a um minúsculo quarto. É uma história pesada, angustiante pela situação do sequestro e enclausuramento em si, mas na visão dele tudo fica mais suave e encantador. É impossível não se apaixonar por Jack e como ele só conhece as coisas através de uma tv e do que a mãe conta de uma forma bem lúdica, a gente consegue enxergar como é o mundo aos olhos dele. É incrível a relação dele com a mãe, como ela proporcionou um mundo à ele, mesmo vivendo tantos anos dentro do quarto… O amor que os une é uma das peças chave pra essa história ser no mínimo comovente.

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“- Você vai amar.
– O que?
– O mundo!”

Eu li o livro e gostei tanto que depois procurei o filme pra assistir. O Quarto de Jack é de 2015 e ganhou vários prêmios, embora, obviamente o livro tenha bem mais detalhes, o filme também vale muito a pena ser assistido principalmente pela atuação brilhante do ator mirim – Jacob Tremblay e da atriz Brie Larson que faz a mãe de Jack e que no filme tem uma fantástica atuação com seus rompantes emocionais de raiva, alegria, amor, fraqueza, medo…

Eu gosto de escrever minhas resenhas sem entrar muito nos detalhes da história pra não correr o risco de ficar soltando muito spoiler à vocês, gosto de escrever o mínimo possível da história e mais com somente a minha opinião, eu recomendo primeiro ler o livro e depois assistir o filme, mas de ambos a história é fantástica. Não deixem de ler/assistir. Vai ganhar as 4 xícaras de café.

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Últimos livros lidos

Há um tempo atrás dei uma parada de comprar livros por dois simples motivos: dinheiro e espaço. Não necessariamente todos os livros são caros (embora a maioria…), mas pra quem gosta de ler e se descontrola quando vê uma livraria, isso faz bastante diferença no bolso. E espaço. Meu sonho é morar numa casa que eu tenha um cômodo pra montar uma biblioteca particular, colocar uma poltroninha confortável e ter meus livros arrumados nas quatro paredes, só pra ter a sensação maravilhosa como essa:

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Mas enquanto isso não acontece, o espaço em casa tem ficado cada vez escasso pros livros que eu estava comprando e ia chegar o momento que muito em breve, eu não teria mais aonde colocar. Aí eu comecei a ler pelo Kindle que é do Rick, mas agora é mais meu do que dele e confesso: não sou fã daquilo não. Mas estou me acostumando. O que eu gosto mesmo é ter o livro na mão, virar a página, sentir o peso, o cheiro…

Mas pelo menos por ora eu vou continuar com o Kindle que apesar de tudo, tem suas vantagens que eu não posso negar: ele pode ser facilmente carregado, principalmente se você está numa viagem ou gosta de ler no caminho pro trabalho por exemplo, a bateria dura horrores, apesar de não ser propriamente um livro, ele imita bem: você pode ajustar o brilho e a cor pra ficar exatamente como uma página de livro sem cansar os olhos, dá pra ler no escuro (o que eu mais gosto), você pode carregar todos os seus livros num lugar só, além é claro das vantagens que eu já citei acima. Pra leitores compulsivos, mesmo que prefiram ler o livro propriamente dito, eu acho que vale a pena investir em um e-reader porque uma hora ou outra, com certeza vai ser útil como está sendo pra mim.

Esses são os últimos que li:

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Correr – Drauzio Varella

“Corredor e maratonista há mais de vinte anos, Drauzio Varella escreve sobre o hábito que lhe dá paz de espírito para enfrentar os deveres da vida de médico, escritor e voluntário. Drauzio Varella é oncologista, autor de best-sellers, voluntário numa prisão, pesquisador do uso medicinal de espécies amazônicas e ainda celebridade na TV. Mas consegue há mais de vinte anos conciliar esse atribulado dia a dia com a prática regular de exercício físico. Para ele, correr não é só um hobby: é o que lhe dá o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida. Em “Correr”, Drauzio conta como e por que decidiu espantar o sedentarismo; relata o desafio da primeira maratona; nos dá um panorama da história das corridas desde sua suposta origem na Grécia antiga; oferece informações médicas sobre a prática; e, de quebra, nos leva de “carona” num passeio sensível pela alma humana. Leitura indispensável para corredores e futuros corredores.”

Basicamente é um livro pra quem gosta de correr. Talvez mesmo quem não seja familiarizado com o assunto goste dessa leitura porque ele conta toda a história da corrida desde a Grécia, como correr influenciou na vida dele e tudo mais… Tem algumas informações mais técnicas durante a leitura, mas como eu também sou fã do Drauzio, li esse numa piscada! Vai levar 3 das 4 xícaras de café:

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Uma Pequena Casa de Chá em Cabul – Deborah Rodriguez

Sunny é a orgulhosa proprietária de uma pequena casa de chá no coração do Afeganistão e precisa de um plano genial – e rápido – para manter o local e os clientes seguros. Yasmina, uma jovem grávida que fora roubada de seu distante vilarejo e abandonada nas ruas violentas de Cabul. Candace, uma americana rica que finalmente trocou o marido pelo amante afegão, o enigmático Wakil. Isabel, uma jornalista determinada com um segredo que pode privá-la da maior reportagem de sua vida. Halajan, a “mãe” do grupo, uma idosa cujo antigo caso de amor vai contra todas as regras. Essa pequena casa de chá em Cabul atende homens e mulheres, expatriados, funcionários da ONU e mercenários; todos em busca de um momento de paz em uma região onde a tensão paira no ar e uma bomba pode explodir a qualquer momento, mas também se torna o cenário para o encontro dessas cinco mulheres que, mesmo tão diferentes entre si, compartilham segredos e tornam-se amigas com uma relação extraordinária.

É uma história sobre mulheres. De vidas e personalidades completamente diferentes, mas que estão todas ligadas de alguma forma. É uma história sobre amizade, sobre o amor que vence mesmo num contexto tão violento e brutal que foi a guerra do Afeganistão, período em que acontece a história e algo que é tão diferente da nossa realidade. Eu gostei e achei que teria gancho pra mais histórias ainda. Leva as 4 xícaras de café:

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O Quarto Dia – Sara Lotz

Em O Quarto Dia, Sarah Lotz conduz o leitor por uma viagem de réveillon que tinha tudo para ser perfeita. Mas às vezes o novo ano reserva surpresas desagradáveis… Janeiro de 2017. Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica… se não fosse por um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro. As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos os registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis. Como milhares de pessoas podem ter sumido sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.962 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Eu já tinha lido Os Três dela e tinha gostado muito porque é um livro que te prende do começo ao fim. Já esse deixou a desejar… Apesar do suspense ser bem construído, pra mim, faltou a essência do medo. Os capítulos são divididos por personagens e quando você acha que algo realmente vai acontecer: – BAM! é o próximo capítulo de outro personagem e assim a história vai acontecendo… Veja bem, não é um livro ruim e Sara Lotz é realmente boa com suspense, mas talvez seja exatamente por isso que ela poderia ter impressionado melhor o leitor, porque dá aquela sensação de que faltou mais emoção por parte do autor sabe? Algo o que em Os Três, isso aconteceu perfeitamente. Aliás, mesmo que com uma ligação pequena, eu recomendaria ler Os Três primeiro e depois esse, porque as histórias tem – como disse, uma pequena ligação. Vai ganhar só 2 xícaras porque com suspense e terror eu sou bem chata mesmo:

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No momento eu estou lendo O Quarto de Emma Donoghue que é do filme O Quarto de Jack, pra esse eu vou fazer um post quando terminar o livro AND assistir o filme também, mas já adianto que estou gostando bastante da história. Ah, e também tenho um perfil no Skoob, me adicionem lá!