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14 fev, 2018

Livro: O Clube de Leitura de Jane Austen

Cinco mulheres e um homem se reúnem para debater as obras de Jane Austen na Califórnia do início dos anos 2000 e acabam descobrindo, entre casamentos frustrados, arranjos sociais e afetivos, que suas vivências não são assim tão diferentes das experimentadas por Emma ou outras personagens da escritora britânica que tão bem descreveu a sociedade de sua época, dois séculos atrás. No livro, que figurou na lista do mais vendidos do The New York Times e deu origem ao filme homônimo estrelado por Kathy Baker e Emily Blunt, a premiada escritora norte-americana Karen Joy Fowler disseca as relações contemporâneas com acuidade, humor e ironia dignos da autora de Orgulho e preconceito e outras obras que continuam fascinando leitores de todas as idades. Uma homenagem a uma das maiores escritoras da língua inglesa e uma deliciosa comédia de costumes dos nossos tempos. Ponto forte: No ano do bicentenário de sua morte, Jane Austen (1775-1817) continua atraindo leitores de várias idades, especialmente jovens. O livro é uma excelente porta de entrada para a obra de Jane Austen e agrada em cheio também aos já fãs da autora.

Antes de começar a resenha deste livro eu preciso confessar: eu nunca li nada de Jane Austen. Mas foi justamente por esse motivo que antes de começar a ler qualquer livro dela, eu escolhi a obra de uma outra autora que fala sobre os livros de Jane Austen. Em tempo: agora o meu escolhido da vez é Orgulho e Preconceito, é o que estou lendo no momento.

“Cada um de nós tem uma Austen particular.”

No livro é interessante observar como as obras de Jane Austen ainda refletem tão atualmente o mundo de hoje e mostra a beleza e as dores dos relacionamentos humanos, há vários trechos dos livros dela na história e a grande sacada da autora, foi mesclar de uma maneira muito interessante, as obras de Jane Austen com as vidas dos personagens do clube de leitura. Eu achei isso sensacional porque, faz com que analisemos a nossa própria vida também à luz dos fatos de Austen e a gente sempre se identifica um pouquinho com cada personagem.

Cada obra de Jane Austen é focada em um dos personagens do clube, então isso significa que você conhece o passado, as escolhas, fraquezas, anseios, desejos e os problemas de cada um de uma maneira muito sutil, mesmo muito embora alguns tendo vidas tão complexas. É fato que se eu já tivesse lido as obras de Jane Austen, certamente teria aproveitado muito mais o livro, mas esta é uma história também para quem nunca leu seus livros e que com certeza, irá se animar pra ler ao menos uma história dessa escritora que ainda desperta tanto interesse nas pessoas.

O Clube da Leitura de Jane Austen é uma leitura leve e cadenciada (eu estava precisando de uma leitura mais leve depois de tantos livros sobre guerra, afinal de contas), nada absurdamente extraordinário, mas muito gostoso de se ler. Com certeza agora também vou querer assistir o filme. Vai ganhar 5/5 xícaras de café:

07 fev, 2018

Livro: Mulheres Sem Nome

Mais um livro fantástico que merece muito a resenha, mas vamos primeiro a sinopse:

A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica cirurgiã, a serviço da Alemanha. Três mulheres cujas trajetórias se cruzam quando o impensável acontece: Kasia é capturada e levada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück, onde Herta agora exerce sua controversa medicina. Uma história que atravessa continentes — dos Estados Unidos à França, da Alemanha à Polônia — enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor. Costurado por fatos históricos e personagens femininas poderosas, Mulheres Sem Nome é um romance extraordinário sobre a luta anônima por amor e liberdade. Um livro inspirador, que encanta e comove até a última página.

O livro conta a história de 3 mulheres com vidas completamente diferentes, mas todas impactadas pelos horrores da Segunda Guerra. Caroline, Herta e Kasia são as protagonistas do livro. Os capítulos são narrados em primeira pessoa e vão se intercalando entre as personagens, por conta disso, em certos momentos a história, ao menos pra mim, desacelerou um pouquinho. Especialmente com a história de Caroline e mesmo sendo uma figura extremamente altruísta e heróica no livro, seu romance com o Paul e todos os detalhes de sua vida glamourosa as vezes me cansava um pouco, mas nada a ponto de não querer continuar com a história.

Kasia e Herta sem duvida alguma tem as histórias mais impactantes. Herta é a médica sem perspectiva alguma na carreira que numa decisão abrupta, foi para um campo de concentração destinado a mulheres trabalhar como cirurgiã e isso não implica na medicina que salva vidas, mas sim, nas atrocidades que muitos médicos fizeram nesses campos. Herta foi esse tipo de médica. Preocupada em ajudar sua mãe e ter um reconhecimento maior em sua carreira como médica? Não sei. Por mais que inicialmente pareçam boas intenções, é difícil de compreender suas decisões num cenário como esse. No começo você vê uma Herta meio que negando aquilo que está bem na sua cara, depois justificando seus atos, com isso você vai notando uma pessoa cada vez menos desprovida de humanidade no livro, é bem triste porque a todo momento você espera que num ato heroico, Herta mude de lado, mas estamos falando em histórias reais e numa guerra dificilmente terá um desfecho feliz, só achei que faltou falar um pouco mais sobre ela no pós guerra, eu senti falta disso.

Já Kasia é brilhante. Sua coragem, determinação e vontade de viver é surpreendente na história. Por mais que soubesse dos riscos que corria ao entrar pra Resistência, Kasia jamais imaginaria que sua decisão e um passo errado fosse afetar diretamente também a vida de sua mãe e irmã. Kasia é uma pessoa que foi endurecida pela guerra, incapaz de confiar 100% e a transmitir o amor, ela trava uma luta interna no pós guerra e o final é surpreendente. O livro é dividido em duas partes: a segunda parte é o pós guerra e conta como e quando a vida dessas 3 mulheres se cruzaram. Tirando alguns mínimos pontos negativos, é uma leitura prazerosa e deveras emocionante que vai levar 5/5 xícaras de café (por sugestão do Rick, mudei um pouquinho o critério de avaliações dos livros, agora é de 1 à 5 e ficou bem melhor pra dar a nota né?).

Baseado em fatos reais, no final a autora explica e aponta o que é fictício, o que é real na narrativa e como foi sua pesquisa minuciosa para concluir o livro. Sem duvida, Mulheres Sem Nome é uma história sobre altruísmo, atrocidades e bravura, é a vida de 3 mulheres que representam todas as outras milhares que passaram por essa guerra.

01 fev, 2018

onde comprar livros mais baratos

Comprar livros é uma terapia. Um hobby. Ao menos pra mim. Mas todo mundo sabe que livro no Brasil não é um bem relativamente barato. É muito difícil você entrar numa livraria e sair de lá apenas com um livro nas mãos, eu nunca tive muito auto controle sobre isso pra dizer a verdade ehehehe. Sebos são uma ótima opção, mas não é todo lugar que tem e pode acontecer de encontrar o livro que você quer, mas não ter aquele outro que também está procurando.

No ano passado eu descobri o Estante Virtual que nada mais é uma loja virtual de SEBOS online. O site conta com livros novos e seminovos por um preço muito mais em conta que nas livrarias, tanto físicas como online. Descobri quando estava procurando por um livro que não estava encontrando em nenhuma livraria e não era um título necessariamente difícil, mas é que não tinha mais saído edições dele e nem o ebook eu encontrei pra comprar, foi aí que fuçando eu encontrei o Estante.

Os preços são mais em conta que nas livrarias ou até mesmo nas lojas dessas livrarias online, vou fazer um comparativo rápido com um dos que adquiri pra vocês terem uma ideia: estou querendo ler “A Guerra que Salvou Minha Vida”, na Saraiva do shopping este livro está custando por volta de 45 reais que eu me lembre (fui a semana passada lá), no site online da Saraiva está R$ 31,90, no Estante Virtual eu comprei por: R$ 28,00. Quer uma economia maior? O Rick está querendo ler um que chama “Rei dos Magos” na loja física da Saraiva está R$ 62,00, eu achei no Estante por R$ 36,00 e mesmo com o frete saiu ainda muito mais barato.

A Livraria Cultura comprou o Estante Virtual no final de 2017, com a venda online de sebos e livreiros por todo o Brasil, o site conta com mais de 4 milhões de assinantes. A compra é 100% segura e entrega garantida. Já comprei livros semi novos e que vieram em perfeito estado, eu nunca tive problemas com isso e acho que é forma ótima de adquirir livros mais baratos e estimular mais ainda a cultura do reuso. Ah e quero deixar claro que esse post não é nenhum tipo de publi ou jabá, foi escrito e partir da minha experiência mesmo. 🙂

25 jan, 2018

duas redes sociais legais para amantes de livros

Semanas atrás fiz um post falando sobre sites legais para baixar livros e hoje vou falar de duas REDES SOCIAIS super legais para os amantes de livros. A primeira que conheci foi o Skoob que já citei diversas vezes aqui no blog, mas nunca escrevi um post sobre ele. O Skoob eu já tenho há um bom tempo e é a que mais uso quando se trata de livros:

Skoob

Eu precisava de um espaço virtual pra organizar minhas leituras e o Skoob (*Skoob = Books) me serviu muito bem, tudo é separado por estantes: de livros lidos, os que você quer ler, os que já leu, relendo, resenhas e até uma listinha negra das leituras abandonadas. Além disso tem outras diversas funcionalidades, algumas delas eu nem uso, como por exemplo, as discussões em grupo, tem também as metas de leitura que infelizmente, sabe-se lá por qual motivo, eu nunca consegui usar, porém uma das coisas que eu mais gosto no Skoob são as resenhas dos leitores que sempre dou um bizu antes de começar com algum livro, isso pra mim tem uma função 10/10 porque pelos feedbacks você já consegue ter uma boa noção se aquela leitura vale ou não a pena. O Skoob tem aplicativo pra celular, sorteio de livros, opções de troca entre os usuários, widget pra blogs, mas ainda acho que a interface do site poderia ser melhorada. De qualquer forma é a minha rede social de livros preferida e a mantenho sempre atualizada. Aliás, acho que é inclusive, a única rede social para livros brasileira (me corrijam se eu estiver errada).

A segunda rede é o GoodReads que é da Amazon:

Eu criei uma conta no GoodReads em Janeiro de 2016, mas nunca tinha usado até então… Agora no começo do ano resolvi aderir à ela também e gostei bastante. O site é em inglês, ainda não tem a opção em português, mas dá pra procurar por títulos no nosso idioma sem problema algum. Eu ainda não me acostumei muito com a interface do site, mas achei tudo muito bem dinâmico, apesar disso. Consegui por exemplo, estabelecer as minhas metas de leitura para 2018 que funciona como um contador, coisa que não consigo fazer no Skoob. As funções de procura e listas de livros são basicamente as mesmas e não muda muita coisa, os widgets para blogs são mais bonitinhos, tem aplicativo pro celular e há uma opção de My Kindle Notes & Highlights que nada mais é, você poder adicionar notas e destaques do livro que você está lendo pelo Kindle e eu achei isso deveras interessante, se não tivesse o grande porém de só funcionar nos Kindles de livros comprados no Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Uma pena. De qualquer forma é uma ótima rede social pra quem pretende manter as leituras organizadinhas.

Skoob X GoodReads, qual é o melhor?

É um pouco difícil responder isso, mesmo porque eu estou usando o GoodReads há pouco tempo, então eu acharia até injusto escolher o melhor. O fato é que pra mim, o que as vezes falta em um, acaba sendo compensado no outro e as funções básicas de ambos praticamente são as mesmas. Ambos também poderiam melhorar algumas coisas, mas a principal função: que é organizar as leituras, os dois cumprem muito bem o papel.

23 jan, 2018

Minha biblioteca particular

Há um tempo atrás, eu e Ricardo decidimos fazer umas reformas em casa, obviamente, algumas eu irei precisar pagar por uma mão de obra especializada porque aí foge completamente da minha capacidade, mas as mais simples (o que não quer dizer que sejam menos trabalhosas), nada que um DIY pesquisado no Youtube não resolva e a gente, nessas horas, descobre que nada é impossível quando se tem paciência e vontade de fazer.

A princípio decidimos começar pelo escritório do Rick que estava um terror na mesma proporção que eu já estava com milhões de ideias em mudar. Tinha uma beliche que a parte de baixo era a mesa de escritório dele e em cima uma cama, na parede da porta estavam alguns objetos empilhados e na parede maior o guarda roupa que é super grande e impossível de mover. Meses atrás eu me livrei da tal beliche, comprei um box baú pra não me desfazer do colchão (dica preciosa: box baú é vida, dá pra guardar milhões de coisas dentro dele, eu não sei por qual motivo nunca tive antes) e compramos uma mesa linda de escritório pros dias de home office do Rick.

Mas agora é que vem a parte divertida da reforma: acontece que todos os meus livros ficavam em prateleiras instaladas na sala (foto de fevereiro de 2016) e como eu já disse aqui, eu não tinha mais espaço pros que chegavam (um dos motivos que aderi ao Kindle), além do que, eu queria por umas plantinhas em casa também (ainda vou escrever um post sobre isso), então acabei doando alguns livros e usei uma das prateleiras pra por as plantas e foi aí que eu tive a ideia de passar todos esses livros pro quarto, pois assim eu teria mais espaço e poderia também colocar umas prateleiras bem maiores pra poder acomodá-los.

Eu sempre sonhei em ter um canto agradável pra acomodar meus livros e aonde eu também pudesse ficar bem aconchegada pra poder ler, meu sonho mesmo era ter um cômodo da casa só pra montar uma biblioteca particular, mas só em ter um espaço maior do que eu já tinha pra esse tipo de finalidade, pra mim, já está de ótimo tamanho. Foi aí que, depois de livrar de algumas coisas e planejar melhor cada espaço, começamos a fazer tudo do zero: lixar, amaciar, lixar de novo e pintar as paredes e olha… Depois disso, eu admiro mais ainda a profissão de pedreiro porque isso dá uma trabalheira dos infernos, sem contar o pó fino que levanta. A parte de pintar pra mim é a mais legal, eu sou do tipo que não posso ver uma parede branca, adoro uma tinta, um papel de parede, quadros, enfim… Escolhemos uma cor bem escura pra parede (calça jeans da Suvinil – semi fosco, parede lavável) e o resultado ficou ótimo.

Depois escolhemos como queríamos as prateleiras e colocamos trilhos porque eu queria um visual mais rústico, que ficasse com cara de biblioteca + escritório, as prateleiras nós compramos direto com um marceneiro que foi indicação do meu tio e o bom disso é:

1) ele corta do tamanho que você precisa e já dá o acabamento.
2) sai MUITO mais barato que comprar a prateleira já pronta em lojas de construção.

As prateleiras foram entregues e no mesmo dia já instalamos (foi a parte mais fácil porque já tínhamos colocado os trilhos), ficou perfeito e melhor do que eu esperava, depois que coloquei os livros deu ainda uma emoçãozinha maior, principalmente porque, eu ainda tenho muito mais espaço pra preencher de agora em diante. É tão bom quando a gente faz uma coisa que além de dar certo, fica melhor do que a gente imaginava, né?

Vocês sabem que eu sou péssima pra fazer fotos, eu queria ter feito fotos de antes X depois, queria também ter feito fotos durante o processo, mas eu estava tão concentrada nessa reforma que acabei esquecendo. Fiquei também pensando nos livros que doei e eu sei que vou ser a pessoa mais egoísta do mundo ao dizer isso: mas sinto falta dos livros que foram ahahahaha, ai como eu sou ridícula, mas eu sou do tipo possessiva com meus livros, o lado bom desse desapego é que foi pra uma ótima causa então tá tudo bem. Ainda falta os detalhes de quadrinhos e outras coisinhas, mas com o tempo vou ajustando isso. Ah e tinha que ter um toque com as fairy lights, senão não seria meu, né?