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26 fev, 2020

Livro: P.S.: Ainda Amo Você

Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Segundo livro da trilogia da Lara Jean. Acho que gostei mais do segundo livro do que do primeiro. Senti uma Lara Jean mais madura, mais segura, embora muitas vezes ela ainda falhe nesses pontos, mas sinto que ela amadureceu mais. E entrou um personagem novo: John Ambrose McClaren que eu gostei demais dele. Apesar de Lara a Peter se acertarem, eu SEMPRE tenho uma desconfiança com Peter e acabei me tornando mais Team John Ambrose McClaren.

Essa trilogia, o que posso dizer até o momento é que se trata de um romance bem levinho, com pitadas de divertimento, nada muito espetacular, mas gostoso de ler. O que gostei foi que a autora conseguiu manter a qualidade da história sem perder a mão com esse segundo livro, acho importante isso porque te motiva a querer continuar e ver o desenrolar das coisas. É previsível em alguns momentos, eu sei, mas é ao mesmo tempo bem envolvente.

Em P.S.: Ainda Amo Você há uma personagem que gostei muito: Stormy. Achei que ela deu um “quê” mais reflexivo para a história, é ela quem faz alguns questionamentos e dá alguns conselhos sobre como deixar as coisas acontecerem mais naturalmente e a levar uma vida mais leve. Além disso ela teve um papel importante, pois é a avó de John Ambrose McClaren. Enfim… É uma história levinha, envolvente e bem gostosinha de ler, não espere super acontecimentos, nem reviravoltas malucas. Pra mim será 5/5 porque é o que eu procurava pra desopilar a mente:

18 fev, 2020

Livro: Para Todos os Garotos que Já Amei

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Eu acabei aproveitando o hype do segundo lançamento do filme na Netflix e resolvi ler os livros. Eu gosto de intercalar minhas leituras com livros leves e despretensiosos de vez em quando porque eu acredito que literatura seja isso mesmo: ler o que você quer sem seguir regras de ninguém. E como não se apaixonar por esse romance tão gostoso de ler? Eu já me conectei com Lara Jean logo nas primeiras páginas. Lara Jean é a protagonista e narradora desta história. Uma adolescente de 16 anos, irmã de Margot e Kitty e que escreve cartas secretas nunca enviadas para seus amores. Nunca enviadas até então. Acontece que um dia essas cartas são misteriosamente enviadas e é aí que a trama central da vida de Lara Jean começa.

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.”

Nessa história vai entrar dois personagens importantes: Peter Kavinsky e Josh que receberam essas cartas e aí toda uma confusão e mistura de sentimentos começa a acontecer entre todos eles, não vou dizer mais coisas por perigo de spoilers. É um livro super gostoso e divertido de ler, eu devorei em poucos dias essa história e já estou ansiosa em partir hoje para o segundo. Eu sou uma mulher de 40 anos que gosta muito de um clichê adolescente bem escrito e digo isso sem vergonha alguma, a autora soube explorar bem os personagens e usar todos os elementos e fluidez da história pra transformar em uma trilogia e não até a toa que ganhou adaptação em filmes também. Eu vou assistir depois que ler todos. 5/5 xícaras:

14 fev, 2020

Livro: Juntos Somos Eternos

Jeff Zentner, autor de Dias de Despedida, traz outra história comovente sobre família, amizade e amor, com uma visão emocionante e ao mesmo tempo bem-humorada sobre a dura realidade de crescer em um ambiente conservador.

Dill não é um garoto popular na escola — e não é culpa dele. Depois de seu pai se envolver em um escândalo, o garoto se tornou alvo de piadas dos colegas e passou a ser evitado pela maioria das pessoas na cidadezinha onde mora. Felizmente, ele pode contar com seus melhores amigos, Travis e Lydia, que se sentem tão excluídos ali quanto ele. Assim que os três começam o último ano do ensino médio, mudar de vida parece um sonho cada vez mais distante para Dill. Enquanto Travis está feliz em continuar no interior e Lydia pretende fazer faculdade em uma cidade grande, Dill carrega o peso das dívidas que seu pai deixou para trás. Só que o futuro nem sempre segue nossos planos — e a vida de Dill, Travis e Lydia está prestes a mudar para sempre.

Dill, Lydia e Travis são 3 melhores amigos. Dill e Travis tem famílias desajustadas. O pai de Dill está preso, sua mãe é uma lunática religiosa, o pai de Travis é alcoolatra e somente Lydia tem pais amorosos e são financeiramente mais abastados também. Os 3 passam por problemas de bullying na escola, mesmo Lydia sendo popular e querida na internet, aliás, ela é a mais perspicaz dos 3 personagens eu diria, ela é bem inteligente e articulada, mas muitas vezes me soava um pouco pretensiosa. Os 3 são de uma cidade super pequena do Sul dos EUA aonde alguns preconceitos ainda são bem grandes. É um livro young adult e eu gosto dessa pegadinha de gênero porque geralmente a narrativa é leve e fluída, mas sempre vem com abordagens sérias e carregada de bons ensinamentos que sempre se tira uma moral legal da história.

Eu achei o começo e até um pouco mais da metade do livro a narrativa um pouco morna, demorei um pouco para me conectar com os personagens e há uma abordagem religiosa por conta dos pais do Dill que me incomodou um pouco, principalmente por eles serem dois fanáticos religiosos desprezíveis – eu dava aquela virada de olho cada vez que eles apareciam e acho que por conta disso, um pouco espirrou em Dill e muitas vezes eu me irritava com ele também. Principalmente quando ele tinha algumas atitudes egoístas com Lydia – aquela coisa de “bibibi o que vou fazer depois que você for pra faculdade?” me cansava um pouquinho sabe…

Juntos Somos Eternos é uma história bem recheada de dramas, principalmente quando se trata da realidade de Dill e Travis que são de péssimas famílias e sem grandes perspectivas para o futuro, ao contrário de Lydia que tem pais amáveis e você entende que por conta disso, as oportunidades que ela tem de um futuro promissor nessa transição da adolescência para a vida adulta é muito mais palpável e real para ela, do que para os dois amigos.

Um pouquinho mais da metade do livro há um plot twist na história que definitivamente eu não esperava e preciso ressaltar isso. Realmente me pegou de surpresa (bom, essa é a ideia dos plots, né? duh), mas acredito que já que o autor resolveu colocar um na história, deveria então ter descrito com mais emoção e detalhes essa parte, algo que mim ficou faltando um pouquinho…

Mesmo assim, é um bom livro, mas não é um dos melhores do estilo young adult. Temas sérios são abordados, mas de uma maneira delicada e que nos dá ensinamentos sobre coragem, esperança e seguir a fazer certo, mesmo quando não se tem bons exemplos dentro de casa. 4/5 xícaras:

10 fev, 2020

Livro: Pequenos Incêndios Por Toda Parte

“Um encontro entre duas famílias completamente diferentes vai afetar a vida de todos.

Em Shaker Heights tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com a filha adolescente e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, Pequenos Incêndios Por Toda Parte explora o peso dos segredos, a natureza da arte e o perigo de acreditar que simplesmente seguir as regras vai evitar todos os desastres.”

Eu vou começar essa resenha dizendo que foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

É isso.

É a primeira vez que leio um livro de Celeste Ng. O outro que ela tem publicado se chama “Tudo o que Nunca Contei” e está também na minha lista de leitura. O título literalmente faz jus a história. Shaker Heights é uma cidade rica dos EUA totalmente planejada para ser perfeita e que segue várias regras, aliás, a vida de uma das personagens – Elena Richardson é exatamente assim: ditadas por regras aonde não existe o meio termo: ou é ou não é. É certo ou errado. É bom ou ruim. Não há um meio termo ou uma regra que pode ser ditada diferente na vida de Elena Richardson. Eu diria que ela é uma pessoa sistemática, mas prática apesar de tudo que leva uma vida sempre planejada no passo a passo.

Até chegar Mia Warren – uma mãe solteira com sua filha Pearl que passou a vida inteira se mudando de cidade em cidade e basicamente seguindo seus próprios instintos porque Mia não segue regras, se enjoasse de um lugar, ela e a filha simplesmente colocavam tudo no carro e se mudavam. E com a chegada das duas, Elena Richardson começa a perceber algumas sutis mudanças que não estavam nos seus planos e isso começa a abalar sua vida perfeita e regrada.

“As vezes é preciso queimar tudo pra ter um recomeço.”

Pearl conhece os filhos de Elena Richardson e logo ficam amigos. Estudam na mesma escola e Pearl passa o dia na casa da família Richardson. Bem, é basicamente neste ponto que a história começa e se desenrolar. Eu amei a escrita da autora: é fluída, densa e cativante de uma tal forma que te prende totalmente a história. Sem entrar em detalhes da narrativa para não soltar spoilers, “Pequenos Incêndios Por Toda Parte” é um livro que te faz refletir sobre muitas questões, a principal é o lado social de todo esse contexto que envolve diversos temas como preconceito, aborto, filhos… É tudo muito bem entrelaçado, não fica nenhum fio solto pra trás.

Aos poucos os acontecimentos vão tendo seus próprios incêndios e você percebe que por mais que planeje, seja prático ou siga as regras para ter uma vida perfeita, não é exatamente assim que o mundo funciona.

Toda essa atmosfera criada pela autora é contada de uma maneira muito sutil, mas ao mesmo tempo reflexiva e por todo o momento é muito intrigante, eu ficava curiosa pra saber o que aconteceria depois de cada situação e sentia que tudo foi virando um grande incêndio quando foram se juntando aos pequenos. Que livro incrível. “Pequenos Incêndios por Toda Parte” faz parte do Clube do Livro da Reese Witherspoon também, eu recomendo muito essa leitura que certamente entrou pra minha lista de favoritos. Celeste NG, conte comigo pra tudo. 5/5 xícaras:

04 fev, 2020

Livro – A Garota que Você Deixou pra Trás

Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Meu primeiro livro da Jojo foi “Como Eu Era Antes de Você” e infelizmente foi uma certa decepção pra mim, apesar da ideia ser ótima, eu senti que faltou emoção por parte da autora e acabou que não me encantou como eu esperava. Mesmo assim, eu decidi que daria uma segunda chance pra Jojo, só que nunca mais acabei lendo outro livro dela, mesmo com tantos de seus lançamentos no mercado, eu sempre acabava escolhendo outra história. Até que minha amiga querida Sheila, acabou me convencendo a dar outra chance novamente e me indicou este livro aqui. Ela também me indicou “Paris Para Um” que é um livro de contos (que ainda estou lendo) e recomendou que eu lesse o ultimo conto antes de começar essa história e foi o que fiz.

“A Garota que Você Deixou pra Trás” tem para mim, uma escrita… Ok, eu não diria a escrita, mas um comprometimento totalmente diferente e muito maior dessa vez por parte da Jojo se comparado com “Como Eu Era Antes de Você”. Foi uma história que me fisgou logo nas primeiras páginas. A narrativa é ambientada em duas épocas: Primeira Guerra Mundial e nos dias atuais (mais precisamente em 2002) e conta a história de Sophie e Liv respectivamente e como a vida das duas se cruzam através de um quadro mesmo após passado quase 100 anos e que a autora conseguiu mesclar certinho as vidas, as épocas, sem deixar nenhum fio solto pra trás.

É um livro muito emocionante. Tocante e ao mesmo tempo delicado quando se aborda alguns assuntos que envolvem perdas e lutos de duas personagens com épocas completamente diferentes uma da outra. Obviamente pra mim, a história de Sophie foi muito mais impactante, afinal de contas, ela estava numa época de guerra, e por muitos momentos eu não gostei de algumas atitudes de Liv, mas compreendi que todo o esforço e teimosia dela valeu a pena principalmente pra se ter a verdade e honrar o nome de Sophie acima de tudo.

Então, dito tudo isso, quero agradecer a Sheila por me trazer de volta ao mundo dos livros da Jojo porque agora eu vou ler os outros dela e inclusive já comprei seu ultimo laçamento, então posso dizer que também Jojo e eu fizemos a pazes, vai ganhar as 5/5 das xícaras:

27 jan, 2020

27/01 e Livros sobre o Holocausto

Hoje – 27 de Janeiro é o Dia Internacional em Memória Das Vítimas do Holocausto. Há 75 anos sobreviventes foram libertados de Auschwitz pelo Exército Vermelho. Pra vocês terem uma ideia das atrocidades, no auge do Holocausto – só em Auschwitz – cerca de seis mil (6 MIL!) pessoas eram assassinadas por dia. Uma única guerra que tirou mais de 7 milhões de vidas. Eu já li diversos livros sobre Holocausto e Segunda Guerra.

Livros muitos deles pesados, outros que dão esperança, outros aonde impossivelmente o amor renasceu nos piores lugares, mas acima de tudo, são livros que pra mim dão voz aos sobreviventes e que nos mostra que nunca devemos nos esquecer para jamais permitir que essas atrocidades voltem a acontecer.

Jamais acontecer, nunca repetir.

Eis aqui a minha lista de recomendação de leitura com esse tema, todos os links estão com resenhas, alguns poucos não por mim, mas são livros que li e que me fizeram chorar, refletir, aprender e respeitar a memória de todas essas pessoas:

– O Diário de Anne Frank
– O Menino do Pijama Listrado
– O Menino do Vagão
– A Menina Que Roubava Livros
– Treblinka
– Os Colegas de Anne Frank
– O Diário de Mary Berg
– Depois de Auschwitz
– As Meninas do Quarto 28
– O Diário de Helga
– Inverno na Manhã
– Toda Luz Que Não Podemos Ver
– A Ponte Invisível
– Eu Sou o Ultimo Judeu
– O Rouxinol
– O Bangalô
– Dois Irmãos, Uma Guerra
– O Dia Seguinte
– A Guerra Não Tem Rosto de Mulher
– Mulheres Sem Nome
– Os Meninos Que Enganavam Nazistas
– Beco da Ilusão
A Bibliotecária de Auschwitz
– O Menino da Lista de Schindler
– O Tatuador de Auschwitz
– Resistência
– Sob o Céu Escarlate
– Um Amor Perdido

#DiaInternacionalEmMemóriaDasVítimasDoHolocausto

22 jan, 2020

Livro: Mil Beijos de Garoto

Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação.

Então né…

A premissa da história é muito boa. É uma história de amor que vai resistir a uma separação e retornar dois anos depois, apesar da ruptura, volta ainda mais forte, principalmente por um destino que é impossível de mudar para os dois protagonistas – Rune e Poppy. Mas, pra mim, não foi bem a ideia que a autora me passou. O livro começa bem, tem algumas poucas partes arrastadas, mas é a partir da volta de Rune aos EUA que as coisas começam a ser reveladas e bem aos poucos acontecerem. É uma história de amor sim, mesmo sendo um amor adolescente não deixa de ser amor, mas por muitos momentos e veja bem, não estou querendo problematizar a relação amorosa dos personagens, eu achei que tudo pareceu possessivo demais, grudado demais que beirava ao doentio.

“Vc é minha e eu sou seu para sempre” “blá blá blá só você, mais ninguém” “só sua boca que vou beijar bibibi” e todas essas juras clichês adicionados a trama, me deixou com sensação de um “quê” de relacionamento abusivo. É meio assustador essa dependência emocional a alguém, é incrível ter um amor correspondido e avassalador, é claro, mas eles se portavam como se fossem os únicos na existência um do outro e se não estivessem juntos, nada mais no mundo daria certo. Isso mostrou a devoção de Rune à Poppy nos momentos mais difíceis, mas poxa, existe família, amigos e toda uma vida além sabe… Eu acho que a autora poderia ter abordado isso de uma forma mais leve e focado mais no problema de Poppy pra passar a moral da mensagem.

Também devo comentar sobre a ideia do pote que a avó de Poppy deixou à ela. A ideia é até bonitinha, MAS…. Poxa, a guria só tinha 8 anos na época, pedisse a neta que viajasse o mundo, que aproveitasse sempre a vida ou sei lá mais o que, mas um pote com mil corações de papel em branco de beijos de garoto pra preencher, minha senhora? Talvez meu coração esteja um pouco peludo e crítico ao absorver a mensagem desse livro, mas quando isso acontece eu juro que tento ao máximo compreender a ideia que a autora quer passar quando eu vejo que estou com uma outra impressão completamente diferente. Teve partes emocionantes sim – a que eu mais gostei foi quando eles estavam em Nova York, mas outras coisas me incomodaram muito, como por exemplo a forma como Rune tratava o pai, aliás, isso é uma coisa que me irritou bastante. Ele queria o que? Ele foi tão egoísta e cruel que se fosse filho meu eu teria sentado uma bofetada na orelha e posto pra fora de casa. #CalmaXuliana

Poppy é uma personagem cativante, mas já conheci outras bem melhores, suas mensagens de “aproveite a vida”, “veja o por do sol”, “admire a natureza” e tudo mais são bem bonitinhas, tem uma vibe super positiva, mas me passou a sensação de uma autoajuda barata que infelizmente não me fisgou. É Poppy quem passa a mensagem moral do livro, mas pra mim ainda faltou… Faltou aprofundamento por parte da autora em explorar mais esse aspecto e a própria personagem que no fim deixou a história rasa na maior parte do livro e piegas demais, o amor possessivo quase doentio dos dois, pra mim, acabou sobrepondo a mensagem central que a autora tentou passar e olha que eu amo um romance água com açúcar, e amo mais ainda quando tem dramas no meio, mas gente… Olha… Não foi não viu. Apesar de tudo o final foi ótimo, eu gostei bastante, olha que coisa… Mas o epílogo: Desnecessário. Vou dizer apenas isso. Se ela tivesse usado essa mesma pegada pro livro todo teria sido uma história ótima do inicio ao fim. 3/5 xícaras infelizmente porque ainda estou sendo legal:

17 jan, 2020

Livro: Pequenas Grandes Mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.
Best-seller do The New York Times na semana do lançamento, Pequenas grandes mentiras foi adaptado para a TV pela HBO e tem estreia prevista para fevereiro. Com 7 episódios, Big Little Lies conta com a produção de Reese Whitherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas.

É o terceiro livro de Liane Moriarty que leio e esse sem dúvida é o melhor de todos dela até o momento para mim. Sim, é o livro da série “Big Little Lies” da HBO que por sinal eu não assisti e agora depois do livro eu fiquei muito curiosa em ver o seriado. O livro tem 3 protagonistas mulheres narradas em terceira pessoa – Madeline, Celeste e Jane. Três mulheres maravilhosas que são mães, amigas e com realidades completamente diferentes uma da outra – mesmo convivendo em um círculo em comum – cada uma com seus problemas e segredos que giram em torno dessa trama. Os personagens secundários são ótimos também, alguns você vai amar e outros odiar.

Nem sempre aquilo que vemos é o que realmente acontece na realidade. Nem sempre aquela vida é perfeita como se mostra. Todo mundo tem suas pequenas mentiras e grandes segredos. Talvez para se proteger ou proteger aos outros. Só lendo pra descobrir. São personagens reais que amam e odeiam como nós, acho que foi isso que mais me encantou no livro. A história começa com um misterioso assassinato e durante a leitura a autora aborda temas como: bullying, estupro, violência doméstica, desigualdade social, a real maternidade e falsas aparências. Assuntos bem densos, mas que Liane tem uma maneira bem humorada e ao mesmo tempo única de escrever sobre todos esses temas sem perder a importância do peso que tem.

Em muitos momentos o livro tem várias tiradas engraçadas e cômicas que nos identificamos com cada uma das personagens e suas diferentes vidas. A minha preferida sem dúvida foi Madeline, me identifiquei TANTO com ela. É um livro que mostra a grande importância dos laços familiares, amizade e o quanto mulheres unidas podem ser fortes. Vai ganhar 5/5 xícaras e Liane Moriarty entrou com louvor pra minha lista de escritoras queridas:

07 jan, 2020

Livro: Nossa Música

Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Eu terminei de ler esse livro ontem à noite e nem sei como começar direito essa resenha porque essa história me impactou de tantas formas que eu estou até agora meio abalada. E eu amo quando isso acontece. Eu amo quando uma história te segura pelos ombros, te dá um belo sacode e depois enfia a mão no seu peito e arranca o seu coração fora. (Acho que deu pra perceber que eu sou aficionada por um drama, né?). Esse é o segundo livro que eu leio de Dani Atkins, o primeiro foi “Uma Curva No Tempo” que é uma história boa, somente boa e nada muito espetacular, mesmo envolvendo um tema um pouco mais profundo que você só acaba descobrindo mais pro final, é uma história digamos: apenas ok.

Então, mesmo após ter lido algumas resenhas, eu estava esperando algo mais pra esse tipo de narrativa da autora, mas “Nossa Música” é completamente diferente. Eu diria até que dá a impressão de ter um certo amadurecimento por parte da autora porque ela não economizou com tragédia nesse livro e soube abordar muito bem todo o cerne da história. A narrativa é feita em primeira pessoa por duas personagens: Ally e Charlotte alternando entre passado e presente e que em pararelo envolvem seus maridos – Joe e David respectivamente. Eu não vou me aprofundar muito em contar a trama pra não perder a graça, mas é uma história de deixar os nervos e sentimentos a flor da pele do começo ao fim. Você entra no lugar das duas personagens e sente o sofrimento pelo o que elas estão passando de uma maneira muito crua e direta, a autora detalhou isso de uma maneira bem real mesmo e sem rodeios, mexeu demais comigo.

O passado e o presente se entrelaçam de uma maneira que jamais ninguém poderia imaginar. E nisso ambas acabam se conhecendo em quem são de verdade, em sua essência. Há muitos pingos nos “is” a serem colocados e muitas mágoas do passado que abrirão certas feridas novamente, algumas delas que nem mesmo o tempo conseguiu curar. Mas no meio de tudo isso, há algo muito maior em jogo, algo que inevitavelmente mudará a vida das duas pra sempre e é aí que enxergamos claramente como é a fragilidade da vida.

Nos últimos capítulos eu achei que a autora poderia ter aprofundado um pouquinho mais, achei só um pouquinho corrido, mas nada que estrague a história, muito pelo contrário. O final era como realmente eu já havia pensado, até mesmo porquê não teria como ter outro desfecho, o que não deixou de ser extremamente emocionante e muito doloroso mesmo assim. É o tipo de livro que você indica a alguém já preparando a pessoa pra estar munida de uma caixa de lenços. Terminou como imaginei que terminaria e, que pra mim, daria até uma boa continuação. 5/5 xícaras:

03 jan, 2020

Livro: A Mulher na Janela

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Comecei a ler esse livro justamente porque em breve teremos a adaptação pro cinema. Foi o ultimo livro que li em 2019. O livro é narrado em primeira pessoa por Anna Fox que é a protagonista da história. Anna está há quase um ano sem sair de casa por sofrer de Agorafobia, ou seja, um medo mórbido de estar em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos; Anna tem Agorafobia após sofrer um trauma muito grande e que vamos descobrindo o que é com o passar da história.

Acontece que a trama central é quando Anna acaba sendo testemunha ocular do assassinato de sua vizinha (Anna tem o costume de bisbilhotar os vizinhos) e é nesse ponto que toda a história se desenrola. Como o ponto de vista é de Anna, há todo um aspecto psicológico muito forte que eu achei que foi muito bem abordado e detalhado no livro. Há todo o suspense também que faz parte de qualquer triller, mas algumas coisas eu já havia sacado na história antes mesmo de serem reveladas, inclusive o assassino. ¯\_(ツ)_/¯

O final eu achei fantasioso e clichê demais que pra mim, poderia ser contado de uma forma mais “normal” e que não quer dizer que seria menos impactante. Sabe aquela receitinha de bolo de chovendo muito lá fora, tudo escuro dentro de casa e o assassino perseguindo a mocinha? Foi tipo isso. Acho tão mais do mesmo. Mas é uma história boa, apenas boa. Fluiu bem e eu li super rápido, uma boa leitura sim, mas não achei em nada espetacular, já li outros desse gênero bem melhores.

4/5:

27 dez, 2019

Livro: O Melhor de Você

A autora best-seller do The New York Times, Mia Sheridan, presenteia os leitores com um novo romance contemporâneo comovente — que recebeu a rara e cobiçada resenha cinco estrelas Gold Pick da RT Book Reviews!

Uma mulher destroçada… Crystal aprendeu há muitos anos que o amor só traz sofrimento. Não sentir nada é muito melhor do que ser magoada de novo. Ela protege o coração ferido por trás de uma fachada impassível e traz dentro de si uma profunda desconfiança com relação aos homens, que, segundo sua experiência, só exploram e depois menosprezam as mulheres.

Um homem necessitando de ajuda… A despeito de seu passado terrível e sombrio, existe uma inegável bondade em Gabriel Dalton. E, apesar de saber o preço dessa equação, Crystal se sente atraída por ele. O magnetismo dessa relação está derrubando suas defesas e a esperança a faz questionar tudo ao seu redor. Somente o amor pode reparar um coração partido…

Crystal e Gabriel nunca imaginaram que o mundo, que roubara tudo deles, traria-lhes um amor tão arrebatador. No entanto, o destino só os conduzirá até certo ponto, e depois a escolha será deles: endurecer seus corações uma vez mais ou criar coragem para arriscar tudo pelo amor?

Eu escolhi este livro porque havia muitas resenhas falando que é uma história de amor com muitos dramas e vocês sabem que eu AMO/SOU um drama nas histórias. Os protagonistas são Crystal (Ellie) e Gabriel. Ambos passaram por sofrimentos bem traumatizantes, mas que afetaram suas vidas de formas completamente diferentes. Gabriel como lição tirou ver o lado bom das coisas, apesar de tudo, superando (em partes) todo o trauma que passou. Ellie também tem uma história bem pesada que a deixou desacreditada do mundo e das pessoas e ainda acha que não merece nada de bom na vida. Sim, é uma história bem dramática.

Acontece que os dois se conhecem por um motivo bem peculiar – Gabriel não consegue se relacionar com mulheres, não consegue ter nenhum tipo de contato físico por conta do trauma que sofreu e procura a ajuda de Ellie. A relação dos dois no começo é bem difícil, fica um pouco pior após um ocorrido terrível com Ellie e no decorrer do livro com algumas poucas revelações do passado de ambos aqui ou ali que a autora vai colocando, entendemos o porquê de tanta dificuldade em principalmente Ellie se abrir para o amor. É um livro com um tema bem visceral, de lições importantes sobre empatia, decisões, escolhas, caminhos e sobretudo o autoconhecimento. Não importa o que a vida fez com você – se te deu boas ou coisas ruins porque afinal de contas não é isso que te define, mas sim suas escolhas.

Apesar de ter gostado muito da história, eu achei que a autora enrolou demais em algumas partes, deixando a narrativa piegas em muitos momentos, acredito que ela poderia ter substituído isso contando mais sobre traumas dos personagens o que foi, na minha opinião, pouco abordado no livro. Mesmo sendo uma história de amor bem dramática, não tocou meu coração como eu achava que tocaria, eu acho que em muitos momentos a autora poderia ter norteado a narrativa pra um caminho diferente, assim tudo teria uma importância ainda maior, no final há algumas pequenas reviravoltas que eu até gostei, mas achei o epílogo tão clichê que pra mim, foi desnecessário. 4/5 xícaras:

26 dez, 2019

Livro: O Peso do Pássaro Morto

Livro vencedor do “Prêmio São Paulo de Literatura 2018” na categoria “Melhor Romance de Autor Estreante com Menos de 40 anos”. A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim “O peso do pássaro morto”, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.

Esse livro mexeu com minhas emoções de uma forma TÃO grande que eu nem sei por onde começar essa resenha. Vou começar falando que é escrito por uma autora mulher e brasileira – Aline Bei. É um livro curtinho: 168 páginas, dá pra ler numa sentada só e peguei de graça pelo Kindle Unlimited. A leitura é sobre a vida de uma mulher, sem nome, dos 8 aos 52 anos de idade. É uma história densa, crua, mas sobretudo poética que narra sobre as perdas, tragédias, traumas, solidão e saudades da vida dessa mulher sem nome e que ao final tudo se vai com o Vento.

“… entendendo que o tempo sempre leva as nossas coisas preferidas no mundo e nos esquece aqui olhando pra mim sem elas.”

Que leitura. Há tempos que eu não chorava com um livro, muito embora sempre leio histórias bem emocionantes, mas esse especialmente é como se tivesse pego meu coração e espremido entre os dedos! Não sei como colocar em palavras de como essa obra teve um impacto tão forte sobre mim e sinceramente eu não esperava por tudo isso.

Mais que merecido por ter ganho o Prêmio de Literatura São Paulo em 2018, “O Peso do Pássaro Morto” de Aline Bei é uma leitura em prosa poética (será que posso chamar assim?) que conta sobre as dores da vida e da alma de uma mulher de uma maneira muito visceral e forte, mas ao mesmo tempo muito delicada e sensível. Eu gostaria de saber quem mais leu esse livro pra me contar as emoções que sentiram, se manifestem nos comentários caso já leram. Aos que ainda não, recomendo forte essa leitura.

5/5 xícaras:

23 dez, 2019

Livro: Amor & Gelato

Lina foi passar o verão na Toscana para cumprir o desejo da mãe – conhecer o seu pai, que desapareceu à 16 anos. Mas a descoberta do diário da vida da sua mãe em Itália vai mudar tudo.
Vai conhecer um mundo mágico de amores proibidos e um segredo que vai transformar tudo o que ela julgava saber sobre a sua mãe, o seu pai, e até ela própria.
Um livro perfeito para todos os fãs de John Green e Rainbow Rowell.

Que história mais fofura que eu li em 2019. Eu estava procurando um livro assim depois de terminar “Um Amor Perdido” porque eu precisava desopilar a mente e ler algo mais levinho. Foi a melhor e mais adequada escolha que fiz pro momento. Lina é a principal personagem da história que viaja para Florença a pedido da própria mãe depois de morrer de um câncer.

É aí que tudo se inicia. Além de uma ótima aula sobre a história de Florença, temos a entrada de novos personagens que são tão cativantes quanto Lina: Ren, Howard (meu personagem preferido de toda a história).

Através de um diário, Lina vai desvendando alguns mistérios e descobrindo mais sobre sua mãe e consequentemente sobre sua própria vida também. É uma leitura super gostosa, leve e com a certeza de um final feliz. Recomendo pra quem está procurando por uma leitura suave do tipo filme de sessão da tarde pra aquecer o coração, sabe? 5/5 xícaras:

16 dez, 2019

Livro: Um Amor Perdido

Separados pela guerra, ligados pela memória: uma história envolvente e instigante no rastro da Segunda Guerra Mundial.

Na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef, um médico recém-formado. Eles vivem cheios de ideais e de sonhos para o futuro, mas também são judeus e muito ligados à família. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantas outras famílias, são separados pela guerra. As escolhas impostas pelo destino os afastam, mas deixam marcas permanentes: o caos e as informações truncadas dos tempos de guerra os levam a crer que o outro morre.

Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer a mulher que acredita ter morrido. No gueto de Terezín, Lenka sobrevive graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Apesar de todas as provações e dos infortúnios, mantém a chama daquele primeiro amor acesa, guardada em seu coração.

Da glamorosa vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa nazista, Um Amor Perdido explora o poder do primeiro amor, a resiliência do espírito humano e a eterna capacidade de recordar.

Essa é a história de amor de Lenka e Josef que a guerra separou. A narrativa é contada em primeira pessoa pelos protagonistas e alternando entre os dois. O romance se inicia no começo da guerra e então temos uma noção de como era a vida das pessoas em Praga antes de tudo começar. Essa parte inicial livro foi um pouco morna para mim, se arrastou bem lentamente, mas voltou a engrenar nos 40% em diante da leitura. Não vou entrar em muitos detalhes para não soltar nenhum spoiler, mas a história conta sobre as vidas completamente diferentes que esses personagens tiveram separados pela guerra e o rumo distinto que se deu aos dois: Josef nos EUA e Lenka no gueto de Teresín.

Embora a história de amor dos dois tenha tido essa ruptura cruel por conta da guerra (afinal essa é a base principal do livro), fica claro que apesar de todo o sofrimento do amor perdido de Josef, é Lenka quem sofreu muito mais. Emocionalmente e fisicamente falando. Ela é quem VIVEU a guerra, ela é quem viu todos os HORRORES, ela é quem quase morreu. Então em praticamente todo o livro, eu tive muito mais empatia por Lenka a Josef (que em muitos aspectos eu o achava um pouco egoísta principalmente enquanto ele se referia a Amália, enfim… Foi esse meu sentimento, as vezes me irritava um pouco certas coisas que ele detalhava).

Embora essa história de amor seja uma ficção, há fatos e pessoas reais que existiram nesse período tão cruel da nossa história mundial: os desenhos das crianças do gueto que estão em um museu judaico de Praga, alguns nomes importantes, como era a vida no gueto de Teresín. Não foi uma das melhores histórias que li sobre esse tema, na verdade, acho que fica até um pouco longe disso, mas é um bom livro sim! Eu só acho que aquele comecinho e o final (pois um liga ao outro e só lendo pra saber) foi um pouco surreal e óbvio demais, eu teria dado um outro fim mais condizente com a realidade que uma guerra causa. Vou dar 4/5 xícaras porque demorou um pouquinho pra história me prender: