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11 jul, 2019

Livro: As Coisas que Fazemos por Amor

“Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.

Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.

Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.

Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.”

Mais uma vez uma história de Kristin Hannah que foi arrebatadora pra mim. Nessa história temos diversos aspectos em um só tema: uma mulher que deseja muito ser mãe e não consegue, uma mãe que renega seu filho, uma mãe protetora, uma mãe jovem… Kristin Hannah escreve com o coração e essa história foi incrível do começo ao fim. A vidas de Angie e Lauren se cruzam de uma maneira totalmente inesperada, ambas se completam e se ajudam a enfrentar os problemas que cada uma está passando sem se dar conta do quanto isso irá mudar suas vidas.

Angie é a caçula de 3 irmãs vinda de uma família de italianos enorme, cheia de amor e muito unida. Lauren é uma menina batalhadora e responsável, sua mãe é a sua única família, mas infelizmente é uma péssima mãe que renega o amor a própria filha. A narrativa aborda assuntos delicados sobre maternidade, escolhas e é um livro cheio de dramas e reviravoltas que te prende do começo ao fim. Este livro fala sobre relações entre mãe e filhos. Sobre família. Fala sobre a cura pelo poder do amor, sobre segundas chances e recomeços. Fala sobre resiliência.
É uma leitura densa e eu não esperava menos se tratando de Kristin Hannah. Esta é mais uma história que recomendo forte à vocês. Ah, minha mãe começou a ler O Rouxinol, depois eu digo o que ela achou.

5/5:

03 jul, 2019

Livro: Uma Curva na Estrada

A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre.

Minha primeira história de Nicholas Sparks. Há quem ame de paixão esse autor e há quem não consiga gostar de suas histórias. Eu gostei. Pra uma primeira experiência com seus livros posso dizer que atendeu as minhas expectativas e que vou ler suas outras histórias. O livro conta a história de Miles e e Sarah. Há dois anos atrás Miles perdeu a esposa e nunca conseguiu descobrir nas investigações quem a atropelou. Até o momento… Foi proposital? Foi um acidente? É nesse ponto que descobrimos se o amor pode ser capaz de perdoar e seguir a diante.

Nicholas Sparks consegue ligar todos os fios de uma forma muito bem amarrada nessa história e eu gostei muito disso porque é terrível quando alguma história que envolve algum tipo de mistério deixa algum fio solto. O personagens secundários também são ótimos e muito bem construídos. Nicholas estreou muito bem aqui – vai levar 5/5 xícaras:

27 jun, 2019

Livro: Depois Daquela Montanha

Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Publicado em mais de dez países, Depois Daquela Montanha chegará às telas de cinema em 2017, com Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela) escalados para os papéis principais de uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder do amor.

Uma história sobre amor e (muitas) adversidades. O livro conta a história de Ben e Ashley, ambos completamente desconhecidos um do outro e que tentam lidar com uma situação extremamente complicada devido ao acidente do avião que fretaram.

Ashley é uma personagem corajosa, dura na queda, falante e bem humorada mesmo com todos os percalços da situação atual e a situação dela ainda é muito pior porque está com a perna quebrada, impossibilitada de andar. Ben é o homem de grandes princípios, super reservado, de falar pouco, mas de agir nas piores situações buscando uma boa solução.

Esse livro me surpreendeu muito justamente porque eu não estava esperando tanto e no fim me deu uma baita lição boa. O final foi arrebatador, eu em nenhum momento desconfiei que seria daquela forma e pra mim, fechou muito bem com a trama toda. Eu assisti ao filme também, mas não tem nada a ver com a história, leiam o livro que é muito melhor. 5/5 xícaras:

24 jun, 2019

Livro: Vozes de Tchernóbil

“Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo.”

Por coincidência eu comecei a ler esse livro na mesma época em que começou o seriado Chernobyl na HBO, eu já tinha lido “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” dessa mesma autora e esse também segue a mesma linha: são depoimentos de pessoas que estiverem presentes nesse desastre, dando voz a um fato histórico que até hoje pouco se sabe, essa obra levou 10 anos para ser concluída.

As Vozes de Tchernóbil é um livro para ser lido com pausas, alguns depoimentos são bem pesados no sentido de serem bem impactantes e nos mostra coisas que até então pouco (ou nada!) se sabia. Lendo e assistindo junto com o seriado me deu uma outra dimensão que eu desconhecia totalmente sobre esse desastre nuclear que sempre me interessou saber mais. Alguns depoimentos são um pouco cansativos, porque ela entrevista desde os idosos que se recusaram a deixar suas aldeias e estão lá até hoje, até jornalista e filósofos – esses sim são super impactantes. Muitos desses depoimentos me deixou angustiada e me deixou pensando sobre uma porção de coisas de como realmente o ser humano é o câncer desse planeta. Eu recomendo para quem quer saber um pouco mais sobre uma parte da história que precisa ser conhecida também pelo prisma humano e não apenas o científico. Pra mim, este livro deveria ser considerado um documento importantíssimo sobre esse desastre, não é a toa que a autora ganhou o Nobel da Literatura por isto.

P.S. O seriado da HBO foi uma das melhores obras que assisti nos últimos tempos, são apenas 5 episódios, mas nos conta de uma maneira clara e direta do que foi Chernobyl, vou deixar o trailer aqui. Assistam também.

5/5 xícaras:

05 jun, 2019

Livro: Quando Você Voltar

“Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.
Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.”

Esse ano eu tô numa pegada forte de romancistas modernos do tipo Nora Roberts, Lucinda Riley, em breve vou ler algo de Nicholas Sparks pra ver se gosto e não posso deixar de citar a maravilhosa Kristin Hannah que suas histórias são sempre arrebatadoras. Ontem eu peguei “O Corcunda de Notre Dame” pra ler porque há muito tempo estava na minha lista e achei que esse era o momento certo pra um clássico. Mas por volta no quinto capítulo eu já estava gritando por socorro e infelizmente, esse grande clássico, não me prendeu.

Ele vai ficar na minha cabeceira pra eu persistir mais uma vez, mas não vou ficar presa a uma história quando existem tantas outras me esperando. Veja bem, eu amo clássicos, mas isso não quer dizer que todos irão me prender ou eu me apaixonar pela história e tá tudo bem porque, Victor Hugo pode não ser tão brilhante quanto uma Brontë é pra mim e isso não quer dizer que é melhor ou pior, mas ao meu gosto – não foi dessa vez.

Mas voltando aos meus romances da nossa época, esse foi um livro de Kristin Hannah que eu li em 3 dias. Isso porque viajamos no ultimo final de semana e tempo de sobra pra ler foi o que eu mais tive por esses dias. “Quando Você Voltar” é uma história impactante, posso dizer que esse é da lista de um dos melhores da autora e se você nunca leu nada dela, eu recomendo muito seus livros. Tem resenhas de vários aqui.

Jolene é uma personagem forte. Forte por personalidade e forte porque desde o começo, sua vida nunca se mostrou fácil. É uma história que fala sobre perdas, perdão, amor e traumas. Fala que você não precisa ser forte o tempo inteiro e que pedir ajuda não é um sinal de fragilidade, mas sim, de permitir aqueles que te amam poderem te ajudar também. Na história Jolene é casada com Michael (que o odiei por muitos momentos) e tem duas filhas: Lulu – que é um doce e Betsy a personagem que mais odiei, uma adolescente insuportável que apesar de também passar por vários problemas, a sua crueldade sempre me irritava. Na segunda parte do livro a história se passa com Michael continuando a sua vida e cuidando das crianças e Jolene indo para a Guerra do Iraque (ela é piloto de helicóptero) e é nesse ponto que a história toma a forma dos dramas pra compor essa narrativa. É um livro profundamente tocante, impossível de não se sensibilizar, eu acho que Kristin Hannah consegue dramatizar um tema com maestria, sem precisar usar os clichês ou forçar alguma coisa, ela sabe usar as palavras certas pra te tocar bem no fundo e suas histórias sempre são um grande ensinamento. Leitura mais que recomendada 5/5 xícaras:

03 jun, 2019

Livro: O Menino da Lista de Schindler

Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

Eu acho que não sou muito apegada a biografias e me dei conta disso por esse livro. A história é muito bem detalhada e emocionante, o relato do autor é comovente e por muitas vezes inacreditável porque você pensa em COMO ele e sua família conseguiram sobreviver aos horrores da guerra. Entretanto em alguns momentos a narrativa ficou um pouco cansativa pra mim, mas não anula o fato de ser um livro extremamente emocionante e doloroso, porém – para mim, a leitura se arrastou um pouco. 4/5 xícaras:

“Tive a meu favor, entretanto, algo mais forte do que tudo: Oskar Schindler achou que a minha vida era importante.”

27 maio, 2019

Livro: A Garota Italiana

Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.

Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana – e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada – e apaixonada – por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.

Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Eu vou dar um resumão bem básico sobre essa história: basicamente a protagonista é uma egoísta idiota que abriu mão de tudo e de todos que fizeram milhões de coisas por ela pelo amor de um cafajeste com um pau de ouro… É isso! Não é um livro ruim não, mas não teve aquele “noooossa” sabe? Esse foi o meu primeiro livro de Lucinda Riley e acho que, fazendo um remember mental, foi a primeira história que eu odiei a protagonista. Rosanna é uma personagem teria tudo para ser uma mulher cativante e forte e começou bem nisso, mas aí ela tem um amor platônico que no meio da história se casa com ele e gente?!? É um relacionamento tão abusivo, tão meloso e tão grudendo (argh!) que tem horas que você pensa – “mas não é possível que ela está fazendo isso” e aí a gente pensa no quanto existe esse tipo de amor doentio por aí.

Bom, aí com tudo isso ela acabou pagando um preço alto por tudo que abriu mão, além de ter dado as costas pra todo mundo, inclusive pra quem mais a ajudou e isso eu achei que não teve o troco merecido na história. Daí quando eu li os últimos momentos e vi que ela voltou a repetir OS MESMOS ERROS eu conclui que, definitivamente, que esse livro não funcionou para mim e por isso fiquei tão decepcionada com a personagem principal.

Pelas resenhas que andei lendo sobre esse livro, realmente não é da lista das melhores obras de Lucinda Riley, então acho que não foi também uma das minhas melhores escolhas para me iniciar com a autora, mas pretendo ler os outros livros dela. Vai ser só 3/5 xícaras porque gosto muito mais quando mulheres são tratadas como fortes e não como submissas nas histórias:

21 maio, 2019

Livro: Lua de Sangue

Em ‘Lua de Sangue’, Nora Roberts conta a história de Tory Bodeen, uma mulher que foi massacrada no corpo e no espírito, mas que nunca perdeu a esperança. Tory foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferro e cinto de couro…e onde seus talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga que sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. Porém Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Passados 18 anos, Tory retorna a sua cidade natal decidida a encontrar paz, mas viver tão próxima das lembranças infelizes será mais difícil e assustador do que ela poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto…

Este foi o meu primeiro livro de Nora Roberts – que há muito tempo estava querendo ler alguma história dessa escritora e posso dizer que pra primeira experiência com os livros dela, eu amei! Tory Bodeen é a protagonista e uma personagem cheia de medos e traumas, mas que segue firme no que acredita e luta para usar seu dom para desmascarar o assassino de sua melhor amiga. Nora Roberts tem uma narrativa envolvente, foi um livro que mais de 500 páginas que eu li muito rápido, muito em parte pela fluidez da autora que pra mim foi romance com mistérios na medida certa – no começo eu tinha um suspeito em mente e me mantive convicta nele, mas no final do livro me surpreendi completamente.

Se você gosta de romances com histórias e personagens bem construídos e mistérios na medida certa, eu recomendo muito esse livro. Pra uma iniciação com Nora Roberts, sem duvidas, posso dizer que comecei muito bem. 5/5 xícaras:

09 maio, 2019

Livro: O Caminho Para Casa

Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis.
Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar.
Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar.
O caminho para casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos.

Eu vou dizer uma coisa pra vocês: pra quem ama um dramalhão, daqueles dramas mesmo bem contados, eu recomendo muito os livros de Kristin Hannah porque essa mulher foi um achado pra mim, só teve um livro dela que eu não gostei tanto como queria e ainda acho que em parte por culpa minha por ter “lido errado”, mas Kristin Hannah de fato é uma escritora que foi uma feliz descoberta para mim, justamente por amar esse tipo de gênero.

O Caminho Para Casa é um livro que fala sobre perdas e o perdão. É uma história forte que com a narrativa da autora, você não consegue largar o livro. Drama dos bons. Jude é a mãe super protetora de Mia e Zach que são gêmeos e como todos gêmeos – apesar de personalidades bem diferentes, são super ligados daquela maneira que só os gêmeos são. Após a chegada de Lexi – uma garota órfã que já foi devolvida de diversos lares, Mia e Lexi se tornam quase que instantaneamente melhores amigas e pouco tempo depois Lexi e Zach começam a namorar, juntos, eles formam um trio inseparável até que numa noite de verão uma tragédia acontece e aí eu não vou contar mais pra não correr o risco de ficar soltando spoilers.

“Em um mar de lamentação, havia ilhas de bençãos, instantes no tempo que nos lembravam do que ainda tínhamos, em vez de tudo o que tínhamos perdido.”

Este é um livro que conta uma história sobre a dor da perda, do luto, o perdão, a amizade e do amor. Dizendo assim parece até mais uma daquelas histórias que é “mais do mesmo”, mas como eu sempre faço questão de dizer aqui – Kristin Hannah tem o dom de transformar um assunto cotidiano numa grande história, não é a toa que ela entrou pra minha lista de escritoras preferidas desde O Rouxinol. 5/5 xícaras:

30 abr, 2019

Livro: Uma Curva no Tempo

“A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?”

Esse livro não é necessariamente uma história de amor, bom, fala também, mas não é o ponto central. Rachel é a personagem principal e o livro fala sobre perda, escolhas, a importância da família e o quanto, muitas vezes, seria tudo completamente diferente de ter uma segunda chance na vida pra poder fazer o certo. Eu meio que tinha me ligado de como seria o final numa determinada parte da história, mas mesmo já tendo uma ideia, eu fiquei emocionada com o o final que teve, principalmente pela autora colocar de uma forma tão sensível, porém bem impactante. Não é uma das melhores histórias que já li, mas é uma leitura bem fluída e com um final bem legal: 4/5 xícaras:

25 abr, 2019

Livro: Um Teto Todo Seu

“Em Um teto todo seu, este clássico ensaio que veio a se tornar um texto feminista fundamental, Virginia Woolf discute a necessidade de as mulheres escritoras conquistarem seu espaço, tanto literal quanto metafórico, dentro de um universo dominado por homens. A escritora pontua em que medida a posição que a mulher ocupa na sociedade acarreta dificuldades para a expressão livre de seu pensamento, para que essa expressão seja transformada em uma escrita sem sujeição e, finalmente, para que essa escrita seja recebida com consideração, em vez da indiferença comumente reservada à escrita feminina na época.

Imaginando, por exemplo, qual seria a trajetória da irmã de Shakespeare – caso o famoso escritor tivesse uma e ela fosse tão talentosa quanto o irmão –, Woolf descortina ao leitor um cenário em que as mulheres dispunham de menos recursos financeiros que os homens e reduzido prestígio intelectual. Será que à irmã de Shakespeare seria dada a mesma possibilidade de trabalhar com seu potencial criativo? Como o papel social destinado aos dois sexos interfere no desenvolvimento (ou na falta) de uma habilidade nata?

Virginia mostra como, na época, a elaboração da competência de uma pessoa dependia de seu sexo, uma vez que a sociedade reservava aos homens e às mulheres papéis, atribuições e concessões bastante distintas. A maioria das mulheres não dispunha da liberdade e da privacidade necessárias para ter um lugar próprio para refletir e laborar na escrita. Daí a afirmação da escritora de que“uma mulher precisa ter dinheiro e um teto todo seu se quiser escrever ficção”. Uma mulher precisa ter condições financeiras e espaço para pôr-se a contemplar suas ideias e colocá-las no papel.”

Meu primeiro livro de Virginia Woolf. E “Um Teto Todo Seu” já fez me apaixonar por essa mulher/escritora tão a frente do seu tempo. Esse livro se trata de um ensaio que ela escreveu em 1929 e foi transformado em diversas palestras em que inicialmente foi intitulado como “A Mulher a Ficcção”. Virginia com um senso de humor afiadíssimo nos mostra como mulheres eram impedidas de se expressar devido sua pobreza e como eram subjugadas pelos homens e família simplesmente por serem mulheres.

Para ilustrar isso ela cria uma personagem ficcional – Judith, irmã de Shakespeare – para nos exemplificar de uma forma clara que uma pessoa com os mesmos talentos de Shakespeare e que teria o mesmo dom (quicá até mais) para desenvolver obras incríveis, mas que seria negada e teriam todas as portas fechadas pelo simples fato de ser mulher.

“[..] é impensável que qualquer mulher nos dias de Shakespeare tivesse tido o dom de Shakespeare. Porque um gênio como o de Shakespeare não surgia entre pessoas trabalhadoras, sem educação formal, servis. Não nascia na Inglaterra entre os saxões e bretões. Não surge hoje entre as classes trabalhadoras. Como, então, poderia surgir entre mulheres cujo trabalho começava, de acordo com o professor Trevelyan, pouco antes de deixarem o berço, e ao qual eram impelidas pelos pais e obrigadas pelo poder da lei e dos bons costumes? Ainda assim, gênios desse tipo hão de ter existido entre as classes trabalhadoras.”

A mulher não tinha o direito de escrever, de criar, de ter acesso aos livros, de ter uma imaginação… Uma mulher que ousasse isso seria tratada como louca, subjugada por todos, inclusive pela família, afinal o papel da mulher nesses tempos era apenas cuidar da casa e dos filhos. Esta passagem escrita por Virginia Woolf está repleta de simbolismo: “troque ‘dinheiro’ por ‘validação social’ e ‘um teto todo seu’ por ‘liberdade intelectual’ e provavelmente você terá encontrado os motivos pelos quais não há tantos romances, poemas, peças ou estudos escritos por mulheres ao longo da história.” De maneira clara Virgínia nos mostra nesse ensaio que para se escrever toda mulher precisa ter um teto todo seu e uma renda. Essa importância de se ter um espaço próprio – de preferência que se possa trancar com chave para que ninguém lhe interrompa é o começo do caminho para que a mente esteja tranquila para toda mulher poder se expressar livremente.

“A liberdade intelectual depende de coisas materiais. A poesia depende da liberdade intelectual. E as mulheres sempre foram pobres, não só por duzentos anos, mas desde o começo dos tempos. As mulheres gozam de menos liberdade intelectual do que os filhos dos escravos atenienses. As mulheres, portanto, não tiveram a mais remota chance de escrever poesia. […] No entanto, graças à labuta das mulheres obscuras do passado, de quem eu gostaria de saber mais, graças, curiosamente, a duas guerras – a da Crimeia, que permitiu que Florence Nightingale saísse de casa, e a Europeia, que abriu as portas para a mulher comum cerca de sessenta anos mais tarde –, esses males estão prestes a ser corrigidos. Não fosse assim, vocês não estariam aqui esta noite, e a sua chance de ganhar quinhentas libras por ano, por mais precária que ainda seja, seria extremamente minúscula.”

Virginia não enaltece a mulher em detrimento do homem, diferente de muitos textos/artigos feministas que lemos, principalmente dos nossos tempos atuais. Para ela ambos podem escrever bons livros (e cita ótimos autores também), desde que esqueçam seu gênero e escrevam livres disso.

“A literatura está aberta a todos. Recuso-me a permitir que você, mesmo que seja um bedel, me negue acesso ao gramado. Tranque as bibliotecas, se quiser; mas não há portões, nem fechaduras, nem cadeados com quais você conseguirá trancar a liberdade do meu pensamento.”

“Seria mil vezes uma pena se as mulheres escrevessem como os homens, ou vivessem como eles, ou se parecessem com eles, pois se dois sexos é bastante inadequado, considerando a vastidão e variedade do mundo, como faríamos com apenas um?”

Por diversas vezes Virginia nos apresenta diversos pensamentos simples mas bem pertinentes sobre as obras de Jane Austen, Charlotte Brontë, Emily Brontë, George Elliot. Percebi, inclusive, que Virginia gostava especialmente da coragem de Charlotte Brontë quando escreveu Jane Eyre. Mulheres que criaram romances incríveis, autoras de clássicos lidos até hoje, mas que poderiam ser ainda melhores e teriam escrito muito mais se tivessem mais liberdade de espaço e liberdade intelectual pra tal. Fiquei por muito tempo pensando sobre isso. Eu destaquei diversos trechos desse livro que os coloquei entre a resenha desse post. É muito complexo de falar de uma autora/mulher incrível que escreveu uma obra tão densa como essa – no sentido de ter muitas coisas pra se absorver mesmo e nos impacta tanto que foi exatamente dessa forma que esse livro foi pra mim, certamente irei ler todas as suas outras obras.

“Jane Austen escondia seus manuscritos ou cobria-os com um pedaço de mata-borrão. Bom, até então, todo o treinamento literário que uma mulher tinha no começo do século XIX consistia em exercitar a observação de personagens, a análise das emoções. Sua sensibilidade foi lapidada por séculos pelas influências da sala de estar comum. Os sentimentos das pessoas a afetavam; suas relações pessoais estavam sempre diante de seus olhos. Por essa razão, quando a mulher de classe média decidiu escrever, naturalmente escrevia romances, ainda que, como se mostra evidente, duas das quatro mulheres famosas aqui mencionadas não fossem romancistas por natureza. Emily Brontë deveria ter escrito peças de teatro poéticas; a fertilidade da mente capacitada de George Elliot deveria ter se espalhado na época em que o impulso criativo era gasto com história ou biografia. Elas, porém, escreveram romances, é possível até, digo eu retirando Orgulho e preconceito da prateleira, ir além e afirmar que elas escreveram bons romances. Sem fazer alarde ou ofender o sexo oposto, é possível dizer que Orgulho e preconceito é um bom livro. De qualquer forma, ninguém se envergonharia de ser flagrado escrevendo Orgulho e preconceito. No entanto, Jane Austen agradecia quando uma dobradiça rangia, o que lhe permitia esconder seu manuscrito antes que qualquer pessoa entrasse. Para Jane Austen, havia algo desonroso no ato de escrever Orgulho e preconceito. E indaguei-me, Orgulho e preconceito teria sido um romance melhor se Jane Austen não achasse necessário esconder seu manuscrito das visitas?”

“Quando lemos sobre o afogamento de uma bruxa, sobre uma mulher possuída por demônios, sobre uma feiticeira que vendia ervas ou mesmo sobre um homem muito notável e sua mãe, então acho que estamos diante de uma romancista perdida, de uma poeta subjugada, uma Jane Austen muda e inglória, uma Emily Brontë que esmagou o cérebro em um pântano ou que vivia vagando pelas ruas, enlouquecida pela tortura que seu dom lhe impunha. Na verdade, arrisco-me a dizer que Anônimo, que escreveu tantos poemas sem cantá-los, com certeza era uma mulher.”

O final desse ensaio é tocante. Afinal Virginia conclui nos encorajando a escrever todo tipo de livro/textos/pensamentos, não hesitando diante de nenhum tema – por mais trivial possa parecer… E espera que tenhamos dinheiro suficiente para viajar, conhecer o mundo, ter experiências e claro! Um teto todo nosso. 5/5 xícaras com louvor:

18 abr, 2019

Livro: Resistência

Auschwitz, 1944. As gêmeas Pearl e Stasha têm 12 anos quando desembarcam no campo de concentração nazista na Polônia. à medida que conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e sofrimento, tentam confortar uma à outra e criam códigos e jogos para se proteger e recuperar parte da infância deixada para trás. Mas quando Pearl desaparece sem deixar pistas, Stasha se recusa a acreditar que a irmã esteja morta e embarca numa jornada desesperada em busca de justiça, paz e de si mesma. Livro notável pelo The New York Times; Livro do Ano pela Amazon e pela Publishers Weekly; indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra, com uma voz poderosa e única, a trajetória de duas irmãs lutando pela sobrevivência em um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostra que há beleza e esperança até diante do caos.

Apesar de um tema sombrio e pesado esse foi um dos livros mais lindo que eu li esse ano. Ele foi tão lindamente escrito que chega a ser poético da forma como foi contada a história. Resistência conta a história das gêmeas Pearl e Stasha que caíram nas mãos de Josef Mengele – o médico mundialmente conhecido por suas cruéis experiências em crianças sobre a premissa de expandir seus estudos sobre genetica, não é a toa que era conhecido como o Anjo da Morte e retratado em muitos livros desse tema. Pearl e Stacha são gêmeas inseparáveis, daquele tipo que sente o que a outra sente, conhece os pensamentos e que compartilham das sensações e segredos sem precisar trocar uma palavra. A narrativa é feita em primeira pessoa pelas duas meninas que vão se intercalando entre os capítulos e a segunda parte do livro é o pós guerra. É uma história que fala sobre medo, a tortura, o ódio, vingança mas também sobre a inocência, amor, cumplicidade, amizade e transformando tudo isso numa verdadeira resistência.

“Mas aquele pedaço de terra não podia ser dominado. Alguns afirmavam que poderíamos vencê-la se entendêssemos sua perversidade por completo. Mas sempre que começávamos a entender o mal, o próprio mal aumentava.”

“A ideia de que a maldade torna uma pessoa mais forte do que as pessoas boas é um equivoco muito comum.”

Resistência não vai detalhar o experimentos ou o sofrimento físico delas daquela maneira crua e direta muito comum nos livros da Segunda Guerra, é um livro muito mais voltado pra emoção e sensações e eu fiquei apaixonada pela escrita de Affinity Konar justamente por isso, como eu disse – mesmo escrevendo sobre um período tão obscuro e tão triste, ela conseguiu expressar o máximo das personagens de uma maneira tão sensível que chega a ser poética. Sem duvida alguma coisa um dos livros mais lindos que eu li esse ano.

“Em meu rosa fetal, tive de encarar essa verdade: sem ela eu seria apenas um pedaço, uma coisa sem valor algum, um ser humano incapaz de amar.”

A autora se inspirou na vida das irmãs Miriam e Eva Mozes que viveram em Auschwitz e sofreram com os experimentos de Mengele. Elas sobreviveram, mas inevitavelmente tiveram a sequelas e doenças como câncer, falência dos rins, além de Eva sofrer diversos abortos espontâneos – tudo por consequência desses terríveis experimentos. Entrou pra minha lista dos preferidos – 5/5 xícaras:

09 abr, 2019

Livro: A Grande Solidão

Alasca, 1974. Imprevisível. Implacável. Indomável. Para uma família em crise, o último teste de sobrevivência.
Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca. Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor.
Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos. Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa.
A Grande Solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza

Excelente história. Eu gostei tanto desse livro. Depois do Jardim de Inverno que não me ganhou muito, Kristin Hannah mais uma vez me surpreendeu positivamente com suas histórias. Ela faz uma descrição impecável do Alasca e do modo de vida das pessoas que vivem lá. Selvagem, pra dizer o mínimo. O Alasca é um lugar que te transforma. Os personagens são ótimos, todos complexamente muito bem construídos, especialmente Leni. Aliás são três pessoas – Ernt, Cora e Leni. Pai, mãe e filha. Esses são os principais personagens dessa narrativa, uma família que após se mudar de tantos lugares depois da volta do pai mudado no pós a guerra, eles tentam ser uma família normal dessa vez no Alasca. A história não tem um tema fácil de digerir porque trata de relacionamentos abusivos, agressão… Mas também há amor de verdade, felicidade, amadurecimento, resiliência. Eu recomendo muito porque Kristin Hannah tem uma maneira incrível de arrancar o melhor de histórias triviais. 5/5 xícaras:

“Para nós poucos, os vigorosos, os fortes, os sonhadores, o Alasca é nosso lar, sempre e para sempre, a canção que você escuta quando o mundo está imóvel e silencioso. Ou você é selvagem e indomável e pertence a este lugar, ou não.”

18 mar, 2019

Livro: O Menino do Vagão

“Uma fantástica história de amizade nascida através do sacrifício e da necessidade de sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante a ocupação nazista na Holanda, Noa, uma jovem de apenas 16 anos, engravida de um soldado alemão. Contra a sua vontade, ela é obrigada a entregar seu bebê recém-nascido para a adoção e é praticamente abandonada em um cenário de guerra e destruição. Em busca de abrigo, ela chega em uma pequena estação de trem no interior da Alemanha onde, em troca de comida e um lugar para dormir, ela passa a trabalhar.
Até que em uma fria noite de inverno, Noa descobre um vagão de trem repleto de crianças judias roubadas de seus pais, com destino a um campo de concentração. Em um momento que mudará toda a sua vida, ela decide salvar um dos bebês judeus. E, talvez, recuperar a esperança que foi levada junto com o seu filho. Começa assim, a sua jornada em busca da liberdade.

Em O Menino do Vagão, Pam Jenoff constrói personagens inesquecíveis e emocionantes para nos oferecer o poder que só uma ficção poderosa consegue criar: o olhar do passado para refletirmos o futuro e o que significa, verdadeiramente, sermos humanos.”

Apesar do título do livro, o foco da história é sobre a amizade de Astrid e Noa nos tempos de guerra. Os capítulos dos livros são alternados entre as narrações dessas duas personagens que, após a chegada de Noa, passam a trabalhar juntas como trapezistas em um circo cujo dono abrigou alguns judeus. O menino do vagão em questão é Theo, o bebê que é encontrado com Noa e que acaba sendo o elo de toda a história. Cada uma tem seus próprios obstáculos e frustrações para lidar, Astrid é um pouco mais velha e mais experiente ao passo que Noa é mais ingênua e em alguns momentos, por tentar fazer o bem, acaba prejudicando Astrid em algumas situações. Além das duas, também há outros personagens: Peter, Luc, Herr Neuhoff – o dono do circo.

“– Astrid, eu ainda estou sem entender. Mesmo com as coisas tão ruins, simplesmente desistir assim…
– Não julgue – digo, a repreensão em minha voz mais aguda do que pretendia. – Às vezes, esconder-se o tempo todo acaba ficando insuportável.”

O Menino do Vagão é uma obra ficcional, mas que foi inspirada em alguns acontecimentos da segunda guerra: houve sim o vagão com bebês judeus que foram tirados de suas famílias, houve também um circo cujo dono abrigava judeus. Eu ia dar 4 xícaras porque acredito que alguns detalhes da narrativa não precisavam estar na história, mas autora entregou uma escrita bem cadenciada, com capítulos bem fluídos e um final emocionante, então vai as 5/5 xícaras: