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24 Maio, 2020

Livro: Aos Perdidos, Com Amor

Juliet Young sempre escreveu cartas para sua mãe. Mesmo depois da morte dela, continua escrevendo – e as deixa no cemitério. É a única coisa que tem ajudado a jovem a não se perder de si mesma.
Já Declan Murphy é o típico rebelde. O cara da escola de quem sempre desconfiam que fará algo errado, ou até ilegal. O que poucos sabem é que, apesar da aparência durona, ele se sente perdido. Enquanto cumpre pena prestando serviço comunitário no cemitério local, vive assombrado por fantasmas do passado.
Um dia, Declan encontra uma carta anônima em um túmulo e reconhece a dor presente nela. Assim, começa a se corresponder com uma desconhecida… exceto por um detalhe: Juliet e Declan não são completos desconhecidos um do outro.
Eles estudam na mesma escola, porém são tão diferentes que sempre se repeliram. E agora, sem saber, trocam os segredos mais íntimos. Mas, aos poucos, a vida real começa a interferir no universo particular das confidências. E isso pode separá-los ou uni-los para sempre.
Entre cartas, e-mails e relatos, Brigid Kemmerer constrói uma trama intensa, repleta de descobertas e narrada sob o ponto de vista dos dois personagens. Uma história de amor moderna de arrebatar o coração.

Primeiro livro que leio dessa autora. Estava na minha estante há um tempão e essa história tem um segundo livro de continuação, porém são com outros personagens e não com os protagonistas deste livro. Mas vamos lá: Juliet é a típica patricinha americana que está passando por um luto muito difícil quando há alguns meses perdeu sua mãe. Declan é o bad boy rebelado com o mundo que está passando por uma situação semelhante, mas segue ainda com o plus de ter o pai na cadeia. Ambos começam a se corresponder após um fato no livro que não vou dizer qual é, mas são completamente desconhecidos um para o outro dentro das cartas. Na escola eles se conhecem, mas não são amigos.

A história vai se desenrolando durante essa troca de mensagens que tem uma pegada toda filosófica sobre a vida: dramas familiares, perda de identidade e uma dificuldade imensa de encontrarem seu lugar no mundo e seguir um caminho. Eu particularmente gostava muito mais do contexto no livro quando eles trocavam essas mensagens, do que a vida que eles seguiam paralelamente na rotina do dia a dia. Mais pro final, há algumas reviravoltas que achei bem interessante principalmente para mostrar que nem todo mundo é o que parece ser. A boa lição do livro é dizer que nós é que criamos o nosso próprio caminho e que rótulos são para produtos e não pessoas. Foi uma boa leitura. 5/5:

15 Maio, 2020

Livro: As Violetas de Março

Emily Taylor é uma mulher jovem e escritora de sucesso, mas não gosta muito de seu próprio livro. Também tem um casamento que parece ideal, no entanto ele acabará em divórcio.Sentindo que sua vida perdeu o propósito, Emily decide fazer as malas e passar um tempo em Bainbridge — a ilha onde morou quando menina — para tentar se reorganizar.
Enquanto busca esquecer o ex-marido e, ao mesmo tempo, arrumar material para um novo — e mais verdadeiro — livro, um antigo colega de escola e o namorado proibido da adolescência tornam-se seus companheiros frequentes. Entretanto, o melhor parceiro de Emily será um diário da década de 1940, encontrado no fundo de uma gaveta.
Com o diário em mãos, Emily sentirá o estranhamento e a comoção causados pela leitura de uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história.
Assim como as violetas que desabrocham fora de estação para mostrar que tudo é possível, a vida de Emily Taylor poderá tomar um rumo improvável e cheio de possibilidades.
As Violetas de Março é um romance sobre a força do amor, sobre as peças que o destino prega e sobre como podemos ser felizes mesmo quando tudo parece conspirar contra a felicidade.

É o segundo livro de Sarah Jio que leio, o primeiro foi “O Bangalô” que li na viagem de 2018 e lembro que gostei demais da história porque a temática de praia teve tudo a ver com o momento que eu estava passando, mas até então não tinha lido mais nada dela. Até que resolvi ler esse e foi uma ótima história pra sair da ressaquinha que eu estava. É o tipo de romance leve, gostoso de ler, mas com grandes revelações – o que eu adoro também. A história tem a nossa protagonista Emily e um diário que ela encontra na casa de sua tia – a Bee, o diário é de uma mulher misteriosa chamada Esther e um romance que ela teve com um homem chamado Elliot na ilha em que Emily está passando uma temporada.

A história contida no diário é mais emocionante que a história que Emily está passando no momento, pelo menos eu me apeguei muito mais na narrativa quando a história do diário era contada porque envolve todo um mistério que a autora soube aproveitar cada detalhe que ela colocou neste livro e porque também a vida de Esther e Emily vão se entrelaçando conforme o desenrolar da coisas. Com uma foto misteriosa aqui, uma pista ali, uma pessoa que você descobre que está escondendo algum segredo, a história vai tomando uma forma surpreendente e pra mim teve um final bem satisfatório, com tudo muito bem amarrado. Achei maravilhoso. 5/5 xícaras:

11 Maio, 2020

Livro: Flores Para Algernon

Aos 32 anos, Charlie trabalha na padaria Donners, ganha 11 dólares por semana e tem 68 de QI. Porém, uma cirurgia revolucionária promete aumentar a sua inteligência, considerada gravemente baixa. O problema? Enxergar o mundo com outros olhos e mente pode trazer sacrifícios para a sua própria realidade. E resta saber se Charlie Gordon está disposto a fazê-los.

Esse livro pra mim foi um pouco difícil ler no começo e demorei um pouco pra me conectar com a história, mas depois a leitura se tornou bem fluída, muito embora eu não goste muito de livros que são nesses moldes escritos como se fossem um diário (no caso de Charlie são relatórios). Charlie é o protagonista da história, um homem de 32 anos que tem deficiência intelectual e se submete a uma cirurgia revolucionária que irá, trocando em miúdos, torna-lo não só inteligente, mas SUPER inteligente, com um QI acima da média.

“Estranho sobre aprender; quanto mais longe eu vou, mais vejo o que nunca soube que sequer existia. Algum tempo atrás, tolamente imaginei que poderia aprender tudo, todo o conhecimento existente. Agora espero apenas ser capaz de saber de sua existência e entender um mínimo disso.” (Flores para Algernon – Daniel Keyes)

Quando isso gradativamente começa a acontecer logo após a cirurgia, tudo começa a muda parar Charlie, pois ao adquirir o conhecimento, outras coisas começam a vir juntas também: as memórias de sua vida quando criança que não foram antes nunca lembradas, a percepção no mundo – sobretudo das pessoas, a realidade das coisas que por muitas vezes é extremamente cruel. Flores Para Algernon é um livro cheio de questionamentos. Que te traz uma série de reflexões sobre os valores humanos, sobre como o conhecimento pode ser uma bênção, mas também uma maldição, um muro muito alto para a verdadeira felicidade. Talvez seria esse o preço da inteligência? E eu diria que uma leitura necessária para todos. Pra mim, mesmo sendo cansativo em algumas partes porque ele tem toda uma pegada filosófica, foi bom para eu sair um pouco da minha zona de conforto de gênero literário. 4/5:

10 Maio, 2020

Livro: Todas as Pequenas Luzes

Novo livro da autora da série best-seller Belo Desastre.

Quando Elliott Youngblood vê Catherine Calhoun pela primeira vez, ele é apenas um garoto com uma câmera nas mãos que nunca viu algo tão triste e tão belo. Os dois se sentem excluídos e logo se tornam amigos. Porém, no momento em que Catherine mais precisa dele, Elliott é forçado a sair da cidade. Alguns anos depois, Elliott finalmente retorna, mas ele e Catherine agora são pessoas diferentes. Ele é um atleta bem-sucedido, e ela passa todo o tempo livre trabalhando na misteriosa pousada de sua mãe. Catherine ainda não perdoou Elliott por abandoná-la num momento difícil, mas ele está determinado a reconquistar a amizade dela ― e a ganhar seu coração. Bem quando Catherine está pronta para confiar outra vez em Elliott, ele se torna o principal suspeito em uma tragédia local.

Apesar da desconfiança de todos na cidade, Catherine se agarra ao seu amor por Elliott. Mas um segredo devastador que ela esconde pode destruir qualquer chance de felicidade que os dois ainda têm.

Meu primeiro livro dessa autora. Esse livro é a história de Elliot e Catherine que se conhecem, se tornam grandes amigos, mas Elliot precisa ir embora pra casa no momento em que Catherine mais precisa dele. Dois anos depois ele retorna e muitas coisas estão diferentes, inclusive Catherine. A história gira em torno de mistérios, principalmente sobre a vida de Catherine aonde mora com a mãe no casarão que ambas transformaram em uma pousada.

A história flui bem, é linear. Porém em certo ponto do livro, um crime acontece e alguns pesos recaem em cima dos dois. Desse ponto em diante o mistério aumenta, porém, pra mim se tornou um pouco cansativo nesse momento da história. Bem como algumas resenhas que li sobre esse livro disseram: o final é surpreendente e realmente é, mas não pude deixar de questionar o quanto Catherine foi egoísta em um momento crucial do livro. Não foi dizer o porquê senão soltarei um spoiler imenso aqui.

Todas as Pequenas Luzes é um bom livro, muito embora deixou alguns fios soltos. 3/5 xícaras:

02 Maio, 2020

Livro: Pequena Abelha

Essa é a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa…

Depois de ler esse livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola.

Uma das coisas maravilhosas que a literatura proporciona é quando você começa um livro e esse livro supera em um milhão de vezes a sua expectativa. Dito isso, a outra mágica que acontece é quando você termina uma história, mas não consegue sair dela porque você ainda está absorvendo tudo o que aconteceu e você se pega muitas vezes ao dia pensando no livro que acabou de ler. Eu acredito que quando um autor consegue fazer isso, ele atingiu o próprio objetivo em arrancar o seu coração fora e desgraçar sua cabeça AHAHAHAHAH. Perceba, isso não é ruim. Literatura é uma forma de arte e arte é tudo aquilo que de alguma forma mexe com você e desperta suas emoções.

“Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: ‘Eu sobrevivi’.”

Estou aqui dizendo tudo isso porque eu me surpreendi demais com Pequena Abelha. E porque foi um dos melhores livros que li até o momento em 2020 e porque entrou pra minha lista de favoritos também. Essa é a história de Pequena Abelha e Sarah e quando a vida delas se cruzam por duas vezes em dois momentos e em países diferentes. Duas vidas e realidades completamente diferentes uma da outra e que acontece coisas que jamais podemos imaginar. Isso é tudo que eu vou dizer sobre a história, pois na própria sinopse do livro o autor pede: “Depois de ler este livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como esta narrativa se desenrola”. E realmente essa é a mágica.

“A noite, claro, é um refúgio. É para onde você vai quando um nome novo ou uma máscara e uma capa não conseguem mais escondê-lo de si mesmo. É para aonde você corre quando nenhum dos principados da sua consciência lhe concede asilo.”

Então isso é tudo que vou contar à vocês, mas posso garantir que é um livro, pra dizer o mínimo, surpreendente. Pequena Abelha é uma história crua e mesmo se tratando de uma ficção, mostra a realidade de muitas pessoas. Chris Cleave nos apresenta uma narrativa envolvente, carregada de sentimentos e grandes lições, por muitas vezes eu voltava em certos trechos porque eu queria absorver mais aquele momento. É um livro curto – 252 páginas apenas, então dá pra ler super rápido. Eu acredito que cada um vai absorver a história de um jeito, li várias resenhas e algumas delas as pessoas não gostaram muito, ao passo que muitas outras e isso me inclui, achou a história espetacular.

Se vocês gostam das minhas indicações de leituras eu digo: incluam esse livro na lista de leitura e LEIAM. Além de ler uma ótima indicação para um clube do livro. 5/5 xícaras:

26 abr, 2020

Livro: Tudo Aquilo Que Nos Separa

Imagine a seguinte situação: você conhece um homem, vocês passam sete dias maravilhosos juntos, e você fica apaixonada. E o que é melhor: o sentimento é recíproco. Você nunca teve tanta certeza de algo na vida.

Então, quando ele parte numa viagem de férias agendada há muito tempo e promete te ligar para o aeroporto, você não tem nenhum motivo para duvidar disso. Mas ele não liga. Seus amigos dizem que você deve desencanar, que deve esquecer o cara, mas você sabe que eles estão errados. Eles não sabem de nada. Algo de ruim deve ter acontecido, deve haver um motivo sério para explicar o silêncio dele.

O que você faz quando finalmente descobre que tem razão? Que existe um motivo — e que esse motivo é a única coisa que vocês não compartilharam um com o outro? A verdade.

Sarah é um mulher nascida na Inglaterra e que vive nos EUA. Após seu divórcio, Sarah vai para Inglaterra passar uns dias com os pais e acaba conhecendo Eddie. Eles se apaixonam imediatamente e o sentimento é recíproco. Eles passam 7 dias juntos na mais perfeita história de amor, cheio de juras e promessas. Até que Sarah tem que voltar para os EUA e Eddie partirá para suas férias de uma semana. Claro que ambos prometem um ao outro de se encontrarem, trocam números, redes sociais, Eddie quase cancela as férias por Sarah, mas ela insiste pra ele em ir, ele vai e aí seu tormento começa porque Eddie simplesmente desaparece e não dá mais as caras. Nem um telefonema ou sinal de fumaça, absolutamente nada.

Nada de novo no front até então, não é mesmo? Mas Sarah tem certeza que algo aconteceu, pois o sentimento e amor deles, apesar de se conhecerem só por 7 dias, é tão genuíno e tão intenso que ela se recusa a aceitar que Eddie simplesmente deu um bolo e sumiu no mundo. Isso é também o que seus amigos acreditam e tentam convencê-la a seguir a vida, sair dessa a aceitar que o cara foi um canalha mesmo. Mas Sarah simplesmente não aceita porque sabe piamente que alguma coisa aconteceu, só não sabe o motivo, a partir de então sua vida muda completamente, ela meio que enlouquece mesmo porque quer a todo custo encontrar Eddie e descobrir a verdade e porque também ela está imensuravelmente apaixonada. Paralelamente parece que tudo a sua volta também não está querendo dar muito certo, é uma sucessão de revés atrás de revés, uma angustia e ansiedade sem fim, mas é porque principalmente Sarah para de viver enquanto não tem as repostas que precisa.

No começo eu até pensei que seria uma história de um embuste que larga uma mulher apaixonada e sei lá, depois o cara volta revelando alguma tendência psicopata que tenta matar a mulher, mas não é nada disso. Aos poucos você vai dando razão as neuras e persistências de Sarah para descobrir a verdade porque sente realmente que tem alguma coisa acontecendo mesmo. Ambos tem um passado marcado por acontecimentos traumáticos e isso acaba sendo o pano de fundo para o desenvolvimento da história. Eu amei esse livro. Pra um pouco mais da metade há um plot twist que eu fiquei chocada e embora tivesse no caminho certo para desvendar certos mistérios, no entanto o que acontece é algo completamente diferente e que realmente me pegou de surpresa. Uma sacada ótima, diga-se de passagem, por parte da autora.

Eu devorei a leitura em pouquíssimos dias porque é um livro que não dá vontade de pausar. É doloroso demais ver o sofrimento de Sarah a procura de Eddie e de respostas, o sofrimento dela é tão grande que por muitos momentos você consegue sentir exatamente o que ela está sentindo. Depois você também entende o sofrimento de Eddie, sobretudo o sumiço e é um livro que nos ensina que ao sacrificarmos algumas coisas na vida por amor, pode implicar em sacrificarmos aos poucos a nossa própria vida e que pra toda história há sempre os dois lados. Foi um ótimo livro pra mim, um romance com seus mistérios e questionamentos sobre algumas coisas da vida.

5/5 xícaras:

21 abr, 2020

Livro: Arte & Alma

O novo livro de Brittainy C. Cherry mostra a necessidade de encontrar-se e valorizar o que tem mesmo quando as coisas parecem desmoronar ao redor.

Aria Watson era considerada invisível na escola, mesmo com todo seu talento para arte; em casa era uma boa filha e irmã. Mas tudo mudou quando ela anunciou, aos 16 anos, que estava grávida. E a notícia caiu como uma bomba. Agora ela está aterrorizada e se sentindo mais sozinha do que nunca. Levi Myers mudou-se para Wisconsin para ficar com o pai, que não via desde os 11 anos. Ele precisava se afastar um pouco da mãe e passar um ano com o pai parecia uma boa ideia, mas agora Levi não tem mais certeza. Se a mãe tem problemas, o pai é pior.

Dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Os dois estão despedaçados por dentro, cheios de cicatrizes. Mas, nas manhãs no bosque, enquanto tentam alimentar cervos, ou esperando o ônibus para escola, eles compartilham seus medos e incertezas. Levi está dividido entre o pai e a mãe e Aria precisa decidir o futuro do bebê que está gerando. Em palavras, e até mesmo no silêncio, os dois fazem um ao outro um pouco mais fortes. Apaixonar-se não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem sua dor e solidão.

Esse livro foi o meu primeiro contato com essa autora. Temos aqui dois protagonistas: Aria e Levi que se conhecem, tornam-se amigos e cada um está passando por momentos difíceis em suas vidas, primeiramente a amizade surge e mais pra frente parte pro amor que inevitavelmente também acontece. Eu gostei das abordagens que a autora usou na história, muito embora tenha achado que algumas coisas meio que se resolveram rápidas demais, ao passo que outras poderiam ter mais coisas (como a vida da mãe de Levi, por exemplo, queria saber mais), mas é uma história bem bonitinha, sensível e leve.

Particularmente é o que exatamente estou procurando ler por nesses tempos de quarentena. Esse livro mostra o amor e os dramas de diversas formas e que pra mim a autora conseguiu unir tudo de uma maneira bem interessante, pra isso preciso citar que há personagens secundários muito bons também. Não foi o tipo de história arrebatadora pra mim, daquelas que a gente acaba o livro e ainda fica pensando e pensando, mas foi um Young Adult bem gostosinho de ler. Eu vou dar 5/5 porque pra mim cumpriu o propósito da história:

18 abr, 2020

Livro: Tudo Por Amor

Professora respeitada em sua pequena cidade no Texas, Julie Mathison vive apaixonadamente seus ideais. Criada num lar adotivo, a jovem sente-se determinada a retribuir todo o amor e a bondade recebidos. Nada, nem ninguém, seria capaz de destruir a vida perfeita que havia alcançado. Depois de fugir da prisão, Zachary Benedict, um ex-ator e diretor que teve a vida e a carreira destruídas após ser equivocadamente condenado pela morte da mulher, sequestra Julie e a força a levá-lo a seu esconderijo nas montanhas do Colorado. Nenhum dos dois poderia imaginar que estariam embarcando na viagem de suas vidas…

Meu primeiro livro dessa autora que estava na minha lista de leitura. É um romance do estilo que gosto: com dramas, paixões, mocinha, vilão que depois vira mocinho, uma premissa muito boa, uma base central que foi bem sustentada, MAS um livro muito mais longo do que deveria. Veja bem, não digo longo no sentido do numero de páginas – 602, mas achei que se estendeu demais e não tinha tanta história pra isso. O livro fala de um astro do cinema, acusado de assassinato que passa 5 anos da prisão até conseguir uma fuga.

Todo o seu plano estava bem alinhado, mas algumas coisas acabaram fugindo do controle e num dado momento da fuga ele acaba sequestrando uma mulher que é professora de uma cidade pequena do interior, que teve uma infância difícil, mas que venceu na vida apesar de tantos problemas, pois foi adotada por uma boa família aos 11 anos idade. Praticamente instantaneamente eles acabam se apaixonando – ok, é o tipo de coisa que você pensa só acontecer em livros e aí ele a leva pra um lugar que seria um dos seus esconderijos – uma casa de montanha maravilhosa com tudo que precisa e super escondida no meio do Colorado – mais uma vez, o tipo de coisa que só acontece nos livros.

Nessa parte vem todo o romance da história e apesar de eu gostar, em muitos momentos ficava piegas demais que chegava a irritar um pouco. Depois a história parte pra uma outra fase que começa bem, mas novamente foi algo que se estendeu demais e eu achei que a autora talvez tenha ficado mais preocupada em escrever um livro longo de 600 páginas do que focar mais na base da história e entregar algo muito melhor com trezentas páginas a menos. Pra mim foi uma história boa, mas infelizmente cansativa a ponto de chegar nas ultimas 150 páginas e eu não ver a hora de terminar esse livro. 3/5 xícaras:

12 abr, 2020

Livro: As Três Partes de Grace

Grace acabou de ter uma filha. E a entregou para adoção. Não foi uma decisão fácil, já que a própria Grace é adotada. Como escolher uma família para sua bebê? Como ter certeza de que ela terá bons pais? Era de esperar que tudo isso fosse emoção suficiente na vida de uma adolescente, mas ela também acabou de descobrir que tem dois irmãos.

Maya é a única integrante de cabelos escuros naquela família de ruivos. As fotos pela casa mostram como ela é diferente de seus pais e de sua irmã Lauren, filha biológica do casal. Quando a família começa a passar por problemas e tudo parece prestes a desmoronar, Maya não consegue parar de se perguntar se aquele é o seu lugar. Quem é sua família biológica? Onde está seu lar?

Joaquin é o irmão mais velho. Ele nunca foi adotado. Chegou muito perto por muitas vezes, mas algo sempre acabava dando errado. Agora ele vive com uma boa família acolhedora, cheia de amor e vontade de adotá-lo, mas o garoto, prestes a completar dezoito anos, não sabe se deve mesmo acreditar que o destino está lhe dando chances de ser filho de alguém. Criar laços afetivos não é fácil quando se passou a vida inteira sendo abandonado. Mas talvez suas irmãs possam lhe ajudar a vencer essa barreira.

Em vista por amor familiar, companheirismo e, no fim das contas, por não se sentir sozinho no mundo, Grace, Maya e Joaquin vão contar uns com os outros na procura pela mãe biológica. E por si próprios.

Eu gostei desse livro. Não amei do tipo – “minha nossa esse livro desgraçou meu coração”, mas é uma história muito bonita. O tema central é a adoção. Três irmãos que se encontram depois de 15 anos: Grace, Maya e Joaquin. Cada qual em uma família diferente. Três vidas do mesmo sangue, mas que se conhecem muitos anos depois, completos desconhecidos, com vidas completamente diferentes e todos com seus problemas e demônios internos para lidar.

E essa nova união é o que vai fazer cada um se reencontrar com sua própria vida e entender muitas questões internas que cada um tem dentro de si. Eu gostei muito desse tema adoção, a autora abordou um monte de questões que acredito envolver principalmente o exercício do auto conhecimento e, sobretudo o da auto aceitação, mas eu senti que poderia ser um pouquinho, só um pouquinho mesmo, mais aprofundado porque dava pra fazer isso, achei que algumas partes da história se resolveram rápido demais, ao passo que outras, poderiam ter sido melhor exploradas. Mesmo assim é um livro de leitura fluída e rápida. 4/5 xícaras:

07 abr, 2020

Livro: Cidade das Garotas

Da autora de Comer, Rezar, Amar, um novo e delicioso romance sobre glamour, sexo e aventura na Nova York dos anos 1940. Em Cidade das Garotas, uma jovem mulher descobre que não é preciso ser uma “boa garota” para ser uma boa pessoa.

Elizabeth Gilbert retorna para o texto ficcional com uma inesquecível história de amor na Nova York dos anos 1940. Narrado a partir da perspectiva de uma mulher que olha para o passado com felicidade, Cidade das Garotas explora a ideia de sexualidade, bem como as idiossincrasias do amor.
Em 1940, Vivian Morris tem 19 anos e acabou de ser expulsa da faculdade. Seus pais, ricos e influentes, a enviam para Manhattan, onde mora sua tia Peg, dona de um teatro chamado Lily Playhouse. No teatro, Vivian passa a se relacionar com um grupo de personagens pouco convencionais, mas extremamente carismáticos: grandes atrizes, galãs, escritoras e produtores.
Mas quando Vivian comete um erro profissional que resulta em um escândalo, ela passa a ver aquele mundo com outros olhos. No fim, é essa jornada que a ajudará a descobrir o que ela realmente deseja — e qual tipo de vida ela precisa levar para que isso aconteça. É nessa jornada que Vivian também encontra o amor de sua vida, uma pessoa que se destaca de todo o restante.
“A certa altura da vida de uma mulher”, escreve Vivian, “ela se cansa de sentir vergonha o tempo inteiro. Depois disso, ela está livre para se tornar quem é de verdade.”

QUE.OBRA. Não, é sério… Que livro maravilhoso. Eu lembro que assisti “comer, rezar e amar” no avião quando eu estava viajando não me lembro mais pra onde. E não gostei do filme. Muito embora tampouco fui atrás de ler o livro depois, quando vi que esse livro é da mesma autora, confesso que dei uma torcidinha de nariz, mas resolvi ler mesmo assim e ainda bem que quebrei a cara e me surpreendi demais com a narrativa e os detalhes maravilhosos da vida de Vivian na Nova York de 1940.

Perceba que temos uma Nova York de 1940, quando a Segunda Guerra Mundial já estava acontecendo, mas não ainda afetando diretamente a vida de quem vivia nos EUA, ainda mais pra uma menina como Vivian que não se preocupava nem um pouco em saber das notícias que aconteciam no seu país e muito menos no mundo, tirando é claro, as revistas de fofoca.

Mas Vivian tem um talento incrível que foi ensinado por sua avó e esse talento é a arte da costura. É isso que a ajuda a se enturmar com as pessoas que começam a fazer parte da sua vida após se mudar para Nova York e ir morar com sua tia – Peg – uma atriz e diretora de teatro, dona no Lylly Playhouse que realiza sessões de peças teatrais a preços módicos para a classe trabalhadora imigrante do bairro.

Vivian fica fascinada por essa nova vida e não tem como o leitor não se fascinar também diante dos detalhes de como era Nova York e as pessoas que eram ligadas ao teatro nessa época. A história te prende de uma tal forma que é impossível parar de ler. E não é porque há suspenses, grandes dramas ou coisas absurdamente inesperadas, mas toda a essência do glamour (e a falta dele também), em como pulsante era Nova York naquela época e como Vivian viveu (e intensamente), é simplesmente viciante de ler.

“O campo da honra é dolorido […] Foi o que meu pai me ensinou quando eu era nova. Ele me ensinou que o campo da honra não é um lugar onde as crianças podem brincar. Crianças não têm honra, e não se espera isso delas, porque é difícil demais. É doído demais. Mas para virar adulta, a pessoa tem que entrar no campo da honra. Agora tudo será esperado de você. Você vai ter que ser vigilante com seus princípios. Terá que fazer sacrifícios. Será julgada. Se cometer erros, terá que se responsabilizar por eles. Vai ter vezes em que você vai ter que deixar de lado seus impulsos e assumir uma posição à que outra pessoa, uma pessoa sem honra, talvez assuma. Talvez você se magoe com essas situações, e é por isso que a honra é um campo dolorido.”
– Página 363

Enfim… Numa parte do livro, uma coisa meio tensa acontece e isso muda a vida de Vivian completamente. Na verdade as coisas meio que voltam a ser como eram antes de Nova York – ela volta para a casa dos pais e toda aquela coisa vazia e a crise de existencialismo voltam também, seus pais contribuíram muito pra isso tanto antes como agora. Alguns anos se passam e Vivian nessa fase entra numa espécie de torpor, a Segunda Guerra está no auge, mas não afetando diretamente a vida no interior, até que uma oportunidade surge e Vivian consegue voltar para Nova York.

Voltando, ela encontra uma cidade completamente diferente, se dá conta de imediato que os tempos áureos de 1940 não existem mais e ela precisa se adaptar. Vivian que antes era uma personagem vazia e sem amadurecimento algum, começa a finalmente crescer e dar um norte adequado para a sua vida. Ela prospera. Os anos passam e embora algumas coisas particularmente não mudem ou aconteçam em sua vida, mesmo com o passar dos anos, ela aceita isso porque acima de tudo, sabe que todos os seus atos são consequências de suas escolhas. Pra mim foi uma leitura incrível e prazerosa, com diversos ensinamentos. Vai levar 5/5:

03 abr, 2020

Livro: Teto Para Dois

Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.

Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?

Gente. Essa nova vida de quarentena que o mundo está passando mudou totalmente a minha rotina. Eu queria muito escrever sobre tudo isso, sobre como tenho enxergado esse novo mundo que estamos entrando, mas ainda não estou com cabeça para conseguir me expressar totalmente e colocar tudo isso em palavras. Eu estou muito bem. Sempre tenho o que fazer dentro de casa. Tenho me exercitado, assistido coisas legais, me policiado muito pra não ficar ansiosa demais com notícias e claro, estou lendo bastante livros também (mas ainda não tanto como queria).

Enquanto escrevo essa resenha eu já estou terminando um terceiro livro então vou ter bastante resenhas por aqui. Rick já está há 3 semanas – quase 4 em casa, trabalhando home office e eu há duas semanas e estamos levando tudo muito de boas confinados dentro de casa. Fechamos a ótica, meus pais estão em casa e por termos a sorte de morarmos bem perto, tenho ajudado eles como posso. Uma das coisas é que tenho baixado muitos filmes pra eles assistirem e coloco tudo no notebook já que o HD externo que temos não é compatível com a TV do meu pai. Então é por esse motivo que não atualizei mais o blog, o note fica a maior parte do tempo com eles e hoje está comigo porque vou baixar mais filmes.

Mas a semana que vem isso já estará mais de boas pois terei outro note comigo e assim conseguirei colocar tudo em dia. Ah, e quase eu ia me esquecendo, aliás como eu podia pensar em esquecer? ADOTAMOS MAIS UM GATO PORQUE SIM! Na verdade é uma gatinha branca de mais ou menos um ano que estava no gatil de duas amigas minhas, mas tudo isso eu vou contar em um post só pra isso. Agora eu vou falar da resenha deste livro fofinho que gostei bastante.

Se você está nessa quarentena procurando por uma história levinha, fofa, clichê e bonitinha: Teto Pra Dois é uma ótima sugestão. Os protagonistas são Leon e Tiffy, personagens cativantes desde o início da história que moram juntos, MAS, nunca se encontraram. Há também um abordagem sobre relacionamentos psicologicamente abusivos, no caso com Tiffy e o ex namorado dela. Porém a premissa do livro é a história de amor que surge entre Leon e Tiffy e como isso, com vários bilhetinhos que um deixa para o outro, vão se “conhecendo” e se apaixonando.

Não é uma das melhores histórias de amor que já li, achei até que o hype em cima desse livro foi um pouco exagerado porque não achei tãoo tudo isso que muita gente fala. Porém, cumpriu bem o propósito e a autora conseguiu entregar uma história morninha, mas gostosa e fluída de ler. Vou dar 5/5 xícaras porque era isso e nada muito além que eu estava esperando:

16 mar, 2020

Livro: Esperança

Inglaterra, 1836. O nascimento de Hope pode ser o prelúdio de um escândalo. Prova do adultério da aristocrata lady Harvey, a menina é entregue a uma das empregadas e cresce sem saber de sua verdadeira origem.

Porém, quando completa 14 anos e vai trabalhar na mansão dos Harveys, ela vê algo que não deveria e é forçada a fugir para os cortiços de Bristol, em meio à miséria e à doença.

Durante uma epidemia de cólera, a coragem e a gentileza de Hope provocam uma reviravolta em sua vida e ela se vê envolvida em uma guerra, cuidando dos doentes. Mas o destino parece ter outros planos para Hope, e logo a jovem precisará enfrentar os segredos por trás de seu nascimento.

Esperança é um romance impactante sobre uma mulher que, apesar de todos os empecilhos, mantém em seu coração o desejo de um dia encontrar a felicidade que tanto merece.

“Um épico emocionante que você não vai esquecer tão cedo.”– Woman’s Weekly

“Lesley cria personagens cativantes e se destaca como uma verdadeira contadora de histórias.” – Daily Mail

Essa foi uma ótima escolha pra eu sair da minha ressaca literária, depois que li “para sempre Alice” que eu só consegui terminar na base do ódio, eu estava sedenta por uma história que fosse realmente boa. Eu também estava morrendo de saudades de ler um romance de época então escolhi esse e foram 520 páginas que me prenderam do começo ao fim. “Esperança” foi o meu primeiro contato com a escritora Lesley Pearse e fiquei grata pela minha primeira impressão com um livro dela ter superado minhas expectativas.

Neste livro acompanhamos o vida de Hope desde o seu nascimento, não vou me detalhar na narrativa para não perder a mão soltando algum spoiler, mas como todo romance de época esse não foi diferente: cheio de reviravoltas, dramas, desgraças e muitos, muitos acontecimentos. Hope é a protagonista principal, mas há outros personagens tão importantes, quicá, até mais do que ela: Nell, Bennet, Lady Harvey, Rufus, Albert…

Muitos temas neste livro são abordados: infidelidade, homossexualismo, vinganças, guerra e inclusive a discrepância de vidas das classes sociais daquela época. Quem era rico, era muito rico, mas quem era pobre, se lascava em todos o sentidos, principalmente por ser um período em que houve muitos refugiados, especialmente os Irlandeses em cidades da Inglaterra (no caso do livro a cidade foi Bristol), dá pra sentir a latência de como era pobreza daquela época, ainda mais quando se tinha surtos de doenças como a cólera.

A autora conseguiu mostrar isso muito bem na personagem de Hope, colocando ela em várias situações durante a sua vida, chegando ao mínimo da pobreza, mas conseguindo se reerguer depois de muito sofrimento e nunca desistindo de um futuro melhor. Um pouco depois da metade do livro, a história de Hope entra em um período de guerra. A guerra da Crimeia (1853 à 1856) que realmente existiu e mesmo tendo alguns trechos um pouco cansativos nessa parte da história, não deixou de ser magnífica e impactante mesmo assim. Eu só acho que a autora poderia ter encurtado só um pouquinho essa parte e se focado mais nos detalhes da vida de Hope, o que não quer dizer que perdeu o brilho da história, muito pelo contrário, acho que foi o ponto ápice da superação de vida para Hope.

Para quem, como eu, gosta de romances históricos especialmente da era Vitoriana e quem vem cheio de desgraças, dramas, reviravoltas e contextos históricos, leia então este livro pois lhe garanto que não irá se arrepender, para mim foi uma ótima surpresa e terá 5/5 xícaras:

03 mar, 2020

Livro: Para Sempre Alice

Alice (no filme, interpretada por Julianne Moore) sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem-sucedida, não havia referência bibliográfica que não guardasse de cor. Alice sempre acreditou que poderia estar no controle, mas nada é para sempre. Perto dos cinquenta anos, Alice Howland começa a esquecer. No início, coisas sem importância, até que ela se perde na volta para casa. Estresse, provavelmente, talvez a menopausa; nada que um médico não dê jeito. Mas não é o que acontece. Ironicamente, a professora com a memória mais afiada de Harvard é diagnosticada com um caso precoce de mal de Alzheimer, uma doença degenerativa incurável. Poucas certezas aguardam Alice. Ela terá que se reinventar a cada dia, abrir mão do controle, aprender a se deixar cuidar e conviver com uma única certeza: a de que não será mais a mesma. Enquanto tenta aprender a lidar com as dificuldades, Alice começa a enxergar a si própria, o marido (Alec Baldwin), os filhos (Kate Botsworth, Hunter Parrish e a queridinha de Hollywood, Kirsten Stewart) e o mundo de forma diferente. Um sorriso, a voz, o toque, a calma que a presença de alguém transmite podem devolver uma lembrança – mesmo que por instantes, e ainda que não saiba quem é.

Bom, pra começar que eu vou ser bem direta em dizer que eu esperava muito mais desse livro. Não assisti ao filme que disseram ser super emocionante e a história no livro também é, dado ao tema em questão abordado, mas não me prendeu como eu esperava e ainda por cima eu não via a hora de terminar. Vou dizer o porquê: há muitos, muitos mesmo termos psicológicos, médicos/científicos no meio da narrativa que obviamente pra mim – que sou leiga no assunto, deixou a leitura arrastada e cansativa. Algumas passagens do livro se tornaram repetitivas – como por exemplo os testes a que Alice era submetida com o médico, a medida que a doença avançava em Alice eu senti que a autora poderia ter explorado muito mais a emoção na história, algo que fiquei esperando ter e infelizmente não teve.

Veja bem, é uma história impactante sim, a vida de Alice aos poucos vai mudando completamente depois do diagnóstico de Alzheimer e isso é bem doloroso, ainda mais da forma que foi o apoio (ou um pouco a falta dele em alguns momentos) da família (achei que faltou empatia e tato por parte de todos: marido e filhos), mas pra mim a autora poderia ter abordado melhor a trama: faltou drama, faltou emoção e ela poderia ter feito isso ao invés de pipocar toda hora a história com nomes de termos/estudos científicos, testes repetitivos de perguntas e respostas, nomes de medicação, etc… Pra quem não é familiarizado com a doença, isso fica bem cansativo de ler. Uma pena. Acho que nunca fiz isso, mas vou dar 2/5 xícaras pra essa história:

02 mar, 2020

Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean

Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Terceiro e ultimo livro da trilogia de Lara Jean. Eu não sou mais de pegar trilogias ou muitas sequências de livros pra ler, eu prefiro histórias de um livro só, acho que não gosto mais de ficar muito tempo presa a mesma narrativa e já li muitas trilogias e sequências de livros que acabei parando porque a autora demorou muito pra continuar as histórias, então acho que fiquei meio traumatizada com isso, mas por todo o hype eu abri uma exceção pra ler esses livros e gostei bastante. Eu já sabia que seria uma história leve, sem grandes acontecimentos dramáticos como as histórias de Kristin Hannah ou Collen Hoover por exemplo, e era exatamente isso que eu estava procurando no momento. Eu gostei muito da escrita de Jenny Han, ela conseguiu me manter presa a história com os 3 livros e por isso, na minha opinião, todo o sucesso é merecido.

Assisti ao primeiro filme dias atrás, achei engraçadinho, mas obviamente os livros são (sempre) melhores. Pra quem tá vindo de alguma ressaca literária ou está procurando uma leitura rápida e gostosinha de ler, a história de Lara Jean e todas as suas aventuras amorosas é uma ótima pedida. Dos 3 o que eu mais gostei foi do segundo livro, mas o 3 também são tão bons quanto.

5/5 xícaras: