Posts marcados na categoria Livros

27 dez, 2019

Livro: O Melhor de Você

A autora best-seller do The New York Times, Mia Sheridan, presenteia os leitores com um novo romance contemporâneo comovente — que recebeu a rara e cobiçada resenha cinco estrelas Gold Pick da RT Book Reviews!

Uma mulher destroçada… Crystal aprendeu há muitos anos que o amor só traz sofrimento. Não sentir nada é muito melhor do que ser magoada de novo. Ela protege o coração ferido por trás de uma fachada impassível e traz dentro de si uma profunda desconfiança com relação aos homens, que, segundo sua experiência, só exploram e depois menosprezam as mulheres.

Um homem necessitando de ajuda… A despeito de seu passado terrível e sombrio, existe uma inegável bondade em Gabriel Dalton. E, apesar de saber o preço dessa equação, Crystal se sente atraída por ele. O magnetismo dessa relação está derrubando suas defesas e a esperança a faz questionar tudo ao seu redor. Somente o amor pode reparar um coração partido…

Crystal e Gabriel nunca imaginaram que o mundo, que roubara tudo deles, traria-lhes um amor tão arrebatador. No entanto, o destino só os conduzirá até certo ponto, e depois a escolha será deles: endurecer seus corações uma vez mais ou criar coragem para arriscar tudo pelo amor?

Eu escolhi este livro porque havia muitas resenhas falando que é uma história de amor com muitos dramas e vocês sabem que eu AMO/SOU um drama nas histórias. Os protagonistas são Crystal (Ellie) e Gabriel. Ambos passaram por sofrimentos bem traumatizantes, mas que afetaram suas vidas de formas completamente diferentes. Gabriel como lição tirou ver o lado bom das coisas, apesar de tudo, superando (em partes) todo o trauma que passou. Ellie também tem uma história bem pesada que a deixou desacreditada do mundo e das pessoas e ainda acha que não merece nada de bom na vida. Sim, é uma história bem dramática.

Acontece que os dois se conhecem por um motivo bem peculiar – Gabriel não consegue se relacionar com mulheres, não consegue ter nenhum tipo de contato físico por conta do trauma que sofreu e procura a ajuda de Ellie. A relação dos dois no começo é bem difícil, fica um pouco pior após um ocorrido terrível com Ellie e no decorrer do livro com algumas poucas revelações do passado de ambos aqui ou ali que a autora vai colocando, entendemos o porquê de tanta dificuldade em principalmente Ellie se abrir para o amor. É um livro com um tema bem visceral, de lições importantes sobre empatia, decisões, escolhas, caminhos e sobretudo o autoconhecimento. Não importa o que a vida fez com você – se te deu boas ou coisas ruins porque afinal de contas não é isso que te define, mas sim suas escolhas.

Apesar de ter gostado muito da história, eu achei que a autora enrolou demais em algumas partes, deixando a narrativa piegas em muitos momentos, acredito que ela poderia ter substituído isso contando mais sobre traumas dos personagens o que foi, na minha opinião, pouco abordado no livro. Mesmo sendo uma história de amor bem dramática, não tocou meu coração como eu achava que tocaria, eu acho que em muitos momentos a autora poderia ter norteado a narrativa pra um caminho diferente, assim tudo teria uma importância ainda maior, no final há algumas pequenas reviravoltas que eu até gostei, mas achei o epílogo tão clichê que pra mim, foi desnecessário. 4/5 xícaras:

26 dez, 2019

Livro: O Peso do Pássaro Morto

Livro vencedor do “Prêmio São Paulo de Literatura 2018” na categoria “Melhor Romance de Autor Estreante com Menos de 40 anos”. A vida de uma mulher, dos 8 aos 52, desde as singelezas cotidianas até as tragédias que persistem, uma geração após a outra. Um livro denso e leve, violento e poético. É assim “O peso do pássaro morto”, romance de estreia de Aline Bei, onde acompanhamos uma mulher que, com todas as forças, tenta não coincidir apenas com a dor de que é feita.

Esse livro mexeu com minhas emoções de uma forma TÃO grande que eu nem sei por onde começar essa resenha. Vou começar falando que é escrito por uma autora mulher e brasileira – Aline Bei. É um livro curtinho: 168 páginas, dá pra ler numa sentada só e peguei de graça pelo Kindle Unlimited. A leitura é sobre a vida de uma mulher, sem nome, dos 8 aos 52 anos de idade. É uma história densa, crua, mas sobretudo poética que narra sobre as perdas, tragédias, traumas, solidão e saudades da vida dessa mulher sem nome e que ao final tudo se vai com o Vento.

“… entendendo que o tempo sempre leva as nossas coisas preferidas no mundo e nos esquece aqui olhando pra mim sem elas.”

Que leitura. Há tempos que eu não chorava com um livro, muito embora sempre leio histórias bem emocionantes, mas esse especialmente é como se tivesse pego meu coração e espremido entre os dedos! Não sei como colocar em palavras de como essa obra teve um impacto tão forte sobre mim e sinceramente eu não esperava por tudo isso.

Mais que merecido por ter ganho o Prêmio de Literatura São Paulo em 2018, “O Peso do Pássaro Morto” de Aline Bei é uma leitura em prosa poética (será que posso chamar assim?) que conta sobre as dores da vida e da alma de uma mulher de uma maneira muito visceral e forte, mas ao mesmo tempo muito delicada e sensível. Eu gostaria de saber quem mais leu esse livro pra me contar as emoções que sentiram, se manifestem nos comentários caso já leram. Aos que ainda não, recomendo forte essa leitura.

5/5 xícaras:

23 dez, 2019

Livro: Amor & Gelato

Lina foi passar o verão na Toscana para cumprir o desejo da mãe – conhecer o seu pai, que desapareceu à 16 anos. Mas a descoberta do diário da vida da sua mãe em Itália vai mudar tudo.
Vai conhecer um mundo mágico de amores proibidos e um segredo que vai transformar tudo o que ela julgava saber sobre a sua mãe, o seu pai, e até ela própria.
Um livro perfeito para todos os fãs de John Green e Rainbow Rowell.

Que história mais fofura que eu li em 2019. Eu estava procurando um livro assim depois de terminar “Um Amor Perdido” porque eu precisava desopilar a mente e ler algo mais levinho. Foi a melhor e mais adequada escolha que fiz pro momento. Lina é a principal personagem da história que viaja para Florença a pedido da própria mãe depois de morrer de um câncer.

É aí que tudo se inicia. Além de uma ótima aula sobre a história de Florença, temos a entrada de novos personagens que são tão cativantes quanto Lina: Ren, Howard (meu personagem preferido de toda a história).

Através de um diário, Lina vai desvendando alguns mistérios e descobrindo mais sobre sua mãe e consequentemente sobre sua própria vida também. É uma leitura super gostosa, leve e com a certeza de um final feliz. Recomendo pra quem está procurando por uma leitura suave do tipo filme de sessão da tarde pra aquecer o coração, sabe? 5/5 xícaras:

16 dez, 2019

Livro: Um Amor Perdido

Separados pela guerra, ligados pela memória: uma história envolvente e instigante no rastro da Segunda Guerra Mundial.

Na Praga do pré-guerra, Lenka, uma jovem estudante de arte, apaixona-se por Josef, um médico recém-formado. Eles vivem cheios de ideais e de sonhos para o futuro, mas também são judeus e muito ligados à família. Casam-se, mas, pouco tempo depois, como tantas outras famílias, são separados pela guerra. As escolhas impostas pelo destino os afastam, mas deixam marcas permanentes: o caos e as informações truncadas dos tempos de guerra os levam a crer que o outro morre.

Na América, Josef torna-se um obstetra bem-sucedido e constrói uma família, apesar de nunca esquecer a mulher que acredita ter morrido. No gueto de Terezín, Lenka sobrevive graças aos seus dotes artísticos e à memória de um marido que julgava nunca voltar a ver. Apesar de todas as provações e dos infortúnios, mantém a chama daquele primeiro amor acesa, guardada em seu coração.

Da glamorosa vida em Praga antes da ocupação aos horrores da Europa nazista, Um Amor Perdido explora o poder do primeiro amor, a resiliência do espírito humano e a eterna capacidade de recordar.

Essa é a história de amor de Lenka e Josef que a guerra separou. A narrativa é contada em primeira pessoa pelos protagonistas e alternando entre os dois. O romance se inicia no começo da guerra e então temos uma noção de como era a vida das pessoas em Praga antes de tudo começar. Essa parte inicial livro foi um pouco morna para mim, se arrastou bem lentamente, mas voltou a engrenar nos 40% em diante da leitura. Não vou entrar em muitos detalhes para não soltar nenhum spoiler, mas a história conta sobre as vidas completamente diferentes que esses personagens tiveram separados pela guerra e o rumo distinto que se deu aos dois: Josef nos EUA e Lenka no gueto de Teresín.

Embora a história de amor dos dois tenha tido essa ruptura cruel por conta da guerra (afinal essa é a base principal do livro), fica claro que apesar de todo o sofrimento do amor perdido de Josef, é Lenka quem sofreu muito mais. Emocionalmente e fisicamente falando. Ela é quem VIVEU a guerra, ela é quem viu todos os HORRORES, ela é quem quase morreu. Então em praticamente todo o livro, eu tive muito mais empatia por Lenka a Josef (que em muitos aspectos eu o achava um pouco egoísta principalmente enquanto ele se referia a Amália, enfim… Foi esse meu sentimento, as vezes me irritava um pouco certas coisas que ele detalhava).

Embora essa história de amor seja uma ficção, há fatos e pessoas reais que existiram nesse período tão cruel da nossa história mundial: os desenhos das crianças do gueto que estão em um museu judaico de Praga, alguns nomes importantes, como era a vida no gueto de Teresín. Não foi uma das melhores histórias que li sobre esse tema, na verdade, acho que fica até um pouco longe disso, mas é um bom livro sim! Eu só acho que aquele comecinho e o final (pois um liga ao outro e só lendo pra saber) foi um pouco surreal e óbvio demais, eu teria dado um outro fim mais condizente com a realidade que uma guerra causa. Vou dar 4/5 xícaras porque demorou um pouquinho pra história me prender:

13 dez, 2019

Livro: Sejamos Todos Feministas

O que significa ser feminista no século XXI? Por que o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres? Eis as questões que estão no cerne de Sejamos todos feministas, ensaio da premiada autora de Americanah e Meio sol amarelo.

“A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente.”

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e – em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são “anti-africanas”, que odeiam homens e maquiagem – começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.

Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.

Eu li esse livro hoje mesmo durante o meu almoço. É super curtinho, na verdade ele foi adaptado de uma palestra que Chimamanda fez em dezembro de 2012. É uma leitura fluída e rápida, nada muito aprofundada mas que nos faz refletir sobre feminismo, igualdade de gênero e estereótipos.

A autora usa como pano de fundo diversas experiências na qual passou e experiências de quem ela conhece para falar sobre o tema. Eu sou fã de Chimamanda, o primeiro livro que li dela foi Hibisco Roxo e devorei em poucos dias Americanah. A autora faz parte da leva de escritores nigerianos que felizmente (e finalmente) estão ganhando destaque na literatura, há diversos autores e livros excelentes que vale muito a pena conhecer.

“Nós evoluímos. Mas nossas ideias de gênero ainda deixam muito a desejar.”

Recomendo muito. 5/5 xícaras:

10 dez, 2019

Livro: O Que Alice Esqueceu

Alice tinha certeza de que era feliz: aos 29 anos, casada com Nick, um marido lindo e amoroso, aguardando o nascimento do primeiro filho rodeada pela linda família formada por sua irmã, a mãe atenciosa e a avó. Mas tudo parece ir por água abaixo quando ela acorda no chão da academia… dez anos depois!

Enquanto tenta descobrir o que aconteceu nesse período, Alice percebe que se tornou alguém muito diferente: uma pessoa que não tem quase nada em comum com quem ela era na juventude e, pior, de quem ela não gosta nem um pouco.

Ao retratar a vida doméstica moderna provocando no leitor muitas risadas e surpresas, Liane Moriarty constrói uma narrativa ao mesmo tempo ágil e leve sobre recomeços, o que queremos lembrar e o que nos esforçamos para esquecer.

Esse é o segundo livro que eu leio dessa autora. O primeiro foi “O Segredo do Meu Marido” que li ano passado nas férias e AMEI a história. A narrativa desse livro começa com um relato do que parece ser um sonho após Alice acordar de um desmaio por ter batido a cabeça na academia. Acontece que com a pancada, Alice esquece dos 10 últimos anos de sua vida.

O ano é 2008, mas ela só se lembra até 1998. E aí soma-se ao fato que nesses 10 últimos anos esquecidos muito coisa aconteceu que a protagonista não se lembra: o processo do seu divórcio, a morte de uma amiga, o nascimento dos 3 filhos, seu estilo de vida que está diferente.

O livro é narrado sob três pontos de vista: a terceira pessoa conta sobre Alice com os flashs do passado e os acontecimentos do agora, a outra parte é a irmã escrevendo para o terapeuta como “lição de casa” dada à ela (a história dela é bem tocante e dramática, eu me apaixonei por essa personagem) e a terceira narrativa são os posts de Frannie – sua avó postiça que mantém um blog na internet (eu achava engraçadíssimas essas partes).

O interessante do livro é que a Alice de 10 anos atrás é completamente diferente da Alice de agora, sua vida é outra, uma que jamais ela imaginava ter e isso carregou muitas consequências para si e para todos a sua volta e então no decorrer da narrativa vamos aos poucos descobrindo isso de uma maneira leve e até muitas vezes engraçada, mas sobretudo muito reflexiva. A vida de Alice passa por diversos questionamentos e nos questionamos juntos também.

Há os personagens secundários que são também super importantes na história, bem construídos e que nesses 10 anos de amnésia de Alice também tiveram suas grandes mudanças: Barb, Nick, Elisabeth, Dominick… Enfim… Pra mim foi um livro que me cativou logo nas primeiras páginas e a leitura fluiu bem e de uma maneira super dinâmica. Nos faz refletir sobre o que cada um de nós somos na nossa verdadeira essência e como as coisas podem mudar completamente com o passar dos anos, nos transformando muitas vezes em um alguém que, na verdade, nem conhecemos (ou não gostamos).

Há também um mistério bem sutil que deixa tudo ainda mais gostoso de ler. Acho que essa palavra – gostoso – define bem como foi esse livro pra mim. É uma história que usou o drama na medida certa, misturado com pitadas de humor, um leve suspense e muita sabedoria, mas que acima de tudo nos faz questionar sobre quem somos, porque mudamos e o que de verdade importa na vida, valorizando o que realmente precisa ser valorizado. De certa forma essa pancada na cabeça de Alice foi ótima pra ela, afinal de contas. As vezes é esquecendo que nos encontramos. 5/5 xícaras:

02 dez, 2019

Livro: Confesse

Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.

Eu li esse livro em 2 dias e Colleen Hoover acabou de entrar pra minha lista de escritoras queridinhas da atualidade porque é o terceiro livro que leio dela e que gosto tipo assim… Muito mesmo, sabe? E que história! É impossível não se apaixonar pelos protagonistas Auburn e Owen. O livro começa com um prólogo bem triste que serve de gancho pra toda a base da história, o que dá um certo mistério a narrativa também. “Confesse” é uma história tão delicada que chega a ser poética, principalmente quando se trata de personalidade de Owen e da forma altruísta que ele age com Auburn, sempre pensando em sua proteção.

É sobre amar, mas saber que tudo pode mudar e mesmo assim você sempre irá querer o melhor pra pessoa – mesmo que o preço seja abrir mão desse amor. É sobre a delicadeza da arte usada como forma de você expressar seus maiores e mais íntimos segredos. Em muitos momentos a história me angustiava também porque como disse, há um certo mistério sobre o passado dos personagens. Eu achei fantástico como o desenrolar de tudo seguiu de uma maneira visceral e ao mesmo tempo até inesperada. E o final? O final foi um dos melhores que já li nos últimos tempos, eu não esperava que seria daquela forma e embora algumas resenhas que li – muita gente não ter gostado, eu achei simplesmente perfeito.

Confesse é aquele livro que muito possivelmente você irá devorar em pouquíssimos dias como foi comigo, é uma leitura super fluída, mas ao mesmo tempo tão profunda, tão envolvente que vai te despertar uma infinidade de emoções, seria uma ótima escolha de leitura pra um clube de livro.

5/5 xícaras:

29 nov, 2019

Livro: Tempo de Regresso

“Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.

Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.

Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.”

E lá eu fui para mais uma história arrebatadora de Kristin Hannah. Esse é o mais novo livro dela que assim que lançaram eu comprei. Fiquei “guardando” pra economizar suas histórias, mas não aguentei esperar tanto e decidi ler logo de uma vez. O que eu fico mais surpreendida com essa autora, é a capacidade que ela tem de pegar temas basicamente normais e transformar isso em milhões de reflexões com uma carga sentimental extremamente tocante. É isso – Kristin Hannah consegue tocar a fundo em nossos sentimentos quando estamos nas suas histórias. Acho que esse é o máximo que consigo me expressar em palavras quando leio seus livros, talvez cada um tenha uma percepção diferente ou até mesmo não tão profunda com suas histórias quanto eu tenho, mas pra mim, é sempre algo surpreendente.

E “Tempo de Regresso” foi mais um livro assim. Meghann e Claire são as personagens principais da história e eu amei as duas do inicio ao fim, mesmo sendo duas mulheres de personalidades completamente diferentes. Não vi Meghann como uma pessoa arrogante. Na verdade a vi como uma mulher que escondeu por muito tempo seus sentimentos e mágoas atrás de uma vida profissional bem sucedida. Já Claire é o exemplo de mulher que é apaixonada pelo simples, com um coração enorme, é o tipo de pessoa que se você a conhecesse pessoalmente desejaria de todo o coração toda a felicidade do mundo porque é o que ela merece.

A história dessas duas irmãs se reconecta depois de muitos anos, após um passado muito difícil e de mágoas para ambas. Nessa história toda também há Bobby (que eu não acreditava que ia virar um amor tão genuíno e puro), Sam (pai de Claire), Joe e a pequena-falante Ali. Ah! Tem a Ellie também – mãe das irmãs que por mais que K.H. tenha colocado ela de uma maneira tão negligente que chegava até ser cômica, em nenhum momento eu consegui gostar dela.

A história começa com você conhecendo as personagens principais, suas personalidades com todas suas qualidades e defeitos e a vida rotineira que cada uma tem – completamente diferentes uma da outra, depois, logo em seguida vem o inicio de uma história linda de amor com um final feliz, um recomeço, uma luz que começa a se abrir para curar certas feridas e aí já logo vem o soco no estômago com uma tragédia que só no final mesmo é que tudo de desenrola.

“Tempo de Regresso” é um livro sobre mágoas, amor, perdão, sobre colocar tudo as claras, recomeços, coragem e muito fôlego arrancado do leitor enquanto lê essa história. Eu fico feliz quando um livro me arrebata de corpo, alma e coração. Não esperava menos de você, Kristin Hannah. 5/5 xícaras:

22 nov, 2019

Livro: Eu e Esse Meu Coração

Leah MacKenzie, de 17 anos, não tem coração. O que a mantém viva é um coração artificial que ela carrega dentro de uma mochila. Com seu tipo sanguíneo raro, um transplante é como um sonho distante. Conformada, ela tenta se esquecer de que está com os dias contados, criando uma lista de “coisas para fazer antes de morrer”. De repente, Leah recebe uma segunda chance: há um coração disponível! O problema é quando ela descobre que o doador é um garoto da sua escola – e que supostamente se matou! Matt, o irmão gêmeo do doador, se recusa a acreditar que Eric se suicidou. Quando Leah o procura, eles descobrem que ambos têm sonhos semelhantes que podem ter pistas do que realmente aconteceu a Eric. Enquanto tentam desvendar esse mistério, Matt e Leah se apaixonam e não querem correr o risco de perder um ao outro. Mas nem a vida nem um coração transplantado vem com garantias.

Leah MacKenzie é uma jovem de 17 anos que carrega um coração artificial e precisa de um transplante. Ela é a nossa protagonista principal e uma personagem super cativante. Pela sinopse já dá pra perceber que Leah recebe o coração de Eric, irmão gêmeo Matt, após um suposto suicídio. Matt não acredita na possibilidade de suicídio e junto com Leah – que está com o coração de Eric, ambos irão atrás da verdade.

O livro aborda diversos temas: a dor do luto e a importância do amor em família nessas horas. A percepção de Leah sobre o fato de estar a beira da morte e de repente tudo mudar ao conseguir um coração de verdade – eu achei essa questão em especial muito interessante porque há todo o aspecto do antes e depois do transplante que acredito que muitas pessoas nessa situação devem passar. De estar viva, mas graças a uma pessoa que morreu. De como começar a ter esperanças, planos para o futuro e uma vida normal, quando praticamente tudo já estava perdido. E no caso de Leah tudo isso é bem mais complexo pois ela está como coração do irmão de seu namorado cuja a morte ainda é um mistério. Há uma pegada espiritual – de sonhos e sentimentos que o transplantado sente que não são seus, mas sim do doador e isso deu um toque muito mais sublime a história, mesmo tendo algo tão pesado de um possível assassinato como pano de fundo na trama. Sem contar as questões familiares, amor, perdas e recomeços…

— “Não tenha medo de se arriscar. De ganhar ou de perder. É disto que a vida é feita: escolhas.”

Eu adorei a escrita da autora! A história é narrada em primeira pessoa por Leah e em terceira pessoa por Matt. Logo nas primeiras páginas você já se envolve prontamente com a trama, dá pra notar que foi um livro escrito com muita emoção e amor, pois a autora se inspirou no marido que passou por um transplante de rim. Os personagens que ela criou, apesar de adolescentes, são bem maduros. “Eu e Esse Meu Coração” é uma história bem young adults, que nos faz de uma maneira bem envolvente, refletir em muitas coisas e se colocar no lugar dos personagens de uma maneira bem empática. Eu amei esse livro. 5/5 xícaras:

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

13 nov, 2019

Livro: Inferno no Ártico

Assassinatos bizarros abalam a cidade de Barrow, Alasca, durante o período de dois meses de noite polar. A detetive brasileira Barbara Castelo desconfia que seu primeiro caso de homicídio tem ligações com ocultismo, e precisa superar suas diferenças com o parceiro, Bruce Darnell, além de sua fobia do escuro, para encontrar o serial killer antes que ele consiga completar sua missão macabra.

Este livro é de uma escritora brasileira – Cláudia Lemes que descobri por um acaso no Skoob e que tem ótimas resenhas por suas obras. Dessa vez escolhi um gênero diferente só pra dar uma variada na vibe de romances que eu estou e Inferno no Ártico foi uma pancada logo nas primeiras páginas.

Narrativa perfeita. Personagens bem construídos, pano de fundo muito bem feito. Eu gostei muito da escrita da autora, é o tipo de livro que te prende do começo ao fim e você não quer parar porque quer saber o que vai acontecer na próxima página, tanto que eu devorei em poucos dias. A história tem como protagonista Bárbara Castelo e Bruce Darnell.

Bárbara, que é policial detetive, se muda pra uma vila remota do Alasca aonde, além do frio, boa parte do ano os dias são noites. Bárbara inicialmente que tem lidar com o machismo dos homens de Barrow e que trabalham com ela, inclusive, seu parceiro de investigações – o Bruce (bom, eu odiei todos os personagens masculinos da história do começo ao fim). Bárbara no começo trata crimes comuns da vila, mas logo em seguida acontece um crime brutal com uma criança que o caso precisa ser solucionado por Bárbara e Bruce, as pessoas na cidade estão assustadas. Com tudo isso acontecendo há em pararelo a história do passado de Bárbara – o que é bem interessante porque também muito se explica o motivo por uma mudança de vida tão radical.

“(…) todos nós sabemos que falhamos, como espécie, e sabemos que há tanta escuridão neste planeta que realmente desejamos, em alguns dias, que isso acabe. A diferença entre nós e ele é que ainda lutamos para que isso mude.”

Inferno no Ártico é um thriller policial com um suspense bem envolvente, bem construído e com algumas reviravoltas. Porém, é um thriller pra quem tem estômago porque a autora realmente te leva ao nível mais sujo e cruel do ser humano e ela consegue te assustar e te chocar em muitos momentos. Tem assassinatos de crianças, tem machismo, tem mortes brutais, tem satanismo, tem pedofilia e muita violência. É uma história pesada com final surpreendente. Para os fãs desse gênero eu recomendo muito a leitura, mas para mim – eu, Juliana, achei pesado demais – o que não quer dizer que não gostei, só fiquei bem chocada ehehehe. Talvez seja porque de momento eu esteja nessa fase de romances com dramas e muito amorzinho, talvez porque eu seja muito impressionável mesmo ahahaha. Mas vai levar as 5/5 xícaras porque a história é muito bem feita e porque também quero ler o outro dessa autora que se chama – Eu Vejo Kate:

08 nov, 2019

Livro: Se Não Houver Amanhã

“Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências.

Até que uma escolha, um instante… destrói tudo.

Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu.

Pelo que ela permitiu que acontecesse.

À medida que sua culpa aumenta, Lena está ciente de que sua única esperança é superar o ocorrido. Mas como é possível seguir em frente quando a existência inteira, tanto dela quanto a de seus amigos, foi transformada?
Como seguir em frente quando o amanhã sequer é garantido?”

Este “Se não Houver Amanhã” não é o de Sidney Sheldon e sim da escritora Jennifer L. Armentrout. Eu recebi esse livro no ano passado quando ainda assinava o Clube do Livro do Skoob (me segue lá!), eu nem me lembro qual tema era quando chegou esse pra mim, acabei colocando na prateleira e fui lendo outras coisas. Até que no outro dia arrumando meus livros, enquanto ainda lia a “… Livraria dos Sonhos” aleatoriamente eu escolhi esse para ser o próximo e que boa escolha fiz – eu devorei esse livro em menos de 6 dias.

Eu esperava encontrar uma história superficial com alguns adolescentes irritantes e no começo é bem isso mesmo, mas eu já imaginava que a história iria ter uma reviravolta (mesmo porque a sinopse já dá uma noção disso) e foi o que realmente aconteceu, porém mesmo assim eu não estava preparada pra tomar o soco no estômago que a autora me deu. Lena é uma menina com todos os seus dramas de 17 anos que mora em Virginia e como a grande maioria das pessoas da sua idade, Lena tem uma vida normal: muitos amigos, um amor (ainda não correspondido), festinhas, família, escola e os preparos para a faculdade. Até que um acontecimento muda completamente tudo. Não só a sua vida. Mas de todos a sua volta.

“A culpa não é sobre fazer alguém se sentir terrível por suas ações e não é sobre ferir os sentimentos das pessoas. Ações e falta de ações tem consequências. Se não aceitamos a responsabilidade ou a culpa por elas, estamos correndo o risco de repeti-las.”

Esse livro mexeu muito com meus sentimentos principalmente porque a autora conseguiu colocar toda a narrativa de uma maneira que foi escrita pra impactar mesmo o leitor, mas acima de tudo REFLETIR também. Eu não quero me aprofundar nos detalhes para não soltar spoilers, mas é uma história que emocionalmente envolve a culpa, o amor, o perdão e sobretudo, a necessidade de aceitarmos a ajuda de quem nos ama para assim conseguir passar por traumas na vida que muitas vezes nem esperamos. E que todo e qualquer ato tem sim suas consequências e cabe a nós aceitar a nossa parcela de responsabilidade, mesmo sabendo que isso não mudará as coisas, mas que deixará a vida mais leve para poder seguir em frente e fechar os ciclos.

É um livro adolescente, mas que não tem nada de superficial e que tratou de um tema bem impactante e me fez pensar em muitas coisas: nas decisões erradas que tomamos, a tal “a culpa do sobrevivente” quando acontece algo brutal, em nos fecharmos nos nossos sentimentos a ponto de não enxergar que as outras pessoas também estão sofrendo pelo mesmo fato, o trauma, o luto, mas acima de tudo este livro também fala dos “e se” que poderiam ter mudado toda essa triste tragédia que, inclusive, pode acontecer com qualquer um. Pensei muito nisso.

A única coisa que eu detestei nesse livro foi a revisão dessa edição que é da Universo dos Livros. Meu.Deus. Está péssima: tem tantos erros gramaticais que as vezes dava até uma desanimada de continuar e talvez eu até teria acabado desistindo se a história não fosse tão boa. Eu precisava mencionar esse meu descontentamento com isso porque essa revisão foi um descaso com esse livro. No mais, 5/5 xícaras. Leitura mais que recomendada:

04 nov, 2019

Livro: A Pequena Livraria dos Sonhos

A PEQUENA LIVRARIA DOS SONHOS FAZ PARTE DE UMA NOVA COLEÇÃO DE ROMANCES DA EDITORA ARQUEIRO, “ROMANCES DE HOJE”.

Um romance sobre importância da leitura e da literatura para diversos tipos de pessoa.

“Nina é uma leitora voraz que sonha em ter a própria lojinha de livros. Só que a vida real é um pouco mais complicada que as histórias que ela ama ler, o que ela descobre quando se muda para as lindas Terras Altas da Escócia para transformar seus sonhos em realidade… Tentei escrever o tipo de livro que adoro – convidativo, engraçado (ESPERO), com caras gatinhos (LÓGICO), mas também totalmente dedicado a nós, amantes de livros: os leitores.Venha se juntar à nossa turma!” Beijos, Jenny

Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer.

Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar.

Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar.

Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Este é o primeiro livro que li da coleção Romances de Hoje da Editora Arqueiro. Como eu sou uma pessoa completamente fora de controle com livros, hoje eu acabei de comprar os dois últimos que faltavam pra coleção e agora eu tenho todos eles porque livros nunca são demais e eu sou apaixonada por romances com ou sem água com açúcar. O primeiro que escolhi ler foi esse – total motivada e persuadida pelo título e como podem notar este é um romance, sobretudo, para pessoas que amam livros. Jenny Colgan tem uma narrativa super leve e cativante. Logo no começo do livro há uma nota com dicas da autora dos melhores lugares para se ler um livro: numa rede, num sofá confortável, na praia… Eu particularmente amo ler à noite, na minha cama, antes de dormir, mas adorei quando tive a experiência de ler por horas na praia na minha ultima viagem do ano passado e também gosto de ler na beira da piscina quanto estou no clube. 🙂

Nina é a personagem central da história que após perder o emprego de bibliotecária em Birmingham, decide juntar suas economias e comprar uma van vista em um anúncio cujo dono mora nas Terras Altas da Escócia. Sua ideia é transformar a van em uma livraria móvel e levar os livros paras todas as pessoas porque Nina acredita que pra todo mundo, há o livro perfeito. Eu também acredito muito nisso. Acontece que o problema é que Nina não consegue licença para trabalhar na cidade que mora e acaba decidindo ficar com sua enorme van na Escócia (que chato né?) e aí é aonde tudo começa.

Com uma descrição maravilhosa sobre as Terras Altas da Escócia e as várias referências literárias que a autora nos conta durante a história, é impossível não se envolver com a trama. As coisas no começo são meio tempestuosas para Nina que por muitas vezes pensa em desistir desse seu sonho, mas aos poucos tudo vai se encaixando e dando certo pra ela, a vida de Nina muda completamente e ela acaba conhecendo tantas coisas e pessoas que se dá conta que o mundo vai muito além dos seus amados livros. A Pequena Livraria dos Sonhos é uma história bem levinha, de leitura fluída e rápida e muito, muito amorzinho.

Alguns pontos eu achei bem previsíveis e algumas vezes eu achei Nina bem implicante, mas ao final do livro você fica com o coração quentinho e um sorriso no rosto. Pra quem gosta de romances água com açúcar, gostosinhos de ler, esse livro é sem dúvida um Chick-Lit perfeito! Eu me identifiquei muito como leitora quando a autora fala principalmente sobre o amor por livros e sobre o poder que a literatura tem de transformação na vida das pessoas, além do que, nos ensina uma ótima lição de nunca desistir dos nossos sonhos – por mais loucos que eles possam parecer e Nina nos mostrou isso lindamente. 5/5 xícaras:

31 out, 2019

Livro: Cem Anos de Solidão

“Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.”

Enquanto eu começava a escrever a resenha deste livro eu acabei tendo uma constatação pessoal minha: eu me apego emocionalmente e me entrego muito mais aos clássicos escritos por mulheres do que os clássicos escritos por homens. Eu não sei o porquê do real motivo disso. Talvez eu me identifique muito mais com a forma da escrita dos clássicos de mulheres, muito embora nenhuma seja igual a outra, mas analisando aqui de todos os clássicos escritos por homens que eu já li até hoje (e nem foram tantos assim pra falar a verdade, mas teve alguns bem relevantes), eu não gostei 100% e/ou a história não me prendeu emocionalmente como eu esperava – foi assim com Tolkien, Bram Stoker, Victor Hugo e por favor, não me interpretem errado, são obras espetaculares, mas que por algum motivo, eu não consigo me prender total e emocionalmente aos nomes de grandes clássicos de escritores masculinos. E Cem Anos de Solidão foi assim.

Esta história é bastante atípica. Depois que você emerge na narrativa de Gabo e ingressa em Macondo as coisas vão acontecendo uma atrás de outra de uma forma muito louca que parece que você não tem um tempo nem pra respirar. Se tratando de livros, essa proposta parece bem interessante, porém, em determinado momento isso começou a me cansar. Cem Anos de Solidão tem uma mistura do real com a fantasia o que deixa a livre interpretação ao entendimento de cada leitor, acho que se eu lesse esse livro uma segunda vez, talvez eu tiraria uma outra interpretação diferente ou acrescentada de algumas coisas. Macondo é um vilarejo fictício que conta a história da família Buendía – que são os fundadores, e tudo se passa por várias gerações e, é apenas isso que vou contar à vocês porque como eu disse: acredito que cada leitor tire uma conclusão diferente dessa história.

Para mim, fazendo uma leitura mais aprofundada de montar todo o quebra cabeça louco que foi com tantos José Arcadios e Aurelianos (todos herdavam o mesmo nome, e no começo parece confuso, mas dá pra se alinhar em quem é quem na história) e todos os seus acontecimentos históricos, amorosos, políticos, familiares que estão entrelaçados entre a fantasia e a realidade, eu compreendi que o certo e o errado não existe: os personagens apenas são, mas que durante a vida todos tem o mesmo fardo da solidão e no final, inevitavelmente, o mesmo destino: a morte. Macondo também tem ótimas personagens femininas: Rebecca, Amaranta, Pilar Temera, Remédios… Mas a que mais gostei foi Úrsula.

*Resumo Gráfico e Árvore Genealógica da Família Buendía e do Romance Cem anos de Solidão – Fonte Wikipédia

Resenhando assim, parece que meu comentário cai por terra sobre o que disse no começo de clássicos de escritores homens não me encantaram por completo e Cem Anos de Solidão é realmente uma ótima história, não é a toa que ganhou Nobel, não é a toa que é referência mundial do clássico latino-americano, só que depois de um tempo dentro da história, eu achei um tanto quanto cansativa e já não via a hora de acabar.

Em boa parte talvez seja pela narrativa de Gabriel Garcia que realmente é como se você estivesse em um trem a toda velocidade e sem freio, talvez porque também eu não esteja totalmente habituada com isso, talvez se eu pegar esse livro em um outro momento eu tire uma outra lição dele e talvez passe a amá-lo muito mais, mas não foi dessa vez.

Se eu recomendaria? Com toda certeza! Um clássico é um clássico, né mores? Macondo e seus personagens nos dão uma real perspectiva principalmente sobre o comportamento humano nas suas mais variadas nuances e é uma história que todos deveriam ler pra assim tirar suas próprias conclusões. O livro vai virar uma série da Netflix também e honestamente eu não faço a menor ideia de que forma será representado, em todo caso, sempre leiam o livro primeiro.

4/5 xícaras:

28 out, 2019

Livro: É Assim Que Acaba

Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Este é o segundo livro de Colleen Hoover que eu leio. O primeiro foi Novembro 9 e desde esse livro eu me simpatizo muito por essa autora, gosto de sua narrativa. “É Assim que Acaba” se trata de uma história bem delicada que aborda um tema muito delicado também: a violência doméstica. A história começa com Lily e Atlas e em paralelo tem o relacionamento dos pais de Lily com um pai que é violento com a mãe. Depois, não vou contar o motivo, Lily perde o contato com Atlas e se muda para Boston. Lá ela monta seu próprio negócio e conhece Ryle. É engraçado que logo no começo da história não tem como você não se apaixonar por ele e principalmente depois pela história de amor dos dois, é tudo muito perfeito. Os personagens carregam suas qualidades e defeitos, mas que são tão reais, que vamos nos identificando sempre em alguma coisa com eles.

Acontece que logo depois a história toma um outro rumo. Atlas reaparece e as coisas começam a mudar de sentido e seguem um caminho bem complexo e super delicado para Lily porque Ryle se mostra uma outra pessoa após algumas situações. E aí você começa a compreender todas as questões de mulheres que são agredidas pelo parceiro e que não são nada simples de se resolver com um “largar do cara e seguir a vida“.

Uma mulher não é fraca porque decidiu continuar a sua vida com o agressor mesmo após tantas surras. A gente percebe que cada história é diferente da outra, mas que todas as mulheres são fortes independente de terem continuado ou não com um marido violento. Você compreende os sentimentos absurdamente conflitantes que a mulher agredida passa entre o Amor X Ódio, entre o Perdão X Medo e se coloca no lugar da pessoa enxergando que não é tão simples como muita gente pergunta “mas porque não largou quando ele te agrediu?”. É um livro que nos traz muitas reflexões e empoderamento, em ouvir ao invés de julgar, então eu acho que vale muito a leitura mesmo se você não curta esse tipo de romance.

Eu gostei muito dessa história, principalmente porque Colleen Hoover se baseou nas experiências da própria vida que teve com um pai violento (mas ao mesmo tempo muito amoroso com os filhos) pra criar personagens tão reais numa história tão pesada sobre um tema que deveria ser muito mais falado e que, infelizmente, é super comum à muitas mulheres. 5/5 xícaras: