
Com inspiração em clássico protagonizado por Audrey Hepburn, opostos se atraem em nova comédia romântica de autora de Táticas do amor. Depois de anos alimentando sua imagem de “princesa do pop”, Amelia Rose, conhecida por sua legião de fãs como Rae Rose, está completamente esgotada. No auge do desespero, ela decide se inspirar na única pessoa que nunca a decepcionou: Audrey Hepburn. Seguindo os passos de A Princesa e o Plebeu, um de seus filmes favoritos protagonizados pela atriz, Amelia foge no meio da noite a caminho de Roma… no caso, a opção mais próxima uma cidadezinha chamada Roma no Kentucky. Quando seu carro quebra na frente da casa de Noah Walker, o sujeito ranzinza e musculoso deixa claro que não tem tempo nem paciência para lidar com celebridades. Afinal, Noah tem que cuidar da loja de tortas que a avó deixou para ele, e ainda precisa ficar lembrando a seus vizinhos intrometidos, embora adoráveis, que cuidem da própria vida. Sem muita escolha, porém, ele acaba deixando que a cantora fique em seu quarto de hóspedes; mas apenas até que consertem o carro dela, nem um dia a mais. Só que, aos poucos, Noah começa a ver um lado doce, divertido e vulnerável de Amelia que não costuma estampar as manchetes, e vai cedendo ao instinto de compartilhar cada vez mais do seu mundo com ela. Enquanto ele e os outros moradores mostram à estrela do pop todo o charme que uma cidade pequena tem a oferecer, fica cada vez mais difícil para ela controlar seus sentimentos por aquele lugar aconchegante e seu anfitrião mal-humorado. O problema é que, no fim, até Audrey teve que ir embora de Roma em algum momento, e Amelia precisa enfrentar um dilema: seria possível escapar do próprio destino?
Amor em Roma é meu primeiro livro de de Sarah Adams, é uma comédia romântica inspirado no clássico “A Princesa e o Plebeu” de Audrey Hepburn, o livro fala de uma fuga romântica, personagens opostos que se atraem, cenário acolhedor e um quentinho no coração, mas nada além disso. A história acompanha Amelia, mais conhecida como Rae Rose, uma cantora super famosa que vive sob os holofotes desde a adolescência. Exausta, pressionada e cansada de ser tratada como um produto, Amelia decide fugir no meio da noite.
Noah é o típico herói de romance de cidade pequena: grande, musculoso, ranzinza, mas fofo e com um coração de ouro que tenta esconder atrás de uma fachada de poucos amigos.
O que se segue é previsível, é uma comédia romântica levinha, sem grandes emoções e talvez por isso o livro tenha me decepcionado um pouco, porque por mais que fosse um romance levinho, eu esperava um pouco mais de profundidade na história e acho que esse foi o meu erro. Sarah Adams é muito conhecida por seus livros de comédia romântica e veja bem, o que ela faz, e faz bem, é entregar os momentos certos no ritmo certo, mas não se aprofunda e a história fica só alí – no raso. A atração cresce devagar, os pequenos gestos de cuidado, os diálogos que alternam entre o engraçado e o vulnerável são ok. Noah mostra a Amelia a cidade, apresenta os vizinhos excêntricos, e ensina que há vida para além dos palcos. Amelia, por sua vez, lembra Noah de que está tudo bem querer mais do que apenas sobreviver. E super legal pra quem gosta de histórias assim, por isso que eu acho que li esse livro no momento errado porque a história foi fraquinha demais.
A sacada do livro está na forma como Adams equilibra o doce e o amargo. Amelia não é apenas uma celebridade mimada que descobriu o valor das coisas simples. Ela carrega o peso de anos de exploração emocional, de uma imagem que não é sua, de um corpo que nunca foi livre. Noah não é apenas um homem amargurado que precisa de uma mulher para sarar as suas feridas. Hmmmm… É legal? Até é. Mas pra mim faltou, sabe?
Há ainda espaço para uma subtrama sobre saúde mental que foi tratada com sensibilidade e isso eu dou ponto para a autora. O esgotamento de Amelia não é romantizado. A sua necessidade de parar não é tratada como fraqueza. E a forma como Noah a apoia sem a tentar “salvar” é um dos pontos altos da narrativa. Amor em Roma não é um livro para quem procura grandes reviravoltas ou dramas existencialistas e talvez por eu ter saído de um livro super pesado, tenha talvez puxado o freio demais e não gostado tanto da história. É uma comédia romântica, mas nada além disso. 3/5:







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