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Janeiro 2012

Posts em Janeiro 2012.

Capa do Álbum MDNA e W.E.

Capa do Álbum MDNA e W.E.

Fortes rumores de que Madonna esse ano fará sua turnê aqui (e dessa vez eu vou), eu super, mega, blaster ansiosa esperando pela estréia do filme W.E – filme produzido por ela que ainda por cima rendeu a Madonna o Golden Globe para melhor canção original por Masterpierce (e que Elton John ainda está se cortando os pulsos por isso) e fazia tempo que Madonna não fazia uma baladinha assim, a música é linda!

Enfim, saiu a capa nova no seu novo álbum o MDNA:


E aí o que acharam? Eu gostei, mas não amei, sabe? Enfim… O que importa mesmo é o conteúdo, uma vez que o ultimo álbum que me agradou de verdade foi o Confessions on a Dancefloor, mas acho que dessa vez o MDNA vai vir com tudo.

E já que o assunto é Madonna, ela foi capa da Harper’s Bazaar do mês de dezembro junto com a atriz Andrea Riseborough – protagonista de W.E., olha que luxo:


E pra quem ainda não viu o trailer de W.E. que por sinal é baseado numa história real, eis aqui na intrega, estreia no dia 30 de março:

Fime: 127 Horas

Fime: 127 Horas

Ontem à noite marido estava de plantão e eu forever alone em casa (buáááá) comecei a procurar por filmes e vi que ia passar 127 Horas no Telecine Pipoca as 22hs (eu nem tinha jantado ainda), como Rick não estava muito afim de ver esse filme, aproveitei então pra assistir sozinha.

Eis a sinopse:

Baseado na história real de como alpinista Aron Ralston lutou para salvar a própria vida após um acidente. Em maio de 2003, Aron (vivido por James Franco) fazia mais uma escalada nas montanhas de Utah, Estados Unidos, quando acabou ficando com seu braço preso em uma fenda. Sua luta pela sobrevivência durante mais de cinco dias (durou 127 horas) foi marcada por memórias e momentos de muita tensão. Dirigido por Danny Boyle, o longa conquistou seis indicações ao Oscar.

E o trailer:


Gente, o filme é sensacional. É claro que em muitas cenas dá uma puuuuta agonia, mas essa é uma das idéias do filme que mostra a vontade e o instinto de sobrevivência de um ser humano numa situação completamente desesperadora como essa. Depois do acidente ele tem a plena consciência de que vai morrer ali e sozinho, mas jamais desiste de lutar, uma frase que pra mim marcou muito é quando ele diz: “Todas as coisas do mundo me levaram a este ponto”.

Durante esse tempo vários fatos da sua vida desde quando ele era apenas um garoto são mostrados durante o filme em seus sonhos ou pensamentos e, é essa a outra essência do filme: valores, acontecimentos certos ou errados do passado, escolhas, caminhos, o instinto de sobrevivência e a capacidade do ser humano de chegar ao extremo por conta disso. É um filme 8 ou 80 – ou você ama ou você odeia, afinal, nem todos vêem da maneira que é pra se ver e pescar as aquelas pequenas coisas que se mostra ao longo da história. 127 Horas me fez lembrar outros que são tão bons quanto – Na Natureza Selvagem é um deles, um dos melhores que já vi. Não vou me prolongar mais senão vou acabar soltando algum spoiler no automático aqui, mas super recomendo, é fantástico.


“Não existe maior força na Terra do que a vontade de sobreviver.”

Praga – Republica Tcheca

Praga – Republica Tcheca

Praga é uma cidade incrível. Não é a toa que é considerada a cidade mais linda da Europa, título esse que considero muito merecido. Praga é a capital da Republica Tcheca, famosa por seu patrimônio arquitetônico e sua rica vida cultural.


Um pouco de história:

“Durante milhares de anos, as primitivas praças da moderna Praga foram passagem obrigatória nas rotas comerciais que atravessavam a Europa de norte a sul. Numerosos resquícios paleolíticos e neolíticos atestam a existência de povoações agrícolas entre os anos 5000 e 2700 a.C.

Os celtas estabeleceram povoados nessa zona nos séculos IV e III a.C., mas as primeiras notícias de um assentamento permanente em Praga remontam ao século IX, quando, segundo a lenda, a princesa Libuse e seu marido Premysl fundaram a cidade que, governada pela dinastia por eles iniciada e que permaneceu no poder entre os séculos IX e XIV, se converteu no núcleo político do reino da Boêmia e num dos mais importantes centros comerciais da Europa medieval.

A expansão econômica se refletiu na topografia da cidade que, após a construção em 1170 da primeira ponte de pedra sobre o rio, ampliou seu perímetro primitivo com a Staré Mesto (Cidade Antiga). Praga cresceu ainda mais em 1257, com a fundação, junto às muralhas do castelo de Hradcany, da Malá Strana (Cidade Pequena), bairro povoado exclusivamente pelos colonos e comerciantes alemães.


Praga tornou-se em 1918 a capital da nova e independente república da Checoslováquia. Os pactos de Munique, de 1938, cederam a cidade e o país à Alemanha nazi até o final da segunda guerra mundial, quando a Checoslováquia passou para a órbita da união soviética. Em 1968 a cidade foi cenário do movimento popular que se tornou conhecido como Primavera de Praga, que resultou na invasão das tropas do Pacto de Varsóvia. As manifestações populares de repúdio à ocupação se multiplicaram e foram reprimidas com violência. Em 31 de dezembro de 1992, com a dissolução dos laços que uniam checos e eslovacos numa federação única, Praga deixou de ser a capital da Checoslováquia e passou a ser capital da República Checa.” Fonte: Wikipédia.

Praga também é uma cidade que sofreu muito com as guerras, e após 11 anos de comunismo é uma cidade que mesmo assim, nunca perdeu o seu charme, sua história, sua beleza e sua cultura. Amo cidades que possuem traços medievais por todos os cantos que se vá e nessa viagem duas cidades que conheci me encantaram por isso: a primeira foi em Florença na Itália e a segunda com certeza foi Praga.


Ficamos hospedados em um B&B espetacular que na verdade era um apartamento com direito a banheira no banheiro, uma cozinha bem equipada, um quarto bem aconchegante e uma sala bem modesta, não queria ir mais embora de lá. Viajar pra Praga é muito barato, principalmente na hospedagem e na comida, mas como a moeda é a coroa sempre é bom ficar atento com os comerciantes locais, que apesar da maioria aceitar o euro, muitos deles tentam passar a perna em você. Maladrinhos.


Nós ficamos hospedados na parte velha da cidade (Old Town Square), aonde era perto de qualquer lugar que se ia, principalmente perto dos pontos turísticos. Praga é muito famosa por sua intensa vida cultural que está ligada a nomes famosos como o escritor Franz Kafka, além dos monumentos espalhados por toda a cidade como a famosa Ponte Carlos que liga a Cidade Velha ao Castelo de Praga e que corta o rio Vlatva, a ponte tem 520 metros de extensão e sua construção foi iniciada em 1357. A Ponte Carlos tem um portal na entrada que de hora em hora um homem vestido com roupas medievais toca uma trombeta do alto da torre – todo mundo para pra assistir e aplaude, afinal, é algo incrível de se ver em um mundo tão moderno como o de hoje.


Na ponte durante o dia há vários artistas e músicos por toda a sua extensão, a ponte é toda adornada por réplicas de estátuas góticas, barrocas e com imagens de santos católicos. Praga também conta com vários museus, igrejas de arquitetura gótica também e a praça central com comidas típicas e vários artesanatos (matrioskas, objetos em cristais e marionetes que se encontram também em milhares de lojas de souvenirs espalhadas pela cidade).


…E o relógio astronômico que vale muito a visita, mesmo que você não suba nele, até porque em volta dele há vários restaurantes charmosinhos ou simplesmente um lugar gostoso pra passear. De hora em hora, bonecos saem do relógio como se fosse uma procissão, e pesquisando sobre isso descobri que se chama “Caminhada dos Apóstolos”. Além das horas (ah cêjura?), o relógio também marca a posição do Sol, da Lua, os signos do zodíaco e os meses do ano. Foi construído em 1410 e mantém o mecanismo original até hoje que foi reformado entre 1592 e 1572, com certeza foi um dos relógios mais lindos que já vi, mais bonito até que o de Berna na Suíça.


É impossível entender o idioma tcheco! Esqueça. É simplesmente impossível. Tô pra dizer que é bem pior que o alemão, eles colocam acentos estranhos em consoantes e as palavras quando faladas são tão esquisitas que você não sabe se a pessoa está conversando com você ou te xingando (ahahahahaah), mas aprendemos pelo menos duas: pivo = cerveja e díky = obrigado! Mas, isso não é motivo pra se preocupar, a grande maioria fala o inglês (God bless, ufa!).


Outro lugar que foi muito legal conhecer e que achamos por um acaso foi esse muro que é imenso e que fica bem ao lado de um museu dedicado à John Lennon, o muro tem uma história bem legal: na década de 80 – fase do comunismo as pessoas escreviam mensagens de liberdade baseadas nas composições das musicas dos Beatles, mais adiante há uma grade cheia de cadeados – costume esse muito comum na Europa que as pessoas de todo o mundo deixam e que eu já vi em vários lugares, não só em Praga, neste dia eu e o Rick estávamos completando 5 anos de casados e como era nosso ultimo dia em Praga, deixamos um pouquinho de nós lá.


Bem, é isso amigos e amigas…
Espero ter deixado um pouquinho de Praga no coração de vocês como ficou muito no meu e que sirva também como um mini guia pra quem pretende conhecer em breve ou um dia, pois estar em Praga vale muito à pena.

*Próxima parada e ultimo destino dessa viagen: LONDRES! Again… =D

Dachau – Alemanha

Dachau – Alemanha

Eu demorei pra escrever esse post porque eu não sabia por onde e nem como começar, é uma parte da nossa viagem que conhecemos e que foi algo muito triste e pesado, mas estando na Alemanha, não pude deixar de ir. Pegamos um trem em Munique, depois pegamos um ônibus e em 10 minutos chegamos em Dachau. Antes de sair, Rick me perguntou por umas duas ou três vezes se eu realmente tinha certeza de que queria ir até lá, porque convenhamos, essa situação não é algo que dá pra se classificar como um passeio e muito menos como legal, mas também não deixa de ser uma parte da história.


Primeiro de tudo, um pouco da história…

Dachau é um campo de concentração e extermínio que foi construído pelos nazistas em 1933 aonde antigamente era uma antiga fábrica de pólvora que fica na cidade de Dachau, cerca de 5 quilômetros de Munique. Dachau foi o primeiro campo a ser construído no regime hitleriano, mais precisamente cerca de seis semanas após Hitler ascender ao poder. Depois disso, Dachau serviu como modelo para outros campos que posteriormente foram construídos.

Segundo minhas leituras que fiz no Wikipédia, Dachau chegou a abrigar mais de duzentos mil prisioneiros de mais de trinta países (é muita gente) e, a partir de 1941, foi usado para o extermínio de cerca de trinta mil pessoas (gente?!?! 30 M I L pessoas). Muitas outras pessoas morreram em virtude das condições do campo. Dachau chegou a possuir uma câmara de gás, mas não há registros de que tenha sido usada (o que sinceramente eu duvido e muito). Segundo cálculos da Igreja Católica, pelo menos três mil religiosos entre padres e bispos foram mantidos lá, além de muitos políticos também.

No dia 28 de abril de 1945, um alto comissário da Cruz Vermelha – Victor Mauer, tentou convencer o último comandante do campo – Heinrich Wicker, a se render. Wicker decidiu antes retirar a maioria dos guardas SS (um grande filho da puta covarde) e no dia seguinte, a 42ª Divisão de Infantaria do Exército dos EUA foi encarregada de libertar o campo de concentração. A primeira visão que os soldados americanos tiveram ao chegar ao campo, foi de centenas de mortos, empilhados, junto a um comboio de 39 carruagens. Segundo consta, os mortos estavam lá havia dias (alguns já em avançado estado de decomposição).

Os soldados, totalmente em estado de choque com a visão, tomaram para eles o lema “Take no Prisoners” (no inglês: “não fazer prisoneiros”) e começaram a executar os primeiros SS que encontraram. Há vários registros de execuções, na maioria atos de vingança individuais de soldados e até de alguns prisioneiros, que atacaram os seus antigos opressores. Após a libertação do campo, os 32 mil prisioneiros que lá se encontravam saíram num espaço de seis semanas. A libertação dos prisioneiros foi algo trabalhoso: além dos habituais problemas de desnutrição e dificuldades em arranjar transporte dos presos para o seu país natal, havia uma epidemia de tifo que dizimou milhares de judeus. Como tal, de modo a evitar uma pandemia europeia, foram curados e vacinados como prevenção antes de serem libertados.

A partir de 1948, o campo de Dachau foi usado como campo de refugiados, situação que perdurou até cerca da década de 1960, onde se construiu o Memorial que existe até hoje. Logo na entrada do campo há uma frase no portão que em alemão significa “só o trabalho te libertará.” Pelo que pude perceber somente homens foram mandados para Dachau e não mulheres, crianças ou idosos como em outros campos.


Mas Dachau é um exemplo nítido do que a estupidez humana é capaz. Logo no começo há um museu com objetos, documentos, uniformes, fotos e painéis com várias explicações… Os homens que chegavam ali eram submetidos a tudo: inclusive em experiências e testes sob condições torturantes e sem nenhuma higiene. Sem contar as humilhações, a fome, as doenças, a solidão, o trabalho escravo e a covardia por parte dos nazistas que matavam pessoas como se estivessem matando baratas.


Dachau é um campo imenso! Acho que chutando ainda baixo, dá uns 3 campos de futebol, sem brincadeira. Dizem que a câmara de gás que existe alí nunca foi usada, mas disso eu sinceramente duvido muito. O que se conta (como em todos os campos em que a câmara de gás era usada) é que todos eles tinham que tirar o uniforme, passar por um corredor de desinfecção e entrar pra uma sala que seria uma sala de banho e depois disso serviriam comida quente para todos.

Acontece que a “sala de banho” era na verdade a câmara de gás e nenhum judeu se dava conta disso: uma porque sempre tinha muita gente indo (morrendo) e chegando e segundo que eles nunca andavam com as mesmas pessoas, pois a cada dia era um trabalho ou um outro canto diferente pra se ir dentro do campo, logo, eram sempre separados, isso facilitava o trabalho dos nazistas de evitar uma possível descoberta do que acontecia alí dentro com eles.


Das câmaras de gás depois iam para as fornalhas aonde os corpos eram queimados. Se as câmaras foram realmente usadas ou não, isso não importa, porque da mesma forma, só em Dachau morreram 30 MIL pessoas e isso é um numero absurdamente grande. Nós entramos em todos os lugares possíveis: no corredor de celas aonde ficavam os políticos e os religiosos, aonde os judeus dormiam, aonde eram torturados, usados em experiências, na câmara de gás e aonde ficavam as fornalhas quando os corpos eram depois queimados.


Estando em lugar como esse te dá uma sensação muito estranha que mistura dentro de você a raiva, a tristeza e a revolta. Muito depois, em Londres, nós fomos até o Museu da Guerra e lá pudemos entrar numa parte que falava apenas sobre o holocausto, lá tinha vários objetos, documentos, e até um uniforme nazista completo com, inclusive, o nome do dono. Dentre os objetos havia alguns que eram pra medir o tamanho da cabeça e o rosto da pessoa pra certificar se realmente a pessoa era ariana, de raça pura. Eu fiquei chocada! Mas uma imagem que eu jamais vou esquecer na minha vida, foi de uma foto em um painel enorme que eu vi de um judeu sentado na beira de uma cova já atulhada de judeus mortos… O judeu com a cabeça baixa como se estivesse tomado por um sentimento de resignação, um soldado da SS apontando uma arma na nuca dele e mais ao lado, um outro soldado da SS trazendo mais um judeu para ser executado. É revoltante.

A Segunda Guerra Mundial é uma parte da história que pra se aprofundar no assunto de verdade, é necessário ler e pesquisar muito… Você se pergunta COMO alguém conseguiu convencer de que os Judeus eram a doença/problema da Alemanha? COMO que muita gente acreditou nisso (e pode ter certeza que ainda tem muita gente que acredita) e abraçou essa idéia. COMO que um soldado da SS encarava sua esposa, seus filhos ou colocava a cabeça no travesseiro e dormia com a consciência tranquila após ter matado TANTA gente – não só os homens, mas principalmente as mulheres, as crianças e os idosos também… São muitas perguntas. E em meio de tantas perguntas, cerca de 6 milhões de judeus morreram nessa guerra.


Saí de Dachau calada, pesada, triste, mas cheia de pensamentos na cabeça que apesar de tudo, por questões históricas – pra mim valeu a pena ter conhecido. Não sairia recomendando pra todo mundo – quando alguém viajasse pra Alemanha, ir conhecer Dachau, porque alguns são mais sensíveis que outros, o clima é pesado de verdade e estar alí e ver tudo aquilo de fato, não é algo fácil.


Quando voltei de viagem fiz questão de (re)assistir e ler algumas coisas: (re)vi “A Lista de Schindler”, “O Pianista”, li “O Diário de Anne Frank’, agora estou lendo “Treblinka” e essa semana que passou, eu assisti “O Menino do Pijama Listrado” (que agora também quero o ler o livro). Dessa vez vi tudo com uma visão diferente do que aquilo que aprendi na escola, vi porque eu estive lá e senti de perto como é! Mesmo no Coliseu de Roma quando entrei, eu senti aquela energia pesada, afinal muita gente também morreu alí, mas não tão pesado como em Dachau! Talvez por ser algo que de certa forma ainda seja recente, talvez porque por mais que a gente assista os noticiários com tantas tragédias e atrocidades na tevê todos os dias, você percebe que o ser humano pode ser bem pior do que isso.

Eu gostaria de ter conversado com a geração mais velha de alemães lá em Munique, a geração da idade dos nossos avós…. Gostaria de ter conversado se primeiro de tudo, é claro, eu soubesse falar alemão. Mas perguntaria sobre o que acham da Guerra e tenho certeza que, infelizmente, eu teria duas respostas! Eu me pergunto, inclusive, se o mundo seria diferente se essa guerra jamais tivesse existido. E pelo menos pra essa pergunta eu tenho a resposta: Com certeza seria!!! Seria diferente em todos os sentidos. Seria para nós, um mundo melhor.

Próxima parada: Praga – República Tcheca