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Fevereiro 2014

Posts em Fevereiro 2014.

Limites pra uma alimentação saudável?

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As vezes eu vejo umas coisas meio absurdas nessa internet que eu não sei se é chatice da minha parte ou se é a falta do bom senso que realmente está acabando entre as pessoas… Eu acompanho alguns blogs fit porque gosto de pegar dicas de receitas e exercícios, mas nada mais além disso, porque coisas mais sérias como suplementação por exemplo, somente um profissional da área pra orientar… Além do mais, eu nem vou entrar nas questões de posts patrocinados porque ao mesmo tempo que isso é muito bem maquiado e que, infelizmente, ainda tem muita gente que não percebe (ou finge que não percebe, vai saber…), tem aquele que também escancara e não faz questão alguma de disfarçar mas ok, acho que “pagando bem que mal tem?”, porém é óbvio que não tem como não se perguntar: até que ponto uma “opinião” paga é realmente confiável? Mas a questão, como disse nem é essa, vou falar de um ponto específico que ando observando com uma frequência até que grande nesse meio…

Semanas atrás vi uma foto num blog fit muito conhecido que me deixou um tanto quanto incomodada ao ponto de se perguntar “mas gente, isso é realmente necessário?” tipo… Sério mesmo… REALMENTE precisa? E como essa modinha agora de “marmitar” em qualquer lugar (qualquer lugar MESMO) virou uma febre entre os fitnistas (mas não todos e não estou generalizando, que fique isso bem claro), eu me pergunto também, até aonde algumas pessoas querem e procuram um meio de vida mais saudável e até aonde isso não se torna uma neurose que, diga-se de passagem, na maioria das vezes (como na maioria das neuroses) faz você fazer papel de ridículo, pelo simples fato do exagero, mas isso é uma opinião minha e isso não necessariamente quer dizer que eu esteja certa. É só uma opinião! Foto de gente “marmitando” dentro do carro durante o transito, no consultório, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê e até mesmo em um avião – daquela ponte aérea super curta que quando você pensa em abrir um pacotinho merreca de amendoim, seu voo já chegou ao destino. Percebam que, não é só o fato de você comer quando sente fome – isso, na verdade, não é o problema (é uma solução!), nem ter sua própria comida, mas pra começar que eu acharia grosseiro demais alguém abrir um potão de macarrão e frango do meu lado em um consultório enquanto eu também espero a minha vez pra passar com um médico ou ainda: 15 claras de ovos e uma batata doce do tamanho da sua cabeça, tudo isso sendo aberto bem ao seu lado e dentro de uma caixa gigante pressurizada mais conhecida como avião… SOCORRO!!!!!

Gente, numa boa? Eu só consigo imaginar o cheiro bombástico que deve ser quando se destampa uma “marmita” dessas e como disse, o ponto geral de tudo isso: não importando aonde! Diferente daquele que resolve comer uma maçã ou uma barrinha de cereal pra enganar a fome ou porque não teve tempo pra almoçar… Sei lá até que ponto uma tupperware com comida FRIA e nuclear em termos de cheiro, aberta sem precedentes do limite de respeito do espaço ao próximo – como querendo dizer: “foda-se, é a minha hora de comer”, está sendo a bandeira declarada da boa alimentação. Acredito que isso seja algo pra no mínimo se questionar. Acho que pra tudo tem um lugar certo (restaurantes self services tem aos montes com variadas opções e preços baratos, sabiam?), pra tudo é uma questão de educação e se isso é normal pra muita gente, eu tenho o direito de achar que não é (e ainda pensar que isso é no mínimo estranho).

Você fazer uma viagem relativamente curta de avião e levar sua própria comida (independente da “marmita” em questão ser patrocinada ou não pra você estar ganhando um bom cascalho ao fazer papel de besta numa ponte aérea) me leva a questionar que então fazer uma viagem longa, viajar pra um lugar em que a comida é diferente dos seus hábitos alimentares está totalmente fora de questão porque né… Pessoas que “marmitam” em qualquer lugar, mas não comem nada além daquilo que estão habituadas (ou se impõem pra si, pensando bem), então a (única) solução é ficar em casa e isso pra mim já é se privar demais da vida. Até porque a fiscalização aduaneira pode até deixar com o “jeitinho brasileiro” você passar naquela ponte aérea curtinha, mas jamais deixaria você passar transportando sua feira dentro mala de mão em um voo internacional, correndo até o risco de te prenderem por terrorismo enquanto você tenta explicar que toda aquela caralhada de claras de ovos e batata doce com cara de poucos amigos não é uma bomba. Isso foi é apenas uma das observações que sempre faço quando vejo esse tipo radicalismo, porque assim… Se um dia ou outro você comer algo que está fora dos seus hábitos, não quer dizer que você irá viver menos na sua vida super saudável-radical por isso, nunca ninguém comprovou cientificamente uma coisa dessas. Então apenas RE-LA-XE, aproveite mais e não seja tão exageradamente regrado assim. Dizer que “levamos esse hábito porque gostamos” eu até acredito com algumas reticências, mas pra mim é o mesmo que uma criança de 5 anos dizer “porque sim e pronto”, mesmo porque, eu duvido que não tenha aquele que não suba pelas paredes quando vê uma barra de chocolate, mas que se obrigue a comer aquele brigadeiro-fit como substituto e que, mesmo que diga que é, com certeza o gosto e o prazer não são os mesmos. Não, não são.

Sou super a favor da alimentação saudável. É óbvio! Ninguém quer ter uma veia entupida, ter um treco e bater as botas. As pessoas estão cada vez mais procurando por isso (eu sou uma delas) e parabéns! – porque ninguém vive de fast food e comida industrializada. Alimentos saudáveis são uma delícia – algo que com criatividade e boa vontade dá pra fazer coisas maravilhosamente gostosas, mas não sou a favor de me abster 100% do prazer que é comer outras coisas que eu gosto, que necessariamente não são tão saudáveis assim e que de uma forma ou de outra se eu não comer, podem me privar de OUTROS prazeres da vida por isso. Bom senso, minha gente!

Querem um exemplo? Pensem se eu – Juliana, fosse exatamente assim: regrada radicalmente a base de clara de ovo, frango, macarrão integral e com uma viagem incrível marcada pra daqui uns dias em que, o meu destino são países, cujo alguns deles eu não faça nem ideia de como seja a comida… E eu faria o que com toda minha vida de marmiteira do cardápio regrado? Acho que o melhor seria eu ficar em casa vendo tevê e comendo frango sonso, né? Percebam até que ponto você precisa saber o que é saudável e o que é privação, não só de alimentação, mas de outras coisas que isso acaba envolvendo. Eu só de dei UM exemplo entre muitos.

Não vejo problema em um pedacinho de pudim de leite depois do almoço, menos problema ainda no bom e velho arroz com feijão ou um lanche rápido pra quem naquele dia, não teve tempo de almoçar. Ovo é ótimo pra quem está malhando e não vou morrer mais cedo que você, só porque justo hoje eu resolvi comer o meu frito com pão no meu café da manhã (e você comeu suas 15 claras e ainda cozidas. cara, teu peido deve ser uma bomba). Alimentação saudável é super válido sim, quem ainda não se tocou disso, deveria se informar e pensar mais a respeito pra ter hábitos melhores e uma vida mais longa, mas só não seja um escravo disso… Afinal de contas, o exagero por mais bem intencionado que seja, também não é legal. Reflitam.

Dia Internacional do Gato

Descobri graças a essa internet maravilhosa-sem-limites que hoje é Dia Internacional do Gato. Isso mesmo! Os felinos possuem uma data no calendário só pra eles, possivelmente quase ninguém sabe disso – eu não sabia, mas achei uma data muito nobre. Resolvi então escrever um post sobre isso e relatar algumas experiências minhas pra deixar registrado os benefícios que tenho desde que dois gatinhos safados entraram na minha vida.

Eu nunca tive gatos até adotar a Amélie. Não sabia como era ter gatos e foi algo como um amor a primeira vista que como um furação; leva seu coração e alma e você se apaixona de verdade – a ponto de um dia de semana qualquer se encontrar deitada no chão com seu gato, apenas observando seus movimentos e achando aquilo o supra sumo do que há de mais lindo no mundo. E paguei minha língua por isso… Sim… Pois antes não era muito simpatizante dos felinos, mas com a chegada da Amélie eu acabei aprendendo muito com ela e que pra mim, só trouxe coisas boas. Li muito sobre esse mundo maravilhoso dos gatos e algumas das coisas que li, dizia que gatos e espiritualidade tem MUITO a ver, sempre andam juntos; eles veem dentro e além de nós, são sempre uma meditação que está ao nosso lado que nos ensinam sobre paciência, atenção, silêncio, mistério e mais ainda: nos protegem dos males… Dizendo assim parece tudo exageradamente místico, mas não é. Acho que só quem tem gatos entende exatamente o que quero dizer, porque realmente é tudo isso e muito mais.

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A Amélie foi a adoção de alguém que entrou na minha vida só pra trazer coisas boas, mas do Lennon eu sempre digo que foi a cereja do bolo. Um faz companhia pro outro, não se desgrudam e se a vida já estava ótima com um gato, com dois ficou maravilhosa (e com um cachorro está perfeita). Amélie e Lennon são de personalidades bem diferentes: ela é mais na dela, de andar manso e sempre muito observadora com tudo, já o Lennon apesar de as vezes ser um pouco medroso em algumas situações (e dramático – mia pra tudo), se mostra muito destemido quando realmente quer algo. Ambos poderiam ter tido um destino muito triste (por isso que eu sempre bato na tecla da importância de uma adoção), principalmente pela forma que chegaram ao mundo e me sinto muito honrada por poder dar outra vida – a que realmente eles ou qualquer gato/bicho merecem. Não vejo minha vida sem eles, amo mais que muita gente que conheço e me preocupo como se fossem meus filhos – porque são sim parte da família e tudo que eu puder fazer eu sempre farei por eles. Pra muita gente isso é tomado como um exagero, pra mim é apenas a essência de fazer o bem sem olhar a quem.

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Eu não me lembro se já disse isso aqui, mas tanto eu como o Ricardo não pretendemos ter filhos, é uma decisão nossa e talvez até mais minha do que dele – embora tenha o comum e total acordo de ambos, mas não me vejo como mãe por muitos motivos que nem é o foco assunto do post, porém acredito que projetei meu amor de mãe aos animais e isso não me faz melhor ou pior, menos ou mais nobre do que ninguém. Sempre penso que todos temos que dar continuidade no nosso amor, não importando aonde a gente se esforce pra conseguir fazer esse papel de uma forma exemplar, não importando inclusive se é pra um humano ou um bicho, mas partindo da essência e princípio de que ambos são verdadeiramente um alguém nesse mundo.

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Enfim… Quando me perguntam se é gostoso ter gatos, eu digo que é algo maravilhoso. Algo que só vai saber exatamente o que quero dizer com todos os rompantes emocionais que essa palavra envolve, quando um dia tiver um. Eu encontro neles felicidade, harmonia, diversão, amor, respeito, carinho e mais ainda: encontro a minha paz. Coisas essas que você procura quando se propõe a ter um bicho de estimação e que todos deveriam saber que vai muito além de cuidados básicos como água e comida. Não é só isso. Envolve amor, carinho, cuidado, zelo… É acima de muitas coisas, um laço de respeito e cumplicidade que se cria entre você e eles. Aonde você passa a conhece-los a fundo, mas eles com certeza te conhecem muito mais… Mais até do que que você imagina. Se a vida é muito boa em muitos aspectos, posso dizer com toda a certeza do mundo que com um gato fica ainda muito melhor. 🙂

Resenha: A Culpa é das Estrelas

Ganhei A Culpa é das Estrelas de uma amiga muito querida e terminei na semana passada de ler. O livro é incrível, tanto que devorei em menos de uma semana. Hazel e Augustus são os protagonistas da história, ambos tem câncer e tratam da doença de uma maneira bem humorada, mas acima de tudo – realista. Hazel que já havia aceitado o destino da sua doença – “sou uma granada”, como ela se classifica, conhece Gus que também tem um câncer… E enquanto ela está preocupada com o sofrimento alheio perante a sua doença, Gus por outro lado quer marcar a vida de alguém e não cair no esquecimento depois de sua partida. Parece piegas, né? Mas não é de forma alguma, muita coisa acontece nesse breve resumo que dei.

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Hazel na sua narrativa realista é de uma personalidade marcante e em muitos momentos são salpicados de um humor ácido e ironia. Gus por outro lado é um personagem impossível de não se apaixonar, tanto por sua doçura como pela sua inteligência, que na minha opinião é o que dá o equilíbrio ideal a história. Muitas coisas acontecem: ambos vão para Amsterdã conhecer Peter Van Houten – escritor do qual Hazel vai atrás procurando respostas sobre os personagens de um livro que leu, são amigos em comum de um rapaz que também por um câncer ficou cego e a história se desenrola em tudo isso de uma maneira despretensiosa, mas que é impossível não se emocionar e partir seu coração em mil pedacinhos – algo inevitável, porque acredito que se tivesse outro tipo de final, acho que a história não teria a mesma sensibilidade e aí perderia o sentido. Recomendo muito. É um livro fantástico, envolvente e uma dica: separe uma caixa de lenços!

“Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; heróis são as que REPARAM nas coisas” – A Culpa é das Estrelas

Sobre (as pequenas) mudanças no blog

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Como vocês sabe (e notaram, é claro) há pouco mais de um mês, graças a ajuda da minha querida e maravilhosa amiga Lia eu dei uma super melhorada no blog: agora tenho um domínio próprio e um layout com uma disposição muito mais clean e bem mais gostoso de navegar. Com essa incrível mudança (uau!), outras também – mesmo que mínimas, tiveram que acontecer para o melhor funcionamento do MAP, eu preferi colocar tudo em ordem (ou quase tudo) pra depois dizer cada uma delas pra vocês:

– o MAP agora tem categorias e isso quer dizer que fica mais fácil de achar as postagens, porém há um ponto: eu ainda não tive paciência/tempo/coragem de colocar mais de 1700 posts certinhos nas suas devidas categorias por motivos óbvios de: dá um trabalho do caralho. Entretanto, desde que comecei com o novo domínio eu venho fazendo isso com os mais atuais e (quase) todos os dias eu vou fazendo o mesmo com os posts mais antigos, vai demorar um tempo e não me perguntem quanto, mas espero um dia quem sabe conseguir organizar tudo isso. De qualquer forma, se precisarem procurar por algum assunto específico as tags estão aí a disposição.

– O email de contato do blog mudou, agora é: contato@shejulis.com (ai que chique), portanto, se precisarem me escrever utilizem este endereço e não mais o do antigo gmail, pois daqui um tempo eu vou deletar o antigo e ficar apenas com esse.

– Feeds: ainda é possível sim fazer as inscrições das postagens e receber as atualizações no email, acredito que as pessoas que liam o blog dessa forma, não estejam recebendo mais as postagens via email por conta da mudança de domínio, peço então pra que se inscrevam novamente aqui (ou tem o link permanente mais abaixo – logo depois do app do Last.fm)

– O endereço do Feeds também mudou, agora é: http://feeds.feedburner.com/shejulis/bdPm

– A busca continua em cima do meu perfil, porém, um pouco mais discreta: está a direita, na mesma direção da barra do menu e os arquivos estão bem mais organizados: tem a opção de categorias, mensal, anual ou então todas as tags que eu uso.

– Logo abaixo do banner do blog, antes dos posts, tem os posts em destaque (aliás, uma das coisas que eu mais amei na disposição desse layout novo, o wordpress é sensacional), lá estão alguns que vou colocando evidência, mas sempre serão os mais atuais e não os antigos. Como tem um numero limitado pra isso, os que vocês sempre verão serão os mais recentes, sempre.

– Apesar de engatinhando, pretendo sim continuar com a categoria de looks, mas aquele lance que havia prometido de um look por semana eu acabei não cumprindo… pardon, mas como as postagens aqui não são diárias eu achei que se eu fizesse isso uma vez por semana, ia ficar mais do mesmo.

Acho que basicamente é isso, com o tempo tudo vai ficando ainda mais redondinho e conforme mais mudanças, também vou comunicando aqui 🙂