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junho 2014

Posts em junho 2014.

Goodbye, Orkut

Google decide de tirar o Orkut do ar neste ano

Há anos que eu já tinha deletado meu Orkut. Mas ao ler essa notícia, confesso que me deu uma pontada de tristeza e saudade. Foi a primeira rede social que participei e quiçá, a mais insana também. O Orkut era assim; com comunidades divertidas e sem finalidade alguma (“pq a Hello Kitty não tem boca?” “Niilismo miguxo”, “dançando e ofendendo”, “cabras não tem muitas ambições” e assim ia…), sem contar os depoimentos (“o que dizer dessa pessoa que…”), os buddy pokes, a sorte do dia, a porcentagem dos gelinhos, carinhas e corações que respectivamente correspondiam ao legal, confiável e sexy que cada pessoa era, a falta de segurança que a rede tinha e vira e mexe algum amigo tinha a conta ou uma comunidade invadida, os “no donut for you” que deixava todo mundo louco quando saia (quase sempre) do ar ou quando no começo de tudo, era até um motivo de agregar valor ao camarote dizer que tinha recebido um convite pra entrar no Orkut e no final – quando tudo já tinha descambado e você resolvia deletar a conta, a palavra “orkutizou” já explicava todo o motivo da saída e ouso em dizer que essa poderia ter até entrado pro dicionário. Eram muitos detalhes e muitas outras coisas que só quem conheceu o Orkut irá entender…

orkut

Acho que boa parte da saudade que o Orkut irá deixar é que diferente de como está o Facebook, o Orkut não tinha cagação de regras, chorumes ou mimimis em proporções épicas como tem hoje. As pessoas eram menos chatas e mais suaves principalmente com as palavras. Aliás, pessoas essas que boa parte, são as mesmas que estavam no seu Orkut e que hoje estão no seu FB, mas que por algum motivo, eram mais legais antigamente – mesmo que, se essas mesmas pessoas teimavam em deixar aquelas imagens em .gif cafonas e piscantes de “passando aqui pra desejar um bom final de semana” no seu scrapbook e que você sempre deixava um recado de aviso já pronto: “leio e depois apago” (eu mesma, fazia isso).

O Orkut tinha as brigas sim, mas em bem menor escala como é hoje no Facebook e por mais que tivesse alguma (ou todas, pensando bem) falha na segurança e falhas em mais um monte de coisas; de alguma forma, a gente se sentia mais feliz e com o coração quentinho no Orkut… Algo que no Facebook, a grande maioria não se sente mais assim porque por muitos motivos que nem vou perder meu tempo em listar, simplesmente encheu o saco de muita gente. Acho que esse breve resumo que dei, é a nostalgia que o Orkut, agora com um fim próximo, causou nas pessoas… A gente era feliz e não sabia, mas não teria uma volta e foi bom enquanto durou na vida cibernética de cada um. Mas sim, vai deixar saudade principalmente porque, por mais insano e sem noção que fosse, o Orkut – ao seu modo – ensinou pra gente o real significado de uma REDE SOCIAL.

Minhas leituras até agora…

No começo do ano eu tinha prometido a mim mesma que com mais amor, eu iria retomar minhas leituras. Eu estava muito relapsa com isso o que me fazia me sentir mal porque pra mim, era um tempo que eu acabava perdendo com qualquer besteira que não me trazia benefício algum. Nesse post aqui, junto com o plus de uma pesquisa que diz que ler melhora o sono e diminui o estresse, eu finalmente tomei vergonha na cara e voltei pros meus amados livros – que agora com a mudança pra um apartamento maior estão ocupando lindamente quatro prateleiras enormes na sala. Sou adepta aos livros propriamente ditos, gosto de sentir o peso, o cheiro das folhas misturadas com a tinta, não gosto de kindle e em termos de praticidade, isso não é muito vantagem pra mim.

Mas estou tão orgulhosinha de mim mesma porque, tirando o período de março e abril – que foram os meus 38 dias de viagem, eu já li 6 livros até agora. A média está boa – um livro por mês (sendo que um deles, eu li em menos de 3 dias) e tudo que eu preciso fazer é continuar nesse ritmo que está ótimo, está perfeito, está redondinho. Bem, como alguns deles eu já fiz a resenha anteriormente aqui no blog, pra esses eu vou colocar apenas o link… Dos outros, eu vou fazer um breve resumo porque acho que livro é uma coisa tão pessoal quanto perfume, enfim… São esses aqui:

seguindo pela ordem de leitura

seguindo pela ordem de leitura

A Culpa é das Estrelas – John Green eu fiz a resenha nesse post aqui e foi o primeiro de 2014. No começo do ano parecia uma eternidade pra estreia do filme que já está nos cinemas, mas eu ainda não vi. Mesmo assim eu sempre aconselho: SEMPRE leia o livro e depois veja o filme.

Livre – Cheryl Strayed falei bem rápido dele neste post aqui que foi dois dias antes de eu viajar. E eu precisava terminar esse livro antes da viagem porque além da história ser fantástica e ter a ver com o assunto, tem muito a ver também com essa busca de sempre conhecer novos lugares e testar nossos limites. Esse pelo que li vai rolar o filme (Wild), mas ainda não sei pra quando.

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman até então o único livro que eu tinha lido do Gaiman era Coraline, esse foi por incentivo do marido que conta a história de um homem e suas lembranças de infância aonde abordam muitos assuntos que todos são contatos daquela forma bem fantasiosa que, quem conhece bem as obras de Neil Gaiman, compreenderá o que estou falando. Leitura mais que recomendada.

Os Filhos de Anansi – Neil Gaiman daí o Rick disse que se eu gostasse de Oceano no Fim do Caminho ele me indicaria outro e continuei com esse na sequencia. O livro conta a história de Fat Charlie que não tinha uma relação lá muito amigável com seu pai. Depois com o pai falecido, Charlie descobre que tem um irmão e também descobre que seu pai é Anansi, o deus-aranha. Não sou muito boa com resenhas, mas escrevendo assim, parece que o livro é de uma história totalmente viajada e sem noção. Mas não é. Neil Gaiman tem o dom de misturar o real com o imaginário e deixar tudo ao mesmo tempo simples de ler.

Quem é você, Alasca? – John Green acho que já deu pra perceber que me rendi aos livros dele, né? Este eu li em menos de 3 dias, nos meus momentos de insônia. Conta a história de Miles, colecionador de ultimas palavras, que nunca teve amigos e decide ir pra um colégio interno em busca do seu “grande talvez”, lá ele faz novos amigos e conhece inclusive a Alasca, que por algum motivo, em determinados pontos no livro eu simplesmente a odiava ahahahah, e embora seja um best seller juvenil, a história no seu conteúdo e principalmente no desfecho, não deixa nada a desejar e te faz pensar naqueles muitos pensamentos clichês que todos nós temos.

Cidades de Papel – John Green este eu ainda estou lendo, comecei essa semana então não tenho muito o que escrever sobre ele ainda… exceto pelo fato de sim, estou gostando bastante. Além do que, também não vou ficar procurando resenhas sobre ele, pra eu não tomar um spoiler de graça e ficar com cara de concha depois. Mas até agora, gostei muito dos livros de John Green.

Então é isso. Dada a largada de 2014 até agora, essas foram as minhas leituras que eu resolvi dividir com vocês, aliás, usem os comentários pra indicações também, pois eu gosto mais ainda quando os livros são recomendados.

Backpacker: Suécia

Dos três países escandinavos que conheci, Estocolmo na Suécia foi a cidade que eu mais gostei. É uma cidade igualmente cara como Oslo e Copenhagen, mas é uma cidade maior, mais agitada e com muitos lugares pra visitar. Nas atrações turísticas, vale a pena conhecer o Palácio de Drottningholm, o centro da cidade que tem muita coisa legal pra fazer, mas principalmente o Gamla stan que é a cidade velha de Estocolmo, datada do século XIII essa parte é recheada de becos medievais, ruas pavimentadas com pedras e arquitetura antiga gótica alemã de tijolos, repleta de restaurantes, galerias de arte, livrarias, lojas de souvenirs, mas é passeando à noite por Gamla stan que deixa o lugar muito mais legal, pois por toda essa arquitetura antiga é como se você viajasse no tempo, dá vontade de ficar por horas e horas passeando por alí.

estocolmo

Estocolmo é uma cidade muito rica em cultura e boas opções não faltam, um dos principais é o Statens Historiska Musset que conta toda a história do país, aonde inclusive há um espaço dedicado aos vikings (eles não podem faltar). No Palacio Real Kungliga Slottet por um acaso de sorte, quando estávamos passando por alí, conseguimos pegar a troca da guarda que é algo bem legal de se ver e acontece diariamente ao meio dia.

Outro lugar muito legal pra conhecer e que fica bem no centro da cidade é a praça Sergels Torg que há uma área rebaixada com muitas lojas e restaurantes, mas vale muito a pena experimentar a comida de rua também que além de muito bem servida, é uma delícia. Os suecos são extremamente educados e gentis, mas conversando com um brasileiro que mora lá e que trabalha no hostel em que ficamos hospedados, ele disse que eles são pessoas mais difíceis de você manter uma amizade, uma vez que estiver morando lá, nesse ponto eles são realmente mais fechados. Chegamos em Estocolmo no começo da primavera, mas ainda assim é muito frio e fiquei imaginando como tudo deve ser no inverno, portanto, nem preciso dizer que casacos ultra quentinhos, luvas e gorro são especialmente necessários.

“Mas e o Ozzy?”

Divo, lindo, muso, gostoso, meu bebezão… Meu sonho realizado quando minha vida toda sempre quis ter um cachorro e aproveitando pra dar notícias do Ozzy vou falar novamente de um assunto que já comentei aqui.

ozzy

“Mas e o Ozzy?” Sempre me perguntam isso, com alguns amigos isso já até virou piada, com outras pessoas é uma pergunta indagadora e num tom até acusatório como se simplesmente eu tivesse esquecido dele. Mas… (respira, Juliana) eu vou explicar (de novo) porque sou bem legal:

Como de semana ele já ficava com meus pais e no fim de semana comigo, agora – com os gatos, ele fica definitivo com meus pais (nós moramos super pertinho e vejo ele quase todos os dias). Na casa dos meus pais ele tem mais espaço, suas coisinhas, seus hábitos, é o Rei da casa. Ozzynho está com 8 anos (já tem barbinha branca – como podem ver na foto) e não houve uma adaptação muito lá amigável com os gatinhos, aliás, depois de muito tentar, eu entendi que isso foi algo totalmente compreensível, ainda mais pra um cachorro já adulto que nunca na sua vida conviveu com outro bicho.

Como ele sempre foi muito apegado aos meus pais (e vice e versa) não teria sentido eu forçar a convivência aqui em casa aonde tanto os gatos, como ele próprio ficariam estressados, magoados, causaria brigas e acho que os animais não precisam disso (deixem essa parte para os humanos desprovidos de bom senso, o Facebook é o limbo pra isso). Mas ai vem as perguntas, geralmente num tom idiota e com uma pitada de maldade:

“Você não tira mais tantas fotos do Ozzy”
É sério nunca nem foram “tantas” fotos assim, ele odeia fotos da mesma forma que odeia quando alguém pega na sua pata, tirar fotos do Ozzy era de 100 pra 1 ficar boa. A não ser que ele estivesse dormindo.

“Agora que vc tem gatos, o Ozzy nem aparece mais”
Acho que com tudo que já expliquei acima, (sem obrigação alguma, aliás) já responde por completo e definitivo esse comentário ou eu ainda preciso desenhar?

É muito chato isso, porque as pessoas que não cuidam da própria vida, se acham no direito de cuidar da vida dos outros, especulação é algo tão chato e eu abomino tanto isso porque partindo do pressuposto que eu não faço isso com ninguém, eu não vou admitir que façam isso comigo. Isso é só um exemplo, mas tenho certeza que todo mundo que ler esse post vai entender o que quero dizer e se identificar em alguma outra situação. Ao contrário de muita gente quando tem um bicho de estimação, eu jamais abandonaria uma cria minha. Jamais deixaria de amar ou simplesmente “esqueceria” como já deram essa suposição pra mim e sim, dependendo do tom do comentário e principalmente de quem comenta, eu não deveria, mas é claro que me incomoda (esses eu até deleto mas com aquela vontade louca de mandar tomar no meio do cu), do contrário, eu não estaria aqui colocando alguns pingos nos “is”. De qualquer forma estou mais uma vez deixando claro, e se mesmo assim ainda restar dúvidas (leia-se especulação, also known as falta-de-um-tanque-de-roupa-pra-lavar), eu posso passar a conta do veterinário, o nome da ração Premium (é claro) que ele come, dos bifinhos, das frutas que ele mais gosta, enfim… Já aproveito e mando junto com as minhas contas do mês também, pq aquela máxima que dizem: é mais fácil conviver com bicho do que gente, nunca fez tanto sentido – principalmente em situações como essa.