Posts arquivados em Ano: 2017

29 dez, 2017

Livro: Novembro, 9

Esse foi o meu ultimo livro lido em 2017. Então ao todo foram 17 livros que li ano passado e não 16 como eu havia dito no post anterior e esse foi um dos que eu devorei MESMOOOO, porque a história é muito boa e me surpreendeu bastante! Vamos ao resumo:

Autora número 1 da lista do New York Times retorna com uma história de amor inesquecível entre um aspirante a escritor e sua musa improvável. Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Quando comecei a ler esse livro eu achei que seria daquele tipo de romance bem piegas e logo pensei: “xiii! acho que não vou gostar” mas continuei e a história foi se moldando e ficando cada vez melhor. A autora começa te envolvendo na trama que aparentemente tem tudo pra ser uma grande história de amor (apenas), até começar a acontecer várias reviravoltas loucas que quando você acha que é uma coisa, acaba sendo outra. Novembro, 9 é uma história emocionante, forte, romântica, triste, dolorosa e que prova principalmente que não necessariamente nascemos com um destino traçado, pois a história toda é basicamente criada a partir das consequências feitas pelas ações dos personagens principais e tudo pode mudar. É um livro que fala da real beleza do ser humano – a interna, de autoestima, de correr atrás dos objetivos, dos sacrifícios que fazemos por amor, ah sim, o amor… Tem muito amor no livro. Vou procurar mais livros dessa autora porque pelo que li ela tem outras obras tão excelente quanto essa. Eu ia deixar essa resenha só pro ano que vem, mas como gostei super desse livro e ele foi o ultimo do ano, não podia deixar de escrever, aproveita e dá uma olhada no post com o balanço do meu 2017 e os livros que mais gostei e o que menos gostei esse ano. Esse ganhou as 4/4 xícaras de café de recomendação.

“— Nós só recebemos uma mente e um corpo quando nascemos. E são os únicos que ganhamos, então cabe a nós cuidar de nós mesmos.”

19 dez, 2017

Encerrando 2017

Houve uma época aqui no blog em que todos os anos eu fazia uma retrospectiva com um balanço de como foi o ano pra mim, depois parei de fazer isso – pelo menos aqui, por pura preguiça e relaxo mesmo ou porque muitas vezes eu achava que soaria chato demais, mas nesta época do ano eu gosto e sempre faço uma reflexão de tudo o que aconteceu, o que deixou de acontecer e os planos que eu quero pro ano seguinte, mesmo que eu não registre isso por escrito, mas eis que então esse ano eu resolvi escrever.

E 2017 foi assim: eu pisquei e o ano passou. De toda a minha vida eu posso dizer que esse ano, ao menos pra mim, foi o ano que mais passou rápido comparado com todos os outros, muitas pessoas também acharam a mesma coisa, mas o fato é que pensando bem, isso tem seus prós e contras… Muita coisa aconteceu no meu 2017 e talvez esse seja um dos motivos que fez com que eu tivesse essa sensação de rapidez no calendário, não teve um mês sequer que foi um marasmo, sempre tinha alguma novidade, alguma coisa acontecendo e graças a Deus! – Só coisas boas. Por outro lado, toda essa rapidez também acaba sendo um tanto quanto assustadora pra mim… Parece que foi ontem que eu estava de malas prontas pro Natal e Ano Novo em Londres, eu lembro da roupa que eu estava usando quando cheguei lá, da sopa de tomate que derrubei na mesa quando estava jantando no aeroporto (é, Julianices), detalhes totalmente banais, mas que dão nitidamente a sensação de parecer que foi ontem e aí DE REPENTE! – Já estamos em mais um final de ano e isso me assusta um pouco. Nessas horas eu fico pensando que talvez eu precise desacelerar mais (falando isso de um modo geral) ou procurar coisas em que o tempo seja deixado mais em segundo plano ou que dê a sensação de passar mais devagar, e aí a gente entra num paradoxo, que por mais que a gente anseie que as coisas boas se concretizem rápido ou que aquele momento chato passe logo de uma vez, no fundo, dá um certo medinho quando tudo acontece rápido demais. Estou loucona ou isso também acontece com vocês?

De qualquer forma, 2017 mesmo sendo um ano que indiretamente aconteceu muita coisa errada aqui e no mundo, pessoalmente falando, foi um ótimo ano pra mim e eu não tenho do que reclamar. Começamos o ano viajando e foi o ano novo mais inesquecível da minha vida: revi amigos, conhecemos lugares incríveis, pisei em cantos que estava morrendo de saudades… Londres sempre será a cidade do meu coração. Voltamos pra casa e pouco tempo depois a nossa casa virou literalmente nossa de verdade, foi um grande passo e foi uma correria total também, mas tudo deu muito certo. Estou com umas ideias maravilhosas de decor e algumas eu já coloquei em prática.

Nessa mesma época também já tínhamos fechado mais uma viagem. Só que essa, por nossa escolha, seria um pouco diferente do que já estávamos habituados. Ir para o Chile novamente me fez matar uma saudade enorme que eu estava de lá e só me dei conta disso quando pisei em Santiago, mas conhecer o Atacama foi algo completamente surreal, foi a mesma sensação que estar em outro mundo e eu voltei de lá, uma pessoa melhor (obviamente não melhor do que ninguém, mas no sentido de melhor para mim mesma). Porque mais do que conhecer o mundo, viajar também é um autoconhecimento. Voltei alguém melhor porque não é todo dia que você está pisando na neve e poucas horas depois andando pela areia do deserto, não é todo dia que se escala uma montanha a -15 graus de temperatura e a quase 6 mil metros de altitude, não é todo dia que você sente a força da natureza como se estivesse em cima de uma panela de pressão ao visitar um geyser, não é todo dia que você está no meio de um vale de trocentros mil anos, vislumbrando a beleza de um imenso vulcão enquanto o sol de se põe e essa viagem me fez um bem enorme porque por vários dias, eu tive contato com um mundo totalmente diferente do qual eu vivo.

Aí voltando um pouco, mais pro começo de ano – pra ser mais pontual, eu decidi parar de comer carne. Comecei parando com a carne vermelha (que já consumia pouco), depois com o frango, mas pouco tempo depois eu decidi partir do vegetarianismo para o veganismo e essa foi, de verdade, uma das melhores decisões da minha vida. O veganismo me trouxe muitas coisas: um conhecimento real de tudo (mesmo que muitas vezes seja um conhecimento doloroso), mas que carinhosamente eu prefiro chamar de despertar e além da parte toda de alimentação, consciência e filosofia, me trouxe também novos amigos, lugares novos que conheci e todo um mundo se abriu pra mim, nunca nenhuma porta se fechou.

Teve um show que eu esperei minha vida inteira e finalmente em 2017 aconteceu. Quando o U2 anunciou a turnê no Brasil eu quase enlouqueci e obviamente sofri horrores por antecipação porque, eu tinha praticamente certeza que não conseguiria os ingressos, o que de fato quase aconteceu… Mas quem tem amigos nunca está só, né? Meu amigo Fred conseguiu dois pra mim e eu fui com o Rick no primeiro dia de show. Chorei, cantei e me diverti tanto que não tirei nenhuma foto de tão eufórica e louca que fiquei, mas guardei tudo na memória e no meu coração.

No decorrer do ano eu li muitos livros, minha meta para 2017 era ler um livro por mês, mas eu consegui passar esse numero e li 16 17 livros esse ano. Nada mal, mas poderia ter lido mais? Poderia se as vezes o sono não me vencesse (gosto de ler antes de dormir) ou perdesse menos tempo no celular, quem sabe agora em 2018. O Rick me deu um Kindle de presente e sendo assim eu devolvi o dele, ler sempre será uma das minhas melhores terapias. A propósito, teve um post falando do livros que eu mais gostei e o que eu menos gostei, vocês viram?

Resgatamos e doamos gatinhos e isso apesar de não ser uma tarefa fácil (por isso tenho uma profunda admiração pelo trabalho das ONGS), foi muito gratificante porque eu senti a sensação de dever cumprido por ter resgatado vidas e dado a um lar com muito amor e carinho como realmente merecem. Por falar em gatos: os meus continuam lindos, bem cuidados, cheios de amor e muito safados também – eu preciso mencionar isso, cada dia é uma nova traquinagem pra contar história, mas é por eles e por todos os outros bichos que reforço cada vez mais o meu ativismo na causa animal.

Não existe um mundo perfeito ou uma vida cheia de flores, óbvio que a gente se estressa alguma hora (ou muitas horas ehehe) com alguma coisa, mas não lembro de algo que tenha sido o bastante ruim que as coisas boas não compensassem e mais uma vez eu só tenho que agradecer por isso. O ano ainda não acabou, mas desde já me sinto satisfeita por tudo e mesmo que tenha sido um 2017 bem apressadinho, não deixou de me dar felicidades.

Mudamos a roupinha do blog pra entrar em 2018 com tudo novo. Arte como sempre da maravilhosa Lia. Mais clean, suave e pleno ehehehe, eu tô apaixonada por esse tema. É muito engraçado porque o WordPress salva os banners antigos e eu estava vendo eles antes de publicar esse post, com o passar dos anos eu fui optando cada vez mais por algo mais clean e olha que eu sempre gostei de layouts visualmente mais carregados. A gente vai mudando até nesse aspecto. Mas é isso.. Já tenho muitos planos para 2018 – por mais clichê que isso possa parecer quando escrevo aqui, porém, esses eu guardo só pra mim e só divido depois que acontecer, combinado?

15 dez, 2017

Livros: o que mais gostei e não gostei em 2017

Ler sempre foi uma das minhas mais queridas terapias. Outro dia li uma matéria muito interessante que contava como o hábito da leitura não é só apenas usado como um hobby, mas também como um refúgio para os leitores, há um trecho muito interessante que tenho que destacar:

“Ler nos coloca em um espaço intermediário: ao mesmo tempo em que deixamos em suspenso nosso eu, nos conecta com nossa essência mais íntima, um bem valioso para se manter certo equilíbrio nesses tempos de distração. A leitura, dizia María Zambrano, nos brinda com um silêncio que é um antídoto ao barulho que nos rodeia. Ela nos procura um estado prazeroso semelhante ao da meditação e nos traz os mesmos benefícios que o relaxamento profundo.

E, é exatamente isso!!! Pra 2017 eu tinha colocado uma meta de ler ao menos um livro por mês e não parar de ler durante o ano. Consegui ler 16.

Eu gosto muito de suspenses, mitologias (especialmente as nórdicas), mas particularmente gosto muito de ler sobre a Segunda Guerra Mundial e títulos de livros pra essa parte tão obscura da história do mundo não faltam, mas esse ano também li bastante fantasia, especialmente de Neil Gaiman e alguns outros romances mais curtinhos, também estiveram presentes na lista. Não me simpatizo muito com ficção científica e autobiografias, mas é tudo questão de gosto mesmo e acredito que com o passar do tempo a gente vai moldando nossas preferências nas escolhas. Não importa se você gosta só de ler best sellers, clássicos, adaptações de cinema ou obras de pensadores filosóficos, a literatura não tem preconceitos (e nem deve), mas sim incentivos (e muitos) – ainda mais no Brasil que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca nem comprou um livro, então incentivar a leitura é algo primordial. Enfim… Esse post é pra dizer do livro que mais gostei e o que menos gostei esse ano, vou começar com o que menos gostei, porque os preferidos eu acabei escolhendo dois.

O que menos gostei:

A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh. O ultimo da trilogia da Princesa Sultana que eu não fiz a resenha aqui porque nem valeu a pena, veja bem não é um livro de toooodo o ruim, acredito que o livro só é considerado ruim quando você não consegue mais ler e acaba abandonando a história, aliás, os dois primeiros livros dessa trilogia foram até que legais, nada extraordinários, mas legais. Já o terceiro o que deu pra notar era a personagem principal totalmente hipócrita, egoísta, chata e mimada pra caramba (é baseado numa história real) que não estava condizendo em nada com a mensagem que ela queria passar, além de uma autora que parecia que não estava com a menor vontade de escrever esse ultimo livro. Tinha tudo pra ser uma história boa porque o contexto é bem interessante, mas infelizmente foi bem sem graça mesmo.

O que mais gostei:

Eu escolhi dois porque ambos ficaram empatados nos meus quesitos de livros que considero 100% bons. O primeiro deles é A Ponte Invisível de Julie Orringer. São 724 páginas e eu li tão rápido que nem vi a história passar, eu fiquei apaixonada por essa história e fiz a resenha dele aqui. Leitura mais que recomendada, esse também entrou pra minha lista de preferidos porque é daquele tipo de história com reviravoltas e altamente emocionante, te prende do começo ao fim.

O outro é Deuses Americanos do Neil Gaiman. Há muito tempo eu estava pra ler esse livro, mas sempre começava com outro e ia deixando esse na fila, até que esse ano eles adaptaram a história pra um seriado e aí eu resolvi ler. Pelo amor de Odin. Que história!!!! Me perguntei por que eu não li antes. Mas acho que sei o porquê: Se você só lê a sinopse, dá a impressão de que você não vai entender nada da história, que vai ser uma parada super viajada daquelas que não ligam nada com nada, mas Neil Gaiman tem o dom de contar e criar as fantasias mais loucas e COM muito sentido que te puxa pra dentro do livro. Deuses Americanos é fantástico, eu fiz uma resenha dele também. O seriado também é bem legal, mas algumas coisas são bem diferentes do livro, eu sempre recomendo ler antes e assistir a série depois.

E vocês, o que mais gostaram e o que menos gostaram de ler esse ano?

06 dez, 2017

Feirinha de antiguidades do Bixiga

Eu sempre fui apaixonada por feirinhas e lojas de antiquidades, é algo que preciso visitar com mais frequência, pois eu gosto muito desse tipo de programa (mas acho que tinha me esquecido desse meu hobby porque há muito tempo não fazia). Quando estive na Argentina eu fui na feirinha de San Telmo que é gigantesca e além de antiguidades, tem artesanato e boas comidinhas também, além dela, outra muito conhecida que fui é a de PortoBello em Notting Hill, dessa ultima vez estivemos em Londres (meu Deus já vai fazer um ano!), essa é especialmente apaixonante e igualmente grande, com milhões de antiguidades, comidas, flores e algum artesanato também se encontra por lá, eu trouxe uma caneca do Jubileu da Rainha da década de 70 que é o meu xodó.

Em São Paulo há feirinhas de antiques que são bem legais também, tem a do vão do Masp, da Benedito Calixto e a do Bixiga que conheci há algumas semanas atrás e fiquei apaixonada, mesmo sendo parecida com a da Benedito, eu achei que tem uma variedade muito maior de coisas, os preços são melhores e sem contar que você está no bairro mais italiano da cidade e um dos mais charmosos também.

Mas o que faz essa do Bixiga ser tão especial?

Bom, além da feirinha de antiguidades que acontece todos os domingos, nos arredores tem muitas lojas de antiquários e uma galeria com diversas peças antigas de tudo que vocês podem imaginar, o que é bem interessante pra quem, por exemplo, está atrás de algum móvel antigo em bom estado. Eu estou a procura de uma cômoda provençal, mas preciso voltar um dia lá só pra procurar isso, porque quero escolher uma com calma. Enfim… É muito gostoso passear no meio disso tudo porque cada peça é carregada de alguma história (mesmo que muitas vezes você não sabia a história daquilo, mas sabe que aquilo tem algo pra contar) e na grande maioria das vezes, é algo único. Eu particularmente gosto bastante.

Depois você pode almoçar em uma das milhões de cantinas que tem espalhadas no Bixiga e que são espetaculares, é um passeio muito legal que pretendo fazer com mais frequência, principalmente com o objetivo de ter algumas coisinhas de antique na minha casa também. Entre a feirinha do Bixiga e a da Benedito Calixto (que acontece aos sábados) eu gosto mais do Bixiga, mas ambas são legais pra se conhecer.

28 nov, 2017

Livro: Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa

A gente não pode julgar um livro pela capa, mas confesso que essa foi a primeira coisa que me atraiu quando vi este livro nas avaliações do Skoob da Lia. Aliás, o Skoob é uma ótima rede social de livros, quem quiser me seguir lá, fique a vontade. Mas então, depois de me apaixonar pela capa eheheheh, eu fui ler mais sobre e me interessei bastante também, mas fui deixando ele na fila de leituras e semanas atrás comecei a ler, segue o resumo:

“1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.”

A história é toda contada na visão de June Elbus, a personagem principal da história que logo de cara é impossível não se simpatizar por ela. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sobre relações familiares, amores inapropriados, ciúmes, amadurecimento e perdão. É uma história totalmente psicológica, mas contada de uma maneira leve e sublime, que faz você se colocar no lugar de cada personagem e entender a cabeça e os motivos das ações de cada um deles. Não tem grandes reviravoltas ou algum desfecho totalmente inesperado, mas é uma leitura que te faz querer continuar e continuar a ler, porém sem grande pressa. Acho que isso se deve muito em parte pelos momentos de reflexão que a gente acaba tendo com os personagens, ao passo que, desperta uma série de emoções contraditórias, mas acima de tudo sinceras e com várias interpretações.

“Eu sentia ter provas de que nem todos os dias têm a mesma duração, nem todo o tempo tem o mesmo peso. Prova de que há mundos e mundos por cima de mundos, se você quiser que eles estejam ali.”

Vai ganhar as 4 xícaras de café: