
Na sequência do best-seller Manual de assassinato para boas garotas, um desaparecimento misterioso abala Little Kilton Um ano após a investigação obsessiva que reescreveu a história de sua pacata cidade, Pip acredita que seus dias de detetive amadora chegaram ao fim. Prometendo nunca mais se envolver no emaranhado de segredos de Little Kilton, a garota planeja lançar um podcast sobre a resolução do caso e voltar a ter uma vida normal. Até que algo terrível acontece, e ela precisa quebrar sua promessa. Jamie Reynolds, o irmão de um de seus melhores amigos, está desaparecido. Ele foi visto pela última vez no memorial dedicado a Andie Bell e Sal Singh, seis anos após o crime. Seria mera coincidência? Quando a polícia se recusa a agir, Pip decide voltar à ativa. Com a ajuda dos amigos, dos ouvintes do podcast e de Ravi, ela se lança em uma busca frenética para encontrar Jamie antes que seja tarde demais. Cada segundo conta, e só resta uma certeza: ninguém em Little Kilton é quem diz ser. Nessa trama afiada, os efeitos da primeira investigação de Pip se misturam com um novo mistério arrepiante. E ela está disposta a correr riscos ainda maiores em sua busca pela verdade.
Segundo livro da série de “manual de assassinato para boas garotas” que eu já engatei na sequência (e olha que não costumo fazer isso porque sempre acabo intercalando com outra história pra não enjoar), mas se no primeiro livro era uma investigação sobre o passado, este é um desespero contra o relógio — e uma reflexão profunda sobre as consequências de desenterrar verdades perigosas (e que teve uma grande consequência), na verdade eu estou escrevendo essa resenha, mas já estou quase na metade do terceiro livro.
Um ano após desvendar o caso Andie Bell/Sal Singh, Pip – nossa Sherlock tenta seguir em frente. Ela se prepara para lançar um podcast sobre sua experiência, jurando nunca mais se envolver em investigações. No entanto, quando Jamie Reynolds, irmão de seu melhor amigo, desaparece misteriosamente após ser visto no memorial das vítimas do caso anterior, Pip é arrastada de volta ao mundo das sombras de Little Kilton.
Com a polícia relutante em agir, Pip e Ravi — agora seu namorado e parceiro inseparável — iniciam uma corrida contra o tempo. A investigação se torna um labirinto de mentiras, vinganças e segredos conectados ao seu passado. Pip logo descobre que sua fama de detetive amadora atraiu tanto aliados quanto inimigos, e que salvar Jamie pode significar sacrificar sua própria segurança e a de quem ama. Eu achava que o segundo livro não seria tão bom quanto o primeiro, mas olha, Holly Jackson sabe te levar para dentro de uma história e eu diria que o segundo livro é tão bom, quicá, até melhor que o primeiro.
Pip não é mais a garota ingênua do primeiro livro. Ela lida que algumas verdades nem sempre é o mesmo que fazer justiça e dilemas morais que a deixou, pelo que já percebi, completamente mudada no terceiro livro que estou lendo.
A narrativa envolve seus scripts do seu podcast e transcrições das entrevistas como no primeiro livro e que como já disse: dá um plus totalmente imersivo aos mistérios. O desaparecimento de Jamie cria uma sensação de urgência palpável. Cada capítulo avança o relógio, e você sente o desespero de Pip para encontrá-lo vivo. O livro mostra como a investigação do primeiro volume alterou para sempre a cidade e seus habitantes e já deu uma alterada em Pip também. Personagens retornam com novas motivações, rancores e segredos. Mais uma vez, vale lembrar que esse gênero sempre possui temas sensíveis e com esse não é diferente ok?
Holly Jackson aprofunda o universo que criou, entregando um thriller mais sombrio, pessoal e emocionalmente carregado. A tensão é constante, as reviravoltas são impactantes e a jornada de Pip como personagem é profunda. Uma prova de que algumas histórias não terminam quando o caso é resolvido — elas ecoam, crescem e se transformam em novos pesadelos. 5/5:







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