
Mistura de A múmia com Morte no Nilo, este livro é uma maravilhosa ficção histórica ambientada no Egito, com uma aventura eletrizante e um romance de inimigos que se tornam amantes.
Inez Olivera faz parte da alta sociedade de Buenos Aires no século XIX. Como o resto do mundo, a cidade está imersa em magia antiga, que já foi quase toda abandonada ou esquecida.
Inez tem tudo que uma garota poderia querer, exceto o que mais deseja: viver ao lado dos pais aventureiros, que com frequência a deixam para trás para vagar pelo mundo.
Quando fica sabendo da morte dos dois, ela herda uma imensa fortuna e é contatada pelo tio misterioso, um arqueólogo. Ansiando por respostas, Inez parte para o Cairo levando um anel de ouro que o pai lhe enviou antes de falecer. Assim que chega, porém, a magia antiga impregnada na joia a leva por um caminho inesperado.
Provocada o tempo todo por Whitford, o belo e irritante assistente do tio, Inez vai explorar tumbas ancestrais e se perder em aventuras (e nos belos olhos do jovem). Mas ela precisará confiar na magia para descobrir a verdade sobre a morte dos pais – ou arriscar se tornar um mero peão num jogo mortal.
Imagine um livro que combina magia, mistério, aventura e uma pitada de romance, tudo envolto em uma atmosfera rica e detalhada do Egito. É exatamente isso que “O Que o Rio Sabe”, de Isabel Ibañez, oferece. Com uma narrativa cativante e personagens profundamente humanos, a autora nos leva a uma jornada emocionante pelo Egito do século XIX, onde o passado e o presente se entrelaçam de maneira mágica.
A protagonista aqui é Inez Olivera, uma jovem da alta sociedade de Buenos Aires que, apesar de ter uma vida confortável, sente um vazio imenso pela ausência dos pais aventureiros. Quando eles morrem em circunstâncias misteriosas, Inez herda não apenas uma fortuna, mas também um anel de ouro que parece guardar segredos antigos. Determinada a descobrir a verdade, ela parte para o Cairo, onde se envolve em uma trama repleta de tumbas ancestrais, magia esquecida e perigos inimagináveis. Confesso que demorei um pouco pra engatar nesse começo e o livro só ficou interessante pra mim a partir dos 30% da história, depois disso foi muita gritaria, queixo no chão e eita atrás de eita que eu não queria parar de ler.
O que mais me encantou nesse livro foi a construção e a maneira como tudo vai se desenrolando. A autora nos transporta para um Egito vibrante, onde a magia está presente em cada detalhe – desde os hieróglifos nas paredes até o vento que sopra no deserto. A autora consegue equilibrar perfeitamente a riqueza descritiva com uma narrativa ágil, mantendo o leitor preso até a última página.
E, claro, não podemos falar de O Que o Rio Sabe sem mencionar Whitford, o assistente do tio de Inez, que é tão charmoso quanto irritante. A dinâmica entre ele e Inez é cheia de tensão e química, adicionando um toque de romance que complementa a trama sem dominá-la. (E isso realmente não poderia faltar).
O livro aborda temas profundos, como a busca por identidade, por respostas, o peso das expectativas familiares e a coragem de enfrentar o desconhecido. Inez é uma protagonista forte e cativante, que cresce ao longo da história, aprendendo a confiar em si mesma e na magia que carrega consigo.
O Que o Rio Sabe é um livro perfeito pra sair de uma ressaca literária e mais ainda perfeito para quem ama histórias de mistério, aventuras, magia e personagens que conquistam o coração. Isabel Ibañez nos apresenta uma história com uma aventura que é, ao mesmo tempo, uma jornada de autodescoberta e uma celebração da magia que existe dentro e ao nosso redor. Já quero o segundo livro pra AGORA! 5/5:
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