
Quando duas pessoas vêm de origens conflitantes entre si, será que o amor é suficiente para superar o choque cultural? Um romance comovente sobre medo, amor e o impacto devastador do preconceito – baseado na própria experiência de vida de Tahereh Mafi, autora da série best-seller Estilhaça-me! Após os atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos da América passam por um momento muito turbulento. Mais turbulento ainda para alguém como Shirin, uma garota muçulmana de 16 anos que está cansada de ser estereotipada. Shirin não se surpreende mais com as atitudes horríveis das pessoas. Está cansada dos olhares atravessados, dos comentários degradantes – até mesmo da violência física – que ela suporta como resultado de sua etnia, de sua religião e do véu que ela usa todos os dias. Para se proteger de tudo isso, ela constrói barreiras ao seu redor e não permite que ninguém se aproxime dela o suficiente para machucá-la. Mas tudo muda quando Ocean James surge em sua vida – a primeira pessoa que realmente demonstra querer conhecê-la de verdade. E isso a apavora, pois eles parecem vir de dois mundos irreconciliáveis. Shirin está com a guarda levantada há tanto tempo que não tem certeza se será capaz de baixá-la.
Esse livro, da aclamada autora Tahereh Mafi, foi baseado nas próprias experiências da autora como mulher muçulmana vivendo nos Estados Unidos pós-11 de setembro, a obra mergulha fundo nas feridas abertas pelo racismo e na resistência de uma jovem que aprendeu a sobreviver erguendo muros ao seu redor. Shirin é uma adolescente muçulmana de 16 anos que usa véu (hijab) e está exausta. Cansada de ser julgada, insultada e agredida psicologicamente fisicamente por sua fé e sua aparência, ela constrói uma armadura emocional que até mesmo a raiva se torna um escudo. Seu mundo é marcado por olhares de desconfiança e a sombra dos ataques de 11 de setembro, que intensificaram a islamofobia ao seu redor.
Tudo começa a mudar quando ela conhece Ocean, um jovem gentil e persistente, se aproxima dela. Diferente de todos os outros, Ocean não a vê como uma “estranha” ou uma “inimiga”. Ele quer conhecê-la de verdade, e isso a assusta. Shirin precisa decidir se vale a pena arriscar a dor de baixar a guarda para alguém que, em tese, pertence a um mundo oposto ao seu.
A autora não poupa o leitor das cenas de racismo e violência verbal que Shirin enfrenta principalmente dentro da escola. A autora expõe a islamofobia estrutural e como ela afeta a saúde mental e a autoestima de jovens muçulmanos. O romance entre Shirin e Ocean não é idealizado. É um amor que exige esforço, paciência e disposição para atravessar barreiras culturais e emocionais. Eles representam a possibilidade de conexão mesmo em tempos de ódio.
A voz de Shirin é ácida, dolorida e, em muitos momentos, poética. Seus monólogos internos transmitem raiva, tristeza e, gradualmente, esperança. É dolorido e revoltante estar na pele dela. Esse é um livro que nos lembra que, em um mundo cheio de muros, o afeto pode ser uma forma de revolução. Uma leitura urgente, dolorida e, ao mesmo tempo, cheia de luz. Um young adult com relevância social. Gostei demais desse livro. 5/5:







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