
“Sob o olhar constante de sua mãe, a perfeição sempre lhe foi exigida, a qualquer custo. Quando uma lesão coloca em risco tudo pelo qual ela se sacrificou, Allie retorna à sua casa de praia para se recuperar. Lá, no entanto, as memórias que ela tentou enterrar voltam à tona, ameaçando afogá-la. Como mergulhador de resgate da guarda costeira, Hudson Ellis sabe que uma mera hesitação pode significar a diferença entre a vida e a morte. Ele sempre se orgulhou de estar no lugar certo na hora certa, especialmente quando se tratava de Allie Rousseau… até a noite em que precisou partir. Após o maior arrependimento de sua vida, os segredos que Hudson guarda o impedem de ficar com a mulher que ele deseja acima de qualquer coisa.Quando a sobrinha de Hudson aparece na porta de Allie, desesperada para encontrar sua mãe biológica, a bailarina se vê em um dilema inimaginável. O passado e o presente de Allie e Hudson poderão se tornar infinitamente complicados. O laço que os unia tanto tempo atrás pode ter se rompido, mas a verdade é capaz de aproximá-los de novo; ou separá-los para sempre.”
Rebecca Yarros pra mim é aquela que ou acerta muito em um livro ou ela erra demais. Esse pra mim, infelizmente, ela errou. “Profundezas” de Rebecca Yarros é um romance que promete um mergulho emocional, mas acaba entregando um banho de água morna em narrativas já desgastadas do gênero. Embora a premissa tenha potencial — uma bailarina lesionada que retorna à cidade natal e reencontra um amor do passado mergulhado em segredos —, sua execução se perde em clichês previsíveis, personagens pouco cativantes e conflitos artificiais.
O relacionamento entre Allie e Hudson carece de tensão genuína. A chegada da sobrinha de Hudson, buscando a mãe biológica, poderia adicionar complexidade, mas funciona como um artifício narrativo para justificar a reaproximação dos protagonistas. A trama se desenrola de maneira previsível, com reviravoltas que não causam surpresa, mas sim uma sensação de manipulação emocional barata. Personages bem chatos: a própria Allie, suas irmãs, a mãe (que pouco aparece), Caroline a até a Juniper – ô criança chata!
A autora optou por intensificar o drama com segredos familiares, traumas passados e acidentes trágicos, mas muitas dessas revelações são mal desenvolvidas e parecem servir apenas para prolongar o conflito sem aprofundá-lo. A emoção, em vez de nascer organicamente, é forçada por situações extremas e pouco exploradas. A obra cai na armadilha de retratar Allie como uma mulher fragilizada que precisa ser “salva” ou curada pelo amor de um homem, mas pra mim se mostrou uma mulher de quase trinta anos mimada. Hudson, por outro lado, é o homem ferido que se redime através do heroísmo. Pra mim não há subversão ou renovação dessas fórmulas.
“Profundezas” tinta tudo pra ser um romance em potencial, mas passou muito longe disso. Rebecca Yarros recorre a fórmulas seguras e previsíveis, resultando em uma história que pode até agradar fãs casuais do gênero, mas decepciona quem busca personagens complexos, desenvolvimento de relacionamento orgânico e conflitos genuínos. É uma obra que flutua na superfície das emoções, mas nunca mergulha de verdade nas águas turbulentas que promete explorar. Minha nota pra esse livro é dó:







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