
Considerado pelo The New York Times um dos cem livros mais notáveis de 2020.
Véspera de Natal, 1617. O mar ao redor da remota ilha norueguesa de Vardø é surpreendido por uma tempestade de grandes proporções. A jovem Maren observa enquanto os homens da ilha, que saíram para pescar, perecem em questão de segundos. Para as mulheres que ficaram para trás, sobreviver significa enfrentar a dura rotina da ilha. Elas pescam, caçam e matam renas – algo que nunca tinham feito enquanto os homens estavam vivos. Mas a fundação dessa nova sociedade de mulheres começa a se desestabilizar com a chegada, três anos depois, de Absalom Cornet, um homem sinistro enviado da Escócia para erradicar supostas práticas de bruxaria. Cornet leva consigo a ameaça do perigo, mas vai acompanhado de sua bela e jovem esposa norueguesa chamada Ursa.
Em seu novo lar e em Maren, Ursa encontra algo que nunca tinha visto antes: mulheres independentes. Porém, neste lugar onde Ursa encontra a felicidade e até mesmo o amor, Absalom vê apenas um ambiente dominado por um mal terrível, que ele precisa erradicar a qualquer custo.
Inspirado nos eventos reais da tempestade de Vardø e nos julgamentos das bruxas em 1621, esta é uma história de amor, maldade e obsessão.
Para fãs de O conto da aia, Miniaturista, Ritos de adeus e Circe, Vardø: a ilha das mulheres nos mostra como uma suspeita pode se infiltrar em uma comunidade e como um amor intenso pode se revelar extremamente perigoso.
Livro baseado em fatos históricos que aconteceram entre 1617 à 1620 na ilha de Vardø aonde dezenas de pessoas, sendo em sua grande maioria mulheres foram acusadas, condenadas, torturadas e queimadas por bruxaria. Hoje na ilha existe um grande memorial em formato de casulo cheio de janelinhas, cada janelinha representa uma pessoa que foi condenada com uma plaquinha e as informações com o nome de cada um, ao todo são 91 dessas janelinhas.
Em 1617 uma tempestade se formou repentinamente na costa da pequena ilha de Vardø matando 40 homens que estavam pescando em alto mar, todas as mulheres da ilha perderam seus filhos, maridos e irmãos. Com isso essas mulheres tiveram que aprender a se virar sozinhas para garantir seu sustento e sobrevivência em uma ilha no noroeste da Noruega que sobretudo possui invernos muito rigorosos. Nessa mesma época o Rei Cristiano que era luterano ortodoxo e querendo estabelecer sua religião por todo o país – especialmente em áreas mais distantes como Vardø, começou a impor diversas reformas religiosas. Acontece que pessoas – em boa parte indígenas com práticas comuns e antigas se recusaram a obedecer as reformas do Rei, sendo assim ele instaurou diversas perseguições e massacres com a acusação de bruxaria e feitiçaria.
Até aqui, tudo o que eu disse é fato histórico. Realmente aconteceu e essa é a base do livro. Na história ficcional temos como protagonistas Maren e Ursa. Maren é habitante da ilha Vardø e que assim como muitas mulheres, perdeu o pai, o irmão e o homem com quem ia se casar na grande tempestade. Ursa é de Bergen e teve seu casamento arranjado com Absalom – um comissário escocês enviado a ilha para catequizar e incriminar pessoas pela prática de bruxaria. O livro é rico em detalhes de lugares, a história apesar de muito antiga ainda se faz atual para nós hoje em dia.
Eu gostei demais demais desse livro. Pra mim o começo foi um pouco devagar, mas isso não me atrapalhou em nada na leitura. Vardø é um livro que nos mostra mulheres que estão tentando se reerguer após uma grande tragédia e que, apesar de muitas adversidades, foram muito capazes disso. Mulheres fortes e guerreiras que foram perseguidas por nenhuma razão por pessoas que são completamente cegas as suas crenças. 5/5 xícaras:
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